CURSO TÉCNICO DE AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE SEGUNDA ETAPA FORMATIVA
EMENTA E PLANOS DE AULA DO EIXO II
EMENTA DO EIXO
EIXO II Cuidado, vulnerabilidade e promoção da saúde. PERFIL
DOCENTES/PRECEPTOR/MONITOR
Profissionais de saúde de nível superior inseridos na rede de saúde do Recife.
CARGA HORÁRIA 45 horas/aula teóricas
8 horas/aula prática
EMENTA
Analisar os fundamentos da promoção da saúde, e suas ressonâncias na atenção primária a saúde e na estratégia saúde da família.
OBJETIVO GERAL
Conhecer os conceitos de promoção da saúde, vigilância, vulnerabilidade e a relação destes conceitos com a prática dos serviços de atenção primária a saúde e saúde da família.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Conceito saúde-doença-cuidado;
Vulnerabilidade, condicionantes e determinantes sociais da saúde,
Conceitos e estratégias relacionados à vigilância em saúde.
A promoção da saúde na VIII Conferencia Nacional de Saúde e seus desdobramentos nas leis e normas do SUS.
As conferencias internacionais e suas cartas: Conceito de promoção da saúde; Ambientes saudáveis;
Atenção primária a saúde e atenção básica a saúde.
Estratégia Saúde da família e o Programa Agentes Comunitário de Saúde.
COMPETÊNCIAS
Analisar os riscos sociais e ambientais, relacionados a saúde da população, em sua micro área.
Identificar a relação entre problemas de saúde e condições de vida.
Identificar situações e hábitos presentes na localidade que são potencialmente promotores de saúde. Fazer uma escuta qualificada das necessidades de
cuidado dos sujeitos e coletivos.
Fazer a visita domiciliar, identificando riscos potenciais à saúde das famílias de sua área, atuando junto à equipe, e outros setores, para saná-los. Compreender o papel da atenção básica e atenção
primária a saúde na re-configuração da atenção à saúde.
Ter um olhar amplo e aberto com relação às necessidades de saúde dos sujeitos e coletivos.
METODOLOGIA DE ENSINO
O processo metodológico estará ligado a aspectos significativos da realidade do educando, imprimindo discussões e instrumentalizações de cunho dialógico e problematizador. O ensino será desenvolvido em forma de aulas teóricas e prática onde serão abordados os assuntos atuais no contexto ensino-serviço.
RECURSOS DIDÁTICOS
Caderno de textos;
Quadro branco e pincel piloto; Projetor multimídia e retroprojetor; Cartolina, tesoura, cola e papel madeira;
A avaliação será contínua e processual através de: debates, estudo dirigido, estudo de caso, e os fatores globais e as
SISTEMA DE AVALIAÇÃO competências específicas previstas no Diário de Classe.
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TEMAS DAS AULAS1. Processo saúde-doença-cuidado
2. Determinantes sociais da saúde
3. Vulnerabilidade e vigilância à saúde
4. Fundamentos de Promoção da saúde
5. Promoção da saúde através das cartas
6. Fundamentos e práticas de Atenção primária a saúde
7. Fundamentos e desafios da Estratégia Saúde da Família.
8. O trabalho do ACS no PACS e na Estratégia saúde da família.
9. Avaliação do EIXO
__________________________________________________________________ PLANOS DE AULAS
AULA 1
Tema da aula:
Processo saúde-doença-cuidado
Carga horária: 5h
Assumir o cuidado enquanto sentido ético do trabalho dos profissionais de saúde, entendo seus sentidos na sociedade e sua importância na garantia de uma atenção a saúde fundamentada na integralidade.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Problematizar acerca dos sentidos do cuidado na sociedade.
2. Identificar as principais características dos modelos explicativos do processo saúde-doença-cuidado
3. Discutir sobre as práticas de cuidado hegemônicas fundadas no modelo biomédico e seus impactos sobre a atenção a saúde.
4. Problematizar as formas e sentidos do cuidado desenvolvidos no cotidiano das unidades de saúde.
5. Discutir sobre a importância do cuidado como sentido ético dos profissionais de saúde e sua importância na garantia da integralidade. 6. Identificar como os ACS interferem no processo saúde doença cuidado no
cotidiano do seu trabalho.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. Relação sociedade e cuidado.
