DESCRIÇÃO DO PROJETO AVALE
Professor orientador: Marcos Nascimento Magalhães.
Autores: Gisele Cristine Eugenio e Marco Aurélio Pereira da Silva.
Introdução.
É comum encontrarmos tabelas, gráficos e pesquisas estatísticas sendo divulgados pela mídia; assim como a utilização de jargões do meio estatístico como, por exemplo, amostra e margem de erro, empregados com frequência sem a devida explicação do que cada um deles significa. Por isso, cabe a pergunta: o quanto a população está preparada para receber e compreender estes tipos de informações?
Assim, a equipe do AVALE propõe desenvolver atividades para mostrar a importância de conhecimentos básicos de estatística, de modo a tornar os cidadãos capazes de compreender os fenômenos que os rodeiam.
Uma frase interessante encontrada na descrição do AVALE, disponível na Cartilha: Armadilhas estatísticas, página 5, diz que: “No campo da Estatística, não é suficiente a competência técnica, mas essa deve ser aliada à postura ética daquele que fornece as informações e, de outro lado, é preciso, também, a competência técnica e a postura crítica do consumidor dessas informações.”
O AVALE (Ambiente Virtual de Apoio ao Letramento Estatístico) é um projeto de pesquisa e desenvolvimento de atividades liderado pela UESC (Universidade Estadual da Santa Cruz) e conta com a colaboração de pesquisadores de oito universidades brasileiras (UESC, UESB, USF, USJT,UNIBAN, UFLA, PUC-SP e USP-São Carlos) e da Universidad Nacional Autónoma do México. Inicialmente foi financiado pela FAPESB, mas hoje conta, também, com o financiamento e apoio da Secretaria da Educação da Bahia e do Instituto Anísio Teixeira.
Segundo “AVALE-EB Armadilhas Estatísticas, página5”, o AVALE é um ambiente de aprendizagem virtual, gratuito, que disponibiliza atividades didáticas para trabalhar tópicos de Probabilidade e Estatística na Educação Básica, tanto no ambiente papel e lápis, como no virtual. Essas atividades são contextualizadas em temas interdisciplinares e transversais, partem da coleta de dados dos próprios alunos, em situações de observação, experimentação aleatória e simulação computacional.
Segue o detalhamento de cada uma das cartilhas analisadas.
Cartilha: Planeta água.
Apresentação.
A água é um recurso natural muito precioso, é a fonte da vida. Contudo, apesar de sua importância, continuamos a desperdiçá-la, poluímos os rios, lagos e oceanos, desmatamos as nascentes, colocando em risco o futuro da humanidade.
Com a preocupação e o agravamento da falta de água, devemos assumir uma nova forma de pensar e agir, podemos e devemos aprender a fechar todas as torneiras e observar se o registro continua a girar, o que é indício de vazamentos, por exemplo.
Nesse sentido, acreditamos que é na escola onde podemos iniciar um grande movimento de tomada de consciência da importância da água, começando por estudar quanta água consumimos em nossas residências, com nossas famílias.
Esta cartilha tem como objetivo despertar a consciência da importância da água nas nossas vidas, a partir da análise da conta mensal de seu consumo, ao longo de um ano, de tal forma que eles possam compreender como conceitos e procedimentos estatísticos ajudam na tomada de decisões no cotidiano, contribuindo com a formação para a cidadania.
Essa análise é realizada em dois ambientes de aprendizagem: papel e lápis (físico-experimental) e virtual (computacional), utilizando o Ambiente Virtual de Apoio ao Letramento Estatístico (AVALE).
Atividades a serem desenvolvidas:
Objetivos:
• Apresentar o uso de conceitos e procedimentos estatístico na análise dos dados contido na conta de água;
• Apresentar as peculiaridades das variáveis ordenadas no tempo (séries temporais ou séries de tempo) e as implicações didáticas do seu tratamento.
Conteúdos:
• Variáveis ordenadas pelo tempo;
• Gráficos: barras, linhas e diagrama de pontos;
• Medidas de tendência central: média, mediana e moda;
• Medidas de Dispersão: amplitude total, desvio, desvio médio, variância e desvio padrão.
Ambiente Papel e Lápis:
Etapa 1: Contextualizando e estabelecendo as perguntas da pesquisa
Propor pesquisas sobre importância da água, distribuição mundial, tendência mundial de consumo, principais usos da água (agricultura, indústria, comércio, residência, consumo per capita, etc.).
