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AlV A T OMI CO - PHYSIOLOGIC AS
A v
SOBRE
O SYSTEMA IiYMPHATICO .
QUEFOI APRESENTADA
A
’
FACULDADE DE MEDICINADO RIODE JANEIROE SUSTENTADA A 15DE DEZEMBRO DE1842,
ï
%
I*
TORssTasï iii® atoatfutwras SEAAVOBS »
FILIIODE
ANTONIO
RODRIGUESMARTINS
,NATURAL DORIO DE JANEIRO
,
DOUTOR EM MEDICINAPELAMESMA FACULDADE
.
Ad observation«)!dirigi debent mcdicorumratiociiúa
.
BACLIVI.
Uio í Jc Siutfinj ,
TYPOGRAPHIAIMPARCIAL DE FRANCISCODE PAULA BRITO
.
PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO N
.
°64 -
1842
,FACULDADE DE MEDICINA
DO RIO
Di: JANEIRO .
DIRECTOR
O SR.DR.JOSE MARTINSDACRUZJOBIM
.
Professores.
OsSNRS
.
DRS.
1
.
° ANNO.
Franciscode Paula Cândido. Francisco FreireAllemão
. . . .
2
.
° ANNO.
PhysicaMedica.
Botnnica Medica, eprincípioselementaresde Zoologia.
{
JoaquimVicenteTorresHomem
i
Chimica Medica,eprincípioselementaresde 1^
11neialogia.JoséMaurício Nunes6'arcia.Presidente. Anatomiageral,edescriptiva. 3
.
° ANNO.
Anatomia geral,edescriptiva. Physiologia.
José Maurício NunesGarcia, Vago
4
.
° ANNO.
Luiz Francisco Ferreira
.
Joaquim Joséda Si /ca
. . .
JoãoJosé de Carvalho.
.
.Pathologia externa. Supplente. Pathologiainterna.
Pharmacia,MateriaMedica,especialmentea Brasileira,Therapeutica,eArtedeformular. 5
.
°ANNO. 1
Cândido BorgesMonteiro
. .
Examinador.(Operações,Anat.topograph,eApparelhos.Partos,Moléstiasdasmulherespejadasepari
\
das, edemeninosrecem-nascidos.FranciscoJulioXavier. . .
.
Examinador.6
.
° ANNO.
Thomaz Gomes dos Santos
. .
JoséMartinsdaCruzJóbim Hygiene,eHistoria da Medicina.
MedicinaLegal.
2'ao4°ManoelFelicianoP
.
deCaroalho.
Clinicaexterna,eAnat.patholog.respeetiva. 5r&o6"Manoel deValladãoPimentel.Kx.
Clinicainterna,eAnat.patholog.respeetiva.Substitutos
.
AgostinhoThomazdeAquino
.. ..
Ântonio FelixMartins José BentodaRoza
Luizde.AlmeidaPereira daCunha.Ex. DomingosMarinho deAzer
.
°Americano.
LuizdaCunhaFeijó
*’"
^
Secçãodas Scienciasacccssorias.I
SecçãoMedica,j
-SecçãoCirúrgica.Secretario
.
Examinador.
Supplente.
LuizCarlos daFonccca.
N
.
li.A Faculdade nãoapprove,
nem desapprovaasopiniões emittidas nas Theses,
lhe sãoapresentadas
.
A’MEUPRESADOEEXTREMOSOPAI
© sou A îT îfosTi © sEJtsrctira
»A’MINHAEXTREMOSA E CARINHOSAMAI
A SRA.D. SEVERIANNA ROSA MARTINS
.
Mandaa natureza,dicta arazão,obedeceagratidão
.
Se a vós devo tudo,que sou,seporvossos nunca interrompidos cuidadoshei tocai, meta,paraaqualmeguiasteis,aosvossos olhos anhelantes daminhaillustração,meu:- presentohojeparaoíFerecer
-
vos esteensaiotal como permittiram minhasforças :sefordigr.
<de vós,acceitai
-
o,ouantesaguardai aminha inteira existência comopenhor; eprazaa^s ceos queeupossa duranteella corresponderas vossas espectativas.
SEVKBTAN'NORODRIGUES MARTIN®
.
ASMINHASQUERIDASIRMAS,
E i lPARTICULAR
Ä ID . mmniLn ü IR í DS íI mAaunmB .
Assim comofuidignodemerecer vossos desvelosiraternaes,seja tambémdigna de vossa acceitação esta prova ha muito almejada de minha grata fraternidade
.
A’MEUSCAROS IRMÃOS,
EMPARTICULAR
AO S 3 .. ER . JOS É MAUR
ÍCIO 1TU1TES C - ARCIA,
MEU MELHOR AMIGO,
FORMADO EM CIRURGIA PELA ANTIGA ACADEMIA MEDICO
-
CIRURGICADOniODE JANEIRO,DR
.
EM MEDICINA PELA FACULDADE DE MEDICINADACORTE,PROFESSOR DE ANATOMIA GERAL E DESCRIPTIVAKA ESCOLA DE MEDICINADORIO DEJANEIRO,MEMBRO TITULAR DAIMPERIAL ACADEMIA DE MEDICINADORIO DE JANEIRO,&C.
&C.
Redite omnibus debita:cui tributura,tributum
,
cui honorem honorem.
Eil-
o,Sr.,
dignai-
vos receber como producto de vossas lições
.
S.R
.
MARTINS.
A
MEUS AMIGOS
P U B L I C O T E S T E M U N H O D E S I N C E R A
AMIZADE ,
EM PARTICULAR AOS SENHORES
!
J O S EC A E T A N O A L V E S
.