2. Sentidos do cuidado nos serviços de saúde. 3. Modelo biomédico.
4. O cuidado e a garantia da integralidade no SUS.
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
2. AYRES, J. R. Sujeito, intersubjetividade e práticas de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 6(1): 63-72, 2001
3. PINHEIRO, R. & MATTOS, R. A. Cuidado: as fronteiras da integralidade. 3.ed. Hucitec/IMS/Uerj-Abrasco. 2005.
4. GONDIM, R. (Org.) Qualificação de gestores do SUS. / organizado por Roberta Gondim, Victor Grabois e Walter Mendes – 2. ed. rev. ampl. – Rio de Janeiro, RJ: EAD/Ensp, 2011
PROPOSTA METODOLÓGICA
Tempo Atividade Estratégia Material 15’ Acolhimento Acolhimento em roda, aquecimento e fala
aberta de como cada um está chegando 45’ Resgatando a
compreensão do processo saúde doença trazidos pelos ACS.
Em pequenos grupos, ler o texto 2 e responder de forma livre ou em painel as seguintes questões; a) O que significa ter saúde? O que
contribui para que as pessoas tenham saúde? b) O que significa estar doente? O que favorece o adoecimento das pessoas? c) O que você faz quando adoece? O que significa para você ser cuidado? d) Como os ACS interferem no processo saúde doença das pessoas? Apresentar e debater em plenária
a produção dos grupos. 15’ Intervalo 75’ Discutindo os modelos e sentidos de cuidado no cotidiano dos serviços
Leitura coletiva do texto e debate aberto. Elementos pra reflexão: Que tipo de cuidado
está posto como hegemônico?; poderia haver outra forma de cuidado?; se o acs estivesse implicado, a forma de cuidado poderia ser diferente?
Caderno de textos
75’ Apresentação e debate final de elementos ainda não trabalhados
15 Avaliação
Exercício teórico para casa: A partir da leitura do texto 1, trazer escrito dois casos
vivenciados pelo ACS, um onde houve descuido e outro onde houve cuidado, identificando o papel dos sujeitos responsáveis pelo cuidado.
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AULA 2
Carga horária: 5h
OBJETIVO GERAL
Possibilitar aos estudantes uma análise crítica sobre os modos pelos quais a saúde e a doença é condicionada ou determinada socialmente, analisando a realidade vivida no território e problematizando acerca da produção social da saúde.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Discutir acerca dos modos pelos quais os fatores mais gerais de natureza social, econômica e política incidem sobre a situação de saúde dos grupos e das pessoas.
2. Problematizar os modos como a saúde no território do ACS é condicionadas socialmente.
3. Problematizar acerca da relação entre modelo de desenvolvimento e situação sanitária de um dado território.
4. Debater estratégias de cuidado fundamentadas num entendimento de uma
saúde que possui uma determinação ligada a amplos fatores (sociais, culturais, ambientais e políticos).
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. Determinação social da saúde.
3. Modelos de desenvolvimento e saúde
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
2. Buss P. M.; PELEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 17, n. 1, p. 77-93, jan./abr. 2007.
1. Zione, F. & Westphal, M. O Enfoque dos Determinantes Sociais de Saúde sob o Ponto de Vista da Teoria Social. Saúde Soc. São Paulo, v.16, n.3, p.26-34, 2007
2. Fonceca, A. O território e o processo saúde-doença. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 2007.
PROPOSTA METODOLÓGICA
Proposta metodológica
Tempo Atividade Estratégia Material 10’ Acolhimento Acolhimento em roda
120’ Discussão sobre a saúde e seus determinantes
Apresentar o texto: “A saúde e seus determinantes” e solicitar que cada um
faça uma leitura silenciosa marcando os pontos que chamem mais atenção. Fazer a leitura coletiva comentando o
que foi destacado.
Após discussão responder a pergunta 01 do para pensar individualmente e
depois solicitar que alguns leiam a resposta e os outros complementem.
Texto: “A saúde e seus determinantes”.
Caderno de texto eixo II
30’ Leitura do texto “Brasil, Haiti e Peru concentram 50% dos casos de TB na
AL”.
Fazer a leitura coletiva do texto com comentários para os pontos mais
importantes. Texto “Brasil, Haiti e Peru concentram 50% dos casos de TB na AL”, Caderno de texto eixo II. 60’ Trabalho de grupo Partindo da leitura do texto e do
quadro elaborado (figura 2) analise um caso que você tenha contato e descreva que condicionantes sociais podem ser apontados e qual o papel do
acs em neste caso.
