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AVALIAÇÃO DE DIFERENTES DOSAGENS DE ESTERCO CAPRINO NA CULTURA DO MILHO PIPOCA (ZEA MAYS L.) NA REGIÃO DO SUBMÉDIO DO VALE DO SÃO FRANCISCO

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Academic year: 2021

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AVALIAÇÃO

DE

DIFERENTES

DOSAGENS

DE

ESTERCO

CAPRINO

NA

CULTURA

DO

MILHO

PIPOCA

(

Z

EA MAYS

L.)

NA

REGIÃO

DO

SUBMÉDIO

DO

VALE

DO

SÃO

FRANCISCO

Evaluation of different doses of goat manure in the popcorn culture in the Vale do São Francisco Sub-region

FLÁVIO JOSÉ VIEIRA DE OLIVEIRA

RAQUEL NUNES DE CARVALHO

TAINÁ FERREIRA SOARES

ACÁCIO FIGUEIREDO NETO

JOSÉ BARBOSA DOS ANJOS

ANA VALÉRIA VIEIRA DE SOUZA

RESUMO

Objetivou se com este trabalho avaliar a eficiência de diferentes dosagens de esterco caprino na produção de milho pipoca (Zea mays L.). O experimento foi conduzido num delineamento inteiramente casualizado (DIC), que consistia em cinco repetições e quatro tratamentos com dosagens equivalentes a 0, 10, 20 e 30 t ha-1, as

quais foram aplicadas com 25 e 45 dias após a emergência das plântulas. O hibrido de milho pipoca BRS Ângela, foi a variedade selecionada para o plantio. Observou-se que a adubação com esterco caprino promoveu um melhor rendimento da cultura, de modo que a mesma se comportou num padrão crescente em relação a quantidade de esterco. Dessa forma faz-se necessário uma continuidade dessa pesquisa, para assim promover o conhecimento de um limite ótimo da adubação com o esterco em questão na cultura do milho pipoca.

PALAVRAS-CHAVE

MILHO PIPOCA. ZEA MAYS. ESTERCO CAPRINO. ADUBAÇÃO ORGÂNICA.

ABSTRACT

This study aimed to evaluate the efficiency of different goat manure dosages in popcorn production (Zea mays L.). The experiment was conducted in a completely randomized design (CRD), which consisted of five replications and four treatments with doses equivalent to 0, 10, 20 and 30 t ha-1, which were applied 25 and 45 days

after seedling emergence. The popcorn maize hybrid BRS Angela, was the variety selected for planting. It was observed that fertilization with goat manure promoted a better crop yield, so that behaved in a crescent shape in relation to the amount of manure. Thus it is necessary continuity of this research, so as to promote the knowledge of a great limit of fertilization with manure in question in popcorn maize.

KEYWORDS

POPCORN. ZEA MAYS. GOAT MANURE.

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INTRODUÇÃO

O Submédio do Vale do São Francisco compreende uma região banhada pelo Rio São Francisco que engloba áreas dos estados de Pernambuco e Bahia, caracterizado pelo clima semiárido apresenta temperatura média anual de 27 °C, e precipitação média anual de 400 a 650 mm, distribuída de forma irregular geralmente concentrada em um período de 2 a 3 meses do ano, sendo classificado assim, como BSwh’ pela classificação de Köppen (Cunha et al, 2008).

Essa é uma região que ficou conhecida por se consolidar como um importante polo de fruticultura do país. Sabendo desse potencial agrário, o milho pipoca (Zea mays L.) vem a ser uma cultura atraente a ser explorada na região. Pois apesar da sua popularidade no Brasil, tem o processo de produção e comercialização pouco estudado. Há também, escassez de informações oficiais sobre a área semeada, produtividade e quantidade importada. Estima-se que a produção nacional seja de aproximadamente 20 mil toneladas, e que o consumo atual esteja em torno de 81 mil toneladas de grãos (Galvão et al., 2000; Pereira & Amaral Júnior, 2001).

O milho pipoca (Zea mays), como o milho tradicional, pertence a ordem Poales e família das Poaceaes, como o milho comum sua época de plantio se dá em período chuvoso, ou sob condições climáticas que possibilitem o cultivo irrigado. Suas espigas apresentam tamanhos menores que a do tradicional, por isso sua emergência e crescimento se dá de maneira mais lenta, além disso esse grão apresenta formatos variados, podendo ser achatados, pontiagudos, redondos entre outros (Pereira Filho, 2016).

