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VOLUME III POPULAÇÃO E ATIVIDADES ECONÓMICAS

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Academic year: 2021

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V

OLUME

III

P

OPULAÇÃO E ATIVIDADES ECONÓMICAS

(2)

PDM de Alcácer do Sal

2

F

ICHA TÉCNICA

Coordenação Geral:

Vítor Proença (Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal)

Diretor Executivo:

Ricardo Tomé (Geógrafo Físico, Msc.)

Coordenador Técnico:

Tiago Sousa (Geógrafo)

Colaboradores Técnicos:

Ana Rodrigues (Geógrafa)

Alexandre Domingues (Geógrafo) Isabel Moraes Cardoso (Jurista) João Paulino (Arquiteto)

Jorge Figueiredo (Arqueólogo) Mónica Sagreiro (Geógrafa) Vítor Oliveira (Geógrafo)

(3)

PDM de Alcácer do Sal

3

E

STRUTURA DO PLANO

VOLUME I - Do âmbito e alcance do PDM às preocupações globais

VOLUME II - Espaço Físico

VOLUME III - População e atividades económicas

VOLUME IV - Sistema urbano e linhas estruturantes.

VOLUME V - Património

VOLUME VI - Do estado de ordenamento do território e desenvolvimento a uma estratégia

para o território

VOLUME VII - Planeamento, ordenamento e desenvolvimento do território. Condicionantes

VOLUME VIII - Planeamento, ordenamento e desenvolvimento do território. Ordenamento

VOLUME IX - Regulamento

VOLUME X - Avaliação Ambiental Estratégica

(4)

PDM de Alcácer do Sal

4

Í

NDICE GERAL DO PLANO

VOLUME I DO ÂMBITO E ALCANCE ÀS PREOCUPAÇÃO GLOBAIS

PARTE I. O PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE ALCÁCER DO SAL.CONTEXTO, ÂMBITO E ALCANCE 10

I.1. Nota introdutória 11

I.2. Metodologia e a estrutura do PDM 26

I.3. Quadro estratégico, legal e processual 43

PARTE II. AO ENCONTRO DO CONCELHO DE ALCÁCER DO SAL.O TERRITÓRIO 65

II.1. Enquadramento geográfico. Da Europa a Alcácer do Sal 66

II.2. Uma visita à história do concelho 72

PARTE III. DAS PREOCUPAÇÕES GLOBAIS AO CONCELHO DE ALCÁCER DO SAL 77

III.1. Alterações climáticas 78

III.2. Fenómenos Perigosos.

Da tomada de consciência à incorporação do risco na gestão do território 89 VOLUME II O ESPAÇO FÍSICO

PARTE IV. O ESPAÇO FÍSICO 13

IV.1. Ambiente climático e território 14

IV.2. Geomorfologia 51

IV.3. Hidrogeologia 91

IV.4. Hidrografia e Hidrologia 114

IV.5. Solos. Tipos e capacidade de uso 162

IV.6. Ocupação e uso do solo 184

IV.7. Os valores naturais do concelho 201

VOLUME III A POPULAÇÃO E AS ATIVIDADES ECONÓMICAS

PARTE V. AS PESSOAS E A DINÂMICA SOCIOECONÓMICA 14

V.1. População: situação atual e dinâmicas 15

V.2. O contexto e as atividades económicas 73

VOLUME IV SISTEMA URBANO E LINHAS ESTRUTURANTES

PARTE VI. SISTEMA URBANO E LINHAS ESTRUTURANTES 13

VI.1. Sistema urbano 14

VI.2. Equipamentos 49

(5)

PDM de Alcácer do Sal

5

VI.4. Acessibilidades e mobilidade territorial 139

VI.5. O Ruído 192

VOLUME V PATRIMÓNIO. UM LEGADO A VALORIZAR

PARTE VII. PATRIMÓNIO.UM LEGADO A VALORIZAR 8

VII.1. Conhecimento para valorizar o património 9

VOLUME VI DO ESTADO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DESENVOLVIMENTO A UMA ESTRATÉGIA PARA O TERRITÓRIO

PARTE VIII. DO ESTADO DO ORDENAMENTO E DESENVOLVIMENTO A UMA ESTRATÉGIA PARA O TERRITÓRIO

11

VIII.1. Os instrumentos de gestão territorial. Da caraterização à dinâmica 12 VIII.2. A auscultação dos atores locais. Um contributo fundamental para o

planeamento e desenvolvimento

75

VIII.3. Da situação existente ao pano de fundo para a definição de uma estratégia

para o desenvolvimento 99

VOLUME VII PLANEAMENTO, ORDENAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO_ CONDICIONANTES

PARTE IX PLANEAMENTO,ORDENAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO 9

IX.1. As condicionantes ao uso do solo 10

VOLUME PLANEAMENTO, ORDENAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO - ORDENAMENTO

PARTE IX PLANEAMENTO,ORDENAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO 11

IX.2. Proposta de ordenamento 12

IX.3. O PDM de Alcácer do Sal de 2.ª geração. Compatibilidade e conformidade com os IGT eficazes

195

IX.4. Gestão e operacionalização do PDM de Alcácer do Sal. 238 VOLUME IX REGULAMENTO DO PDM DE ALCÁCER DO SAL

PARTE X REGULAMENTO DO PDM DE ALCÁCER DO SAL -

VOLUME X AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA

PARTE XI AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA 10

XI.1. Fatores Críticos para a Decisão (FCD) 11

(6)

PDM de Alcácer do Sal

6

Í

NDICE DO VOLUME

III

PARTE V.AS PESSOAS E A DINÂMICA SOCIOECONÓMICA... 14

V.1. População: situação atual e dinâmicas ... 15

V.1.1. Evolução e distribuição da população ... 16

V.1.2. Natalidade, Mortalidade e Crescimento Natural ... 25

V.1.3. Saldo Migratório e Crescimento Efetivo ... 32

V.1.4. Estruturas demográficas ... 36

V.1.5. Movimentos e origens das populações ... 45

V.1.6. Escolaridade e graus de Ensino ... 51

V.1.7. Estrutura ativa da população e distribuição por sectores de atividade ... 58

V.1.8. Projeções da população do concelho de Alcácer do Sal: período 2015 / 2030 ... 64

V.2. O contexto e as atividades económicas ... 73

V.2.1. Alguns indicadores de enquadramento da atividade económica ... 74

V.2.2. População empregada por atividades económicas ... 84

V.2.3. Estabelecimentos por atividades económicas ... 87

V.2.4. Zonas de atividades económicas/ empresariais... 95

V.2.5. Volume de negócios por atividades económicas ... 96

V.2.6. Valor acrescentado bruto (VAB) ... 99

V.2.7. O turismo no contexto económico local ... 102

V.2.7.1. A oferta de alojamento turístico ... 102

V.2.7.2. Oferta de Alojamento Local ... 110

V.2.7.3. A procura Turística ... 112

V.3. Bibliografia ... 114

Í

NDICE DE

F

IGURAS

Figura V.1.1. Densidade populacional (hab/Km2), NUT3 portuguesas (2011) ... 17

Figura V.1.2. População residente no concelho de Alcácer do Sal (1981 / 2011) ... 18

Figura V.1.3. Variação percentual da população residente nos 5 concelhos do Alentejo Litoral (1981/2011) ... 18

(7)

PDM de Alcácer do Sal

7 Figura V.1.4. Evolução da população residente, Alcácer do Sal; Censos (1981/2011) e Estimativas

(2011/2014) ... 19

Figura V.1.5. População residente, por freguesias, concelho de Alcácer do Sal (1981/2011) ... 20

Figura V.1.6. Freguesias do concelho de Alcácer do Sal, antes e pós a reorganização territorial de 2012 ... 21

Figura V.1.7. Percentagem de população residente nas freguesias e nos lugares da sede de concelho, Alentejo Litoral (2011) ... 23

Figura V.1.8. Distribuição da população por lugares (2011)... 23

Figura V.1.9. Nº de nascimentos, Alcácer do Sal (1996 / 2014) ... 25

Figura V.1.10. Nº de nascimentos, Alentejo Litoral (1996 / 2014) ... 25

Figura V.1.11. Nº de óbitos, Alcácer do Sal ... 26

Figura V.1.12. Nº de óbitos, Alentejo Litoral ... 26

Figura V.1.13. Crescimento Natural, Alcácer do Sal (1996 / 2014) ... 27

Figura V.1.14. Crescimento Natural, Alentejo Litoral (1996 / 2014) ... 27

Figura V.1.15. Taxa Bruta de Natalidade (0/00), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996 / 2014)... 28

