CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE TEFÉ LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
ALMIZAEL DO NASCIMENTO DE SOUZA
A fotografia e suas perspectivas como elemento didático-pedagógico no ensino de Geometria Espacial em Tefé-AM.
Tefé/AM 2016
Possibilidades e desafios para ensinar formas geométricas através de imagens fotográficas da cidade de Tefé/AM
Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de Licenciatura em Matemática, do Centro de Estudos Superiores de Tefé - CEST, da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, como requisito da disciplina Prática de Ensino de Matemática I.
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ORIENTADOR(A): Prof.ª. Sabrina de Souza Rodrigues
Tefé/AM 2016
SUMÁRIO 1 TEMA: ... 3 2 DELIMITAÇAO DO TEMA: ... 3 3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ... 3 4 OBJETIVOS ... 4 4.1 Geral ... 4 4.2 Específicos ... 5 5 JUSTIFICATIVA ... 5 6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 6 7 METODOLOGIA ... 8 8 CRONOGRAMA ... 10 9 BIBLIOGRAFIA BÁSICA ... 11
1 TEMA:
A fotografia e suas perspectivas como elemento didático-pedagógico no ensino de Geometria Espacial em Tefé-AM.
2 DELIMITAÇAO DO TEMA:
Possibilidades e desafios para ensinar as formas geométricas através de imagens fotográficas da cidade de Tefé/AM
3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Diversas pesquisas no âmbito da Educação Matemática voltam-se para a busca e compreensão de metodologias e técnicas que alcancem o estudante, de modo com que este consiga transferir dados, informações e a linguagem matemática para outros conhecimentos onde a Matemática está inserida. Tão importante quanto o discente aprender a operacionalizar matrizes e cálculo de determinantes é fazer com que ele entenda este conceito em aplicações em outras disciplinas, por exemplo em aplicação na química, fazer o balanceamento de equações químicas. Isto enfatiza a importância do aluno observar e correlacionar os conteúdos apreendidos em Matemática para sua vida ou contexto social em que vive.
A formação matemática de todo educando deve contemplar a Matemática em seu caráter científico, formativo e tecnológico, compreendendo seus conceitos, fórmulas e aplicações.
Conhecimentos de Geometria são fundamentais para a compreensão de fenômenos cotidianos desde os primórdios da civilização, porém, ela tem sido pouco explorada no Ensino de Matemática, onde se tem muitas justificativas para o abandono do ensino de geometria, tais como o abandono de tópicos de geometria nos livros didáticos, a formação dos professores, a Matemática moderna e entre outras.
Sobre a importância do ensino da Geometria, Lorenzato (1995) defende que o Ensino de Geometria deve iniciar na pré-escola por meio da Geometria intuitiva, com crianças realizando experiências com o próprio corpo, com objetos e com imagens. Assim, para favorecer o desenvolvimento das noções de espaço é preciso oferecer para as crianças situações em que elas visualizem, comparem e desenhe formas geométricas.
Diante disto, ser um professor facilitador/mediador do ensino- aprendizagem não é um desafio fácil, impõe-se uma obrigação e há que se promover na forma como as escolas se
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estruturam para realizar o serviço educacional. Ser o facilitador do processo de ensino-aprendizagem é muito mais desafiador. Por isso, há que se buscar conciliar os interesses, os recursos e as técnicas para ministrar as aulas, direcionando para aquilo que possa melhorar na qualidade do ensino e por consequência dos discentes inseridas no contexto, envolve inúmeras variáveis, dentre elas boas condições de trabalho, recursos didáticos, tecnologia (softwares matemáticos) dentre outras.
Índices do SAEB1 apontam que o resultado das avaliações dos desempenhos dos
alunos amazonenses na disciplina de Matemática no ano de 2014, não é nada satisfatório, pois 45,8% dos alunos encontram-se abaixo do básico na escala de desempenho em Matemática, assim como 36,8% estão no básico, 14,4% estão no proeficiente e apenas 3% estão no avançado. São índices que retratam como se encontra o ensino de matemática no Amazonas.
Fazendo uma comparação desses índices com os resultados do ano de 2013, verificou-se que a qualidade do Ensino de Matemática ofertado têm diminuído, 40,8% dos alunos estavam abaixo do básico, o que representa um aumento de 5%. Ainda no ano de 2013 os dados mostram que 41,7% estavam no básico, 17,7% estavam no proeficiente e apenas 0,4% estavam no avançado.
