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Supervisão Escolar.

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Academic year: 2021

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M E N S A G E M

" As p a l a v r a s da boca de urn homem sao aguas profundas. A f o n t e da s a b e d o r i a e uma c o r r e n t e t r a n s b o r d a n t eM.

(2)

P E N S A M E N I O S

"Educai a s c r i a n c a s , e nao s e r a p r e c i s o p u n i r os homens".

"Quern nada aprende com a s c r i a n g a s nada certamente a p r e n -dera com os a d u l t o s " .

"Educacao e como pao, alguma c o i s a em que consumimos. Mas e tambem alguma c o i s a em que i n v e s t i m o s p a r a c o n s t r u i r o f u t u -r o " .

"A v e r d a d e i r a amizade e uma f o r c a i n f i n i t a que surge em no s s o a caminhos quando d e l a precisamos".

(3)

Dedicamos e s t e nosso t r a b a l h o a todos a s c r i a n g a s que nao t i v e r a m a oportunidade de e s t u d a r "As deserdadas da • Educagao" que nao foram capazes de l u t a r p a r a se l i b e r t a -rem d e s s a s opressoes e das i n j u s t i g a s s o c i a l s .

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A G R A D E C I M E N T O S

A Deus por terme dado a s a b e d o r i a que e uma v e r d a d e i r a v i r -tude e por d e l a t e r defendido todo o meu empenho e desempenho nes_ t e t r a b a l h o aqui r e g i s t r a d o , a i n f i n i t a vontade de r e t r i b u i r .

Aos nossos p a i s , esposos, amigos, c o l e g a s e p r o f e s s o r e s que muito nos estimularam e c o n t r i b u i r a m p a r a a c o n c r e t i z a g a o d e s t a 1

c o n q u i s t a , nossos agradecimentos.

A E l i z a b e t h , pelo otimismo e grande e s t i m u l o que nos passou ao longo do nosso e s t a g i o , obrigado.

F i c a r e g i s t r a d o a q u i , o nosso s i n c e r o agradecimento a d i r e -t o r a , p r o f e s s o r e s e f u n c i o n a r i o s da S s c o l a P r o f i s s i o n a l Buque de C a x i a s que nos apoiaram e i n c e n t i v a r a m n a r e a l i z a c a o de nossos • t r a b a l h o s •

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S U M I R I O 1- I d e n t i f i c a g a o 2- Apresentagao 3- Pesenvolvimento 4- Conelugao 5- R e f e r e n c i a s B i b l i o g r a f i c a s 6- L i s t a de anexo 6.1 Cangoes r e c r e a t i t r a s 6.2 Pautas de r e u n i o e s 6.3 R e l a t o s de e x p e r i e n e i a s em s a l a de a u l a 6.4 M a t e r i a l d i d a t i c o 6.5 A t i v i d a d e s Pedagogicas 6.6 Elaboragao de b o l e t i m i n f o r m a t i v o 6.7 Debates 6.8 Estudo de fcextos 6.9 Dramatizagoes 6.10 Convite e mensagem.

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I D E N T I P I C A £ X O

U N I V 2 R S I D A D E F E D E R A L DA PARAtBA C S N T R O D E FORMAgXO D E P R O F E S S O R E S DEPARTAMENTO D E EDUCAgXO E LETRAS C U R S O : FEDAGOGIA H A B I L I T A Q A O : S U P E R V I S E S S C O L A R E S T A G I O S U F E R V I S I O N A D O CAMPUS - V PROFESSORA O R I E N T A D O R A : M» E L I Z A B E T H G U A L B E R T O D U A R T E U N I D A D E D E E S T A G I O : E S C O L A P R O F I S S I O N A L DUQUE D E C A X I A S ALUNA: R U 3 I N E I D E B A T I S T A N O G U E I R A ANO: 1986.1