Levantar a questão de como saber quantidade de água consumida por dia pelos moradores de sua cidade. Assim, entra a discussão sobre levantamento e coleta de dados, amostra, população, etc.
Podem-se formular as seguintes questões de investigação:
• Quão conscientes somos no uso da água?
• Qual é o consumo médio mensal de água das famílias dos alunos?
• Qual o consumo diário per capita dos alunos?
• Será que no verão o consumo de água das famílias é maior do que no inverno?
Você usa a água de forma consciente?
Elabora-se um questionário objetivo para responder a esta questão, adequando a realidade da escola:
Como você e sua família usam a água?
Marque com X a opção que mais se adequa à situação na sua família.
1. Quando vocês escovam os dentes:
A ( ) Deixam a água da torneira correndo;
B ( ) Só abrem a torneira para enxaguar a boca; C ( ) Usam um copo de água.
2. Quando vocês tomam banho:
A ( ) Demoram só o tempo necessário;
B ( ) Esquecem da vida e ficam brincando;
C ( ) Às vezes enrolam um pouco para terminar porque a água está quentinha.
3. Quando vocês lavam os pratos: A ( ) Deixam a torneira correndo;
B ( ) Limpam o prato, passam detergente e depois enxáguam;
C ( ) Usam uma bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho minutos antes da lavagem, passam detergente e depois enxáguam com água corrente.
4. Quando vocês lavam verduras e frutas:
A ( ) Lavam as frutas/verduras em água corrente;
B ( ) Deixam de molho as frutas/verduras numa bacia com água e depois as enxáguam com um pouco de água corrente;
C ( ) Além de deixar de molho, usam a água para molhar as plantas.
5. Quando vocês lavam as roupas a mão:
A ( ) Deixam de molho e esfregam na bacia, mas enxáguam com a torneira aberta; B ( ) Lavam e enxáguam com a torneira aberta;
C ( ) Deixam de molho numa bacia, esfregam e enxáguam na bacia ou na pia.
Abrem a torneira apenas para o último enxágue.
Em seguida, os alunos contam os pontos conforme a tabela abaixo. Depois, leem os resultados no quadro ao lado.
Questão A B C
1 0 1 2
2 2 0 1
3 0 1 2
4 0 1 2
5 1 0 2
Fonte: Cazorla e Santana (2010).
De 0 a 3 pontos: Vocês acham que só os outros têm que cuidar da água? Não é bem assim. Imaginem como será o futuro se continuarmos a desperdiçar e poluir a água.
Esforcem-se para economizar água!
De 4 a 6 pontos: Vocês sabem o que é preciso fazer para ajudar o planeta água, mas, às
vezes, se descuidam. Prestem mais atenção em atitudes simples que podem ser importantes.
7 a 10 pontos: Parabéns! Vocês são defensores de nosso planeta! Continuem assim e tentem convencer seus amigos a fazerem pequenas coisas, como eco- nomizar água e cuidar melhor do nosso planeta. Juntos podemos conscientizar nossos pais, colegas e amigos a cuidarem melhor deste bem precioso.
Etapa 2: Coletando os dados.
Solicitar contas de água a fim de obter o consumo anual da família e a média de consumo anual. Neste momento é interessante trabalhar conversão de medida, metros cúbicos para litros.
Criando um banco de dados feito a mão.
Cada aluno registra seus dados. Na tabela, as colunas representam os meses e as linhas os alunos.
Etapa 3: Tratando e analisando os dados.
Construindo um gráfico de barras feito a mão/ Lendo e interpretando o gráfico.
Distribua um papel quadriculado para construção do gráfico de barras baseado na planilha com os dados da turma. Analisar quais meses o consumo foi mais alto e mais baixo e analisar o que acorreu nestes meses.
Construindo o gráfico de linhas.
Este gráfico permite enxergar o padrão de consumo, comparando dois ou mais alunos.
Calculando o consumo anual/média/consumo per capita diário e conversão para litros.
Estabelecer a noção da quantidade de água comparando com baldes e garrafas.
Discutir sobre o gasto real de água por pessoa, pois esta pode consumir bem mais água fora de casa.
Lendo e interpretando os resultados.
Comparar os alunos que possuam maior e menor consumo mensal familiar.