Diante desses dados, verifica-se que é necessário inserir nas salas de aula novas metodologias que motivem, incentivem e que mostre a matemática inclusa no cotidiano dos estudantes, despertando neles o interesse pela disciplina de Matemática, pois não adiantará em nada o docente levar uma metodologia inovadora se não despertar o interesse do educando.
Com base nisso pretende-se responder algumas inquietações que serão as norteadoras para a pesquisa, como: Quais as possibilidades e desafios para ensinar Geometria, através dos Registros Fotográficos da Cidade de Tefé na escola X?
4 OBJETIVOS
4.1 Geral
Verificar as contribuições que a fotografia proporciona para uma aprendizagem em geometria espacial, auxiliando o aluno a compreender o espaço que está inserido.
4.2 Específicos
Analisar as potencialidades de utilização da máquina fotográfica e/ou smartphones
pelos alunos nas aulas de Matemática, quando estes buscam registrar os espaços escolares;
Explorar a fotografia como proposta pedagógica e verificar as contribuições que esta
pode oferecer para a melhoria do ensino de Geometria;
Promover na sala de aula um espaço de interação, oportunizando a participação destes
nas atividades;
Levar o educando a observar e identificar no meio onde está inserindo as formas
geométricas;
Reconhecer através das imagens produzidas por câmeras fotográficas e/ou
smartphones a presença de conteúdos geométricos tais como perspectiva fotográfica, simetria, Ângulos, figuras espaciais, trigonometria, entre outros.
Analisar o movimento de elaboração de conceitos geométricos a partir das imagens
produzidas e retratadas em narrativas orais e escritas;
5 JUSTIFICATIVA
O presente projeto justifica-se pela importância de pesquisas para o ensino de geometria no ensino fundamental e pela dificuldade de compreensão por parte dos educando nos conceitos geométricos.
Existe grandes dificuldades por parte dos educando de Geometria espacial, onde os mesmos deveriam conhecer uma diversidade de formas espaciais bem como suas respectivas formas planas, porém, questões que se deve mostrar como uma certa forma espacial é na sua forma planificada se torna um grande desafio.
Isto é um problema que se tem como solução, metodologias inovadoras, onde o aluno possa ter contato diretamente com o ambiente estando ciente que está inserido em uma diversidade de formas espaciais, facilitando a compreensão de distinguir as formas espaciais e com os registros capitados pela memória do mesmo facilitaria ainda mais a compreensão com o assunto. Além do mais, o que se observa ainda hoje é que existem grandes lacunas a ser preenchidas nesse campo matemático.
Decorrentes dificuldades relacionadas à compreensão das formas e suas respectivas planificações que se buscou mediar os registros fotográficos da cidade de Tefé, como proposta didática pedagógica.
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O tema em questão foi escolhido pelo fato de o investigador participar de um projeto
de extensão PIBID2 onde o mesmo buscou esclarecer algumas dúvidas em relação aos
conceitos e componentes de figuras espaciais geométricas: cubo, paralelepípedo, etc. A ausência de material concreto para a exemplificação em questão levou o pesquisador a observar o meio em que os educando estavam inseridos, onde através da imagem prototípica buscou esclarecer as dúvidas decorrentes do conteúdo mediado.
Esta experiência despertou um olhar voltado para a pesquisa no ensino aprendizagem de matemática, especificamente para os registros fotográficos: Possibilidades e desafios para o ensino de Geometria. Tendo como público alvo os alunos do Ensino Fundamental.
Dessa forma esta pesquisa torna-se relevante, pois abordará a imagem como proposta didático-pedagógica no ensino-aprendizagem de Geometria na modalidade de ensino fundamental e a inclusão tecnológica na prática docente.
6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Vivemos em uma sociedade na qual as relações econômicas, sociais, políticas e culturais se estendem de maneira global, tendo como esteio um fazer de cunho tecnológico, que invade o cotidiano das pessoas, sobretudo permeado pelas imagens.
A imagem por sua vez não é uma aparição recente, segundo (Maciel apud Carlos ,2008, p.13) a imagem é muito antiga.
