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OS IMPACTOS DA CONCESSÃO DO AEROPORTO HERCÍLIO LUZ

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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA GUSTAVO PRADE CARLOS

OS IMPACTOS DA CONCESSÃO DO AEROPORTO HERCÍLIO LUZ

Palhoça 2020

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GUSTAVO PRADE CARLOS

OS IMPACTOS DA CONCESSÃO DO AEROPORTO HERCÍLIO LUZ

Monografia apresentada ao Curso de graduação em Ciências Aeronáuticas, da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel.

Orientador: Prof. Joel Irineu Lohn, MSc.

Palhoça 2020

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GUSTAVO PRADE CARLOS

OS IMPACTOS DA CONCESSÃO DO AEROPORTO HERCÍLIO LUZ

Esta monografia foi julgada adequada à obtenção do título de Bacharel em Ciências Aeronáuticas e aprovada em sua forma final pelo Curso de Ciências Aeronáuticas, da Universidade do Sul de Santa Catarina.

Palhoça, 21 de setembro de 20

__________________________________________ Orientador: Prof. Joel Irineu Lohn, MSc.

__________________________________________ Prof. Cleo Marcus Garcia, MSc

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AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer aos meus professores no curso de ciência aeronáutica da UNISUL por todo conhecimento adquirido e oportunidades criadas, em especial ao meu orientador, professor Joel Irineu Lohn, que proporcionou a ajuda e incentivo para a criação deste trabalho.

Agradeço a minha família e amigos pelo tempo oferecido em apoio nos momentos em que tive dificuldades durante a esta pesquisa e escrita. Foi fundamental este apoio.

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.

“Escava dentro de ti. É lá que está a fonte do bem, e esta pode jorrar continuamente, se a escavares sempre.”

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RESUMO

Este trabalho se propõe a apresentar e analisar a concessão do aeroporto internacional de Florianópolis – SC, aeroporto Hercílio Luz, da Infraero para a iniciativa privada na empresa Zurich Airport, A abordagem se dá por uma pesquisa exploratória realizada na documentação teórica e em uma análise comparativa do aeroporto Hercílio Luz em diferentes gestões de sua operação. A coleta de dados foi realizada no sistema Horus da Secretaria Nacional de Aviação Civil, no sítio da Floripa Airport, canal criado pela concessionária para transparência dos dados e nos estudos de viabilidade para o leilão de concessão e no contrato de concessão disponibilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil. A análise comparativa foi realizada abordando os painéis e infográficos, assim como os dados disponibilizados, avaliando as alterações técnicas, melhorias e construções previstas no contrato para avaliação da qualidade do serviço prestado e manutenção da demanda por passageiros e aeronaves no sítio aeronáutico em questão. No caso de Florianópolis podemos concluir que houve uma grande necessidade de realizar uma parceria com o setor privado para ampliação do espaço físico, principalmente para a ampliação do terminal de passageiros, possibilitando o atendimento da crescente demanda de aeronaves e passageiros. Beneficiando aos usuários do sistema aeroportuário na cidade com as melhorias de infraestrutura e ampliações técnicas para atender também outras categorias de aeronaves. Influenciando na percepção da qualidade do serviço prestado em ao menos 22 dos 30 indicadores utilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil para avaliação da infraestrutura e serviços prestados pela operadora na concessão do aeroporto.

Palavras-chave: Infraestrutura Aeroportuária. Concessão de aeroportos. Concessão aeroporto de Florianópolis. Qualidade de serviços em aeroportos.

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ABSTRACT

This project proposes to present and analyze the concession of the international airport of Florianópolis - SC, Hercílio Luz airport, from Infraero to the private initiative in the company Zurich Airport. The approach is given by an exploratory research carried out in the theoretical documentation and in a comparative analysis the Hercílio Luz airport in different management of its operation. Data collection was carried out in the Horus system of the National Civil Aviation Secretariat, on the Floripa Airport website, a channel created by the concessionaire for data transparency and in the feasibility studies for the concession auction and in the concession contract made available by the National Agency of Civil Aviation. The comparative analysis was carried out addressing the panels and infographics, as well as the data made available, evaluating the technical changes, improvements and constructions provided for in the contract to assess the quality of the service provided and maintain the demand for passengers and aircraft at the aeronautical site in question. In the case of Florianópolis, we can conclude that there was a great need to enter into a partnership with the private sector to expand the physical space, mainly for the expansion of the passenger terminal, making it possible to meet the growing demand for aircraft and passengers. Benefiting airport users in the city with infrastructure improvements and technical expansions to also serve other categories of aircraft. Influencing the perception of the quality of the service provided in at least 22 of the 30 indicators used by the National Civil Aviation Agency to assess the infrastructure and services provided by the operator in the concession of the airport.

Keywords: Airport Infrastructure. Airport concession. Florianópolis airport concession. Quality of services at airports.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 01 – Área influenciada pelo Aeroporto Hercílio Luz... 19

Figura 02 – Histórico de movimentação de aeronaves em Florianópolis ... 21

Figura 03 – Histórico de movimentação de passageiros em Florianópolis ... 22

Figura 04 – Histórico de movimentação de cargas em Florianópolis ... 23

Figura 05 – Projeção de passageiros domésticos em Florianópolis ... 24

Figura 06 – Projeção de passageiros internacionais em Florianópolis ... 24

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Movimentação Aeronaves ... 35 Tabela 2 - Movimentação de Passageiros... 36 Tabela 3 – Melhores IQS no novo terminal...37

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LISTA DE SIGLAS

ACI Avaliação das Condições das Instalações ANAC Agência nacional de aviação civil

BM&F Bolsa de Mercadorias e Futuros BOVESPA Bolsa de Valores de São Paulo

CNT Confederação Nacional do Transporte FIFA Federação internacional de Futebol FNAC Fundo Nacional da Aviação Civil IFR Regra de voo por instrumento IQS Indicador de Qualidade de Serviço PEA Plano de Exploração Aeroportuária PMI Programa de Melhorias da Infraestrutura

PNAE Passageiro com necessidades de assistência especial PQS Plano de Qualidade de Serviço

RBAC Regulamento brasileiro de aviação civil RESA Runway Safety Area

RMA Resumo de Movimentação Aeroportuária RQS Relatório de Qualidade de Serviço SAC Secretaria de Aviação Civil

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SUMÁRIO 1INTRODUÇÃO... 11 1.1 PROBLEMA DA PESQUISA ... 11 1.2 OBJETIVOS ... 11 1.2.1 Objetivo Gerais... 12 1.2.2 Objetivos Específicos ... 12 1.3 JUSTIFICATIVA ... 12 1.4 METODOLOGIA... 13

