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Relatório de Gestão e Contas

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Relatório de Gestão e Contas

2009

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Sede Social: Mitrena – 2910-738 Setúbal Conservatória do Registo Comercial de Setúbal

Matrícula N.º 503 847 151 Pessoa Colectiva N.º 503 847 151

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Relatório de Gestão e Contas

2009

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Design de Comunicação e Produção DDLX [www.ddlx.pt]

Direcção de Arte José Teófilo Duarte Design e Paginação Eva Monteiro | Filipa Fernandes

Impressão e Acabamento Corlito Artes Gráficas, Setúbal

Março | Abril 2010

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Membros dos Órgãos Sociais 6

Assembleia Geral Anual de Accionistas 8

Relatório do Conselho de Administração 13

1 Introdução 13

2 Considerações Gerais sobre o Mercado 17

3 Actividade de Reparação/Manutenção Naval 20

4 Investimentos 22

5 Recursos Humanos 25

6 Situação Económica e Financeira 31

7 Perspectivas de Actividade para 2010 39

8 Proposta de Aplicação de Resultados 41

9 Referências Finais 41

Balanço Analítico 46

Demostração de Resultados 49

Demonstração de Resultados por Funções 51

Demonstração dos Fluxos de Caixa 52

Anexo à Demonstração dos Fluxos de Caixa 54

Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados 55

Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 71

Certificação Legal das Contas 73

Extracto da Acta da Assembleia Geral Anual de Accionistas de 25 de Março de 2010 Relativa à Aprovação dos Documentos

de Prestação de Contas respeitante ao Exercício de 2009 75

Delegações e Representações 77

ÍNDICE

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(9)

Presidente:

Dr. Luís Miguel Nogueira Freire Cortes Martins Vice-Presidente:

Dr. Carlos Fernando Soares Pinheiro Secretário:

Dr. Manuel Joaquim Rodrigues Presidente:

Eng. José António Leite Mendes Rodrigues Vogais:

Dr. Nelson Nunes Rodrigues

Dr. Aloísio Fernando Macedo da Fonseca Eng. Frederico José Ferreira de Mesquita Spranger Eng. Marcus Schwaeppe

Dr. João Rui Carvalho dos Santos Eng. Manuel Serpa Leitão Presidente:

Eng. Frederico José Ferreira de Mesquita Spranger Vogais:

Eng. Marcus Schwaeppe Dr. João Rui Carvalho dos Santos Presidente:

Sr. Francisco José da Silva Vogais:

Dra. Maria Isabel Louro Caria Alcobia

“Patrício, Moreira, Valente & Associados, SROC”

Representada por Dr. Joaquim Patrício da Silva Suplente:

Dr. Alberto Arnauth Ribeiro - ROC Dr. Carlos Fernando Soares Pinheiro Presidente:

Dr. Luís Miguel Nogueira Freire Cortes Martins Secretário:

Dr. Walter Klausmann

MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

Mesa da Assembleia Geral

Conselho de Administração

Comissão Executiva

Conselho Fiscal

Secretário da Sociedade Comissão de Vencimentos

MANDATO: QUADRIÉNIO 2009-2012

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Conselho de Administração

Comissão Executiva

Controller

Comercial

Administrativa

Produção

Gestão de Projectos

Logística

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Convocatória

Nos termos da Lei e do Contrato de Sociedade, é convocada a Assembleia Geral Anual de Accionistas da Lisnave, Estaleiros Navais, S.A., para reunir, no dia 25 de Março de 2010, pelas 11:00 Horas, na Sede da Sociedade, no Estaleiro da Mitrena, Setúbal, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1º Deliberar sobre o Relatório de Gestão e Contas do Exercício de 2009;

2º Deliberar sobre o Relatório do Conselho Fiscal;

3º Deliberar sobre a Proposta de Aplicação de Resultados;

4º Proceder à apreciação geral da Administração e Fiscalização da Sociedade.

No prazo legal, ficam à disposição dos Senhores Accionistas, na Sede da Sociedade e no respectivo Sitio na Internet, os elementos constantes do artigo 289º do Código das Sociedades Comerciais e os respeitantes aos pontos que constituem a Ordem de Trabalhos.

Nos termos da Lei e do Contrato Social a Assembleia Geral é constituída pelos Accionistas com direito a voto que possuam, pelo menos, cem Acções devidamente registadas em seu nome até dez dias antes da data da Assembleia Geral. A cada cem Acções corresponderá um voto.

Para o efeito, os Senhores Accionistas que queiram estar presentes naquela Assembleia deverão informar o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta, com assinatura reconhecida notarialmente, ou certificada pela Sociedade, devendo neste caso solicitar às instituições financeiras onde se encontram registadas as Acções que comuniquem ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral a existência de tal registo, até cinco dias úteis antes da data da Assembleia Geral.

A Assembleia Geral só poderá reunir, em primeira Convocatória, estando presentes ou representados Accionistas representantes de, pelo menos, cinquenta por cento do Capital Social.

Não poderão assistir à Assembleia Geral os Accionistas que não tenham direito a voto.

Setúbal, 08 de Fevereiro de 2010 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Dr. Luís Miguel Nogueira Freire Cortes Martins

ASSEMBLEIA GERAL ANUAL DE ACCIONISTAS

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1 | Introdução

A Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. tendo obtido, no Exercício de 2009, Resultados Líquidos semelhantes aos do Exercício anterior, ultrapassou com sucesso as dificuldades de mercado com que se deparou.

Este facto assume particular relevância se se tiver em conta que, fruto da crise da economia internacional, o mercado apresentou uma acentuada quebra, em resultado da qual se verificou uma redução significativa do número de navios reparados, 22 unidades menos do que no ano de 2008.

Com efeito, o nível de desempenho atingido vem confirmar que, mesmo nestas circunstâncias e atenta a recuperação que a Empresa tem vindo a evidenciar no decurso dos últimos anos, as opções estratégicas, definidas no princípio da década e concretizadas nos anos subsequentes, se revelaram adequadas e tornaram a Lisnave mais bem preparada para enfrentar adversidades, designadamente situações de recessão económica e de crise de mercado, como aquela que temos vindo a atravessar.

O Conselho de Administração, ao encerrar o Exercício que completa uma década sobre a data da transferência de actividade para o Estaleiro de Mitrena, pretende, dada a importância de que se reveste, quer em termos regionais, quer sobretudo a nível nacional, relevar que a Lisnave, no período que decorre desde o início do Plano de Reestru- turação – segundo semestre de 1997 – até ao final deste Exercício, procedeu à reparação/manutenção de 1.624 navios, provenientes de 56 países de todo o mundo, a que corresponderam Vendas de 1,43 mil milhões de Euros, dos quais uns expressivos 1,36 mil milhões para exportação.

Assim, a Lisnave, com esta actividade, a que está associado um Valor Acrescentado Nacional de mais de 95%, asse- gurou o pagamento de Salários globais equivalentes a 818 milhões de Euros, tendo efectuado entregas ao Estado, em contribuições para a Segurança Social, IRS e outros Impostos, de mais de 142 milhões de Euros.

O Exercício de 2009

A Lisnave, apesar de ter atingido um assinalável nível de desempenho, enfrentou, no Exercício em apreço, um conjunto de dificuldades, que já haviam sido visíveis no Exercício anterior, mas cujos efeitos foram particular- mente sentidos no decurso de 2009.