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I n i c i a l m e n t e a p r e s e n t a s e uma s i n t e s e de e x p e r i e n c i a g a d q u i r i -dag e v i v i d a s na E g c o l a P r o f i g g i o n a l Duque de C a x i a g , como tambem a atuagao no Movimento Crrevigta do L l a g i g t e r i o P u b l i c o do Egtado da Pa r a f b a (AMPEP)•

Neste t r a b a l h o preocupou-ee com o proceggo e n e i n o - a p r e n d i z a g e m p r o c u r a n d o i n t e g r a r o a l u n o no eeu meio como g u j e i t o , c o n t r i b u i n d o aggim p a r a a r e l a g a o h o r i z o n t a l p r o f e g g o r - a l u n o . A p r o p o r g a o que de_ g e n v o l v e u - s e as a t i v i d a d e s t e n t a v a - g e c o l o c a r em p r a t i c a a educagao eegundo Paulo F r e i r e , ou o e j a uma Educagao L i b e r t a d o r a , gendo v o l t a da p a r a a l i b e r d a d e e c r i a t i v i d a d e , desenvolvendo o eengo c r i t i c o • do educando, sendo e e t e capaz de c r i a r , r e n o v a r e t r a n e f o r a a r a edu cagao e consequentemente a g o c i e d a d e . Nag d i v e r e a g e t a p a g d e g t a e x p e r i e n c i a congegui-ge r e a l i z a r em p a r t e as a t i v i d a d e g que eetavam p r e v i e t a g . I g t o o c o r r e u d e v i d o a pa r a l i z a g a o das e s c o l a s no movimento g r e v i s t a . D u r a n t e ease p e r i o d o de e s t a g i o t i v e m o s como o b j e t i v o i n t c r v i r nag f a l h a g e x i e t e n t e e , p r o p i c i a n d o meios p a r a a m e l h o r i a g r a d a t i v a do p r o c e s s o e d u c a t i v o , p r o c u r a n d o j u n t o com os p r o f e s s o r e s a d a p t a r e c r i a r t e c n i c a s o meios p a r a a t e n d e r as n e c e s s i d a d e s do a l u n a d o .

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D3SSTTV" QLVI! L uIT 0

Uma v e z d e f i n i d a a nossa l i n h a da agao, v o l t a d a ^>ara uma educagao l i b e r t a d o r a o f r e n t e aos problemas d e t e c t a d o s d u r a n t e V g e r x o d o ^ o pr£ e s t a g i o , i n i c i o u - s e a execugao da p r o p o s t a de t r a b a l h o como meio de 1

a t e n d e r as d i f i c u l d a d e s i n o r e n t e s a agao e d u c a t i v a , t a i s como; D e f i c i -e n c i a cm l -e i t u r a n a 1^ s -e r i -e -e f a l t a d-e p a r t i c i p a g a o dos p a i s nas -esco l a s .

F r e n t e as d i f i c u l d a d e s acima c i t a d o s r e a l i z o u - s e uma r e u n i a o com os p r o f e s s o r e s , a p l i c o u - s e m u i t o s g u e s t i o n a m e n t o s e chegou-se a uma 1

c o n c l u s a o de como poderxamos s u p r i r as n e c e s s i d a d e s dessa t u r m a . Roalx zou-se como p r i m e i r a a t i v i d a d e urn c o n t a t o com a t u r m a em q u o s t a o e pr£ c u r o u - s e t o r n a r esse monento i n f o r m a l , a p l i c a n d o ~ s e t e c n i c a s acompanlia das de cangao r e c r e a t i v a .

S e l e c i o n o u - s e os a l u n o s a t r a v e s de t e s t e de sondagom o observagoes f e i t a s em s a l a , p a r a t r a b a l h a r m o s separadamente os que apresentavam um b a i x o n i v e l de aprendizagem e nao conseguiam acompanhar o programa d e -s e n v o l v i d o p e l a p r o f e -s -s o r a . S e n t i n d o a-s d i f i c u l d a d e -s em l e i t u r a no-s 1

a l u n o s da 1^ s e r i e , c o n f e c c i o n o u - s e m a t e r i a l d i d a t i c o p a r a a c e l e r a r o p r o c e s s o da aprendizagem e tambem d e s p e r t a r o i n t e r e s s e do a l u n o p e l a d i s c i p l i n a .

