THESE
U N D O l»OR OBJECTO0 DESENVOLVIMENTO DOS TRES PONTOS DADOS Pol«SORTI
PEI.A
FACULDADE DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO
I
( juacssâoas causasdemorlcsuliila,quaic, equal devaser a nossalegislarãorelalivaaos mortos ? II
lia perfeitaindependêncianas divisõesdosysiemavascular? I I I
EnsaiodaBibliographiamedica doRio de Janeiro,anteriorá fundarãodaEscola dc Medicina.
Jíoeulia dasobras medicase cirúrgicasimpressas nesta cidade,oupublicadas foradelia,porMedicosou(arurgio» seus,antes da época mencionada.
Apresentada AFaculdadedeMedicinado RiodeJaneiro, csustentadaem 21 de Junhode1852
1 pon
FRANCISCO JOSÉ DO CA3TOE MELLO CASTIU) MASCAREMIAS
> PILIIOI>0CIIEFEOESQUADRA
JO Ã ODO CANTO CASTRO MVSCARKMIAS: DOUTOR KMMEDICINAPEIA MESMA FACULDADE
Bibliothecario da Bibliotheca particular de S.M.oImperador,Cavallciro da Ordem de(.hri>t<>, ConservadordoLaboratorioChimico daEscolade Medicina da Córte,cEncarregado
das Preparações CliimicasdomesmoLaboratorio
.
Ctflk«wluHkW ,*t(LOI BinkcK y w.
VntF»ittnmim«a'iiicipric*pratfall;
IItia(<•leapt.tonl».rtteptalrlc«ame
Jj»iiH«tolifrntIWI MOlil
.
Itl.p*t.«.J.mm BE immmo
TYPOGRAPHY UNIVERSAL DE LAEVi
VIERT Rua dos Inválidos, 01 U1852
FACULDADE HF
,lEDICIM DO RD ) DE JA1 IRO .
DIRECTOR.
£
OS i.CoRmHinoDi.
JOSK MARTINSD* CRUZ JOBIM.LENTES PROPRIETÁRIOS
.
O* S«*
.
DüOTOBRS:1
!.•A»so.I’liysica Medica.
( RntanicaMedica, cPrincípioselementares de Zoologia
.
F
.
»>I*.CÂNDIDO.. .
F.F
.
ALLEMÀ O2.« Asso
.
Chimica Medica ,c Princí pios elementares<1* Mineralogia.
Anatomia geral cdescriptiva
.
J.V
.
TORRES HOMEM.
Presidente.•••]J.M.NUNES GARCIA 3.*Asso
.
J.M
.
NUNES GARCIAI
.
.DKA.P.a4CUNHA,Examinador. . .
4.*Asso.
Anatomia geralcdescriptiva
.
Physiologia
.
Patbologiagerai c externa
.
Palliologia gerale interna
.
Pharmacia, Materia Medica , espccialinentea Brasileira , TherapeuticscArte de formulai.
J
.
B.D 4ROSAJ.J.D* SILVA
J.J.arCARVALHO,Examinador. .
. .
| 5.*Asso.
Operações,Anatomia topographiesr.Apparelhos.
Partos,Moléstias dcmulheres pejadaseparidas,e de meninosrecem-nascidos.
C.B.MONTEIRO
. .
.
.J
L
.
D*C.
FF.IJO*. . .
6.° Asso
.
T
.
G.oosSANTOSJ
.
M.
»* C.JOBIM. .
..
• '• HygieneeHistoriade Medicina.. .
. Medicina Legal.2
.
«ao4.’ M.F.P.DRCARVALHO5
.
«ao6.
*M.
oaV.
PIMENTEL Clinicaexterna c Anat.Pathologies respectifs.
Clinica interna cAnat.Pathologicarespective
.
LENTES SUBSTITUTOS.
A.M.oxMIRANDARCASTRO F
.
G.os ROCHAFREIRE,Examinador.
A
.
F.
MARTINSM
.
M.
ORMORAESRYALALE F.
FERREIRADRABREU. .
.F
.
BONIFACIOorABREU,Examinador.
)}Secçã odas Sciencias accessories,
jSecçãoMedica.
* SecçãoCirúrgica
.
SECRETARIO.
Da.LUIZCARLOS0 4FONSECA
.
V
.
//.A Faculdadenioapprove nem reprova asopiniõeseraittidasnasTheses que lhe »fcapresentadas
.
MUITO ALTO E MUITO PODEROSO S EMI OH
D . PEDRO II
S K i v i i o i;í
Permitia Vossa
Magestade Imperial
,que
um dos muitos de SeusS
úbditos
aquem
oMagnanimo Cora
ção de VossaMagestado Imperial
,por
Sua Alta ePoderosa
Benefieencia ,branqueou
a carreira das letras,
e aquem deu
uma posiçãohonrosa na
Sociedade
, ouse vir hoje áAugusta Presen
çade
VossaMagestade Imperial depor
aSeus P
és suaultima prova escol
ásticapara obter
o gráode Doutor em Medicina .
Senhor !
S
óDeos
assiste ao interiordas Almas
! Oenleio sagrado ,
as emoçõesque fazem palpitar
tàoforte
o meu grato coração, quando
merecordo dos Vossos
contínuos#
Benefí
cios,
não seexprimem
comlinguagem
da terra !. . ..
K por
isso, Senhor , deixai correr
ante Vós aslagrimas
deardente afí
ectoque inund
ào
meucora
ção. . ..
Aslagrimas
sã o o
poema de Deos ,
e a arte tentariaem v
ãoexced
ê- lo .
Com o maior acatamento
beija
aAugusta M
ãode
VossaMagestade Imperial
n i a i tl i u m i l j i
-
m l n i i l o,I litI t-r i r i j u Jn-v i M t»Ju-
k nuCA.YTO ».MMI.M MUCIUMIí«, O LEITOR .
IMPERIOSO deverdaobservância da lei da Escolade ' Medicina équem me impoliea apresentar
-
vosesta These,poissemella não posso obter o gráodedoutor*I
nem exercer a sublime sciencia do velho de Cós, o[
I
sabio e immortalHippocrates.