Debate e plenária final
Papel Piloto
Atenção: Fazer destaque para
necessidade da organização social e para intersetorialidade. 20’ Avaliação do dia
Exercício teórico para casa: Leia o texto 2 e elenque os principais problemas do seu
território que estão relacionados com determinantes sociais da saúde.
Escolha um dos problemas elencados e elabore o plano de intervenção para este problema de determinação social.
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AULA 3
Tema da aula:
Vulnerabilidade e vigilância à saúde
Carga horária: 5h
OBJETIVO GERAL
Compreender conceitos e práticas gerais relacionadas à vigilância à saúde junto ao cotidiano da atenção básica, considerando a crítica ao conceito de risco fundamentada pelo debate da vulnerabilidade.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Apresentar o histórico da vigilância a saúde.
2. Discutir sobre os conceitos e práticas relativos à vigilância a saúde nos serviços de saúde.
3. Apresentar e discutir seus elementos e espaços de intervenção. 4. Apresentar e discutir suas principais vertentes e características.
5. Discutir sobre o conceito de risco e sua importância nas práticas de vigilância.
6. Problematizar acerca dos dilemas éticos que surgem a partir da abordagem da vulnerabilidade.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. Vigilância: histórico e vertentes. 2. Vigilância a saúde.
3. Vigilância a saúde no cotidiano da dos serviços. 4. Conceito de risco.
5. Vulnerabilidade.
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
2. PEREIRA, I. B. Dicionário da educação profissional em saúde / Isabel Brasil Pereira e Júlio César França Lima. . 2.ed. rev. ampl. - Rio de Janeiro: EPSJV, 2008
3. TEIXEIRA, C. F., PAIM, J. S. & VILASBOAS, A. L. SUS: modelos assistenciais e vigilância da saúde. Informe Epidemiológico do SUS, VII(2): 7-28, 1998.
4. TEIXEIRA, C. (Org.) Promoção e Vigilância da Saúde. Salvador: ISC, 2000.
5. AYRES, j., R. Risco, vulnerabilidade e práticas de prevenção e promoção da saúde. In: CAMPOS, G. W. (et al) Tratado de saúde coletiva. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2006
PROPOSTA METODOLÓGICA
Tempo Atividade Estratégia Material 15’ Acolhimento Acolhimento em roda, aquecimento e fala
45’ Resgatando a compreensão de vigilância em saúde trazida pelos ACS.
Em plenária discutir as seguintes questões: O
que você entende por vigilância á Saúde? Qual as pratica de vigilância que
reconhece no dia a dia do trabalho em saúde? Qual a relação entre o trabalho do ACS e a Vigilância em saúde?
Apresente e discuta a produção dos grupos. 75’ Discutindo sobre os pressupostos conceituais da vigilância em Saúde Saúde.
Em pequenos grupos leia o texto:
VIGILÂNCIA À SAÚDE de Maurício Monken e Carlos Batistella. Faça as seguintes reflexões: 1. Qual a importância da vigilância na prática do ACS? 2. De acordo com o texto, quais os três principais focos de atuação da vigilância a saúde? 3. Com relação às três principais abordagens da vigilância a saúde abordada no texto, qual a que se aproxima mais da prática cotidiana do PSF?
Apresentação e debate em plenária
Caderno de textos 15’ Intervalo 75’ Problematiza ndo com o conceito de Vulnerabilidad e
.Leitura dialogada do texto 2.
Atenção: Fazer destaque que o pressuposto
teórico que fundamenta a implantação do PACS/PSF é o modelo de vigilância a saúde, prever a maior aproximação com a realidade, identificação dos riscos e vulnerabilidade, priorização dos risco e vulnerabilidade para a intervenção precoce.
Exercício teórico para casa: Leia o texto 2 e discuta um caso em sua área sob o olhar da
vulnerabilidade: acolhimento, cuidado, sujeitos envolvidos.
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AULA 4
Tema da aula:
Fundamentos de Promoção da saúde
Carga horária: 5hOBJETIVO GERAL
Discutir sobre conceitos e práticas que envolvem a promoção da saúde e seus usos no cuidado junto a pessoas, comunidades e coletivos.