Com efeito, verificou-se, efectivamente, em resultado da queda da economia mundial, uma acentuada contracção do comércio mundial e, consequentemente, uma significativa redução da procura de transporte marítimo e, decorrente desta, uma quebra no mercado de Reparação Naval.

Paralelamente, o efeito desta quebra foi agravada pelo

“aumento da oferta de reparação”, induzido pela redução de procura, factor que influenciou, também negativamente, a taxa de sucesso comercial de negociação de encomendas que caiu para 19% no Exercício, a qual, numa perspectiva de número de Consultas Obtidas, se traduziu na redução da procura em cerca de 8,5% relativamente a 2008 ou, nuns expressivos 25%, se se considerar como referência o ano de 2007.

Por outro lado, as taxas de frete médias diárias baixaram dramaticamente durante o período a que se reporta o presente Relatório, conhecendo valores médios, que só encontram paralelo no ano de 2005.

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

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De facto, um petroleiro “Suezmax Moderno”, que esteve afretado, embora com variações acentuadas, com valores médios de taxa de cerca de 70.000 Dólares dos EUA/dia em 2008, teve que operar, ao longo de 2009, com taxas médias de menos de metade daquele valor, na ordem de 30.000 Dólares/dia, depois de estas terem atingido uns impensáveis mínimos de 12.500 Dólares/dia em meados do ano.

Evolução semelhante tiveram as taxas dum Graneleiro

“Capesize”, com os respectivos montantes médios anuais a situarem-se na casa dos 30.000 Dólares/dia, depois de terem verificado, em média, uns confortáveis cerca de 90.000 Dólares por dia no ano de 2008.

Neste contexto de acentuada degradação dos mercados, a Lisnave concluiu o Exercício de 2009 com um volume de Vendas de Reparação Naval de 118 milhões de Euros, cerca de 27,5 milhões menos do que no ano anterior, correspondente à reparação/manutenção de 116 navios.

O total dos Proveitos de Exploração fixou-se em 122,9 milhões de Euros, isto é, menos 32,5 milhões de Euros do que no ano de 2008.

Os Resultados Líquidos do Exercício, contudo, atingiram os 14,93 milhões de Euros positivos (400.000 Euros menos que em 2008), a que corresponderam Resultados Operacionais de 20,7 milhões de Euros e um Gross Cash Flow de cerca de 26,6 milhões de Euros, situação que decorre dos benefícios induzidos pela alteração do esquema de Rendas do Estaleiro, renegociado com a Concessionária no Exercício anterior, mas cujos efeitos positivos se traduziram, mais acentuadamente,

no Exercício de 2009.

Desta forma, o Conselho de Administração, embora ciente dos efeitos antes referidos, considera que

a Lisnave, ao atingir, num ano de extrema dificuldade de mercado, um nível de Resultados Líquidos semelhante ao do Exercício anterior, que se fixou como o melhor da sua existência, obteve um assinalável nível de sucesso.

Releve-se, ainda, o facto de a Situação Líquida se situar em montantes que multiplicam por sete o valor do Capital Social.

No que respeita ao Activo Imobilizado, o montante dos Investimentos realizados, durante o Exercício em análise, foi de cerca de 1,4 milhões de Euros, os quais ascendem já, desde o Exercício de 2000 e em termos acumulados, a cerca de 28,8 milhões de Euros.

De notar, ainda, o valor muito significativo de custos incorridos, no presente Exercício, com as grandes repara- ções de infra-estruturas e equipamentos, no montante de 2,4 milhões de Euros, bem como dos custos com a implementação da integração dos sistemas operacionais e de recursos humanos em SAP e com a introdução do novo Sistema de Normalização Contabilística, que ascenderam, no seu conjunto, a 0,75 milhões de Euros.

De referir, por outro lado, os Investimentos relacionados com a reabilitação do Estaleiro, os quais, sendo embora da responsabilidade da Concessionária, Lisnave Infraes­

truturas Navais, ascenderam a 4,7 milhões de Euros no Exercício em análise, a que acrescem mais 0,9 milhões despendidos no Exercício anterior, assumindo particular destaque a profunda reparação estrutural da Doca 20.

Por outro lado, a Empresa manteve, no período em análise, as suas tradicionais características de Empresa fortemente exportadora, tendo vendido para o mercado externo 114 milhões de Euros de serviços de Manutenção e Reparação, enquanto procedeu, apenas, à reparação de dois navios de pavilhão nacional.

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A Lisnave manteve, igualmente, o seu elevado nível de empregabilidade, garantindo emprego equivalente a mais de 61 milhões de Euros, a que correspondem, em média, cerca de 2 mil e quinhentas pessoas.

De realçar, ainda, que o Exercício foi concluído sem dívidas vencidas, quer aos Trabalhadores, quer ao Estado, ao qual foram entregues em IRS, Contribuições para a Segurança Social e outros Impostos, cerca de 15,6 milhões de Euros, a que acrescem mais 6,9 milhões, relativos a Impostos sobre Lucros do Exercício.

Relativamente à Formação Profissional de Jovens Operários, o Conselho de Administração regista com satisfação que, apesar das dificuldades de recrutamento e de posterior fixação, estão já a trabalhar, como Praticantes em diferentes níveis profissionais, cerca de uma centena de Jovens, alguns dos quais iniciaram, entretanto, uma carreira profissional.

A Lisnave , uma vez que não era possível continuar a adiar decisões de futuro , deliberou, dado o facto de não ter sido possível celebrar o já anteriormente referido Acordo de Empresa, redireccionar a sua estratégia de Recursos Humanos, a qual passará pela colaboração estreita com a Empresa, entretanto criada no âmbito Accionista.

Esta Empresa, com a designação social de LisnaveYards e com objecto social semelhante ao da Lisnave, iniciou a sua actividade de Prestação de Serviços em Fevereiro de 2009, tendo já ao seu serviço, à data do final do Exercício, cerca de quatro dezenas de Trabalhadores.

No âmbito dos Recursos Humanos, é de referir, ainda, a contratação, pela Lisnave, de 16 Jovens Engenheiros e, na sequência da aprovação da Assembleia Geral de Accionistas, a atribuição de uma Gratificação de Balanço à generalidade dos Trabalhadores da Empresa, no montante global de 1,115 milhões de Euros.

No que respeita a Responsabilidade Social, a Lisnave prosseguiu com a sua política de apoios, associando-se a diversas Entidades e Organizações, com incidência nas áreas Social, Cultural e Desportiva, através da concessão de donativos, que ascenderam, no Exercício, ao montante de 177 mil Euros.

A Lisnave manteve a Certificação ISO 9001:2008, mantendo, igualmente, o Certificado de Protecção do Código Internacional de Segurança de Navios e Instalações Portuárias – ISPS e o Licenciamento Ambiental do Estaleiro da Mitrena.

A Estrutura Accionista era, em 31 de Dezembro de 2009, a seguinte:

Navivessel, Estudos e Projectos Navais, S.A. 72,83 %

ThyssenKrupp Marine Systems AG 20,00 %

Estado Português 2,97 %

Outros Accionistas 4,20 %

A finalizar, o Conselho de Administração deseja manifestar a sua satisfação pelo facto de ter sido possível, na sequência da competente aprovação pela Assembleia Geral

de Accionistas de 2009, proceder, pelo quarto Exercício consecutivo, à remuneração dos capitais investidos pela generalidade dos Accionistas da Empresa.