J O
à OT O R Q U A T O
D EO L I V E I R A ,
ZTJZZ ^ i . sr © EL IEKEO *
FRANCISCO OCTAVIANNO
DALMEIDA
ROSA,
L U C I N D OP E R E I R A D O S PASSOS
.
M O N U M E N T Oà'A M I Z A D K
.
R
- MASTUCI.
PREFA
ÇÃO.
DeIodasasparlesdaanatomia,alymphologialieseindnvida a maisalrazada: adilficuldadeque seencoulrana
quedeordinárioseconsagraao
dosinstrumenlos necessáriosáestegenerodepreparações,são osobstáculosreaes , queentre nós se tem opposloi\cnltnra de hnm dos mais interessantes ramos da
sciencia da organisação, como lieodequetraiamos
.
A convicção cmqueestamos deque, pelaimportânciade suas funeçõesnaeco
-
nomia , o systema lymphaticoliequasisempre lezadonasdiversas enfermidades queflagellumosnossosconterrâneos,senãoáespecichumana;ebemassimo de
-
sejo deinstruir
-
nos nosdifferentes pontos dasua historia,nosleváramaescolher paraobjectodenossaultimaprovaescolar, as—
considerações analomico-pliysiolo- gienssobreo systemilymphatico,—
queofterecemos por these,depoisdetermoses-
tudadonocadaveroupraticamente,epor meio dainjecçãomercurial,todooappa
-
r*'lholymphatico, e deensaiarmos dasexperiências conhecidas, todas aquellas quepudemos repetircom os meiosa nosso alcance (perantemuitos dosnossos condisc í pulos)ccomomelhorsuçccsso
.
Porguardarmosmais uicthodo na apresentação dasdiversas questõesrelativas a esteponto da anatomia, lieque,aexemplodeDreschet,temos divididoestenosso trabalhoem noveartigos, tratando sticcessivamcnlc ncllc, edepois dcdefinirmos
osystema que consideramos;!’,dasuahislotiaoudescoberta;‘2% daorigemdos lymphaticos; 3 ,dasuadisposiçãogeral; dassuasvaivulas: 5 ,dosseusgan
-
glios;(5°,dasua terminação;7°, dos liquidos que contém,oudocliyloeda lym
-
pha;8o,doseudesenvolvimentoesuasdiflVrcnçassegundoasidades; e9, dc seususos ou1’uncções; nãocom otalento esagacidade quecaractérisai» osPa
-
nizza,Dreschet, Maller
,
Mascagni ,Lippi, Fohmanncoutros; porémcomo per-
mitliramnossasmingoadasforças, eafalta dosmeiosprecisos
.
Possa ellechecaraofim que almejamos,satisfazendonossosjuizes,nossosmestres,onossosverda- deiros amigos!
..
injecçãodos vasoslymphaticos; opoucolempu estudo da anatomiapratica;esobre tudoafalta
1
(
E® nS 3ID3SIRil $ l
)IBS
A N A T O M I C O - P H Y S I O L
ÓG I C A S
SOBRE
O SYSTEMA IJYMPHATICO.
Chama -sesystemalympkalico,humaordemdovasostransparentes, quenascem do <{ilasi iodas as partosdocorpo, e, atravessandopequenoscorposglandulosoi,
*cterminam no systema venoso
.
HISTORIA DO SYSTEMA LYMPHATICO
.
Eustaquio,anatornicoRomano, foi oprimeiro queencetouoestudo destanova parledoorganismo;elleviuemhumcnvallo,no annode 15G5, ocanal lhoracico, eo descreveuporticularmenlocm o seu tratado de
—
venasineparicomonomedcvena alba thoracis,por considerai
-
o huma veia, eignorarsuasfuneções.
Desde estaépoca nãose falloumais dctalobjectoaté oannode 1622,emqueAssclli,
anatornicoItaliano,dissecando humcão vivo a 25 dejulho, c cmpresença deal
-
gunsamigos, quedesejavamverosnervosrecorrentes,depoisde ter aberto a ca
-
iidadeabdominal, percebeu nomcscnlerio muitos cordõesdelgadose brancos, queáprimeira vistatomoupornervos , porémquenãotardouasahir doerro cm queeslavadescobrindo- os;etendo penetrado humdos maisgrossos daquellescor
-
dões, viucorrer delle humliquido
.
Impacientepor verificarcpropagaresta des-
coberta, abriu nodia seguinte humoutro cão,mas nada desemelhante pôde en
-
coulrar
.
Aextremamagreza do animal, c ojejumemqueeslava, parecendo-
lhe explicaradillérençn doresultado,no outrodiannalomi>ouhum terceirocãovivo queacabavadccomer,eos cordõesbrancos loramoutravezvistos.
Asscllin ãodescobriuestesvasos somenteemcães; elleaindaosviu cm huma multidãodeoutrosquadrupèdes,oassimseexprime: «Confirmado porestado
-
brada experiência,en ãoduvidando darealidadedo lacto,eu mc dava de talmodo 1*
-
aestetrabalho,quenãoscpassava humasemana, ou,quando muito, hummez, tivessesacrificado humaouduas vidimusáminhacuriosidade
.
Osc ães som quenãoforam osúnicosobjectos de minhasexperiences, eu asfizaindaem galos, carneiros, vaccas,porcos, o de mais,em hum cavallo obtido para estefim, e aberto vivo
.
»Ainsuficiência porémdasobservaçõesdeste nnatomico, osobretudoohabito do seguirsem exame asopiniõesconsagradas pelo tempo, lheimpediramtirar proveito algumdasuabella descobertaj onãovendonellasen ãohum argumento de maiscmfavor da theoriagalenicaqueentãoreinavasobre a hematose, acreditou queosvasos lácteosscreuniamnocentrodopancreas, dondelevavamnseucon
-
teúdo aofigndo; eultribuiuassimaoslymphaticosdestaglnndulahumadirecçûo inversa da que realmenteseguem,comoodemonstraramGlisson e Pesling
.
