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EBITDA da Coteminas S.A. cresce 24% em 2014

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A Coteminas S.A. apresenta os resultados de 2014. As informações financeiras são apresentadas em Reais (R$) e estão consolidadas de acordo com as normas do IFRS.

Em conformidade com as melhores práticas de governança e visando a transparência e a equidade no relacionamento com os investidores da oferta do CRA e o mercado, a partir desse ano, a Coteminas S.A. passa a divulgar seus resultados trimestrais contendo informações econômico-financeiras.

EBITDA da Coteminas S.A. cresce 24% em 2014

1. Destaques de 2014

• Receita líquida alcança R$1.180 milhões em 2014.

• Melhora de 3,7 pontos percentuais na margem bruta, alcançando 28,8%. Lucro bruto de R$340 milhões, 19% superior a 2013.

• A geração operacional de caixa medida pelo EBITDA cresceu 24% quando comparado com 2013, tendo atingido R$201 milhões em 2014 contra R$162 milhões em 2013.

• Melhora de 2,9 pontos percentuais na margem EBITDA consolidada, alcançando 17,1%.

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Informações Resumidas da Coteminas S.A.:

2. Nosso Modelo de Negócio:

A Coteminas é uma sociedade anônima de capital fechado, sediada em Montes Claros, Minas Gerais e 100% controlada pela Springs Global Participações S.A.

NOSSAS OPERAÇÕES E NOSSAS MARCAS

A Coteminas S.A. opera plantas industriais de produtos têxteis para o lar em estado da arte. São nove unidades de produção no Brasil e uma na Argentina. No Brasil, a Companhia opera unidades de produção verticalmente integradas desde a fiação, passando pela tecelagem, preparação, tinturaria, estamparia, acabamento e confecção de produtos têxteis para o lar. Suas atividades industriais são focadas em duas linhas de produtos: cama, mesa e banho (CAMEBA) e produtos intermediários.

CAMEBA: A Companhia desenha, fabrica e comercializa uma linha completa de produtos coordenados com suas marcas e licenças, além de private label, que são distribuídos através dos grandes varejistas nos seus mercados de atuação. A linha de produtos inclui lençóis e fronhas avulsos, jogos de lençóis, toalhas de mesa, toalhas de banho, tapetes e acessórios para o banheiro. Produtos intermediários: A Companhia fabrica e comercializa fios e tecidos para um mercado representado principalmente por pequenas e médias confecções, malharias e tecelagens. Os tecidos são vendidos no seu estado natural ou tintos e estampados.

Os produtos de CAMEBA e Intermediários são vendidos nos mercados multimarcas sul-americanos sob marcas tradicionais, líderes nos seus segmentos de atuação, incluindo: Artex e Santista (Brasil), Arco Íris, Fantasia e Palette (Argentina). Os principais clientes da Coteminas S.A. no segmento multimarcas são lojas de departamento, grandes varejistas, além de lojas e redes especializadas em CAMEBA, de pequeno e médio porte.

Nossas marcas constituem uma importante vantagem competitiva, sendo todas elas tradicionais e líderes nos seus segmentos de atuação. As marcas e seus produtos estão estrategicamente posicionados de forma a atender eficientemente a clientes de diferentes perfis socioeconômicos ao mesmo tempo em que o risco de sobreposição e competição entre as mesmas é reduzido. São elas:

Artex (Brasil): produtos de qualidade seguindo o conceito de luxo acessível, atualizados com as mais novas tendências da moda. São quatro diferentes Home Life Styles: Atual, Relax, Tendência e

Elegance.

Santista (Brasil): marca tradicional de produtos de cama, mesa, banho e acessórios de cama com grande penetração nos mercados de consumo popular e institucional.

Resumo dos resultados (R$ milhões) 2014 2013 % var 14-13

Recei ta bruta 1.537,3 1.499,0 2,6% Recei ta l íqui da 1.180,0 1.139,1 3,6% Lucro bruto 339,9 286,2 18,8% Margem % 28,8% 25,1% 3,7 p.p. EBITDA 201,5 162,1 24,3% Margem % 17,1% 14,2% 2,9 p.p.

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3 Palette (Argentina): produtos de qualidade seguindo o conceito de luxo acessível. Marca líder de mercado com mais de 30 anos de presença junto ao mercado consumidor argentino.

Arco-Íris (Argentina): marca de produtos com design e estilo tradicionais, com foco em diferentes gostos e tendências, e grande penetração de mercado.

Fantasia (Argentina): produtos têxteis de cama e banho para os clientes dos canais de distribuição de consumo popular.

3. Desempenho Econômico Financeiro 3.1 Receita Líquida

A receita bruta consolidada alcançou R$1.537 milhões em 2014. A receita líquida apresentou um aumento de 4%, passando de R$1.139 milhões em 2013 para R$1.180 milhões em 2014.

3.2 Lucro Bruto

O lucro bruto foi de R$340 milhões em 2014, representando um aumento de 19% em relação ao ano anterior, quando totalizou R$286 milhões. A margem bruta aumentou 3,7 pontos percentuais, passando de 25,1% em 2013 para 28,8% no 2014. A venda de produtos de maior valor agregado contribuiu para esse resultado.

3.3 SG&A

As despesas de Vendas, Gerais e Administrativas aumentaram 4%, passando de R$200 milhões em 2013 para R$207 em 2014. Em relação à receita líquida, as despesas de Vendas, Gerais e Administrativas alcançaram 18% em 2014, em linha com 2013.

1,139 1,180

2013 2014

Receita Líquida (R$ milhões)

4% 4% 286 340 25.1% 28.8% 2013 2014

Lucro Bruto (R$ milhões) e Margem %

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4 3.4 EBITDA

O EBITDA de 2014 foi de R$201 milhões, representando um aumento de 24% com relação ao ano anterior. A margem EBITDA de 2014 foi de 17,1%, um aumento de 2,9 pontos percentuais com relação à margem de 2013.

* Resultado de equivalência patrimonial da AMMO. A AMMO é controlada pela controladora da Companhia, Springs Global Participações S.A., a qual possui, em 31 de dezembro de 2014, direta e indiretamente, 100% do capital social de ambas as companhias controladas.

O gráfico abaixo apresenta o EBITDA para os períodos indicados:

3.5 Resultado Financeiro:

O resultado financeiro líquido de 2014 foi uma despesa de R$115 milhões, um montante superior aos R$105 milhões registrados no ano anterior. Os principais fatores que contribuíram para essa variação são discutidos abaixo.

200 207

17.5% 17.5%

2013 2014

Despesas de SG&A (R$ milhões) e % da Receita Líquida

4%

EBITDA (R$ milhões) 2014 2013 % var 14-13

Lucro (Pre juízo) l íqui do do e xe rcíci o 17,0 (14,7) - (+) Impos to de re nda e contri bui çã o s oci a l (2,1) -

-(+) Res ul ta do fi na nce i ro 114,9 104,8 9,6%

(+) De pre ci a çã o e a morti za çã o 67,3 72,0 (6,5%)

(=) Subtotal 197,1 162,1 21,6%

(-) Equi va l ê nci a pa tri moni a l * (4,4) - -

EBITDA 201,5 162,1 24,3% Margem % 17,1% 14,2% 2,9 p.p. 162 201 14.2% 17.1% 2013 2014

EBITDA (R$ milhões) e Margem %

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5 A receita financeira aumentou de R$5 milhões em 2013 para R$14 milhões em 2014 e as despesas financeiras – juros e encargos aumentaram de R$69 milhões em 2013 para R$97 milhões em 2014, devido, principalmente, ao aumento da taxa SELIC em 2014, quando comparado com 2013. As despesas bancárias, impostos, descontos e outros ficaram praticamente estáveis, alcançando R$47 milhões em 2014.

O saldo das variações cambiais aumentou de uma receita de R$5 milhões em 2013 para R$15 milhões em 2014 refletindo a posição atual de exposição em relação ao Dólar.

3.6 Lucro Líquido:

Como resultado do que foi discutido anteriormente, a Companhia apresentou um lucro líquido de R$17 milhões em 2014.

4. Investimentos de Capital:

Os investimentos de capital foram de R$45 milhões em 2014 e R$40 milhões em 2013. Durante 2014, os investimentos de capital refletiram, fundamentalmente, investimentos de modernização de ativos.