Perspectivas para o Exercício de 2010

Não se apresentam favoráveis, antes pelo contrário, as perspectivas para a actividade no Exercício de 2010.

Com efeito, embora haja já alguns indicadores que apontam para uma inversão da expressiva queda das trocas comerciais verificada em 2009, espera-se que os efeitos da situação de recessão, que se instalou nos países desenvolvidos em 2008, venham ainda a perdurar no ano

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de 2010 e que os Armadores, em função da reduzida rentabilidade dos seus negócios no ano transacto e a menos que se vejam forçados pela actuação das autoridades do sector, adoptem uma postura de contenção com os seus orçamentos.

O Conselho de Administração, ciente de que esta situação, agravada pela entrada em operação de uma série de navios novos com entrega prevista para 2010, vai, previsivelmente, manter o mercado vendedor e desta forma, manter um elevado nível de agressividade de concorrência, manifesta aos Senhores Accionistas, apesar do elevado nível de qualidade, responsabilidade e envol- vimento, que a Gestão e os restantes Colaboradores, a todos os níveis, têm vindo a demonstrar, o seu sentimento de alguma preocupação, relativamente às perspectivas de actividade da Lisnave para o Ano Económico de 2010.

Neste contexto particularmente adverso, o Conselho de Administração pretende manter a estratégia de rigor, que tem vindo a ser seguida, dispensando redobrada atenção à necessidade, agora mais imperativa, dado o contexto em que a actividade do Exercício de 2010 se vai, previsivelmente, desenvolver, de prosseguir a flexibilização

e redimensionamento, onde ainda for possível, do custo dos factores de produção, adequando-os ao volume de receitas previsionais de 2010, que se estimam inferiores às do Exercício em apreço.

Assim, irá prosseguir a sua política de acentuada com- batividade comercial e de fidelização de Clientes, controlo de gestão e de custos, nomeadamente os custos fixos do factor trabalho, reforçando a sua política de desenvol- vimento de relações de “partenariado” com os Prestadores de Serviços tradicionais e continuando a procurar promover o lançamento de novas iniciativas empresariais.

Por último, uma vez que, apesar dos esforços desenvolvidos, não foi bem sucedido na celebração de um novo Instru- mento de Regulamentação Colectiva das Relações de Trabalho, objectivo que se torna ainda mais indispensável no actual contexto de crise mundial e de mercado,

o Conselho de Administração, mantendo embora abertura para eventuais negociações com os Órgãos Representativos dos Trabalhadores, vai acentuar, decisivamente, o recurso aos serviços da LisnaveYards, onde serão admitidos todos os novos Trabalhadores e cujo efectivo se estima que possa ultrapassar a centena de Trabalhadores no ano de 2010.

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2 | Considerações Gerais sobre o Mercado Conjuntura

Segundo o Banco Mundial, estima-se que a economia mundial, depois de ter crescido 3,9% em 2007 e 1,7%

em 2008, tenha tido uma queda de 2,2% em 2009. A maior queda em termos de crescimento global verificou-se nos países desenvolvidos cuja contracção foi de 3,3%.

O Japão foi o país mais severamente atingido com uma queda de 5,4%.

Nos países em vias de desenvolvimento, a crise económica afectou principalmente a actividade industrial devido a um corte profundo nos planos de investimento e à forte redução de stocks, decorrente da incerteza quanto ao futuro do lado da procura. Assim, os países em vias de desenvol- vimento, depois de terem crescido 8,1% em 2007 e 5,6%

em 2008, viram o seu crescimento reduzido para 1,2%.

Se excluirmos a China e a Índia, poderemos constatar que os outros países em vias de desenvolvimento sofreram uma contracção de 2,2% nas suas economias.

Por outro lado, os países em vias de desenvolvimento, na Europa e Ásia Central, que foram os mais afectados pela crise, sofreram uma contracção de 6,2%, com a Federação Russa a sofrer uma contracção de 8,7%.

Na região da Ásia e Pacífico, estima-se que, entre 2008 e 2009, tenha havido apenas uma queda de 1,2% no seu crescimento, passando este de 8,0% em 2008 para 6,8%

em 2009. Na China, estima-se que o crescimento tenha passado de 9,0% em 2008 para 8,4% em 2009.

Os preços das mercadorias não relacionadas com a energia, em consequência de um longo período de crescimento da economia mundial, duplicaram entre 2003 e 2008, enquanto que os preços da energia cresceram 170%.

Contudo, a crise mundial e a contracção da actividade económica provocaram uma forte redução na procura de mercadorias, o que fez com que os preços da energia em Dólares dos EUA reduzissem cerca de 65%, os dos metais cerca de 50% e os dos produtos agrícolas mais de 30% em relação aos máximos anteriores.

Dada a conjuntura atrás referida, o Banco Mundial estima que o comércio mundial tenha sofrido, no ano de 2009, uma contracção de 14,4% em volume, decorrente fundamentalmente da redução das importações pelas economias desenvolvidas.

O Banco Mundial, dada a profundidade da crise e a necessidade de continuar as reestruturações no sistema bancário mundial, prevê que a recuperação irá ser lenta e demorada, com um crescimento da economia mundial, no ano de 2010, de cerca de 2,7% e 3,2% no ano de 2011, prevendo que, depois da queda de 14,4% em 2009, o comércio mundial venha a crescer 4,3% em 2010 e 6,2%

em 2011, pelo que se estima que, no final de 2011, o comércio mundial, em volume de mercadorias e serviços, ainda esteja 5,0% abaixo do verificado em 2008.

Apesar da gravidade da recessão e das incertezas que continuam a condicionar o futuro, o mundo parece, contudo, começar a recuperar da grave crise financeira verificada nos finais de 2008. Com efeito, a produção industrial e o comércio mundial, depois de quedas nunca vistas, estão a crescer novamente, os mercados financeiros recuperaram grande parte das perdas ocorridas em finais de 2008 e princípios de 2009 e os países em vias

de desenvolvimento estão outra vez a começar a atrair o interesse dos investidores internacionais.

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Evolução da Frota Mercante Mundial e Taxas de Frete Segundo a Fearnleys, a frota mercante de granéis líquidos acima dos 25.000 TPB, em número de navios, voltou a crescer em 2009 cerca de 9%, depois de já ter crescido cerca de 6% em 2008 e cerca de 5% em 2007. Na frota de granéis sólidos, também acima dos 25.000 TPB, o crescimento foi de cerca de 6%, maior que o dos anos de 2008 e 2007, que foi de 5%.

O valor do aço vendido para demolição, depois da forte queda que sofreu no segundo semestre de 2008, iniciou a tendência de crescimento, atingindo no fim do ano de 2009 valores entre os 300 e os 350 Dólares por tonelada, valores cerca de 25% superiores aos atingidos em finais de 2008.

Desta forma, as vendas para demolição, em resultado da forte redução no comércio mundial e do elevado preço do aço, duplicaram em relação ao ano de 2008, com 19,81 milhões de TPB contra os 9,82 milhões de TPB do ano de 2008.