Bemconscioestouda sua imperfeição, e do acanhado desenvolvimento {jPdas questõesqueasorte medeparou, maspara isso concorreu aminha muito limitada intelligenceea lalta deconhecimentosnecessáriospara bemdesempenharminha missão ; pois pela leitura dasquestõessevê que aprimeiraexige conhecimentos especiaesdemedicina legal theoricosepráticos : asegunda exige conheci-
mentos tão profundos deanatomia transcendentequeosmaishábeisana
-
tómicosainda não pudérãoresolvê
-
la d’umamaneiraclara e sem contro-
vérsia:aterceira exige vastos conhecimentos delitteralura medica brasileira, emuito tempopara empregar
-
se nadifficultosacolheitadas obrasdemedicinaecirurgia impressasnestacidade ,oupublicadasfóradeliapor medicosou cirurgiões seus, anterioresá fundação da escola de medicina
.
Sópóde avaliarestetrabalhoquemtemescriptosobreamedicina antigado nosso paiz.0 Sr.
Dr.
PedroÁffonso Denys, em umanotade suaThesesobre a cirurgiado Rio deJaneiro ,com razão dizoseguinte:«A’primeiravista parece que dos numerosos trabalhos publicados sobreoBrasil, abundante colheita se poderia fazer emqualquerramo dasciencia;masinesperadaM.SUE
.
1fmm pill
H
AO LEITOR .
? IMPERIOSO dever da observância da lei daEscolade Medicina é quem me impelle a npresenlar
-
vosestaThese, poissemella nãopossoobter o gráode doutor* 1nem exercerasublimesciencia dovelho deCós , o
«f
sabioc immortal Hippocrates. Bem conscio estouda®
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sua imperfeição, c doacanhado desenvolvimento das(piestõesqueosorteme deparou,maspara isso concorreu aminha muito limitada intelligenciaea falta de conhecimentos necessáriosparahemdesempenharminha missão ; poispela leitura dasquestões se vêque a primeiraexige conhecimentos especiaesdemedicina legal thcoricos e práticos:asegunda exigeconheci-
mentos tãoprofundos de anatomiatranscendentequeosmaishábeisana
-
tómicos aindanão pudérãoresolvê
-
la dumamaneiraclara e semcontro-
vérsia :aterceiraexige vastos conhecimentos delitteraturamedicabrasileira, emuito tempo paraempregar
-
senadiflicultosa colheitadas obrasdemedicina ocirurgia impressasnestacidade,oupublicadas foradeliapor medicosou cirurgiões seus , anteriores á fundação da escola de medicina.
Sópóde avaliareste trabalhoquemtemescriptosobreamedicina antigadonosso pai/..
0 Sr.
I)r.
Pedro AlfonsoDenys
,emumanotadesua These sobrea cirurgiadoRiode Janeiro , com razão diz oseguinte:«A’primeiravista parece que dos numerosos trabalhospublicadossobreoBrasil,abundante colheita sepoderiafazercmqualquerramodasciencia; masinesperadaM.8CB
.
iI mm m
•X
JJ AO LElTOn
.
decepçãoaguarda aquelles que, comonós,seenlregarcniesperançadosao trabalho de compulsarestasnumerosas collecçõesde historias ,jornaes , memórias , ác
.
,(igurando-
se achar ferieis documentos ,quandoas mais das vezes não são senãoreproducções umas dasoutras.
Depoisdetermos folheado grandenumero destas obrascom quasi infructiferoresultado , resta-
nosapenasatriste consolaçãodeexclamarmoscomNewton:—
«J’airamassé,comme un enfant , des coquillages et des cailloux sur le rivage ; mais j’ai laissédevant moiunOcéaninexploré
.
»Pelaexposiçãoqueacabamos de fazer secomprehende quequestõesde tanta consideração não podião ser bemesclarecidas por quem alémde faltar
-
lhe otalento para bem desenvolvé-
las ,faltava-
lheo tempo,porque,estando ligado aos deveres inhérentes ao estudodo6
.
°anno,
comoestu-
dante tinha também de preencher as funeções de seu emprego como conservador do laboratorio chimico , epreparadordaslições dechimica e4de medicinalegal.
A vistadasrazõesquemeescudão, esperoaindulgência dosmeussábios crespeitáveis juizes , eadoillustradoleitor
.
«< (
.
modpoluifeci,íaciantmcliorapotenies.
»PRIMEIRO POITO
9SGIENGIAS AGGESSORIAS .
Quaes s ã o as causas de morte subita ;
Qual é , e qual deve ser a nossa
legisla ção
relativa aos mortos ?
&
Quaes s ã o as causas de morte subita ?
PROPOSI ÇÕ
jES .
J
.
Causa de mortesubita é tudo nquillo que produzouconcorrepara a exlincr âoda vida , fazendo parar instantaneamenteasfuncçôes doorga- nismo
.
II.
As causas demortesubitasãointernasou externas aoorganismo.
III
.
Ascausas externassãoeilicientes, próximasedeterminantes quandoa suaaceão éimmediata e prompte,c sãopredisponentes,determinantes,e muitas vezesumaeoutracousaao mesmotempo, quandoa sua aceãoc
lentacdiuturna
.
IV
.
. Ascausasinlcmasotbrâod\nami,eaoumecanicamente,eásvexesd uma ed’outrafórmaaomesmo tempo
.
».«m. 2
o
V
.
A noçãodascausasinternos e externas não é isolada intcirainente
.
VI
.
Oestudodossignoesdoorganismo nem sempredescobreaorigemda
•ausaeiliciente damorte
.
VII
.
Aautopsia cadavérica éindispensávelpara sedescobrir( na maioria dos asos)ascausasdemortesubita
.
VIII.
As causas demortesubita externas mais frequentessào o abuso das bebidas alcoólicas, os esforçosimprudentes ,ainsolação,ocoito ,oabuso damesa,osgazes deleterios,os venenosdacçãorapida,o frio ,afulmi
-
naçãodo raio,osesforços doaborto,e muitasoutrasquenão nos épossivel enumerarexactamente.