1.4.1 Natureza da pesquisa e tipo de pesquisa ... 14

1.4.2 Materiais e métodos ... 14

1.4.3 Procedimentos de coleta de dados ... 14

1.4.4 Procedimento de análise dos dados ... 15

1.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ... 15

2GESTÃO AEROPORTUÁRIA BRASILEIRA ... 17

2.1 CONCESSÕES BRASILEIRAS ... 18

3CONCESSÃO DO AEROPORTO DE FLORIANÓPOLIS ... 19

3.1 ESTUDO DE MERCADO PARA O AEROPORTO DE FLORIANÓPOLIS ... 20

3.1.1 Histórico do aeroporto internacional Hercílio Luz ... 21

3.1.2 As projeções para o aeroporto de Florianópolis... 23

3.2 O CONTRATO DE CONCESSÃO ... 25

3.2.1 Objeto do contrato ... 25

3.2.1.1 O novo terminal ... 26

3.2.2 Fases de realização ... 27

4AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO ... 30

4.1 PLANO DE QUALIDADE DE SERVIÇO ... 31

4.2 INDICADORES DE QUALIDADE DE SERVIÇO ... 31

4.2.1 Disponibilidade de equipamentos ... 32

4.2.2 Pesquisa de satisfação de passageiros ... 33

5O AEROPORTO APÓS CONCESSÃO ... 35

5.1 QUALIDADE APÓS CONCESSÃO... 36

6CONCLUSÃO ... 38

REFERÊNCIAS ... 40

ANEXO A - Plano de Exploração Aeroportuária – Tabela de Indicadores de Qualidade de Serviço – IQS ... 44

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1 INTRODUÇÃO

O Brasil vem fortalecendo as parcerias público privadas para diversos setores da economia e em grandes projetos de melhorias. No modal aéreo as concessões para a iniciativa privada vêm ganhando espaço deste 2011 onde ocorreram os primeiros lotes, tendo se apresentado uma boa solução para o setor (ANAC, 2020).

Abordando e descrevendo os benefícios e malefícios desta abertura para a iniciativa privada no caso do Aeroporto Internacional de Florianópolis – SC, aeroporto Hercílio Luz. Onde havia a necessidade de diversas obras de melhoria e ampliações para conter a demanda de movimentação. O aeroporto foi leiloado no dia 16 de março de 2017 para a Zurich Internacional Airport AG, empresa localizada na Suiça e que atualmente também mantem a gestão dos aeroportos de Confins – MG, Vitória – ES e Macaé – RJ.

1.1 PROBLEMA DA PESQUISA

Existem benefícios na parceria onde a entidade publica se desfaz da gestão e operação de um aeroporto para a entidade privada, passando sua atribuição a de fiscalizar um contrato de concessão firmado entre ambas?

E como a prestação do serviço no aeroporto se modificou com esta troca de gestão? Onde e como é possível mensurar os ganhos perceptíveis pelos usuários do complexo aeroportuário?

1.2 OBJETIVOS

Já haviam sido apontadas diversas necessidades de obras para conter a crescente demanda no aeroporto internacional de Florianópolis – SC, junto com o crescente interesse dos programas do governo federal e sucesso nas parcerias público privadas no setor aeroportuário, o contrato de concessão apresenta projetos de melhoria e avaliações da qualidade do serviço e infraestrutura disponibilizada para os usuários.

Sendo o aeroporto concedido a empresa pública INFRAERO e que a viabilidade dos aeroportos em oferecer capacidade e qualidade de serviços a custos razoáveis é

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12

determinante para uma resposta efetiva ao crescimento da sua Demanda (HOLT, 2006). Tornou-se determinante a realização de obras de melhorias.

Mas devemos também avaliar se o presente contrato é benéfico para a sociedade e os usuários do sistema aeroportuário de Florianópolis – SC. E é justamente este o tópico deste presente estudo, realizar um estudo de caso do aeroporto Hercílio Luz na gestão da Zurich Airport.

1.2.1 Objetivo Geral

Realizar análise das mudanças operacionais e de prestação de serviços, assim como o planejamento para o período de concessão do Aeroporto Internacional de Florianópolis para o grupo Zurich Airport.

1.2.2 Objetivos Específicos

Coletar dados da movimentação de passageiros e cargas entre os anos de 2012 e 2019, no período de gestão da Infraero, e após a concessão, no período referente a gestão da Zurich Airport.

Coletar dados referentes a pesquisa de satisfação dos passageiros para o período de 2012 a 2019, utilizando a metodologia da ANAC para pesquisa e coleta da percepção de qualidade dos serviços prestados.

Apresentar detalhes dos projetos de expansão das áreas operacionais e comerciais, conforme descrito no contrato de concessão do aeroporto.

Descrever os projetos já concluídos até o início do ano de 2020, ano em quem se completa 3 anos de concessão, explanando sobre as obras já realizadas.

1.3 JUSTIFICATIVA

Os governantes têm-se tornado adeptos as parcerias entre o setor público e privado, visto as grandes concessões realizados nos últimos anos. Tem-se apresentado a população que a cooperação entre setores pode servir de incentivo para o crescimento e desenvolvimento de diversos setores econômicos e localidades de um país.

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Neste trabalho é abordado o case do aeroporto internacional Hercílio Luz, apresentando as mudanças descritas no contrato de concessão que serão realizadas pela concessionária Zurich Airport. Descrevendo as mudanças que já foram realizadas e se houve uma consequencial melhoria no atendimento a demanda do aeroporto e aos passageiros que circulam diariamente.

São diversas as modificações que serão realizadas durante o período desta parceria, vamos abordar os avanços realizados no caso do aeroporto Hercílio Luz na cidade de Florianópolis – SC. Discriminando os benefícios que são proporcionados a população, as companhias aéreas, e os usuários do espaço, sejam como passageiros ou usuários dos espaços coletivos construídos na imediação do aeroporto.

Analisando as vantagens e desvantagens da realização desta concessão aeroportuária, que se perdurará até 2047. Vamos entender as mudanças operacionais realizadas, em curto espaço de tempo, em que a economia do estado poderá se beneficiar de um melhor complexo aeroportuário na região principal para o transporte aéreo no estado de Santa Catarina.

Para mensurar estas melhorias vamos utilizar os dados de movimentação de passageiros e aeronaves no aeroporto e avaliar o índice de satisfação de atendimento que nos fornecerá a percepção real de atendimento por parte da população presente no complexo aeroportuário. As fontes são públicas, permitindo transparência na gestão da empresa Zurich Airport (SAC, 2018).

1.4 METODOLOGIA

É realizado neste trabalho uma pesquisa explicativa com base na documentação teórica, realizando a análise comparativa entre os diferentes períodos da gestão aeroportuária para o aeroporto internacional de Florianópolis – SC. E sendo o status do aeroporto uma concessão pública, exige-se a transparência dos procedimentos e decisões, onde se realiza a coleta dos dados (BRASIL, 2004).

É realizado, portanto, um estudo de caso de concessão aeroportuária no complexo do aeroporto Hercílio Luz, utilizando-se embasamento na documentação bibliográfica que regula o contrato de concessão, no edital divulgado no 4° trimestre de 2016 e no contrato

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firmado entre o Governo Federal e a empresa privada Zurich Airport, averiguando as melhorias já realizadas, assim como as estipuladas nestes documentos.

1.4.1 Natureza da pesquisa e tipo de pesquisa

A presente pesquisa visa iniciar o acompanhando de melhorias em eficiência para a concessão do principal aeroporto de Santa Catarina, tratando-se de uma pesquisa básica que visa a iniciação da comunidade para o acompanhamento da presente concessão aeroportuária.

É de extrema importância que se conheça os pormenores do que vem sendo realizado para melhorar a qualidade aos usuários do aeroporto de Florianópolis – SC. Assim como o entendimento do quão importante se dá a fiscalização por parte do poder competente.