Desde 1026,quandomorreusisselli
.
anlesde terpublicadoas suasindagações ,c antesmesmodeashaverterminado,decorreramalgunsaunos semque muitose accresccnlasseádescoberta desteanatpmico
.
Foiem1634quePesling,segundo Ualler,viu pelaprimeiravezosvasos lácteosnohomem; porémGassendi n ão podendo acreditarqueosnovosvasospertencessemahum system«dislinclo,con- tinuouaconsiderai-
oscomosimplesvasossanguíneosquesomentenão admittiam sangue rubro.
Uarvey,Rioland,
Ptemps,
cPrimeroseconservaram-
sesectáriosdaantiga doutrina, allribuindoaahsorpçãudasmatérias alimentaresásveiasdoine
-
senlerio, até que os trabalhos deFolius
,
Rol[ink,
Tulpius,e Posting solveram toda aduvida sobreaexistência doslymphaticostanto no homem,comoemou-
trosmamiforos
.
JoãoPecquet ,em1049, deu huma outra dirccção ásinvestigaçõesanatómicas, descobrindodonovoocanal lhoracico,que íôra esquecidodepoisdeEustaquio, demonstrandoque este canaleraotroncocommun)dosvasoslymphaticos,cainda mais,quose iaabrirnasveins subclaveascjugulares
.
MasadescobertadcPccquel , indo do.encontro ádoutrina até ent ão recebida, solireu, comoera deesperar, huma forteopposição, c sódepoisdcalgum tempopôdetriumphnr, porversar nessaépocaaquestãosobre osagentesdahematose,(piando nomsequersuspei-
tava
-
seaexistência doslymphaticosgomes.
Trèshomensdisputamentre-
iaglo-
ria deos terdescoberto
.
Rubeck,Bartliolim,oJullyffc; porémtudonosinduz acrerqueaRubeck pertence realuiento estagloria.
Fm 1651oprimeiro linha vistotaes vasos,cemabrilde1652os mostroupublicamenlc.
ArespeitodoRor-
tliolim,vemosquelodososseusesforçoscdissecçõesfòram quasioxclusivamente dirigidoscontra a theoriagalenicada hematosenoligado,e nadaprova queelle tivesse vistooslymphaticos grracsanlosdeRubeck
,
nem mesmosoinnltaneaiueule.
Quantoa Jullyffe
,
seuslitulossãoainda maisequívocosqueosdeBavlholim,
pois queestãounicamentebaseadosemhumapassagemdeGlisson,emqueallirmn«que emjunho de 1652 aquclle nnatomicolhemostrarapela primeiravezoslym-
—
5—
phnticos<lofígado;queentãosoube quoellessoachavam espalhados portodoo corpo; quoserviamparaaabsnrpç&ode humsuecoaquoso, e<1110íinahnenlc» <
-
reuniam todos emhum troncocomimimabdominal
.
»Depoisdestaepoca0conhe-
cimento dosvstemalymphalicofezgrandeserápidosprogressoscom
successivos,dcNuck
.
Riysch,
Meckel,
Hexvson Cruikshank, IItruer,
Mascagni,
dr.
,bem como aos
muito deve a seiend« , principaimentedo(juesabemos arespeito cm anatomia comparada
.
ostrabalhos infatigáveis estudos deFohmann,Lauth,Lippi
,
Rossi,ePanizzaORIGEMDOS LYMPHÁTICOS
.
Aorigemdosvasoslymphalicos,assimcornotudo oquodizrespeitoáconsti
-
tuiçãointimadosnossos tecidos, heainda hum dos pontos mais obscuros da ana- tomia;enada havendodc positivoaesterespeito,procurou
-
secom hypotheses supprira observação ea experiência,edaliiresultouessagrandevariedade do opiniões quevemos emtacs matérias.
Paraelucidarestaparte da scioncia door-
ganismo convém examinar, silie possivel representarmesmopor meio deoperações anatómicas, osvasos Ivmphaticostãoclaramentccomo sc demonstra11aprofun
-
didadedosnossosorgãos asultimas distribuiçõesdosvasossanguíneos
.
Fohmann temcomimportantes trabalhos(I ) contribu ídopoderosamenteparaseesclarecerem muitospontosobscuros desto ramo da anatomia, assimcomoDrescheto temleito comoseuestudo sobreotecidocutâneo.
(2)«AorigemdosvasosIvmphaticosnãopodeserdemonstrada anatomicamente, dizCruveilhicr,senãosobreasmucosas,a pelle, as serosas esynoviacs,amem
-
brana internadas veiasedas artérias;e noestadoactual da scicnciasepodesus
-
tentar
—
queos vasosLymphaticospertencemexclusivamcnteatodasassupreficasLi-
vres;•massabemosqueFohmannobservou , einjeclotiestesvasosnasuperficie doencephalo,naespessura das meninges, nocordãoumbelicale naplacenta; queCruikshank e Soemmeringaflirmamte
-
los observado nosvstemaosseo;que Rnifitnansos vira nacavidadeoucanal dos ossoslongosdospassaros;queArnold osobservaracm muitospontosdogloboocular;eque íiualmcnlcE.
Homepensa tambémqueopequenocanalque atravessaocentroda manchadeSammering,he hum vasolymphalico.
Detodasestasopiniões porémasduasultimasnosparecem muitogratuitassenãopuramentehvpolhelicos.
Com quanto seja impossí vel demonstrar
-
seanatomicamente a presençados lym-
ph,ilicos no tecidocellularlivre,todaviaparece
-
nosquehoesteopontoprincipal deonde partemessesvasos, o sólo onde,suasraizesscemplanlam, cna profundi- dade do qualscramificamcomcaracteres1*formas particulares.