IX.
Ascausasde mortesubita internos sãoacongestãopulmonar ,acon
-
gestão pulmonar acompanhadade congestãocerebral,congestõessanguí
-
neascerebro
-
rachidinnas;assyncopes, hematemoses, apoplexiascom fóco naprotuberância annular,osapoplexias sanguí neas , asapoplexiasserosas econgestõespulmonares, roturasdocoração,roturasdaartéria pulmonar, e roturasdesoccosaneurismoes,formaçãode gazesnamassacirculatória, distendendo as cavidades do coração,&c.
X .
A mortesubitapóde dar
-
se em umapessoasãaoudoente : emumeoutro raso , ellaresultada cessaçãoda acçáo deumdos trèssysteinasprincipaes, onervoso , o circulatório e orespiratório.
XI
.
A moilesubitaamaisfrequente éa morte porcongestão pulmonar cerebral ao mesmo tempo.
XII .
A mortesúbita reconhecequasi sempre porcausadirectea congestão de um ou dostrèsorgâosprincipaesda vida: ocerebro,ospulmõeseo coracão
.
XIII
.
Amortesúbita por congestão cerebralsó e com foco circumscripto ,é poucocommum
.
XIV.
Amorte subita observa
-
semais vezes nos homens que nasmulheres:os velhos estão mais expostos, principalmente duranteoinverno.
XV
.
Aembriaguez é uma das causas de morte subita a mais ordinaria
.
•HKs
Qual é
,c qual eleva ser nossa legisla ção relativa aos mortos .
Qual óa nossa legislação relativaaos mortos?
Oque podemos colher de mais modernoa esterespeitofoi naleitura do regulamentodos cemitérios
,
e doserviço dosenterros da cidadedo Rió «le Janeiro,mandado observar pordecrelo de14deJulhode1851;«lo qual transcrevemossó alguns artigos , pois«pieosoutrossão relativos adisposiçõesalheiasao nossoobjeelo.
CAPITULO I
.
Dosccmitcrios
.
Art
.
‘3.° Junto ás capellas deverão construir-
se lugares apropriados paradeposito doscadaveresqueporalguminconvenientenão possuo ser sepultados no actoda sua entrada no cemitério;e uma sala convenien-
temente preparada para depositoe observação «los corpos daspessoas fallecidas de morte repentina, e mesmo dequalquermoléstia, não sendo epidemica ou contagiosa, «pie entrarem nos cemitérios sem signaesdo principio<iodecomposição;devendo ser nellas conservadosaté queestes s«* manifestem.9<
-
Art
.
11.
Nenhum enterrolerá lugar ,tanto nos cemitérios públicos, préviaaulorisaçãodaautoridadecompetente,«»monosparticulares
escripta no attestadooriginaldofacultativo que certificaroobito (art
.
i:
t. Os administradores doscemitérios que sem a dita aulorisaçãoderem serão punidoscom apenade dezdiasa dou>sem
sepulturaa algumcadaver
mezesdeprisão,e a multa de cincoenla a duzentos milréis, sem »
.
prejuizo do procedimentocriminalque possa terlugar.
Art. 12
.
São igualniente prohibidos, debaixo das sobreditas penas, osenterramentosantesdeserempassadas2 i borasdepoisdo fallccimento; salvo sea morteproceder de moléstia epidemica nu contagiosa, ou os entrarem nos cemitérios em estado de dissolução, e noscasos corposprevenidosno art.li.
A respeito doscorposmencionadosno art.3
.
"seprocederá pelafôrma nolledeterminada.
Art
.
13.
Os facultativos são obrigados a declarar, nos ntteslados de obitoque passarem ,a naturalidade,idade , condição, estado , profissão emoradado finado ; a moléstia deque falleceu , e o dia e hora do failedmen
to.Art
.
li.
Sc algumcorpo vier aoseemiteries sem ser acompanhado dedocumentodas autoridades competentes , ou fòr encontradodeposi-
tado dentro déliés, ou ássuas portas , oadministrador respectivo dará immediatamente parte ao fiscal do district« , retendo as pessoas que conduzirem omesmocorpo, sefòrem encontrados no acto daconduc-
çao : o fiscal ofTiciará logo á autoridade competente para proceder ás diligencias necessárias
.
Art
.
15.
Se a autoridade competentesedemorar, eocorposeachar com principio de putrefaeção , será este sepultadoem cova separada, por forma que, sem perigo dc confundir-
se com outro,exhumado ,seamesma autoridade oordenar paraosexamesnecesspossa serários
.
Art. lf>. No caso de indiciodemorte violenta , podem asautoridades policiaes , se o julgarem conveniente , ordenar que a sepultura seja feita cm cova separada , ou demorada por mais vinte equatro horas ; seestademora fòrpraticávelsem prejuizo«la salubridadepublica
.
Art
.
17.
Nenhum cadaver , seja qual fòr o motivo , deixaráde ter sepultura. Quando ocadavernão possa1ersepultura ecclesiastica, será11
.
ÍCB,-
>10decentemente enterradoforado recintoque houverrecebido asbênçãos daigreja
.
Art. 18
.
Ascovaspara osenterramentos de pessoas adultasdeveráõ 1er, tanto nos cemitérios geraes como nosparticulares,setepalmos de profundidade ,corn a largura ecomprimento sufbciente, devendoticar entre umas eoutrasointervallo dedoua palmos pelos lados , cdetrès nacabeçae nospés : a terraqueselançar sobre oscaixõesou corpos deverá ser socada da altura de quatro palmos para cima.
Ascovasparaosenterramentos de pessoas deidade menor de doze annos, bastaráque tenbãoseis palmos de profundidade e cinco se forem para innocentes menores desete annosdeidade
.
Art
.
10.
Todasassepulturas separadas,ousejão terreas,oucarneiros, ou tumulos, deveráõsernumerados , lançando-
seo numerocorrespon-
dente no livro dos assentos dosenterramentos, por forma que a todo o tempo se possa saber ocorpo que nella foi enterrado
.
