UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ESCOLA DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
LABORATÓRIO DE TECNOLOGIA, GESTÃO DE NEGÓCIOS E MEIO AMBIENTE MESTRADO PROFISSIONAL EM SISTEMAS DE GESTÃO
ANDRÉ GUSTAVO DE PAULA FONSECA
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO EFICIENTE DE ÁGUA
Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Sistemas de Gestão da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre em Sistemas de Gestão. Área de Concentração: Organizações e Estratégia. Linha de Pesquisa: Sistema de Gestão pela Qualidade Total.
Orientador:
Prof. Sérgio Luiz Braga França, D. Sc
Niterói, RJ 2018
Ficha catalográfica automática – SDC/BEE Gerada com informações fornecidas pelo autor
Bibliotecária responsável: Fabiana Menezes Santos da Silva – CRB7/5274 F676g Fonseca, André Gustavo de Paula
Gestão do processo de produção e distribuição eficiente de água. /André Gusavo de Paula Fonseca; Sergio Luiz Braga França, orientador. Niterói, 2018. 78 f.: il.
Dissertação (mestrado profissional) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.
DOI: http://dx.doi.org/10.22409/PSG.2018.mp.07304055758
1. Gestão de recursos hídricos. 2. Distribuição de água. 3. Perda de água. 4. Produção intelectual. I.França , Sérgio Luiz Braga, orientador. II. Universidade Federal Fluminense. Escola de Engenharia. III. Título.
CDD -
ANDRÉ GUSTAVO DE PAULA FONSECA
GESTÃO DE PROCESSO DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO EFICIENTE DE ÁGUA
Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Sistemas de Gestão da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre em Sistemas de Gestão. Área de Concentração: Organizações e Estratégia. Linha de Pesquisa: Sistema de Gestão pela Qualidade Total.
Aprovado em 21 de dezembro de 2018.
BANCA EXAMINADORA:
________________________________________ Profª. Miriam Carmem Maciel da Nóbrega Pacheco, D. Sc
Universidade Federal Fluminense
________________________________________ Prof. Julio Vieira, D. Sc
Universidade Federal Fluminense
________________________________________ Prof. Sérgio Luiz Braga França, D. Sc
DEDICATÓRIA
Aos meus pais por terem o brilhantismo de extrair o melhor de mim.
À minha grande incentivadora, companheira de todas as horas, Manoela Pacheco, pelas incasáveis idéias.
AGRADECIMENTOS
A Deus, por iluminar a minha mente e me manter sereno.
Aos meus pais Oswaldo e Valentina, por terem me conduzido até esse momento de minha vida, mantendo a chama da crença em um futuro melhor acesa.
A minha grande companheira de todas as horas, Manoela, por ser uma “fábrica” de boas idéias, pela paciência, pela mente brilhante e coração maior ainda.
Ao meu Orientador, Professor Sérgio Luiz Braga França, pela competência, celeridade e profissionalismo na orientação deste trabalho, além do companheirismo.
RESUMO
Devido a importância da água em nossas vidas, o estudo analisa o perfil da produção acadêmica sobre a gestão de recursos hídricos, distribuição e perda de água, fazendo a correlação com o que ocorre em empresas que gerem recursos hídricos. Demonstra qual a tratativa do meio acadêmico quanto ao processo de captação de água bruta até sua distribuição ao cliente final, passando por todo o processo de tratamento, incluindo seu descarte e como essa tratativa impacta na estrutura ecômica, social e ambiental para a população mundial. Diante da alteração da forma com que o consumo da água está sendo feito, a cada dia mais sustentável, e garantindo sua reprodutibilidade para as novas gerações, o presente estudo visa mapear e realizar uma análise prévia sobre a produção científica. Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar os artigos acadêmicos publicados referentes ao tema, com base no Portal SCOPUS, utilizando o método análise bibliométrica. Como objetivos específicos, serão analisados indicadores sobre o perfil das publicações, as principais revistas, os principais autores, os países com maior número de publicações e analisar os processos de produção e distribuição eficiente de água. Os resultados foram, após a crítica dos indicadores, elaboração de mapeamento sobre a gestão de águas e investigação dos principais problemas relacionados ao escopo da pesquisa. A partir dos indicadores achados nos artigos selecionados foi feita uma comparação com opinião de especialistas através de pesquisa desenvolvida com grupo focal especializado em gestão de recursos hídricos, demonstrando qual a correlação entre o mundo corporativo e o material acadêmico. Gerando a partir dessa análise, sugestões de melhoria de gestão, demonstrando quais os indicadores são considerados relevantes para redução de perdas levando em consideração sua interseção.
ABSTRACT
Due to the importance of water in our lives, the study analyzes the profile of academic production on the management of water resources, distribution and water loss, correlating with what occurs in companies that manage water resources. It demonstrates the treatment of the academic environment regarding the process of capturing raw water until its distribution to the final customer, including the entire process of treatment, including its disposal and how this treatment impacts on the environmental, social and environmental structure of the world population. Faced with the change in the way in which water consumption is being made, each day more sustainable, and ensuring its reproducibility for the new generations, the present study aims to map and carry out a previous analysis on scientific production. This research has as general objective to analyze the published academic articles referring to the theme, based on the SCOPUS Portal, using the bibliometric analysis method. As specific objectives, indicators will be analyzed on the profile of publications, the main journals, the main authors, the countries with the largest number of publications and analyze the processes of production and efficient distribution of water. The results were, after the critique of the indicators, elaboration of mapping on the water management and investigation of the main problems related to the scope of the research. From the indicators found in the articles selected, a comparison was made with expert opinion through a research developed with a focus group specialized in water resources management, demonstrating the correlation between the corporate world and the academic material. Generating from this analysis, suggestions for management improvement, demonstrating which indicators are considered relevant to reduce losses taking into account their intersection
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Representação espacial do índice de perdas na distribuição (Indicador IN049) dos prestadores de serviçoes participantes do SNIS em 2015, distrubuídos por faixas percentuais
segundo Estado...24
Figura 2: Fases da Pesquisa...27
Figura 3: Fase de Planejamento...28
Figura 4: Filtros iniciais na base SCOPUS (Elsevier)...31
Figura 5: Volume de publicação por ano – 1983 a 2017...34
Figura 6: Perfil dos artigos analisados...44
Figura 7: Áreas de interesse definidas pela base SCOPUS...45
Figura 8: Os cinco artigos com o SJR por ano mais alto...49
Figura 9: Os cinco artigos com o SNIP por ano mais alto...50
Figura 10: Documentos por países...52
Figura 11: Os cinco artigos com o indicador CiteScore mais altos...55
Figura 12: Cálculodo CiteScore...56
Figura 13: Distribuição de citações por ano - 33 documentos...57
Figura 14: H-index dos artigos...59
Figura 15 - Impacto do furto de água...66
Figura 16 - Impacto da manutenção do sistema de água...67
Figura 17 - Impacto da cultura do desperdício...67
Figura 18 - Impacto da gestão pública anterior...68
Figura 19 - Impacto do investimento em tecnologia...69
Figura 20: Posição Hierárquica dos Participantes do Grupo Focal...71
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Índice de perdas na distribuição (indicador IN049) dos prestadores de servições
participantes do SNIS em 2015, segundo tipo de prestador de serviços, região geográfica e
Brasil...23