Figura V.1.16. Taxa Bruta de Mortalidade (0/00), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996 / 2014) ... 28

Figura V.1.17. Taxa de Crescimento Natural (0/0), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996 / 2014) ... 29

Figura V.1.18. Taxa de Fecundidade Geral (0/00), Alentejo Litoral e concelhos (2013) ... 30

Figura V.1.19. Taxa de Fecundidade Geral (0/00), Alentejo Litoral e concelhos (1994/2013) ... 30

Figura V.1.20. Taxa de Fecundidade Geral (0/00), Alentejo Litoral e concelhos (1994/2013) ... 31

Figura V.1.21. Saldo Migratório e Crescimento Natural, Alcácer do Sal (1996/2014) ... 33

Figura V.1.22. Saldo Migratório, concelhos do Alentejo Litoral (1996/2014) ... 34

Figura V.1.23. Taxa de Crescimento Efetivo (0/0), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996/2014) ... 35

Figura V.1.24. Pirâmides etárias da população do concelho de Alcácer do Sal, 2001 e 2011 ... 37

Figura V.1.25. Pirâmides etárias da população, concelho de Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011) . 38 Figura V.1.26. % de Jovens, Potencialmente Ativos e Idosos, Alcácer do Sal (2001/2011) ... 38

Figura V.1.27. % de Jovens, Potencialmente Ativos e Idosos, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011) 38 Figura V.1.28. Percentagens de Jovens, Potencialmente Ativos e Idosos, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) (2011) ... 40

(8)

PDM de Alcácer do Sal

8

Figura V.1.30. Índices de Juventude e de Envelhecimento, Alcácer do Sal (2001/2011) ... 41

Figura V.1.31. Índice de Juventude, concelho e freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 42

Figura V.1.32. Índice de Envelhecimento, concelho e freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 42

Figura V.1.33. Índice de renovação da população em idade ativa (N.º), concelhos do Alentejo Litoral (2013) ... 43

Figura V.1.34. Índice de renovação da população em idade ativa (N.º), Alcácer e Alentejo Litoral (2001/2013) ... 43

Figura V.1.35. População residente por nacionalidade (%), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011) ... 48

Figura V.1.36. População residente por nacionalidade (%), freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 49

Figura V.1.37. População residente por nacionalidade (%), freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 50

Figura V.1.38. Taxa de Analfabetismo, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1991/2001/2011) ... 52

Figura V.1.39. Taxa de Analfabetismo, freguesias de Alcácer do Sal (1991/2001/2011) ... 53

Figura V.1.40. Taxa de Analfabetismo, por sexos, freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 53

Figura V.1.41. População (%) com grau de ensino completo, Alcácer do Sal (2001/2011) ... 55

Figura V.1.42. População (%) com 3º Ciclo do EB completo, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) ... 56

Figura V.1.43. População (%) com Ensino Secundário completo, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) ... 56

Figura V.1.44. População (%) com Ensino Superior completo, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) ... 57

Figura V.1.45. Taxa de atividade (%) da população residente, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2001/2011) ... 60

Figura V.1.46. Taxa de atividade (%) da população residente, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) ... 60

Figura V.1.47. População empregada (%), por sectores de atividade, Alcácer do Sal (2001/2011) ... 62

Figura V.1.48. População empregada (%) no Sector Primário, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) ... 63

Figura V.1.49. População empregada (%) no Sector Secundário, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) ... 64

(9)

PDM de Alcácer do Sal

9 Figura V.1.50. População empregada (%) no Sector Terciário, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011)

... 64 Figura V.1.51. População residente nos cenários Baixo, Central e Alto (2021 e 2031), Alcácer do Sal 69 Figura V.1.52. Percentagem de Jovens nos cenários Baixo, Central e Alto (2012, 2021 e 2031), Alcácer do Sal ... 70 Figura V.1.53. Percentagem de Ativos nos cenários Baixo, Central e Alto (2012, 2021 e 2031), Alcácer do Sal ... 70 Figura V.1.54. Percentagem de Idosos nos cenários Baixo, Central e Alto (2012, 2021 e 2031), Alcácer do Sal ... 71 Figura V.1.55. Índice de Envelhecimento, cenários Baixo, Central e Alto (2012, 2021 e 2031), Alcácer do Sal ... 71 Figura V.2.1. Poder de Compra Concelhio (Base=100), Alcácer do Sal, Alentejo e concelhos do Alentejo Litoral (2000/2013) ... 75 Figura V.2.2. Fator Dinamismo Relativo, Alcácer do Sal, Alentejo e concelhos do Alentejo Litoral (2000/2013) ... 76 Figura V.2.3. Variação percentual (%) do ganho médio mensal, concelhos do Alentejo Litoral (2004/2013) ... 79 Figura V.2.4. Ganho médio mensal (€), por sectores de atividade, concelhos do Alentejo Litoral (2013) ... 80 Figura V.2.5. Evolução (%) do ganho médio mensal, por sectores de atividade, concelhos do Alentejo Litoral (2002/2013) ... 81 Figura V.2.6. Taxa de sobrevivência das empresas nascidas 2 anos antes, concelhos do Alentejo Litoral (2006/2013) ... 82 Figura V.2.7. Volume de negócios por empresa, concelhos do Alentejo Litoral (2006/2013)... 83 Figura V.2.8. Indicador de concentração do volume de negócios das 4 maiores empresas, concelhos do Alentejo Litoral (2006/2013) ... 84 Figura V.2.9. Número de estabelecimentos (atividades económicas), Alcácer do Sal (2008/2013) ... 88 Figura V.2.10. Distribuição de estabelecimentos (%), concelhos do Alentejo Litoral (2013) ... 88 Figura V.2.11. Estabelecimentos das atividades primárias (%), concelhos do Alentejo Litoral (2013) .. 90 Figura V.2.12. Estabelecimentos (%) nas divisões das atividades primárias, Alcácer do Sal (2013 ... 91

(10)

PDM de Alcácer do Sal

10 Figura V.2.13. Estabelecimentos (Nº) nas divisões das atividades primárias, Alcácer do Sal (2008/2013)

... 91

Figura V.2.14. Estabelecimentos das divisões das atividades primárias (%), Alentejo Litoral (2013).... 92

Figura V.2.15. Estabelecimentos (%) do “Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos”, Alcácer do Sal (2013) ... 93

Figura V.2.16. Estabelecimentos (Nº) do “Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos”, Alcácer do Sal (2008/2013) ... 93

Figura V.2.17. Estabelecimentos (%) do “Alojamento, restauração e similares”, Alcácer do Sal (2013 93 Figura V.2.18. Estabelecimentos (Nº) do “Alojamento, restauração e similares”, Alcácer do Sal (2008/2013) ... 93

Figura V.2.19. Estabelecimentos das divisões do Alojamento, restauração e similares” (%), Alentejo Litoral (2013) ... 94

Figura V.2.20. Volume de negócios dos estabelecimentos (%), Alentejo Litoral (2013)... 97

Figura V.2.21. Volume de negócios dos estabelecimentos (%), Alentejo Litoral (2008)... 97

Figura V.2.22. Volume de negócios dos estabelecimentos (M€) e variação (%), Alentejo Litoral (2008/2013) ... 97

Figura V.2.23. Valor acrescentado bruto das empresas, Alentejo Litoral (2013) ... 100

Figura V.2.24. Valor acrescentado bruto das empresas, Alentejo Litoral (2008) ... 100

Figura V.2.25. Valor acrescentado bruto das empresas (M€) e variação (%), Alentejo Litoral (2008/2013) ... 100

Figura V.2.26. Empreendimentos Turísticos, Alentejo Litoral ... 103

Figura V.2.27. Empreendimentos turísticos: oferta de camas, Alentejo Litoral... 103

Figura V.2.28. Empreendimentos turísticos por categoria, Alentejo Litoral ... 104

Figura V.2.29. Oferta de alojamento turístico (existente e perspetivada), concelho de Alcácer do Sal ... 109

Figura V.2.30. Estabelecimentos de Alojamento Local, NUTIII ... 111

Figura V.2.31. Proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros por concelho (%), Alentejo Litoral (2014) ... 113

(11)