1. Discutir sobre o que significa promover saúde.
2. Debater sobre implicações e mudanças nas práticas de cuidado a partir da abordagem da promoção da saúde.
3. Discutir sobre a política nacional de promoção da saúde e seus limitantes na conjuntura atual.
4. Debater sobre conceitos de cidade saudável e redes na saúde.
5. Discutir sobre o trabalho do ACS e sua participação na promoção da saúde de sua comunidade.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. Promoção da saúde (conceitos, práticas e histórico). 2. Política nacional de promoção da saúde.
3. Promoção da saúde e desenvolvimento local. 4. Cidade saudável
5. Redes sociais em saúde.
6. O ACS enquanto promotor de saúde.
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
2. Ferreira , J. R.; Buss, P. O que o desenvolvimento local tem a ver com a promoção da saúde. In: Zancan , L. et al. (Org.). Promoção da saúde como caminho para o desenvolvimento local: a experiência de Manguinhos. [S.l.]: Abrasco, 2002.
3. Zancan , L. Cidades saudáveis: a intersetorialidade como desafio para um novo modelo de gestão. In: Sperândio, A. M. G. (Org.). O processo
de construção da rede de municípios potencialmente saudáveis. Campinas: [s.n.], 2003. v. 1, p. 49-64.
1. Carvalho, R. As contradições da promoção à saúde em relação à produção de sujeitos e a mudança social. Ciência & Saúde Coletiva, 9(3):669-678, 2004
PROPOSTA METODOLÓGICA
Tempo Atividade Estratégia Material 10’ Acolhimento Acolhimento em roda
15’ Tempestades de idéias sobre a promoção da
saúde
Distribuir tarjetas com os ACS e cada um colocar o que pensa que é promover saúde.
Tarjetas coloridas; Piloto. 30’ Construção de painel sobre as idéias de promoção da saúde.
Todos os ACS colam no painel a sua tarjeta lendo o que escreveu. OBS: Esta dinâmica pode usar
jornais ou revistas para produzir um painel 30’ Leitura do texto “Bases
históricas e conceituais da promoção da saúde”.
Fazer a leitura coletiva do texto “Bases históricas e conceituais da promoção da saúde”, com
destaque das partes mais importantes1.
Texto “Bases históricas e conceituais da promoção da saúde”. 30’ Construção da linha do tempo da promoção da saúde a partir do texto
anterior.
O professor apresenta uma linha do tempo da discussão da promoção da saúde a partir do texto
“Bases históricas e conceituais da promoção da saúde”2. Texto “Bases históricas e conceituais da promoção da saúde”; Tarjetas coloridas; Piloto; Cordão. 30’ Leitura do texto “A
política nacional de promoção a saúde”
O grupo será dividido em três grupos para leitura do texto “A política nacional de promoção a
saúde”, todos lêem a introdução e: O grupo 1 fará a leitura do tópico
Intersetorialidade como mecanismo de ampliação do espaço público e responderá a
Texto “A política nacional de promoção a saúde”
1É importante que o docente/facilitador faça sempre o resgate da construção do conceito que o grupo fez no encontro
anterior.
pergunta 1 do para pensar: como a promoção da
saúde está implicada no trabalho do ACS?
O grupo2 fará a leitura do tópico O movimento de
municípios e cidades saudáveis e responderá a
pergunta 2 do para pensar: refletindo sobre a
noção de município saudável e pensando em sua comunidade, quais os desafios enfrentados para
promover saúde de fato?
O grupo 3 fará a leitura do tópico Redes e responderá a pergunta 3 do para pensar: como a
idéia de redes sociais em saúde pode ajudar no trabalho do ACS?
30’ Apresentação das respostas dos grupos.
Um representante de cada grupo vai apresentar a resposta da atividade acima.
10’ Avaliação do dia
AULA 5
Tema da aula:
Promoção da saúde através das cartas
Carga horária: 5h
OBJETIVO GERAL
Compreender os caminhos históricos e políticos da promoção da saúde através das cartas e pactos políticos e seus impactos sobre SUS.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Apresentar o processo histórico da promoção da saúde através das cartas e a importância política para a construção do SUS.
2. Discutir os fundamentos e diretrizes da carta de OTTAWA e ALMA-ATA e debater sobre as implicações na 8º conferência nacional de saúde.
3. Problematizar acerca dos avanços, limites e desafios atuais a partir das bandeiras e compromissos demandados por estas cartas.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. Carta de Ottawa. 2. Alama-ata
3. Relatório da 8º conferência de saúde.
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
PROPOSTA METODOLÓGICA Proposta metodológica
Tempo Atividade Estratégia Material 10’ Acolhimento Acolhimento em roda
3h e 20’ Estudo dirigido sobre as Cartas O professor discute sobre a importância das cartas enquanto pacto
político para traçar direcionalidades em relação à organização dos sistemas
de saúde.
