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Anexo 1 Destaque da consulta ao Conap:

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Informativo 1309/2013

SEMERJ

www.semerj.org.br [email protected]

Caso sua instituição ainda não seja associada ao SEMERJ, visite nosso site

e descubra as vantagens em associar-se ao Sindica-to das Entidades Mantene-doras do Estado do Rio de

Janeiro.

Lembramos que presta-mos atendimento jurídi-co especializado para todas as instituições associadas às terças-feiras mediante pré-agendamento através do telefone n. (21) 3852-0577.

Prezado (a) Mantenedor(a)

Foi publicada a Instrução Normativa nº 1394, de 12 de setembro de 2013, que dispõe sobre a isenção do Imposto sobre a Renda e de contribuições aplicável às instituições que aderirem ao Programa Universidade Para To-dos.

Sobre o assunto, nosso escritório elaborou uma Nota Técnica e respondeu uma consulta formulada pelo presidente da Conap, Professor Valmor Bo-lan, anexada ao presente e-mail.

Pela Portaria, as Mantenedoras que não cumprirem integralmente a con-cessão de bolsas não terão a isenção integral dos tributos previstas na Lei nº 11.096, de 2005. O Fórum das Entidades de Ensino Superior Particular encaminhou proposta de alteração do Decreto e da Portaria para permitir maior acesso ao ensino superior.

Abaixo, anexo os principais argumentos sobre a inaplicabilidade do art. 26 da Lei nº 12.431, de 2011, que alterou a lei e a Instrução Normativa nº 1394, de 12 de setembro de 2013 da Receita Federal .

Atenciosamente

Anexo 1 Destaque da consulta ao Conap:

A Instrução Normativa visa disciplinar o disposto no art. 26 da Lei nº 12.431, de 2011, que altera regras do Prouni que foi negociado exaustivamente com o setor privado:

A Lei n. 12.431/11, em seu art. 26, dispõe que:

Art. 26. O art. 8º da Lei no 11.096, de 13 de janeiro de 2005, passa a

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vi-gorar com a seguinte redação: “Art.

8º ... ...

§3º - A isenção de que trata este

artigo será calculada na proporção da ocupação efetiva das bolsas de-vidas.” (NR) [destaques nossos]

Como visto acima, a Lei 12.341/2011 modifi-cou substancialmente a isenção gozada por entida-des integrantes do Programa Universidade para To-dos – ProUni.

Necessário repisar que tal isenção foi concedida por prazo certo, qual seja, os 10 anos de duração do termo de adesão ao ProUni e mediante condi-ções estipuladas na própria Lei do ProUni, notada-mente a adesão da IES ao programa.

1. Destacamos abaixo o disposto

pelo Art. 178 do Código Tributário Nacional:

Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modifica-da por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104.

2. O dispositivo acima é claro ao dispor que

isen-ções condicionadas e com prazo certo não poderão ser revogadas a qualquer tempo, sendo que tais ca-racterísticas estão indubitavelmente presentes no benefício concedido pela Lei do ProUni.

3. Desta forma, razoável o entendimento de que o

regime isencional anterior previsto na Lei do ProUni está integrado no patrimônio jurídico das IES bene-ficiadas, podendo ser classificado como direito ad-quirido. Como se sabe, em seu Art. 5º.[1], a Consti-tuição Federal dispõe expressamente que a lei não prejudicará o direito adquirido.

4. Tal como doutrinado por Alexandre de Moraes

[2], o direito denomina-se adquirido quando

conso-lidada sua integração ao patrimônio do respectivo titular, em virtude da consubstanciação do fator aquisitivo (requisitos legais e de fato) previsto na legislação. A diferença entre a expectativa de direi-to e direidirei-to adquirido está na existência, em relação a este, de fato aquisitivo específico já configurado por completo.

Desta maneira, o panorama aqui apresentado é bastante simples; sob o pr isma do sistema anterior, com a adesão da IES ao ProUni, após observados

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, p

os requisitos legais estabelecidos, aplicava-se du-rante a duração do termo de adesão a isenção com base na receita total obtida com mensalidades es-colares. Este evento representa justamente o fator aquisitivo mencionado acima, impondo-se ao regime isencional concedido a garantia constitucional do direito adquirido.