PDM de Alcácer do Sal

11

Í

NDICE DE QUADROS

Quadro V.1.1. População residente, superfície e densidade populacional dos concelhos do Alentejo Litoral (2011) ... 16 Quadro V.1.2. Variação percentual da população, concelhos do Alentejo Litoral (Mar/2011-Dez/2014) ... 19 Quadro V.1.3. Variação percentual da população residente, por freguesias, nos períodos 1991/1981, 2001/1991, 2011/2001 e 2011/1981 ... 21 Quadro V.1.4. População por classe de dimensão dos lugares, 1991 a 2011 ... 24 Quadro V.1.5. Taxa de Fecundidade (0/00) por grupos etários, concelho de Alcácer do Sal (2001 e 2011) ... 32 Quadro V.1.6. Idade média (anos) da população residente, Alcácer do Sal e concelhos do Alentejo Litoral (1991, 2001 e 2011) ... 44 Quadro V.1.7. Idade média (anos) da população residente, freguesias de Alcácer do Sal (1991, 2001 e 2011) ... 45 Quadro V.1.8. População residente, segundo a situação relativamente a 31/12/2005, Alcácer do Sal e concelhos do Alentejo Litoral (2011) ... 45 Quadro V.1.9. População residente, segundo a situação relativamente a 31/12/2005, freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 46 Quadro V.1.10. População residente que mudou de residência (após 31/12/2005), segundo a proveniência, Alcácer do Sal e concelhos do Alentejo Litoral (2011)... 46 Quadro V.1.11. População residente que mudou de residência (após 31/12/2005), segundo a proveniência, freguesias de Alcácer do Sal (2011)... 47 Quadro V.1.12. População residente com nacionalidade estrangeira, freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 48 Quadro V.1.13. População residente com nacionalidade estrangeira, segundo a proveniência, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011) ... 49 Quadro V.1.14. Percentagem de população residente com nacionalidade estrangeira, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1991/2001/2011) ... 51 Quadro V.1.15. População (%) com grau de ensino completo, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011) 54 Quadro V.1.16. População (%) com grau de ensino completo, freguesias de Alcácer do Sal (2011) ... 55

(12)

PDM de Alcácer do Sal

12 Quadro V.1.17. Taxas Brutas de pré-escolarização, escolarização no ensino secundário e no ensino

básico; Taxa de retenção e desistência no ensino básico regular (2005 / 2006 a 2012/2013), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral ... 58 Quadro V.1.18. Taxa de atividade (%) da população residente, Alcácer do Sal, Alentejo Litoral e freguesias (2011) ... 59 Quadro V.1.19. População empregada (%), por sectores de atividade, Alcácer do Sal, Alentejo Litoral e freguesias (2011) ... 61 Quadro V.1.20. Cenários de projeção da população, segundo as hipóteses de evolução das componentes, NUT II Alentejo, 2012 (último ano observado) e 2060 (último ano de projeção) ... 67 Quadro V.1.21. População residente (Censos 2011), população residente estimada (2013) e população residente nos cenários Baixo, Central e Alto (2015, 2021 e 2031), Alcácer do Sal ... 68 Quadro V.2.1. Poder de Compra Concelhio (Base=100), Alcácer do Sal, Alentejo e concelhos do Alentejo Litoral (2000 / 2013) ... 74 Quadro V.2.2. Fator Dinamismo Relativo (FDR), ordenação dos concelhos, País (2013)... 77 Quadro V.2.3. Ganho médio mensal (€), concelhos do Alentejo Litoral (2004/2013) ... 78 Quadro V.2.4. Ganho médio mensal (€), por sectores, Continente, Alentejo e Alentejo Litoral (2004/2013) ... 80 Quadro V.2.5. População empregada, segundo as atividades económicas, freguesias do concelho de Alcácer do Sal (2011) ... 85 Quadro V.2.6. População empregada, segundo as atividades económicas, Alcácer do Sal (2001/2011) ... 86 Quadro V.2.7. Estabelecimentos, por atividade económica, Alcácer do Sal (2008/2013) ... 89 Quadro V.2.8. Volume de negócios dos estabelecimentos (€), por atividade económica, Alcácer do Sal (2008/2013) ... 98 Quadro V.2.9. Valor acrescentado bruto das empresas (€), por atividade económica, Alcácer do Sal (2008/2013) ... 101 Quadro V.2.10. Tipologia de Empreendimentos Turísticos (ET), concelho de Alcácer do Sal ... 104 Quadro V.2.11. Capacidade de alojamento (camas) por tipologia de ET classificados, concelho de Alcácer do Sal ... 105 Quadro V.2.12. Oferta de alojamento turístico perspetivado, concelho de Alcácer do Sal ... 106

(13)

PDM de Alcácer do Sal

13 Quadro V.2.13. Tipologias e respetivas categorias da capacidade de alojamento perspetivada, com base

nos PIP ou PPF, concelho de Alcácer do Sal... 107 Quadro V.2.14. Estabelecimentos de Alojamento Local em Alcácer do Sal, por freguesia e tipologia111 Quadro V.2.15. Taxa líquida de ocupação cama (%), proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros (milhares de €) e proporção de hóspedes estrangeiros (%), concelhos do Alentejo Litoral (2009/2014) ... 112

(14)

PDM de Alcácer do Sal

14

(15)

PDM de Alcácer do Sal

15

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PDM de Alcácer do Sal

16

V.1.1. E

VOLUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

Segundo os Censos de 2011, o concelho de Alcácer do Sal tinha, no momento censitário, 13.046 residentes (vd. Quadro V.1.1). Entre os 5 concelhos da NUT3 onde está integrado (Alentejo Litoral), Alcácer do Sal é o concelho com menor número de residentes, apenas 13,3% da população do Alentejo Litoral. O território do concelho de Alcácer do Sal compreende uma vasta superfície de 1.499,9 km2 e, em termos nacionais (308 municípios), a sua vastidão

apenas é superada pela do concelho de Odemira (com 1.720,6 km2), curiosamente da mesma

NUT3.

Quadro V.1.1. População residente, superfície e densidade populacional dos concelhos do Alentejo Litoral (2011)

Pop. Residente (2011) Superfície Densidade Populacional

Posição no ranking da NUT3 Km 2 Posição no ranking da NUT3 Hab / Km 2 Posição no ranking da NUT3 Odemira 26.066 1.720,6 15,1 Alcácer do Sal 13.046 1.499,9 8,7 Grândola 14.826 825,9 18,0 Santiago do Cacém 29.749 1.059,7 28,1 Sines 14.238 203,3 70,0 Alentejo Litoral 97.925 - - - 5.309,4 - - - 18,4 - - -

Fonte: INE, Censos (2011)

A grande superfície do concelho de Alcácer do Sal, conjuntamente com o seu baixo efetivo populacional, contribuem determinantemente para o muito baixo valor da densidade populacional do concelho: apenas 8,7 hab/Km2. Este valor é o mais baixo dos 5 concelhos do

Alentejo Litoral, e é o 7º mais baixo dos 308 concelhos do País1.

1 Apenas os concelhos de Alcoutim (4,6 hab/Km2), Mértola (5,3), Idanha-a-Nova (6,4), Avis (7,4), Monforte (7,7) e Ourique (7,8)

(17)

PDM de Alcácer do Sal

17

Figura V.1.1. Densidade populacional (hab/Km2), NUT3 portuguesas (2011)

Fonte: INE, Censos (2011)

A baixa densidade populacional é, aliás, uma das características desta sub-região, uma vez que o Alentejo Litoral é a 3ª NUT3 (das 30 do território continental e ilhas) com o mais baixo valor para a densidade populacional (18,4 hab/Km2)1. Os baixos valores para a densidade

populacional, resultado natural do baixo efetivo populacional, constituem uma nota claramente dissonante de todo o litoral continental nacional (vd. Figura V.1.1), vincadamente marcado por fortes concentrações de população, pela existência de numerosos e grandes centros urbanos, o que, efetivamente não sucede neste troço do litoral português, com características muito particulares.

A população do concelho de Alcácer do Sal, nos últimos 30 anos – entre os momentos censitários de 1981 e 2011 – registou um crescimento negativo: de 16.370 para 13.046 residentes, o que corresponde a um decréscimo de 20,3% (vd. Figura V.1.2). Este decréscimo foi particularmente notório na década de 80 (-11,4%), menos pronunciado na década de 90 (apenas -1,6%) e de novo mais acentuado na primeira década do séc. XXI (-8,7%).

1Apenas as NUT3 Baixo Alentejo (14,5 hab/Km2) e Alto Alentejo (18,2) apresentam valores mais baixos que o Alentejo Litoral para a

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PDM de Alcácer do Sal

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Figura V.1.2. População residente no concelho de Alcácer do Sal (1981 / 2011)

Fonte: INE, Censos (1981, 1991, 2001 e 2011)

Neste período de tempo, e no universo dos concelhos do Alentejo Litoral, o concelho de Alcácer do Sal foi o concelho que maior decréscimo populacional registou (vd. Figura V.1.3). O Alentejo Litoral, no seu todo, perdeu 5,1% da população; os concelhos de Odemira e Grândola perderam igualmente população (11,5% e 7,6%, respetivamente); e apenas os concelhos de Sines e Santiago do Cacém apresentam crescimentos populacionais (17,9% e 1,9%, respetivamente). Na última década (2001/2011) apenas o concelho de Sines apresentou um aumento populacional (de 4,9%).