(1)Memóriassobreo
*
vaeo*lyiilplinticos da pelle,membranasmucosos,serosas,etc .I.iògo,iSr.
5 fa)Novasiniftgaçôc*sobreacitrucluradnpelle,por C.Hresclm,vUoiiudiltFatttwt.
1’ » n», i833.—
C—
Sireinososlymphalicossoli icem dasubslanciademuilosorg
.
los, lieporqueo tecido cellular constitueabasedelacsorgfios;ccoincfleiloosorgSos,emcuja composição nãosevéestotecido, n ãodãonascimentoalymph,ilicoalgum; tacs são asunhas, aepidemia, oscabellos,oesmalte dos doutes, etc.
Cruveilhierdiz serprovávelqueotecidocellular cas membranasserosas, comqueestetecido ti‘iiitantasomelliança,sejam formadasdevasosiymphalicos.
(1)Arnold,professordauniversidadedoZuiich,dizque virao tecido,cellularquecerca ogloboocular, submeltidoãobservaçãocom humalente defraco auguienlo, (de30, ZtSe 7õ ve
-
zes) oUerecer redesdevasosIymphalicossobrepostos,confundindo
-
sebunscomoutros
,
e unilosaglobulos gordurosos,emquantidademais ou menosconsiderá- vel; oqueoadmirou tantoquanto menossuppunhaãchar huma tal disposição,.muito principaluicnleestando prevenidocontraasopiniões deMascagni,o qual suppunha queosIymphalicos existiamem todas as parles docorpohumano
.
Fok~ mannchegou aomesmoresultado,injeetandoosIymphalicosnotecido cellular.
Mas todasestasexperiênciassão outras tantaspedrasdetoque,outrostantospontos departidaparanovasinvestigações :esperamosportantoquenovostrabalhosdei- xem apreciarmelhorc>leponto dasciencia
.
AorigemdosIymphalicosnasmembranasserosaspodeserdemonstradapordons processosdiíFerenles:oprimeiro consisteempicarestasmembranascom aextre- midadecapillar doapparelhoproprio paraaitijecçâodctaesvasos('2) semasatra
-
vessar; eent ão vê-seomercúriodistenderosvasos cm questão,lormar comhuma multidãode filetes humarede demalhasmuiíi nas mais e maisestreitas, efinal
-
mentehumaverdadeira lamina argentina
.
Ooutroprocesso consiste,segundoMas- cagni,
emlançar aguaoucolla coloridanacavidade de huma membranaserosa; depois distovè-
sequeasradiculas lymphalicasseenchem,queoliquido passado»raminhosaosramos,efinalmeiiteaostroncosdeste syslema;c além defactos pa
-
thologiços mostrarem norigem dosIymphalicosnasmembranasserosas,lemosde
-
maisamaisqueanatouiicosmui celebres,dandolacsmembranas como formada» (0Anatomiadcscriptiva,T
.
5.*,pag.
55o.
Ed.
de Paris,1824.
(ajI’osloquonãosejanossotimoccuparnio
-
nos dos diversosapparelhosjcctaro syslemaInnphatico,todaviajulgamosapropusilo fazer sentir aquiqui-, sendo preferí velo instrumento deHógros,i
-
ton ãopriva de empregar-
selambem,entreoutros,odeMouro,modifi-
cado porWalther,eosqueDumerilnprcscnlà racorregiudoodcMascagniTodos conhecemas vantagens do segundoapparelhodeDumeril,sobreosque llie precederam;mas
.
alémdelias,o deíógrvsf t<mdemais:i.°oITerccermelhorcapacidadepara huma maior columna de mercúrio; ecmV.
®lugarpermitlir relacionaraextremidadedotubo capillar,qnehe de vidro,aodiâmetro do lympliatico quesequer injcclar.Ileverdade qm-
Panizza,servindo-
se dos tuboscapillaresdc aço, platina,etc.
,temobtido viassuasinjeceõcsosmelhorei resultados queseconhece;porém isto mesmoesláde accordo comoq«Cacabamos de dizer por ser factoque,comocmuculiumaparte doinundo, elle possua daquelles tubos os maisdelicados,comodizMaanoir ,nassuas preparações anatómicas daEncyclopediadas sciencias medicas,T.
a.
,pag.
4-
27, da secçãoanatómica.quesepodein
-
çom
—
7de tecido cellular eestede vnsoslymphalicos,aqncllasodeveraosorlambem, c lioistooquenosforçaaadoplaresteprocesso,quecomooprimeiro convémainda ãdemonstraçãodoslymphalicosdasmembranassynoviaes
.
Donss ãolambemosprocessospelos quaesscchegaademonstrar oslymphalicos dapelle: oprimeiro denominado
—
porriaretrograda,foiposto empratica por HasseeLautli,
econsistenainlroducção do mercúrio em hum vasolymphalico subcutâneo , fazendo omelaicaminhar mais oumenos longo, edepois lrazol-
oaténosvasos, com ocabodoescalpcllo
.
áepiderma,comprimindo-o successivamente
liassechegou destemodoadistender os vasoscutâneos, c afazer sahir glohulos metálicos pelos oriliciosdapelle;poremesteultimoresultado nos faz creraexis
-
tênciadcalguma ruptm
-
adastunicas doslymphalicos.
Laiitli,injeclandoda mesma maneiraosvasoslymphalicosdo membro inferiordireitodo cadaverde hum ho-
mem quemorreracomaanasarca, chegoua encheros ganglios inguinaesdomesmo lado;clendo levantadoaepiderma pelamaceração, oslymphalicosseapresen
-
taram emt ãograndenumero, quenãoscpoderia colocarentreellesaponla de huma agulhasemosatravessar
.