Acompanhou-se i n d i v i d u a l i i i e n t e cada a l u n o , p a r a t e n t a r d e s c o b r i r a causa que l e v a v a o mosmo a nao acompanhar o programa. Gonstatou-se que t r e s a p r e s e n t a v a casos e s p e c i f i c o s , so que nao f o i p o s s i v e l v i s i t a r a r e s i d o n c i a decses a l u n o s p a r a s e n t i r de p e r t o o p r o b l e m a , d e v i d o o t e r mino do nosso e s t a g i o que nao o c o r r e u n a e s c o l a .

R e a l i z o u - s e a p r i m e i r a r e u n i a o com os p a i s . ITao t e n d o a l c a n c a d o o nosso o b j e t i v o d u r a n t e a mesma convocouse novanente a t r a v e s de c o n v i -t e s p a r a uma nova r e u n i a o onde houvesse a p a r -t i c i p a g a o a -t i v a de -t o d o s , p a r a m o s t r a r a i m p o r t a n c i a da p a r t i c i p a g a o dos p a i s n a e s c o l a e n a e d u cagao de seus f i l h o s . ITessa o p o r t u n i d a d e d i s c u t i u - s e e q u e s t i o n o u - 3 e , onde demonstraram suas i n s a t i s f a g o e s com o grande descaso e a f a l t a de e s c o l a s que vem o c o r r e n d o em nosso p a i s .

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0

Conf e c c i o n o u - s e algun3 m a t e r i a l s d i d a t i c o p a r a d e s p e r t a r no a l u n o de 1

13 s e r i e o i n t e r e s s e p e l o e s t u d o da s f l a b a .

Alem dessas a t i v i d a d e s comenorou-se as d a t a s c i v i c a s e r e l i g i o s a s como: Pascoa, D i a do3 .Animals, D i a de A n c h i e t a , T i r a d e n t e s , D i a do I n -d i o , D i a -do T r a b a l h o , D i a -das llaes e t c . . I'.ostran-do o s e n t i -d o r e a l e -di_ s c u t i n d o j u n t o aos a l u n o s , a t r a v e s de c a r t a z e s , p o e s i a s e d r a m a t i z a g o e s . A c r e d i t a n d o numa educagao que t i v e s s e um s i g n i f i e a d o r e a l , onde se d e -s e n v o l v e -s -s e no a l u n o o -sen-so p -s i c o l o g i c o , -s o c i o , p o l i t i c o e c u l t u r a l , tambem usando como s u p o r t e a e x p e r i e n c i a v i v e n c i a d a p o r i l a d a l e n a F r e i -r e no s e u l i v -r o A Paixao de Conhece-r £ I.Tundo, d e s e n v o l v e u - s e algumas * a t i v i d a d e s o r i u n d a s das e x p e r i e n c i a s t r a s i d a s p e l o s a l u n o s podendo-se o b s e r v a r o q u a n t o essas c r i a n g a s sao c r i a t i v a s e d e s c o b r i d o r a .

Sendo i n t e r r o m p i d a as a t i v i d a d e s p e d a g o g i c a s p o r o c a s i a o da g r e v e dos p r o f e s s o r e s do e s t a d o a p r o v e i t o u d e p a r a t r a b a l l i a r o a s p e c t o p o l i -t i c o da educagao, d i s c u -t i u - s e j u n -t o aos p r o f e s s o r e s a i m p o r -t a n c i a de * seu engajamento no movimento. D u r a n t e esse p e r i o d o desenvolveuse a t i -v i d a d e s j u n t o a A s s o c i a g a o do i / i a g i s t e r i o P u b l i c o do E s t a d o da P a r a i b a (AMPSP), p a r t i c i p a n d o de r e u n i o e s , a t o s p u b l i c o s , v i s i t as as c s c o l a s , caminhadas, d e b a t e s , d i s c u s s o e s dando o nosso a p o i o , n a t e n t a t i v a de • s e n s i b i l i z a r a l g u n s dos p r o f e s s o r e s que se o m i t i a m do movimento.

