Avaliação pré-tratamento com os DAA
Como lidar com a baixa elegibilidade ao
Como lidar com a baixa elegibilidade ao
tratamento em coinfectados HCV-HIV?
Dra. Aline Gonzalez Vigani
Médica Infectologista
Dados
Epidemiológicos
HCV-HIV
% de indivíduols HIV + com infecção VHC, dados por país
> 20% 5% - 20% 1% -5% ND
Coinfecção HCV-HIV
HIV
HCV
40 milhões
175 milhões
10 milhões
Prevalência de Infecção pelo VHC em
Indivíduos HIV +
MSM
HCV coinfectedHCV coinfectado HIV onlyHIV +
Rockstroh JID 2005; Sulkowski Ann Intern Med 2003; Alter Hepatology 2006; Rotman J Virol 2009; Aceijas Sex Trans Inf 2006
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
IDUs Heterosexual MSM
Mortalidade em Pacientes com Infecção
pelo HIV - França (GERMIVIC Study Group)
15 20 14,1 12,6 Pe rc e n ta g e m
Mortalidade total Mortalidade AIDS Mortalidade doença hepática
0 5 10 1995 (n=17.487) 1997 (n=26.497) 2001 (n=25.178) 2003 (n=20.940) 1,5 6,6 12,6 Pe rc e n ta g e m
Elegibilidade para Tratamento Peg / RBV
em Monoinfectados pelo HCV
pess
oas
100
Adeyemi 2004, Cachay 2013, Cacoub 2006, Falck-Ytter 2002, Fishbein 2004, Fleming 2003, Gheorghe 2010, Grebely 2009, Groom 2008, Hall 2004, Hallinan 2007, Jowett 2001, Mehta 2006, Morrill 2005, Restrepo 2005, Rocca 2004, Schackman 2007; Stoove 2005,
% de pessoas Infecção crônica pelo HCV Diagnóstico Avaliação especialista Início do tratamento Eliminação viral
Elegibilidade para Tratamento em
Monoinfectados pelo HCV e UDIV
%
de pes
soas
100
Adeyemi 2004, Cachay 2013, Cacoub 2006, Falck-Ytter 2002, Fishbein 2004, Fleming 2003, Gheorghe 2010, Grebely 2009, Groom 2008, Hall 2004, Hallinan 2007, Jowett 2001, Mehta 2006, Morrill 2005, Restrepo 2005, Rocca 2004, Schackman 2007; Stoove 2005,
% de pessoas Infecção crônica pelo HCV Diagnóstico VHC Avaliação especialista Início do tratamento Eliminação viral
(30%) Númer o de ind íduo s c om co -in fecç ão (22%) (15%) (8%) (0,7%)
Elegibilidade para Tratamento em
Coinfectados HCV/HIV
(3,4%)
Mehta et al, AIDS 2006
Númer o de ind íduo s c om co
Descrição
da coorte
N
Inciaram tratamento
(%)
RVS (%
Vancouver
1361
1,1
-Elegibilidade para Tratamento em
Coinfectados HCV/HIV
Baltimore
845
3,4
0,7
Austrália
2500
4,0
-Seatle
369
5,0
1,6
Razões para Não Iniciar Tratamento em
Coinfectados HCV/HIV
149 Pacientes
44 (29%) elegíveis TTO 105 (70%) não elegíveis
Fleming et al, CID 2003
• 28 (64%) não iniciaram
• 9 receio eventos adverso
• 6 perda seguimento • 3 sócio econômico • 3 trabalho • 2 recaída de drogas • 6 outros • 24(23%) não aderência • 24 (23%) droga ou álcool • 22 (21%) doença psquiátrica • 13 (12%) descompensação hepática • 14 (13%) HIV avançado • 8 (8%) comorbidades 16 (10%) iniciaram TTO
Razão N (%)
Não aderência seguimento clínico 57 (31,4)
Doença HIV avançada ou CD4 < 200 cél/mm3 40 (21,9)
Consumo excessivo álcool ou uso de drogas 34 (18,7)
Razões para Não Iniciar Tratamento em
Coinfectados HCV/HIV
Doença psquiátrica 20 (10,1)
Cirrose descompensada 11 (6,0)
Outras comorbidades 10 (5,5)
Paciente recusa tratamento 4 (2,2)
Paciente recusa biópsia hepática 4 (2,2)
Aguardando biópsia hepática 1 (0,5)
Condições sócio econômicas desfavoráveis 1 (0,5)
Barreiras ao Tratamento
Paciente
Profissional da
saúde
saúde
Estrutura
Barreiras ao Tratamento: Paciente
P
AC
IENTE
Barreiras Gerais
• Não buscar acesso aos cuidados da saúde
• Competição entre prioridades de saúde (saúde mental, comorbidades)
• Presença de fatores de instabilidade
Barreiras específicas HCV • Conhecimento reduzido • Poucos sintomas
P
AC
IENTE
Infecção crônica pelo HCV Diagnóstico VHC Avaliação especialista Início do tratamento Eliminação viral• Presença de fatores de instabilidade (dependência química, emprego, renda,
habitação, tratamento da toxicodependência, falta de apoio social)
P
ROFIS
SIONA
IS
Profissionais dos cuidados da saúde
• Pouco conhecimento
(equívocos sobre quem triar, risco de progressão e
Barreiras ao Tratamento: Profissionais
Especialista
• Profissionais podem ter
experiência restrita no manejo do tratamento hepatite C • Percepções restritivas Infecção crônica pelo HCV Diagnóstico VHC Avaliação especialista Início do tratamento Eliminação viral
P
ROFIS
SIONA
IS
risco de progressão e tratamento) • Percepções equivocadas (encaminhar somente bons candidatos para tratamento)• Percepções restritivas (preocupações com a
não-adesão, uso de drogas, a recaída, o risco de re-infecção)
EST
RUTU
R
AL
Sistema de Saúde • Dificuldade no acesso asmedicações para o tratamento da hepatite C
• Sobrecarregado
• Alto custo das medicações
• Diretrizes de triagem e tratamento inadequadas • Número insuficiente de
profissionais
• Recursos insuficientes para os
Barreiras ao Tratamento: Estruturais
Infecção crônica pelo HCV Diagnóstico VHC Avaliação especialista Início do tratamento Eliminação viral
EST
RUTU
R
AL
• Alto custo das medicações • Dificuldade no acesso a
serviços de dependência química e alcoólica
Novos
DAAs + PR
IFN
free
2ª onda
Tratamento da Hepatite C
Estamos na 1ª Onda dos DAAs
3ª onda
TVR ou BOC +
PR
DAAs + PR
Estudo 110: Telaprevir + PegIFN/RBV em
Coinfecção HCV/HIV GT1
Sem TARV EFV/TDF/FTC ATV/ritonavir + TDF/FTC Total 100 80 71 69 80 74Sulkowski MS, et al. Ann Intern Med. 2013;159:86-96.