5. Endividamento e Capital de Giro:

O ciclo de conversão de caixa da Coteminas S.A. passou de 257 dias em 2013 para 244 dias em 2014. As necessidades de capital de giro que eram de R$826 milhões em 2013 passaram para R$799 milhões em 2014.

Resultado financeiro (R$ milhões) 2014 2013 % var 14-13

Rece i ta s fi na ncei ra s 13,5 4,9 175,5% Des pes a s fi na nce i ra s - juros e enca rgos (96,6) (68,9) 40,2% Des pes a s ba ncá ri a s , i mpos tos , des contos e outros (46,9) (45,6) 2,9% Va ri a çõe s ca mbi a i s l íqui da s 15,1 4,8 214,6% Resultado financeiro (114,9) (104,8) 9,6%

Investimento (R$ milhões) 2014 2013 % var 14-13

Total 45,1 39,8 13,3%

Endividamento (R$ milhões) 2014 2013 % var 14-13

Empré s ti mos e fi na nci a me ntos 504,3 647,3 (22,1%) - Moe da na ci ona l 501,0 617,7 (18,9%) - Moe da e s tra nge i ra 3,3 29,6 (88,9%)

Debê nture s 265,4 -

-Ca i xa e e qui va l e nte s de ca i xa (75,5) (39,5) 91,1%

Capital de giro (R$ milhões) 2014 2013 % var 14-13

Dupl i ca ta s a recebe r 416,9 504,1 (17,3%)

Es toque 418,8 370,4 13,1%

Adi a nta me nto a forne ce dore s 41,5 42,4 (2,1%)

Fornecedore s (78,5) (90,7) (13,5%)

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6 6. Perspectivas

Manteremos o foco na melhoria da rentabilidade dos nossos negócios, o que será obtido pela maior utilização da capacidade das fábricas no Brasil, resultando na maior absorção dos custos fixos, e pela maior conversão de produtos intermediários (fios e tecidos) em produtos confeccionados de maior valor agregado.

Temos a expectativa de que a Coteminas S.A. apresente fluxo de caixa livre, crescente e positivo ao longo dos próximos períodos, gerando recursos que serão prioritariamente utilizados para reduzir o atual nível de alavancagem financeira da Companhia. Adicionalmente, conforme já comunicado ao mercado, a Coteminas S.A. prossegue com o seu programa de desmobilização de ativos não operacionais e não estratégicos.

7. Desenvolvimento Corporativos

• Em julho de 2014, a Coteminas S.A. concluiu captação de R$270 milhões por meio de emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). A amortização ocorrerá em duas parcelas iguais e sucessivas, sendo o primeiro pagamento devido em 13 de junho de 2016 e o segundo pagamento na data do vencimento, ou seja, em 13 de junho de 2017.

• A Coteminas S.A. prossegue com o seu programa de desmobilização de ativos não operacionais e não estratégicos. Em fevereiro de 2015, a Companhia concluiu negociação da venda do imóvel em Montes Claros, compreendendo o terreno de 161.930 m², com edificações com cerca de 28 mil m² de área construída, pelo valor total de R$48 milhões, a serem pagos em 48 meses, sendo 12 meses de carência, corrigido pelo Índice Geral de Preços do Mercado. A conclusão da operação está condicionada à aprovação pela Câmara Municipal de Montes Claros e à assinatura dos instrumentos pertinentes.

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Coteminas S.A.

Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas

Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2014 e

Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras

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COTEMINAS S.A.

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

A T I V O S

Nota Controladora Consolidado

explicativa 2014 2013 2014 2013

CIRCULANTE:

Caixa e equivalentes de caixa 3 75.200 23.254 75.524 39.506

Duplicatas a receber 4 429.029 488.823 416.919 504.106

Estoques 5 372.565 333.715 418.799 370.378

Adiantamentos a fornecedores 38.978 39.502 41.571 42.401

Impostos a recuperar 13.d 14.298 1.350 35.848 16.625

Outros créditos a receber 10.628 7.644 13.159 12.785

--- --- --- --- Total do ativo circulante 940.698 894.288 1.001.820 985.801 --- --- --- ---

NÃO CIRCULANTE:

Realizável a longo prazo

Partes relacionadas 12 105.003 2.836 105.003 2.836

Impostos a recuperar 13.d 3.809 5.627 4.595 5.849

Imposto de renda e contribuição

social diferidos 13.c 52.647 52.647 57.302 53.715 Imobilizado disponível para venda 7.c 1.800 6.724 1.800 6.724

Depósitos judiciais 14 11.638 10.653 11.638 10.653 Outros 3.532 3.511 3.532 3.525 --- --- --- --- 178.429 81.998 183.870 83.302 Investimento em controlada 6 77.344 83.646 - - Investimento em coligada 6 41.588 - 41.588 - Outros investimentos - - 1.968 2.227 Imobilizado 7 760.610 802.506 788.863 832.880 Intangível 14.592 14.592 14.592 14.592 --- --- --- --- Total do ativo não circulante 1.072.563 982.742 1.030.881 933.001 --- --- --- ---

Total dos ativos 2.013.261 1.877.030 2.032.701 1.918.802

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COTEMINAS S.A.

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Nota Controladora Consolidado

explicativa 2014 2013 2014 2013 PASSIVOS CIRCULANTE: Empréstimos e financiamentos 9 362.978 371.859 363.019 395.767 Debênture 10 1.685 - 1.685 - Fornecedores 8 74.239 87.010 78.514 90.676

Obrigações sociais e trabalhistas 30.438 34.255 34.591 37.820

Impostos e taxas 2.189 5.269 4.305 5.920

Concessões governamentais 15 16.556 15.973 16.556 15.973

Outras contas a pagar 42.843 40.484 42.843 40.484

--- --- --- --- Total do passivo circulante 530.928 554.850 541.513 586.640 --- --- --- --- NÃO CIRCULANTE: Empréstimos e financiamentos 9 137.994 245.799 141.321 251.547 Debênture 10 263.748 - 263.748 - Partes relacionadas 12 - 1.085 - 1.085 Concessões governamentais 15 47.875 48.632 47.875 48.632 Provisões diversas 14 13.431 10.931 15.308 12.116 Outras obrigações 27 1.180 3.678 4.229 --- --- --- --- Total do passivo não circulante 463.075 307.627 471.930 317.609 --- --- --- ---

PATRIMÔNIO LÍQUIDO: 11

Capital realizado 1.536.318 1.536.318 1.536.318 1.536.318 Ajuste acumulado de conversão (42.397) (31.269) (42.397) (31.269)

Prejuízos acumulados (474.663) (490.496) (474.663) (490.496)

--- --- --- --- Total do patrimônio líquido 1.019.258 1.014.553 1.019.258 1.014.553 --- --- --- --- Total dos passivos e do

patrimônio líquido 2.013.261 1.877.030 2.032.701 1.918.802 ======== ======== ======== ========

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COTEMINAS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

Nota Controladora Consolidado

explicativa 2014 2013 2014 2013

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 18 1.103.399 1.022.598 1.180.014 1.139.078

CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 17 (795.052) (791.761) (840.148) (852.867)

--- --- --- ---

LUCRO BRUTO 308.347 230.837 339.866 286.211

RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS:

De vendas 17 (123.764) (119.394) (140.372) (135.536) Gerais e administrativas 17 (49.966) (50.388) (57.272) (56.422) Honorários da administração 17 (8.963) (7.684) (8.963) (7.684) Equivalência patrimonial 6 (8.896) 16.427 (4.440) - Outras, líquidas 2.028 3.650 935 3.594 --- --- --- --- RESULTADO OPERACIONAL 118.786 73.448 129.754 90.163

Despesas financeiras – juros e encargos (94.361) (65.998) (96.649) (68.881) Despesas bancárias, impostos, descontos e outros (37.919) (36.026) (46.930) (45.634)

Receitas financeiras 13.576 4.915 13.587 4.913

Variações cambiais, líquidas 16.875 9.009 15.086 4.787

--- --- --- ---

RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS 16.957 (14.652) 14.848 (14.652)

PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Corrente 13.b - - - -

Diferido 13.b - - 2.109 -

--- --- --- --- LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 16.957 (14.652) 16.957 (14.652)