Tabela 2 – Estrutura de busca por hierarquia da árvore de palavras-chave, motor de busca, idioma, tipo de documento e números de artigos utilizada na base SCOPUS...29
Tabeça 3 – Artigos considerados para desenvolvimento da pesquisa...35
Tabela 4 – Comparativo dos indicadores...46
Tabela 5 – Análise de todas as revistas – número de artigos, SJR, SNIP...47
Tabela 6 – Classificação dos autores...52
Tabela 7 – Citação por artigo – CiteScore...54
Tabela 8 – Citação por artigos detalhada...58
Tabela 9 – H-index dos artigos...59
Tabela 10 - Resultados Relevantes da Análise Bibliométrica dos 33 artigos analisados...62
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABAR Associação Brasileira de Agências Reguladoras ANA Agência Nacional de Águas
HI H-index
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística PLANASA Plano Nacional de Saneamento
PNRH Política Nacional de Recursos Hídricos SINGREH Sistema Nacional de Recursos Hídricos
SJR SCImago Journal Rank
SNIP Source Normalized per Paper
SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 12 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA ... 12 1.2 FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA ... 14 1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA ... 15 1.3.1 Objetivo Geral ... 15 1.3.2 Objetivos Específicos ... 15 1.4 Delimitação do Estudo ... 16
1.5 Importância e Justificativa do Estudo ... 16
1.6 Organização da Pesquisa ... 17
2 REVISÃO DA LITERATURA ... 19
2.1 GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS ... 19
2.2 PERDA E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA ... 23
3 METODOLOGIA DE PESQUISA ... 26
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA ... 26
3.2 FASES DA PESQUISA ... 27
3.2.1 Fase de Planejamento ... 27
3.2.2 Definição de Palavra-Chave ... 28
3.2.3 Escolha da base de dados... 29
3.2.4 Definição dos filtros de busca ... 31
3.2.5 Utilização da estruturação da pesquisa Booleana ... 31
3.3 Análise E TRATAMENTO de Dados ... 32
4 GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO EFICIENTE DE ÁGUA: ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA ... 33
4.1 PERFIL DAS PUBLICAÇÕES ... 33
4.2 VOLUME DE PUBLICAÇÕES POR ANO – 1986 a 2018 ... 33
4.3 ÁREA DE INTERESSE ... 43
4.4 PRINCIPAIS REVISTAS E A CLASSIFICAÇÃO ... 45
4.5 SJR - SCIMAGO JOURNAL RANK ... 47
4.7 PRINCIPAIS AUTORES E A CLASSIFICAÇÃO ... 50
4.8 PAÍSES POR NÚMERO DE PUBLICAÇÕES ... 52
4.9 CITAÇÕES ... 53
4.9.1 Citações dos artigo ... 53
4.9.2 Consolidação dos Resultados dos Artigos ... 60
5 CONCLUSÕES REFERENTES AO MATERIAL BIBLIOGRÁFICO ... 63
6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES PARA FUTURAS PESQUISAS ... 65
6.1 COMPARATIVO ENTRE BIBLIOGRAFIA E GRUPO FOCAL ... 65
6.2 RESULTADOS DAS VARIÁVEIS ... 65
6.3 EXPLICAÇÃO TEXTUAL DOS ESPECIALISTAS ... 69
6.4 POSIÇÕES HIERÁRQUICAS DOS ESPECIALISTAS ... 70
12 1 INTRODUÇÃO
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA
A gestão adequada da água propociona a melhor utilização deste recurso tão valioso, visto que é uma necessidade básica e fundamental à vida. Segundo o conceito mais recente da sustentabilidade, é necessário que as empresas responsáveis por distribuição de água e captação de esgoto apresentem seus resultados em triplo critério, isto é, considerando três aspectos: ambiental, social e econômico, como conceitua ELKINGTON (1994), esse tripé da sustentabilidade é conhecido como Triple Bottom Line.
A distribuição e perda da água fazem parte do processo de produção. A perda decorrente de problemas técnicos e culturais, envolvendo todo o ciclo da água, desde de sua captação enquanto água bruta, sua fase de tratamento e todo o processo que envolve a distribuição até o consumidor final é um fator de preocupação quando se analisa a gestão de água. Segundo GUTIERREZ et al. (2017), estes três prismas (ambiental, econômico e social) são os mais relevantes desse processo, visto que geram impacto ao meio-ambiente através da melhoria do processo de renovação das fontes de água, bem como diminuindo seu desperdício.
Devido à falta da conscientização do uso da água, bem como aspectos culturais desse uso percebe-se mudanças climáticas trazendo problemas com o meio ambiente e crescentes mudanças no mapa geográfico de disponibilização de água, revelando secas em lugares anteriormente prósperos em umidade. Já ao que tange aspectos financeiros, afeta tanto as concessionárias envolvidas, quanto o cliente final que paga mais caro devido a uma estrutura produtiva com falhas de produção e que deveriam envolver números mais racionalizados. No aspecto social devemos ressaltar que uma gestão mais eficiente traz uma maior universalização do cosnumo de água, bem como uma melhoria em doenças advindas da falta de água e saneamento básico.
A gestão deste bem pelas concessionárias de saneamento e a disponibilidade destes recursos hídricos está cada vez mais limitada, ainda analisado por GUTIERREZ et al. (2017), e como consequencia sua demanda tem mudado as características, utilizando grandes volumes de água em áreas relativamente pequenas, devido à densidade demográfica cada vez mais concentrada em grandes centros.
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Para GIACCHINI (2008), a principal ação preventiva é a redução do consumo de água e a preservação dos mananciais que são medidas necessárias e urgentes a fim de se evitar o colapso no fornecimento de água potável.
Dessa forma, nota-se que as empresas de saneamento estão no cerne dessa questão e tem o relevante papel de redução de perdas para diminuir o desperdício de água, além de torná-la um bem mais universalizado, com maiores níveis de capilaridade, trazendo um custo mais acessível à população. Para que tais desafios sejam cumpridos estas devem atender à demanda crescente, tornando passível de renovação, de forma que a utilização não torne o bem hoje ainda abundante, escasso em um futuro próximo.
Diante desses fatores, a análise bibliométrica terá como objetivo retratar como os estudos acadêmicos estão direcionados ao tema. E, como abordado por FERENHOF E FERNANDES (2016), a revisão da literatura é a base para a identificação do atual conhecimento científico. Após, neste trabalho, pretende-se mapear o perfil da produção científica e identificar hiatos a serem explorados futuramente.
A principal contribuição científica a que este trabalho se propõe é o de identificar o perfil dos estudos científicos sobre gestão de recursos hídricos, perda e distribuição de água potável no Brasil, analisando indicadores referentes ao perfil das publicações, que compreende o volume produzido por ano; as instituições responsáveis pelas publicações e a área de estudo; as revistas e suas classificações respectivas; os principais autores atinentes ao tema e seu nível de citação; os países e seus números de publicações; e, analisar os processos de citação dos artigos da base de dados SCOPUS. Em especial, este estudo visa analisar como a produção acadêmica analisa os três pontos cruciais no que se refere a recursos hídricos: a gestão, a distribuição e a perda.
Segundo o SNIS (2015) – Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, a média nacional de perdas é de 36,7% levando-se em conta os prestadores públicos, privados e as parcerias público-privadas, vemos uma evolução muito grande frente ao SNIS de 2008 que demonstrava índices de 48,4% quanto ao índice de perdas na distribuição, em que pese que se encontre enormes discrepâncias muito relevantes entre regiões diferentes do Brasil. Em países que utilizam ferramentas da qualidade para o gerenciamento do controle de perdas como Nova Zelândia, Austrália, Japão, Alemanha, Áustria e Singapura, percebe-se índices de perdas totais de até 10%. Além do exemplo de Tóquio, sendo considerado um modelo de gestão, com perdas de 6%, como retratado no CAGECE, Companhia de Água e Esgoto do
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Ceará. Gestão Total de Redução de Perdas. Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento. PNQS – IGS. 2010.