Discutir quantidade de pessoas em casa, quantidade de horas que cada pessoa da família fica em casa, como é possível diminuir o consumo, etc.
Calculando a mediana.
O AVALE disponibiliza o gráfico de barras-mediana, que ordena os dados de forma crescente, traçando a linha da mediana (Figura 12).
Figura 5. Gráfico de barras-mediana.
Fonte: Acervo do AVALE
Compreendendo a variabilidade dos dados.
Compreender o porquê de alguns meses possuírem maior ou menor consumo de água. Verificar falta de constância desses valores.
Calculando os desvios.
Para calcular os desvios basta subtrair a média dos valores mensais de água. A seguir, recomenda-se para alunos de ensino médio o uso de uma tabela para o cálculo do desvio médio, desvio padrão e variância.
Ambiente virtual.
Etapa 4: Potencializado as análises com o AVALE.
Após o cadastro do professor e alunos no site do AVALE uma entrada de dados personalizada é gerada para cada aluno. O sistema carrega uma planilha com os dados
de todos os alunos com todas as estatísticas básicas por alunos, por mês e geral, e disponibiliza esta planilha para todos os alunos.
ENTRADA DE DADOS PERSONALIZADA.
BANCO DE DADOS GERADO ON-LINE.
Etapa 5: Comunicando os resultados .
Os alunos devem redigir um texto descrevendo o perfil do consumo de água da família. E, também, refletir sobre as questões dispostas no início do projeto:
• Qual é o consumo médio mensal de água das famílias dos alunos?
• Qual o consumo diário per capita dos alunos?
• Será que no verão o consumo de água das famílias é maior que no inverno?
• Qual foi o mês de maior (menor) consumo? Você tem alguma ideia ou suposição do motivo?
• E o consumo per capita? O quanto isso se afasta ou se aproxima da recomendação da ONU?
• Em quais meses o consumo foi abaixo (acima) da média? Por quê?
• O consumo variou muito ou pouco ao longo do ano? O que significa isso?
O AVALE permite reproduzir os gráficos já feitos a mão pelos alunos, e elaborar outro tipo de gráficos para potencializar a aprendizagem.
Cartilha: Homem Vitruviano.
A formulação de Vitruvius afirma que a altura é igual à envergadura dos braços.
Objetivos específicos:
• Analisar os padrões das relações que se estabelecem entre as variáveis estatísticas;
• Apresentar uma noção intuitiva de modelagem;
• Vivenciar fisicamente as medidas de posição.
Conteúdos:
• Gráficos: diagrama de pontos (dotplot), diagrama da caixa (boxplot), diagrama de dispersão bivariado;
• Medidas de posição: quartis;
• Valores discrepantes (outliers);
• Erro aleatório;
• Medidas de dispersão: amplitude total, amplitude interquartílica.
Ambiente papel e lápis.
Etapa 1: Contextualizando e formulando a pergunta da pesquisa.
Investigando a harmonia nas diversas partes do corpo humano, como por exemplo, será que a altura é igual à envergadura dos braços conforme postulado por Leonardo da Vinci?
Etapa 2: Construindo o instrumento de coleta de dados.
Estabelecer medidas a serem coletadas: envergadura dos braços, altura, largura dos braços, etc. Decidir os instrumentos de medida dessas medidas/; régua, fita métrica, etc.
Etapa 3: Coletando os dados.
Realizar as medições necessárias mencionadas.
Etapa 4: Organizando os dados.
Organizar os dados em um cartaz com a Planilha de dados. Os próprios alunos preenchem a planilha.
Etapa 5: Trabalhando com os procedimentos estatísticos.
Calculo de medidas: média, mediana, moda, amplitude total, Variância, desvio padrão e covariância. E construção de tabelas e gráficos: dotplot humano, dotplot no papel, box plot, diagrama de dispersão. Interpretação dessas medidas estatísticas.
Observação: Para construir dotplot humano peça aos alunos que forme uma fila em ordem decrescente de altura, ou número do calçado (os alunos de mesma altura formam uma fila transversal). Em seguida, peça que o aluno da posição central dê um passo a frente (em caso de número par, faça a média das medidas centrais). O mesmo se faz para encontrar os Quartis.
Para construir o dotplot no papel, basta representar os alunos por algum símbolo sobre uma linha graduada convenientemente. Desta forma:
O chamado dot-boxplot é o boxplot gerado pelos dados retirados do dotplot.