No que se refere ao número de navios entregues no ano de 2009, verifica-se que, no que respeita a granéis líquidos, foram entregues 384 navios, o que corresponde a 10% da frota existente no final do ano de 2009, enquanto que na de granéis sólidos foram entregues 465 navios, correspon- dentes a cerca de 8% da frota existente no fim de 2009.

No final do ano de 2009, por outro lado, a carteira de encomendas para transportadores de granéis líquidos corresponde a cerca de 25% da frota existente e na de granéis sólidos a cerca de 47%. Na frota de granéis líquidos, a maior percentagem de navios em carteira de encomendas, em relação aos navios existentes, está situada na faixa dos “VLCC”, com 35%, sendo que a carteira de encomendas na faixa de “Suezmax” é de 33% e na de

“Aframax” de 21%. Na frota de granéis sólidos, a maior percentagem de navios em carteira de encomendas situa-se na faixa dos “Handymax” com 96%, seguida dos “Capesize”

com 77% e dos “Panamax” com 42%.

No final do ano de 2008, a Agência Internacional de Energia esperava um crescimento na procura de petróleo bruto de cerca de 0,5%. Um ano depois, as estimativas preliminares apontam para um decréscimo de cerca de 1,6%.

Este decréscimo na procura, aliado ao aumento da frota, fez cair as taxas de frete dos petroleiros ao longo do primeiro semestre do ano, passando no caso dos “Suezmax”, na rota de Oeste de África para os EUA, dos cerca de 45.000 Dólares por dia, no início do ano, para os cerca de 12.500 Dólares em Agosto, altura em que começaram a recuperar, atingindo, no final do ano de 2009, os cerca de 30.000 Dólares.

0 2005

2006 2007 2008 2009

20 40 60 80 100 120

Médias mensais Fonte: Fearnleys

Milhares de Dólares / dia

Taxa de Frete de Petroleiros

Suezmax Moderno (O. África – E.U.A.)

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No caso dos granéis sólidos, as taxas de frete, depois de terem atingido, no final do ano de 2008, valores mínimos históricos, evoluíram durante o ano de 2009 com altos e baixos, mas sempre com tendência de crescimento.

No caso do afretamento a um ano dos “Capesize”, os valores, que começaram o ano nos cerca de 20.000 Dólares por dia, atingiram os cerca de 30.000 Dólares por dia, no final do ano.

0 2005

2006 2007 2008 2009

20 40 60 80 120 160

Médias mensais Fonte: Fearnleys

Milhares de Dólares / dia

Taxa de Frete de Graneleiros Capesize – 12 meses

100 140

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3 | Actividade de Reparação/Manutenção Naval Procura

Como consequência da conjuntura económica e financeira antes referida, manteve-se a tendência negativa

de crescimento da procura de reparação naval, iniciada no ano de 2008, tendo o ano de 2009 terminado com uma redução de cerca de 8,5%, em relação ao ano de 2008.

A redução do número de Consultas Recebidas, que passou de 568 em 2008 para 520 em 2009, verificou-se funda- mentalmente no segmento de mercado do transporte de granéis, sendo mais significativa no segmento de mercado do transporte de granéis sólidos, com um decréscimo de cerca de 30%, enquanto no de transporte de granéis líquidos, o decréscimo verificado foi de cerca de 8%, cerca de metade do valor de 2008.

No segmento de mercado de outros tipos de navios, a tendência de decrescimento dos últimos quatro anos inverteu-se, voltando a procura a crescer no ano de 2009 cerca de 2%.

Rubricas 2009 2008 2007 2006 2005

Consultas 520 568 694 661 644

Encomendas 107 135 148 146 128

Taxa de Sucesso Comercial 19 22 22 21 21

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20 | 21

Assim, as negociações de Consultas realizadas durante o ano de 2009 geraram 107 Encomendas, menos cerca de 20% do que no ano de 2008, tendo a Taxa de Sucesso Comercial reduzido de 22% para 19%.

Esta Taxa de Sucesso está influenciada pelo elevado nível de procura do primeiro semestre, período em que

a Lisnave, por falta de capacidade de docagem, se viu mesmo obrigada à não aceitação de várias potenciais encomendas.

Actividade Desenvolvida

A Lisnave, durante o ano de 2009, reparou 116 navios, 112 dos quais em doca, o que se traduziu numa queda do volume de trabalho de cerca de 16% em relação ao ano de 2008, mantendo-se, no entanto, a actividade, em termos de conteúdo de trabalho por navio, ao mesmo nível do ano de 2008.

Em termos de segmentos de mercado, a actividade da Lisnave concentrou-se nos seus segmentos tradicionais – navios de transporte de granéis líquidos e sólidos – constituindo estes, em número, cerca de 72% da actividade.

Contudo, é de assinalar a continuação da penetração noutros segmentos de mercado, com a reparação de catorze navios porta-contentores, oito navios transportadores de gás, três dragas, dois Ro/Ro e um navio de transporte de passageiros.

Sendo o mercado da Lisnave um mercado literalmente global, importa referir que os navios reparados, durante o Exercício, foram provenientes de 63 Clientes localizados em 23 Países, assumindo, neste contexto, particular relevância Singapura com 19 navios, Alemanha com 14 navios, Grécia com 13 navios, Dinamarca com 11 navios e Noruega com 9 navios reparados.

Importa salientar, por último, que, fruto do reconheci- mento, por parte dos seus Clientes, do seu elevado

“know how”, a Lisnave, durante o ano de 2009, procedeu à realização de três grandes trabalhos de reparação e manutenção, em duas dragas provenientes da Bélgica, bem como num petroleiro proveniente da Venezuela.

Anos Nacional Estrangeiro Total Em Doca

2009 2 114 116 112

2008 1 137 138 130

2007 4 131 135 127

2006 1 137 138 132

2005 2 121 123 118

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4 | Investimentos

A Lisnave, com o objectivo de garantir a manutenção das necessárias condições de operacionalidade do Estaleiro tem vindo, à semelhança do realizado em anos anteriores, a assegurar o prosseguimento de uma política de inves- timentos e renovação de infraestruturas, quer relativa- mente a novos meios, quer relativamente a grandes reparações em infraestruturas e equipamentos existentes, sendo de salientar que os montantes acumulados de investimentos efectuados, desde o ano 2000, já ascendem a cerca de 28,8 milhões de Euros, dos quais 18,7 milhões em novos investimentos e cerca de 10,1 milhões de Euros em grandes reparações em infraestruturas e equipamentos existentes.

No Exercício em análise, a Lisnave suportou ainda custos de cerca de 2,4 milhões com grandes reparações de infraestruturas e equipamentos, assumindo particular relevância, para além destes, os custos com a imple- mentação da integração em SAP dos Sistemas de Gestão de Operações e de Recursos Humanos, bem como a intro- dução do novo Sistema de Normalização Contabilística, que ascenderam, no seu conjunto, a 0,75 milhões de Euros.

De referir, por outro lado, os Investimentos relacionados com a reabilitação do Estaleiro, os quais, sendo embora da responsabilidade da Concessionária, Lisnave Infra­

estruturas Navais, ascenderam, só no Exercício em análise, a 4,7 milhões de Euros, montante a que acrescem mais 0,9 milhões despendidos no Exercício anterior.