Com esta literatura científica dedicada a evolução deste segmento, espera-se demonstrar o cenário atual e desenvolvimento no tempo dos estudos sobre distribuição de água, suas perdas e como consequência ajudar a mapear os estudos sobre a gestão de recursos hídricos. Podendo dessa forma apontar caminhos para futuros estudos que possam contribuir para melhorias na utilização da água no país e no exterior, através de proposições de mudanças na gestão e utilização de recursos hídricos, fruto da análise das lacunas percebidas no cabedal de informações garimpado neste estudo.
É objetivo da presente pesquisa fazer o comparativo entre os principais indicadores achados na pesquisa exploratória e a partir destes fomentar uma pesquisa baseada em um grupo focal com especialistas da área de saneamento e com isso verificar se o nível de importância dado pelo material acadêmico e pelo mundo corporativo se correlacionam e de que forma o fazem.
1.2 FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
A escolha deste tema é motivada pela água potável ser indispensável para a população mundial. A água é um dos elementos vitais para a humanidade, apesar disso, segundo Sperling (1996), cerca de 97% da água disponível no planeta é composta de água salgada, e da parcela de 3% correspondente a água doce somente 0,03% estão diretamente disponíveis para ser consumidos pelos seres humanos em lagos, rios e superfícies, e os outros 0,27% de água doce se encontra em situações em que não pode ser consumida, como em geleiras, vapor d’água, etc.
Visto que, como supracitado, a água tem papel fundamental para o desenvolvimento das sociedades e que a manutenção da saúde financeira através de uma gestão otimizada das instituições permite o investimento nas melhores práticas para que a utilização deste recurso seja potencializada. Com base na problemática apresentada, a razão da pesquisa está relacionada com a seguinte questão: na literatura, como estão mapeados os processos de produção e distribuição eficiente de água, e qual sua relação com as práticas de mercado?
Esta pesquisa apresenta questões menores, que o autor buscará resposta a partir da analise bibliométrica: quais são as características da produção científica sobre gestão de
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recursos hídricos? Quais são as principais revistas científicas que publicam artigos sobre este tema? Quais são os principais autores que estudam este assunto? Quais países possuem maior número de publicações sobre este tema?
1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA
1.3.1 Objetivo Geral
A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar pesquisas científicas sobre gestão de recursos hídricos, incluindo a distribuição de água potável e sua consequente perda no processo produtivo, preferencialmente dentro do cenário brasileiro, porém não serão descartados estudos que tiverem como foco outros países. Importante notar que os níveis de perda gerarão impactos não só no volume de água disponível para a população, bem como sua possibilidade de capilaridade e o custo final cobrado ao consumidor.
Tendo como objetivo criar um ambiente teórico em que seja possível identificar o perfil das publicações e analisar os indicadores que retratem o grau de envolvimento dos estudos acadêmicos com os principais dados relacionados à gestão, distribuição e perdas de água.
1.3.2 Objetivos Específicos
Para dar sustentação teórica ao objetivo geral da pesquisa, se faz necessária a subestruturação em objetivos específicos auxiliares ao objetivo geral:
Identificar a produção científica relacionada ao tema gestão, distribuição e perda de água;
Mapear indicadores sobre as publicações referentes ao tema;
Relacionar quais são as principais revistas e qual a classificação dessas;
Especificar quais são os principais autores e como eles estão classificados;
Identificar os países com maior número de publicações;
Analisar os processos de citação para analisarmos a produtividade e a relevância dos documentos acadêmicos. Utilizando o CiteScore para avaliar artigos através
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das médias de citações recebidas por documento publicado e o H-index para avaliar a produtividade baseando-se nos autores mais citados.
Esses objetivos serão detalhados no capítulo 4 quando será estruturado efetivamente o desenvolvimento da pesquisa, aonde será dimensionada a escala de importância de cada um dos indicadores e seus níveis de contribuição para o tema, bem como o detalhamento de cada uma das escolhas.
1.4 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO
O tema produção e distribuição eficiente de água foi escolhido dentre todo o universo hídrico dada sua abrangência e importância, uma vez que toda a água potável necessariamente deve passar pelo processo que envolve a produção e consequente distribuição até que seja consumida nas residências e empresas.
A abrangência do tema exigiu que se delimitasse estudos que envolvessem o Brasil e sua gestão hídrica, bem como a base Scopus foi analisada desde 1986 até 2018
Algumas facetas da produção de água são bastante relevantes e sucitarão estudos posteriores. Um exemplo bastante relevante é o da agricultura e a real necessidade de tratamento da água utilizada e principalmente os níveis de tratamento necessários, uma vez que o destino final seria a irrigação ou hidratação animal.
Quando feita a análise do material disponível a respeito do assunto, conclui-se que os níveis de perdas no processo produtivo são ainda muito altas no Brasil, em parte por falta de manutenção preditiva e falhas na corretiva. Aliado a isso temos níveis de capilaridade na distribuição muito ruins, privilegiando algumas áreas do país em detrimento à outras.
1.5 IMPORTÂNCIA E JUSTIFICATIVA DO ESTUDO
A água é um tema de relevância mundial e que preocupa vários países devido à sua escassez e má distribuição, além do custo de sua restauração.
Segundo o site BRASIL DAS ÁGUAS, a água é, provavelmente o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na sociedade. É um recurso
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natural essencial, seja como componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, elemento representativo de valores sociais e culturais e até fator de produção de vários bens de consumo finais e intermediários. Dada sua importância o presente estudo procurou abordar o nível de conhecimento existente no meio acadêmico quanto às perdas hídricas, sejam elas causadas por furto de água ou por questões físicas, envolvendo vazamentos, rupturas ou acidentes.
Demonstradas as condições existentes e a semeadura advinda dos estudos preexistentes pretende-se propor uma melhoria de processos de forma a que se reduza as perdas, melhorando o consumo per capita e reduzindo os danos ambientais e custos de produção.
1.6 ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA
O presente estudo foi organizado em seis capítulos, objetivando analisar a bibliografia atinente à produção e distribuição de água e verificar as melhorias possíveis a serem desenvolvidas em futuros estudos.
No capítulo 1, foi contextualizado o panorama global da água e suas vicissitudes na produção e consumo mundiais, procurou-se ainda referenciar as bases teórico-conceituais utilizadas e explicitar as metodologias que se tornaram modelos de referência. O que em seguida foi trazido como o problema principal da pesquisa que buscou saber sobre a produção científica e suas características quanto ao tema. Quanto ao objetivo geral da pesquisa, foi analisar a gestão de água, envolvendo sua produção, distribuição e consequentes níveis de perdas na perspectiva acadêmica. Durante a pesquisa gerou-se uma proposta de melhoria, utilizando para tal objetivos mais específicos que deram suporte ao tema central, tais como: as principais revistas, países e autores que versam sobre o tema. Com isso então foi possível se elencar o conjunto de problemas, relacionando-os com a estrutura geral explicitada na primeira parte do trabalho. Com esse processo objetivou-se deixar clara e precisa a estruturação da pesquisa. Dessa forma, a partir da formulação do problema e seus desdobramentos. Tendo explicitadas a delimitação do estudo, sua importância e justificativa.
O capítulo 2 foi dedicado à revisão da literatura, conceituando a gestão de águas historicamente, chegando até os dias de hoje e envolvendo temas atinentes que formam o conceito atual de sustentabilidade e renovação de bens antes tidos como auto-renováveis.
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Ainda neste capítulo se mapeou a situação de produção e níveis de perdas existentes no Brasil e no mundo, deixando claro, através de indicadores e publicações especializadas as discrepâncias existentes nas diversas regiões do país e ainda as melhores práticas utilizadas no mundo. Quando a pesquisa se estende, passa a ser descrita a metodologia que, através de revisão sistemática de literatura, utilizando material científico existente, passa a compreender a estrutura das publicações acerca do tema.