====== ====== ====== ======

LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO BÁSICO E DILUÍDO

POR LOTE DE MIL AÇÕES - R$ 19 10,57 (9,13)

====== ======

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COTEMINAS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 16.957 (14.652) 16.957 (14.652) Outros resultados abrangentes:

- Itens que impactarão o resultado:

Variação cambial sobre investimentos no exterior (11.128) (13.446) (11.128) (13.446) --- --- --- --- RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO 5.829 (28.098) 5.829 (28.098) ======= ======= ======= =======

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COTEMINAS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 e 2013

(Em milhares de Reais)

Nota explicativa Capital realizado Ajuste acumulado de conversão Prejuízos acumulados Total SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 1.536.318 (17.823) (475.844) 1.042.651 Resultado abrangente:

Prejuízo líquido do exercício - - (14.652) (14.652)

Variação cambial sobre investimentos no exterior 2.1 - (13.446) - (13.446) --- --- --- ---

Total do resultado abrangente - (13.446) (14.652) (28.098)

--- --- --- --- SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 1.536.318 (31.269) (490.496) 1.014.553 Resultado abrangente:

Lucro líquido do exercício - - 16.957 16.957

Variação cambial sobre investimentos no exterior 2.1 - (11.128) - (11.128) --- --- --- ---

Total do resultado abrangente - (11.128) 16.957 5.829

Distribuição aos acionistas:

Perda na aquisição de participação em coligada 6 - - (1.124) (1.124) --- --- --- ---

Total da distribuição aos acionistas - - (1.124) (1.124)

--- --- --- --- SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 1.536.318 (42.397) (474.663) 1.019.258 ======== ====== ======= ========

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COTEMINAS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

Fluxos de caixa das atividades operacionais

Lucro (Prejuízo) líquido do exercício 16.957 (14.652) 16.957 (14.652) Ajustes para reconciliar o lucro (prejuízo) líquido ao

caixa gerado pelas atividades operacionais:

Depreciação e amortização 65.305 69.380 67.302 72.023

Equivalência patrimonial 8.896 (16.427) 4.440 -

Ganho no valor recuperável do imobilizado - (8.336) - (8.336) Resultado na alienação do ativo imobilizado 5.690 6.934 5.690 6.934 Imposto de renda e contribuição social - - (2.109) -

Variações cambiais (13.217) 885 (13.216) (1.919)

Juros e encargos 65.463 50.020 67.607 52.869

--- --- --- --- 149.094 87.804 146.671 106.919 Variações nas contas de ativos e passivos

Duplicatas a receber (34.989) (70.215) (7.598) (114.398) Estoques (38.850) (4.502) (48.421) (10.128) Adiantamentos a fornecedores 523 12.264 442 11.146 Impostos a recuperar (12.948) 1.058 (19.223) 2.527 Fornecedores (12.771) 10.003 (31.439) 10.175 Outros (5.521) 18.149 (11.752) 13.979 --- --- --- --- Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais antes

de juros e impostos 44.538 54.561 28.680 20.220

Juros pagos (58.337) (38.072) (60.777) (40.586)

--- --- --- --- Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades

operacionais após juros e impostos (13.799) 16.489 (32.097) (20.366) --- --- --- --- Fluxos de caixa das atividades de investimento

Aquisição de investimentos permanentes (27.953) (33.192) - - Aquisição de ativo imobilizado (41.127) (35.311) (45.090) (39.815) Recebimento pela venda de ativo imobilizado 16.937 7.055 16.937 7.055 Empréstimos entre partes relacionadas (19.310) 24.704 (19.310) 24.704 --- --- --- --- Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (71.453) (36.744) (47.463) (8.056) --- --- --- ---

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COTEMINAS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

Fluxos de caixa das atividades de financiamento

Ingresso de novos empréstimos e debênture 421.664 39.182 421.664 61.348 Liquidação de empréstimos (284.466) (49.838) (304.401) (50.961) --- --- --- --- Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de

financiamento 137.198 (10.656) 117.263 10.387

--- --- --- --- Efeito da variação cambial sobre o caixa e equivalentes

de caixa de controlada no exterior - - (1.685) 1.341 --- --- --- --- Aumento (diminuição) do caixa e equivalentes de caixa 51.946 (30.911) 36.018 (16.694) --- --- --- --- Caixa e equivalentes de caixa:

No início do exercício 23.254 54.165 39.506 56.200

No fim do exercício 75.200 23.254 75.524 39.506

--- --- --- --- Aumento (diminuição) do caixa e equivalentes de caixa 51.946 (30.911) 36.018 (16.694) ======= ======= ======= =======

(17)

COTEMINAS S.A.

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de Reais)

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

RECEITAS

Vendas de mercadorias, produtos e serviços 1.320.183 1.232.312 1.401.094 1.354.790 Provisão para perdas com créditos de clientes (4.854) (984) (5.666) (805) Resultado na alienação do ativo permanente (5.690) (6.934) (5.690) (6.934) --- --- --- --- 1.309.639 1.224.394 1.389.738 1.347.051

INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS

Custos dos produtos, mercadorias e serviços vendidos (452.508) (435.402) (483.809) (477.201) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (291.331) (308.042) (301.178) (319.447) Ganho no valor recuperável do imobilizado - 8.336 - 8.336 --- --- --- --- (743.839) (735.108) (784.987) (788.312)

--- --- --- ---

VALOR ADICIONADO BRUTO 565.800 489.286 604.751 558.739

RETENÇÕES

Depreciação e amortização (65.305) (69.380) (67.302) (72.023)

--- --- --- --- VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA COMPANHIA 500.495 419.906 537.449 486.716 VALOR ADICIONADO RECEBIDO POR TRANSFERÊNCIA

Equivalência patrimonial (8.896) 16.427 (4.440) -

Receitas financeiras 13.576 4.915 13.587 4.913

Variação cambial ativa 17.707 11.484 29.128 12.681

--- --- --- --- 22.387 32.826 38.275 17.594 --- --- --- --- VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 522.882 452.732 575.724 504.310

====== ====== ====== ======

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Remuneração do trabalho 263.610 241.963 275.295 258.054

Impostos, taxas e contribuições 113.289 124.225 133.606 145.195 Remuneração de capitais de terceiros 129.026 101.196 149.866 115.713 Remuneração de capitais próprios 16.957 (14.652) 16.957 (14.652) --- --- --- ---

VALOR ADICIONADO DISTRIBUÍDO 522.882 452.732 575.724 504.310

====== ====== ====== ====== As notas explicativas anexas são parte integrante das demonstrações financeiras.

(18)

1 COTEMINAS S.A.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014

(Valores expressos em milhares de Reais)

1. CONTEXTO OPERACIONAL

A Coteminas S.A. (“Companhia”) é uma sociedade anônima de capital fechado, sediada em Montes Claros, Minas Gerais. A Companhia e sua controlada, Coteminas Argentina S.A., sediada em Buenos Aires – AR, têm por objeto social a produção e a comercialização de fios e tecidos em geral, importação e exportação, podendo participar do capital de outras empresas e adquirir títulos negociáveis no mercado de capitais.

A Companhia é uma indústria líder do setor têxtil no Brasil e um dos maiores fabricantes

integrados no país de tecidos para acessórios domésticos. A Companhia produz e comercializa fios, tecidos acabados e não acabados, confeccionados para cama, mesa e banho. Seus

produtos confeccionados são comercializados através das mais tradicionais marcas do mercado como Artex, Santista, Paládio, Calfat e Garcia, entre outras, além de suprir grandes redes com marcas próprias e/ou exclusivas.

A Companhia e suas filiais instaladas no Brasil, exceto a filial de Blumenau-SC, estão instaladas na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE.

2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração da Companhia em 3 de março de 2015.

Conforme determinado pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e legislação societária, a Companhia apresenta suas demonstrações financeiras individuais (“Controladora”) e

consolidadas (“Consolidado”), elaboradas, simultaneamente, de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (“IFRS”) emitidas pelo “International Accounting Standards Board” (“IASB”), bem como as práticas contábeis adotadas no Brasil, que

compreendem as normas previstas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) aprovados pelo CFC.

A Companhia adotou todas as normas, revisões de normas e interpretações emitidas pelo IASB e pelo CPC que estavam em vigor em 31 de dezembro de 2014.