Art
.
20.
A abertura das covas para novassepulturas só j>oderá ter lugar depois de passadoo tempo que pelaexperiencia se julgar neces-
sário para completa consumição dos corpos, segundo a natureza do terreno, mas nuncaantes de1resannos
.
Art
.
21.
Asvaliasgeraesdestinadaspara sepultura dos pobres fallecidos nosbospitaes, e dosindigentes, serãoseparadasdas dos escravos;e tanto umascomooutras terão novepalmos de largura , quatorzedeprofundidade, eocomprimentocompatívelcomnqualidade doterreno.
Serãoabertas a quatro palmos de distancia umas dasoutras; esó passados seteannos poderáõ servir para novosenterramentos, se maior espaço de tempo não fòrnecessário para completa consumiçãodoscorpos.Oscorpos serão cobertos,á proporçãoque seforemdepositando, com uma camada deterrasocada,aqualnãopoderá termenosde1respalmos de altura,eosúltimos cadaveres íicaráòpelomenos quatropalmosabaixo da superfície do terreno cobertosde terra bem socada; e sobreesta se lançaráõ mais trèsaquatro palmosdeterra solta
.
Art. 22
.
As ossadas que se encontrarem nas renovações das covas não poderáõ licar expostasnasuperficieda terra,dispersasou amontoa-
das: em cada cemiterio haverá um lugar separado onde sesepultarão estes restos mortaes, á proporção que arenovação das mesmas covas osfòrdesenterrando
.
i1
<
«-Art
.
23.
E’prohibida a tirada de cadaveres de cemitériospúblicos particulares,salvo os casos de exhumação completamente autorisada , e bem assim qualqueroutraviolação dassepulturas, tumulos ou mauso-
Ieos; pena deprisãopor tempo de seisinezes,eda multa deduzentosmil réis ,além doprocedimentocriminalque possa ter lugar
.
Art
.
2A.
Haverá em cada cemiterio livros distinctos , encadernadosenumerados, e abertos , encerrados e rubricadospelochefe dairmandade oucorporaçãoaquem fòrcommettida a administração dos cemitérios;ese fòremprezario,peloprovedordos residuosecapellas,para nellesse lançarem osassentosdos obitos daspessoas que nos mesmos cemitérios seenterra
-
rem ,pelaordem numérica esuccessiva de dia , e anno emqueosenterra
-
mentostiverem lugar;com declaração donomeecognome do linado,ede todas as mais individuações que constarem da notaquesãoobrigadasa apresentaras pessoas que solicitarem ordensdeenterro, mencionadasno artigo 32,edesignaçãodo quadro em queoenterramentotiver lugar
.
Esta disposiçãocomprehendeosenterramentos emcovas,carneiros , tumulos• ou mausoleosdepropriedadeparticular, eatémesmodoscemitériosparti
-
culares existentesdentrodos cemitériosgeraes
.
Art
.
31.
Asordens para osenterrosdeveráõ serapresentadasporeseripto, no escriptom ou escriptorios quea administração ,nquem oreferido serviçofòrcommettido,estabelecer,ao agenteouagentespor ella nomea-
dos,comanticipaçàode seis horaspelo menos;salvonos casosdeepide
-
mia oumoléstia contagiosa, comtantoque se apresentem com a neces
-
sária anticipaçào, segundoadistanciadonde houverde sahiroenterro
.
Art
.
32.
Assobreditas ordens serãoescriptas por duas vias em labellas impressas, fornecidas gratuitamente pelaadministraçãosobredita ,edeveráõ designar:l.°onome e cognomes do finado,asuanaturalidadeecondição civil, idade, estadoeprofissão;amoléstia de quefalleceu,elugarenumero dacasadesuamorada , ou onde ocorpo se achar depositado: namortodos indígenas deveráestacircumstancia ser tambémdeclarada :sendoescravo, anação eonomedo senhor ; e se fòrAfricano livre,o nomedapessoaou repartição aquemos seus serviços tiveremsido concedidos: 2.
°o dia e horaa que deverápartiro enterro, eocemiterio a queédestinado:3.
"aclassedastabellasquehão deser fornecidas, comdeclaraçãonominativa dos objectos que forem excluídos;ficando entendido que devem ser forne
-
cidos todos aquellesobjectosquenãoforemdesignadamente excluídos
.
ou
12«
* -
As«luasreferidasviasdeordemserãoambas assignadas porpessoa que seresponsabilise pelopagamento da despeza , e pelo agente da adminis
-
tração responsável pelofornecimento,entregando
-
sea1.*viaáquelle,eficando a2
.
*empoderdeste.
Art
. 36 .
Passadosseismezes,acontardodiaemqueopresenteregula-
mento principiara terexecução,ficaprobibidaaconducçãodecadaveres em redes ,pannos,esteiras ou caixõesabertosedescobertos,dentro da demarcação destacidade,debaixo da pena deumamultadevintemilréis, para a camera municipal,paga da cadeia pelas pessoasouescravos quo conduzirem as redes,pannos, esteiras ou caixões abertoscdescobertos
.
Airmandade, corporaçãoou emprezarioaquemfòrcommettidoo serviço dosenterros,seráobrigadoaestabelecervehiculos de conducção e caixões apropriadosparaaboa execução dasobredita disposição, pórforma que cila se nãotorneincommoda ,principalmenlcás classes menos abastadas
.
Art
.
40.
A irmandade, corporação ouemprezario aquemfòrcommettida acreaçãodos cemilerios, será obrigadaaorganisai'umregimentodoserviço internodosmesmoscemitérios ,quesujeitaráá approvaçãodogoverno.
Qualdevaseranossalegislaçãorelativaaosmortos?
