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Preferências de pico único

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Academic year: 2022

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(1)

Preferências de pico único

i é de pico único se existe pi ∈ A tq,

i para todo x ∈ A \ {pi} e λ ∈ [0, 1),

i λ x + (1 − λ) pii x.

Teoria dos Jogos – p. 1

(2)

Preferências de pico único

i é de pico único se existe pi ∈ A tq,

i para todo x ∈ A \ {pi} e λ ∈ [0, 1),

i λ x + (1 − λ) pii x.

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn.

(3)

Preferências de pico único

i é de pico único se existe pi ∈ A tq,

i para todo x ∈ A \ {pi} e λ ∈ [0, 1),

i λ x + (1 − λ) pii x.

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Teorema: Um mecanismo f é à prova de estratégia e

sobrejetor sse for um esquema generalizado de mediana.

Teoria dos Jogos – p. 1

(4)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Teorema: Um mecanismo f é à prova de estratégia e

sobrejetor sse for um esquema generalizado de mediana.

Um mecanismo natural para o caso sem anonimato:

(5)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Teorema: Um mecanismo f é à prova de estratégia e

sobrejetor sse for um esquema generalizado de mediana.

Um mecanismo natural para o caso sem anonimato:

Cada participante tem um peso inteiro βi.

Teoria dos Jogos – p. 2

(6)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Teorema: Um mecanismo f é à prova de estratégia e

sobrejetor sse for um esquema generalizado de mediana.

Um mecanismo natural para o caso sem anonimato:

Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

(7)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Teorema: Um mecanismo f é à prova de estratégia e

sobrejetor sse for um esquema generalizado de mediana.

Um mecanismo natural para o caso sem anonimato:

Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é à prova de estratégia e unânime, logo é sobrejetor.

Então f deve ser um esquema generalizado de mediana.

Teoria dos Jogos – p. 2

(8)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

(9)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana.

Teoria dos Jogos – p. 3

(10)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana.

Quem são os αS’s?

(11)

Exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana.

Quem são os αS’s?

Considere f(≻) = min(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), Considere f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

Quem são os α para tal f?

Teoria dos Jogos – p. 3

(12)

Exemplo mais simples

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = min(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana:

(13)

Exemplo mais simples

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = min(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana:

Tome αS =

( 0 se S 6= [n]

1 se S = [n].

Teoria dos Jogos – p. 4

(14)

Exemplo mais simples

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = min(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana:

Tome αS =

( 0 se S 6= [n]

1 se S = [n]. min{αS, pi : i ∈ S} =

( 0 para todo S 6= [n]

min{pi : i ∈ [n]} para S = [n].

(15)

Outro exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

Teoria dos Jogos – p. 5

(16)

Outro exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

Considere f(≻) = max(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), Considere f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

Quem são os α para tal f?

(17)

De volta ao primeiro exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana.

Teoria dos Jogos – p. 6

(18)

De volta ao primeiro exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana.

Quem são os αS’s?

(19)

De volta ao primeiro exemplo

Um mecanismo é um esquema generalizado de mediana se existem 2n pontos {αS : S ⊆ [n]} em [0, 1] tais que

S ⊆ T ⊆ [n] implica que αS ≤ αT, α = 0 e α[n] = 1, e f(≻) = maxS⊆[n] min{αS, pi : i ∈ S} para todo ≻∈ Rn. Cada participante tem um peso inteiro βi.

f(≻) = med(p1, . . . , p1, p2, . . . , p2, . . . , pn, . . . , pn), f(≻) = onde cada pi aparece βi vezes.

f é um esquema generalizado de mediana.

Quem são os αS’s?

Exercício!

Teoria dos Jogos – p. 6

(20)

Alocação de casas

Alocação de bens indivisíveis

n agentes, cada um com uma única casa,

e uma ordem de preferência em todas as casas

(21)

Alocação de casas

Alocação de bens indivisíveis

n agentes, cada um com uma única casa,

e uma ordem de preferência em todas as casas

Objetivo: realocar as casas de um modo apropriado

Teoria dos Jogos – p. 7

(22)

Alocação de casas

Alocação de bens indivisíveis

n agentes, cada um com uma única casa,

e uma ordem de preferência em todas as casas

Objetivo: realocar as casas de um modo apropriado As ordens de preferência são arbitrárias,

mas a odem sobre as alocações é restrita:

(23)

Alocação de casas

Alocação de bens indivisíveis

n agentes, cada um com uma única casa,

e uma ordem de preferência em todas as casas

Objetivo: realocar as casas de um modo apropriado As ordens de preferência são arbitrárias,

mas a odem sobre as alocações é restrita:

Qualquer alocação que deixa o agente com uma mesma casa é equivalente.