Sendo apresentando a pesquisa descritiva realizada para o cenário do aeroporto entre o período de 2012 a 2019 e as alterações quanto a percepção dos usuários do aeroporto quando se trata de qualidade.

1.4.2 Materiais e métodos

É utilizado o sistema Horus do Ministério da Infraestrutura, por meio da Secretária Nacional de Aviação Civil e mantida pelo LabTrans/UFSC para a coleta dos dados, e o portal da transparência da Floripa Airport que é mantido pela atual administradora do aeroporto de Florianópolis – SC.

Os materiais contratuais para análise foram retirados do Programa de Parcerias de Investimento do Governo Federal do Brasil, responsável pelos estudos de viabilidade, consulta pública, edital e leilão de concessão para o referido aeroporto. E na ANAC, responsável pela fiscalização do contrato e coleta dos dados.

Além da utilização de bibliografia acerca do tema de concessões, concessões aeroportuárias e transporte aéreo. E da legislação vigente.

1.4.3 Procedimentos de coleta de dados

Os dados coletados são provenientes dos estudos de mercado e viabilidade técnica realizados pela Secretaria Nacional de Aviação Civil. Do sistema Horus – LabTrans/UFSC

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entre os períodos de 2012 e 2019 para a movimentação de aeronaves e movimentação de passageiros no aeroporto de Florianópolis – SC.

O contrato de concessão, assim como anexos e termos aditivos foram retirados na página de concessões da ANAC. E a avaliação de percepção de qualidade do serviço prestado nos dados divulgados pela ANAC e Floripa Airport.

1.4.4 Procedimento de análise dos dados

Com base na pergunta a ser respondida com esta pesquisa, e entender a importância da concessão para o caso do aeroporto Hercílio Luz foi realizada análise comparativa entre o período referente as distintas gestões. Avaliando no aspecto movimentação de aeronaves e passageiros o grau de importância de um novo aeroporto, que já pode ser compreendido quando avaliamos os estudos de mercado realizados e suas projeções.

Quanto a percepção de qualidade pelos usuários do sistema aeroportuário, foi avaliado os aspectos entendidos como melhorias. Utilizando a análise comparativa entre anos distintos podemos avaliar a qualidade gerada na entrega do serviço com a inauguração do novo aeroporto.

É também abordado as alterações previstas no estudo de viabilidade para a concessão do aeroporto e posteriores obras de melhorias abordadas no contrato, para assim entender os ganhos para os usuários no sistema aeroportuário. Com o objetivo de analisar todas estas alterações de infraestrutura, apresentando as obras já realizadas até o ano de 2020 e as futuras alterações já previstas no contrato.

1.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

O leitor encontrará nas próximas seções a explicação de como é estruturado o contrato de concessão do aeroporto, as principais cláusulas que afetam e proporcionam o crescimento da demanda de aeronaves e passageiros para a cidade. Entendendo a responsabilidade da ANAC na fiscalização da qualidade.

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No próximo capítulo é realizado a introdução de como a gestão aeroportuária brasileira é estruturada atualmente, permitindo compreender como se dá esta parceria entre União e empresas privadas para a ampliação e melhoria do sistema aeroportuário nacional.

No capítulo 3 é abordado o caso do aeroporto internacional de Florianópolis – SC, será possível entender a importância desta parceria que foi realizada. É apresentado como o aeroporto teve grande crescimento em sua demanda de passageiros e aeronaves, assim como o que causava a impossibilidade de a infraestrutura conter este crescimento da demanda.

É inserido o estudo de mercado e as projeções para o complexo aeroportuário nos próximos anos, projetando-se até o ano de 2049. Data próxima do encerramento do contrato de concessão realizado, que se encerra em 2047.

Será entendido o contrato de concessão, assim como seus objetos e a realização do novo terminal, verificando as especificidades do contrato para esta obra. Sendo descrito também como se realizará as obras de manutenção e melhorias, descritas em cada uma das fases da concessão.

E avaliado as melhorias, dentro do conceito de percepção da qualidade do serviço prestado, na nova infraestrutura aeroportuária entregue na fase I do contrato. Assim como o planejamento para controle deste nível de qualidade e como se realiza a estrutura e coleta destas informações.

Por fim vamos verificar como se encontra os indicadores do aeroporto internacional de Florianópolis – SC, aeroporto Hercílio Luz e agora também apelidado de Floripa Airport, após a concessão. Como se encontram os indicadores de qualidade e como a demanda de passageiros e aeronaves é atendida nesta nova infraestrutura.

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2 GESTÃO AEROPORTUÁRIA BRASILEIRA

Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88), na forma do art. 21, inciso XII, é competência de a União explorar de forma direta ou mediante autorização, concessão ou permissão a navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária. Portanto cabe ao estado o controle do serviço nos aeroportos, em especial aos aeroportos públicos brasileiros, seja por gestão direta ou concedida (BRASIL, 88).

No Código Brasileiro de Aeronáutica - CBA – em seu art. 36, é especificado as formas de exploração e construção dos aeródromos públicos:

I. Diretamente, pela União

II. Por empresa especializada da Administração Federal Indireta ou suas subsidiárias, vinculadas ao Ministério da Aeronáutica

III. Mediante convênio com os Estados e Municípios IV. Por concessão ou autorização

Desta maneira, um aeroporto poderia ser explorado pela iniciativa privada em apenas duas situações, concessão ou autorização. Porém em todos os âmbitos, tanto os aeroportos públicos quanto sua operação e exploração são monopólios da União:

§ 2° A operação e a exploração de aeroportos e heliportos, bem como dos seus serviços auxiliares, constituem atividade monopolizada da União, em todo o Território Nacional, ou das entidades da Administração Federal Indireta a que se refere este artigo, dentro das áreas delimitadas nos atos administrativos que lhes atribuírem bens, rendas, instalações e serviços (CBA, 1986, P. 09).

A autorização é efetivada apenas para aeródromos públicos onde há operações de serviços aéreos privados, serviços especializados e de taxi aéreo. Sendo limitado os voos regulares, operados por companhias aéreas (SAC/PR, 2015).

A concessão, mesmo presente no CBA/86 ainda não era presente na gestão dos aeroportos brasileiros e mesmo após a publicação da Lei nº 8.987 de 13 fev. de 1995, também conhecida como Lei Geral das Concessões, as primeiras rodadas de concessão de exploração da infraestrutura aeroportuária brasileira para a iniciativa privada só iniciaram em 2011 (BRASIL, 95).

O Decreto n°7.624 de 22 nov. de 2011 trata sobre as condições de exploração e lançamento de edital e contrato de concessão para os aeroportos do Brasil. O modelo adota

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para envolvimento da iniciativa privada na gestão dos aeroportos é caracterizada como concessão tradicional de serviço público e de obra pública, assim, a obra, seja construção ou conservação, é necessária para a execução do serviço concedido. E ao executá-lo o concessionário recebe por ambos (PAIVA, 2015).

2.1 CONCESSÕES BRASILEIRAS

O objeto principal das concessões no Brasil é atrair investimentos que possam ampliar e aperfeiçoar a infraestrutura aeroportuária que existe atualmente, promovendo melhor qualidade no atendimento aos usuários do transporte aéreo. E para que se obtenha este nível de qualidade planejado o aeroporto é ofertado publicamente para o contrato de concessão. São previstos no contrato os padrões internacionais de operação, controle e gestão do aeroporto (ANAC, 2017).