O capítulo 3, em três fases distintas, demonstra como foi desenvolvida a pesquisa e traz a possibilidade de reprodução a qualquer tempo, seguindo as fases propostas, quais sejam: planejamento, aonde são definidos as bases de busca e palavras chaves, fase essa seguida da análise dos dados obtidos na primeira fase, quando se segrega e estrutra os dados para que sejam efetivos na construção de conceitos e seja possível ampliar a análise dos indicadores a que o estudo se propõe, o que gera uma terceira fase, chamada de resultados parciais, aonde a estruturação de resultados será demonstrada.
No Capítulo 4, cria-se a o desenvolvimento da pesquisa, verificando o que já foi elucidado e o que ainda não está claro na bibliografia disponível, e se lapida efetivamente os indicadore necessários ao entendimento do rastro histórico, chegando até os dias atuais das publicações acerca do tema, sendo assim se analisa o perfil das publicações, por ano e área de interesse, as revistas que publicam o tema, seus autores e as classificações de ambos, além de elucidar as citações e países que mais publicam sobre o tema.
No capítulo 5, se verifica os resultados do estudo bibliométrico, verificando os indicadores de produção e distribuição de água, considerados mais relevantes
No capítulo 6, se faz a consolidação e análise final, aonde, através de uma pesquisa com grupo focal de especialistas em água, testa-se a aderência para o segmento corporativo dos indicadores revelados pela pesquisa. O que leva às conclusões do trabalho que por sua vez, após análise, gera a proposta de mudança de processos para gerar um novo produto, diferenciado e com melhores práticas.
19 2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) (2017), a água é um bem natural que depende de um ciclo que exige determinado tempo para que se complete sua taxa de renovação, portanto sua reprodutibilidade depende de agentes externos, como clima, níveis de poluição e mesmo da consciência de seu uso. O que se percebe é que a reposição da água em seu estado próprio para consumo, mantendo as mesmas características, pode ser comprometida dependendo de sua utilização e manejo. O recurso tem um tempo para que seja possível sua renovação, se sua extração ocorre de forma a não respeitar esse tempo, pode ocorrer sua exaustão ou ainda uma renovação de forma inadequada (poluída ou se tornando imprópria ao consumo). A questão da disponibilidade de recursos está mais relacionada ao custos do que à exaustão propriamente.
Em uma perspectiva histórica, como comenta BRITTO E REZENDE (2017), o saneamento básico e os setores de saúde seguiam as mesmas diretrizes, estavam relacionadas pela concepção e gestão até a década de 1950. Na década de 1960, houve uma ruptura a partir do modelo de gestão, o saneamento passou a ter uma gestão regionalizada, sustentada no modelo de sociedades de economia mista, representada pelas companhias estaduais. Pode-se inferir, segundo os autores supracitados que essas concessionárias passaram a atuar de forma mais abrangente com o abastecimento de água, dentro desse contexto surgiu o o primeiro Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), que ampliou a possibilidade de obtenção de bens de capital.
Segundo HELLER E CASTRO (2007), a governança da água é determinada por um tripé, envolvendo a estrutura econômica, polítia e sócio-cultural de uma sociedade e que dessa forma acabam por determinar o viés de políticas públicas utilizadas.
Mais recentemente, o saneamento básico foi um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei n° 11.445/2007. Porém, segundo o INSTITUTO TRATA BRASIL, dados apresentados sobre o saneamento básico do Brasil no ano de 2015, apontam falhas nesse processo. A carência de abastecimento de água, seu tratamento e coleta de esgoto são um dos fatores que deixam o Brasil em atraso no índice de desenvolvimento humano. O número de brasileiros que não tem acesso à água tratada chega a 35 milhões.
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Segundo dados retirdos do relatório SNIS de 2015, nota-se que os níveis de perda na produção e distribuição de água no Brasil são muito expressivas, na medida em que cerca de 37% da água coletada e tratada no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos, ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, o que gera perdas financeiras da ordem de R$ 8 bilhões ao ano. O site TRATA BRASIL (2018) estima que o país demoraria cerca de 20 a 30 anos para universalizar o saneamento básico, e gastaria 500 bilhões de reais na empreitada.
Existe uma necessidade de aprofundamento das análises do material científico acerca do tema, envolvendo a estrutura da gestão privada e pública e seus impactos sobre o saneamento e como consequência, na produção e distribuição eficiente de água.
Para estudar o tema água é necessário contextualizar o conceito de desenvolvimento sustentável que se baseia no atendimento das necessidades humanas fundamentais, levando em conta que as estratégias adotadas com relação ao meio ambiente e desenvolvimento devem permear os interesses não apenas desta, mas também das futuras gerações, como afirma BOELEE et al. (2017). O desenvolvimento humano leva em consideração, portanto, que as necessidades de utilização de água sejam satisfeitas, e que isto ocorra de maneira sustentável, para dessa forma, o bem mantenha as mesmas qualidades e utilizações que possui hoje em dia. Os sistemas econômicos e sociais existentes têm servido a este propósito. A sustentabilidade pode ser considerada em três aspectos: social, econômica e ambiental.
Segundo JUNIOR (2006), a sustentabilidade social tem como principal objetivo a redução da pobreza. Entretanto, isso não será conseguido estendendo o padrão de consumo de minorias, e sim a estruturação que permita sua utilização consciente para todos. A redução da pobreza é atingida mais pelo desenvolvimento qualitativo, redistribuição, do que pela quantidade de água que é distribuída. A sustentabilidade econômica pressupõe que o desenvolvimento das formas de distribuição de água propicie o crescimento econômico, e não seu embarreiramento. Para que o desenvolvimento seja considerado sustentável, não deve ir além da capacidade de suporte do ambiente, então os padrões de consumo e consequente poluição têm papel preponderante. Segundo DA SILVA MANCA, et al. (2014), ao analisar as disponibilidades de água em bacias hidrográficas verifica-se uma característica fundamental que é sua distribuição irregular no tempo e no espaço. Da mesma forma, o consumo de água não é equitativo entre os países do mundo e mesmo entre os habitantes de um mesmo país, e ainda sofre diferenciação em função da condição econômica de quem a consome.
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A gestão de recursos hídricos tem papel relevante, pois quaisquer alterações modificam a velocidade da disponibilidade da água e dos fatores acima descritos. Podemos perceber alguns vieses através do balanço hídrico que demonstra a disponibilidade (quantidade e qualidade) dos recursos hídricos de uma bacia hidrográfica, quando a gestão ocorre de forma adequada, temos uma melhoria de todo o processo de utilização da água, desde sua captação até seu descarte final. Desta maneira, é relevante o incentivo aos estudos que relacionem as alterações no regime hidrológico das bacias hidrográficas, para que o processo de distribuição de água não comprometa seu fornecimento para as atividades demandantes.
Segundo VARGAS (2005), o impacto ambiental advindo de todo o ciclo da água desde sua captação, tratamento, passando por sua utilização e descarte deve utilizar as melhores técnicas e práticas vigentes para que o ciclo de produção completo da água seja feito de forma a se preocupar com os principais Stakeholders, ou seja, pessoas ou intituições envolvidas de forma direta ou indireta, afetando o meio ambiente da menor forma possível, utilizando de forma mais ecológica esse bem.
Segundo o Plano Nacional de Recursos Hídricos (1997), quanto aos recursos hídricos, aproxidamente 13% do total mundial de água doce estão disponíveis no Brasil, tornando-o, em termos quantitativos, um dos mais ricos em água doce no mundo.
Podemos perceber a importância do tema, uma vez que em 1997 foi criada a Lei das Águas, Lei nº 9.433/1997 aonde forma criados a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH).