S l a b o r o u- 3 e v a r i o s t e x t o s , contando informacoe3 e esclarecimentos de cuniio p o l i t i c o da g r e v e , alem de c a r t a z e s com s l o g a n de i n s e n t i v o G a p o i o ao movimento p a r e d i s t a .

Ao t e n o i n o das nossas a t i v i d a d e s d e n t r o do movimento g r e v i s t a r e a l i z o u - s e uma r e u n i a o de cunho a v a l i a t i v o j u n t o ao c o r p o d o c e n t e . Com a e e r t e z a de que c o n t r i b u i - s e de algum modo p a r a o melhoramento da n o s s a EducaQao e c i e n t e s de que gduca,r nao e somente i n s t r u i r , c o n t e s t a r , po s i c i o n a r - s e , mais v i v e n c i a , p a r t i c i p a g a od lf e m b u i d o com esses pensamentos

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CONCLUSXO

A r e a l i z a g a o do e s t a g i o s u p e r v i s i o n a d o nos p r o p o r c i o n o u c o n h e c i -montos e v i v e n c i a da s i t u a g a o f u n c i o n a l da E s c o l a P r o f i s s i o n a j { . vDucjug de Caxias como tambem uma grande e x p e r i e n c i a no m o v i m e ^ t ^ ^ ^ f ^ s t a .

A t r a v e s desse e s t a g i o de p e s q u i s a , pudemos atuajg^P conhecer de • p e r t o os d i v e r s o s a n g u l o s de uma e s c o l a ( n o caso a E s c o l a P r o f i s s i o -n a l Duque de C a x i a s ) , e s t u d a -n d o , p a r t i c i p a -n d o , d e s c o b r i -n d o e a -n a l i s a -n do as inumeras i n f l u e n c i a s que a l t e r a m o s i s t e r n a de e n s i n o de f o r m a a percebese que s u p e r v i s i o n a r e e s t u d a r , e s t e n d e r s e , d o a r s e , d e s a f i -a r - s e e -a t r -a v e s d i s s o e n c o n t r -a r e e n t e n d e r os t -a n t o s f -a t o r e s que f-azem da s u p e r v i s a o urn t r a b a l h o p o l l t i c o - p e d a g o g i c o .

Urn dos p o n t o s p o s i t i v o s f o i a e x p e r i e n c i a em s a l a de a u l a com os a l u n o s da 19 s e r i e , c r e s c i m e n t o como pessoa s e n r r e q u e c i m e n t o de novas e x p e r i e n c i a s . De n e g a t i v o podemos c i t a r : ha nao r e a l i z a g a o das a t i v i dades p r e v i s t a s nas e s c o l a s e o espago m u i t o c u r t o p a r a o d e s e n v o l v i -mento das a t i v i d a d e s r e f e r e n t e s ao e s t a g i o ,

Podemos f r i 3 a r urn momento i m p o r t a n t e nesse t r a b a l h o f o i a p a r t i -c i p a g a o do movimento g r e v i s t a . ITesse t i v e m o s e x p e r i e n -c i a s bem d i f e r e n t e s p o i s atuou-se em d i v e r s a s e t a p a s como: Fundo de Greve, Reuniocs, r e b a t e s , Atos P u b l i c o s , ilstudo de T e x t o , D i v u l g a g a o e t c ,

o e n t i m o s a n e c e s s i d a d e de mais tempo p a r a a r e a l i z a g a o do e s t a g i o . onde esse nao venha comegar apenas no V I p e r i o d o ( p r e - e s t a g i o ) . S e r i a de grande i m p o r t a n c i a que f o s s e r e s e r v a d o mais tempo p a r a o s atendime n t o s i n d i v i d u a l s d u r a n t e os e n c o n t r o s .