Destaque particular, neste capítulo, deve ser atribuído à profunda reparação estrutural que vem a ser efectuada na Doca 20, na qual, para além das vigas dos caminhos de rolamento dos meios de elevação adjacentes, se incluem grandes -trabalhos de beneficiação das galerias. De sa- lientar, principalmente, quer pelos custos envolvidos quer

pelas implicações no planeamento de docagens, a profunda renovação, com incidência até ao nível das armaduras, da laje de fundo e base das paredes da Doca.

Protecção Ambiental

A Lisnave, em termos ambientais, para além de dar cumprimento às suas obrigações, decorrentes da sua Licença Ambiental, tem continuado a desenvolver, de forma sistemática, a melhoria das sua práticas ambientais.

Neste âmbito, importa evidenciar que, tendo em vista prosseguir com o programa de eliminação da granalha residual existente no Estaleiro, já foi encaminhada para as Empresas Cimenteiras, nos termos dos Acordos celebrados, uma quantidade que se estima em mais de 225.000 toneladas, sendo que, durante o ano de 2009, foram enviadas, para além de toda a granalha produzida durante o Exercício, cerca de 11.000 toneladas daquela granalha residual.

Outros Investimentos e Grandes Reparações

Ao nível de novos investimentos, importa salientar, para além da manutenção e recuperação de alguns edifícios, a aquisição de diversos equipamentos informáticos, bem como de novas máquinas e ferramentas e na área de produção, a progressiva renovação da rede eléctrica, a construção de novos picadeiros e a manufactura de vários portalós.

Por outro lado, importa realçar, em termos de grandes reparações, as obras de beneficiação das Docas 20 e 21, que se encontram em curso, os trabalhos de beneficiação do Hydrolift, a recuperação dos meios de elevação e movimentação, bem como as novas dragagens de acesso aos cais e docas.

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Tecnologias de Informação

A Lisnave, no âmbito da actualização e melhoria contínua do seu Sistema Informático, procedeu à implementação de alguns projectos de melhoria contínua SAP, bem como à integração dos sistemas operacionais e de recursos humanos em SAP.

No mesmo sentido, para além de se ter dado continuidade ao projecto “Wireless”, procedeu-se à modernização do Sistema de Controlo de Acessos e de Presença, mediante a substituição dos relógios existentes por novos relógios Millenium, a introdução de cartões com tecnologia mais moderna e com novo layout, bem como à adaptação do Sistema SAP ao novo Sistema de Normalização Contabilística.

Por outro lado, em termos de renovação de “hardware”, foi dada continuidade à renovação do seu Parque Informático, com a aquisição de novos equipamentos, nomeadamente um novo Servidor, Sistema Operativo e Serviços de Instalação.

Certificação da Qualidade

A Lisnave, em face da revisão da norma ISO 9001:2008, que ocorreu em Dezembro de 2008, desenvolveu alguns processos e implementou aquela norma durante o primeiro semestre do ano, tendo obtido a respectiva Certificação, realizada pela LRQA - Loyd´s Register Quality Assurance.

Por outro lado, o Laboratório de Calibrações da Lisnave, para além de ter mantido a Acreditação conforme a ISO 17025:2005, em auditoria realizada pelo IPAC – Instituto Português de Acreditação, obteve o reconhecimento e a extensão para a Calibração em Potência Monofásica e Trifásica.

Investigação e Desenvolvimento

A Lisnave prosseguiu em 2009 com a sua política de I & D, dando continuidade à sua participação em Projectos Europeus de Investigação e Desenvolvimento, financiados pela União Europeia.

Durante este Exercício é de salientar a conclusão do Projecto SAFE OFFLOAD (Safe Offloading from Floating LNG Platforms) e do Projecto SAFECRAFTS (Safe

abandoning of ships Improvement of current Life Saving Appliances Systems).

O Projecto CAS (Condition Assessment of aging ships for real-time structural maintenance decision) e o Projecto SHIPMATES (Ship repair to Maintain Transport which is Environmentally Sustainable), bem como os Projectos MARSTRUCT (Network of Excellence on Marine Structures) e BAWAPLA (Sustainable Ballast Water Management Plant) irão continuar durante o ano de 2010.

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5 | Recursos Humanos

A Lisnave, continuando convicta de que é indispensável proceder ao rejuvenescimento da Empresa e à flexibilização das condições do Contrato de Trabalho, como forma de sobrevivência, face àquelas de que dispõem os seus concorrentes mais directos, teve que ajustar a sua

estratégia de Recursos Humanos, depois de ver rejeitadas, por parte dos Órgãos Representativos dos Trabalhadores, as propostas de Acordo Empresa entretanto apresentadas.

Foi, neste contexto, que se decidiu desenvolver um longo Programa de Formação de Jovens, tendo em vista propor- cionar-lhes a aquisição das competências técnicas indispensáveis para os desafios de produtividade futuros, bem como possibilitar o inevitável rejuvenescimento do efectivo, dado que a média de idades dos seus Traba- lhadores apresenta relevantes limitações às características físicas desta actividade.

Com efeito, a Formação não podia deixar de assumir aqui um papel fundamental.

Na verdade, é mediante o desenvolvimento de uma política de formação contínua que a Lisnave, dado que os Recursos Humanos constituem o valor adicional do mais importante da sua actividade, possibilita

a aquisição, pelos seus Trabalhadores, de mais e melhores competências/valências técnicas, conseguindo-se, assim, uma optimização do seu desempenho e uma melhor resposta, mais rápida e eficaz, às solicitações dos seus Clientes.

Por outro lado, a Lisnave, tendo em consideração a referida recusa dos ORT’s, decidiu, ciente de que não era possível adiar por mais tempo as decisões relativas ao seu futuro, iniciar, com a colaboração do Accionista Navivessel, os procedimentos legais conducentes

à constituição de uma nova Empresa, a qual, tendo um objecto social semelhante ao seu e operando em regime de Prestação de Serviços, será, de acordo com as suas necessidades, a Empresa contratante de todos os Traba- lhadores futuros, qualquer que seja a sua origem.

Esta Empresa, que adoptou a denominação social “LisnaveYards – Naval Services, Lda.” e cujo Regula- mento Interno foi elaborado com base na Proposta de Acordo de Empresa oportunamente apresentada aos Órgãos dos Trabalhadores, foi legalmente constituída, tendo iniciado a sua actividade de Prestação de Serviços à Lisnave em Fevereiro de 2009.

No decurso de 2009, foi concluída a realização do Programa de Formação antes referido, composto por 10 Acções do Curso de Serralheiro Naval, 5 Acções de Serralheiro Mecânico, 2 Acções do Curso de Operadores de Máquinas e Ferramentas, 2 Acções do Curso de Condutor de Máquinas e Aparelhos de Elevação e Transporte e 3 Acções do Curso de Bombeiro Naval.

De notar que, apesar da reduzida taxa de conclusão/

aproveitamento e das posteriores dificuldades de fixação verificadas, no final de 2009, depois de concluírem o seu percurso formativo, estavam a trabalhar para a Lisnave 108 Jovens Praticantes das diferentes profissões, parte dos quais, após conveniente avaliação, virá a ser convidada para integrar o quadro da LisnaveYards.