2.1 – Conversão de saldos em moeda estrangeira a) Moeda funcional e de apresentação

As demonstrações financeiras da controlada incluída na consolidação da Companhia e aquelas utilizadas como base para avaliação dos investimentos pelo método de equivalência patrimonial são preparadas usando-se a moeda funcional da entidade. A moeda funcional de uma entidade é a moeda do ambiente econômico primário em que ela opera. Ao definir a moeda funcional de

(19)

2 sua controlada a Administração considerou qual a moeda que influencia significativamente o preço de venda de seus produtos e serviços, e a moeda na qual a maior parte do custo dos seus insumos de produção é pago ou incorrido.

As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia.

b) Conversão dos saldos

Os resultados e a posição financeira da controlada incluída no consolidado que têm a moeda funcional diferente da moeda de apresentação são convertidos pela moeda de apresentação, conforme abaixo:

i) os saldos ativos e passivos são convertidos à taxa de câmbio vigente na data de encerramento das demonstrações financeiras consolidadas;

ii) as contas de resultado são convertidas pela taxa mensal do câmbio; e

iii) todas as diferenças resultantes de conversão de taxas de câmbio são reconhecidas no patrimônio líquido, na rubrica “Ajuste acumulado de conversão” e são apresentadas como outros resultados abrangentes na demonstração do resultado abrangente.

2.2 – Práticas contábeis

Os principais critérios adotados na elaboração das demonstrações financeiras são como segue: (a) Apuração do resultado--O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência de exercício. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa quanto à sua realização. As receitas e despesas de juros são reconhecidas pelo método da taxa efetiva de juros como receitas e despesas financeiras no resultado. Os ganhos e perdas extraordinários e as transações e provisões que

envolvem ativos permanentes são registradas em lucros e perdas como “Outras, líquidas”. (b) Instrumentos financeiros não derivativos--Os instrumentos financeiros não derivativos incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber e outros recebíveis de curto e longo prazo, empréstimos e financiamentos, fornecedores, outras contas a pagar além de outros instrumentos de dívida e patrimônio. Os instrumentos financeiros não derivativos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo acrescido dos custos diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros não derivativos são mensurados a cada data de balanço, de acordo com a sua classificação, que é definida no reconhecimento inicial com base nos propósitos para os quais foram adquiridos ou emitidos.

Os instrumentos financeiros classificados no ativo se enquadram na categoria de “Empréstimos e recebíveis” e juntamente com os passivos financeiros, após seu reconhecimento inicial pelo seu valor justo, são mensurados com base no custo

amortizado com base no método da taxa efetiva de juros. Os juros, atualização monetária, variação cambial, líquidos de perdas do valor recuperável, quando aplicável, são

reconhecidos no resultado, como receitas ou despesas financeiras, quando incorridos. A Companhia não possui ativos financeiros não derivativos, classificados nas seguintes categorias: (i) mantidos para negociação; (ii) mantidos até o vencimento; e (iii) disponíveis para venda. Também não possui passivos financeiros não derivativos classificados na categoria “Valor justo por meio do resultado”.

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3 (c) Instrumentos financeiros derivativos--Os instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo e, posteriormente, a variação de seu valor justo é registrada no resultado, exceto quando há designação do derivativo para hedge de fluxo de caixa, que deverá seguir o método de contabilização descrita para hedge de fluxo de caixa.

O instrumento financeiro derivativo é classificado como hedge de fluxo de caixa quando objetiva proteger a exposição à variabilidade nos fluxos de caixa que sejam atribuíveis tanto a um risco particular associado a um ativo ou passivo reconhecido quanto a uma operação altamente provável de se realizar ou ao risco de taxa de câmbio de um compromisso firme não reconhecido.

No início da contratação de um derivativo destinado para hedge, a Companhia designa e documenta formalmente o item objeto de hedge, assim como o objetivo da política de risco e a estratégia da transação de hedge. A documentação inclui a identificação do

instrumento de cobertura, o item ou transação a ser protegida, a natureza do risco a ser protegido e como a entidade vai avaliar a efetividade do instrumento de hedge na compensação da exposição a variações no valor justo do item coberto ou dos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto. O objetivo é que tais instrumentos de hedge sejam efetivos para compensar as alterações no valor justo ou fluxos de caixa e são avaliados em uma base contínua para determinar se eles realmente têm sido efetivos durante todo o período para os quais foram designados.

A parcela efetiva do ganho ou perda na variação do valor justo do instrumento de hedge é reconhecida diretamente no patrimônio líquido, enquanto qualquer parcela inefetiva é imediatamente reconhecida como receita ou despesa financeira no resultado do exercício. Os montantes classificados no patrimônio líquido como ajuste de avaliação patrimonial são alocados ao resultado a cada período em que o item objeto do hedge afetar o resultado, retificando o valor da despesa objeto do hedge.

Se o compromisso firme não tiver mais expectativa de ocorrer, os montantes anteriormente reconhecidos no patrimônio líquido são alocados para o resultado. Se o instrumento de cobertura de hedge expira ou é vendido, finalizado ou exercido sem substituição ou

rolagem, ou se a sua designação como um hedge é revogada, os montantes anteriormente reconhecidos no patrimônio líquido são alocados ao resultado.

(d) Caixa e equivalentes de caixa--Incluem saldos em caixa, depósitos bancários à vista, numerários em trânsito e as aplicações financeiras. Possuem vencimentos inferiores a 90 dias (ou sem prazos fixados para resgate) com liquidez imediata, e estão sujeitos a um risco insignificante de mudança de valor. Caixa e equivalentes de caixa são classificados como ativos financeiros não derivativos mensurados ao custo amortizado e seus

rendimentos são registrados no resultado do exercício.

(e) Duplicatas a receber de clientes e provisão para devedores duvidosos--As duplicatas a receber de clientes são apresentadas líquidas da provisão para devedores duvidosos, a qual é constituída com base em análise dos riscos de

realização dos créditos, em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas sobre os valores a receber. As duplicatas a receber de clientes são classificadas como ativos financeiros não derivativos mensurados ao custo amortizado.

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4 (f) Estoques--São avaliados ao custo médio de aquisição ou produção que são

inferiores aos valores de realização e estão demonstrados líquidos da provisão para perdas com itens descontinuados e ou obsoletos. Os valores de realização são os preços estimados de venda no curso normal dos negócios, deduzido dos custos estimados de conclusão de fabricação e despesas de vendas diretamente relacionadas.

(g) Investimentos--Os investimentos em controlada e coligada são avaliados pelo método de equivalência patrimonial, com base em balanço patrimonial levantado pela controlada e pela coligada na mesma data-base da controladora. O valor do patrimônio líquido da controlada sediada no exterior é convertido para Reais com base na taxa corrente de sua moeda funcional e a variação cambial apurada é registrada na conta de “Ajuste acumulado de conversão” no patrimônio líquido e também demonstrado como outros resultados abrangentes.

(h) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos--São reconhecidos como despesas quando incorridos.

(i) Imobilizado--Registrado pelo custo de aquisição ou construção. As depreciações são computadas pelo método linear com base nas taxas que levam em consideração a vida útil estimada dos bens. Os gastos incorridos que aumentam o valor ou

estendem a vida útil estimada dos bens são incorporados ao seu custo; gastos relativos à manutenção e reparos são lançados para resultado quando incorridos. A vida útil estimada dos itens do imobilizado é conforme segue:

Vida útil

Edifícios 40 anos

Instalações 15 anos

Equipamentos 15 anos

UHE Porto Estrela 35 anos

Móveis e utensílios 10 anos

Veículos 5 anos

Computadores e periféricos 5 anos

O valor residual e a vida útil dos ativos são avaliados pela Administração da Companhia pelo menos ao final de cada exercício.

(j) Intangível--Refere-se a marcas adquiridas, que possuem vida útil indefinida e, portanto, não são amortizadas, mas avaliadas pelo seu valor recuperável

anualmente ou na ocorrência de fato que justifique sua avaliação.

(k) Avaliação do valor recuperável dos ativos--Os bens do imobilizado, os intangíveis e outros ativos não circulantes são avaliados anualmente, ou sempre que as

circunstâncias indicarem que seu valor contábil não seja recuperável. As perdas decorrentes desta avaliação, quando existentes, são reconhecidas no resultado do exercício.