Na mesma linha entende o Supremo Tribunal Fede-ral através do entendimento sumulado de n.º 544: STF Súmula nº 544 03/12/1969 DJ de 10/12/1969, p. 5935; DJ de 11/12/1969, p. 5951; DJ de 12/12/1969, p. 5999.

Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser li-vremente suprimidas.

Tal súmula ainda é aplicada sem qualquer restrição pelo STF, conforme julgados abaixo:

EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RE-CURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITU-CIONAL. TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO

CONDI-CIONADAE DEFERIDA A PRAZO

CER-TO. LIVRE SUPRESSÃO.

IMPOSSIBILI-DADE. SÚMULA 544 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART. 97 DA CF. INEXISTÊN-CIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que a isenção tributária, quando

concedi-da por prazo certo e mediante o atendi-mento de determinadas condições, gera direito adquirido ao contribuinte benefi-ciado. Incidência da Súmula 544 do STF. II

– A obediência à cláusula de reserva de ple-nário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. III - Agravo regimental improvido.(ProcessoRE-AgR 582926AgR - AG.REG. NO RE-CURSO EXTRAORDINÁRIO Relator (a)RICARDO LEWANDOWSKI – DJU: 10/05/2011)

TRIBUTÁRIO - IMPOSTO SOBRE A REN-DA - REDUÇÃO DE 50% DO IMPOSTO SOBRE A RENDA - ART. 14 DA LEI 4.239/63 - ISENÇÃO NÃO- CONDICIONA-DA - ALTERAÇÃO DO REGIME PELA LEI 9.532/97 - POSSIBILIDADE. 1.As isenções concedidas a prazo

cer-to e sob condição incorporam-se ao

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trimônio do contribuinte, no sentido de serem intangíveis por legislação posteri-or. É o caso da isenção prevista no art. 13

da Lei 4.329/63. 2. A isenção prevista no art. 14 da Lei 4.239/63 foi concedida na for-ma simples, que não exige a assunção de obrigações ou encargos por parte do benefi-ciário, consistindo em mero favor fiscal, na dicção de nossa Suprema Corte, de modo que pode ser alcançada por legislação su-perveniente, na hipótese a Lei 9.532/97. 2. Precedente - REsp 605.719/PE, rel. Ministro TEORI ZAVASCKI. 3. Recurso especial pro-vido. (Processo RESP 200602184783RESP - RECURSO ESPECIAL - 893145Relator(a) ELIANA CALMON – DJU: 29/10/2008)

O que se vê, portanto, é que o sistema tributário e constitucional brasileiro oferecem garantias aos be-neficiários das chamadas isenções onerosas, outor-gadas de forma condicionada e mediante prazo cer-to. Tal proteção pode ser extraída da doutrina, da lei, da Constituição e da interpretação atual do Su-premo Tribunal Federal.

Para fins de complemento deste estudo, cumpre trazer à baila entendimento doutrinário ligeiramente diverso, mas ainda assim benéfico às entidades educacionais afetadas pela mudança legislativa. Em seu Curso de Direito Tributário[3], o Prof. Paulo de Barros Carvalho entende que o Art. 178 do CTN deve ser interpretado de forma sistemática. Consi-derando que a isenção é criatura da lei, tecnica-mente pode ser ab-rogada ou revogada parcialmen-te pelo legislador. O Art. 178 do CTN visa justa-mente proteger os indivíduos beneficiados pelo re-gime isencional anterior contra a quebra de contra-to efetivada pelo Estado, na forma do abaixo trans-crito:

Visa o Art. 178 a preservar aquelas (isenções) que foram concedidas por prazo certo e em função de determi-nadas condições, ressalvando-as dessa prerrogativa de liberdade legi-ferante de que os Parlamentos são portadores, dentro dos limites consti-tucionais. Tais isenções, de confor-midade com o texto escrito do Códi-go Tributário Nacional, estariam a salvo de ab-rogações ou derrogações da lei.

Anexo 2. Instrução Normativa:

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MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FE-DERAL DO BRASIL

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1.394, DE 12 DE SETEMBRO DE 2013

MINISTÉRIO DA FAZENDA

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DOU de 13/09/2013 (nº 178, Seção 1, pág. 38)

Dispõe sobre a isenção do Imposto sobre a Renda e de con-tribuições aplicável às instituições que aderirem ao Programa Universidade para Todos.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Bra-sil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista o disposto no art. 32 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, na Lei nº 11.096, de 13 de ja-neiro de 2005, na Lei nº 11.128, de 28 de junho de 2005, e no art. 26 da Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011, resolve: Art. 1º - Esta Instrução Normativa dispõe sobre a isenção de tributos concedida a instituição de ensino superior, que aderir ao Programa Universidade para Todos (Prouni) em conformi-dade com o disposto no art. 5º da Lei nº 11.096, de 13 de ja-neiro de 2005.