Teoria dos Jogos – p. 7

(24)

Alocação de casas

Alocação de bens indivisíveis

n agentes, cada um com uma única casa,

e uma ordem de preferência em todas as casas

Objetivo: realocar as casas de um modo apropriado As ordens de preferência são arbitrárias,

mas a odem sobre as alocações é restrita:

Qualquer alocação que deixa o agente com uma mesma casa é equivalente.

Teorema de Gibbard-Satterthwaite: Se f é uma função de escolha social à prova de estratégia sobre A, com |A| ≥ 3, então f é uma ditadura.

(25)

Alocação de casas

Numere os agentes de 1 a n.

Uma alocação a é uma permutação de 1 a n: ai é a cada que vai ficar com o agente i.

Teoria dos Jogos – p. 8

(26)

Alocação de casas

Numere os agentes de 1 a n.

Uma alocação a é uma permutação de 1 a n: ai é a cada que vai ficar com o agente i.

i: ordem de preferência do agente i

(27)

Alocação de casas

Numere os agentes de 1 a n.

Uma alocação a é uma permutação de 1 a n: ai é a cada que vai ficar com o agente i.

i: ordem de preferência do agente i A: conjunto de todas as alocações

Para S ⊆ [n], seja A(S) = {z ∈ A : zi ∈ S, ∀i ∈ S}.

Teoria dos Jogos – p. 8

(28)

Alocação de casas

Numere os agentes de 1 a n.

Uma alocação a é uma permutação de 1 a n: ai é a cada que vai ficar com o agente i.

i: ordem de preferência do agente i A: conjunto de todas as alocações

Para S ⊆ [n], seja A(S) = {z ∈ A : zi ∈ S, ∀i ∈ S}.

A(S): alocações onde agentes de S trocam casas entre si.

(29)

Alocação de casas

Numere os agentes de 1 a n.

Uma alocação a é uma permutação de 1 a n: ai é a cada que vai ficar com o agente i.

i: ordem de preferência do agente i A: conjunto de todas as alocações

Para S ⊆ [n], seja A(S) = {z ∈ A : zi ∈ S, ∀i ∈ S}.

A(S): alocações onde agentes de S trocam casas entre si.

S é uma coalisão bloqueadora para uma alocação a em A se existe z em A(S) tq zii ai ou zi = ai para todo i em S e zjj aj para pelo menos um j em S.

Teoria dos Jogos – p. 8

(30)

Alocação de casas

Numere os agentes de 1 a n.

Uma alocação a é uma permutação de 1 a n: ai é a cada que vai ficar com o agente i.

i: ordem de preferência do agente i A: conjunto de todas as alocações

Para S ⊆ [n], seja A(S) = {z ∈ A : zi ∈ S, ∀i ∈ S}.

A(S): alocações onde agentes de S trocam casas entre si.

S é uma coalisão bloqueadora para uma alocação a em A se existe z em A(S) tq zii ai ou zi = ai para todo i em S e zjj aj para pelo menos um j em S.

(31)

Algoritmo TTC

TTC: top trading cycle Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j

Teoria dos Jogos – p. 9

(32)

Algoritmo TTC

TTC: top trading cycle Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j Cada vértice tem grau de entrada 1:

há um circuito em cada componente

(33)

Algoritmo TTC

TTC: top trading cycle Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j Cada vértice tem grau de entrada 1:

há um circuito em cada componente Circuitos são vértices-disjuntos então.

Teoria dos Jogos – p. 9

(34)

Algoritmo TTC

TTC: top trading cycle Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j Cada vértice tem grau de entrada 1:

há um circuito em cada componente Circuitos são vértices-disjuntos então.

Seja N = [n] e N1 o conjunto de agentes em circuitos.