E n t r e t a n t o , houve f a l h a s d u r a n t e o e s t a g i o p o r exemplo: o nosso d e s p r e p a r o em nos comunicarmos d i r e t a m e n t e com pessoas de n i v e i s de 1

l e i t u r a i n f e r i o r e s , o que o c a s i o n a de nossa p a r t e f a l h a s de e x p r e s s -oes d e s v i a n d o com i s s o , o v e r d a d e i r o s e n t i d o da comunicagao que se d£ s e j a r i a t r a n s m i t i r .

Apesar das d i f i c u l d a d s s e n c o n t r a d a s , e d a s f a l h a s t a n t o nossa 1

como do e n s i n o u n i v e r s i t a r i o , podemos c o n f i r m a r que v a l e u a nossa e x -p e r i e n c i a , -p e l o menos a g o r a conhecemos o que nao a-prendemos e temos 1

uma i d e i a do que s e j a o t r a b a l h o do s u p e r v i s o r e s c o l a r .

P i n a l i z a n d o o e s t a g i o percebeuse que p a r a s e r urn bom p r o f i s s i o n a l , nao b a s t a so a t e o r i a , mas que se deve tambem v i v e n c i a r a r e a l i -dade ou s e j a p r a t i c a r , que alem de i m p o r t a n t e f a c i l i t a a aprendizagem.

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B j p l i o g r a f i a ; ^

FREIRE, Madalena i n - A P a i x a o de Conhecer o Mundo, ed. Paz e T e r r a , R i o de J a n e i r o , 1983.

PRE I R E , Paulo - Educador V i d a e Morte.

FREIRE, Paulo i n - Pedagogia do Oprimido- 112 ed. Paz e t e r r a Rio de J a n e i r o , 1982.

CrADOTTI, Moacir - Educagao e Compromisso.

RIZZO, G i l d a - Educagao P r e - E s c o l a r .

RODRIGUES, Neidson - Por Uma Nova E s c o l a .

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H S L A T O D A S A T I V I D A D E S

D E S E I T V O L V I D A 3 IT A E S C O L A

F H 0 P I 3 S I 0 IT A L D U Q U E D E

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PR0P03TA DE TRABALHO

Ir- Ob i v o s : \ * o * °

,

1.1 Desenvolver a t i v i d a d e s pedagogicas j u n t o ax^)''

e s c o l a r tendo em v i s t a a necessidade de p l a n e j a l e j f ^ o3 p a r t i c i p a t i v o e c o o p e r a t i v o .

1.2 Promover s e s s o e s de estudos p e r t i n e n t e s aos conteudos a t u a l i z a g a o de conhecimentos nas a r e a s de: Comunicagao e E x -p r e s s a o , matematica, Estudo S o c i a i s e S i e n c i a 3 . 2- Desenvolvimento do Trabalho: 2.1 Fundamentacao t e o r i c a (e e s t u d a r , p r o c u r a r a l t e r n a t i -vas a t r a v e s de e s t u d o ) . 2.2 Treinamento em S e r v l g o : 2.2.1 Planejamento p a r t i c i p a t i v o

2.2.2 Sessoes de estudo conteudos a a t u a l i z a g a o de co nhecimentos nas a r e a s de e n s i n o .

3- Metodologia: 3.1 C o o p e r a t i v a

3.2 Levantamento de questoes geradoras 3.3 Sessoes de estudos 3.4 Aplicagao de q u e s t i o n a r i o s 3.5 Conversas i n f o r m a i s 3.6 Reunioes 3.7 Encontro. 4- A v a l i a c a o : 4.1 Auto e h e t e r o - a v a l i a g a o .