( I ) 0segundo processo(posto empraticaemHei-
delberg porTãedmann;emStrasbourg porLnuLk; oemParis peloprofessorCru- vcilhicreporBrcsclut),importafazer penetrarsupcrficialmenleotecidocutâneo coma extremidadecapillar dc hum tubo de vidro ou de aço, quasi cheiodemer
-
curio purificado, domaneira quenão interesse mais doqueaepiderma, echegue
árede vascular situada entreestacamadada pellee achorion
.
Adisposição dasredesdosvslemalymphaliconotecidocutâneo apresentamuita analogiacom a dasartérias e veias:cumprenotarporémquearededoslympha
-
licos nasmembranastcgumcnlariashe maissuperficial queados vasossanguíneos
.
0 exame destasredesfaz reconhecer quecilasenviam prolongamentosoupeque
-
nasazasáespessura daepiderma,quepassam donivcl delias paraoutros pontos;
porém,orifícioscomparáveisaos pontos lacrimacsjamaissepodéram ver, quedasuperfície delacsredes sahisse lymphalicoalgum<lc extremidade livre
.
Os orilicios[»orondeliassevioomercúriosahiremformado gottinhas, nãosão, pensam muitosaualomicos.
senã o oresultadodehumarupluradeterminadapela pressão do cabo doescalpcllo sobre laes vasos,por isso queBrcschet, Lauth,e i'ohmannnãotem podidofazersahiro mercúrio contidonasredeslymphalicas pela faceexternadaepiderma,executandoomesmoprocesso:alem disto,seestes tivessem dereceber assubstanciasliquidas por boccas absorventes livres,í'teriam,segundoFohmann,orifíciosdeabsorpçãoemsuas paredeslateracs;osi ;
despeito du incontestjectado ável exislencindestes oriliciosdos lymphalicos, omercúrioin« nestesúltimosnãopassapor aquelles, istodependedeserem ellesinfini
-
cmenos como
vasos
(>)Euíaio lobieosrasoslymphalico»
.
Strasbourg,íSj^
.—
8—
lamente pequenos, c <ltíassimsoopporcinàpassagem<lomaispcqacnoglohulo
(laquelle
imolai
,onfloá(losliquidos queosystemacmquestão contém.
( I ).
ÜprofessorPnnizza(2)do accordocomIlreschet
,
Laulh,
cFohmann,diz «que a opiuiãh daquellcs quo admiltemorifícios nasextremidadesdoslymplialicnsda polio oude outros tecidos, não lie fundada nem nas injccçõcs de cadavcres, nem na obserraçáomicroscópicadas partes transparontes de aniinnos vivos,lacs#unosiioospulmões das rãs cdoslagartos, asa/
.
asdomorcego,easviccras dasalamandra.
»Asmembranas mucosascomo apelle, dãonascimentoahuma muliidáode ra
-
diculaslymphalicas; masadisposiçãodelias diféresegundoqueestasmembranas são ou nãoprovidas doepilhelio: noprimeirocaso estadisposiçãoaproxima
- .
seá doslymphnticosdo tecido cutâneo;rnosegundoacham
-
sevillosidades,que não sãomaisdoqueazasvasculares maisoumenos salientes, unidas por tecido lamc- loso, eenvolvidas de mncosidndc,islo lie, por humcnrjiomucoso , verdadeira epidermanoestado do fluidoz; ciiciimslanciaestaquelie nimiamente lavoravclao complemento da absorpção.
liaainda nas membranas em questãoalguns pontos quesão maisprovidosdelymphalicosdoqueoutros,assimcomonos canuesescri-
toresda?glandulas elles nascememgrande quantidade,segundoFohmann;enas viasrespiratórias como noesophago,estesvasos, alémdeserem em grandenn
-
sâo extremamcnlefinos
.
mero,
Muitos anatómicos odmittem aindacomohumdospontosdeorigemdos vasos lymphalicos asuperficeinternadosvasossanguíneos : FohmannePnnizzaosin
-
jectárain nestas parles, principaltuenle nusartérias; porem,cumpre distinguir pontos deorigemdepontos de continuidade dosvasos;que nada demonstra que oslympliaticossejamcontinuesasartérias«•veias;equesc ofossem,asinjecções
pelostroncosarteriaescvenoso
-
sempreaelles chegariam, en ãotãoraras vezes como acontece.
(3) Consequenlementc,aorigemdos lvuipliaticosnospontosdeque tratamosdevesersemelhanteádos mesmos vasos em outrasparlesdocorpo.
A demonstraçãodos lymphalicosnosmnscnloslie.muitodillicil pela tenuidade, desuas paredes;com tudoFohmannos pôdedemonstrarnodiaphragmadohomcui edeoutrosonimaes
.
Oslymphalicosdosystemanervoso peripherico,com quanto nãotenham sido hemdemonstrados, saotodavia ailmiltidos geralmenle;eFohmanndizque,injec
-
tando
-
se os vasossanguíneosdonevrilemoe<listendendo-
seoslymphalicos como mercúrio,screconhece(pieasubstanciabranca , óqualnãopodechegarainole-
riacolorida injectada nasartérias, ln;inlcirainenlo formada de vaso»lymphalicos tãodelgadosquesenãopodemdistinguirliuiisdosoutrossemoauxilio de huma
(r
,
1'vhinann,Memoriasobreo«vasosIjinplialicosdapelle,membrana* mucosas,cic.Lie^
c,»S53.( •i)Ostervasiomanlropa-toolonico fuiologiche
..
Paris,i83o.
Ohello facto dcUliiulandnumapudesiiporellemesmorepetido
—
0—
forlolonto
.