Execute as permutas de casas dos circuitos em N1.

(35)

Algoritmo TTC

TTC: top trading cycle Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j Cada vértice tem grau de entrada 1:

há um circuito em cada componente Circuitos são vértices-disjuntos então.

Seja N = [n] e N1 o conjunto de agentes em circuitos.

Execute as permutas de casas dos circuitos em N1. Repita: novo grafo com agentes de N \ N1, e

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j em N \ N1.

Teoria dos Jogos – p. 9

(36)

Algoritmo TTC

Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j Cada vértice tem grau de entrada 1:

há um circuito em cada componente.

Seja N = [n] e N1 o conjunto de agentes em circuitos.

Execute as permutas de casas dos circuitos em N1. Repita: novo grafo com agentes de N \ N1, e

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j em N \ N1.

(37)

Algoritmo TTC

Grafo orientado:

um vértice para cada agente

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j Cada vértice tem grau de entrada 1:

há um circuito em cada componente.

Seja N = [n] e N1 o conjunto de agentes em circuitos.

Execute as permutas de casas dos circuitos em N1. Repita: novo grafo com agentes de N \ N1, e

arco de i para j se a casa de i é a favorita de j em N \ N1. N2: conjunto de agentes em circuitos do novo grafo.

Execute as permutas de casas dos circuitos em N2.

Teoria dos Jogos – p. 10

(38)

Algoritmo TTC

Teorema: O core do problema da alocação de casas consiste exatamente de uma alocação.

(39)

Algoritmo TTC

Teorema: O core do problema da alocação de casas consiste exatamente de uma alocação.

Prova feita na aula.

Teoria dos Jogos – p. 11

(40)

Algoritmo TTC

Teorema: O core do problema da alocação de casas consiste exatamente de uma alocação.

Prova feita na aula.

Mas esse algoritmo garante que os agentes declararão as suas verdadeiras preferências?

(41)

Algoritmo TTC

Teorema: O core do problema da alocação de casas consiste exatamente de uma alocação.

Prova feita na aula.

Mas esse algoritmo garante que os agentes declararão as suas verdadeiras preferências?

Teorema: O mecanismo TTC é à prova de estratégia.

Teoria dos Jogos – p. 11

(42)

Algoritmo TTC

Teorema: O core do problema da alocação de casas consiste exatamente de uma alocação.

Prova feita na aula.

Mas esse algoritmo garante que os agentes declararão as suas verdadeiras preferências?

Teorema: O mecanismo TTC é à prova de estratégia.

Prova feita na aula.

(43)

Casamentos estáveis

Atribuição de estudantes à universidades, médicos a programas de residências.

Teoria dos Jogos – p. 12

(44)

Casamentos estáveis

Atribuição de estudantes à universidades, médicos a programas de residências.

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres

(45)

Casamentos estáveis

Atribuição de estudantes à universidades, médicos a programas de residências.

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres

Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M.

Teoria dos Jogos – p. 12

(46)

Casamentos estáveis

Atribuição de estudantes à universidades, médicos a programas de residências.

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres

Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M. Adicione homem/mulher fictício para

representar a possibilidade de ficar solteiro.

Assim |H| = |M|.

(47)

Casamentos estáveis

Atribuição de estudantes à universidades, médicos a programas de residências.

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres

Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M. Adicione homem/mulher fictício para

representar a possibilidade de ficar solteiro.

Assim |H| = |M|.

Emparelhamento de H em M: alocação de homens a mulheres.

Teoria dos Jogos – p. 12

(48)

Casamentos estáveis

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres

(49)

Casamentos estáveis

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M.

Teoria dos Jogos – p. 13

(50)

Casamentos estáveis

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M. Emparelhamento de H em M:

alocação de homens a mulheres.

(51)

Casamentos estáveis

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M. Emparelhamento de H em M:

alocação de homens a mulheres.

Um emparelhamento é instável se

existem homens h e h e mulheres m e m tq

m é emparelhada com h, m com h, mas mhm.

Teoria dos Jogos – p. 13

(52)

Casamentos estáveis

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M. Emparelhamento de H em M:

alocação de homens a mulheres.

Um emparelhamento é instável se

existem homens h e h e mulheres m e m tq

m é emparelhada com h, m com h, mas mhm.

