ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
AO POLITRAUMATIZADO
Profª. Ms. Sônia M. Josino dos
Santos
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
PACIENTE POLITRAUMATIZADO
TRAUMA
Doença do mundo moderno.
Evento nocivo que advém da liberação de formas específicas de energia ou de barreiras físicas ao fluxo normal de energia. POLITRAUMATISMO
Trauma em mais de um sistema ou segmento corpóreo.
A não implementação de políticas de prevenção e atenção aos acidentes e violências faz aumentar cada vez mais o número de mortes, gerando inúmeras limitações físicas.
A capacitação de recursos humanos para atuarem nos atendimentos tanto pré quanto intra-hospitalar, se faz necessária.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
PACIENTE POLITRAUMATIZADO
Arruda(2002)afirma que no Brasil o aumento de acidentes de trânsito se tornou um grande problema de saúde pública e, ainda que cem mil brasileiros morrem vítimas de trauma a cada ano e cerca de um milhão e quinhentos mil são feridos em acidentes.
Com o passar do tempo se chegou à conclusão que o planejamento das ações e a implantação do processo de enfermagem contribui para a qualidade da assistência a estas vítimas
ATENDIMENTO INICIAL AO
TRAUMATIZADO
A não implementação de políticas de
prevenção e atenção aos acidentes e violências faz aumentar cada vez mais o número de mortes, gerando inúmeras limitações físicas.
A capacitação de recursos humanos para
atuarem nos atendimentos tanto pré quanto intra-hospitalar, se faz necessária.
ATENDIMENTO INICIAL AO
TRAUMATIZADO
ETAPAS DO ATENDIMENTO
Planejamento: equipe pré e hospitalar devem estar
preparados tanto sob o ponto de vista de equipamentos quanto qualificação, pois não se pode prever um acidente envolvendo muitas vítimas;
Triagem: a primeira se dá na cena do acidente pela equipe
pré-hospitalar e mais tarde no nosocômio. Protocolo:
Acidentados excedem a capacidade de transporte (atendimento pré-hospitalar) e/ou o número de vítimas supera as condições do hospital), dar prioridade às com maior chance de sobrevida e quando o número de vítimas não excederem a capacidade de atendimento, tratar, as vítimas com risco iminente e os politraumatizados.
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA VIA
AÉREA
Casos para instalação da cânula de guedel: 1. Apnéia.
2. Incapacidade para manter a via aérea pérvea.
3. Proteção contra aspiração de corpos estranhos.
4. Glasgow menor ou igual a oito;
5. Quando não há ventilação adequada pela mascara facial.
ATENDIMENTO INICIAL AO
TRAUMATIZADO
Lesões aparentes acima das linhas claviculares
e, especialmente as alterações de consciência, sugere lesão em coluna cervical.
Pacientes inconscientes tendem à obstrução
das vias aéreas por queda da língua sobre a hipofaringe ou pela incapacidade de expelir corpos estranhos como sangue e restos alimentares.
O TRAUMA TEM SUA MORTALIDADE
EM TRÊS MOMENTOS DISTINTOS
Tempo Tipo Causas
Até 30 minutos Morte imediata Extensas lesões no cérebro; Secção medular; Lesões cardíacas e de vasos calibrosos.
Até 2 horas Morte precoce Obstrução de VAS (hipoxia);
Choque
hemorrágico.
Após 7 dias Morte tardia Infecções;
Disfunção de
ATENDIMENTO INICIAL
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
A= ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM
CONTROLE DA COLUNA CERVICAL
B= BOA RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
C= CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE
HEMORRAGIA
D= DÉFICIT NEUROLÓGICO/INCAPACIDADE;
E= EXPOSIÇÃO/ COM CONTROLE DA
TEMPERATURA DO AMBIENTE/PREVENÇÃO
DE HIPOTERMIA
ATENDIMENTO INICIAL
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
A= IMOBILIZAÇÃO DA COLUNA, ABERTURA DAS VIAS
AÉREAS, VERIFICAR QUEDA DA LÍNGUA SOB A HIPOFARINGE, PRESENÇA DE CORPOS ESTRANHOS (RESTOS ALIMENTARES, SANGUE OU HEMATOMAS)
DIAGNÓSTICO: RESPOSTA VERBAL ADEQUADA OU NÃO TRATAMENTO: MANOBRAS DE JAW THRUST E CHIN LIFT
E REMOÇÃO CORPO ESTRANHO, ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES, UTILIZAÇÃO DE CÂNULAS EM INDIVÍDUOS INCONSCIENTES E VENTILAÇÃO (O2 SUPLEMENTAR)
MANOBRAS PARA DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS
Manobra de inclinação da cabeça e elevação do mento
MANOBRAS PARA DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS
Jaw thrust
(com as duas mãos, os dedos indicador e
médio projetam o ângulo da mandíbula para frente, os polegares deprimem o lábio inferior, abrindo a boca). Manobra utilizada quando da suspeita de trauma cervical.