Depoisdaexposição que acabamos do fazer de alguns artigos do regula
-
mento dos cemitérios ,oquepoderemospropòr a esserespeito que melhor seja ?nósque
,
deixandolia poucoosbancosdaescola, e não lendo osconhe-
cimentosecapacidade necessáriapara bemlegislarmos,nuncapoderíamos fazermaisdoque traduzir as leis das nações cultasdaEuropa,eprincipal
-
mente asdaFrança,leis« pieseacháocmquasitodos ostratadosdemedi
-
cinalegal,eprincipalmen tenobcllo tratado dossignaesda morteporMr
.
Bouchut ,em1840;obracoròadapeloinstitutode França , onde desdea pagina228até 276elle dá noticia de toda alegislaçãolrnncezarelativaaos mortos.
Só accrescentaremos que julgamosmuitoutil que se créasseentrenós uma instituição comoexisto na Allemanhac na França, onde medicos babeissão encarregados dc verificararealidade damorte, edesignar nas declarações deobitosque remettentáautoridade policial competente,o
-
$*13nome,pronome, oestado,aprofissão,adata precisadamorte,oquarteirão, a rua eonumérodacasa,oandar e aexposição dahabitação,a natureza eduração da moléstia,ascausasantecedentes,eascomplicaçõesso bre\imlas
.
osmotives(seosha) paraaaberturados cadaveres,osnomes daspessoa
-
( tendotitulo ounão)quefornecerãoosmedicamentosnecessários,ednquelles quetemprestadocuidadosaodoente.
Não terminarei esta parte sem reproduzir o quejudiciosameulo diz MichelLévynoseuTratadodehygiene ,de1850,tomo2.“pag
.
588, rela-tivo aos perigos das inhumações precipitadas:
—
«Brulieir eu Franco(1712),Hufelanden Allemagne(1702),ont jeté lateneurdans lesesprits parleurs écritssurl'incertitude dessignesdelamort
.
Avanteux,Pline avait signalédesfunestesméprises quise sontrenouveléeson touttemps: Aselépiadb, Empédocle ,disciplede Pythagore,ont rappelé àlavie de»sujetsquel'oncroyaitmorts
.
Ambroise Parcapréservéde l’inhumation deux hommes asphyxiés parlavapeurdu charbon,quesessoinsranimèrent. Kigaudeauxasauvéunefemme encouchesattaquéed’eclampsie,etquele» , assistants avaient ensevelie à deux reprises.
Qui neconnaî tla lugubre mésaventure du gentilhomme François Civile, deux fois enterré : de Winslow,deux foisprispour mort?« Quantà latragiquefin de l'immortelauteurdo Manon
-
Lescaut, se reveillantpour mourirsouslescapeld'une homicide autopsie, les re-cherches auxquelless’est livré M. Bouchât n’ont fourni aucunepreuve que cettehorrible mépriseait eu lieuréellement (*). Pour prévenirde semblables catastrophes dontonaexagéré le nombre, onapropose la création demaisons mortuaires ã l'instar de celles qu’Hufeland a fait établir àWeimar , etdont la premièreidée se trouve dans l'ouvrage de Thierry, publié en 1785; maisl'utilité de cesmaisonsest tout entière danslasurveillanceminutieuse et continuedes préposés; ceux
-
ciont-
il»l'aptitudenécessaire pourreconnaîtrelessignesderevivication? L'habitude n’émoussera
-
t-
elle point leur coupd’œil, leurforce d’attention? Dail-
ies villes populeuses, ilfaudrait multiplierees maisons; les cordons à sonnettesattachésauxdoigtsetauxorteilsdescadavresdonnerontparfui»
(*) Traitéde* *igne* de la mort,&c., parF
.
Bouclait,outragecouronnéparl'(ns>tâtut. Par»1819, pagei ï.
M
.
«»».
AiU r<
l'éveil parun effet de la rigidité cadavérique ouparla cessation de cet état; dans d’autrescas , un retour fugitif à la viepourraits’opérer sans production demouvements spontanésouinvolontaires
.
Dans la maison mortuairedeMayence, legarde chirurgien de3.
“ classen’a eu,depuis iÔ ansqu’il yestattaché, qu'uneseule alertederessurrection:c’étaitun vieillard dont lesmainsétaient tombées lelong de son corps, par suite de l'affaissementdu ventreetde la sortie d'unegrande quantitédeliquide.Mouchai,loc
.
cit.
, page214.
« li existeplusieurssignes infaillibles delamort réelle: la rigidité, l’absencede toutecontractilitémusculaire sous l'influencedel'électricité
•
nidugalvanisme, l'absence prolongée ( une oudeuxminutes] desbat-
tementsducœuràl'auscultation,ladécomposition putride; le premier peut êtrepassager , lesecond exigeunepreuve,le dernier est plus ou moins tardifet non exempt de dangerou d'inconvénient
.
C’est donc l'interruptiondefinitivedes battements du cœ urqui fournitlediagnostic•
immédiat et positifde la mortréelle; les recherches etexpériences de M. llouchut luiconfèrent undegré de certitude incontestable:«Lavie
«< estéteinte làoùlecorpsacessé desemouvoir,etdans les maladies qui
« présentent l'apparence de la mort, toute méprise est impossible,à
« causede lapersistancedes battements de cet organe (*)
.
» Nousnepen-
sonsdonc plus qu’il faille retarder l’enterrement jusqu'aprèsl'apparition despremiers résultatsde la putréfaction ( coloration verdâtredu ventre avec ballonnement etodeur sui generis)
.
Que si, par surcroî t de pré-
caution, desépreuves paraissent nécessaires, la préférenceest due à l'application des stimulants galvaniques à la contractilité musculaire, oudequelques points do cautèreactuelquiaurontà la fois l’avantage d’agircontrelescausesdo mort apparente ,cldefournirdeselements de diagnosticsur. Lu effet, nous avons constaté, dans«les expériences laites ouVal-
de-
Gràce, que l’action du fer rouge sur les tissus d'un cadavren’ydétermine jamaisdescarre ni de rougeur en forme d’aureole, nide ligne rouge; pour reproduire un effet sensiblesur une partie morte, il yfautaccumuler une quantitéplus considérableducalorique et prolongerl’applicationdu cautère: avecl’inlcnsiléetla duréed'action(*) ttourliul,loc
.
cil,|u(ç«:195.
i o
ducautère qui sufliraient pour désorganiser sur levivanttoutel'épaisseur de lapeau, onproduità peinesurlecadavreledessèchementdel’épi
-
derme et la flétrissure de lasuperficie du derme ; plus intense, plus prolong
é
e, l’actiondufer rougen’a pour résultat surlecadavre qu’simple carbonisation, sansaucune traced’hyperémie ou de phlogoseà scslimites
.