Figura V.1.3. Variação percentual da população residente nos 5 concelhos do Alentejo Litoral (1981/2011)

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PDM de Alcácer do Sal

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No período pós-censitário (desde 2011), a informação estatística para os valores da população residente reporta-se a estimativas1 que, assim, deverão ser observadas com

alguma precaução e reserva. No entanto, não atribuindo naturalmente particular relevância aos valores absolutos em si, há contudo que atender às tendências demonstradas. Neste particular, há a destacar (vd. Figura V.1.4) uma evolução da população residente de sinal negativo desde o último momento censitário (2011), expresso nas estimativas apuradas para os finais (31 / Dezembro) dos anos de 2011 a 2014. De acordo com esta informação, a população residente em Alcácer terá sofrido uma redução de 5,24% em apenas 3 anos e 9 meses (de Março de 2011 a Dezembro de 2014), cerca de 684 habitantes. De acordo ainda com esta fonte de informação (vd. Quadro V.1.2), todo o Alentejo Litoral terá perdido população (-2,02%), destacando-se apenas o concelho de Grândola com um muito pequeno acréscimo (0,06%) e, ainda, o facto de o concelho de Alcácer do Sal ser, dos 5 que constituem a NUT3 Alentejo Litoral, o que mais população perde.

Figura V.1.4. Evolução da população residente, Alcácer do Sal; Censos (1981/2011) e Estimativas (2011/2014)

Quadro V.1.2. Variação percentual da população, concelhos do Alentejo Litoral

(Mar/2011-Dez/2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos / População / Estimativas e Projeções

1 Informação de carácter provisório até à realização de um novo recenseamento, integra e atualiza a série de estimativas pós censitárias. As estimativas são aferidas aos resultados definitivos dos Censos anteriores, incorporando a informação demográfica referente aos anos desde então decorridos, nomeadamente nados vivos e óbitos apurados com base na informação registada nas Conservatórias do Registo Civil. (INE)

 Censos 2011 / 31/12/2014 Alentejo Litoral -2,02 Odemira -2,44 Alcácer do Sal -5,24 Grândola 0,06 Santiago do Cacém -0,84 Sines -2,95

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PDM de Alcácer do Sal

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Em termos da evolução da população residente, segundo as freguesias do concelho de Alcácer do Sal, verificou-se, nos últimos 30 anos, decréscimos em todas as freguesias do concelho (vd. Figura V.1.5). Em matéria de posicionamento das freguesias, relativamente ao efetivo populacional, há apenas a registar o facto de a freguesia mais populosa em 1981 – Santa Maria do Castelo – ser atualmente (em 2011) a segunda freguesia, uma vez que foi ultrapassada pela freguesia de Santiago.

Figura V.1.5. População residente, por freguesias, concelho de Alcácer do Sal (1981/2011)

Fonte: INE, Censos (1981, 1991, 2001 e 2011)

Os decréscimos populacionais nos momentos intercensitários foram uma constante em todas as freguesias do concelho de Alcácer, com exceção apenas do período compreendido entre 1991 e 2001 nas freguesias de Santiago e Santa Maria do Castelo, que registaram, respetivamente, crescimentos de 6,5 e 0,1% (vd. Quadro V.1.3). O balanço final, quanto a crescimentos populacionais, por freguesias, foi ao longo dos últimos 30 anos particularmente negativo, sobretudo nas freguesias de Santa Susana – que perdeu mais de metade (55,0%) da sua população) -, de Santa Maria do Castelo – que perdeu 40,0% da população -, e das freguesias de Torrão (com uma perda de 33,6%) e de São Martinho (com uma perda de 33,4% da população). A freguesia que, ainda assim, melhor resistiu ao decréscimo populacional, foi a freguesia da Comporta, que perde (em 20 anos) 9,6% da sua população.

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PDM de Alcácer do Sal

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Quadro V.1.3. Variação percentual da população residente, por freguesias, nos períodos 1991/1981, 2001/1991, 2011/2001 e 2011/1981

 Percentual (%)

1991/1981 2001/1991 2011/2001 2011/1981

Alcácer do Sal (Santiago) -15,4 6,5 -4,5 -13,9

Alcácer do Sal (Sta. Mª do Castelo) -36,8 0,1 -5,2 -40,0

Torrão -13,7 -7,5 -16,8 -33,6

Comporta (1) -3,9 -5,9 -9,6 *

São Martinho (2) -16,9 -19,9 -33,4 *

Santa Susana -19,4 -20,9 -29,5 -55,0

Fonte: INE, Censos (1981, 1991, 2001 e 2011)

Nota: * - valor calculado com base no valor de 1991.

(1) - Criada em 1989 (Lei nº 38/89, de 24 de Agosto); (2) - Criada em 1984 (Lei nº 31/12, de 31 de Dezembro)

Com a reorganização territorial das freguesias (2012), o concelho de Alcácer do Sal “perdeu” duas das suas freguesias passando, assim, de 6 para 4: mantiveram-se inalteradas as freguesias da Comporta, de S. Martinho e do Torrão foi criada a União das Freguesias de Alcácer e Santa Susana (vd. Figura V.1.6).

Fonte: CAOP, 2012 e 2016

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PDM de Alcácer do Sal

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Esta nova freguesia compreende os territórios das anteriores freguesias de Santiago, Santa Maria do Castelo e Santa Susana, e apresenta-se como a freguesia com a maior extensão territorial (61,1%, mais de 3/5 do território do município) e o maior efetivo populacional - segundo os dados de 2011 para o somatório dos parciais das 3 freguesias aglutinadas -, com 9033 residentes (69,2% da população do município).

Estes dados apontam para uma evidente macrocefalia do concelho de Alcácer do Sal, entendida no sentido da enorme concentração de população na sede de concelho e, assim, do fraco peso da população no restante (e vastíssimo) território do município. Desta forma (vd. Figura V.1.7), e segunda esta perspetiva, verifica-se que 69,2% da população do concelho reside na freguesia onde se localiza a sede de concelho (a UF das freguesias de Alcácer e de Santa Susana). Dada a enorme extensão territorial desta nova unidade administrativa, o valor de 69,2% não assume particular relevância, mas se se atender que 47,2% da população residente do concelho está no lugar estatístico da sede de concelho, melhor se compreenderá o destacado carácter macrocéfalo do município.

No contexto dos municípios do Alentejo Litoral, a questão da macrocefalia é também notória no concelho de Grândola e Sines. Porém, no concelho de Sines, e dada a relativa exiguidade do seu território (somente 13,5% do território de Alcácer do Sal), esta questão já não se coloca de forma tão pertinente. Nos concelhos de Santiago do Cacém e de Odemira, também caracterizados pela vastidão territorial, existe todavia uma rede relativamente estruturada de lugares, com efetivos populacionais significativos, o que atenua de forma bastante notória o peso dos valores para a população residente nos lugares das respetivas sedes de concelho: somente 19,9% em Santiago do Cacém; e apenas 8,0% em Odemira.

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PDM de Alcácer do Sal

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Figura V.1.7. Percentagem de população residente nas freguesias e nos lugares da sede de concelho, Alentejo Litoral (2011)

Fonte: INE, Censos (1981, 1991, 2001 e 2011)

A distribuição da população do concelho de Alcácer do Sal, segundo os lugares (vd. Erro! A

origem da referência não foi encontrada. e Quadro V.1.4), evidencia, no ano de 2011, uma

forte concentração da população na sede de concelho: a vila de Alcácer do Sal, com 6.152 residentes, concentra 47,2% da população concelhia; quando em 1991, com 3.725 residentes, detinha somente 25,7% do total da população concelhia. Por outras palavras, em apenas 20 anos a vila de Alcácer do Sal que concentrava ¼ da população do concelho, passou a concentrar praticamente metade.