Art. 2º - A instituição privada de ensino superior, com fins lu-crativos ou sem fins lulu-crativos não beneficente, que aderir ao Prouni nos termos do art. 5º da Lei nº 11.096, de 2005, ficará isenta, durante o período de vigência do termo de adesão, dos seguintes tributos:

I - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);

II - Contribuição para o PIS/Pasep;

III - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); e IV - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

§ 1º - A isenção de que trata o caput, em relação aos tributos previstos nos incisos III e IV, resultará em benefício sobre o lucro, e em relação aos tributos previstos nos incisos I e II, resultará em benefício sobre o valor da receita auferida, am-bos decorrentes da realização de atividades de ensino supe-rior, provenientes de cursos de graduação ou cursos sequen-ciais de formação específica.

§ 2º - Para fins do disposto nos incisos III e IV do caput a ins-tituição de ensino deverá apurar o lucro da exploração refe-rente às atividades sobre as quais é aplicada a isenção, ob-servado o disposto no art. 5º e na legislação do Imposto so-bre a Renda.

Art. 3º - A isenção de que trata o art. 2º será calculada na proporção da ocupação efetiva das bolsas devidas.

§ 1º - No cálculo da proporção da ocupação efetiva referida no caput serão consideradas as bolsas integrais, parciais de 50% (cinquenta por cento) ou parciais de 25% (vinte e cinco por cento) do Prouni excluídas as bolsas da própria

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institui-por cento) do Prouni, excluídas as bolsas da própria institui ção, referentes aos cursos de graduação ou sequenciais de formação específica, no período de apuração dos tributos. § 2º - A proporção da ocupação efetiva de que trata o caput deverá ser calculada a partir da relação entre o valor total, expresso em real, das bolsas efetivamente preenchidas e o valor total, expresso em real, das bolsas devidas, de acordo com o seguinte procedimento:

I - valor total das bolsas integrais ou parciais preenchidas - apura-se o somatório dos valores, expressos em reais, das bolsas integrais, parciais de 50% (cinquenta por cento) ou parciais de 25% (vinte e cinco por cento) no âmbito do Prou-ni, excluídas as bolsas da própria instituição, observados os descontos concedidos, cujos estudantes bolsistas encontram -se regularmente matriculados nos cursos de graduação ou sequenciais de formação específica no período de apuração dos tributos;

II - valor total das bolsas integrais ou parciais devidas - apura -se o somatório dos valores, expressos em reais, da totalida-de totalida-de bolsas totalida-de estudo integrais, parciais totalida-de 50% (cinquenta por cento) ou parciais de 25% (vinte e cinco por cento) devi-das no âmbito do Prouni com base no disposto nos arts. 1º a 7º da Lei nº 11.096, de 2005, para estudantes de cursos de graduação e sequenciais de formação específica, excluídas as bolsas da própria instituição, observados os descontos concedidos;

III - Proporção de Ocupação Efetiva de Bolsas (POEB) - cal-cula-se conforme a seguinte fórmula:

POEB = Valor total das bolsas integrais ou parciais preenchi-das (inciso I)

Valor total das bolsas integrais ou parciais devidas (inciso II) Art. 4º - A POEB de que trata o inciso III do § 2º do art. 3º de-verá ser calculada:

I - em março, com base nos dados do 1º (primeiro) semestre do ano-calendário; e

II - em setembro, com base nos dados do 2º (segundo) se-mestre do ano-calendário.

§ 1º - A POEB anual deverá ser calculada da seguinte forma: POEB anual = [(POEB do 1º semestre do ano-calendário) + (POEB do 2º semestre do ano-calendário)]/2.

§ 2º - O estoque de bolsas relativas a anos anteriores será considerado no cálculo da proporção de ocupação efetiva de que trata este artigo.