Cette épreuve nous parait probante , facile à pratiquer en tous lieux ;nousl’avons proposéeen1838,dansunethèsedeM. Ménestrel.
» uneSECUNDO PONTO .
»
SCIEIVCIAS CIR
ÚRGICAS .
I
Ha perfeita independ ê ncia nas divis õ es do svstema vascular ?
y.iti. 6
Ha perfeita independence nas divis õ es do systema vascular ?
0systemavascular divide
-
so cm très especies, a saber : o systema arterial, o venoso e olympbatico.
As artérias partem do coração e levãoosangue arterial atodosos orgãos da economia
.
As veias recebem o sangue que as artérias conduzirão, porém já d'çutra natureza, e o trazem ao coração.
Os vasoslymphaticos formão um systema vascular, no qual circula alympha eo cliylo; e queem lugar de terminar
-
sedirectamenteno coração, communica-
se com osystema sangu í neo venoso.
No duplo circulo que formão as vias circulatóriasa communicacão evidente dos troncos arteriaese venosos tem lugar no coração; c as dos troncos lymphaticos com os troncos venosos perto deste orgào,
nas veias subclávias
.
Porém nas parles diametralmente oppostas n esteduplo circulo , nos systemas capillares ,acommunicacão nãoé tão evidente.
Os antigos suspeilavão a communicacão das artérias com as veias , ruas não a pensavão immediata
.
A descobertada circulaçãodo sangue fazendo necessariamente admittir esta coinmutiicação, deixava todavia seu modo duvidoso.
Vierão depois as observações microscópicas injecções demonstrarestacommunicação.
Nas observações microscópicas deMalpighi e de Leuwenhock feitas
9obre as partes transparentes de reptis, de peixes c de morcegos, sangue passar directamente das artérias para as veias
.
As injecções deEnt mostrarão a passagem directa e sem derrama
-
mentodoliquido injectado ,dasartérias paraas veias
.
Estas experiências forãorepetidasmuitas vezes sempre com o mesmo resultado.
eas
via
-
se o20«
-
V-
Comtudo physiologistes posteriores duvidão da communicação
directa
dasartérias com as veias.
M.
Doellinger pensa queasartérias emsuas ultimas extremidades deixão de ter paredes, eque o sanguesemove
a n\i nasubstancia solida docorpo, quo ellechamamucosa; que ahi parte do sangueseconverte emsubstancia mucosa, eoresto continua seu trajecto junto á da substancia mucosa sanguiûcadaqueentraem movimento e penetra nos vasos venosos e lymplmticos que
nascem
da substancia mucosa onde terminão as artérias
.
M. Wilbrand vai mais longe : admitte uma metamorpliose mais completa na circulação : segundo este autor, a totalidade do sanguese muda em organs, ou em substancia mucosa e emliquidos segregados, o oÿ organs se íluidificão de modo que tornão a ser sangue venoso c lympha que eontin úàoa circulação c vem a ser também materia de excreções
.
Nestas duasopiniões , uma parte , e naoutraa totalidade de
sangue
sesolidifica ,eda mesma maneira uma parteoua totalidade dos orgãos se fluidificaemcadagyrocirculatório: tantocm uma , como em
outra
,a massa solida docorpo óinterposta entre asterminaçõesdas artérias c as origens das veias e vasos lymphaticos
.
Não pensamos comoestes physiologistes, pois que elles com suas hypotheses não podem destruir as observações microscópicas, e as injecções muitas vezes repelidas que mostrão acommunicação dirccta das artérias corn as veias pormeio do vasos capillares
.
Passemos a vor se ha com mu meação nas terminações do syslema Jympbalico
.
Depois dos trabalhosde Fohman, Lauth, Panizza, eMutter
,
não ó possivolnegar
quo, cmcertosanimaes,oslymplmticos se communicão com as veias; porém não se observando o mesmonosmainmiferos, e sobretudo no homem , occupar-
nos-
hemos com o estudo da commu-
nieacão dos dous systemas no corpohumano.
Segundo asideasgeralmente recebidas, todos oslymphaticossotermi
-
não ern dous troncosprincipaes:ocanalthoraaicocagrandeveia lympha
-
lira
,
osquaes vão-
se abrirnas veias subclávias esquerda edireita.
Oprimeiro, comotroncocomraum do todos oslymphaticosdocorpo humano, exceplo os da metade direita da cabeça, pescoço, thorax , e membrosuperior correspondente , é ocanal thora.rico
.
-
*>21 <*grande veia lymphatira , que tombemse chaîna canal ihorcuricodireito,é o troncocommumde todososvasosiymphaticos que da metadodireita da cabeça , pescoço e membro superior 0 segundo ou
nascem
direito, pulmão do mesmo lado, e coração; muitas vezes também da metade direita dodiaphragmae do ligado. Asanastomosesdestetronco com o canal thoraxicosãomuitofrequentes , e além destas communi
-
eações alguns admittem também a terminação do systema lyniphatieo: 1.* nos troncos venosos de um certocalibre ; 2.°nas pequenas veias dos diversos orgãos ;e
. V
nas radicules das veias que nascem dosgan-
glios Iymphaticos.
A primeira opinião tem sido sustentada porWepfer,Cnldani , Meckel (o antigo), eoutros, mas acha
-
se baseada em factos mal observados.Em 1825 ella foi partilhada por Regalo Lippi
,
oqual não sódisse 1er visto os Iymphaticosdosorgãos digestivosdohomem,dosmammiferos, cdos passaros se abrirem na veia porta, pudenda interna, renaes.
cava ascendente , e asygos, como tainbcm representouestas comrou
-
nicações em grande numero de estampas
.