Divide-se o grupo em três sub-grupos. Cada sub-grupo ficará com uma das cartas para ler apresentar as seguintes
questões:
1. Quais os principais direcionamentos da carta?
2. Que aproximações e distanciamentos podem ser feitos em relação à carta e a realidade atual do SUS?
3. Que relação pode ser feito entre as diretrizes da carta e o trabalho do ACS hoje?
Apresentar em plenária e debater em grupo
Elementos para discussão: Que pontos das cartas precisam ser atualizados? O SUS em sua conjuntura atual avança ou retrocede em relação às cartas? Em que situações? Que pontos em comum podem ser apontados nas cartas? Que compromissos podem ser tomados pelos ACS em relação às demandas de
luta das cartas? Há reflexos das cartas no trabalho dos ACS
30’ Avaliação do dia e encaminhamentos
Exercício teórico para casa: Com ACS de uma mesma unidade, construir uma carta com
seus compromissos com a promoção da saúde em seu território.
AULA 6
Tema da aula:
Fundamentos e práticas de Atenção primária à saúde
Carga horária: 5h
OBJETIVO GERAL
Compreender os fundamentos éticos, políticos e organizacionais da atenção primária a saúde e seus desafios no cenário atual do SUS.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Caracterizar o conceito e o histórico da Atenção Primária a Saúde (APS). 2. Discutir sobre os fundamentos organizacionais da APS.
3. Problematizar sobre a tensão entre uma concepção de APS como nível de atenção e como estratégia de re-estruturação do sistema de saúde.
4. Debater sobre os desafios e limites da APS e como o ACS está implicado.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. APS (histórico)
2. APS (fundamentos e práticas) 3. Limites e desafios da APS.
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
2. Revista Poli – Saúde Educação e Trabalho. Nº 05 – mai/jun, p 25, 2009
3. PEREIRA, I. B. Dicionário da educação profissional em saúde / Isabel Brasil Pereira e Júlio César França Lima. . 2.ed. rev. ampl. - Rio de Janeiro: EPSJV, 2008
4. Gil, C. Atenção primária, atenção básica e saúde da família: sinergias e singularidades do contexto brasileiro. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(6):1171-1181, jun, 2006
5. Morosini, Márcia Valéria G.C. Modelos de atenção e a saúde da família / Organizado por Márcia Valéria G.C. Morosini e Anamaria D.Andrea Corbo. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 2007.
PROPOSTA METODOLÓGICA
Tempo Atividade Estratégia Material 15’
Acolhimento; Acolhimento em roda, aquecimento e fala aberta de como cada um está chegando
45’ Discutindo sobre
APS;
Dividir em pequenos grupos: cada um ler o texto 1 e e apresenta uma das seguintes tarefas:
- Descrever o histórico da APS
- Descrever suas principais características - Quais suas principais críticas
- Qual sua relação com o trabalho com o ACS
Lápis piloto e papel 40 quilos
15’ Intervalo 90’ Discutindo e
problematizando com relação aos desafios da APS;
Apresentar os trabalho doa grupos menores e debater no grande grupo.
Debate no grande grupo usando recorte escolhidos do texto 2
15’ Avaliação Fala aberta
AULA 7
Tema da aula:
Fundamentos e desafios da Estratégia Saúde da Família.
OBJETIVO GERAL
Compreender o processo de estruturação da Estratégia Saúde Família como estratégia estruturadora do SUS e seus desafios e limites atuais.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Discutir sobre o processo de consolidação da ESF como opção para atenção básica no SUS.
2. Debater acerca da tensão posta na saúde da família entre a universalidade e a focalização.
3. Problematizar a respeito do cenário atual da ESF e seus principais dilemas e desafios.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. Estratégia saúde da família.
2. Universalidade na atenção básica. 3. Políticas de focalização.
4. PSF e Banco Mundial
REFERENCIAS
1. Caderno de textos do EIXO II
2. Relatório “investindo na saúde” do banco mundial.
3. Gil, C. Atenção primária, atenção básica e saúde da família: sinergias e singularidades do contexto brasileiro. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(6):1171-1181, jun, 2006
4. Morosini, Márcia Valéria G.C. Modelos de atenção e a saúde da família / Organizado por Márcia Valéria G.C. Morosini e Anamaria D.Andrea Corbo. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 2007.