CAPÍTULO I

DO IMPOSTO SOBRE A RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

Seção I

Do Lucro da Exploração

Art. 5º - Considera-se lucro da exploração, para efeitos do disposto nesta Instrução Normativa, o lucro líquido do

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perío-p ç , q p do de apuração, antes de deduzida a provisão para a CSLL e a provisão para o Imposto sobre a Renda, ajustado pela ex-clusão dos seguintes valores:

I - da parte das receitas financeiras que exceder às despesas financeiras;

II - dos rendimentos e prejuízos das participações societárias; III - dos resultados não operacionais; e

IV - do valor baixado de reserva de reavaliação, nos casos em que o valor realizado dos bens objeto da reavaliação te-nha sido registrado como custo ou despesa operacional e a baixa da reserva tenha sido efetuada em contrapartida à con-ta de:

a) receita não operacional; ou b) patrimônio líquido, não com-putada no resultado do mesmo período de apuração.

Parágrafo único - As variações monetárias serão considera-das, para efeito de cálculo do lucro da exploração, como re-ceitas ou despesas financeiras, conforme o caso.

Seção II

Da Apuração Trimestral

Art. 6º - Para as pessoas jurídicas que apuram os tributos em períodos trimestrais, o Imposto sobre a Renda e a CSLL rela-tivos aos:

I - 1º (primeiro) e 2º (segundo) trimestres do ano-calendário devem ser calculados utilizando a POEB do inciso I do art. 4º; e

II - 3º (terceiro) e 4º (quarto) trimestres do ano-calendário de-vem ser calculados utilizando a POEB anual, apurada confor-me o inciso II do art. 4º.

Art. 7º - Para o cálculo da isenção relativa ao IRPJ e à CSLL, a pessoa jurídica deverá:

I - multiplicar a POEB apurada, conforme disposto no art. 6º, pelo lucro da exploração das atividades de ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica ao final de cada período de apuração trimestral; e

II - multiplicar o resultado obtido no inciso I pelas alíquotas do IRPJ, sem o adicional, e da CSLL.

Parágrafo único - O valor apurado conforme o inciso II do ca-put constitui o valor da isenção do IRPJ e da CSLL respecti-vamente, que poderá ser deduzido do IRPJ e da CSLL devi-dos em relação à totalidade das atividades da pessoa jurídi-ca.

Seção III

Da Apuração Anual

Art. 8º - Na hipótese de pessoas jurídicas tributadas com ba-se no lucro real anual, a pessoa jurídica deverá apurar o sal-do sal-do IRPJ e da CSLL em 31 de dezembro utilizansal-do a PO-EB anual prevista no § 1º do art. 4º.

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Parágrafo único - Na hipótese de a pessoa jurídica levantar balanço de redução ou suspensão, o valor do IRPJ e da CSLL mensal deverá ser apurado, utilizando:

I - a POEB anual do ano-calendário anterior, para os meses de janeiro e fevereiro;

II - a POEB do 1º (primeiro) semestre do ano-calendário cor-rente, para os meses entre março e agosto; e

III - a POEB anual, para os meses de setembro a dezembro. Art. 9º - Para o cálculo da isenção relativa ao IRPJ e CSLL, a pessoa jurídica deverá:

I - multiplicar a POEB apurada, conforme:

a) o caput do art. 8º, pelo lucro da exploração das atividades de ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica ao final do perío-do de apuração anual; ou

b) o parágrafo único do art. 8º, pelo lucro da exploração das atividades de ensino superior, proveniente de cursos de gra-duação ou cursos sequenciais de formação específica ao fi-nal de cada período de apuração correspondente ao balanço de redução ou suspensão; e

II - multiplicar o resultado obtido no inciso I pelas alíquotas do IRPJ, sem o adicional, e da CSLL.

Parágrafo único - O valor apurado conforme o inciso II do ca-put constitui o valor da isenção do IRPJ e da CSLL que pode-rá ser deduzido, conforme o caso, do IRPJ e da CSLL devi-dos em relação à totalidade das atividades da pessoa jurídi-ca.

CAPÍTULO II

DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E DA COFINS Art. 10 - Para o cálculo da isenção relativa à Contribuição pa-ra o PIS/Pasep e à Cofins a pessoa jurídica deverá multipli-car:

I - a POEB apurada conforme o disposto no inciso I do art. 4º pela receita auferida nas atividades de ensino superior, pro-veniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica relativa aos meses de março a agosto; e II - a POEB apurada conforme o disposto no § 1º do art. 4º pela receita auferida nas atividades de ensino superior, pro-veniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica relativa aos meses de setembro a feve-reiro do ano subsequente.