Além disso é sabido que é necessária uma adubação adequada para que haja um melhor rendimento de qualquer cultura. O uso de adubos orgânicos nos solos é fundamental na melhoria das características químicas, físicas e biologias. Sua atuação se dá tanto na melhoria das condições físicas, como na aeração, na maior retenção e armazenamento de água, quanto nas propriedades químicas e físico-químicas, no fornecimento de nutrientes às plantas e na maior capacidade de troca catiônica do solo (CTC), além de proporcionar um ambiente adequado ao estabelecimento e à atividade da microbiota (Melo et al, 2009).

Tendo em vista que a produção dessa cultura pode significar uma atividade com um bom retorno financeiro ao produtor, e que carece de mais informações a respeito do seu cultivo, esse trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de diferentes dosagens de esterco caprino no milho pipoca.

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MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi conduzido na unidade experimental do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS), Campus III da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro-BA. Situado a 384 m de altitude, 9°25’43,6”S de Latitude e 40°32’14”W de Longitude.

A área experimental instalada em campo, apresentava solo caracterizado como Neossolo flúvico, uma análise desse solo foi realizada antes da instalação do experimento. Para o preparo do solo foram realizadas uma operação de aração e gradagem, seguida pela demarcação da área por meio de um sulcador, onde cada suco foi disposto a dois metros (2,0 m) de distância um do outro, totalizando assim sete sulcos, o que facilitaria o processo de drenagem, caso necessário.

A área experimental consistia num total de 200 m2 subdividida em áreas equivalentes a

10 m2 (2,0 m x 5,0 m). O delineamento adotado foi o de DIC (Delineamento Inteiramente

Casualizado), consistindo em quatro dosagens de esterco caprino equivalentes a 0, 10, 20 e 30 t ha-1 e cinco repetições. Essa adubação com as quatro dosagens foi efetuada duas vezes durante o

ciclo da cultura.

O hibrido de milho pipoca BRS Ângela, foi a variedade selecionada para o plantio, as sementes utilizadas foram fornecidas pela Embrapa Semiárido. A semeadura foi realizada manualmente no dia 19 de abril de 2016, onde em cada unidade experimental foram dispostas doze plantas com espaçamento de 2,0 m x 1,0 m, assim em cada berço foram depositadas três sementes. Após a emergência foi realizado o desbaste dessas plantas, deixando apenas a mais vigorosa.

No decorrer do ciclo da cultura capinas manuais foram realizadas para evitar a concorrência da cultura em estudo com ervas espontâneas. Além disso houve uma incidência de mosca branca, a qual foi controlada por meio da aplicação via foliar de óleo de neem.

O sistema de irrigação adotado foi o de gotejamento, a irrigação foi realizada duas vezes ao dia, afim de atender as necessidades da cultura e manter o solo úmido, já que graças as elevadas temperaturas essa água evaporava rapidamente.

A primeira adubação foi realizada 25 dias após a emergência, de modo a depositar o esterco curtido ao redor da planta num raio de 20 cm de diâmetro, de acordo com os tratamentos T1, T2, T3 e T4 que correspondiam a 0, 10, 20 e 30 t ha-1, respectivamente. Uma segunda

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ciclo da cultura, por volta dos 102 dias, quando foi efetuada também a colheita das espigas, no dia 14 de julho de 2016.

Os dados coletados foram submetidos a uma análise de variância, utilizando o programa estatístico WinSTAT.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com a análise dos dados, verificou-se que todas as variáveis analisadas apresentaram uma resposta significativa de um modo crescente em relação a adubação em questão. Foi observado que para as variáveis altura de planta (Figura 1), diâmetro do colmo (Figura 2), número de folhas (Figura 3), número de espigas (Figura 4) e peso de espigas (Figura 5), a dosagem de 30 t há-1 foi a que apresentou um melhor resultado.

Isso pode estar estritamente relacionada com a melhoria das características do solo não apenas nutricional como também em outros constituintes do solo, como no fornecimento de água, no arranjamento da sua estrutura por meio da formação de complexos húmos-argilosos e consequente aumento na CTC (Yamada e Kamata, 1989). Num um trabalho realizado por Melo (2009) ficou comprovado que a utilização desse esterco, acarretou num aumento dos teores de P, K e Mg no solo, além de promover um aumento significativo do pH.

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Figura 2. Variável diâmetro do caule em relação as diferentes dosagens de esterco caprino.

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Figura 4. Variável número de espigas em relação as diferentes dosagens de esterco caprino.