R VS (% ) n/N = 5/ 7 11/ 16 12/ 15 28/ 38 Telaprevir + PegIFN/RBV PegIFN/RBV 2/ 6 4/ 8 4/ 8 10/ 22 60 40 20 0 33 50 50 45
Estudo P05411: Boceprevir + PegIFN/RBV
em Coinfecção HCV/HIV GT1
60 80 100 63Sulkowski M, et al. Lancet Infect Dis. 2013;13:597-605.
0 20 40 60 R VS (%) PegIFN/RBV n/N = 10/34 29 40/64 Boceprevir + PegIFN/RBV
1ª Geração de IPs
Regras
de
parada
Nº comprimidos
Necessidade alimentos
Resistência
1ª Geração de IPs
CYP3A4
PI
metabólitos
Interação Droga-droga
BOC = 12/dia RBV = 4-7/dia TVR = 6/dia RBV = 4-7/diaNovos
DAAs + PR
IFN
free
2ª onda
3ª onda
Tratamento da Hepatite C
Estamos na 2ª Onda dos DAAs
TVR ou BOC +
PR
DAAs + PR
100
80 74
70 79
87
Estudo C212 : Simeprevir + PegIFN/RBV
em
Coinfecção HCV/HIV GT1
Dieterich D, et al. EACS 2013. Abstract LBPS9/5. Jacobson I, et al. EASL 2013. Abstract 1425.
7/ 10 16/ 28 60 40 20 0 R V S 12 (% ) 78/ 106 Total 42/ 53 Virgens 57 13/ 15 Recaída n/N = Parcial Nulo
PHOTON-1: Sofosbuvir + RBV
em
Coinfecção HCV/HIV GT1, 2 e 3
76 88 67 60 80 100 R VS 12 (% )Sulkowski MS, et al. AASLD 2013. Abstract 212.
n/N 87/ 114 0 20 40 60 GT1 GT2 GT3 R VS 12 (% ) 23/26 28/42
STARTVerso4: Faldaprevir + PegIFN/RBV
em Coinfecção HCV/HIV GT1
72 79 84 60 80 100 SVR4 (% )*24 sem de terapia; †12 semanas de terapia Rockstroh JK, et al. AASLD 2013. Abstract 1099.
0 20 40 60 Faldaprevir 120 mg* Faldaprevir 240 mg† Faldaprevir 240 mg* n/N = 89/ 123 66 84 72/ 86 SVR4 (% )
Tratamento
IPs
Inibidores NS5A
NS5B – Não nucleotídeos
(30%) Númer o de ind íduo s c om co -in fecç ão (22%) (15%) (8%) (0,7%)
Elegibilidade para Tratamento em
Coinfectados HCV/HIV
Mehta et al, AIDS 2006
Númer o de ind íduo s c om co
Como Lidar com a Baixa Elegibilidade ao
Tratamento em Coinfectados HCV-HIV?
• As novas terapias menos tóxicas e mais eficazes irão sem
dúvida aumentar a taxa de tratamento entre as pessoas
coinfectadas
• Ainda assim, as novas drogas por si só não irão derrubar
• Ainda assim, as novas drogas por si só não irão derrubar
as barreiras existentes
• A infra-estrutura necessária para aumentar a elegibilidade
de tratamento para pessoas coinfectadas deve ser
desenvolvida agora, em antecipação a melhoria do
tratamento
Quebrando Barreiras – combinação de estratégias: paciente,
profissional da saúde e estrutura
Como lidar com a baixa elegibilidade ao
tratamento em coinfectados HCV-HIV?
Quebrando Barreiras: Paciente
• Fornecer
• Cuidados gerais da saúde
• Informação / orientação
• Acesso a serviços de psiquiatria e tratamento de
dependência química
dependência química
• Acompanhamento, avaliação e tratamento de
comorbidades
• Suporte a fatores de instabilidade (uso de substância,
emprego, renda, habitação, tratamento da
Quebrando Barreiras: Profissionais da
Saúde
Orientação do paciente Fatores de risco para não aderência Manejo do abuso de substâncias ilícitasMúltiplas
Múltiplas Profissionais MédicoLiu SS, et al. J Clin Gastroenterol. 2010. Cacoub P, et al. World J Gastroenterol. 2008. Ghany MG, et al. Hepatology. 2009. Gujral H, et al. Cleve Clin J Med. 2004. Alam I, et al. Aliment Pharmacol Ther. 2010.
Estratégias pré tratamento Informação