A Lei das Águas, segundo COUBET (2004) e VARGAS (2005) considera á água um bem de domínio público e um recurso natural limitado, dotada de valor econômico. Prevê que a gestão dos recursos hídricos deve proporcionar os usos múltiplos das águas, de forma descentralizada e participativa, contando com a apoio do poder público das comunidades. Também determina que, em situações de escassez, o uso prioritário da água é para o consumo humano e para animais. Outro fundamento é o de que a bacia hidrográfica é a unidade de atuação e de implantação da PNRH.
Pode-se notar que a Lei explicita alguns objetivos do PNRH: garantir água de qualidade para as gerações atuais e para as futuras. Além de ampliar a utilização mais racional da água, criando gestão preventiva quanto a eventos hidrológicos (chuvas, secas e enchentes), sejam eles naturais ou decorrentes do mau uso dos recursos naturais.
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Estes conceitos de meio ambiente e água serão a base inicial de um estudo sobre a gestão e compreensão acadêmica com base em análise do material científico sobre o tema.
Segundo a Associação Brasileira de Agências de Regulação (ABAR), a Lei Federal nº 11.445/2007 (BRASIL, 2007) criou o marco regulatório do setor de saneamento, e dessa forma as agências reguladoras passaram a desempenhar um papel de suma importância na fiscalização e acompanhamento da prestação dos serviços, das empresas de saneamento. Ainda segundo a ABAR, após a criação e promulgação da supracitada legislação foram criadas cerca de 29 novas agências, tendo como data de corte o ano de 2014, nesse período essas agências já regulavam serviços em 2.746 municípios (ABAR, 2015).
Segundo JACOBI, 2006, o Brasil, possuía, uma gestão hídrica voltada para os setores de energia elétrica, processamento industrial e irrigação, deixando a gestão da água potável para consumo humano em segundo plano, e esse formato ocorreu durante décadas, e a mudança de modelo começa a ocorrer após o marco regulatório.
O que acarretou em dificuldades históricas na provisão de serviços adequados de abastecimento de água, bem como pouco investimento efetivo para o tratamento de efluentes, causando além de baixos índices de reutilização de água, ampliação da poluição, uma vez que estes são despejados em rios, mares e outros corpos receptores, muitas vezes sem nenhum tratamento, mecânico, químico, ou biológico. A utilização da água em turbinas de hidrelétricas contribui para um domínio significativo do setor hídrico, e o faz sem levar em consideração os aspectos sociais e ambientais em muitas de suas ações, isso devido a matriz energética Brasileira ser predominantemente dependente das hidroelétricas, como afirma ABUDD, E TANCREDI, (2010).
A Constituição Federal (1988), estabeleceu um marco no que concerne à gestão hídrica: a extinção do direito privado sobre a água, passando o direito de propriedade da água para a União e para os Estados de acordo com JACOBI, 2006. Essa nova configuração institucional introduz complexidade na gestão, pois a tomada de decisão centralizada foi dividida por diversas agências – nem sempre com interesses convergentes. O domínio público da água não transforma o poder público federal e estadual em proprietário da água, mas o torna gestor desse bem em nome do interesse público. Dessa forma, o estado passa a regular o uso da água e torna-se responsável pela sua gestão e principalmente sua fiscalização, e como consequência a gestão e extração de lucros provenientes das concessões privadas que passam desde esse período a substituir a operação pública per si.
23 2.2 PERDA E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
O controle de perdas tem correlação direta com os principais indicadores econômicos, sociais e ambientais de uma sociedade, sendo considerada a base fundemental para manter um ciclo sustentável da água, sendo fator importante no êxito para empresas que tratam e distribuem água criarem seus planos para o futuro. (CAGECE, 2010).
Através de indicadores de perdas na distribuição de água do SNIS, levando-se em conta os prestadores públicos, privados e as parcerias público-privadas, podemos notar enormes discrepâncias entre regiões diferentes do Brasil, conforme Tabela 1
Tabela 1: Índice de perdas na distribuição (indicador IN049) dos prestadores de servições participantes
do SNIS em 2015, segundo tipo de prestador de serviços, região geográfica e Brasil
Fonte: SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (2015)
Ainda segundo informações do SNIS (2015), percebe-se que o Brasil ainda está muito longe da meta nacional que é o de atingir 20% nas perdas de distribuição. Como obversado no tabela 1, não há nenhum estado brasileiro com níveis de perdas inferiores a 30%, e vale notar que há um grande número de estados com expressiva extensão territorial que possuem níveis de perdas superiores a 40%. Na coluna entitulada Total, nota-se índices de perdas de água muito discrepantes entre as regiões do Brasil
Regional Microrregional Local Direito Público Local Direito Privado Local Empresa Privada Total (%) (%) (%) (%) (%) (%) Norte 51,3 - 30,4 - 46,1 46,3 Nordeste 47,2 - 35,6 7,4 69 45,7 Sudeste 31,4 30,6 36,4 29,6 39,6 32,9 Sul 34,1 28 30,2 48,2 44,1 33,7 Centro-Oeste 32,7 42,2 36,3 - 44,5 35,5 Brasil 36,9 30,8 34,9 31,5 43,6 36,7 Região
24
Figura 1 - Representação espacial do índice de perdas na distribuição (Indicador IN049) dos prestadores de serviçoes participantes do SNIS em 2015, distrubuídos por faixas percentuais segundo Estado
Fonte: Dados SNIS, 2015
Após a análise da figura 1, pode-se inferir que há uma distribuição deficitária de águas, principalmente em estados da região norte e nordeste, o que reforça a dificuldade de tornar equânime e adequadada aos índices de qualidade de vida requeridos pelos órgãos que zelam pelo acesso a bens considerados básicos à sobrevivência humana, ainda enfrentados pelo Brasil.
Para reverter este cenário é necessário que ocorra a preservação dos recursos hídricos e a racionalização do uso da água com melhor aproveitamento, evitando desperdícios (MORENO, 2006).
Segundo WERKEMA (1995), para que ocorra melhor utilização dos recursos hídricos e consequente redução de perdas é necessário o domínio de ferramentas de gestão da qualidade e de melhoria contínua, como o PCDA (Plan-planejar, Do-fazer, Check-checar, Act-atuar), ou o MASP (Método de Análise de Solução de Problemas) na identificação e hierarquização das principais variáveis que envolvem perdas de faturamento em uma concessionária de saneamento.
Baseado em THORTON (2002), as variáveis mais importantes para se oferecer um serviço de distribuição de água considerado de qualidade e que envolva níveis os mais baixos possíveis de perdas, são:
25 Idade e adequação aos níveis de pressão e consumo do parque de hidrômetros;
Redes de adução e distribuição de água, envolvendo idade, níveis de manutenção preventiva e corretiva.
Controles físicos, eletrônicos e relatórios gerenciais.
Utilização e comprometimento dos recursos hídricos disponíveis em termos quantitativos e qualitativos;
A sustentabilidade dos recursos e serviços a médio e longo prazo, envolvendo meio-ambiente e saúde financeira da empresa.
26 3 METODOLOGIA DE PESQUISA
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
O presente estudo visa analisar o material científico escolhido por métodos exploaratórios, utilizando análise bibliométrica para fazer a análise do material acadêmico disponível, com base nas palavras-chave da pesquisa gestão de recursos hídricos, distribuição de água e perda de água no cenário brasileiro. Não serão descartados artigos referentes à outros países. E, com utilização de análises quantitativas, será avaliado a dinâmica e evolução da informação científica que aborda o assunto sobre a perda na produção e distribuição da água. Com base nos indicadores referentes encontrados será feito uma pesquisa baseada em grupo focal de especialistas em recursos hídricos de forma a fazer a análise de sua correlação.
A bibliometria é uma técnica estatística e quantitativa com o objetivo de apresentar índices de produção e de disseminação do conhecimento científico (PRITCHARD, 1969; ARAUJO, 2006).