(l) Imobilizado disponível para venda--São classificados como disponíveis para a venda os ativos imobilizados que não são mais necessários para uso ou expansão da Companhia e que foram colocados à venda. São mensurados pelo seu valor justo menos despesas de vendas, quando este for menor do que os valores residuais contábeis.

(22)

5 (m) Imposto de renda e contribuição social--A provisão para imposto de renda e

contribuição social sobre o lucro é calculada à alíquota de aproximadamente 34% sobre o resultado tributável e registrada líquida da parcela relativa à redução do imposto de renda. O saldo da provisão no passivo é demonstrado líquido das antecipações efetuadas no período, se aplicável. Para a controlada sediada no exterior, a alíquota de imposto é de 35%.

(n) Imposto de renda e contribuição social diferidos--São registrados imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os saldos do prejuízo fiscal e das diferenças

temporárias decorrentes de provisões registradas contabilmente, que, de acordo com as regras fiscais existentes, serão dedutíveis ou tributáveis somente quando realizadas. Somente é reconhecido um ativo de imposto de renda e contribuição social diferidos quando há expectativa de lucro tributável futuro.

(o) Provisões diversas--É constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir prováveis perdas. Os depósitos judiciais relativos às provisões estão

apresentados no ativo não circulante.

(p) Lucro (prejuízo) básico e diluído por ação--O lucro (prejuízo) básico por ação é calculado dividindo-se o lucro ou prejuízo do período atribuído aos acionistas da companhia pela média ponderada da quantidade de ações em circulação. O lucro

(prejuízo) diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações em circulação para presumir a conversão de ações potenciais a serem emitidas. A Companhia não possui potencial de emissão de novas ações e, portanto, de diluição do lucro (prejuízo) por ações.

(q) Atualizações monetárias e cambiais--Os ativos e passivos sujeitos a atualizações monetárias ou cambiais estão atualizados monetariamente até a data do balanço, de acordo com as taxas publicadas pelo Banco Central do Brasil - BACEN ou pelos índices contratualmente estipulados. Os ganhos e as perdas cambiais e as variações monetárias são reconhecidos no resultado do exercício, exceto pelos ganhos e perdas cambiais sobre os investimentos em subsidiária no exterior, os quais são reconhecidos no patrimônio líquido na rubrica “Ajuste acumulado de conversão”.

(r) Reconhecimento de receita--A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber, deduzida de quaisquer estimativas de devoluções, descontos comerciais e/ou bonificações incondicionais concedidos ao comprador e outras deduções similares. A receita de vendas de produtos é reconhecida quando todas as seguintes condições forem satisfeitas: (i) A Companhia transferiu ao comprador os riscos e benefícios significativos relacionados à propriedade dos produtos; (ii) A Companhia não mantém envolvimento continuado na gestão dos produtos vendidos em grau normalmente associado à propriedade nem controle efetivo sobre tais produtos; (iii) o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade; (iv) é provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia; e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos relacionados à transação podem ser mensurados com confiabilidade.

(s) Demonstrações do Valor Adicionado (“DVA”)--Essas demonstrações têm por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período. São apresentadas pela Companhia, conforme requerido pela legislação societária brasileira, como parte de suas demonstrações financeiras individuais e como informação suplementar às demonstrações financeiras consolidadas, pois não é uma demonstração prevista e nem obrigatória conforme as normas das IFRS. As DVAs foram

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6 preparadas com base em informações obtidas dos registros contábeis que servem de base de preparação das demonstrações financeiras.

2.3 – Uso de estimativas

Na elaboração das demonstrações financeiras foram utilizadas estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. Para efetuar estas estimativas, a Administração utilizou as melhores informações disponíveis na data da elaboração das demonstrações financeiras, bem como a experiência de eventos passados e/ou correntes, considerando ainda pressupostos relativos a eventos futuros. As demonstrações financeiras incluem, portanto, estimativas referentes principalmente à seleção da vida útil do ativo imobilizado, estimativa do valor de recuperação de ativos de vida longa, provisões necessárias para passivos tributários, cíveis e trabalhistas, determinação de provisões para imposto de renda, determinação do valor justo de instrumentos financeiros (ativos e passivos) e outras similares. O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir das estimativas. 2.4 – Critérios de consolidação

As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as demonstrações financeiras da controladora e de sua controlada Coteminas Argentina S.A., da qual possui 100% do capital total.

O processo de consolidação das contas patrimoniais e do resultado corresponde à soma dos saldos das contas do ativo, passivo, receitas e despesas, segundo suas respectivas naturezas, complementadas com a eliminação do investimento na empresa controlada, dos lucros ou prejuízos não realizados e dos saldos das contas entre as empresas incluídas na consolidação. O efeito da variação cambial sobre os investimentos no exterior está destacado na

demonstração das mutações do patrimônio líquido na rubrica “Ajuste acumulado de conversão”. As práticas contábeis da controlada sediada no exterior foram ajustadas para as mesmas práticas contábeis da controladora.

As demonstrações financeiras da empresa controlada sediada no exterior foram convertidas para Reais, com base na taxa corrente do Peso Argentino vigente em 31 de dezembro de 2014, de R$0,3106 (R$0,3592 em 31 de dezembro de 2013) e pela média mensal para as contas de resultado.

2.5 – Novas IFRS, revisões das IFRS e interpretações do IFRIC (Comitê de Interpretação das Normas Internacionais de Relatório Financeiro do IASB).

a) Alguns novos pronunciamentos contábeis do IASB e interpretações do IFRIC foram

publicados e/ou revisados e têm a sua adoção obrigatória para os períodos iniciados após 1º de janeiro de 2014. Esses novos pronunciamentos não geraram efeitos nas demonstrações

financeiras.

Norma Principais exigências

Substituição de Contraparte em Operações de Derivativos e Continuidade da Contabilidade de Hedge – Alterações à Norma IAS 39 e Revisão de Pronunciamentos Técnicos n° 05 do CPC

As alterações permitem que a contabilidade de hedge seja mantida quando houver substituição de contraparte nas operações de derivativos, desde que determinados critérios sejam atendidos.

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7

Norma Principais exigências

Divulgações do Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros – Alterações à norma IAS 36 e Revisão de

Pronunciamentos Técnicos n° 05 do CPC

As alterações restringem o requerimento de divulgação do valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa apenas para períodos em que houver perda ou reversão de perda no valor recuperável dos ativos e expandem e esclarecem os requerimentos de divulgação aplicáveis quando o valor recuperável do ativo ou da unidade geradora de caixa for determinado com base no valor justo menos os custos de venda do ativo ou unidade geradora de caixa.

Alterações à IAS 32 – Compensação de Ativos e Passivos Financeiros

Fornece esclarecimentos sobre a aplicação das regras para compensação de ativos e passivos financeiros.

Entidades de Investimento – alterações à IFRS 10, IFRS 12 e IAS 27 e Revisão de Pronunciamentos Técnicos n° 04 do CPC

As alterações às normas IFRS 10, IFRS 12 e IAS 27 introduzem o conceito de “Entidade de Investimento” nas IFRSs. As alterações estabelecem ainda uma exceção ao princípio geral de consolidação para Entidades de Investimento conforme a norma IFRS 10, introduzindo o requerimento de mensuração ao valor justo através do resultado de determinadas subsidiárias, em substituição à consolidação.

Adicionalmente, as alterações determinam as divulgações requeridas para as entidades que atendem à definição de Entidade de Investimento. Interpretação IFRIC 21 – Taxas e ICPC

19

Fornece orientações sobre quando reconhecer um passivo para uma taxa imposta pelo governo ou entidade governamental, tanto para taxas que são contabilizadas de acordo com a norma IAS 37 quanto para aquelas em que há certeza com relação ao momento de contabilização e ao valor da taxa.

Método de Equivalência Patrimonial nas Demonstrações Financeiras Separadas — alterações à IAS 27 e Revisão de Pronunciamentos Técnicos n° 07 do CPC (Deliberação CVM n° 733/14)

Alterações à norma IAS 27 que permitem que as “entidades contabilizem os investimentos em controladas, empreendimentos controlados em conjunto e coligadas pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras separadas”. Espera-se que as alterações auxiliem algumas jurisdições a convergir suas demonstrações financeiras separadas às IFRSs, reduzindo os custos regulatórios, sem redução nas informações disponíveis aos investidores.