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ROTSIRO BE ATIVIDADES 1§ S&RIE CQMimiCACSQ E EXPRESSSO - OBJETIVOSI . D e s p e r t a r o i n t e r e s s e p e l a l e i t u r a , a t r a v e s do l i v r o t e x t o . - METODOLOGIA: . L e i t u r a de p a l a v r a s e x i s t e n t e s n a s u a s a l a de a u l a obedecen do os s e g u i n t e s c r i t e r i o s : . P a l a v r a s r e l a c i o n a d a s a f i g u r a . • P a l a v r a s sem f i g u r a s . - OBJETIVO: • A p l i c a r t e c n i c a s de l e i t u r a . - METODOLOGIA: a ) Motivagao: • A n a l i s e de gravuras com a s c r i a n g a s • . Exploragao de e x p e r i e n c i a s sobre o a s s u n t o . b ) Apresentagao de p a l a v r a s novas u t i l i z a n d o os s e g u i n t e s r e -c u r s os: • Uso de f i c h a s ; . Uso do f a n e l o g r a f o ; • Uso do quadro de giz»

c ) Estudo de p a l a v r a s de acordo com a n e c e s s i d a d e da c r i a n g a . Uso de g r a v u r a s . - OBJETIVO: • Compor s i l a b a s em p a l a v r a s . - METODOLOGIA: • Demonstragao de urn c a r t a z i l u s t r a t i v o da s i l a b a a s e r e s t u -da, - OBJETIVOSI . Estudo de p a l a v r a s * - METODOLOGIA:

• Apresentagao de c a r t a z e s , gravuras ou a i n d a uma h i s t & r i a • r e l a c i o n a d o s a p a l a v r a .

- DURACXO:

• 0 r e f e r ! d o piano f o i elaborado p a r a s e r executado num prazo

de 30 d i a s . - AVALIACiO:

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AVALIACSO:

• Exploragao de t e x t o s novos p a r a i n c e n t i v a r o gosvt t u r a .

• AplicagSo de e x e r c i c i o s v i s u a i s com u t i l i z a g a o de g r a v u r a s . • A t i v i d a d e s o r a l s p a r a exploragao de estudo de p a l a v r a s .

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- METQDOLOGIA:

• Uso do quadro de g i z ; • Uso de gravuras?

• D i s t i n g u i r quantidade de elementos nos c o n j u n t o s , mostrando os elementos que pertencem ao mesmo con j u n t o .

- METODOLOCrlA;

. U t i l i z a r o l i v r o t e x t o mostrando a quantidade de elemento nos conjuntos*

* I d e n t i f i c a r conjuntos quanto ao numero de elementos.

• Reunir os o b j e t o s do aluno para formacao de conjuntos ( l a p i s cadernos, borrachas e t c ) .

- METODOLOGIA:

. Apresentaeao de m a t e r i a l fazendo a d i f e r e n g a de o b j e t o s . . Llostrar gravuras com os numeros n a t u r a l s .

. Pazer a d i f e r e n g a dos conjuntos pertence e nao pertence a t r a -ves dos sfmbolos £ e •

- METODOLOGIA:

. U t i l i z a g a o de f i c h a s com os sfmbolos £ of em urn determinado * c o n j u n t o .

- D U R A Q A O :

. 0 r e f e r i d o piano f o i elaborado para s e r executado em 30 d i a s .

- A V A L I A Q A O ;

. A u t i l i z a g a o de f i c h a s com os simbolos L ou^» . E x e r c i c i o s e s c r i t o s .

. A t i v i d a d e s o r a i s .

. Diante dessa a t i v i d a d e s planejadas d e s p e r t a r a no aluno o i n t e -resse p e l o estudo de c o n j u n t o a t r a v e s de v i s u a l i z a g a o de g r a v u r a s .