A construção do diagrama de dispersão bivariado é descrita a fim de avaliar a questão sobre a relação entre altura e envergadura dos braços.
Ambiente virtual.
Etapa 6: Potencializando as análises no AVALE.
Após o cadastro do professor e alunos no site do AVALE uma entrada de dados personalizada é gerada para cada aluno. O sistema carrega uma planilha com os dados
de todos os alunos em tempo real.
ENTRADA PERSONALIZADA DE DADOS.
PLANILHA COM OS DADOS DE TODOS OS ALUNOS DISPONILIZADA EM TEMPO REAL.
Com a esta planilha disponibilizada, os alunos podem realizar as mesmas atividades do ambiente papel e lápis.
Etapa 7: Comunicando os resultados.
Os alunos redigem um texto explicando suas conclusões. E, decidem a melhor forma de apresentar os resultados obtidos.
Cartilha: Os passeios aleatórios de Carlinha.
Segundo o PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), é recomendável trabalhar com noções de probabilidade desde o ensino Fundamental I fazendo com que os alunos compreendam as noções de acaso e incerteza que se manifestam em situações nas quais o aluno realize experimentos e observe eventos.
Sob esta perspectiva, esta sequencia de ensino tem como objetivo principal apresentar os conceitos básicos de probabilidade utilizando a experimentação aleatória.
Objetivos específicos:
• Trabalhar as noções elementares da teoria de probabilidades: eventos, espaço amostral, probabilidade de eventos simples;
• Construir tabelas simples e gráficos de barras;
• Discutir as diferenças entre experimento determinístico e aleatório;
• Estimar probabilidades por meio da frequência relativa;
• Calcular a probabilidade teórica a partir da árvore de possibilidades;
• Analisar padrões observados e esperados.
Conteúdos:
• Experimento determinístico e aleatório;
• Análise combinatória;
• Probabilidades clássica e frequentista;
• Gráficos de barras e tabelas simples e de dupla entrada.
Ambiente papel e lápis.
É proposta a seguinte história:
Para tornar mais emocionantes as visitas de Mônica aos seus cinco amigos, a turma combinou que o acaso escolhesse o amigo a ser visitado. Para isso, na saída de sua casa e a cada cruzamento, Mônica deve jogar uma moeda; se sair cara (C), andará um quarteirão para o Norte, se sair coroa (X), um
quarteirão para o Leste. Cada jogada representa um quarteirão de percurso. Mônica deve jogar a moeda quatro vezes para poder chegar à casa dos amigos.
Figura 1. Mapa dos passeios aleatórios da Mônica.
Sessão I:
Explorando o conceito de probabilidade, sem jogar a moeda, os alunos devem responder as seguintes questões:
1)Qual é a diferença entre a forma antiga da Mônica visitar seus amigos e a nova forma?______________________________________________
2) Quais são os possíveis resultados ao lançar uma moeda: ________
3) Qual é a chance de sair cara: ___________ e de sair coroa:__________
Por que vocês acham isso: __________________________________________
4) Todos os amigos têm a mesma chance de serem visitados?
( )Não. Quais são as chances? __________________
( )Sim. Qual é a chance?________________________
Por que vocês acham isso?_______________________
5) Imagina que vocês jogaram quatro vezes a moeda; como vocês anotariam esse resultado imaginário?
Assim, o professor pode discutir os conceitos de experimento determinístico e aleatório, espaço amostral e honestidade da moeda.
Sessão II:
Os alunos devem replicar 32 vezes o experimento aleatório e estimar as probabilidades de visita de cada amigo, utilizando a frequência relativa.
E, agora, continuar a responder o questionário:
6) Quem tem mais chance de ser visitado(a), Magali ou Horácio?___________ Por quê?
__________________________________________
7) Existe a chance da Mônica não visitar algum amigo?
( ) Não ( ) Sim. Por quê? __________________________________________
8) Após a experimentação responda: Todos os amigos têm a mesma chance de serem visitados?
( ) Não. Porque: __________________________________________________
( ) Sim. Porque: ___________________________________________________
9) Sistematizem os resultados do Quadro 1 na Tabela 1, chamada de Tabela de Distribuição de Frequência – TDF.