Figura V.1.8. Distribuição da população por lugares (2011)

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PDM de Alcácer do Sal

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Por outro lado, verifica-se em 2011 um considerável número de pequenos lugares – 62% dos lugares existentes – que não vão além dos 99 habitantes e concentram somente 7,2% da população do concelho. Verifica-se assim um aumento do número de pequenos lugares (até 99 habitantes) que, detendo a mesma percentagem de população do concelho (em torno dos 7,0% em 1991 e em 2011) aumenta de 47 para 62% no universo dos lugares do concelho. Em suma, e no quadro dos últimos 20 anos, verifica-se que, para além da acentuada perda de população a que já foram feitas diversas referências, houve simultaneamente uma tendência de concentração da população (remanescente) na sede de concelho e um gradual esvaziamento dos lugares de dimensões inferiores. Este último facto é corroborado pela drástica perda de população a residir nos isolados/residuais, o que traduz igualmente, de uma forma acentuada, a diminuição da população afeta às atividades agrícolas.

Quadro V.1.4. População por classe de dimensão dos lugares, 1991 a 2011

Classe Dimensão Lugar

1991 2001 2011

Lugares População Lugares População Lugares População

N.º % N.º % N.º % N.º % N.º % N.º % Residuais -- -- 1 322 9,1 -- -- 1 231 8,6 -- -- 603 4,6 1-99 24 47,1 1 036 7,1 22 56,4 980 6,9 26 61,9 942 7,2 99-499 22 43,1 4 485 30,9 14 35,9 2 851 20,0 13 31,0 3 062 23,5 500-999 3 5,9 1 764 12,2 1 2,6 524 3,7 1 2,4 535 4,1 1.000-1.999 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 1 2,4 1 752 13,4 >2.000 2 3,9 5 905 40,7 2 5,1 8 701 60,9 1 2,4 6 152 47,2 Total 51 100,0 14 512 100,0 39 100,0 14 287 100,0 42 100,0 13 046 100,0 Fonte: INE, BGRI (1991 / 2011)

Estes aspetos do povoamento – designadamente a concentração de população na sede de concelho e o esvaziamento dos pequenos lugares e dos dispersos – deverão ser tomados em linha de conta sobretudo nos domínios das propostas relacionadas com a estruturação da rede urbana e dos lugares, nomeadamente nas questões relativas às acessibilidades, às redes de equipamentos coletivos e de prestação de serviços às populações.

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PDM de Alcácer do Sal

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Para além dos aspetos relacionados com a distribuição da população, importa igualmente entender a natureza das dinâmicas populacionais do concelho de Alcácer do Sal. Assim, será indispensável observar, mesmo que de uma forma abreviada, as duas grandes componentes que a influenciam: o Crescimento (Saldo) Natural e o Crescimento (Saldo) Migratório.

V.1.2. N

ATALIDADE

,

M

ORTALIDADE E

C

RESCIMENTO

N

ATURAL

No período de 18 anos compreendido entre 1996 e 2014, o número de nascimentos registados no concelho de Alcácer do Sal (vd. Figura V.1.9) conheceu um decréscimo, particularmente notório desde o ano de 2004, pese embora o valor dissonante de 2010. Em 2014, o número de nascimentos (78) é inferior ao de 1996 (94). A evolução do número de nascimentos no Alentejo Litoral (vd. Figura V.1.10) conheceu um padrão relativamente semelhante: um crescimento ligeiro até ao ano de 2004 e, desde então, um decréscimo, embora com alguns anos em que os valores conheceram ligeiros aumentos. Também no Alentejo Litoral, o número de nascimentos em 2014 (643) é inferior ao de 1996 (743).

Figura V.1.9. Nº de nascimentos, Alcácer do Sal (1996 / 2014)

Figura V.1.10. Nº de nascimentos, Alentejo Litoral (1996 / 2014)

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PDM de Alcácer do Sal

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Durante o mesmo período de tempo, entre 1996 e 2014, o número de óbitos em Alcácer do Sal manteve-se relativamente estável – entre os 150 e os 200 óbitos por ano –, com exceção apenas do ano de 2012, que registou um valor “atípico” de 251 óbitos (vd. Figura V.1.11). No cômputo geral, e tomando apenas em consideração os anos extremos da série, verifica-se que os valores para a mortalidade estão praticamente inalterados (186 óbitos em 1996, e 181 em 2014). O padrão de comportamento dos valores para o número de óbitos no Alentejo Litoral (vd. Figura V.1.12) foi muito semelhante – com valores relativamente próximos nos extremos da série (1.326 óbitos em 1996 e, em 2014, um total de 1.186 óbitos –, verificando-se, tal como em Alcácer do Sal, que o valor em 2014 é inferior ao de 1996.

Figura V.1.11. Nº de óbitos, Alcácer do Sal Figura V.1.12. Nº de óbitos, Alentejo Litoral

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos / População / Natalidade e Mortalidade

Como resultado do comportamento dos valores para a natalidade e a mortalidade, em que os primeiros são persistentemente inferiores aos segundos – tanto em Alcácer do Sal como no Alentejo Litoral –, verifica-se que o Crescimento Natural1, no período de 18 anos considerado,

apresentou sempre valores negativos (vd. Figura V.1.13 e Figura V.1.14). Apesar de algumas irregularidades ao longo dos 18 anos, verifica-se uma evolução mais negativa deste indicador em Alcácer do Sal – particularmente nos últimos anos (de 2009 a 2014) – do que propriamente no Alentejo Litoral onde, embora com algumas oscilações, o valor de 1996 (-583) é praticamente idêntico ao de 2014 (-543).

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PDM de Alcácer do Sal

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Figura V.1.13. Crescimento Natural, Alcácer do Sal (1996 / 2014)

Figura V.1.14. Crescimento Natural, Alentejo Litoral (1996 / 2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos / População / Natalidade e Mortalidade

A relativização dos valores da natalidade e da mortalidade, por via das respetivas Taxa Bruta

de natalidade (TBN)1 e Taxa Bruta de mortalidade (TBM)2, contribui para corroborar as referências feitas para os valores absolutos.

Em Alcácer do Sal, os valores para a TBN conheceram algumas oscilações nos 18 anos considerados (vd. Figura V.1.15), mas poder-se-á considerar evidente que, sobretudo desde 2010, apresentam uma notória tendência de decréscimo; o mesmo se podendo afirmar para o Alentejo Litoral, embora os valores para os últimos anos sejam, ainda assim, ligeiramente superiores aos de Alcácer do Sal. Em 2014, a TBN de Alcácer do Sal cifrou-se em 6,3 0/

00,

ligeiramente menos do que os 6,7 0/

00 do Alentejo Litoral; ambos inferiores ao já de si baixo

valor do total nacional (7,9 0/ 00).

1 Número de nados-vivos ocorrido durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil, referido à população média desse período (habitualmente expressa em número de nados-vivos por 1000 habitantes). (Metainformação – INE)

2Número de óbitos observado durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil, referido à população média desse período (habitualmente expressa em número de óbitos por 1000 habitantes). (Metainformação – INE)

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PDM de Alcácer do Sal

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Figura V.1.15. Taxa Bruta de Natalidade (0/00), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996 / 2014)

Figura V.1.16. Taxa Bruta de Mortalidade (0/00), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996 / 2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos / População / Natalidade e Mortalidade

Quanto aos valores para a TBM (vd. Figura V.1.16), verifica-se uma relativa estabilidade dos valores entre os anos de 1996 e 2011 – tanto em Alcácer do Sal como no Alentejo Litoral, com valores que oscilam entre os 11,0 e os 15,0 0/

00 (em Alcácer do Sal) e entre os 12,0 e os

14,0 0/

00 (no Alentejo Litoral) – para se assistir, particularmente em Alcácer do Sal, nos anos

seguintes a 2011, ao agravamento dos valores, que chegaram (em 2012) quase aos 20,0 0/ 00.

Num outro domínio dos aspetos da mortalidade, como reflexo sobretudo das mudanças qualitativas noutras dimensões, há a registar sensíveis melhorias na última década quer na Taxa de Mortalidade Infantil – tanto em Alcácer do Sal como no Alentejo Litoral -, como também, de uma forma geral para todo o Alentejo Litoral, no que respeita a um ligeiro aumento da Esperança Média de Vida, de 77 para 79 anos.

Quadro V.1.5. Esperança Média de Vida e Taxa de Mortalidade Infantil, Alentejo Litoral e Alcácer do Sal

Esperança de vida à nascença Taxa de Mortalidade Infantil

2004-2006 2011-2013 2002 2013

Alcácer do Sal - - - - - - 3,6‰ 2.2‰

Alentejo Litoral 77 anos 79 anos 6‰ 3.1‰

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PDM de Alcácer do Sal

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Em função do comportamento e da evolução dos valores para as taxas de natalidade e de mortalidade, é então natural e expectável, que os valores para a Taxa de Crescimento Natural (vd. Figura V.1.17), tanto em Alcácer do Sal como no Alentejo Litoral, sejam francamente, e sistematicamente nos 18 anos considerados, negativos. Enquanto no Alentejo Litoral os valores se situam persistentemente em torno dos - 0,5%, já em Alcácer do Sal as variações em torno deste valor são, até ao ano de 2011, uma constante para, depois de 2011, assumirem valores particularmente preocupantes, como os – 1,32 % de 2012.