Neste caso, h e m preferiam se casar um com o outro.

(53)

Casamentos estáveis

H - conjunto de homens M - conjunto de mulheres Cada homem tem ordem estrita de preferência sobre M. Emparelhamento de H em M:

alocação de homens a mulheres.

Um emparelhamento é instável se

existem homens h e h e mulheres m e m tq

m é emparelhada com h, m com h, mas mhm.

Neste caso, h e m preferiam se casar um com o outro.

O par (h, m) é um par bloqueador,

e emparelhamento é estável se não tem par bloqueador.

Teoria dos Jogos – p. 13

(54)

Casamentos estáveis: exemplo

Ordens de preferências para n = 3:

(55)

Casamentos estáveis: exemplo

Ordens de preferências para n = 3:

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2

Teoria dos Jogos – p. 14

(56)

Casamentos estáveis: exemplo

Ordens de preferências para n = 3:

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2

O emparelhamento {(h1, m1), (h2, m2), (h3, m3)} é instável, pois (h1, m2) é um par bloqueador.

(57)

Casamentos estáveis: exemplo

Ordens de preferências para n = 3:

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2

O emparelhamento {(h1, m1), (h2, m2), (h3, m3)} é instável, pois (h1, m2) é um par bloqueador.

Já o emparelhamento {(h1, m1), (h3, m2), (h2, m3)} é estável.

Teoria dos Jogos – p. 14

(58)

Casamentos estáveis: exemplo

Ordens de preferências para n = 3:

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2

O emparelhamento {(h1, m1), (h2, m2), (h3, m3)} é instável, pois (h1, m2) é um par bloqueador.

Já o emparelhamento {(h1, m1), (h3, m2), (h2, m3)} é estável.

Dada as listas de preferências de todos, existe emparelhamento estável?

Como encontrá-lo, se existe?

(59)

Algoritmo da aceitação postergada

Versão com proposta masculina:

Teoria dos Jogos – p. 15

(60)

Algoritmo da aceitação postergada

Versão com proposta masculina:

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

(61)

Algoritmo da aceitação postergada

Versão com proposta masculina:

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

Cada mulher que recebeu mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Para esse, posterga a sua resposta.

Teoria dos Jogos – p. 15

(62)

Algoritmo da aceitação postergada

Versão com proposta masculina:

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

Cada mulher que recebeu mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Para esse, posterga a sua resposta.

Nova rodada:

Cada homem que teve sua proposta recusada propõe à próxima mulher de sua lista.

(63)

Algoritmo da aceitação postergada

Versão com proposta masculina:

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

Cada mulher que recebeu mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Para esse, posterga a sua resposta.

Nova rodada:

Cada homem que teve sua proposta recusada propõe à próxima mulher de sua lista.

Cada mulher com mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Eventualmente recusa proposta recebida em rodada anterior.

Teoria dos Jogos – p. 15

(64)

Algoritmo com proposta masculina

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

Cada mulher que recebeu mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Para esse, posterga a sua resposta.

Cada homem que teve sua proposta recusada propõe à próxima mulher de sua lista.

Cada mulher com mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

(65)

Algoritmo com proposta masculina

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

Cada mulher que recebeu mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Para esse, posterga a sua resposta.

Cada homem que teve sua proposta recusada propõe à próxima mulher de sua lista.

Cada mulher com mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Repete esse processo,

sempre progredindo nas listas dos homens.

Teoria dos Jogos – p. 16

(66)

Algoritmo com proposta masculina

Cada homem propõe à primeira mulher de sua lista.

Cada mulher que recebeu mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Para esse, posterga a sua resposta.

Cada homem que teve sua proposta recusada propõe à próxima mulher de sua lista.

Cada mulher com mais de uma proposta recusa todas, exceto pela do homem mais alto em sua lista.

Repete esse processo,

sempre progredindo nas listas dos homens.

O processo então termina (não mais que n2 rodadas).

(67)

Algoritmo no exemplo

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2

Teoria dos Jogos – p. 17

(68)

Algoritmo no exemplo

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2 h1 propõe para m2

h2 propõe para m1 h3 propõe para m1

(69)

Algoritmo no exemplo

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2 h1 propõe para m2

h2 propõe para m1 h3 propõe para m1

m1 rejeita a proposta de h2.