“[...] a aparição da imagem e de seu uso social, como mediação da sociabilidade, não é um acontecimento recente [...], Na verdade, o desenho e a pintura datam de período anterior à própria escrita, como forma de representar o mundo, visualizar, lembrar, perpetuar experiências vividas, sonhos e desejos”.
Dessa forma temos que a imagem não é um ramo tão recente, pois mesmo antes da escrita já se utilizavam a imagem em representações variáveis. Assim como outras descobertas a imagem possui sua importância, permeado ainda com os avanços tecnológicos e altas resoluções e que cada vez mais está incluso em nossos meios, sendo que vivemos em mundo dominado pelas imagens, principalmente as que são geradas pelas tecnologias.
As imagens estão sempre presentes em nosso cotidiano, onde todas as relações tanto pessoais quanto as tecnológicas estão mediados pelas imagens, seja em cunho científico ou pessoal, através de novas invenções tecnológicas seja ela câmera fotográficas, tabletes,
smartphones, entre outros, materiais que geram a imagem, imagens que retratam emoções, beleza, atividades cotidianas e científicas.
Com relação a utilização da imagem no contexto escolar, temos um crescimento grande da utilização na escola, sendo que estamos entre duas revoluções, a da escrita e da imagem, pois a vida social e cotidiana dos educando podem ser retratadas através de imagens. Conteúdos matemáticos podem ser mediados através de transposições didáticas com o auxílio das imagens para o entendimento dos educando nos conceitos matemáticos, entendendo que os jovens atuais estão cada vez mais incluso nesse mundo digital e fotográfico.
A fotografia na educação andam distanciados, assim como esclarece (CAMPANHOLI, 2012, p.41):
A fotografia na História da Educação sempre esteve presente em dois seguimentos: a fotografia como ilustração de texto e a fotografia como registro de aulas. Porém, a fotografia é muito mais do que isso, ela por si só carrega diversas informações que um texto não é capaz de informar, a contribuição da fotografia na ciência, é sequência qualificada de informação que não pode ser obtida de nenhuma outra forma, além de ser fonte única de informação a fotografia, no contexto escolar, auxilia a memorização de conteúdo, ratifica os conhecimentos.
Dessa forma temos a grande importância de se trabalhar com a fotografia em sala de aula, pois ela por si só traz infinidades de informações que talvez em descrição para texto faltariam especificações. Haja vista que trabalhando com a fotografia a disciplina poderá ser melhor compreendida.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997, p.52), incorporam a leitura e análise de imagens como fator importante do aprendizado, todavia ao adentrarem a sala de aula, poucos docentes utilizam desta linguagem - a linguagem da imagem.
Além disso o pensamento geométrico desenvolve-se primeiramente pela visualização, ou seja a imagem como esclarece os PCN’s (1997, p.82):
O pensamento geométrico desenvolve-se inicialmente pela visualização: as crianças conhecem o espaço como algo que existe ao redor delas. As figuras geométricas são reconhecidas por suas formas, por sua aparência física, em sua totalidade, e não por suas partes ou propriedades. Por meio da observação e experimentação elas começam a discernir as características de uma figura, e a usar as propriedades para conceituar classes de formas.
Diante do exposto, temos que a fotografia se torna relevante para o ensino-aprendizagem de geometria espacial, pois pode-se observar mais precisamente, características
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e conceitos. Fazendo-se o uso da fotografia podemos reproduzir, comparar, compartilhar ideias sob diversos aspectos, os quais nos ajudarão a compreender a matemática, observando formas e contornos existentes em todos os lugares nos possibilitando a usar diferentes escalas para desenvolver e adequar a noção do espaço existente sem esquecer as diversas utilidades da captura de imagem que eterniza momentos e pessoas importantes em nossas vidas, tornado parte de nossa memória.
Ressaltamos ainda a importância de se ter contato com um objeto real para que se tenha um melhor conceito, pois assim como afirma Pais (1996, p.52) o contato com objeto real que possibilita que as imagens mentais se estabeleçam e propiciem a abstração.
Por isso a fotografia é ferramenta tão importante, mediadora no processo de produção do conhecimento, visto que numa sociedade cada vez mais visual, o docente aproxima a realidade do conteúdo estudado à realidade do aluno através das fotografias, resgatando, então, o encantamento, a curiosidade, o prazer em descobrir e aprender.