Estes contratos são geridos e fiscalizados pela Agencia Nacional de Aviação Civil (ANAC), tendo início esta modalidade no Brasil com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante – RN, e expandindo-se fortemente no ano de 2013, visto a necessidade de ofertar melhor qualidade da infraestrutura e atendimento nos principais aeroportos brasileiros para receber a demanda de aeronaves e passageiros para a realização da Copa do Mundo FIFA em 2014 e os jogos Olímpicos de 2016.

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3 CONCESSÃO DO AEROPORTO DE FLORIANÓPOLIS

Devemos entender a importância da cidade de Florianópolis – SC para o modal aéreo brasileiro. A cidade concentra elevado número de passageiros graças ao turismo existente na região, principalmente no verão devido à grande variedade de praias exuberantes que recebem turistas do mundo todo, e, no inverno pelo clima frio existente na serra catarinense, localizada a 84 km do aeroporto Hercílio Luz. Com eventos de neve e grandes geadas que estimulam o turismo e os voos domésticos. (GOVERNO DE SANTA CATARINA, 2018). O aeroporto internacional atende também a demanda de outras macrorregiões do estado, como apresentado na figura 01.

Figura 01 – Área influenciada pelo Aeroporto Hercílio Luz

Fonte: Estudo de Mercado Hercílio Luz, SAC/PR, 2014

Outro ponto atrativo para a aviação na cidade é o setor de tecnologia que vem crescendo fortemente. Hoje, Florianópolis possui cerca de 600 empresas de software, hardware e serviços de tecnologia, que além da forte concentração de empregos costuma trazer diversas pessoas para os eventos de negócios, como seminários e congressos (ACIF,

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2015). Um forte exemplo é o RD Summit, o maior evento de marketing e vendas da América Latina.

O aeroporto internacional Hercílio Luz em Florianópolis – SC foi concedido a Zurich Airport na data de 16 de março de 2017, via leilão realizado na BMF&BOVESPA. O objeto da concessão foram os serviços para ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura aeroportuária. (ANAC, 2017)

O novo terminal de passageiros foi entregue dia 29 de setembro de 2019, dentro do prazo inicial, com capacidade para 1330 passageiros em embarque e 1290 passageiros em desembarque, de forma simultânea. O pátio conta com capacidade para 21 aeronaves, sendo 14 pontes telescópicas. E além dos acessos viários, o estacionamento tem capacidade para atender até 2530 veículos.

3.1 ESTUDO DE MERCADO PARA O AEROPORTO DE FLORIANÓPOLIS

A lei de criação da ANAC em seu artigo 8°, inciso XXIV, prevê a agência reguladora a concessão ou autorização a exploração de infraestruturas aeroportuárias no todo ou em parte, devendo também estabelecer o regime tarifário da exploração da infraestrutura (BRASIL, 2005).

Até o ano de 2011 a exploração dos aeroportos brasileiros era operada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), empresa pública fundada por meio de lei N°5.862, de 12 de dezembro de 1972 (INFRAERO, 1972).

Mas devido ao crescimento da demanda pelo transporte aéreo e em busca de melhorias na infraestrutura apresentada, o governo federal buscou oportunidades para realização de novas obras aeroportuárias. Que poderiam acarretar maior oferta de voos domésticos e internacionais com a construção de novos terminais, melhor qualidade do serviço oferecido, entre outras melhorias de infraestrutura para melhorar a segurança operacional (IPEA, 2011).

Outro aspecto importante para quem defende o processo de concessão dos aeroportos brasileiros foi a falta de investimentos nos anos anteriores a 2011. Os valores de investimentos da Infraero sofreram diversas oscilações, demonstrando dificuldades para uma aplicação mais regular de recursos, segundo uma estratégia de longo prazo. Enquanto o

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crescimento na demanda doméstica foi de 263%, no período de 1995 a 2009, os investimentos nos aeroportos apresentaram crescimento de apenas 27% (BARAT, 2009).

Serão consideras para análise o estudo de mercado para a criação do sítio aeroportuário no aeroporto internacional Hercílio Luz realizado a pedido do Governo Federal por via da secretaria da aviação civil no ano de 2015 (SAC, 2015).

3.1.1 Histórico do aeroporto internacional Hercílio Luz

No ano de lançamento o edital de concessão o aeroporto ocupava o 14° lugar entre os aeroportos mais movimentados do país. As figuras abaixo apresentam o histórico de movimentação de aeronaves e passageiros domésticos, internacionais e da aviação executiva entre os anos de 2003 a 2014, contabilizando os voos regulares e não regulares1 (INFRAERO,

2015).

Figura 02 – Histórico de movimentação de aeronaves em Florianópolis

Fonte: Infraero – Relatório de movimentação operacional

Podemos perceber que 63% da movimentação de aeronaves pertence aos voos domésticos regulares e 8,5% aos voos domésticos não regulares. Os voos internacionais somam neste período 5,1% da movimentação do aeroporto. Existe um crescimento no tráfego

1 O Transporte Regular é definido como o voo efetuado com a existência de HOTRAN, conforme Portaria

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de aeronaves no aeroporto Hercílio Luz e via-se por isto uma necessidade de melhor infraestrutura para atender de melhor forma a maior movimentação (LOGIT, 2015).

Figura 03 – Histórico de movimentação de passageiros em Florianópolis

Fonte: Infraero – Relatório de movimentação operacional

Quanto a movimentação de passageiros os voos domésticos são mais representativos, apresentando 92,3% ao transporte regular e 1,0% ao transporte não regular. Os voos internacionais somam 6,2% da movimentação de passageiros registrada no período. Pode-se visualizar a crescente demanda de passageiros para o terminal, que registrou queda apenas no ano de 2014 (SAC/PR, 2015).

Quanto a movimentação de cargas no aeroporto internacional Hercílio Luz não há um padrão regular no período, como demonstra a figura abaixo. Entre o período de 2003 e 2014 foram movimentadas 39.122 toneladas de carga. Importante considerar a participação internacional que sofreu redução a zero a partir de 2013.

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Figura 04 – Histórico de movimentação de cargas em Florianópolis

Fonte: Infraero – Relatório de movimentação operacional

3.1.2 As projeções para o aeroporto de Florianópolis

Foram realizadas as projeções até a data final de 2046, as regressões2

utilizaram-se dos dados de 2003 a 2014, levando em conta as variáveis do PIB (índice Brasil e área de influência), yield3, preço do petróleo brent e o produto industrial internacional (SAC/PR,

2015).

Podemos notar a projeção da movimentação de passageiros domésticos para o aeroporto na figura abaixo, nota-se a crescente demanda pelo aeroporto Hercílio Luz que já havia registrado sua saturação4 da infraestrutura aeroportuária conforme relatório da

Confederação Nacional dos Transportes (CNT, 2015). Assim, foi visto a necessidade de investimentos na criação de um novo terminal aeroportuário e em melhorias de infraestrutura para receber novas aeronaves.