Parágrafo único - A diferença entre a totalidade das receitas das atividades de ensino superior, provenientes de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica e o resultado da multiplicação referida no caput constitui fatura-mento da instituição de ensino sujeito à incidência da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep.

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

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Art. 11 - Para usufruir da isenção, a instituição de ensino de-verá demonstrar em sua contabilidade, com clareza e exati-dão, os elementos que compõem as receitas, custos, despe-sas e resultados do período de apuração, referentes às ativi-dades sobre as quais é aplicada a isenção, segregados das demais atividades.

Parágrafo único - Na hipótese de o sistema de contabilidade adotado pela instituição de ensino não oferecer condições para apuração do lucro líquido e do lucro da exploração por atividade, este poderá ser estabelecido com base na relação entre as receitas líquidas das atividades isentas e a receita líquida total.

Art. 12 - A mantenedora deverá comprovar, ao final de cada ano-calendário, a quitação de tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), sob pena de desvinculação do Programa, sem prejuízo para os estu-dantes beneficiados e sem ônus para o Poder Público.

Art. 13 - Caso a instituição seja desvinculada do Prouni, a suspensão da isenção dos tributos de que trata o art. 2º será a partir da data da ocorrência da falta que ensejar a suspen-são, alcançando todo o período de apuração dos tributos. § 1º - Quando for constatado que a instituição beneficiária da isenção está descumprindo os requisitos ou as condições pertinentes à matéria ou previstos na legislação tributária, a fiscalização tributária expedirá notificação fiscal, na qual rela-tará os fatos que determinam a suspensão do benefício, indi-cando inclusive a data da ocorrência da infração.

§ 2º - A instituição poderá, no prazo de 30 (trinta) dias da ci-ência da notificação, apresentar as alegações e provas que entender necessárias.

§ 3º - O Delegado da Receita Federal do Brasil decidirá sobre a procedência das alegações, e, no caso de improcedência, expedirá ato declaratório suspensivo da isenção, do qual da-rá ciência à instituição.

§ 4º - Será igualmente expedido o ato suspensivo de que tra-ta o § 3º, depois de decorrido o prazo previsto no § 2º sem qualquer manifestação da instituição.

§ 5º - Efetivada a suspensão da isenção:

I - a instituição poderá, no prazo de 30 (trinta) dias da ciência, apresentar impugnação ao ato declaratório, a qual será obje-to de decisão pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ); e

II - a fiscalização de tributos federais lavrará auto de infração, se for o caso, com a exigência do crédito tributário, desde a data da ocorrência da falta que ensejar a suspensão, da mul-ta de que tramul-ta o art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e de juros de mora.

§ 6º - A impugnação relativa à suspensão da isenção obede-cerá às demais normas reguladoras do processo administrati-vo fiscal.

§ 7º - A impugnação e o recurso apresentados pela entidade não terão efeito suspensivo em relação ao ato declaratório contestado.

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§ 8 Caso seja lavrado auto de infração, as impugnações contra o ato declaratório e contra a exigência de crédito tribu-tário serão reunidas em um único processo, para serem deci-didas simultaneamente.

§ 9º - O disposto no caput aplica-se, também, à hipótese de desvinculação da entidade de ensino do Prouni determinada pelo Ministério da Educação, em virtude de descumprimento das obrigações assumidas no termo de adesão.

Art. 14 - Na hipótese de desvinculação do Prouni por solicita-ção da instituisolicita-ção privada de ensino, a suspensão da isensolicita-ção dos tributos de que trata o art. 2º será a partir da data da soli-citação de desvinculação, alcançando todo o período de apu-ração dos tributos.

Art. 15 - O Ministério da Educação encaminhará anualmente à RFB, as seguintes informações:

I - relação das mantenedoras que tenham emitido termos pa-ra participação no processo seletivo do Prouni;

II - relação das instituições de ensino superior desvinculadas do Prouni; e

III - as POEBs utilizadas pelas instituições nos cálculos, con-forme disposto nos arts. 4º a 10.

Art. 16 - Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2014.

Art. 17 - Fica revogada a Instrução Normativa SRF nº 456, de 5 de outubro de 2004.

CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO

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