Teoria dos Jogos – p. 17

(70)

Algoritmo no exemplo

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2 h1 propõe para m2

h2 propõe para m1 h3 propõe para m1

m1 rejeita a proposta de h2.

h2 propõe para m3, e o algoritmo termina.

(71)

Algoritmo no exemplo

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2 h1 propõe para m2

h2 propõe para m1 h3 propõe para m1

m1 rejeita a proposta de h2.

h2 propõe para m3, e o algoritmo termina.

Emparelhamento produzido: {(h1, m2), (h2, m3), (h3, m1)}

Teoria dos Jogos – p. 18

(72)

Algoritmo no exemplo

h1h2h3m1m2m3

m2 m1 m1 h1 h3 h1 m1 m3 m2 h3 h1 h3 m3 m2 m3 h2 h2 h2 h1 propõe para m2

h2 propõe para m1 h3 propõe para m1

m1 rejeita a proposta de h2.

h2 propõe para m3, e o algoritmo termina.

Emparelhamento produzido: {(h1, m2), (h2, m3), (h3, m1)}

Note que tal emparelhamento é estável!

(73)

Estabilidade do emparelhamento

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Prova feita na aula.

Teoria dos Jogos – p. 19

(74)

Estabilidade do emparelhamento

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Prova feita na aula.

No exemplo, aplicando a versão da proposta feminina, obtemos o emparelhamento {(h1, m1), (h2, m3), (h3, m2)}.

(75)

Estabilidade do emparelhamento

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Prova feita na aula.

No exemplo, aplicando a versão da proposta feminina, obtemos o emparelhamento {(h1, m1), (h2, m3), (h3, m2)}. Diferente do obtido pela proposta masculina!

Teoria dos Jogos – p. 19

(76)

Estabilidade do emparelhamento

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Prova feita na aula.

No exemplo, aplicando a versão da proposta feminina, obtemos o emparelhamento {(h1, m1), (h2, m3), (h3, m2)}. Diferente do obtido pela proposta masculina!

Há alguma diferença significativa entre estes emparelhamentos?

(77)

Estabilidade do emparelhamento

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Prova feita na aula.

No exemplo, aplicando a versão da proposta feminina, obtemos o emparelhamento {(h1, m1), (h2, m3), (h3, m2)}. Diferente do obtido pela proposta masculina!

Há alguma diferença significativa entre estes emparelhamentos?

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Teoria dos Jogos – p. 19

(78)

Emparelhamentos ótimos

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

(79)

Emparelhamentos ótimos

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Definição de emparelhamento ótimo-feminino é análoga.

Teoria dos Jogos – p. 20

(80)

Emparelhamentos ótimos

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Definição de emparelhamento ótimo-feminino é análoga.

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) produz um escalonamento ótimo-masculino (ótimo-feminino).

(81)

Emparelhamentos ótimos

Teorema: O emparelhamento produzido pelo algoritmo da aceitação postergada é estável.

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Definição de emparelhamento ótimo-feminino é análoga.

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) produz um escalonamento ótimo-masculino (ótimo-feminino).

Prova feita na aula.

Teoria dos Jogos – p. 20

(82)

Prova de estratégia

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Definição de emparelhamento ótimo-feminino é análoga.

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) produz um escalonamento ótimo-masculino (ótimo-feminino).

(83)

Prova de estratégia

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Definição de emparelhamento ótimo-feminino é análoga.

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) produz um escalonamento ótimo-masculino (ótimo-feminino).

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) é um mecanismo à prova de estratégia para os homens (mulheres) .

Teoria dos Jogos – p. 21

(84)

Prova de estratégia

Emparelhamento ν é ótimo-masculino se não há

emparelhamento estável µ tq µ(h) ≻h ν(h) ou µ(h) = ν(h) para todo h em H e µ(j) ≻j ν(j) para algum j em H.

Definição de emparelhamento ótimo-feminino é análoga.

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) produz um escalonamento ótimo-masculino (ótimo-feminino).

Teorema: O algoritmo da aceitação postergada com

proposta masculina (feminina) é um mecanismo à prova de estratégia para os homens (mulheres) .

Prova feita na aula.

Referências

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