10) Vocês estão recebendo um papel de transparência1 com duas grades para construir gráficos, bem como canetas de transparência. Na grade de cima representem os dados da frequência relativa, constante da Tabela 1. Comparem seus resultados com os dos seus colegas. Esses são iguais? ( )Sim ( ) Não. O que vocês acham disso?___________________________________________
Neste momento, os alunos devem perceber os diferentes resultados obtidos na sala, discutir o conceito de amostragem. Verificar outros meios de discutir esta questão, como a árvore de possibilidades.
Sessão III:
Construção da árvore de possibilidades e cálculo das probabilidades teóricas. Para isso, basta completar a árvore abaixo:
Também é interessante ressaltar outro método, o uso de croquis, os alunos fazem um croqui para cada amigo da Mônica, e devem desenhar todos os caminhos possíveis que a levam para esse amigo. Desta forma, prossegue o questionário:
11) Quantos caminhos existem ao todo? _______________________________
12) Descubram se existe uma relação comum a todos os caminhos que levam à casa de cada um dos amigos:
Bidu ______________________________________________________
Cascão ____________________________________________________
Magali _____________________________________________________
Cebolinha __________________________________________________
Horácio ____________________________________________________
13) Após a construção da árvore de possibilidades, responda: Todos os amigos têm a mesma chance de serem visitados?
( ) Não, porque: _______________________________________________
( ) Sim, porque: _______________________________________________
14) Sistematizando os resultados da árvore de possibilidades, preencham a Tabela 2:
15) Na transparência, na grade de baixo, construam um gráfico de barras com os dados da probabilidade (p) constante na Tabela 2. Comparem seus resultados com os dos seus colegas. Esses são
iguais? ( )Sim ( )Não. O que vocês podem concluir?
_______________________________________________
Inicia-se a discussão sobre a quantidade de caminhos possíveis, a probabilidade de ocorrência de cada um, a probabilidade de visita a cada amigo.
Sessão IV:
Comparando as formas de atribuir probabilidades: estimativas e probabilidades teóricas, experimentos aleatórios e determinísticos. Assim, prossegue o questionário:
16) Preencham a Tabela 3 com os resultados das Tabelas 1 e 2:
17) Qual é a diferença entre essas duas formas de atribuir probabilidade?
_____________________________________________________________
18) Analisando os resultados, para vocês, qual dessas duas maneiras
de atribuir probabilidades é mais adequada? ( ) frequentista ( ) árvore de possibilidades.
Por que? __________________________________
19) Vocês acham justa a nova distribuição de probabilidades da visita da Mônica?
______________________________________________________
20) Caso vocês achem injusta essa distribuição, vocês poderiam indicar outra forma de sortear o amigo a ser visitado pela Mônica?
________________________________________________________________
Entra em discussão a melhor forma de a Mônica escolher o amigo a ser visitado.
Desta forma proposta, os amigos mais longe do centro são desprivilegiados, então seria menos injusto propor um sorteio do amigo a ser visitado e não do caminho a ser feito, por exemplo. E, assim, retomam-se as discussões iniciais com o novo critério de seleção da visita.
Ambiente virtual.
Após o cadastro do professor e alunos no site do AVALE uma entrada de dados personalizada é gerada para cada dupla de alunos. O sistema carrega uma planilha com os dados de todos os alunos em tempo real.
Análise dos resultados
O sistema do AVALE disponibiliza:
• TDF por dupla e para a turma;
• Gráficos de barras comparando os resultados de duas duplas;
• Tabelas e gráficos de barras comparando a frequência relativa com a probabilidade teórica, tanto por dupla, como para a turma completa, bem como para as simulações.
No AVALE estão disponíveis dois tipos de simulação representando 12.000 experimentos. Uma simulação fixa em que os resultados da tabela e do gráfico já foram previamente gerados e armazenados. A outra simulação, denominada dinâmica, em que o gráfico e a tabela são gerados em tempo real.
Cartilha: Perfil da turma.
Objetivos específicos:
• Apresentar um exemplo completo de uma pesquisa de opinião, por censo, seguindo os moldes da pesquisa científica;
• Trabalhar diferentes formas de organizar os dados: tabelas e gráficos;
• Apresentar as medidas de tendência central;
• Estimular a percepção de variabilidade.
Conteúdos:
• População e censo, variáveis e seus tipos;
• Tabela de Distribuição de Frequência simples e de dupla entrada;
• Medidas estatísticas: média, mediana, moda e amplitude total.
Ambiente papel e lápis.