A Lisnave, paralelamente à realização deste Programa, prosseguiu com a sua política de rejuvenescimento de Quadros, tendo procedido à alteração das condições contratuais de um conjunto de 16 Jovens Engenheiros que, no princípio do ano, passaram a integrar o efectivo da Empresa, bem como à promoção, em momento posterior e através da LisnaveYards, da contratação de mais 2 Jovens Engenheiros.

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Encargos com Remunerações

O Conselho de Administração da Lisnave, ao longo dos últimos anos, tem vindo a implementar uma rigorosa Política de contenção e controlo de custos, que tem possibilitado uma importante recuperação da Empresa, dotando-a, progressivamente, de mais valias competi- tivas para enfrentar uma conjuntura de mercado aberto, muito competitivo, com perspectivas económicas internacionais bastante desfavoráveis.

Neste contexto de crescente dificuldade de mercado, o Conselho de Administração da Empresa, numa atitude responsável, de ponderação e prudência, deliberou que os aumentos salariais do Exercício não poderiam ultra- passar os 2,5%, acréscimo que veio, em tempo, a ser aceite pelos Representantes dos Trabalhadores.

Entretanto, na sequência da aprovação em Assembleia Geral da proposta do Conselho de Administração, foi atribuída a todos os Trabalhadores pertencentes ao efectivo à data da Assembleia, uma Gratificação de Balanço, composta por uma parte fixa correspondente a 100% da Remuneração Fixa Mensal e por duas partes variáveis, uma em função do Absentismo e outra

dependente de Avaliação de Desempenho, correspondendo, agregadamente, a uma gratificação total máxima, de 200% da Remuneração Fixa Mensal.

O montante global dos Encargos com Pessoal, cifrou-se em 13,8 milhões de Euros, tal como descriminado no quadro abaixo, montante global que reflecte um nível de actividade significativo no primeiro semestre e, particularmente, os custos com a contratação de 16 Jovens Engenheiros e de alguns Quadros em Comissão de Serviço.

Encargos com pessoal

Rubricas 2009 2008

Remunerações 8.633.748 7.038.566

Trabalho Suplementar 1.264.541 1.546.140

Prémios Subsídios e Outras Remunerações 376.964 401.213

Subtotal 10.275.254 8.985.919

Encargos Sociais 3.541.465 3.719.875

Total 13.816.719 12.705.795

(Valores em Euros)

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Formação e Desenvolvimento

No Exercício de 2009, para além do Programa de Formação de Jovens, foram ainda desenvolvidas várias Acções de Formação Profissional, abrangendo 1.030 Colaboradores,

Formação Externa | 2009

Áreas de Formação Total Horas Total Participantes

Desenvolvimento Pessoal 5.454 97

Qualificação /Reciclagem Técnicas de Produção 23.477 576

Qualidade, Segurança, Ambiente e Protecção 2.247,5 207

Hardware e Software 3.540 110

Gestão Financeira, Fiscal e Contabilidade 1.014 40

Total 35.732,5 1.030

contemplando áreas consideradas fundamentais para a Empresa, quer pela sua componente técnica, quer em termos comportamentais e de gestão.

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Saúde, Higiene e Segurança

A Lisnave manteve, como é habitual, a preocupação com a saúde dos seus Trabalhadores.

Nesta perspectiva, para além de intervenções pontuais, foram realizados 645 Exames, 60 dos quais a Trabalhadores da LisnaveYards, subdivididos em 360 Periódicos e 285 Ocasionais e Complementares.

Foi neste contexto de promoção da saúde dos seus Trabalhadores, que a Lisnave decidiu, em meados de Agosto e com o objectivo de prevenir os efeitos de uma eventual pandemia de Gripe A (H1N1), elaborar um conjunto de informações e conselhos, no sentido de alertar todos os seus Colaboradores.

No âmbito desta mesma política de prevenção e na sequência da correspondente opinião médica, a Admi- nistração deliberou promover uma campanha de vaci- nação contra a gripe sazonal, alargada a todos os Traba- lhadores de Terceiros com acesso regular ao Estaleiro.

No âmbito da Prevenção e Segurança, o ano de 2009 voltou a caracterizar-se pela tendência de descida dos Índices de Sinistralidade, invertendo o que se tinha verificado, em 2008, com o Índice de Gravidade. O Índice de Frequência manteve a tendência de descida iniciada em 2005, situando-se nos 33,72 e o Índice de Gravidade, após a subida verificada em 2008, voltou à tendência de descida situando-se nos 0,93.

A Lisnave, prosseguindo o objectivo da melhoria

continua dos referidos indicadores e de modo a manter-se a tendência de descida verificada, vai continuar a incor- porar a segurança no processo produtivo, através da prévia identificação de perigos e avaliação de riscos, bem como da sensibilização para a utilização dos adequados e recomendados Equipamentos de Protecção Colectiva

e Individual, do cumprimento do sistema de autorizações de trabalho e reforçando a informação, formação e treino dos actores do trabalho, em particular das Chefias Directas, 84 das quais voltaram a receber Formação durante o ano.

Receberam, igualmente, Informação, Formação e Treino em Segurança, 1.081 Trabalhadores de Empresas Presta- doras de Serviços, 1 Estagiário da Lisnave e 10 Estagiários e outros de Empresas Externas e de Associadas do Accionista Navivessel. Foi ainda dada formação especifica direccionada a 260 Trabalhadores da área de Tratamento de Superfícies e a 33 Quadros da Lisnave ligados à Gestão de Projectos, incluindo a Gestão Superior.

A acrescer à Formação ministrada em sala, salienta-se ainda a informação geral, designadamente sobre Regras de Segurança Básicas, fornecidas a todo o restante pessoal, que entra nas instalações da Empresa, tais como, vendedores, técnicos externos e outras visitas, que englobou 2.893 pessoas.

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Outros Indicadores

Em 31 de Dezembro de 2009, o efectivo global da Lisnave era de 340 Trabalhadores, sendo a idade média de 50,13 anos.

A distribuição etária do efectivo da Lisnave, naquela data, é a que o quadro junto apresenta, no qual é de relevar o aparecimento de um pequeno grupo de Trabalhadores no escalão de 26/30 anos.

19-25

0 26-30 36-45 >=56

100 200 300 Distribuição Etária 400

Mulheres Homens Total

46-55 31-35

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6 | Situação Económica e Financeira

Como já foi referido noutro ponto deste Relatório, a Lisnave durante o Exercício de 2009, reparou 116 navios, tendo registado uma facturação de 118 milhões de Euros.

Conforme se mostra no quadro seguinte, registou-se em 2009 uma quebra de 19% no valor das Vendas, relativa- mente ao ano anterior, como resultado duma redução equivalente do número de navios reparados. Deste modo, foi possível manter a facturação média por navio quase em linha com o valor registado no mesmo período anterior, na casa do milhão de Euros, reflectindo em média um conteúdo equivalente de trabalho por navio reparado.

Número de Navios e facturação

Rubricas 2009 2008 2007 2006 2005

N.º Navios Reparados 116 138 135 138 123

Facturação Total 118,0 145,5 118,3 110,4 100,6

Facturação Média Navio 1,018 1,054 0,876 0,800 0,818

(Valores em milhões de Euros)

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Assim, o ano de 2009 fica marcado pela inversão da tendência de crescimento das Vendas de Reparação Naval verificada nos Exercícios anteriores, reflectindo a degra- dação dos índices de crescimento da economia mundial, a quebra acentuada do comércio internacional, a evolução extremamente volátil do câmbio do Dólar dos EUA e a quebra acentuada dos preços dos fretes marítimos.

