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Rev. Bras. Enferm. vol.50 número2

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Academic year: 2018

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RES UMOS DE TESES E D ISSER TA ÇÕES

SANTOS,

Silvana Sidney Cos ta 1 .

O SIGNIFlCADq DO SER IDOSO PARA

A CRIANÇA A TRA VÉS DE SEUS DESENHOS E ESTaRIAS.

Dissertação de Mestrado.

P

araíba

. UFPB.

ORIENTADORA: Teresa Neumann A/coforado Costa 2

No Brasil o aumento da população idosa tem ocorrido de forma bastante acentuada. Estima-se que no ano 2025, nosso país terá um contingente de 34 milhões de idosos, o que representará 1 5 % da população total. A finali­ dade deste trabalho é a preocupação em se resgatar o estabelecimento da relação da criança com o idoso até porque tão logo homens e mulheres se aposentem, eles passam a cooperar nos serviços domésticos, incluindo aí o cuidar dos netos. Teve como objetivo buscar compreender o significado do ser idoso para a criança através de seus desenhos e estórias, intervindo" no sentido de modificar imagens negativas identificadas sobre o idoso. A metodologia utilizada foi a abordagem qualitativa onde através da observação assistemática, entrevista semi-estruturada e a sistematização da Teoria das Relações I nterpessoais de Enfermagem (TRI E), de Peplau, interagiu-se com quatro crianças de 7 a 1 1 anos, na cidade de João Pessoa - PB. Como resultados verificou-se que as crianças convivem com pessoas idosas temporária ou diariamente; a avó foi a figura mais citada; todas apresentaram imagens negativas dos idosos, obsevadas em sentimentos tais como: inutilidade, desgaste físico, tristeza, dependência, apatia, desinteresse pelas coisas da vida, irritabilidade, proximidade da morte em seus desenhos e estórias. Durante a intevenção da enfermeira houve muita atenção e paticipação após a qual as crianças demonstraram mudanças no significado do ser idoso. Percebeu-se que o desenho é um excelente meio de comunicação da criança com o mundo, pois ele expressa seu pensamento. A estória relatada sobre o desenho além de mostrar seu pensamento, ainda demonstra seus valores e sentimentos de maneira espontânea e concreta. Conclui-se que é viável a aplicação da TRI E em crianças de 7 a 1 1 anos.

1 Enfermeira, Aluna do Mestrado de Enfermagem em Saúde Pública da UFPB. , Pro" da

Faculdade de Enfermagem N.S. das Graças - Universidade de Pernambuco - UPE.

2 Enfermeira, Doutoranda da USP SP, Profa. do Mestrado de Enfermagem em Saúde Pública

-CCS/UFPB - Orientadora do trabalho.

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