7 METODOLOGIA
A abordagem metodológica que norteará esta pesquisa será a qualitativa, e uma abordagem centrada na pesquisa ação. A pesquisa ação, não se resume apenas em observação e coleta de dados, vai além, na medida em que exerce ações a partir do diagnóstico. A opção metodológica pela pesquisa-ação se evidencia ao fazermos uso do conhecimento empírico e da ação sobre a realidade vivenciada.
Para Thiollent (1997), a pesquisa ação é assim conceituada:
A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e na qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
Diante disto, saindo de uma aula rotineira, onde tradicionalmente, os alunos sentados e o professor transmitindo um certo conteúdo no quadro branco, partindo assim para a ação. Ação de entrar no campo da pesquisa, no campo para onde a educação deveria como um todo seguir, junto e aplicabilidade com o cotidiano.
A pesquisa ação crítica não pretende apenas compreender ou descrever o mundo da prática, mas transformá-lo; [...] é sempre concebida em relação à prática – ela existe para melhorar a prática. Os pesquisadores críticos da ação tentam descobrir aqueles aspectos da ordem social dominante que minam nossos esforços para perseguir objetivos emancipatórios.
E acrescenta Garrido (2006, p, 28): “Entendemos que a atividade docente é ligada à ação educativa mais ampla que ocorre na sociedade, que é o ensinar. Na sua acepção corrente é definida como uma atividade prática”.
Assim, professor e aluno constroem conhecimentos, na medida em que conhecendo uma realidade, podendo agir sobre ela. Assim, teoria e prática se encontram e fazem contribuições na formação do professor e alunos enquanto pesquisadores.
Será aplicado em duas turmas distintas um questionário diagnóstico, para verificação dos conhecimentos prévios dos educando, onde em uma das turmas aplicaremos a metodologia com a integração da fotografia e na outra turma aplicaremos uma aula tradicional com a utilização apenas disponibilizados no livro didático.
Com relação aos instrumentos para a produção dos dados serão utilizados diários de campo, entrevistas e a observação participante que auxiliarão na descrição narrativa do objeto a ser estudado.
Os instrumentos utilizados neste trabalho darão subsídios para o pesquisador analisar e verificar as contribuições da imagem ajudando a responder os questionamentos que orientam este projeto.
10 8 CRONOGRAMA
Meta/Atividade
Abril M aio Ju n o Ju lh o Agost o S ete m b ro Ou tub ro Nove m b ro De ze m b ro Levantamento bibliográfico x x x x x Elaboração dos instrumentos de pesquisa x x x Aplicação do questionário x Análise do questionário x x x Sistematização dosdados e (segundo relatório) x x
Tabulação de dados x
Visita in lócus para
finalizar a pesquisa x
Elaboração do Artigo x x
9 BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDRADE, Maria. Introdução a metodologia do trabalho científico. 10 ed. São Paulo. Atlas, 2010.
LORENZATO, S. Porque não ensinar Geometria? In: Revista A Educação Matemática em Revista. São Paulo, 1995, v.4.
THIOLLENT. APUD. KRAFTA, L., FREITAS, Henrique, MARTENS, C, D, P. O método da Pesquisa-ação: um estudo em uma empresa de coleta e análise de dados. Revista Quanti e Quali. 2009.
GARRIDO, Selma P. GHEDIN, Evandro & FRANCO, M., A., Santoro (orgs). Pesquisa em Educação: Alternativas investigativas com objetos complexos. Edições Loyola. São Paulo, 2006.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1998. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997.
PAIS, Luiz Carlos. Intuição, experiência e teoria geométrica. Zetetiké, Campinas: CEMPEM / FE/UNICAMP, v. 4, n. 6, 1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Saeb - Sistema de Nacional de Educação Básica. Primeiros resultados: média de desempenho do SAEB/2014 em perspectiva comparada. Brasília: INEP, 2015.
CAMPANHOLI, Julie A. M. O uso da fotografia na prática docente. São Paulo: Mackenzie. Revista Pandora n. 49, 2012.
MACIEL, ANIBAL. O uso da imagem fotográfica no livro didático de
matemática para jovens e adultos. Revista temas em educação, João Pessoa, v.20/21, n.1/2,
p. 222-238, jan.-dez. 2011/2012. Disponível em : <