Deste conjunto de factores exógenos, importa não descurar neste capítulo o comportamento do Dólar, que tem continuado a exercer uma grande pressão sobre a Gestão da Empresa, obrigando esta a antecipar as medidas e acções correctivas, indispensáveis à sua adaptação às novas condições competitivas do mercado global em

que se insere, uma vez que os seus principais Clientes continuam a utilizar primordialmente o Dólar nas suas transacções comerciais.

Assim, o início da forte depreciação do Dólar, verificada em 2004, que conduziu a uma taxa média anual de 0,8014 Euros, manteve a sua tendência ao longo dos últimos cinco anos, atingindo o valor médio de 0,7280 do Euro em 2009.

O quadro seguinte mostra o impacto que a depreciação do Dólar teve ao longo do Exercício de 2009. Assim, e em termos anuais, foi necessário vender um montante de 162,1 milhões de Dólares para se atingir os 118 milhões de Euros.

Fact. US$/¤ 2009 62,8 105,8 136,9 162,1

Fact. ¤ 2009 48,3 79,2 101,0 118,0

Cotação US$/¤ 2009 0,7696 0,7488 0,7374 0,7280

A = 44,1 milhões de US$

1º Trimestre

0 4º Trimestre

60 100 140 Facturação acumulada e cotações US$/¤ 180

Ano 2009

3º Trimestre 2º Trimestre

A

40 80 120 160

20

0,7000 0,7100 0,7200 0,7300 0,7400 0,7500 0,7600 0,7700 0,7800

Cotações de US$/¤

Milhões de US$/¤

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O quadro que se apresenta de seguida, mostra a evolução do total das Vendas e Prestações de Serviços para o período 2005/2009.

As “Vendas e Prestações de Serviços” registadas no Exercício de 2009, no montante de 126,7 milhões de Euros, apresentam uma quebra de 15,8% relativamente ao Exercício anterior, em resultado das razões explicitadas anteriormente, mas mesmo assim, fica como o segundo melhor Exercício de sempre da Lisnave, Estaleiros Navais.

Vendas e Prestações de Serviços

Rubricas 2009 2008 2007 2006 2005

Reparações Navais 118.032 145.484 118.255 110.433 100.617

Outras Actividades 7.913 3.824 2.960 677 618

Prestações de Serviços 785 1.234 2.059 1.012 955

Total 126.730 150.542 123.274 112.122 102.190

(Valores em milhões de Euros)

A Rubrica “Reparações Navais” representou 93% do valor total das “Vendas e Prestações de Serviços”, tendo as Rubricas “Outras Actividades” e “Prestações de Serviços”

registado, no seu conjunto, um valor de 8,7 milhões de Euros, ou seja, cerca de 7% daquele total.

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Como apreciação global, constata-se que no Exercício de 2009 a situação económica da Empresa piorou, embora de forma inexpressiva, relativamente ao Exercício anterior, ao alcançar um “Resultado Líquido” de 14,93 milhões de Euros, apesar duma redução muito significativa das Vendas.

Demonstração de Resultados

2009 2008 2007 2006 2005

Rubricas Valor % Valor % Valor % Valor % Valor %

Vendas e Prestação de Serviços 126.730 150.542 123.274 112.123 102.190

Variação de Produção -4.571 3.600 1.821 262 -1.029

Trabalhos para a própria Empresa 4 4 55 97 434

Outros Proveitos 759 1.263 1.485 1.851 2.263

Total de Proveitos de Exploração 122.922 100 155.409 100 126.635 100 114.334 100 103.858 100

Custos das Mat. Primas consumidas 5.563 4,5 9.284 6,0 7.108 5,6 6.626 5,8 4.637 4,5

Fornecimentos e Serviços Externos 77.467 63,0 106.234 68,4 92.446 73,0 80.274 70,2 70.396 67,8

Custos com o Pessoal 13.817 11,2 12.706 8,2 13.201 10,4 15.226 13,3 15.420 14,8

Amortizações e Provisões 4.804 3,9 2.975 1,9 3.331 2,6 3.455 3,0 3.276 3,2

Impostos 188 0,2 175 0,1 180 0,1 174 0,2 164 0,2

Outros Custos 345 0,3 331 0,2 242 0,2 113 0,1 259 0,2

Total de Custos de Exploração 102.183 83,1 131.705 84,7 116.508 92,0 105.869 92,6 94.153 90,7

Resultados Operacionais 20.739 16,9 23.703 15,3 10.127 8,0 8.465 7,4 9.705 9,3

Resultados Financeiros 1.512 1,2 2.008 1,3 1.226 1,0 674 0,6 1.011 1,0

Resultados Correntes 22.251 18,1 25.711 16,5 11.353 9,0 9.139 8,0 10.716 10,3

Resultados Extraordinários -405 -0,3 -4.575 -2,9 2.322 1,8 393 0,3 -4.801 -4,6

Resultados antes de Impostos 21.846 17,8 21.136 13,6 13.675 10,8 9.533 8,3 5.914 5,7

Impostos sobre Resultados (-) -6.916 -5,6 -5.815 -3,7 -3.476 -2,7 -1.427 -1,2 -149 -0,1

Resultado Líquido do Exercício 14.930 12,1 15.321 9,9 10.199 8,1 8.105 7,1 5.766 5,6

(Valores em milhões de Euros)

No entanto, a Rubrica “Outras Actividades” apresenta um crescimento muito significativo relativamente ao Exercício anterior. Este crescimento é justificado, essencialmente, pela Venda de Serviços à Lisnave Infraestruturas Navais, relacionados com o Plano de Investimentos de reabilitação do Estaleiro.

No que se refere à evolução da situação económica da Empresa, apresentam-se, no quadro abaixo, as Demons- trações de Resultados para os Exercícios de 2005 a 2009, mostrando, por um lado, a evolução da rentabilidade das Vendas, assim como, a evolução do peso relativo dos factores produtivos no total dos Proveitos de Exploração.

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Para este bom desempenho económico da Empresa, foi decisivo o impacto positivo da redução significativa dos montantes da renda do Estaleiro, pagos à Lisnave Infraestruturas Navais, como resultado da alteração do Esquema de Rendas oportunamente renegociado com a Concessionária e com efectividade a 01 de Julho de 2008.

Conjugado com esta redução de custos, tem sido também importante a continuação da política da utilização mais racional dos factores produtivos, fruto de uma gestão por objectivos, praticado por todos os níveis da Organização.

Deste modo, a taxa de 83,1% apresentada, no Exercício de 2009, pelo Rácio de Eficiência, que mede o peso relativo da Rubrica “Total de Custos de Exploração” no “Total de Proveitos de Exploração”, registou uma ligeira melhoria quando comparado com o do ano anterior, isto apesar da quebra significativa do “Total de Proveitos de Exploração”.

Quanto à Rubrica “Resultados Financeiros”, esta conti- nuou a ter uma contribuição muito importante para os

“Resultados Correntes” do Exercício em apreço, atingindo um montante positivo de 1,5 milhões de Euros. Este valor

apresenta uma redução importante em relação ao ano anterior, sendo este facto explicado pela redução das taxas de juro bancárias registadas ao longo do ano, como resultado das políticas monetárias do BCE para reactivar as economias europeias.