( I )As massascenlraosdosystomn nervososSogernlmcnle considora-
das'eomomuipouco providasdevasoslyinplinticos
.
Duysehiloi oprimeiro quevio erepresentouoslymphalicosdocérebro, notandosoas dilíeren çasmelhordoque Mascagni.
Nãosepodeduvidarhojedaorigemdoslymphalicosnos ossos,depoisdasexpe
-
riências deCruikshank
,
Sccmmcring ,eDragmans,npozardeCruvcilhiereoutros, suscitarem duvidassobre suaexistência,comonnicofundamentodc os nãolerempodido injeclar
.
Depoisilelermos tral
.
ulo daorigemdoslymphalicosnasdiversaspartesdocorpo, cumprequenosoccupcmosainda dehumaquestãoimportante:oslymphalicos nascemdosorgãosporextremidades livres, ouderedescxlremamcnlcfina'? Exa-
minandoparaestefimasopiniõesdos diversosautores,nósvemosqueCruçcilhicr, tratandoda origem doslymphalicos, entitleoproposiçã oseguinte: «No estado actual da sciencia pode
-
sc sustentar que todos oslymphalicosdassuperficieslivres, áexccpçãodosvasoslácteosqueseabremnocumedas villosidadcs, nascem cm forma de redescxlrcmamonlcdelicadas.
» lÀcbcrkuhn,emhuma dissertaçãosobre, asvillosidadcs, exprime - se deste modo: «Quotlaulemnimmsaltem odsil forami-
milumincujustisampullulanpicc
,
certoexaminemihi constat: inlerdurn tarnen, licetrarissimepluru,utin papillismammarumvidisscmemini.» Muitosoutrosana-
tómicosemíirn,comoLieberkuhn,etillimamonleMagendieCruveilhier,aindacon- sideram asvillosidadcsabrindo-senosintestinos; porémDudolphi ,Haller,cDres
-
chet
,
duvidam da existênciadelacsorifícios,cnuncapodéramobserval-os nas di-
'ersaserepetidas experiênciasquefizeram.
Conscquentcmenle,havendoexperiên-
cias degrandesautorespró e contrae?le ponto da anatomia;ena carência em queestamosdosmeios mais proprio^paraadecisão«lesemelhante questão,recor- reremosaoracciocinio,afimdemostrarmosqualdas duasopiniões sedevendmiltir
.
Sendo paranósincontestávelquehe dc redes Icnuissimusqueosvasoslympha
-
licostiram origemnasorganisnções; n ãopodemosdeixar do regeitaraopinião daquelles queadmitlcmocontrario disto,adespeitoda unidade dos meiosempre
-
gados nasdiversas experiências feitas
.
Respondendoportantoáquestãodada mo-
nos do lado darazã o :primeiro, porquenãoexistindoasaberturasaiimillidas pelos sectáriosdesemelhante opiniãosenão cmcinco ou seis villosidadcs dohomem como observouHedwig,cmdespeitodissovemos que, aabsorpçâosedicelua quasi Iodaasuperficc intestinal, do mesmo modo que em quasi todasas parles da economia cm quonão setemdadoessesorifícios livresdequefaliamCruvcilhiereoutros, c,alémdisto vemos mais,queasideasdestesautores estãocompletainenle destruídas pelas experiencesdeDanizza,Fohmann,Dreschetcoutros;segundo,
porquefaltandotaesaberturascm muitosanimacs, cmque diassãosubstituídas
.
cre-
em
(ijFohmnnn,Memóriasobre os vasoslyinpliaticosdo tecidomucoso,etc., pag
.
a5.
10
—
poreminênciasligeiras,comodizRmlotphi ,esendoincontestável quenesses mes
-
mos animaten absorpçSosedevocílcctnar necessariamente, segne
-
so quetacs aberturas/
ão desnecessárias,ouque muitograluitnmentcseas tem admiltido,por quantoelplica-
scmui bemophenmncnodaabsorpçãoindependentementeda exis-
tênciadelias, c, como dizBardack
,
(1)pelo octividadovital dusporoslateraes, ou pelaforçaatractivadasparedesdctaesvasos,paraos líquidoscomellespostos em contatpo;terceiro,porquefundando-
seospartidistasdahypothèsequerelutamos, existênciad«»chylo jáformadonosintestinos, oque lie iuadmissiveinoestado actual da scieucia, nãosepode deixarderegcilarainda huma talhypothèse, em presença doque aílirmamemcontrario, asindagaçõesdeíjsawenhocck,
Ilcivson, Muller, Krause,
Bracketeoutros ,segundoBurduck;quarto,fmalmenle,porque tendolacsaberturas sidovistas sómentecomoauxiliodeforteslentes,por huma tomadas poraberturas asmalhas das naiilusão d’oplicacomosabemos,poderiamser
redes dequeoslymphaticosnascem;e,além disto, vemosque,oquemaiscon
-
firmaestemododeorigem, sã oostrabalhosrecentes dePanizzaeBuhmann,assim como asinvestigações deBracketsobre oslymphaticosdapolioc dasvidosidades inteslinacs, pelos quaes jamaiselles puderamcrer na existênciadeaberturasnas rudiculasdosvasoslymphaticos
.
DISPOS5CAO GERAL DO SYSTEMALYMPHATICO
.
Desdesuaorigemoslymphaticosformamentresi redes muidelicadas,cuja dis
-
tribuição,como se notaarespeito dos vasos sangu íneos, liedillércnle nasdiversas partes
.
Km alguns lugares porém osramos dos lymphaticossãosingularmentemais numerosos, e setocammaisdc perloqueosdosvasossanguíneos.
Henestaspri-
meirasredesquealgunsautores,cornoAllard
,
Mascagnieoutros, tòm leitocon-
sistirotramados tecidosdocorpohumano
.