Figura V.1.17. Taxa de Crescimento Natural (0/0), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996 / 2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos / População / Natalidade e Mortalidade

Uma análise mais fina da questão da natalidade em Alcácer do Sal pode ser efetuada pela observação do comportamento dos valores da Taxa de Fecundidade Geral1 (TFG). No ano de

2013, e no contexto do Alentejo Litoral, o concelho de Alcácer do Sal apresentava o mais baixo valor para a TFG: apenas 29,7 0/

00, valor inferior ao da NUT3 (34,3 0/00) e bastante inferior aos

valores para os concelhos de Sines, Santiago e Grândola (vd. Figura V.1.18). É interessante verificar que, para o ano de 2013, os valores da TFG para o Alentejo Litoral e,

1Número de nados-vivos observado durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil, referido ao efetivo médio de mulheres em idade fértil (entre os 15 e os 49 anos) desse período (habitualmente expressa em número de nados-vivos por 1000 mulheres em idade fértil). (Metainformação – INE).

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PDM de Alcácer do Sal

30

concomitantemente, para os três concelhos referidos, é superior ao valor da TFG apurado para o total nacional: somente 33,9 0/

00.

Também em termos evolutivos, e tomando em consideração a evolução da TFG nos últimos 20 anos (entre 1994 e 2013), verifica-se que a situação entre os 5 concelhos do Alentejo Litoral é distinta (vd. Figura V.1.19). Enquanto dois dos concelhos – Santiago do Cacém e Grândola – vêm aumentar os valores da TFG (de forma significativa no caso de Santiago do Cacém), tanto a NUT3 como os restantes 3 concelhos registam decréscimos, particularmente mais acentuado precisamente em Alcácer do Sal: de 35,9 0/

00 para 29,7 0/00.

Figura V.1.18. Taxa de Fecundidade Geral (0/00), Alentejo Litoral e concelhos (2013)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Natalidade e Mortalidade

Figura V.1.19. Taxa de Fecundidade Geral (0/00), Alentejo Litoral e concelhos (1994/2013)

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PDM de Alcácer do Sal

31

A evolução dos valores para a TFG em Alcácer do Sal, apesar do balanço negativo entre 1993 e 2013, não foi linear (vd. Figura V.1.20). Verificou-se mesmo, no decurso destes últimos 20 anos, momentos em que os valores foram particularmente positivos – nomeadamente nos anos de 2004, 2005 e 2010, quando foram superiores aos valores dos restantes concelhos e mesmo do valor nacional -, embora desde 2011 as quedas sejam fortemente pronunciadas, acompanhas também pelos valores para o Alentejo Litoral no seu conjunto.

Figura V.1.20. Taxa de Fecundidade Geral (0/00), Alentejo Litoral e concelhos (1994/2013)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Natalidade e Mortalidade

A observação da evolução dos valores para a TF por grupos etários à época dos Censos de 2001 e 2011 (vd. Quadro V.1.5) demonstra, de facto, que este indicador tinha uma evolução muito interessante, e mesmo positiva, no período considerado. Comparando os valores dos anos de 2001 e 2011, verifica-se ter havido um ligeiro crescimento da TFG, de 37,97 para 39,53 0/

00.

Teve lugar, como na generalidade do comportamento da natalidade na população portuguesa, uma diminuição das taxas de fecundidade nos grupos etários das mães mais jovens (entre os 15 e os 24 anos), e ocorreu em simultâneo um aumento das taxas de fecundidade em alguns dos grupos etários superiores (25-29 e 35-39 anos). Porém, desde o ano de 2011 (como se pode verificar na Figura 20), a TF em Alcácer desce de forma bastante acentuada.

(32)

Poder-se-PDM de Alcácer do Sal

32

á ainda relevar um outro aspeto importante ocorrido neste período (2001/2011): o número de nascimentos em 2011 é menor do que em 2001, mas o seu decréscimo (-17,6%) é ainda assim menor que o decréscimo da população em idade fértil (-20,8%),

Quadro V.1.5. Taxa de Fecundidade (0/00) por grupos etários, concelho de Alcácer do Sal (2001 e 2011)

Idade das mães

2001 Idade das

mães

2011

Nº Nasc. População T. Fecund. Nº Nasc. População T. Fecund.

15 - 19 11 465 23,66 15 - 19 2 284 7,04 20 - 24 23 508 45,28 20 - 24 13 325 40,00 25 - 29 30 432 69,44 25 - 29 28 349 80,23 30 - 34 26 355 73,24 30 - 34 21 411 51,09 35 - 39 9 435 20,69 35 - 39 19 406 46,80 40 - 44 3 491 6,11 40 - 44 1 350 2,86 Total 102 2.686 37,97 Total 84 2.125 39,53

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Natalidade e Mortalidade; Censos (2001 e 2011)

Em linha com todos os anteriores indicadores que abordam a questão da natalidade refira-se, por último, a diminuição dos valores para o Índice Sintético de Fecundidade1 (ISF). Entre os

anos de 2003 e 2013, o ISF em Alcácer do Sal desce dos 1,26 para os 1,03, enquanto no Alentejo Litoral desceu dos 1,35 para os 1,20.

Quadro V.1.6

Índice Sintético de Fecundidade (ISF), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2003 e 2013)

2003 2013

Alcácer do Sal 1,26 1,03

Alentejo Litoral 1,35 1,20

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Natalidade e Mortalidade; Censos (2003 e 2013)

V.1.3. S

ALDO

M

IGRATÓRIO E

C

RESCIMENTO

E

FETIVO

1 Índice Sintético de Fecundidade: número médio de crianças vivas nascidas por mulher em idade fértil (dos 15 aos 49 anos de idade), admitindo que as mulheres estariam submetidas às taxas de fecundidade observadas no momento. Valor resultante da soma das taxas de fecundidade por idades, ano a ano ou grupos quinquenais, entre os 15 e os 49 anos, observadas num determinado período (habitualmente um ano civil). O número de 2,1 crianças por mulher é considerado o nível mínimo de substituição de gerações nos países mais desenvolvidos. (Metainformação – INE)

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Assim como as dinâmicas do crescimento natural – natalidade e mortalidade, expressas na persistência dos valores negativos para o crescimento natural nos últimos 20 anos – contribuíram para o decréscimo da população de Alcácer do Sal, também as dinâmicas do

Saldo Migratório1, sobretudo desde o ano de 2001 (vd. Figura V.1.21), contribuíram para o

decréscimo global da população concelhia. Com efeito, desde essa data, e sem que tenha havido um único momento com valores positivos, as duas forças atuaram combinadas para o decréscimo da população do concelho. Registe-se como nota negativa, e relativamente ao Saldo Natural, que o último valor da série (-98 indivíduos, em 2014) é fortemente negativo e “deprime” ainda mais a tendência que vinha sendo traçada desde o ano de 2001.

Figura V.1.21. Saldo Migratório e Crescimento Natural, Alcácer do Sal (1996/2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Estimativas da População

O comportamento do Saldo Migratório no mesmo período (vd. Figura V.1.22), e nos restantes concelhos do Alentejo Litoral foi, em termos de tendência, semelhante ao verificado em Alcácer do Sal, no sentido em que, a partir dos anos de 2000/2002, houve uma generalizada descida dos valores. Contudo, enquanto a descida em Alcácer do Sal passou para valores negativos logo em 2001 (para nunca mais voltar a valores positivos), nos restantes concelhos os valores positivos permaneceram ainda durante mais alguns anos: até 2004 (em Santiago do Cacém): até 2011 (em Sines); e até 2014 (em Grândola e Odemira). Em 2014, em função

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dos valores negativos em todos os 5 concelhos, o valor para o Alentejo Litoral assume pela primeira vez sinal negativo e cai estrepitosamente para registos muito negativos (-541 indivíduos).