2 Regressão Econométrica de elasticidades, utilizando Modelo Cobb-Douglas.

3 Preço médio pago por quilômetro por passageiro pagante (SAC/PR, 2015).

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Figura 05 – Projeção de passageiros domésticos em Florianópolis

Fonte: SAC/PR – Estudo de mercado aeroporto Hercílio Luz

A projeção para os voos internacionais também é elevada, apresentando a necessidade de um terminal mais preparado para receber estes passageiros. Na figura abaixo é possível notar que para 2020 o volume esperado era superior a 250 mil passageiros.

Figura 06 – Projeção de passageiros internacionais em Florianópolis

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3.2 O CONTRATO DE CONCESSÃO

O modelo de concessão do aeroporto internacional Hercílio Luz foi o Build Operate Transfer (BOT), onde o vencedor do leilão recebe a concessão do setor público para financiar, projetar, construir e operar a nova estrutura aeroportuária, sendo remunerada pelas tarifas relacionadas ao uso do terminal, do pátio, instalações e arrendamento dos espaços comerciais, entre outras possibilidades no “lado terra” (BARAT, 2007).

A ampliação, manutenção e exploração do aeroporto são definidas, de forma específica, no plano de exploração aeroportuária (PEA). Prevendo as especificações mínimas que serão necessárias para os terminais de passageiros, os investimentos iniciais para a melhoria de estrutura e todas demais obrigações relativas à gestão da infraestrutura (ANAC, 2017).

Assim é possível estabelecer os níveis de qualidade para a prestação do serviço, definindo parâmetros mínimos de dimensionamento, os quais delimitam indicadores para mensurar a qualidade do serviço. Estabelecendo também quais planos serão utilizados para a continuidade do funcionamento do aeroporto em determinadas situações.

3.2.1 Objeto do contrato

O objeto do contrato é a concessão dos serviços públicos para ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura aeroportuária do complexo aeroportuário dividido em três fases. Conforme o PAE, a empresa vencedora do leilão terá que realizar a prestação dos serviços de embarque, desembarque, pouso, permanência, armazenamento e capatazia, que respeitarão os valores máximos conforme referenciados no anexo 4 do contrato. Além de outros serviços relacionados a infraestrutura aeroportuária. Permitindo a exploração do complexo aeroportuário (ANAC, 2017).

A exploração do complexo aeroportuário deve ser realizada de forma eficiente, disponibilizando aos usuários a infraestrutura de apoio necessária ao bom funcionamento do aeroporto. As manutenções de todas as instalações, bens e equipamentos existentes no aeroporto são de responsabilidade da concessionária, assim como as obras de melhoria da infraestrutura – de acordo com o prescrito no PEA.

A exploração aeroportuária responde a área civil do aeroporto internacional Hercílio Luz, Florianópolis – SC. Composto por duas áreas de posse da União e duas áreas de

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posse da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Ambas de posse da Infraero até a posterior concessão.

3.2.1.1 O novo terminal

Conforme consta no PEA o novo terminal de passageiros que teve seu início das obras em 15 de janeiro de 2018 deveria ser organizado em dois ou mais níveis operacionais, ocorrendo o embarque e desembarque em pavimentos distintos, o que facilita a via de acesso tanto pelo lado ar quanto pelo lado terra.

Esta obra de 49 mil metros quadrados que iniciou as operações em 1° de outubro de 2019 teve custo de R$550 milhões e prevê a capacidade para 8 milhões de passageiros por ano. Este novo aeroporto é 5 vezes maior que o anterior e eleva a capacidade de passageiros que no antigo terminal era de 2,1 milhões de passageiros por ano (INFRAERO, 2015).

Atualmente são 45 posições de check-in no novo terminal, próximo a aeroportos como o de Porto Alegre – RS, que possui ainda maior movimentação. São 13 portões de embarque, sendo 2 internacionais. São 8 esteiras de restituição de bagagem, sendo 2 internacionais. Além de aproximadamente 2.600 vagas no estacionamento, uma área comercial superior a 5 mil metros quadrados e um boulevard. Uma novidade foi o terraço-mirante que possui vista panorâmica para o pátio de aeronaves (ZURICH, 2019).

Também foram realizados a adequação dos acostamentos da pista de pouso e decolagem 14/32 de acordo com os requisitos regulamentares para aeronaves código “E”. Adequando as faixas da pista, na pista 14/32 e na 03/21, ampliando a segurança operacional na aproximação das aeronaves (ANAC, 2017)

Foi ampliada a RESA com dimensões de 240m x 150m (comprimento x largura) nas cabeceiras da pista 14/32. E implementada a RESA nas cabeceiras 03/21 de acordo com os requisitos de projeto para aeronave crítica em operação (ANAC, 2017).

A pista de pouso e decolagem 14/32 foi ampliada para o comprimento de 2400 metros de acordo com os requisitos regulamentares de projeto para aeronave crítica Código “E” em pista de aproximação de precisão, e implementou-se a pista de taxi paralela ao sul, com ligação direta as cabeceiras da pista (ANAC, 2017).

Foi implementando também o sistema automatizado de gerenciamento e inspeção de segurança de bagagens, capaz de inspecionar 100% das bagagens despachadas e embarcadas no aeroporto, tanto para voos internacionais quanto para os domésticos. E o

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sistema de inspeção de segurança da carga embarcada nas aeronaves com destino doméstico, permitindo inspecionar 100% da carga.

3.2.2 Fases de realização

Incialmente foi transferido as operações do aeroporto da Infraero para a Zurich Airport, em sequência na fase I foi realizada a ampliação do aeroporto por parte da concessionária. Adequando a infraestrutura e recomposição do nível de serviço (ANAC, 2017).

Ainda na fase I (fase I-B) a concessionária realizou os investimentos necessários para disponibilizar os sistemas permanentes que possibilitem a prestação do serviço, com prazo máximo 26 meses a partir da data de eficácia do contrato, tendo se encerrado no dia 27 de setembro de 2019. Nesta fase foi concluído o novo terminal, realizada a construção de um novo pátio de aeronaves com área para atender ao menos 15 aeronaves código “C” e 1 aeronave código “E” e as demais obras mencionadas, de ampliação da pista 14/32, implementação da RESA.

Na fase II, momento atual do contrato, são realizadas ampliações, manutenção e exploração do Aeroporto para atender os parâmetros mínimos de dimensionamento previstos no PEA, de modo a atender e satisfazer a demanda existente para o sítio aeroportuário. Sendo necessário a comunicação da concessionária com a ANAC a cada novo gatilho de investimento (ANAC, 2017).

Estão citados no para esta fase os seguintes projetos, ampliação do pátio de aeronaves de passageiros para o estacionamento de mais 5 aeronaves categoria C, a ampliação das pistas de taxi para acesso ao pátio, em aproximadamente 12.000 m². No terminal de passageiros é esperado a ampliação em 24.000 m² e a construção de mais 3 pontes de embarque para aeronaves categoria C.

Espera-se também a disponibilização de uma área de 4.300 m² para ampliação das instalações de manutenção das companhias aéreas, com infraestrutura básica de apoio. Além da ampliação da central de Utilidades em 1.000 m² e da estação de tratamento de esgoto em 1.500 m². E na área comercial a disponibilização de área equivalente a 7.000 m² para as locadoras de veículos.