Assim, este valor é constituído essencialmente por juros de Aplicações Financeiras de Curto Prazo, como resultado dos excedentes de Tesouraria gerados no período.

Ainda relacionado com esta Rubrica, deve continuar a ser sublinhado que os riscos cambiais, relacionados com a volatilidade do Dólar, foram oportunamente eliminados em resultado da decisão da Gestão da Empresa, tomada no final de 2003, de substituir o Dólar pelo Euro na facturação aos Clientes. Assim, as diferenças cambiais registadas no Exercício de 2009 mantiveram-se em níveis não material- mente relevantes.

De modo a completar a análise da evolução económica da Empresa para o período de 2005 a 2009, apresenta-se no mapa seguinte um conjunto de Indicadores e Rácios económicos mais relevantes:

Agregados Económicos

Rubricas 2009 2008 2007 2006 2005

Agregados Globais

Valor Bruto da Produção (VBP) 122.163 154.146 125.150 112.483 101.595

Valor Acrescentado Bruto (VAB) 44.862 64.502 51.898 44.950 39.789

Encargos com Pessoal 13.817 12.706 13,201 15.226 15.420

Cash Flow Operacional 25.138 22.103 15.780 12.313 8.180

“Gross Cash Flow” 26.650 24.111 17.006 12.988 9.191

Número Médio de Colaboradores 337 312 360 437 535

Rácios

Valor Bruto da Produção per Capita 362,5 494,1 347,6 257,4 189,9

Encargos com Pessoal per Capita 41,0 40,7 36,7 34,8 28,8

VAB / VBP 37% 42% 41% 40% 39%

Encargos com Pessoal / VAB 31% 20% 25% 34% 39%

(Valores em milhares de Euros)

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Da sua observação pode concluir-se que, no Exercício de 2009, os Indicadores e Rácios de desempenho da Empresa apresentaram comportamentos mistos, relativamente ao ano anterior.

Assim, quanto ao agregado “Valor Bruto da Produção”

(VBP), verifica-se que teve uma queda de 20,7% relativa- mente ao Exercício anterior, ou seja, um comportamento em linha com a quebra verificada nas Vendas de Repara- ções. Verifica-se também uma evolução negativa, contudo mais acentuada, para o agregado “Valor Acrescentado Bruto” (VAB), como resultado das Vendas e da redução das margens brutas.

Comportamento diferente, foi o registado nas rubricas

“Cash Flow Operacional” e “Gross Cash Flow”, que cresceram 3 e 2,5 milhões de Euros respectivamente, em comparação

com o Exercício anterior. Estes aumentos estão intima- mente relacionados com a redução da renda do Estaleiro.

Por outro lado, deve referir-se que, de um modo geral, os Rácios de desempenho da Empresa apresentaram uma evolução negativa relativamente ao último ano, como consequência do exposto acima, mas, ainda assim, em níveis que nos permitem afirmar que a Empresa continua preparada para fazer face a um mercado caracterizado por uma grande imprevisibilidade.

Por fim, o Exercício de 2009 mostra que o Rácio “Encargos com Pessoal per Capita” aumentou, embora ligeiramente, contrariando a tendência verificada no Exercício anterior.

A evolução da “Situação Líquida”, para o período em análise, está evidenciada no quadro seguinte:

Situação Líquida

Rubricas 2009 2008 2007 2006 2005

Capital Social 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000

Prestações Suplem. de Capital 0 0 0 0 0

Reserva Legal e Result. Transitados 16.907 14.701 12.502 6.897 2.321

Resultado Líquido do Exercício 14.930 15.321 10.199 8.105 5.766

Total da Situação Líquida 36.837 35.022 27.701 20.002 13.087

(Valores em milhares de Euros)

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Deve salientar-se que a Situação Líquida em 31 de Dezembro de 2009 apresentava um valor de 36,8 milhões de Euros, representando um crescimento de 1,8 milhões, relati- vamente ao valor registado no final do ano anterior.

Deste modo, o valor contabilístico por Acção, no fim do Exercício, era de 36,84 ¤, representando uma valorização de 637% relativamente ao seu valor nominal.

Através da análise das principais Rubricas do Balanço, referidas a 31 de Dezembro, para os últimos cinco Exer- cícios e constantes do quadro seguinte, pode seguir-se a evolução da estrutura financeira da Empresa.

Balanços Sintéticos Comparados

Rubricas 2009 2008 2007 2006 2005

Activo

Imobilizado Líquido Total 13.904 14.202 9.805 9.216 9.251

Existências 3.832 8.144 4.334 2.429 2.083

Clientes C/C (Líquido de Adiantamentos) 7.892 23.245 15.552 17.311 10.381

Outras Dividas a Receber 1.343 3.444 3.230 3.842 4.830

Disponibilidades 37.827 40.749 29.655 20.596 18.435

Acréscimos e Diferimentos 1.795 1.201 192 1.461 1.186

Total do Activo 66.593 90.985 62.766 54.855 46.165

Passivo

Provisões 4.157 1.717 938 720 763

Dívidas a Terceiros a Médio e Longo Prazo 0 0 0 0 7.713

Empréstimos Bancários 0 0 0 125 125

Fornecedores C/C (Líquidos e Adiantamentos) 12.980 30.822 22.591 20.450 13.759

Outras Dívidas a Pagar 2.045 4.670 2.974 4.737 3.027

Acréscimos e Diferimentos 10.574 18.754 8.563 8.820 7.691

Total do Passivo 29.756 55.963 35.065 34.853 33.078

Situação Líquida 36.837 35.022 27.701 20.002 13.087

(Valores em milhares de Euros)

(40)

Com a finalidade de avaliar a Empresa, nas suas vertentes de Liquidez e Capacidade de Endividamento, no final do Exercício em apreço, utilizamos um conjunto de indi- cadores que ajudam a caracterizar a estrutura do Balanço.

Assim, quanto à:

Liquidez

Apresentando um Fundo de Maneio da ordem dos 27 milhões de Euros e Rácios de Liquidez Geral e de Tesouraria muito confortáveis, com valores de 2,06 e 1,91, respec- tivamente, pode afirmar-se que a estrutura Financeira de Curto Prazo da Empresa melhorou e se fortaleceu.

Para esta situação continuaram a contribuir os seguintes factores: inexistência de Dívidas Bancárias de Curto Prazo, devido ao não recurso ao crédito bancário para fazer face à gestão corrente da Tesouraria, fruto do nível de Cash Flow gerado no Exercício e o reforço das Disponibilidades em Caixa e Bancos, as quais atingiram 37,8 milhões de Euros, no final do Exercício.

Capacidade de Endividamento

Apresentando um Rácio de Financiamento das Imobi- lizações de 2,65 e Rácios de Independência Financeira e Autonomia Financeira de 123,8% e 55,3%, respectivamente, conclui-se que a capacidade de endividamento da Lisnave continua a consolidar-se e a indiciar uma tendência de maior adequação do Balanço ao seu “core business”.

Finalmente, e de acordo com as disposições legais, declara-se que, em 31 de Dezembro de 2009, a Lisnave não detinha Acções próprias e não existiam Dívidas em mora ao Sector Público Estatal, incluindo à Segurança Social.

Referências

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