Iniciativa de Divulgação – alterações à IAS 1 e OCPC 07 (Deliberação CVM n° 727/14)

Alterações à norma IAS 1 incluem esclarecimentos sobre (1) materialidade, com relação às demonstrações financeiras, notas explicativas e aos requerimentos de divulgação; (2) agregação ou desagregação de itens nas demonstrações financeiras; (3) apresentação de outros resultados abrangentes de investimentos em coligadas e empreendimentos controlados em conjunto; e (4) flexibilidade na estrutura das notas explicativas e orientações com relação a ordem sistemática das notas.

b) Alguns novos pronunciamentos contábeis do IASB e interpretações do IFRIC foram

publicados e/ou revisados e têm a sua adoção obrigatória para os períodos iniciados após 31 de dezembro de 2014. Todavia, não foi permitida a adoção antecipada dessas normas,

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8

Norma Principais exigências Data de entrada em vigor

IFRS 9 - Instrumentos Financeiros (emitida em 24 de julho de 2014) (*)

IFRS 9 (2014) foi emitido de forma completa, incluindo os requerimentos anteriormente emitidos e alterações adicionais, que introduzem um novo modelo esperado de perdas com valor recuperável e mudanças limitadas nos requerimentos de classificação e mensuração de ativos financeiros. Com as referidas alterações, o IASB concluiu o projeto para instrumentos financeiros.

Aplicável a exercícios ou períodos com início em ou após 1º de janeiro de 2018.

Melhorias anuais às IFRSs: Ciclo 2010– 2012 (*)

Alterações em diversas normas. Aplicáveis a exercícios ou períodos com início em ou após 1º de julho de 2014. Melhorias anuais às IFRSs: Ciclo 2011–

2013 (*)

Alterações em diversas normas. Aplicáveis a exercícios ou períodos com início em ou após 1º de julho de 2014. Agricultura: Ativos Biológicos de Produção

– Alterações às normas IAS 16 e 41 (emitidas em 30 de junho de 2014) (*)

Alterações nas orientações para contabilização dos ativos biológicos de produção (bearer) que passam a ser incluídos no escopo da norma IAS 16 ao invés da norma IAS 41, em função da determinação pelo IASB de que “eles devem ser contabilizados da mesma forma que o imobilizado”.

Aplicáveis a exercícios com início em ou após 1º de janeiro de 2016.

IFRS 15 – Receitas de Contratos com Clientes (emitida em 28 de maio de 2014) (*)

A norma determina um único modelo abrangente para reconhecimento de receitas resultantes de contratos com clientes e substitui as orientações anteriores. A norma determina como e quando as entidades reconhecerão as receitas, através de um modelo simplificado baseado em cinco passos a ser aplicado a todos os contratos com clientes, e requer divulgações mais informativas e relevantes aos usuários das demonstrações

financeiras.

Aplicável a exercícios com início em ou após 1º de janeiro de 2017.

Alterações às normas IAS 16 e 38 – esclarecimentos sobre os métodos aceitáveis para depreciação e amortização (emitidas em 12 de maio de 2014) (*)

As alterações esclarecem que a

determinação da depreciação e amortização com base nas receitas geradas pelas atividades que incluem o uso dos ativos não é apropriada, exceto em circunstâncias limitadas para os ativos intangíveis.

Aplicáveis a exercícios com início em ou após 1º de janeiro de 2016.

Alterações à norma IFRS 11 – Contabilização de aquisições de

participações em operações em conjunto (emitidas em 6 de maio de 2014) (*)

As alterações estabelecem que os princípios relevantes da norma IFRS 3 devem ser aplicados para a contabilização de aquisição de participações em operações em conjunto que constituem-se em um negócio.

Aplicáveis a exercícios com início em ou após 1º de janeiro de 2016.

(26)

9 IFRS 14 – Ativos e Passivos Regulatórios

(emitida em 30 de janeiro de 2014) (*)

A norma permite que as entidades que adotarem as IFRSs pela primeira vez continuem a reconhecer os ativos e passivos regulatórios de acordo com as práticas contábeis anteriores à adoção, tanto na adoção inicial quanto em períodos subsequentes.

Aplicável a exercícios com início em ou após 1º de janeiro de 2016.

Melhorias anuais às IFRSs: Ciclo 2012-2014 (*)

Alterações em diversas normas. Aplicáveis a exercícios ou períodos com início em ou após 1º de janeiro de 2016. Venda ou Contribuição de Ativos entre

Investidor e Coligada ou Empreendimento Controlado em Conjunto — alterações à IFRS 10 e à IAS 28 (emitidas em 11 de setembro de 2014) (*)

Alterações às normas IAS 28 e IFRS 10 para resolver uma inconsistência entre as orientações da IFRS 10 e da IAS 28 sobre a “venda ou contribuição de ativos entre investidor e coligada ou empreendimento controlado em conjunto”. De acordo com as alterações, uma entidade deve reconhecer um ganho ou uma perda integralmente “quando uma transação envolver um negócio” e parcialmente “quando uma transação envolver um ativo que não constitua um negócio”.

Aplicáveis prospectivamente para as vendas ou

contribuições de ativos ocorridas em exercícios ou períodos com início em ou após 1º de janeiro de 2016.

Alterações à norma IAS 19 – Planos de benefício definido: contribuições dos empregados e Revisão de

Pronunciamentos Técnicos n° 06 do CPC (Deliberação CVM n° 728/14) (*)

Alteram os requerimentos para o reconhecimento das contribuições feitas pelos empregados ou terceiros que estão vinculadas aos serviços.

Aplicáveis a exercícios ou períodos com início em ou após 1º de janeiro de 2015.

Entidades de Investimento: Aplicando a Exceção à Consolidação – alterações às normas IFRS 10, 12 e IAS 28 (emitidas em 18 de dezembro de 2014) (*)

Alterações às normas IFRS 10, 12 e IAS 28 para confirmar que (1) a dispensa de apresentar demonstrações financeiras consolidadas está disponível para controladas de entidades de investimento mesmo quando a entidade de investimento mensura todas as suas controladas ao valor justo; (2) as controladas que prestam serviços relacionados às atividades de investimento da controladora não devem ser consolidadas se a controlada for também uma entidade de investimento; (3) coligadas e empreendimentos controlados em conjunto contabilizados pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras de investidora que não seja entidade de investimento poderão manter a mensuração ao valor justo em suas controladas quando qualificarem-se como entidades de investimento; e (4) entidades de investimento que mensuram suas investidas ao valor justo deve divulgar as informações requeridas pela norma IFRS 12.

Aplicáveis a exercícios com início em ou após 1º de janeiro de 2016.

(27)

10 (*) O CPC ainda não editou os respectivos pronunciamentos e modificações correspondentes às IFRS novas e revisadas e às IFRICs. Em decorrência do compromisso do CPC e da CVM de manter atualizado o conjunto de normas emitidas com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua aplicação obrigatória.

3. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

Operações compromissadas(*) 67.158 9.468 67.158 9.468 Cambiais no exterior (US$) 954 1.676 954 1.676 Depósitos no exterior - - 324 16.252 Depósitos em contas correntes 7.088 12.110 7.088 12.110 --- --- --- ---

75.200 23.254 75.524 39.506 ====== ====== ====== ======

(*) Os rendimentos das aplicações financeiras variam de 90% a 100% das taxas que remuneram os Certificados de Depósitos Bancários – CDI.

4. DUPLICATAS A RECEBER

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

Clientes no mercado interno 377.899 379.164 377.899 379.164 Clientes no mercado externo 282 2.285 21.887 29.407 Partes relacionadas

Mercado interno 31.797 110.493 31.797 110.493

Mercado externo 40.175 13.151 7.272 1.312

--- --- --- --- 450.153 505.093 438.855 520.376 Provisão para devedores duvidosos (21.124) (16.270) (21.936) (16.270) --- --- --- --- 429.029 488.823 416.919 504.106 ====== ====== ====== ====== As duplicatas a receber de clientes são compostas substancialmente por títulos cujo prazo médio de recebimento é de aproximadamente 104 dias (127 dias em 31 de dezembro 2013). O saldo da provisão para devedores duvidosos é considerado pela Administração suficiente para cobrir as perdas esperadas com estes títulos.