Para a fase III da concessão são realizadas novas ampliações no pátio de aeronaves em 20.000 m², possibilitando o estacionamento de mais novas 4 aeronaves

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categoria C. Ampliando as pistas de taxi de acesso a área do pátio e no acesso a área de manutenção. Prevê também a construção de um novo espaço de estacionamento a céu aberto com área total 29.500 m².

No terminal de passageiros terá ampliação da área em 18.000 m², com novas 3 pontes de embarque. Disponibilizando área 2.100 m² para ampliação da área de abastecimento de aeronaves, próximo ao terminal. Nas instalações da área de manutenção das companhias aéreas, prevê disponibilização de 4.700 m² para ampliação. E área de 40.000 m² para instalação de bases de manutenção de aeronaves, localizado próximo as instalações de aviação geral.

No chamado sistema industrial de apoio, ampliação de área de 11.500 m² para a concessionária para novas instalações de serviços aeroportuários, com infraestrutura de apoio básica. Com novas ampliações na central de utilidades e na estação de tratamento de efluentes. E nova área, equivalente a 7.000 m² para ampliação das locadoras de veículos.

Estas ampliações garantem ao aeroporto internacional de Florianópolis – SC a estrutura adequada para gerir a demanda de passageiros e movimentação de aeronaves para o aeroporto. Permitindo que até o final do período de concessão, que finaliza em 2047, a infraestrutura aeroportuária possa receber até 10,3 milhões de passageiros por ano ou 2,700 passageiros por hora simultaneamente. Representando capacidade total 2,4 vezes superior ao valor registrado em 2017, maior volume na movimentação de passageiros por hora-pico (SAC, 2018).

Na figura abaixo podemos visualizar a expectativa para a infraestrutura do sítio aeronáutico Hercílio Luz até a data final do período de concessão e gestão da Zurich Airport.

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Figura 07 – Projeção infraestrutura sítio aeronáutico Hercílio Luz

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4 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO

Para o aeroporto internacional de Florianópolis – SC não foi apresentando plano de estudos específico relacionado a qualidade dos serviços prestados, assim, coube a ANAC propor e realizar ajustes e adequações ao contrato (SILVA, 2019).

Destacamos a maneira como é avaliado a qualidade do serviço prestado, sendo descrito no contrato o Plano de Qualidade de Serviço (PQS) e divulgados nos Relatórios de Qualidade de Serviço (RQS) que são lançados mensalmente no portal de transparência do aeroporto Hercílio Luz. Agem de acordo com a Resolução n°372 de 15 dez. de 2015 (ANAC, 2017).

Os indicadores de qualidade de serviço (IQS) dos aeroportos foram criados pela ANAC com o objetivo de auferir a disponibilidade de equipamentos e instalações dos aeroportos, incluindo o lado ar (pós embarque), os serviços realizados diretamente e as pesquisas de satisfação de passageiros.

Os dados incluem o tempo de fila na inspeção de segurança, conforme térmico e acústico, limpeza e disponibilidade de banheiros, a cordialidade dos funcionários do aeroporto, assim como o custo-benefício, tempo de atendimento ao PNAE (ANAC, 2017).

Os dados são divulgados para prestar transparência em relação a qualidade dos serviços prestados nos aeroportos e sua forma de regulação, o que possibilita o controle por parte da sociedade para estes aspectos (ANAC, 2017).

O ponto mais importante para mensurar a qualidade do serviço prestado, além da fiscalização dos termos apresentados, é a percepção da qualidade pelo usuário. Cada localidade tem uma característica única, mas o foco é o reconhecimento do passageiro no máximo de etapas que for possível.

Para a verificação do IQS do aeroporto internacional Hercílio Luz pela concessionaria a ANAC poderá recorrer a serviço técnico de terceiros, auditoria especializada independente, que será indicada pela contratada e remunerada pela concessionária, mas cabe a ANAC o direito ao veto da indicação (CONTRATO, 2017).

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4.1 PLANO DE QUALIDADE DE SERVIÇO

O PQS, plano de qualidade de serviço demonstra o planejamento da concessionária e a implementação de medidas para assegurar que a qualidade dos serviços prestados aos usuários, cumprindo os parâmetros exigidos no PEA. A produção do PQS é realizada consultando as empresas aéreas usuárias do aeroporto internacional Hercílio Luz, sendo encaminhando posteriormente a ANAC.

Deve compreender a definição das responsabilidades, procedimentos e requisitos mínimos de qualificação para a equipe dedicada ao atendimento, os programas de capacitação e treinamento, as necessidades dos usuários, os protocolos de assistência ao passageiro, os serviços de informação, o sítio eletrônico do aeroporto na internet, os padrões mínimos de serviço, relatórios de qualidade de serviços e plano de ação (ANAC, 2017).

O relatório de qualidade de serviço, RQS deve ser publicado mensalmente no portal de transparência do aeroporto, ele é parte integrante do PQS e deve complementar todos os IQS descritos aqui no apêndice A, incluindo os indicadores utilizados para estabelecer o fator Q que é componente da fórmula de reajuste tarifário e utilizado como fator de qualidade dos serviços prestados. E para as áreas que apresentarem baixo desempenho a concessionária deve desenvolver um plano de ação, integrante do PQS e baseado em estudos técnicos para suprir as deficiências apontadas (ANAC, 2017).

4.2 INDICADORES DE QUALIDADE DE SERVIÇO

A avaliação da qualidade do serviço fornecido é mensurada pelos indicadores de qualidade de serviço, como mencionado anteriormente. Ele inclui os principais aspectos de um aeródromo, considerando os serviços diretos, a disponibilidade dos equipamentos, as instalações no lado ar e principalmente via pesquisa de satisfação que é realizada com os passageiros.

No caso do aeroporto internacional de Florianópolis – SC são considerados os indicadores mencionados no Anexo A deste trabalho. Sendo algum destes indicadores referenciados para o cálculo do fator Q do aeroporto – índice que define o percentual de reajuste tarifário – permitindo que o reajuste tarifário também seja influenciado pela percepção de melhoria no serviço prestado.

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A porcentagem para a redução tarifária é elevada quando houver falha persistente no serviço em cada medição, que ocorre mensalmente. Quando a concessionária estiver o desempenho de determinado IQS abaixo do padrão especificado por 3 meses consecutivos dentro de um ano, ou no período total de 6 meses durante o ano, então o percentual de redução deve ser elevado em 50% do valor tabelado.

Nos serviços diretos, o tempo de fila na inspeção de segurança deverá ser realizado em todos os canais de inspeção, de maneira amostral, por meio da contagem e fluxo médio de saída da área de inspeção de segurança. No caso do tempo de atendimento do PNAE será avaliado o tempo para disponibilização do equipamento necessário ao embarque/desembarque.

Todos os dados referentes a medição deverão ser guardados, podendo a ANAC realizar auditoria em todos os registros a qualquer tempo. Também deverão ser contabilizados os eventos graves ocorridos dentro do espaço aeroportuário, como: furtos, roubos, lesões corporais, entre outros especificados em resolução da ANAC.

4.2.1 Disponibilidade de equipamentos

A avaliação de disponibilidade tem com objetivo a analisar as instalações e sua qualidade para seu desempenho quando utilizadas pelas empresas aéreas e passageiros, não estando fora de uso ou em manutenção não planejada. Fica a cargo da concessionária registrar o horário em que determinado equipamento fica inoperante, seja qual for o motivo. O tempo exigido para que o equipamento retorne a funcionar. E o motivo da paralisação, incluindo circunstâncias gerais de causa do problema.