A escolha da metodologia ocorre a partir de uma necessidade de refletir sobre o cenário atual de pesquisa sobre gestão de águas e sua aplicabilidade. E como base para a definição desta metodologia foi utilizado o conceito apresentado por BARROS E LEHFELD (2007), p. 1 -14.:
A metodologia é entendida como uma disciplina que se relaciona com a epistemologia. Consiste em estudar e avaliar os vários métodos disponíveis, identificando suas limitações ou não no que diz respeito às implicações de suas utilizações.
A utilização de um método bibliométrico facilita a investigação da relação entre a colaboração da pesquisa e as variáveis relacionadas ao problema de pesquisa e do ambiente de pesquisa, por meio da aplicação de técnicas estatísticas.
Para este estudo iremos nos focar em algumas perspectivas destacados por VANTI (2002) como os principais objetivos da bibliometria, como:
(1) Identificar as tendências e o crescimento do conhecimento em uma área; (2) Identificar as revistas do núcleo de uma disciplina;
27
(3) Prever as tendências de publicação;
(4) Estudar a dispersão e a obsolescência da literatura científica; (5) Prever a produtividade de autores, organizações e países; (6) Analisar os processos de citação e co-citação.
A metodologia utilizada para a análise bibliométrica dos artigos será composta por três fases: planejamento, análise de dados e resultados parciais. Estas etapas serão detalhadas nos próximos tópicos.
Figura 2: Fases da Pesquisa
Fonte: Elaboração Própria (2018)
Um dos objetivos é ter uma visão sistematizada para facilitar o entendimento e até mesmo apontar futuros caminhos de pesquisa. Os resultados de um estudo bibliométrico, ainda nesse sentido, podem auxiliar o meio acadêmido a explorar questões revelantes até então pouco ou de forma ineficente abordadas.
3.2 FASES DA PESQUISA
3.2.1 Fase de Planejamento
O processo para realizar a pesquisa do presente trabalho envolveu várias etapas que foram estruturadas segundo sua relevância para o tema. Primeiramente, foi a definição do protocolo de pesquisa, onde será tratada a estratégia de busca, a consulta da base de dados SCOPUS (Elsevier) utilizando os motores de busca de forma mais proveitosa, e a classificação dos artigos. Será denominado esta etapa como a fase de planejamento.
Para melhor visualização das etapas, segue a ilustração que representa esta fase da pesquisa.
28
Figura 3: Fase de Planejamento
Fonte: Elaboração própria (2018)
A seguir, será detalhado cada etapa desta fase da pesquisa.
3.2.2 Definição de Palavra-Chave
Para desenvolver os estudos atinentes ao tema foram escolhidas três palavras-chave combinadas, gestão de recursos hídricos, distribuição de água e perda de água, que proporcionem a maior fidedignidade durante a pesquisa. A escolha dessas palavras-chave foram norteadas pelo conhecimento prévio do autor sobre o assunto e por expressarem as ideias centrais do trabalho.
29
Nesta etapa, para extrair os resultados das pesquisas nas buscas avançadas foi utilizado o conceito de árvore de palavras-chave para melhor mapeamento e rastreamento dos resultados.
Tabela 2: Estrutura de busca por hierarquia da árvore de palavras-chave, motor de busca, idioma, tipo de documento e números de artigos utilizada na base SCOPUS.
Fonte: Elaboração própria (2018)
Diante da pouca quantidade de artigos em português encontrados na base SCOPUS será considerado apenas a pesquisa com as palavras-chave em inglês.
3.2.3 Escolha da base de dados
Existem várias bases de dados que utilizam indicadores bibliométricos e disponibilizam resultados de análise bibliométrica, sendo a mais conhecida a Web of Science (WoS) da Thomson Reuteurs. Até recentemente, a WoS foi a principal ferramenta utilizada para a realização de análise de citações. Porém, atualmente existem outras ferramentas que também fornecem este e outros recursos que possibilitam a análise bibliométrica, como afirma
Rastreabilidade da pesquisa Nº de documentos
encontrados Rastreabilidade da pesquisa
Nº de documentos encontrados
TITLE-ABS-KEY ( "water resources
management" ) AND DOCTYPE ( ar ) 9,637 document results
TITLE-ABS-KEY ( "gestão de recursos
hídricos" ) AND DOCTYPE ( ar ) 14 document results
( TITLE-ABS-KEY ( "water resources management" ) AND DOCTYPE ( ar ) ) AND ( "Distribution" )
2,393 document results
( TITLE-ABS-KEY ( "gestão de recursos hídricos" ) AND DOCTYPE ( ar ) ) AND ( "distribuição" )
2 document results
( TITLE-ABS-KEY ( "water resources management" ) AND DOCTYPE ( ar ) ) AND ( ( "Distribution" ) ) AND ( "loss" )
349 document results
( TITLE-ABS-KEY ( "gestão de recursos hídricos" ) AND DOCTYPE ( ar ) ) AND ( ( "distribuição" ) ) AND ( "perda" )
0 document results
( TITLE-ABS-KEY ( "water resources management" ) AND DOCTYPE ( ar ) ) AND ( ( ( "Distribution" ) ) AND ( "loss" ) ) AND ( "Brazil" )
33 document results
( TITLE-ABS-KEY ( "gestão de recursos hídricos" ) AND DOCTYPE ( ar ) ) AND ( ( "distribuição" ) ) AND ( "perda" ) AND ( "Brasil" )
0 document results Pesquisa com palavras-chave em inglês Pesquisa com palavras-chave em Português
30
LOPES, et. al. (2012). No presente estudo destaca-se a base de dados utilizada para a pesquisa bibliométrica é a SCOPUS (Elsevier).
A base SCOPUS é o maior base de dados de citações e resumo de literatura revisada por pares: revistas científicas, livros e conferências. O SCOPUS oferece ferramentas inteligentes para rastrear, analisar e visualizar a pesquisa, fornecendo uma visão abrangente da produção mundial de pesquisa nas áreas de ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais e artes e humanidades.
Contrariamente ao que acontece com a WoS, a SCOPUS não foi projetada como um índice de citações, mas inclui citações de artigos desde 1996. A sua principal intenção é a pesquisa por autor e assunto.
Como analisa LOPES, et. al. (2012) como principais vantagens podemos indicar:
Indexa mais de 18.000 títulos de periódicos
Inclui títulos em Acesso Aberto, conferências, páginas web, patentes e livros
A funcionalidade “more” permite visualizar rapidamente os registos órfãos
Cobertura muito forte ao nível das revistas de ciência e tecnologia
Contém ferramentas úteis para identificação dos autores
Gera automaticamente o h-índex
Tem mais conteúdos europeus que a WoS, e inclui mais idiomas para além do Inglês - 60% de cobertura é de fora dos EUA.
As desvantagens, ainda segunda LOPES, et. al. (2012), são:
Cobertura temporal não é muito significativa, uma vez que no caso de muitas revistas só indexa os últimos 5 anos
Cobertura deficiente das áreas das artes e humanidades, mas maior que a da WoS
A maior parte das citações remonta a 1996. Tal resulta num enviesamento do h-index para investigados com carreiras mais longas
Citações de artigos pré-1996 feitas em artigos publicados depois de 1996 não estão incluídas no cálculo no h-index, não sendo contabilizadas, o que limita de duas formas – citação e citado.
31
3.2.4 Definição dos filtros de busca
Os critérios foram definidos com o objetivo de extrair os resultados que possibilitassem uma análise bibliométrica que permitissem uma busca estratégica e eficaz para analisar os pontos propostos no item 1.3.2 – Objetivos específicos.
Na base SCOPUS, os filtros iniciais foram limitar a busca das palavras dentro dos títulos dos artigos, nos resumos e nas palavras-chave. Além disso, foi restringido o tipo de documentos para artigos e quanto a data de publicação foram selecionados todos os anos, como demonstrado na figura 4.