5. Correia, M. V. A INFLUÊNCIA DO BANCO MUNDIAL NA ORIENTAÇÃO DA POLÍTICA DE SAÚDE BRASILEIRA. III JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS. São Luís – MA, 28 a 30 de agosto 2007
6. Focalização em Saúde - Maria Lúcia Frizon Rizzotto – In: PEREIRA, I. B. Dicionário da educação profissional em saúde / Isabel Brasil Pereira e Júlio César França Lima. . 2.ed. rev. ampl. - Rio de Janeiro: EPSJV, 2008
7. AGUIAR. R. T. A CONSTRUÇÃO INTERNACIONAL DO CONCEITO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) E SUA INFLUÊNCIA NA EMERGÊNCIA E CONSOLIDAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO BRASIL – Dissertação de mestrado apresentado a UFMG, Minas Gerais, 2003
PROPOSTA METODOLÓGICO
Tempo Atividade Estratégia Material 15’ Acolhimento; Acolhimento em roda, aquecimento e
fala aberta de como cada um está chegando
90’ Discutindo sobre a estratégia saúde da família;
O professor produz uma linha do tempo sobre a construção do PACS e do PSF, discutindo fundamentos desafios e perspectivas da estratégia. Debate com grupo.
Lápis piloto e papel 40 quilos
15’ Intervalo 90’
Discutindo sobre avanços e desafios da estratégia saúde da família;
Em pequenos grupos: leitura do texto 2 e produção de uma painel com o Saúde da Família que queremos e o Saúde da Família que temos
Apresentação e debate no grande grupo, com síntese dialogada pelo facilitador
Caderno de textos
AULA 8
Tema da aula:
O trabalho do ACS no PACS e na Estratégia saúde da família.
Carga horária: 5h
OBJETIVO GERAL
Compreender os fundamentos que estruturam o trabalho do ACS junto às equipes de PACS e PSF, problematizando seus principais desafios e suas perspectivas.
OBJETIVOS DO DOCENTE
1. Debater sobre os fundamentos da prática do ACS na atenção básica; 2. Problematizar sobre o trabalho do ACS e sua relação junto aos outros
profissionais da equipe de saúde da família.
3. Problematizar acerca da tensão entre o papel do ACS nas ações
programáticas de saúde e seu papel político no desenvolvimento da comunidade;
.
TEMAS E CONCEITOS A SEREM EXPLORADOS
1. O trabalho do ACS na AB.
REFERENCIAS
2. VIEIRA, M et all. Para além da comunidade: trabalho e qualificação dos agentes comunitários de saúde. Rio de Janeiro: EPSJV, 2011
3. Morosini, Márcia Valéria G.C.. Modelos de atenção e a saúde da família / Organizado por Márcia Valéria G.C. Morosini e Anamaria D.Andrea Corbo. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, 2007.
4. Revista Poli – Saúde Educação e Trabalho. Nº 01 – set/out, 2008.
PROPOSTA METODOLÓGICO
Tempo Atividade Estratégia Material 15’ Acolhimento dos
participantes
Acolhimento em roda, aquecimento e fala aberta de como cada um está chegando e.
90’ Discutindo sobre o trabalho do ACS na atenção básica
Em plenária debater sobre qual a diferença entre o trabalho do ACS dos outro profissionais do Saúde da Família ou PACS.
Dividir em três grupos e propor seminário. Cada grupo ler um dos três textos com a missão de apresentá-lo para o restante da turma
15' Intervalo 90’ Seminário O
trabalho do ACS na AB
Apresentação dos produtos dos grupos. Debate
Fita adesiva;Lápis piloto colorido;Papel 40 Kg Texto de apoio 15’ Avaliar o dia do curso Fala aberta AULA 9
Tema da aula: Avaliação do EIXO Carga horária: 5h
PROPOSTA METODOLÓGICO
Tempo Atividade Estratégia Material
15’ Acolhimento Acolhimento em roda,
aquecimento e fala aberta de como cada um está chegando 90’ Avaliação do primeiro eixo -Fazer uma avaliação escrita e
comentada sobre o primeiro eixo, destacando os principais potenciais e os obstáculos a
serem superados. -Entrega da avaliação
individual para cada estudante e orientações de recuperação
15’ Intervalo
90’ Confraternização livre
15’ Orientação para o próximo eixo