Figura V.1.22. Saldo Migratório, concelhos do Alentejo Litoral (1996/2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Estimativas da População

Com o comportamento observado para a Crescimento Natural e o Saldo Migratório nos últimos anos explica-se o decréscimo populacional de Alcácer do Sal, tal como foi reportado no início deste capítulo. O balanço das duas componentes referidas, expressas no

Crescimento Efetivo1 (vd. Figura V.1.23), assume valores negativos desde o início da série

considerada – entre 1996 e 2014 –, sendo no entanto pertinente destacar dois períodos relativamente distintos nos 18 anos considerados. Sendo que o Crescimento Efetivo é sempre de valor negativo, verifica-se que:

 Entre os anos de 1996 e 2000, os valores para o Saldo Migratório são positivos, mas anulados por um Crescimento Natural negativo de valor superior;

 Desde o ano de 2001, tanto os valores para o Saldo Migratório como para o Crescimento Natural são negativos, o que contribui para acelerar ainda mais o decréscimo do efetivo populacional.

1Variação populacional observada durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil, referido à população média desse período. (Pordata)

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Comparativamente com a evolução do crescimento efetivo para o Alentejo Litoral verifica-se, tal como para outros dos indicadores já abordados, que o concelho de Alcácer inicia um processo recessivo mais cedo do que a generalidade da NUT3 onde está inserido. Apenas em 2003 o Alentejo Litoral começa a apresentar valores negativos para o crescimento efetivo, para não mais voltar a apresentar valores positivos e, em 2014, tal como em Alcácer do Sal, apresenta um valor particularmente negativo.

Figura V.1.23. Taxa de Crescimento Efetivo (0/0), Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (1996/2014)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Estimativas da População

Para concluir esta brevíssima análise sobre a evolução dos quantitativos populacionais de Alcácer do Sal, e das componentes que sobre a população atuam, não se afiguram particularmente favoráveis as perspetivas de evolução da população para os próximos anos. Com os valores fortemente negativos para a Natalidade e para o Saldo Migratório, que alimentam as estimativas disponibilizadas no período pós-Censos caracterizadas pelas perdas sucessivas de população, a continuação destas perdas nos próximos anos afigura-se fortemente plausível, como as projeções de longo prazo do INE (embora efetuadas apenas para a escala da região) apontam.

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V.1.4. E

STRUTURAS DEMOGRÁFICAS

A observação das pirâmides etárias da população de Alcácer do Sal, em 2001 e 2011 (vd. Figura V.1.24) evidencia alguns aspetos que valerá a pena destacar:

1. A população dos grupos etários mais jovens (dos 0 aos 9 anos), em ambos os sexos, tem maior representatividade em 2011 do que tinha em 2001. É um fenómeno particularmente interessante, que corrobora as referências aos maiores valores para a natalidade e para as taxas de fecundidade em 2011, comparativamente com os valores para o ano de 2001.

2. A população dos grupos etários imediatamente seguintes (dos 10 aos 24 anos), em ambos os sexos, tem menor representatividade em 2011 do que tinha em 2001. 3. A população dos grupos etários 30 a 39 anos tem maior representatividade em 2011

do que tinha em 2001, eventualmente ainda reflexo dos anos em que o Saldo Migratório foi favorável.

4. A população com idades compreendidas ente os 40 e os 49 anos tem, em 2011, menor representatividade do que tinha em 2001.

5. Em todos os grupos etários superiores (com exceção do grupo 65-69 anos) anos têm maior peso na estrutura etária em 2011 do que tinham em 2001.

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Figura V.1.24. Pirâmides etárias da população do concelho de Alcácer do Sal, 2001 e 2011

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos

Ou seja, e contrariamente à evolução típica e normal em muitos concelhos, e mesmo do país no seu todo, não houve em Alcácer o “normal” estreitamento da base da pirâmide, embora tenha havido um “alargamento” do topo. Esta particularidade em Alcácer do Sal revela o satisfatório comportamento dos valores para a natalidade, pelo menos até 2011, não deixando todavia de indiciar um claro aumento do peso relativo dos grupos etários mais envelhecidos.

A comparação da pirâmide etária da população de Alcácer do Sal com a do Alentejo Litoral 2011 (vd. Figura V.1.25), em 2011, não apresenta diferenças particularmente significativas nas respetivas estruturas demográficas, embora seja pertinente relevar o seguinte:

1. As bases das pirâmides são muito semelhantes, embora se observe um maior peso do grupo etário 5-9 anos em Alcácer do Sal;

2. Os grupos etários que compreendem a população entre os 20 e os 54 anos – a quase totalidade do grande grupo dos adultos –, têm maior representatividade no Alentejo Litoral. H M 0 - 4 anos 0,1 0,3 5 - 9 anos 0,2 0,2 10 - 14 anos -0,1 -0,6 15 - 19 anos -1,1 -1,1 20 - 24 anos -0,9 -1,1 25 - 29 anos -0,3 -0,3 30 - 34 anos 0,3 0,7 35 - 39 anos 0,4 0,1 40 - 44 anos -0,7 -0,8 45 - 49 anos -0,7 -0,1 50 - 54 anos 0,0 0,3 55 - 59 anos 1,1 0,4 60 - 64 anos 0,4 0,1 65 - 69 anos -0,5 -0,6 70 - 74 anos 0,1 0,5 75 - 79 anos 0,2 1,1 80 e + anos 0,9 1,5

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3. Os grupos etários com mais de 55 anos, sobretudo nos idosos (65 e mais anos), têm maior peso na população do concelho de Alcácer do Sal, particularmente nos grupos do sexo feminino.

Figura V.1.25. Pirâmides etárias da população, concelho de Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos

Os indícios que a análise das pirâmides etárias permite extrair sobre as questões relativas às transformações na base, no meio e no topo das mesmas, pode ser melhor aferido com o recurso às percentagens de Jovens, de Potencialmente Ativos e de Idosos, assim como aos Índices de Juventude e de Envelhecimento.

Figura V.1.26. % de Jovens, Potencialmente Ativos e Idosos, Alcácer do Sal (2001/2011)

Figura V.1.27. % de Jovens, Potencialmente Ativos e Idosos, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral (2011)

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Quando comparadas com as de 2001, as percentagens de Jovens (0-14 anos), de

Potencialmente Ativos (25-64 anos) e de Idosos (65 e + anos) de Alcácer do Sal em 2011 (vd.

Figura V.1.26) não apresentam alterações substanciais: a percentagem de Potencialmente Ativos decresce 4 pontos percentuais (de 65,2 para 61,9%), precisamente os mesmos 4 pontos percentuais que acrescem à percentagem de Idosos. Por outro lado, e este é um aspeto particularmente positivo, a percentagem de Jovens mantém-se, embora baixa, inalterada (12,9%).Contudo, este valor deverá ter conhecido um decréscimo desde 2011, como as estimativas, os dados para a natalidade e saldo migratório deixam antever.

Comparativamente com as percentagens no mesmo momento (em 2011), para o Alentejo Litoral (vd. Figura V.1.27), verifica-se que as diferenças são muito pouco significativas, sendo nuns casos desfavoráveis a Alcácer do Sal mas, numa outra situação, favorável. A percentagem de Potencialmente Ativos é (ligeiramente) menor em Alcácer, e a percentagem de Idosos é ligeiramente maior: qualquer uma destas situações coloca Alcácer do Sal numa posição, em termos demográficos, desvantajosa quando comparada com a situação no conjunto do Alentejo Litoral. Porém, e este facto merece destaque, a percentagem de Jovens em Alcácer do Sal é, ainda com pouca diferença, superior (em 0,2 pontos percentuais) à do Alentejo Litoral.

Uma breve análise destas percentagens nas populações das freguesias de Alcácer do Sal evidencia (vd. Figura V.1.28), desde logo um profundo contraste. O peso da população jovem é mais evidente nas freguesias – Santiago e Santa Maria –, logo seguida pela freguesia da Comporta. As restantes três freguesias, mais interiores, apresentam percentagens de jovens, nomeadamente Santa Susana (5,7%), notoriamente mais baixas. Em relação às percentagens de idosos, e naturalmente, são as freguesias acima referidas com maiores percentagens de jovens que apresentam as menores percentagens de idosos. Neste particular, destaca-se

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pela negativa, e de novo, a freguesia de Santa Susana com uma percentagem de idosos particularmente elevada (41,9%), muitíssimo superior à do concelho (25,1%).

Figura V.1.28. Percentagens de Jovens, Potencialmente Ativos e Idosos, freguesias de Alcácer do Sal (2001/2011) (2011)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos

Relativamente ainda às citadas percentagens, e quanto ao que aos valores dos potencialmente ativos diz respeito, destaque-se o facto de a maior percentagem caber à freguesia da Comporta (66,9%), e não às freguesias da sede de concelho como eventualmente seria mais expectável, o que demonstra uma interessante vitalidade, sobretudo de natureza económica e do tecido empresarial, desta freguesia.