Areuniãodasradiculasdestesvasos emraminhosmaisconsideráveis,quose anastomosamentresi< •sedividem denovo, de modoqueconstituemredes domalhas sempre maislargas,ámedida queseus ramos anginentam emgrossura, lie feitaemdonsplanos, dosquacsosuperficial constadosvasosqueacompanhamasveias subcutâneas, e estãoimmediamentcpor baixodas membranasserosasemucosasnasvisccras; e oprofundolieo(pieacom-
panhaosvasosenervosrespectivos; «sua direcçã uliemaisoumenos icclelinoo, eclaramenteconvergenteparaosdonstroncoscommunsdc lodoo syslcma
.
Onumero doslymphaticos lie muito considerável: oalem disto.encontram
-
semaisemhumasparles doquo cmoutras
.
Na parte interna dosmembros, algumas visccras, cornonocanalalimentar, nofígado, baço, pulmão &c.
, elles sãomuito abundantes,ctalvezainda sechegueamostrallosem todasaspartes organisadasde nossocorpo, porisso qua si n ão se lom podido encontradoscm
no 10 TratadoduPlijniolugu Iradutido porJour Janpg
.
l>5Parisi84».
—
11—
globodo olho ,c naorelhainterna, nãososegueqno ahi nnoexistam
,
massim queliotal suaOvolumeecalibre tios lymphalicos,
anaslomozados,he muito inferioraodasveia»;entrelauloalgumasdilferançasno
-
tam
-
se a eslerespeito: osvasosprofundoss ãomaisgrossosqueossnpôrficiacs;os do membro abdominalmais doqueosdo lhoracico,eosdacabeçaexfccssiva
-
inenlepequenos
.
E»tevolumeporemliesusceptivcl demudar, segundoobstado
dosorgãos;elle demiiuie nasparlesalrophiadas,eaugmentanashypcrtropluad&s, comolambemna madre durante agestação,ena mamadasamas,duranteoalei
-
tamento,
Quazcsempre parallelesbuns aos outros o<vasosIvmphalicosse anaslomozam no seutrajecto pelos ramosdecoimnunicação;raras vezesconvergem bunspara
osoulros;não seconfundemcouioasveias,epercorrem muitasvezeshum longo espaço sem augmentarem de calibre
.
As anastomozesdos lymphnticos nãopo- dem ser bem marcadasconioluramasdasartériasporBichai.
EntretantoCru-
reilhicr,indicandoomodo mais ordináriodecommunicaçãodélies diz «Todoo vasolympbaticodepoisdehum Irajeclo maisoumenoslongose divide cm dons ramos quasi iguacs, formandoum angulomuito agudo:cadatronco resultante desta biifiircaçào seanastomozacomolymphalico visirihode modotalejue, si estadivisãodichotoma pertencesseatodos osramos dosystemaemquestão,re- sultaria humaredede malhas largaseextensas
.
« Este modode uicholomia c dcanaslomozclateralcmangulo agudoliefavoravclácirculaçãoda lvmplia, o explica porqueomercúrio, quandotemsidointroduzidoembumsó troncoIjin-
pbalico, d ixa verhum grande numerodevasosvisinhos distendidospor este metal
.
Estasanastomosesnão leemsomente lugarentre os vasos do mesmo plano, mas existem lambemcommuuicnçõesentreosplanos sobrepostos,principaluicnte quandomembranasfibrosasespessascimperfuradasnãoseparam ascamadas vas
-
culares;emcujocaso não liaanastomozes se não nospontosemqueexistem ganglios
.
A capacidadedo systema lymphalico he tãovariavel, como a das veias; mas apreciadapelamuigrande dilalabilidadc daquellc systema,J
.
/'.Meckelsuppoem-
na igualá dosystema venoso;en ós a julgamosmaior, vistoqueos ramos do • systema cm questão nãotendema reunir
-
se aostroncos,assimcomose nota no>vstemavenoso
.
Apeznr dogrande adelgaçamento,transparênciaeextremadil-
latabilidadedas paredesdosvasoslymphalicos,elies não sedespedaçamtãofacil
-
mentecomosepoderia presumir,submcllidosápressãodehum liquido injoctado em suacavidade
.
J f c r n e rcFclUr(1)asseguramqueas artériasouveias do mes-
tenuidade queossublraheaos nossosmeios deinvesligaçflo
.
mesmodepoisde reunidos tfnirc siou
(i) Vj*or lacleorum
-
iquclymplul.
aualouiicadpliysiologicadcícriptiofase.
1pg.
i5e ifi.
2*
—
1 2—
iliamelroqueodoslymphalicossol»requoellesexperimentaram,eramsempre despedaçadospela pressãode huma eoliunuademcrniiiode do/epollegadasd<* altura;cnlrotautoque oslymphalicossupporlavatno peso de liurna coli.tnna
muilomais elevada
.
Asexperiencesde JFerner c Feller lo«un confirmada*pelas observaçõesdeScheiden (1)ede.Meckel (2 )
.
Adiuillem-sogeralmcnle as paredesdos vasoslymphalicos lormadasde doas membranas; luimaexternacellolosa, maisou menosdensa,rcsislcnluemuito claslica;eoutrainterna que bernaisfinaeestensiveldo« jucnda*veias
.
Atunica oumembranainternaliecomparadaporsoaapparencia, em suatextura,âslami-
nasquecompõemasmembranassrosas,e;isquecouslilticinotecidocellularlaxo
.
Ellaforma,nointerior destesvasos,pregaslaomultiplicadas,que<«sfa/.em asse
-
inelhar
-
sc a humrosário,decujadisposiçãofallaremosquando parlicularmente tratarmosdasvalvnlas.