Porém Haller , Mascagni, eSoemmeringjá duviduvão das asserçõesdeseuspredecessores, eultima
-
rnente Fohmann , Panizza, Blandin,&c
. ,
demonstrarãoqueasopiniões de Lippi se fundavão em um erro tãograve,comoode1erelletomado Iymphaticos por veiase vice-
versa.
A segunda opinião,nã opodendo ser explicadasenãode duas maneiras,
que vem a ser, ou por continuidade das veias com osIymphaticos, cousa quo ainda nenhum facto directo tem demonstrado , communicaçãodosdous systemasnascellulasdosganglios, o quelambem
nãose póde admittir pela mesma razão
.
Passemos á terceira opinião, que foiapresentada por Mascagni favor da qual se inclinão Panizza e Muller, isto é,quea passagem do mercúrio dos Iymphaticos para as veias no interior dosganglios Iymphaticosseeffectua talvez por pórosanalogos áquelles quo permittem ao arexercer sua
pela ou
,e a
acçãosobre osangue das cellulas pulmonares
.
Com opinião, que éa mais plausível , pareceestarem harmonia idéas phvsiologicasactuaes, e teressencial mente em seu favor a natureza lymphatica da membrana interna dosgrande quantidade de veias que sabem dos ganglios
.
Portanto nrehende-
se facilmenteeffeito esta com as
vasos sa nTU uieos, coni
-
que os pequenos vasos que nascem da rede e aM
.
H B. ti22
interna das artérias e veias anastomosando
-
se com osque constituem os ganglios, penniItem desta maneira que o mercúrio injeclado nos afferentes destes orgãos chegue necessariamente á membrana interna dosvasos sanguineos,esejatransmudado pelos seusporospara ointerior delias.
Eis o que prova a passagem dometal paraas veias , artérias,canaesexcretores, e vice
-
versa.
Emfim, não se tem demonstrado indubitavelmente senãoas anasto
-
moses dosprincipaestroncoslymphalicosnosvstema venoso.
Peloquetemosestudadovê
-
se que não liaindependêncianas divisõesdo syslemavascular, quanto aos systemas arterialevenoso,eosprincipaes troncos dolymphatico; masquanto ásultimas terminações do Ivmpha
-
tico, não está provada com evidencia essa dependencia nohomem, porém sim em certos animaes, segundo os trabalhos de Fohmann,Lauth , Panizza,e Muller.
TERCEIRO POMTO .
SCIENCIAS MEDICAS .
Ensaio da Bibliographia medica do Rio de Janeiro , anterior á fun -
da çã
ào da Escola de Medicina . Resenha das obras medicas e cir
úr -
gicas impressas nesta cidade , ou
publicadas fora delia , por Me - dicos ou Cirurgi õ es seus antes da
é poca mencionada .
Ensaio da bibliographia mcdica do Rio de Janeiro anterior á fundação da Escola de Medicina .
Resenha das obras medicas c cir
úrgicas im - pressas nesta cidade
,ou publicadas f óra delia
,por M
édicos ou Cirurgi õ es seus antes da época mencionada .
E' sabido que foi noséculoXVIque começarãoa desfazer
-
seastrevasem que a Europa jazera por tantosséculos
.
Porém,se ásletras,ás ma-
thematicase ú pliilosophia, foi
-
lhes possível , em pouco tempo attingi-
rem ao gráo deperfeição, que aindahojeadmiramosnosDantes,nos Tassos , nos Camões, nos Bacons, nosDescartes, e nos Corneilles: nãoaconteceuassimásscienciasphysicas ,ouscienciasexperimentaes,e parlicularmenteá medicina
.
Filhasdaobservação edo estudo dosfactos, assciencias physicas ouexperimentaes, além de serem porsuanatureza morosas em seu desenvolvimento, encontrarão o peior dos systcmas philosophicosparacilas,que por muito tempo reluctou , edilíicilmenle cedeuaosgénios de Gallileo,DescarteseBacon....
Ein vez da observação«los phenoinenos danatureza,a Escolástica entregava
-
seaexplicações einterpretaçõesgratuitasdaquelles phenomenos , partindo de hypotheses que aphantasia,por assim dizer,lhessuggeria
.
Atinaiosystemainductivo,omethodo daobservação pôz termo ás controvérsias dosalchymistas; eas scienciasphysicasenaturacscomeçáráoaregistarfactos eobservações, emboramodestos, c a custo de longas lucubrações
.
A medicina, quetem por objecto aorganisação e funeçõesda vida humana, precisava de conhecimentos anatómicos, physicose chimicos
M
.
81B.
7~>s20
^
quoorientassem o observador da maiscomplicadaesublimedas crcaçùes deDeos
.
Acirculação do sangue, uma das princîpaesfuneçõesdo organismo pelasuainfluenciasobre as demais , e pelas luzes que dá nacabeceira do doente ainda emo século XVI não era conhecida quando Harvey a descobrio
.
Póde
-
sc dizer que lia 50 para 00 annoséquecreou-
seachimica,e queaphysica,aanatomia ,amineralogia,acristolograpbia, abotanica eazoologia , começarão a fazer maioresprogressos, atéchegarem ao aperfeiçoamentoemque hoje as conhecemos.
Bichat, Cullen, Pinei , nascerãoem fins do século passado ,Guv
-
Lussac, Davy, Berzelius , Cuvier, Broussais , Humboldt , unsforáo,e outros ainda são nossoscontemporâneos.
Ora, sena prospera Europa de ha tãopoucos annosé que datãoos grandesprogressosdas seiencias physicas, das sciencias naturaeseda • medicina , nãosedeve porcerto esperarqueospaizesda America,quer donorte , quer do sul , apresentemereações nassciencias,quandolhes faltão os grandesmestres,o theatre , osinstrumentos, emais circums
-
tanciasindispensáveis paraasinslrucçõesscientificas
.