Figura 4: Filtros iniciais na base SCOPUS (Elsevier)
Fonte: Elaboração própria (2018)
No segundo momento, é utilizado a estruturação da pesquisa Booleana.
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Será aplicado a estruturação da pesquisa Booleana, ou seja, na pesquisa realizada na base de dados SCOPUS serão combinadas as palavras-chave usando o operador AND. Nos casos do termo buscado ser composto por mais de uma palavra, serão utilizadas as aspas para agrupá-lo, dando mais complexidade e delimitação para a pesquisa.
Foi utilizada a lógica de combinação booleana para pesquisa das palavras- como descrito na tabela 2 - Árvore de Palavras-chave e outros critérios.
O operador booleano AND foi escolhido por propiciar mais relação na busca por todos os termos digitados.
3.3 ANÁLISE E TRATAMENTO DE DADOS
A análise dos dados, que consistirá na descrição e consolidação dos dados com base na metodologia que fundamenta a bibliometria utilizando os recursos disponíveis na base de dados SCOPUS. Com o intuito de atender as questões apresentadas tanto no objetivo geral, quanto no específico. Foram considerados todos os artigos disponíveis que após aplicados os filtros detalhados, geraram trinta e três artigos que serviram de base ao estudo.
O objetivo do presente é através dos passos de tratativa de dados é avaliar indicadores bibliométricos tais como: o perfil das publicações, principais revistas e suas classificações, principais autores, países com maior quantidade de publicações e os processos de citação. Para dessa forma conseguir indicar caminhos para sugestões de novos produtos acadêmicos.
33 4 GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO EFICIENTE
DE ÁGUA: ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA
A pesquisa priorizou alguns indicadores, para que seja possível mapear os pontos de relevância nos estudos envolvendo conhecimentos hidrológicos e sua gestão. Para tal, demonstraremos o desenvolvimento da pesquisa, descrevendo, abaixo, o detalhamento de cada um dos indicadores e seus resultados:
1. Perfil das publicações
a. Volume de publicações por ano – 1986 a 2018 b. Área de interesse
2. Principais revistas e a classificação a. SJR
b. SNIP
3. Principais autores e a classificação a. H-index
4. Países com maior número de publicações 5. Processos de Citação
a. Citação por artigos
4.1 PERFIL DAS PUBLICAÇÕES
Para traçar o perfil das publicações será mapeado o volume de publicações por ano, analisando de 1986 a 2018; a instituição responsável; e áreas.
4.2 VOLUME DE PUBLICAÇÕES POR ANO – 1986 a 2018
A definição do prazo foi em decorrência da disponibilidade de publicações registradas, ou seja, a primeira publicadas localizada foi em 1986 e a última em 2018.
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Figura 5: Volume de publicação por ano – 1986 a 2018
Fonte: SCOPUS Elsevie (junho/2018)
Analisando a figura 5, percebe-se que não existiam publicações sobre o tema, só começa-se a notar volume de publicação após o ano de 2007. A partir do ano de 2010 o volume de publicações aumenta, chegando no seu ápice no ano de 2017 quando são publicados oito artigos sobre o tema.
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Tabela 3 – Artigos considerados para desenvolvimento da pesquisa
ARTIGOS ANO ÁREA ASSUNTO PAÍS PUBLICAÇÃO AUTORES
1 1986 Agrícola Gestão de recursos hídricos nas fazendas Eua Journal of the American Water Resources Association Rajan K. Sampath; Edward W. Sparling; Robert A. Young; Kenneth C. Nobe. 2 2008 Agrícola Água de irrigação usando tipologias de fazendas e unidades de
França Agricultural Water Management
Poussin J.C., Imache A., Beji R., Le Grusse
P., Benmihoub A. 3 2010 Fora da área de estudo Sazonalidade de inundação em uma comunidade China Hydrological Processes
Tian, S., Luo, W., Jia, Z., Butalia, R.S
4 2011 Agrícola Irrigação na Ásia
Central Ásia Central Irrigation and Drainage. Awan, U.K., Ibrakhimov, M., Tischbein, B.,Kamalov, P., Martius, C., Lamers, J.P. 5 2011 Outros Temas Análise bio-química de corregos e rios de São Paulo Brasil Environmental Management Cunha, D.G.F., Dodds, W.K., Carmo Calijuri, M.D.E. E. 6 2011 Agrícola Foco agrícola da região do Nebrasca, nos EUA
Eua Irrigation and Drainage Healey, N.C., Irmak, A., Arkebauer, T.J., Billesbach, D.P., Lenters, J.D., Hubbard, K.G., Allen, R.G., Kjaersgaard, J. 7 2012 Agrícola Tendências de evaporação na agricultura no Irã Irã International Journal of Climatology Kousari, M.R., Ahani, H. 8 2012 Agrícola Melhoria da gestão de recursos hídricos em regiões áridas e semi-áridas Eua Journal of the American Water Resources Association Houdeshel, C.D., Pomeroy, C.A., Hultine, K.R. 9 2012 Outros Temas Mapeamento de áreas de risco de erosão como ferramenta para o planejamento da gestão de recursos naturais na bacia de Tapacurá, Região
Brasil Natural Hazards
Silva, R.M., Montenegro, S.M.G.L., Santos, C.A.G. 10 2013 Agrícola Precificação da água de irrigação para adaptação à seca no Irã Journal of Hydrology
Nikouei, A., Ward, F.A
11 2013 Agrícola Irrigação no setor
agrícola no Irã Irã
Theoretical and Applied Climatology Kousari, M.R., Ahani, H., Hakimelahi, H. E 12 2013 Agrícola Abastecimento público e na produção agrícola gera conflitos sociais e problemas ambientais no Distrito Federal Brasil Journal Environmental Management Strauch, M., Lima, J.E.F.W., Volk, M., Lorz, C., Makeschin, F. E.
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ARTIGOS ANO ÁREA ASSUNTO PAÍS PUBLICAÇÃO AUTORES
13 2013 Fora da área de estudo Mudanças climáticas que afetam a resposta hidrológica na China. China Regional Environmental Change Huang, J., Zhang, Z., Feng, Y., Hong, H.
14 2013 Gestão Gerenciamento de Recursos sustentáveis da Água China WIT Transactions on Ecology and the
Environment 7th International Conference on Sustainable Water Resources Management, WRM 2013 15 2014 Gestão Recursos para aumentar a disponibilidade de abastecimento de água em regiões de Brasil WIT Transactions on Ecology and the
Environment
da Silva Manca, R., Falconi, S.M., Zuffo, A.C., Dalfré Filho, J.G.
16 2014 Outros Temas
Qualidade da água comparada durante a variação sazonal no Sudeste da China
China PloS ONE Huang, J., Huang, Y., Zhang, Z. 17 2014 Gestão Gestão integrada dos recursos hídricos na bacia do Lago Naivasha, no Quênia Quenia International Journal of Water Resources Development van Oel, P.R., Odongo, V.O., Mulatu, D.W., Ogada, J.O., van der Veen, A.
18 2014 Outros Temas Previsão da erosão do solo e rendimento de sedimentos na bacia hidrográfica do Brasil Journal of Urban and Environmental Engineering da Silva, R.M., Santos, C.A.G., Silva,
A.M. 19 2015 Fora da área de estudo Proliferação de algas em um lago fluvial raso Suiça Water Pinardi, M., Fenocchi, A., Giardino, C., Sibilla, S., Bartoli, M., Bresciani, M 20 2016 Outros Temas Aspectos dos serviços ecossistêmicos na gestão de recursos China International Journal of Environmental Research and
Liu, J., Li, J., Gao, Z., Yang, M., Qin, K.,
Yang, X.