Não>econliecenoslymphalicosmembrana mediaou fi-
brosacomosedánasartérias c veias:entretantoSchrcgcreStemmetini',aeiedi
-
tamtervisto fibras musculares no canal lhoracieodoIfumeme dealguns animaes; e.
-
laasserçãoporem nã otemsidoaindaconfirmadapeiasexperiênciasdolludatphi,Atunicaexterna, considerada comofibrosaporlionsecomomuscular porouli v»
lie,segundoCruecithier,Ibrmad
.
ide tecido amarelio elásticoou darlrohle,áruja presençadevemoslymphalicosa propriedadede seremcxtrcmauicule distendi-
dossemscromperem, edetornaremdepoissobre si mesmos
.
A*paredesdos vasoslymphalicos'-apresentam , como odemonstramasfelizes ie.j-
cções deMas-
cagnioCmileshank,vasossanguí neosnutritivos:Crmkshankvai ainda maislonge, quandonotapequenosvasoslymphalicosnas paredes dosmaiscousidoravcis, cons- tituindo
-
lhesosmsavasoruni.
mo
Não setemaindapodidodemonstrar nervos nos vasoslymphalicos;masacir
-
cumslanciadeseacharocanallhoracieocercadoporhumplexonervoso,forne
-
cido pelosyslcmaginglionorio;aesquisitasensibilidade,queoslymphalicos apre
-
sentamnoestado infi
.
unmalorioou(piandosimplesmente picados;ofinalmcnle, a suairritabilidade,maior quea de lodososoutros vasosdaeconomia,nos faz acreditarcomo provável que elles recebam nervos como todas asoutraspartes.
Havendoduvidas arespeitoda existência do fibrasmusculares noslymphalicos
.
nenhumaentretantoexistesobrea eonlrnclilidadedesuasparedes, a qual lie de
-
monstrada porexperiênciasfeitas emanimaes vivose mortos,poisquo persiste vintequatroborasdepoisdamorte, Lignc
-
soocanallhoracieoouhumoutro lymphaticodehumanimalvivo,efaça-
sehumaabertura abaixo dopmilo ligado, queaIyn.
pl,
usahiròemjactos : matando-
so hum cão,quandoadigestãoestejaa acabar,ealuindo-
se- llm o ventreenconlram-
sc os vasos lácteoscheiosdechvlo; vaso(«) r‘tcliislory of llic!absorventsy
-
leni;& I.
ondon,-
S^ .
&)Opuscula analoiuicadçV
.
1.SÍSly nplulicis:I.
ipsiiu,17G0.
—
conlrahem13—
logo, ono fim de liuni ou dons Os mesmosresultadosse nãopodem obter poremirritados pelo toquedoarseminutos jáseos nãopodemver
.
casodeachar
-
semortooanimal pormaisde 2/|horas:neste casofeitaaprinieiiuexperiênciaoliquidocorrelenlamcnlo;enasegundaosvasospermanecem dis
-
tendidos pelo chvlo,apezardocontactodo ar,porlerem perdido complelarnenle conlraclilidado
.
0>Ivmphalicossãodotadosde humaforçaderesistência superiorádos vasossanguí neosde humigualcalibre; esãosusccplivcisde rc-
geucrar
-
se nas parlesdivididas.
Asossificaçõessãomaisrarasnas veiasquenas artérias, e sãomuitomais insólitasainda,nos vasosdo quetratamos.
no
a sua
VALVULASDOSYSTEMALYMFKATICO
.
Nãohe muito paraadmirarque osdescobridoresdosIvmphalicos ignorassem
aexistênciadasválvulas que elles apresentamno seuinterior; eque, como na outraporçãoccnlripelado sysleina vascular,oliquidoabsorvido,equecaminha nos vasosdcquetratamos,jamais podia retrogradar, emrazão doobstáculo queas valvulaslheoíForcccm,porque,sendo estas descobertas porBarlholin eIludbeck, sabeselambemquefoiHuyschoprimeiro quo asapresentouodescreveu bem, c que sódepois dellelie que buck,Cruikshank
,
Ilcwson, Mascagni,
Fohmann, IMUIUcullimnmcnlcPanizza,com seusinfatigáveistrabalhos,toemtirado da in-
certezaem que jazeraeste I ãointeressante ponto da anatomia
.
Da mesma sortequeasvalvulas dasartériasc dasveias,aqueilasleemsidoconsideradas por lodos osanatómicoscomo pregas cnduplicator
.
idamembrana interna delles.
As val-
vulas poissãopregas parabólicas, similtmares ou simicirculares, formadas pela membrana interna, edispostas alternadamente, ou melhor ainda como as cias veias
.
.
Nos I)mphalicosdo tecidocutâneonã osedescobremsenãorudimentosdc val-
vulascomhuma forma irregular, entretanto queos ramoseo> pequenos troncos que salteai dos orgãosleempregasregulares,distribuídasempares,cxaclamcntc opposlashumaáoutra,demaneira que toda a cavidade hcinleiramenlefechada
.
As hordaslivres das valvulassãodirigidas paraocanal lhoracico,demodo a impediramarcha rctiograda dos fluidos
.
Esta marcha retrograda só sepode notar em couseqnonciada ruplura oudestacamentodas valvulas, clie pori queaiujecçã odoslymphalicosdo centro paraaperiferia, dadas certascircums-
tamiasnão podeserpraticada
.
A distanciaentrecadapardcvalvulas nãolie a mesmaemlodososvasos emgeral podesea ílirmar,quecilassão
i.
-
soecm todasasregiões docorpo:
Ximadisnospequenos vasosdoque menos apro
-
nos<lcgrosso calibre, Bracket dizquea dis
-
tancia entre donsparesde valvulas he de humapollegada,poucomais oumonos
oquecorresponde perfoitamente á resistência <p