A indisponibilidade de itens, tanto de equipamentos quanto instalações, quando ocasionadas por um ou mais dos fatores listados abaixo serão excluídos da medição de desempenho da IQS. Todavia, deve a concessionária registrar o horário e motivos da indisponibilidade do equipamento ou sistema, devendo também apresentar a ANAC e as empresas aéreas usuárias do aeroporto um relatório anual informando estes ocorridos, como parte integrante do PQS. Não sendo contabilizados para avaliação de qualidade as interrupções ocorridas por:

• Manutenção planejada para um período de menor movimento, como parte da programação anual previamente submetida à ANAC;

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• Inspeções estabelecidas por lei;

• Indisponibilidade devido a obras de infraestrutura nas instalações ou nas imediações da instalação ou equipamento - desde que a ANAC e os usuários tenham sido notificados com a devida antecedência;

• Paralisações por motivos de segurança, assim entendidas as ações e recursos utilizados para proteger a integridade física ou patrimonial de terceiros, de risco real ou iminente;

• Indisponibilidade decorrente do uso inapropriado por terceiros (tais como empresas aéreas, passageiros ou pessoal de manuseio de solo);

Eventos de força maior que afetem partes substanciais do Aeroporto, incluindo fenômenos climáticos extremos, greves, incêndios, evacuações de segurança e incidentes de terrorismo.

4.2.2 Pesquisa de satisfação de passageiros

As pesquisas de satisfação realizadas com os passageiros deverão ser elaboradas no formato de questionário, sendo entregues e coletadas no terminal de passageiros ou através de pesquisa direta. Deverão estar disponíveis nos idiomas português, espanhol e inglês.

A pesquisa é realizada por amostra, devendo representar no mínimo 0,05% da movimentação de passageiros para o aeroporto no mês. Com no mínimo de 150 pesquisas realizadas no mês.

A programação de entrevista é acordada com a ANAC e deve ter abrangência anual e ser amostra representativa dos voos e passageiros para o aeroporto. Devendo considerar os destinos e origens dos principais voos, os períodos de realização, data e dia da semana. Cabe a ANAC o direito de requisitar cotas representativas nas entrevistas para determinadas áreas do terminal, definindo grupos específicos de passageiros. Filtrando por aeródromo origem/destino, horário do voo, entre outros critérios. Devendo sempre, na medida do possível, ser realizada a escolha aleatória dos passageiros para responder a pesquisa.

O questionário deverá conter todos os indicadores de qualidade listados no Anexo A, que serão avaliados pela percepção de qualidade do usuário cliente do sistema aeroportuário do aeroporto internacional de Florianópolis, devendo ser avaliado cada IQS com notas de 1 a 5, sendo:

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• Muito Bom – 5 pontos; • Bom – 4 pontos; • Satisfatório – 3 pontos; • Ruim – 2 pontos; • Péssimo – 1 ponto;

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5 O AEROPORTO APÓS CONCESSÃO

O Aeroporto internacional de Florianópolis – SC que em seu antigo terminal já operava acima de sua capacidade máxima, vem apresentando melhores resultados. No que se trata da movimentação de aeronaves houve um aumento considerável após a concessão. Conforme consta na tabela 1, após a concessão a Zurich Airport o aeroporto registrou variação acima de 23% no ano de 2018 em comparação com o ano anterior.

Fator evidenciado pelas obras realizadas na infraestrutura aeroportuária, em destaque para a construção da taxiway da pista 14/32 que proporciona hoje agilidade nas operações de pouso e decolagem no aeroporto.

Tabela 1 – Movimentação Aeronaves

Ano Regular/Não Regular Total Variação

(percentual) Doméstico Internacional 2012 37.516 2.750 40.266 - 2013 37.507 1.833 39.340 -2,30% 2014 33.749 1.655 35.404 -10,01% 2015 32.657 1.422 34.079 -3,74% 2016 29.641 1.771 31.412 -7,83% 2017 30.674 1.879 32.553 3,63% 2018 37.702 2.475 40.177 23,42% 2019 40.137 2.216 42.353 5,42% Fonte: ANAC, 2020

Em relação ao movimento de passageiros a movimentação se manteve praticamente constante ao observar o período de 2012 a 2019, porém o antigo terminal se encontrava saturado e as projeções são de aumento da demanda pelo modal aéreo nos próximos anos.

O novo terminal opera hoje próximo de 50% de sua capacidade instalada, possibilitando a atração de usuários para a infraestrutura aeroportuária existente. Conforme a tabela 2, o ano de 2019 mostrou um aumento representativo na movimentação total de passageiros para Florianópolis.

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Tabela 2 - Movimentação de Passageiros

Ano Regular/Não Regular Total Variação

(percentual) Doméstico Internacional 2012 3.162.625 215.152 3.377.777 - 2013 3.684.922 171.607 3.856.529 14,17% 2014 3.445.456 171.367 3.616.823 -6,22% 2015 3.509.473 165.419 3.674.892 1,61% 2016 3.321.341 201.904 3.523.245 -4,13% 2017 3.591.554 236.094 3.827.648 8,64% 2018 3.284.103 225.313 3.509.416 -8,31% 2019 3.650.123 268.107 3.918.230 11,65% Fonte: ANAC, 2020

Dentro do padrão de qualidade do aeroporto podemos perceber a constante evolução na qualidade do serviço. No primeiro ano de concessão a Zurich Airport o terminal de passageiros novo ainda não havia sido entregue e a concessionária operava sua gestão no mesmo terminal que a INFRAERO, tendo alterado operação apenas em outubro de 2019.

Podemos então avaliar dentro de uma mesma gestão (concessionária) os benefícios que um novo terminal de passageiros, novas pontes de embarque, ampliação de pista e diversas outras obras realizadas no aeroporto após leilão, dentro da iniciativa privada.

5.1 QUALIDADE APÓS CONCESSÃO

Dos 30 principais IQS para monitoramento no período de concessão do aeroporto veremos os 15 principais que apresentaram maior melhoria percentual em sua avaliação, e percepção por parte dos usuários. Com destaque para a disponibilidade de sanitários, que apresentou melhora de 21%.

De maneira geral, podemos ver a satisfação geral dos passageiros com os serviços e instalações do aeroporto melhorou 11% em apenas um ano, possivelmente afetado pela alteração de terminal no final de 2019.