21 2016 Fora da área de estudo
Variáveis biofísicas
na bacia Amazônica Brasil
Hydrology and Earth System
Sciences
Mallick, K., Trebs, I., Boegh, E., Giustarini,
L., Schlerf, M., Drewry, D.T., Hoffmann, L., Von Randow, C., Kruijt, B.,
Araùjo, A., Saleska, S., Ehleringer, J.R.,
Domingues, T.F., Ometto, J.P.H.B., Nobre, A.D., Luiz Leal
De Moraes, O., Hayek, M., William Munger, J., Wofsy,
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ARTIGOS ANO ÁREA ASSUNTO PAÍS PUBLICAÇÃO AUTORES
22 2016 Outros Temas Medição e o monitoramento da poluição em águas continentais é um dos principais desafios na gestão de recursos hídricos Espanha Ecological Indicators Pellicer-Martínez, F., Martínez-Paz, J.M. 23 2016 Fora da área de estudo Variação da concentração de precipitação desde 1960 a 2014 na média e inferior do rio Yangtze China Cuadernos de Investigacion Geografica Zhao, L., Wang, J.M., Zhao, Z., Fang, J. 24 2016 Gestão Impacto do crescimento urbano e consequentemente a perda de área verde, sobre o aumento de resíduos e águas residuais no Campus da Universidade de Juiz de Fora
Brasil Revista Ambiente e Água Rocha, C.H.B., Pereira, B.H.C., Da Silva, A.F.R., (...), Casquin, A.P., de Figueiredo, M.R.. 25 2017 Fora da área de estudo Mapeamento de serviços ecossistêmicos no Cerrado brasileiro Brasil Ecological Indicators Lima, J.E.F.W., de Gois Aquino, F., Chaves, T.A., Lorz,
C 26 2017 Gestão Mudança na gestão dos recursos hídricos, realizando um cenário de tendência até 2050
Eua Water Policy
Boelee, E., Janse, J., Le Gal, A., Kok, M,
Alkemade, R., Ligtvoet, W
38 27 2017 Gestão Instrumentos de incentivo à redução do consumo residencial de água na cidade de Curitiba Brasil Revista Engenharia Sanitária e Ambiental Gutierrez, R.L., Fernandes, V., Rauen, W.B. 28 2017 Gestão Previsão de influxo de reservatórios para uma gestão e planificação eficaz
dos recursos hídricos, com foco em reservatórios da
Tailândia
Tailândia Water Resources Management Supratid, S., Aribarg, T., Supharatid, S. 29 2017 Gestão Modelo de negociação integrativa para apoiar a gestão de recursos hídricos
Brasil Journal of Cleaner Production Medeiros, D.F.K.L., Urtiga, M.M., Morais, D.C. 30 2017 Fora da área de estudo Relação de Microbiota e Metabólitos Secundários de Cianobactérias em Planktothricoides-Dominated Bloom. Eua Enviromental Science and Technology Te, S.H., Tan, B.F., Thompson, J.R., gin, K.Y.-H.
39
Fonte: Elaboração própria (2018)
Como observado na tabela 3, o primeiro artigo registrado foi em 1986. Este estudo trata sobre a gestão de recursos hídricos nas fazendas. Foi publicado pelo Journal of the American Water Resources Association. E, foi inscrito por quatro autores: Rajan K. Sampath; Edward W. Sparling; Robert A. Young; Kenneth C. Nobe. O país de origem é os Estados Unidos da América.
A próxima publicação foi registrada em 2008, após, 22 anos. O estudo também concentra a atenção para o setor agrícola. Foi publicado pelo Agricultural Water Management. Foi incrito por Poussin J.C., Imache A., Beji R., Le Grusse P., Benmihoub A. O país de origem do artigo é a França.
O estudo seguinte só ocorre dois anos depois, em 2010. O artigo versa sobre a sazonalidade de inundação em uma comunidade ribeirinha na China. Pelo conteúdo deste artigo não possuir nenhuma interseção teórica com o proposto no início deste artigo, não será dado relevância a esta publicação em análises futuras.
ARTIGOS ANO ÁREA ASSUNTO PAÍS PUBLICAÇÃO AUTORES
31 2017 Fora da área de estudo
Variabilidade pluviométrica e erosiva das chuvas
na unidade hidrográfica pirapó, paranapanema III e IV – Paraná Brasil O Espaço Geográfico em Análise de Bodas Terassi, P.M., Silveira, H., De Oliveira, JF 32 2017 Agrícola Previsões meteorológicas de curto prazo para a previsão da seca agrícola, analisando parte superior da bacia do rio Colorado (UCRB) no oeste do Texas, focando na otimização do recurso hídrico
Eua Transactions of the ASABE
McDaniel, R. L., Munster, C., Niel
Sem-Gammon, J. 33 2018 Gestão Métodos para Apoiar a Estruturação de Problemas na Gestão e Planejamento de Recursos Hídricos
Eua Water Resources Management
Schramm, V.B., Schramm, F.
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Em 2011, foram publicados três artigos. O primeiro artigo refere-se ao setor agrícola, sobre irrigação na Ásia Central. Foi publicada pelo Irrigation and Drainage. Autores Awan, U.K., Ibrakhimov, M., Tischbein, B.,Kamalov, P., Martius, C., Lamers, J.P.
No segundo artigo publicado em 2011, de origem brasileira, trata sobre uma análise bio-química de corregos e rios de São Paulo com o objetivo ajudar no gerenciamento da água no Estado de São Paulo. Foi publicado pelo Environmental Management. Escrita por Cunha, D.G.F., Dodds, W.K., Carmo Calijuri, M.D.E. E.
O terceiro artigo publicado em 2011, possui o foco agrícola estudando a região do Nebrasca, nos Estados Unidos da América. Foi publicado por Irrigation and Drainage. Foi escrito por Healey, N.C., Irmak, A., Arkebauer, T.J., Billesbach, D.P., Lenters, J.D., Hubbard, K.G., Allen, R.G., Kjaersgaard, J.
Em 2012, também foram publicados três artigos. O primeiro trata sobre tendências de evaporação na agricultura no Irã, Ásia Ocidental. Foi publicado pelo International Journal of Climatology. E seus autores são: Kousari, M.R., Ahani, H.
O segundo artigo de 2012, possui foco na melhora da gestão de recursos hídricos em regiões áridas e semi-áridas, introduzindo um projeto sustentável de biorretenção para irrigação no setor agrícola. Foi publicado pelo Journal of the American Water Resources Association. Os autores são Houdeshel, C.D., Pomeroy, C.A., Hultine, K.R.
O terceiro trabalho no ano de 2012 dedica-se ao estudo do mapeamento de áreas de risco de erosão como ferramenta para o planejamento da gestão de recursos naturais na bacia de Tapacurá, Região Metropolitana do Recife. Foi publicada pelo Natural Hazards. Pelos autores da Silva, R.M., Montenegro, S.M.G.L., Santos, C.A.G..
Em 2013, observa-se um aumento no número de publicações, chegando ao total de cinco. O primeiro artigo fala sobre a precificação da água de irrigação para adaptação à seca no Irã. Publicado no Journal of Hydrology. Foi escrito por Nikouei, A., Ward, F.A.
O segundo artigo de 2013, trata sobre questões relacionadas à irrigação no setor agrícola no Irã. Publicado Theoretical and Applied Climatology. Seus autores são Kousari, M.R., Ahani, H., Hakimelahi, H. E, teve 10 citações.
O terceiro artigo deste mesmo ano, de origem brasileira, foca como o abastecimento público e na produção agrícola gera conflitos sociais e problemas ambientais no Distrito Federal brasileiro e a consequente poluição que gera o aumento dos custos de tratamento de água, visando contribuir para a gestão sustentável dos recursos hídricos. Foi publicada no