(28)

11 A composição das duplicatas a receber consolidada por idade de vencimento é como segue:

2014 2013

A vencer 369.232 464.353

Vencidas até 30 dias 18.675 11.570 Vencidas de 31 a 60 dias 5.802 4.651 Vencidas de 61 a 90 dias 5.205 3.779 Vencidas de 91 a 180 dias 5.589 640 Vencidas de 181 a 360 dias 2.039 2.401 Vencidas acima de 360 dias 32.313 32.982 --- --- 438.855 520.376 ======= =======

A movimentação da provisão para devedores duvidosos consolidada é como segue:

2014 2013

Saldo no início do exercício (16.270) (15.465)

Adições (6.027) (1.173)

Baixas 361 368

--- --- Saldo no final do exercício (21.936) (16.270)

======= =======

5. ESTOQUES

Controladora Consolidado

2014 2013 2014 2013

Matéria-prima, secundários e outros 91.241 76.779 115.119 95.203 Produtos em elaboração 93.174 88.307 97.617 93.585 Produtos acabados 140.689 127.678 154.247 137.425 Peças de reposição 47.461 40.951 51.816 44.165 --- --- --- --- 372.565 333.715 418.799 370.378 ====== ====== ====== ====== Os estoques estão demonstrados líquidos dos saldos das provisões para perdas que, na avaliação da Administração, são consideradas suficientes para cobrir perdas na realização com estoques descontinuados e ou obsoletos.

(29)

12 A movimentação da provisão para perdas consolidada é como segue:

2013 Adições Baixas Variação cambial 2014 Matéria-prima e secundários (1.159) (154) - - (1.313) Peças de reposição (1.577) - 473 5 (1.099) --- --- --- --- --- (2.736) (154) 473 5 (2.412) ======= ======= ======= ===== ======

6. INVESTIMENTOS EM CONTROLADA E COLIGADA

Patri- mônio

Partici- pação

Resul-

tado do Total dos investimentos

Resultado de equiva- lência patrimonial líquido - % exercício 2014 2013 2014 2013 Controlada - Coteminas Argentina S.A. 77.344 100,00 (4.456) 77.344 83.646 (4.456) 16.427 ====== ====== --- --- Coligada - AMMO Varejo Ltda.(*) 141.792 29,33 (43.098) 41.588 - (4.440) - ====== ====== --- --- Total (8.896) 16.427 ====== ======

(*) Em 31 de agosto de 2014, a Companhia efetuou aporte de capital no valor de R$47.153, utilizando-se parte dos créditos em aberto com a AMMO Varejo Ltda. (“AMMO”) naquela data. O resultado de equivalência patrimonial em 2014 foi apurado a partir daquela data.

A AMMO é controlada pela controladora da Companhia, a Springs Global Participações S.A. (“SGPSA”), da qual possui, em 31 de dezembro de 2014, direta e indiretamente, 100% do capital social de ambas as companhias controladas.

(30)

13 7. IMOBILIZADO E IMOBILIZADO DISPONÍVEL PARA VENDA

a. Imobilizado – controladora

2014 2013

Taxa

% (*) Custo

Depreciação

acumulada Líquido Líquido

Terrenos e benfeitorias - 15.453 - 15.453 15.466

Edifícios 2,3 388.924 (139.489) 249.435 256.074

Instalações 5,1 221.420 (135.218) 86.202 92.858

Máquinas e equipamentos 6,0 998.808 (681.441) 317.367 333.463

UHE - Porto Estrela (**) 3,8 37.534 (12.287) 25.247 26.674

Móveis e utensílios 9,9 17.612 (13.875) 3.737 3.461 Veículos 20,0 10.884 (8.635) 2.249 17.272 Computadores e periféricos 20,0 9.982 (8.249) 1.733 1.757 Obras em andamento - 49.784 - 49.784 44.851 Outros 10,0 12.273 (2.870) 9.403 10.630 --- --- --- --- 1.762.674 (1.002.064) 760.610 802.506 ======== ======== ======== ======== b. Imobilizado - consolidado 2014 2013 Taxa % (*) Custo Depreciação

acumulada Líquido Líquido

Terrenos e benfeitorias - 20.650 (8) 20.642 21.306

Edifícios 2,3 394.757 (140.392) 254.365 262.028

Instalações 5,1 227.799 (137.438) 90.361 96.834

Máquinas e equipamentos 6,0 1.026.740 (698.830) 327.910 342.106

UHE - Porto Estrela (**) 3,8 37.534 (12.287) 25.247 26.674

Móveis e utensílios 9,9 17.906 (13.947) 3.959 3.545 Veículos 20,0 11.055 (8.697) 2.358 17.327 Computadores e periféricos 20,0 10.491 (8.653) 1.838 1.878 Obras em andamento - 52.779 - 52.779 50.552 Outros 10,0 12.273 (2.869) 9.404 10.630 --- --- --- --- 1.811.984 (1.023.121) 788.863 832.880 ========= ======== ======== ========

(*) Taxa média ponderada anual de depreciação, excluindo os itens totalmente depreciados. (**) Vide nota explicativa nº15 às demonstrações financeiras.

Tendo em vista sua rentabilidade operacional e geração de caixa, a Companhia não encontrou indícios de deterioração ou de não recuperação dos saldos mantidos como imobilizado.

(31)

14 A movimentação dos saldos do ativo imobilizado consolidado é conforme segue:

Custo:

2013 Adições Baixas

Transferências para o disponível

para venda Transferências

Variação cambial 2014 Terrenos e benfeitorias 21.315 127 (13) - - (779) 20.650 Edifícios 393.530 11 (60) - 2.189 (913) 394.757 Instalações 226.235 1.351 (343) (779) 2.021 (686) 227.799 Máquinas e equipamentos 1.002.828 15.630 (4.375) (201) 16.163 (3.305) 1.026.740

UHE – Porto Estrela 37.528 6 - - - - 37.534

Móveis e utensílios 17.159 1.028 (389) - 110 (2) 17.906 Veículos 32.136 1.233 (1.729) (20.813) 234 (6) 11.055 Computadores e periféricos 9.985 752 (222) - 36 (60) 10.491 Obras em andamento 50.552 24.952 (842) - (20.753) (1.130) 52.779 Outros 12.273 - - - 12.273 --- --- --- --- --- --- --- 1.803.541 45.090 (7.973) (21.793) - (6.881) 1.811.984 ======== ======= ======= ======== ======== ======== ======== Depreciação acumulada: 2013 Adições Baixas Transferências para o disponível

para venda Transferências

Variação cambial 2014 Terrenos e benfeitorias (9) - - - - 1 (8) Edifícios (131.502) (9.094) 19 - 95 90 (140.392) Instalações (129.401) (8.978) 309 437 (23) 218 (137.438) Máquinas e equipamentos (660.722) (42.855) 3.333 (890) (116) 2.420 (698.830)

UHE – Porto Estrela (10.854) (1.433) - - - - (12.287)

Móveis e utensílios (13.614) (732) 368 - 28 3 (13.947) Veículos (14.809) (2.164) 1.067 7.206 - 3 (8.697) Computadores e periféricos (8.107) (820) 214 - 16 44 (8.653) Outros (1.643) (1.226) - - - - (2.869) --- --- --- --- --- --- --- (970.661) (67.302) 5.310 6.753 - 2.779 (1.023.121) ======== ======= ======= ======== ======== ======== =========

c. Imobilizado disponível para venda

No curso normal de suas operações, a Companhia vem atualizando seu parque industrial, e com isso, disponibilizou para venda máquinas e equipamentos já substituídos em parte.

Adicionalmente, os equipamentos disponibilizados decorrentes da readequação das capacidades produtivas também foram incluídos nesta rubrica.