Figura 5. Variável peso de espigas em relação as diferentes dosagens de esterco caprino. É sabido que uma adubação com esterco é benéfica para o solo e plantas, porém a utilização do esterco caprino na região Nordeste do Brasil é pouco explorada, apesar de o Nordeste em especial o Semiárido ter a sua principal fonte de renda voltada para a criação de caprinos (Melo, 2009). Mediante a esse potencial o esterco caprino torna-se uma excelente ferramenta para o incremento da produtividade vegetal, não apenas dessa cultura. Um trabalho realizado por Melo (2009) mostrou um aumento de mais de 100% na produtividade do milho

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(Zea mays), sob uma dosagem de 3 L de esterco caprino por metro linear, na região de Petrolina-PE.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observou-se que a utilização do esterco caprino favoreceu um aumento na produtividade, tendo uma melhor resposta as plantas que foram adubadas de acordo com o tratamento quatro (30 t h-1), sendo assim há uma necessidade de uma continuidade da pesquisa afim de se obter um

limite ótimo desse tipo de adubação na cultura em questão, e que venha a ser viável ao produtor.

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REFERÊNCIAS

BUSTAMANTE, P. A Fruticultura no Brasil e no Vale do São Francisco: Vantagens e Desafios. Revista econômica do Norte, Nordeste, v 40, n 1, Jan./Mar. 2009. Disponível em:

<http://www.bnb.gov.br/projwebren/Exec/artigoRenPDF.aspx?cd_artigo_ren=1120>. Acesso em 18 de fevereiro de 2016.

CUNHA, T. et al. Solos do Submédio do Vale do São Francisco potencialidades e limitações para uso agrícola. Embrapa Semi-árido. Petrolina, Dez. 2008. Disponível em: <http://www.cpatsa.embrapa.br/public_eletronica/downloads/SDC211.pdf>. Acesso em 18 de fevereiro de 2016.

MELO, F. et al. Avaliação do uso de adubo orgânico nas culturas de milho e feijão caupi em barragem subterrânea. VI Congresso brasileiro de agroecologia. Curitiba, Nov. 2009.

Disponível em:

<https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/577093/1/OPB2616.pdf> . Acesso em 20 de março de 2016.

MELO, F. et al. Efeito do esterco de caprino na produtividade do inhame da costa (dioscorea cayennensis) em barragem subterrânea. 8º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva. Campina Grande, Ago. 2012. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/931778/1/Luiza3.pdf>. Acesso em 12 de abril de 2016.

PACHECO, C. et al. Variedade de milho pipoca BRS Ângela – novo ciclo de seleção. Sete

Lagoas, Dez. 2004. Disponível em: <

https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/Comunicado95IDpplMpilxM2.pdf>. Acesso em 23 de julho de 2016.

PEREIRA FILHO, I. et al. Milho pipoca. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/milho/arvore/CONT000fy9zxynl02wx 5ok0pvo4k359f3bo9.html>. Acesso em 18 de abril de 2016.

SEIFERT, A. et al. Análise combinatória de populações de milho pipoca em topcrosses. Pesquisa Agropecuária. Brasília, v.41, n.5, p.771-778, Maio. 2006. Disponível em: <

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/107211/1/Analise-combinatoria.pdf>. Acesso em 01 de abril de 2016.

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Flávio José Vieira de Oliveira

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, mestrado em Agronomia (Ciências do Solo) pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e doutorado em Agronomia (Agricultura Trópical) pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor adjunto da Universidade do Estado da Bahia - Campus III Juazeiro. E-mail: [email protected]

Raquel Nunves de Carvalho

Bolsita FAPESB do curso de graduação em Engenharia Agronômica da Universidade do Estado da Bahia - UNEB.

Tainá Ferreira Soares

Bolsita FAPESB do curso de graduação em Engenharia Agronômica da Universidade do Estado da Bahia - UNEB.

Acácio Figueiredo Neto

Possui Graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Paraíba, Mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande e Doutorado em Engenharia Agrícola pelo convênio entre UFV/UFCG. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF. E-mail: [email protected]

José Barbosa dos Anjos

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), e mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. E-mail:[email protected]

Ana Valéria Vieira de Souza

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras, mestrado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal de Lavras e doutorado em Agronomia (Horticultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente é pesquisadora da Embrapa Semiárido na área de Biotecnologia Vegetal Aplicada ao Meio Ambiente. É representante como Fiel Depósitária da Coleção de Plantas Medicinais da Embrapa Semiárido, credenciada junto ao CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético). E-mail: [email protected]

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