ATENDIMENTO INICIAL
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
B:AUSCULTAR
PRESENÇA
OU
AUSÊNCIA DE MURMÚRIO VESICULAR
(TIMPANISMO=PNEUMOTÓRAX,
MACICEZ=HEMOTÓRAX),PALPAR
EM
BUSCA DE CREPITAÇÕES DE ARCOS
COSTAIS E ENFISEMA SUBCUTÂNEO.
ATENDIMENTO INICIAL
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
C: PELE ACINZENTADA NA FACE E ESBRANQUIÇADA NAS
EXTREMIDADES, NÍVEL DE CONSCIÊNCIA ALTERADO PELA MÁ PERFUSÃO CEREBRAL, FREQUÊNCIA DE PULSO RADIAL AUSENTE, PA SISTÓLICA ABAIXO DE 80mmHg e a PERFUSÃO PERIFÉRICA DIMINUÍDA.
TRATAMENTO: CONTROLAR HEMORRAGIA, COM PRESSÃO
MANUAL, PINÇA HEMOSTÁTICA, REPOSIÇÃO VOLÊMICA INICIAL COM CRITALÓIDES (SF. 0,9% OU RINGER LACTATO), DE 1.500 A 2.000ML, INSTALAR DOIS ACESSOS VENOSOS COM CATÉTER CALIBROSO (JELCO 14 OU 16), HEMODERIVADOS VAI DEPENDER DA RESPOSTA Á INFUSÃO INICIAL E APERDA ESTIMADA; ATENÇÃO: ANTES DE INICIAR A REPOSIÇÃO, COLHER AMOSTRA DE SANGUE PARA TIPAGEM, EXAMES LABORATORIAIS.
ATENDIMENTO INICIAL
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
D:VERIFICAR NÍVEL DE CONSCIÊNCIA,
TAMANHO E REAÇÃO PUPILAR AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
EXAME NEUROLÓGICO A=ALERTA
V= RESPONDE AO ESTÍMULO VERBAL D=SÓ RESPONDE Á DOR
ESCALA DE COMA DE GLASGOW – ECG
ABERTURA OCULAR
RESPOSTA VERBAL RESPOSTA MOTORA
Espontânea – 4 Orientado – 5 Obedece aos comandos – 6
Ao estimulo verbal – 3 Confuso – 4 Localiza a dor – 5 A estimulo doloroso – 1 Palavras inapropriadas
– 3
Flexão normal – 4 Nenhuma resposta – 1 Sons – 2 Flexão anormal:
(decorticação) – 2 Nenhuma resposta – 1 Nenhuma resposta – 1
ATENDIMENTO INICIAL
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
E: EXPOR, VERIFICAR SEGMENTOS
CORPÓREOS, CUIDAR DA COLUNA VERTEBRAL E PREVENIR A HIPOTERMIA
ATENDIMENTO INICIAL
HISTÓRIA DO TRAUMA:
A=ALERGIA (TEM ALERGIA)
M=MEDICAMENTO (FAZ USO OU TOMOU
ALGUM)
P= PASSADO MÉDICO (HISTÓRIA DE OUTRAS
DOENÇAS)
L=LÍQUIDOS E ALIMENTOS INGERIDOS;
A=AMBIENTES E EVENTOS RELACIONADOS AO
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA VIA AÉREA
1. Instalação da cânula de guedel (medir do lóbulo da orelha até a comissura labial)
2. No adulto deve-se introduzir com a concavidade voltada para o palato duro e ao atingir o palato mole, girar em 180, em crianças a cânula deve ser introduzida com a concavidade para a língua.