A análise dos valores e da evolução dos Índices Resumo – os Índices de Juventude1 e de

Envelhecimento2 corroboram a análise anterior e permitem extrair leituras adicionais a partir

dos valores para os grandes grupos etários que, naturalmente, vão no mesmo sentido das leituras anteriores.

1Relação entre a população jovem e a população idosa, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos e o número de pessoas com 65 ou mais anos (expressa habitualmente por 100 (10^2) pessoas com 65 ou mais anos). (Metainformação – INE)

2 Relação entre a população idosa e a população jovem, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com 65 ou mais anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos (expressa habitualmente por 100 (10^2) pessoas dos 0 aos 14 anos). (Metainformação – INE)

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Comparando Alcácer do Sal com o Alentejo Litoral, em 2011 (vd. Figura V.1.29), constata-se que, de facto, não existem substanciais diferenças quanto aos aspetos da juventude e do envelhecimento da população: Alcácer apresenta um Índice de Juventude de 51,4 (jovens por cada 100 idosos), enquanto o Alentejo Litoral apresenta 52,9; Alcácer apresenta um Índice de Envelhecimento de 194,7 (idosos por cada 100 jovens), enquanto o Alentejo Litoral apresenta um valor ligeiramente inferior (188,9).

Figura V.1.29. Índices de Juventude e de Envelhecimento, Alcácer do Sal e Alentejo Litoral

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Figura V.1.30. Índices de Juventude e de Envelhecimento, Alcácer do Sal (2001/2011)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos

Comparando os valores para Alcácer do Sal, em 2001 e em 2011 (vd. Figura V.1.30), verifica-se que, neste período intercensitário, não houve um agravamento tão acentuado assim: o Índice de Juventude baixou de 58,7 (em 2001) para 51,4 (em 2011); enquanto o Índice de Envelhecimento subiu de 170,3 (em 2001) para 194,7 (em 2011).

Uma breve observação para os Índices de Juventude e de Envelhecimento nas freguesias do concelho de Alcácer do Sal, para o ano de 2011, ilustra de forma muito clara as profundas diferenças entre as freguesias. No que respeita ao Índice de Juventude (vd. Figura V.1.31), verifica-se uma contrastante diferença entre os valores para a freguesia da Comporta (67,3 jovens para cada 100 idosos) e os valores para a freguesia de Santa Susana (somente 13,5 jovens para cada 100 idosos); ou seja o Índice de Juventude nesta última freguesia é 5 vezes

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inferior ao da freguesia da Comporta. Registe-se também que somente as duas freguesias com sede de concelho e a Comporta apresentam valores superiores ao do concelho.

Figura V.1.31. Índice de Juventude, concelho e freguesias de Alcácer do Sal (2011)

Figura V.1.32. Índice de Envelhecimento, concelho e freguesias de Alcácer do Sal (2011)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos

Quanto ao Índice de Envelhecimento, e naturalmente por oposição, as freguesias que apresentam os valores mais elevados – Santa Susana, São Martinho e Torrão – são precisamente as que apresentam os valores mais baixos para o Índice de Juventude. Também para o Índice de Envelhecimento, as diferenças entre freguesias são particularmente acentuadas, designadamente entre os extremos Santa Susana e Comporta, com o valor da primeira a superar em 5 vezes o valor da segunda.

O Índice de renovação da população em idade ativa1 no concelho de Alcácer do Sal é, em 2013, o segundo mais baixo do Alentejo Litoral, superando muito ligeiramente o valor apurado para Santiago do Cacém (vd. Figura V.1.33). São, aliás, os únicos 2 concelhos com valores inferiores ao do Alentejo Litoral. O valor para este indicador revela de forma enfática a fraca capacidade de renovação da população ativa de Alcácer do Sal e, quando comparado

1Relação entre a população que potencialmente está a entrar e a que está a sair do mercado de trabalho, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 29 anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos (expressa habitualmente por 100 (10^2) pessoas com 55-64 anos). (Metainformação – INE)

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com o dos restantes concelhos do Alentejo Litoral, o posicionamento desfavorável de Alcácer do Sal.

Figura V.1.33. Índice de renovação da população em idade ativa (N.º), concelhos do Alentejo Litoral (2013)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Estimativas de População

Figura V.1.34. Índice de renovação da população em idade ativa (N.º), Alcácer e Alentejo Litoral (2001/2013)

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Estimativas de População

A evolução dos valores para este indicador no concelho de Alcácer do Sal e para o Alentejo Litoral, no período compreendido entre 2001 e 2013 (vd. Figura V.1.34),mostra uma diminuição mais acentuada em Alcácer do Sal (decréscimo de 38,1%) do que no Alentejo Litoral

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(decréscimo de 31,0%). Com efeito, partindo em 2001 de valores praticamente semelhantes, em 2013 o valor para Alcácer do Sal é já notoriamente inferior ao do Alentejo Litoral: 65,7 e 73,8, respetivamente.

Por último, e para concluir a breve análise sobre os aspetos da população do concelho quanto às abordagens de análise às estruturas etárias, refira-se um indicador que melhor poderá sintetizar o que até ao momento se adiantou. A Idade média da população residente1 em

Alcácer do Sal aumentou de 39,45 anos (em 1991) para 45,60 anos (em 2011). Tal significa uma subida, em 20 anos, de 6,2 anos, aumento superior ao de qualquer outro concelho do Alentejo Litoral (vd. Quadro V.1.6).

Quadro V.1.6. Idade média (anos) da população residente, Alcácer do Sal e concelhos do Alentejo Litoral (1991, 2001 e 2011) 1991 2001 2011 Diferença (2011 / 1991) Sines 36,12 39,09 41,52 5,4 Alentejo Litoral 39,48 42,75 45,02 5,5 Santiago do Cacém 38,16 42,31 45,36 7,2 Grândola 41,31 44,25 45,56 4,3 Alcácer do Sal 39,45 43,01 45,60 6,2 Odemira 41,69 44,19 45,95 4,3

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos da População

Nas freguesias do concelho (vd. Quadro V.1.7), e para os mesmos 20 anos, verifica-se que, enquanto nas freguesias de Santiago e de Santa Maria do Castelo os aumentos da idade média da população residente são inferiores ao do concelho, já em Santa Susana e em São Martinho, particularmente nestas duas freguesias, a idade média sobe de forma particularmente notória: 12,1 e 9,8 anos, respetivamente. Destaque-se também, e este

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aspeto é preocupante, em 1991 a diferença entre a freguesia mais “nova” e a mais “idosa” situava-se nos 7,75 anos, enquanto em 2011 tal amplitude aumentou para 12,80 anos.

Quadro V.1.7. Idade média (anos) da população residente, freguesias de Alcácer do Sal (1991, 2001 e 2011)

1991 2001 2011 Diferença (2011 / 1991)

Alcácer do Sal (Santiago) 40,28 43,64 45,34 5,1

Alcácer do Sal (Sta. Mª do Castelo) 37,93 40,47 43,76 5,8

Comporta 36,18 41,31 43,25 7,1

Torrão 40,48 44,43 47,91 7,4

São Martinho 41,52 48,1 51,37 9,8

Santa Susana 43,93 49,63 56,05 12,1

Fonte: INE, http://www.ine.pt, Dados Estatísticos, População / Censos da População

V.1.5. M

OVIMENTOS E ORIGENS DAS POPULAÇÕES

Previamente a uma brevíssima análise da estrutura da população residente em Alcácer do Sal quanto às nacionalidades, destaque-se o facto de, comparativamente com a população dos restantes municípios do Alentejo Litoral, a população de Alcácer do Sal ser a que menos mudou de residência nos 5 anos anteriores ao momento censitário de 2011 (desde 31/12/2005). Somente 18,0% da população havia mudado de residência nos últimos 5 anos (vd. Quadro V.1.8), valor significativamente mais baixo do observado para concelhos como Sines (27,6%) e Grândola (25,8%), o que revela de alguma forma uma menor mobilidade, e um maior envelhecimento, da população de Alcácer do Sal.

Quadro V.1.8. População residente, segundo a situação relativamente a 31/12/2005, Alcácer do Sal e concelhos do Alentejo Litoral (2011)

TOTAL (Nº)

População ainda não nascida (em 31/12/2005)

População que não mudou de residência

População que mudou de residência Nº % % % Alentejo Litoral 97 925 4 115 4,2 70 285 71,8 23 525 24,0 Odemira 26 066 1 001 3,8 18 685 71,7 6 380 24,5 Alcácer do Sal 13 046 553 4,2 10 140 77,7 2 353 18,0 Grândola 14 826 597 4,0 10 405 70,2 3 824 25,8 Santiago do Cacém 29 749 1 249 4,2 21 465 72,2 7 035 23,6

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