Etapa 1: Contextualizando e formulando a pergunta da pesquisa.
Apresenta-se a atividades com a seguinte pergunta: “Como podemos descrever, de forma resumida, o perfil da turma em termos de algumas características”? Este pode ser descrito em relação ao desempenho dos alunos em Matemática e Português, afinidades com a disciplina de Matemática, gênero, etc.
Etapa 2: Construindo o instrumento de coleta de dados.
Decida as variáveis, como medi-las e um “instrumento” para coleta dos dados.
Exemplo: uma ficha.
Solicite uma pesquisa sobre alguns termos que serão utilizados como, por exemplo, população, parâmetros e estatística. Em sala, discuta o entendimento de outros termos, como variáveis e o seus tipos.
Etapa 3: Coletando os dados.
Aula para preenchimento da ficha, por exemplo.
Etapa 4: Organizando os dados.
Fazer um cartaz com uma planilha, onde os alunos irão preencher seus dados. Nas colunas ficarão as variáveis analisadas e nas linhas os nomes dos alunos.
Etapa 5: Trabalhando com os procedimentos estatísticos.
a) Tratamento univariado de dados qualitativos.
Construir Tabelas de Distribuição de Frequência (TDF) simples, calcular a moda e construir gráfico de setores, pictogramas e de barras. Nessa pesquisa, as variáveis qualitativas são: gênero, gosto pela Matemática e disciplina favorita.
Construindo a TDF: A TDF nos permite conhecer a frequência com que ocorre cada uma das categorias da variável, que pode ser expresso em termos absolutos, relativos em porcentagem.
Apresentando a moda: No caso das variáveis qualitativas, a única estatística que pode ser calculada é a moda.
Construindo gráficos univariados: Gráfico circular ou de setores, Pictograma e Gráficos de barras ou colunas.
b) Tratamento bivariado de dados qualitativos.
Construindo a tabela de dupla entrada.
Representação gráfica de duas variáveis qualitativas: Construir dois gráficos de mesmo tipo com dados distintos. Exemplo:
c) Tratamento univariado de dados quantitativos.
Trabalhar com as variáveis discretas (número de disciplinas em recuperação, idade em anos completos) e com as contínuas (nota em Matemática, nota em Português).
A tabela de distribuição de frequência – TDF.
Gráfico de bastão, diagrama de pontos (dotplot) e histograma.
O gráfico de bastão é recomendado para variáveis “genuinamente” discretas, como no exemplo da idade em anos completos. O diagrama de pontos (dotplot) é construído colocando pontos em cima da reta numérica, empilhando os pontos quando os valores se repetem. O histograma é construído levantando retângulos (barras) em cada uma das faixas dos valores da variável, sendo que a altura corresponde à frequência.
Medidas de tendência central.
As mais importantes são a média, a mediana e a moda.
As medidas de dispersão.
Não é suficiente descrever um conjunto de dados, apenas com as medidas de tendência central. Faz-se necessário descrever seu grau de variabilidade, para tal será calculada apenas a amplitude total.
Calculando a amplitude total (AT): AT = Xmax – Xmin
Quanto maior a variabilidade dos dados, maior seu valor, e quanto mais homogênea ou concentrada, mais próxima de zero.
Ambiente virtual
Etapa 6: Potencializando as análises no AVALE.
O AVALE disponibiliza uma tela de entrada de dados personalizada, onde cada aluno digita seus dados e envia para o sistema, que gera, em tempo real, um banco de dados da turma.
Tela de entrada personalizada e fragmento do banco de dados da turma. 34
Além disso, o AVALE disponiliza:
• Calculo de várias medidas estatísticas, por variável;
• TDF nos casos univariados e bivariados;
• Diferentes tipos de gráficos.
Etapa 7: Comunicando os resultados
Os alunos redigem um texto explicando suas conclusões. E, decidem a melhor forma de apresentar os resultados obtidos.
Conclusão
No geral, o projeto é muito interessante e tem atividades simples, mas que possibilitam a discussão de vários conceitos e problemas de probabilidade e estatística.
As ações propostas fazem com que os alunos fiquem ativos no processo de ensino e aprendizagem. Assim, é possível prender a atenção do aluno e instigar sua criatividade e curiosidade para responder as questões e os problemas propostos.
Referências
Site do AVALE: http://www2.iat.educacao.ba.gov.br/