(32)

15 Esses ativos foram avaliados pelo menor valor entre seu valor contábil e seu valor de mercado, resultando no reconhecimento de perdas prováveis em sua realização (redução ao valor recuperável) como segue:

Controladora e consolidado

2014 2013

Custo 23.073 103.788

Depreciação (14.877) (75.949)

Provisão para perda (6.396) (21.115)

--- ---

1.800 6.724

====== ======

A movimentação do imobilizado disponível para a venda foi como segue:

2013 Adições Baixas

Transferências

do imobilizado 2014

Custo 103.788 - (102.508) 21.793 23.073

Depreciação (75.949) - 67.825 (6.753) (14.877)

Provisão para perda (21.115) (4.077) 18.796 - (6.396)

--- --- --- --- --- 6.724 (4.077) (15.887) 15.040 1.800 ====== ====== ====== ====== ====== 8. FORNECEDORES Controladora Consolidado 2014 2013 2014 2013 Mercado interno 72.023 84.919 72.023 84.919 Mercado externo 2.189 1.319 6.491 4.985 Empresas associadas: Mercado externo 27 772 - 772 --- --- --- --- 74.239 87.010 78.514 90.676 ====== ====== ====== ======

As contas a pagar a fornecedores são compostas substancialmente por títulos cujo prazo médio de pagamento é de aproximadamente 11 dias (14 dias em 31 de dezembro de 2013).

Em fornecedores no mercado interno estão incluídos saldos de compras financiadas de matéria-prima, no valor de R$54.011 (R$56.973 em 31 de dezembro de 2013).

(33)

16 9. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

Taxa anual Consolidado

Moeda de juros - % Vencimento 2014 2013

Moeda nacional (*): Programa de Apoio ao

Desenvolvimento Industrial – PROADI R$ TR 2015 42 51

Banco do Brasil S.A. (Revitaliza) R$ 4,5 a 9,0 2016 13.136 21.433

BNDES (Revitaliza) R$ 4,5 a 9,0 2016 13.136 21.433

BNDES (Finame) R$ 3,0 a 7,0 2023 5.210 4.447

Banco do Brasil S.A. (conta garantida) R$ 118,7 do CDI 2015 17.000 16.894

Banco Bradesco S.A. (conta garantida) R$ 124,0 do CDI 2015 13.023 13.645

Banco Santander S.A. R$ TJLP + 5,69 2014 - 31.934

Banco Santander S.A. R$ 114,1 e 123,5 CDI 2016 37.648 -

Banco Votorantim S.A. R$ TJLP + 3,3 2015 17.407 43.508

Banco do Brasil S.A. (NCI) R$ 108,5 e 113,6 CDI 2016 279.686 256.804

Banco Itaú BBA S.A (a) R$ 121,0 do CDI 2016 104.684 207.509

--- ---

500.972 617.658

Moeda estrangeira:

Banco Francês $ARG 14,4 2014 - 855

Banco Patagonia $ARG 15,3 e 27,5 2016 3.368 28.801

--- --- 3.368 29.656 --- --- Total 504.340 647.314 Circulante (363.019) (395.767) --- --- Não circulante 141.321 251.547 ======= =======

(*) Empréstimos mantidos pela controladora.

(a) Empréstimo contratado originalmente em dólares mais 2,466% a.a. com swap para aproximadamente 121,0% do CDI com a mesma contraparte.

Os empréstimos são garantidos por: (i) imóveis, máquinas e equipamentos, localizados na cidade de Montes Claros, gravados em 1º grau, além de fiança da Companhia de Tecidos Norte de Minas - Coteminas (“CTNM”) para os financiamentos denominados “Revitaliza”; e (ii) por avais e garantias bancárias para os demais financiamentos.

(34)

17 Os vencimentos dos empréstimos são como segue:

2015 2016 2017 2018 a 2023 Total

Moeda nacional: Programa de Apoio ao

Desenvolvimento Industrial – PROADI 42 - - - 42

Banco do Brasil S.A. (Revitaliza) 8.314 4.822 - - 13.136

BNDES (Revitaliza) 8.314 4.822 - - 13.136

BNDES (Finame) 916 1.111 1.111 2.072 5.210

Banco do Brasil S.A. (conta garantida) 17.000 - - - 17.000

Banco Bradesco S.A. (conta garantida) 13.023 - - - 13.023

Banco Santander S.A. 20.259 17.389 - - 37.648

Banco Votorantim S.A. 17.407 - - - 17.407

Banco do Brasil S.A. (NCI) 239.686 40.000 - - 279.686

Banco Itaú BBA S.A. 38.017 66.667 - - 104.684

--- --- --- --- --- 362.978 134.811 1.111 2.072 500.972 Moeda estrangeira: Banco Patagonia 41 3.327 - - 3.368 --- --- --- --- --- 41 3.327 - - 3.368 --- --- --- --- --- Total 363.019 138.138 1.111 2.072 504.340 ======= ======= ======= ======= ======= 10. DEBÊNTURE

Por meio de contrato de negociação privada de debênture, em 30 de maio de 2014, a

Companhia emitiu uma debênture não conversível em ações, com as características abaixo, a qual, em 7 de julho de 2014, foi integralmente subscrita pelo Banco Votorantim. Posteriormente, o banco alienou a Debênture à Gaia Agro Securitizadora S.A. (“Gaia”), a qual passou a fazer jus ao recebimento do valor total da dívida da Companhia representada pela Debênture, acrescido da remuneração da Debênture e dos encargos moratórios aplicáveis, bem como das demais obrigações pecuniárias previstas na Escritura de Emissão, que são as seguintes:

Características da Debênture

---

Quantidade de debênture emitida 1

Valor unitário da debênture (valor em reais) R$270.000.000

Amortização 2 parcelas iguais

Vencimento 1ª parcela 13/06/2016

Vencimento 2ª parcela 13/06/2017

Remuneração 110% do CDI

Amortização dos juros Semestrais

Garantias (1) Cláusulas de vencimento antecipado (covenant) (2)

A Debênture foi objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476, sendo subscrita pelo Banco Votorantim.

Em 11 de junho de 2014, foi firmado com a Gaia Termo de Securitização de Direitos Creditórios do Agro Negócio da 1ª Série da 3ª Emissão de Certificados Recebíveis do Agronegócio (“CRA”), vinculando a Debênture à emissão dos CRA.

Em 3 e 7 de julho de 2014, foram publicados anúncios de início e encerramento,

(35)

18 valor unitário de R$312,5, perfazendo o total da oferta no valor de R$270.000, com remuneração e garantias idênticas às da Debênture que lhe dá lastro.

Os recursos ingressaram na companhia na data da subscrição dos CRA. As despesas de emissão da Debênture e de emissão dos CRA, no valor de aproximadamente R$7.700, equivalentes a 2,85% do valor total de emissão, serão amortizados como custo da operação, juntamente com os encargos da Debênture, na proporção de seu saldo devedor.

Os saldos, em 31 de dezembro de 2014, eram assim compostos. Valor original atualizado Encargos antecipados Saldos em 2014 Circulante 1.685 - 1.685 Não circulante 270.000 (6.252) 263.748 --- --- --- Total 271.685 (6.252) 265.433 ======= ======= ======= (1) Garantias:

Garantia Real: Imóveis da Companhia cujo valor de avaliação é superior a 120% do valor de emissão dos CRA. A qualquer momento, poderão ser alienados um ou mais imóveis a critério da Companhia e sem anuência dos titulares dos CRA, desde que: (i) tal alienação não diminua a razão de 120% de garantia das obrigações garantidas junto aos titulares dos CRA; e (ii) a Companhia use o valor líquido dos imóveis alienados para amortização de financiamentos bancários.

Garantia Fidejussória: Fiança prestada pela Springs Global Participações S.A. (2) Cláusulas de vencimento antecipado (covenants):

Além de cláusulas usuais de vencimento antecipado, a Companhia comprometeu-se a cumprir os seguintes índices financeiros: (i) razão entre Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, igual ou inferior a 4,25 (quatro inteiros e vinte e cinco centésimos) durante o ano de 2014; (ii) razão entre Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, igual ou inferior a 4,10 (quatro inteiros e dez centésimos) durante o ano de 2015; (iii) razão entre Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, igual ou inferior a 4,00 (quatro inteiros) durante o ano de 2016; (iv) razão entre Dívida Líquida e Patrimônio Líquido, igual ou inferior a 0,7 (sete décimos); e (v) razão entre EBITDA Ajustado e Juros, igual ou superior a 2 (dois inteiros). Os índices previstos nos itens (iv) e (v) estão previstos para todo o período do contrato. Os termos utilizados para descrever os índices tem sua definição

determinada em contrato e podem diferir das rubricas contábeis. Em 31 de dezembro de 2014, todos os índices acima foram atendidos pela Companhia.

Referências

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