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA VIA AÉREA
Intubação orotraqueal
1. Paciente com apnéia
2. Paciente sem lesão cervical.
Complicações da intubação orotraqueal
1. Espasmo de glote
2. Bronco-espasmo
3. Hipotensão arterial
4. Arritmias e bradicardia
5. Apnéia
6. Tosse e/ou vômitos
7. Traumatismo de dentes, língua, traquéia e esôfago
8. Estenose de laringe, disfonia e rouquidão (tardias).
9. Intubação nasotraqueal
10. Paciente com fratura de coluna cervical (a técnica não exige mobilização da coluna).
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA VIA
AÉREA
Traqueostomia
1. Na impossibilidade de intubação oral ou nasal 2. Lesões graves de face, sangramento oral
3. Fratura de cervical, edema de glote. Complicações da traqueostomia: Asfixia Estenose de laringe Hematomas Perfuração da traquéia Perfuração esofágica Edema de Glote
Paralisia de cordas vocais Aspiração
Perfuração da tireóide Laceração da traquéia
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA
VIA AÉREA
Traqueostomia
A glândula tireóide, uma parte do sistema endócrino (hormonal), tem um papel fundamental no equilíbrio do metabolismo do corpo. Possui dois lóbulos, um direito e um esquerdo, unidos por uma ponte central.
HIPOVOLEMIA
Desequilibrio hidroeletrolítico, resultante de
perdas de volume e consequente diminuição do volume circulante.
A hipovolemia com conseqüente choque
hemorrágico é a principal causa de morte nas primeiras horas após o trauma. Hipotensão arterial, em vítimas de trauma deve ser sempre considerada como conseqüência de hipovolemia:
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA
CIRCULAÇÃO
Avaliar o nível de consciência, coloração da pele,
freqüência do pulso, perfusão periférica, PA e sudorese.
Diagnosticado o choque hipovolêmico, puncionar duas
veias periféricas calibrosas, com cateter 14 ou 16 e, antes de infusão, colher amostras de sangue para tipagem.
Inconsciência, resposta motora lateralizada, alteração da
função pupilar, estão freqüentemente, relacionadas ao aumento da pressão intracraniana e implicam na necessidade de canulação da via aérea e ventilação mecânica.
OBSERVAÇÃO
Traumatismos vertebrais podem não estar acompanhados de lesões medulares, portanto todas as condutas desde o pré ao atendimento hospitalar, incluindo transporte devem ser cautelosos para não converter uma fratura estável em lesão neurológica.
A ausência de alteração de sensibilidade não exclui a fratura de coluna. Portanto o paciente deve ficar alinhado em superfície até a realização de radiografias.
ABORDAGEM HEMODINÂMICA
A hemorragia com conseqüente choque hipovolêmico é a principal causa de morte nas primeiras horas após o trauma.
Choque: qualquer alteração no sistema
cardiovascular, que determine fluxo inadequado com conseqüente inadequada perfusão tecidual.
MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DA
CIRCULAÇÃO
1. Choque Hemorrágico (hipovolêmico) – toda vitima de trauma com hipotensão arterial, aumento da FR, alteração do nível de consciência, taquicardia, pele fria, pulso fraco, sudorese.
Terapêutica imediata para Choque Hipovolêmico:
Contenção da hemorragia; reposição
volêmica com Ringer lactato; adm. de O2 e concentrado de hemácias.
COMPARAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES DO RINGER COM LACTATO E O SORO
FISIOLÓGICO
Componentes Sangu
e Ringer com lactato fisiológico Soro
0,9%
Água Sim Sim Sim
Sódio 135-14 5 130 154 Cloro 98-106 109 154 Cálcio 2,15-2, 5 2,7 Ausente Potássio 3,5-5,3 4 Ausente Bicarbonato de
DEFININDO MORTE
Morte Clínica: Ausência de movimentos respiratórios e de
pulso arterial palpável. O reconhecimento desta etapa e que leva ao início da reanimação.
Morte Biológica Irreversível: E caracterizada pela
deterioração irreversível dos órgãos que ocorre quando não se institui manobras de RCP, após a detecção precoce de morte clínica;
Morte Encefálica Ou Cerebral: Quando há lesão
irreversível do tronco e do córtex cerebral, por injúria direta ou hipóxia por um tempo superior a 5 minutos.
A morte cerebral ocorre quando a pressão intracraniana