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Tabela 3 – Melhores IQS no novo terminal

IQS 2018 2019 Melhoria

Média de Disponibilidade de Sanitários 3,26 3,95 21%

Média de Custo do Estacionamento 3,09 3,51 14%

Média de Limpeza dos Sanitários 3,66 4,14 13%

Média de Valor dos Produtos de Lanchonetes/Restaurantes 2,86 3,23 13% Média de Quantidade e Qualidade de Estabelecimentos

Comerciais 3,78 4,26 13%

Média de Painéis de Informação de Voo 3,76 4,16 11%

Média de Satisfação Geral Do Aeroporto 3,76 4,16 11%

Média de Valor Dos Produtos Comerciais 3,28 3,58 9%

Média de Conforto Acústico Do Aeroporto 3,77 4,11 9%

Instalações De Estacionamento De Veículos 3,84 4,18 9%

Média de Limpeza Geral Do Aeroporto 4,01 4,32 8%

Média de Quantidade E Qualidade De

Lanchonetes/Restaurantes 3,84 4,12 7%

Média de Tempo De Fila No Check-in 4,18 4,39 5%

Cordialidade Do Funcionário Da Aduana 4,5 4,72 5%

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6 CONCLUSÃO

Como o contrato de concessão ainda se encontra em fase inicial, é importante o acompanhamento da gestão e obras futuras já planejadas. Este trabalho estudou os principais tópicos do contrato de concessão do aeroporto internacional de Florianópolis – SC para a inciativa privada na empresa da Zurich Airport, contextualizando a situação atual da infraestrutura aeroportuária. Constatou-se que o sucesso precedente em outras obras realizadas via parceria publico privada também foi possível para o aeroporto.

Abordando o período de 2012 a 2019 para a movimentação do aeroporto podemos perceber que o ano de 2018 apresentou grande diferencial para o fluxo de aeronaves do aeródromo. Grande parte deste aumento é relativo as obras de melhorias na pista, com sua ampliação e construção de novas taxiways e melhorias das taxiway de acesso ao pátio.

A movimentação de passageiros apresentou principal elevação no ano de 2019, principalmente no período final do ano, o que nos revela o sucesso no novo terminal de passageiros inaugurado em outubro de 2019. Possibilitando o atendimento a demanda no setor dentro da capital de Santa Catarina.

Mesmo a gestão se concentrando na iniciativa privada o governo federal tem suas obrigações, na figura de fiscal com a ANAC, é preciso acompanhar juntamente com os demais poderes e setores que usufruem dos benefícios que o modal aéreo traz para a cidade. Até o momento, nestes 3 anos de concessão, visualizamos uma melhora em alguns indicadores de qualidade referenciados pela ANAC no contrato. Trazendo atenção especial na Tabela 3 – Melhores IQS no novo terminal onde registrou-se melhorias de até 21% na percepção da qualidade da infraestrutura.

São justamente estes os benefícios esperados desta parceria, melhoria de infraestrutura e na entrega do serviço para os usuários do modal aéreo, já se percebe uma melhoria para os passageiros que agora possuem novas instalações, para as empresas aéreas que lhe permitem uma base de apoio superior a existente anteriormente. Ganhando também a cidade de Florianópolis e o estado de Santa Catarina com a possibilidade de crescimento da demanda para número superior a 10 milhões de passageiros por ano. Estimulando o turismo na região e para as áreas de negócios e serviços na cidade.

Quanto as projeções para a concessão do aeroporto, percebe-se que foram bastante otimistas, tendo o aeroporto atingido a faixa de 4 milhões de passageiros ano em 2019.

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Necessitando uma elevação na movimentação em 2 milhões de passageiros ano até 2021, previsão realizada no estudo de mercado solicitado pela SAC/PR e anexada ao leilão.

Isto representa um aumento de 50% na movimentação de passageiros para o aeroporto em apenas 2 anos, crescimento nunca registrado em toda história do aeroporto. Impossibilitado ainda mais pela situação pandêmica que vivemos no ano de 2020, que resultou em grande queda na movimentação no primeiro semestre do ano.

Esta imprecisão também se reflete para a projeção na movimentação de aeronaves no aeroporto. Fatores que refletem a expectativa da empresa privada e necessitam de atenção especial do Governo Federal, via SAC e ANAC para fiscalização e correto acompanhamento da contínua melhoria de infraestrutura no complexo aeroportuário.

Por fim, vale se ressaltar que ainda há muito mais a se fazer quanto as melhorias da infraestrutura do complexo aeroportuário de Florianópolis – SC. Mas com o melhor nível de qualidade do serviço prestado e a ampliação da área comercial do aeroporto já conseguimos visualizar os resultados no acréscimo da demanda de aeronaves e passageiros.

Pode-se no encerramento do presente contrato uma nova pesquisa para concluir a importância desta parceria pública privada no caso do aeroporto internacional Hercílio Luz, mensurando o erro do modelo econométrico utilizado no estudo de viabilidade econômica, utilizando dos dados atualizados de movimentação de passageiros e aeronaves no período.

Outro ponto importante a se observar é o crescimento da movimentação de carga anual no aeroporto, que na gestão INFRAERO foi praticamente nulo, mas com as obras realizadas pela Zurich Airport se abriu oportunidades para o transporte aéreo de carga na região de Florianópolis.

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REFERÊNCIAS

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SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – SAC/PR. 2015. Edital de chamento público de estudos n°1/2015.

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SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL – SAC. 2018. Disponibiliza dados sobre a aviação civil no Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/ptbr/assuntos/conteudo/sac-secretaria-de-aviacao-civil12552. Acesso em: 26 ago. 2020.

SILVA, Priscilla Thábata. Regulação de qualidade de serviços em aeroportos concedidos no Brasil. 2019.

ZURICH AIRPORT. 2019. Informações sobre o novo terminal do Floripa Airport. Disponível em: Acesso em: 15 ago. 2020. 43

ZURICH AIRPORT. Estatísticas Hercílio Luz (movimentação passageiros, pesquisa satisfação). Disponível em: . Acesso em 10 de ago. de 2020

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ANEXO A - Plano de Exploração Aeroportuária – Tabela de Indicadores de Qualidade de Serviço – IQS

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Serviços Diretos

1 Tempo na fila de inspeção de segurança

2 Tempo de atendimento a Passageiros com Necessidades de Assistência Especial – PNAE

3 Número de eventos graves relatados (roubos, furtos, atos violentos etc.)

Disponibilidade de Equipamentos

4 Elevadores, escadas e esteiras rolantes

5 Sistema de processamento de bagagens (embarque 6 Sistema de restituição de bagagens (desembarque

7 Equipamento apropriado para embarque e desembarque de Passageiros com Necessidades de Assistência Especial - PNAE 8 Ar pré-condicionado (“Preconditioned Air”)

Instalações Lado Ar

9 Pontes de Embarque

10 Fonte de energia elétrica auxiliar 11 Posições de pátio

12 Atendimento em Pontes de Embarque

Pesquisa de Satisfação dos

Passageiros

13 Qualidade das informações: sinalização, informações de voo, sistema sonoro de aviso aos passageiros e outros

14 Limpeza e disponibilidade de banheiros

15 Conforto e disponibilidade de assentos no saguão de embarque e outras áreas públicas 16 Limpeza geral do aeroporto

17 Cordialidade dos funcionários do aeroporto 18 Disponibilidade de carrinhos para bagagem 19 Disponibilidade de vagas de estacionamento

20 Variedade e qualidade de lojas e praças de alimentação 21 Custo-benefício das lojas e praças de alimentação 22 Satisfação geral em relação ao aeroporto

23 Conforto térmico e acústico

24 Percepção de segurança no aeroporto

25 Opções de estacionamento e custo-benefício

26 Disponibilidade de meio fio para embarque e desembarque

27 Existência de equipamentos para facilitar o deslocamento dentro do terminal de passageiros 28 Organização da fila de inspeção de segurança

29 Disponibilidade, conveniência e localização de serviços bancários 30 Disponibilidade de rede sem fio e outras conexões de internet

Referências

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