Os Estados
-
Unidos, quenão tem igualtalveznahistoria, depois das maravilhasde AlexandreMagne,narapidezdecrescimentoe civilisação,
não possuem entretanto,nasscienciaspropriamenteditas,trabalhos originaes que eslejao a par dasua riqueza, do adiantamento e perfeição de sua industria , multiplicadasfabricas,ou, mesmo ainda ,apar da originali-
dade esubido mérito deescriptores seus,elitteratosdistinetos, como Cooper, Washington Irving, e de alguns pensadores profundos que tiverãoasua litteratura.
Pondodeparteaimmortal descoberta de Franklin (dos conductores deraios) , a suagloria nas sciencias consiste namodéstia e bom senso com quetem vertido em linguanacional,traduzindosimplesmente ou compilando, todososeseriptosetrabalhos deméritoquevão apparecendo naEuropa
.
Desortequerara é ,talvez, aobra moderna deimportância, quenãoestejaalitraduzida.
A litteratura medica,nosEstados
-
Unidos,e o mesmo arespeito das outrassciencias, consiste poisem traducções eapropriadas compilações.
Parece que outros não poderião ser osseus primeiros passos na
.
carreira27<
~
«iassciencias
.
Enem outra melhorperspectiv«póde oflereccro Brasil,ou(pinlqueroutroEstadodaAmerica
.
A respeitodoBrasil dá
-
seofacto, que poucas possu í mos traducçõesou pilações nossas dos melhores escriplos modernos europeos, quer commedicos , quer nas outras sciencias;duasrazõestemconcorrido para isso
.
Aprimeiraéafacilidade comque nosfamiliarisamos com a lingua franceza, ricanão sópelosseustrabalhos originaes, como peloquenostransmitteda Allemanha,da Inglaterracda Italia
.
Asegundarazãovema ser ospoucos diasquecontamosde existência|>olitica , e,comoaconteceásnaçõesnos primeirosannosdesuaemancipação, sãodistrahidos paraapoliticamuitos talentos quesededicariào ássciencias.
Em compensação temos um trabalho de méritoeuropeo, qual é a Eloia de Fr
.
Yelloso , os escriptos originaeseobservações de um Mello Franco, de um Bomtcmpoque honrãoa litteratura medica do Rio de1 Janeiro anterior á fundaçãoda EscoladeMedicina
.
E cumpre confessar que essa paginabrilhante da nossanascentelitteratura medica , devemos , á passagem para a nossa capital deuma corteantiga européa que nos trouxe em 1808 homens distinctos, quer nas letras,quer nas sciencias , alguns delles patrícios nossos que tinhão idoinstruir-
se nas academiasdaEuropa,cnãovoltariãoao seupaiz natal,seoSr
.
D.
João VI , deeterna recordaçãopara os Brasileiros,não viesseresidirnoBrasil.
Assim pois , segundo permiltein nossas fraquíssimas forças , faremos chronologicamentea
—
Resenha, ouenumerarão das obras mediras oucirúrgicas impressas nesta cidade,ou publicadas fóradelia, pormedicosoucirurgiõesseusantesda fundação da Escola deMedicinadoRio deJaneiro ;como ensaioda Biblich graphia medica doRiodeJaneiroanteriordreferidaépoca
.
108
.
].
íratadodasbexigas,edosarampão, pelo Dr.
Simão PinheiroMourão. Lisboa.
» Queixascontraosabusos medicosquenas partes do Brasil se obser
-
vão,peloDr
.
RomãoMaria Reinhipo, anagramma deSimão Pinheiro Mourão.
Lisboa.
-
>28«* -
109*4
.
Tratadounicodaconstituiçãopestilencialde Pernambuco,emque trazpreservações eremedies contra a mesma,pelo Dr.
João lerreira daRosa .
1700
.
MedicinabrasílicapeloDr.
MatheusSaraiva.
1705
.
Relação das minasbrasileiras, pelo Dr.
José Rodrigues de Abreu.
Lisboa
.
1711
.
CulturadoBrasil emdrogas e minas, pelo Dr.
André José Antonil.
1720
.
DescripcãotopograpliicadoRiode Janeiro ,peloDr.
Simão Pereira doSá.
1735
.
Erário mineral, dividido cm doze tratados, pelo Dr.
Luiz GomesFerreira
.
Lisboa.
1710.Prodigiosa lagoa descoberta nasCongonhasdas minasdoSabar
á
, que temcuradoavariaspessoas. Lisboa.
1772
.
Instituições , ou Elementos depharmacia , pelo Dr.
José Francisco Leal.
1777
.
Thesesobreolaryngée trachea-
arteria,peloDr.
Jacintho José da Silva Quintão.
Montpellier.
1783.Elementos dechimicaepharmacia,pelo Dr
.
Manoel JoaquimHen-
riquede Paiva
.
1vol.
eml.°Lisboa.
1786. Instituições de cirurgia theorica e pratica , que comprchendema physiologia eapathologiageral , cparticular,pelo Dr
.
ManoelJoa-
quim HenriquedePaiva
.
Lisboa.2 vol.
em8.
°1786
.
Avisoaopovo sobreas asphyxias,ou mortes apparentes , e sobreos seus soccorros, pelo Dr.
ManoelJoaquimHenrique dePaiva.
Lisboa. 1 vol.
cm8.
°» Tissot (Mr
.
) Traduzido em portuguezeaccresccntadocom notasc illustrações , c um tratado deenfermidades, pelo Dr.
Manoel Joa-
quim HenriquedePaiva
.
Lisboa.
3vol.
em 8.
°1787
. These
sobreolourocinamomo,pelo Dr.
NogueiradaGama (Marquez deBacpendy
).
Lisboa.
» Buchan (Guilherme)
.
Medicina domestica ,ou tratado deprevenirecuraras
enfermidades, com oregimentocmedicamentos simplices.
Traduzido em portuguez pelo Dr
.
Manoel Joaquim Henrique de Paiva.
Lisboa,i vol.
em8.
°» Avisoao povo, ouSummariodossignaesesymptomasdas pessoas envenenadoscom