(20)

L o c a l : Escola P r o f i s s i o n a l Duque de Caxias. Data: 14/03/86

Responsaveis: Rusineide e Zenaide. PAUTA DA REUHIXO

OBJETIVOS:

- E s c l a r e c e r , o nosso o b j e t i v o na e s c o l a .t * ^ PARTICIPATES:

• Professores, Adminstradora e E s t a g i a r i a s . ASSUNTO A SERSM PISCUTIDOS:

- Debater j u n t o aos professores e adminstradora a proposta de t r a b a l h o .

- D i s c u t i r sobre o funcionamento da e s c o l a .

- A p l i c a r q u e s t i o n a r i o com professores pFi/a c o l e t a de dados a f i m de i n i o i a r m o s nosso t r a b a l h o ,

I"]ET0D0L0GIA UTIDIZADA:

<* Conversa i n f o r m a l com aplicagao de q u e s t i o n a r i o . COITCLUSlO:

Os professores da escola s u g e r i u que apresentasse no-vas t e c n i c a s , nono-vas metodologias, assim como orientacoes 1

adequadas a f i m de que motivasse mais para uma melhor apre ndizagem no que se r e f e r e a l e i t u r a , j a que os alunos sent em m u i t a d i f i c u l d a d e s •

Foi tambem c o n c l u i d o a nossa continuagao com o p e l o -t a o de saude que e de m u i -t a i m p o r -t a n c i a na e s c o l a .

Houve tambem p o r p a r t e da 1& s e r i e uma orientagao 1

que a p r o f e s s o r a s u g e r i u ajuda p o r p a r t e de nos e s t a g i a r i a s p o r s e n t i r que os alunos na sua m a i o r i a nao f o r a o bem a l f a b e t i s a d o s , havendo assim uma preocupacao da p r o f e s s o r a e 1

(21)

t/ TABULACXO DE QUESTIONARIO

Pesquisa: Ensino-Aprendizagem Consultados: Professores

N2 de p a r t i c i p a n t e s : Todos os professores da escola?

PERG-UNTAS

1 ) 0 que f a z e r na escola?

R. O r i e n t a r os p r o f e s s o r e s , trazendo novas sugestoes, para f a c i -l i t a r o ensino-aprendizagem.

2 ) Qual a s e r i e que deve t e r mais apoio?

R. A s e r i e que deve t e r maior apoio e a 19 s e r i e . 1 de grande im. p o r t a n c i a a aplicagao de t e c n i c a s , sendo tambem fundamental a confe^ egao de m a t e r i a l d i d a t i c o , p o r que e a s e r i e que mais p r e c i s a de 1

p r o f e s s o r e s p e c i a l i z a d o .

3) Qu al £ problema que mais a f e t a £ ensino-aprendi zagem?

R. Sao v a r i o s problemas entre eles podemos d e t e c t a r : evasao de 1

alunos nas escolas, f a l t a de m a t e r i a l d i d a t i c o , i n d i c e de reprova-cao alarmente especialmente na i s s e r i e , f a l t a de orientagao dos 1

p a i s , os professores nao sao t r e i n a d o s nas suas r e s p e c t i v a s s e r i e s , ausencia do s u p e r v i s o r e s c o l a r , salas de aulas inadequadas, pouco 1

espago f i s i c o , f a l t a de m a t e r i a l d i d a t i c o .

4 ) Qu al ^ melhor maneira que nos e s t a g i a r i a s poderemos a j u d a r

nes-t e problema?

R» Ajudando o p r o f e s s o r confeccionar m a t e r i a l d i d a t i c o , t r a z e n -do novas i d e i a s de t r a b a l h o s , encaminhan-do o p r o f e s s o r para urn me-l h o r desempenho de suas a t i v i d a d e s .

5) De sugestoes necessarias como t r a b a l h a r com estas l80h?

R, Da continuidade ao pelotao de saude, a r e a t i v a g a o do Centro C i v i c o e t c .

6) Qual a d i s c i p l i n a que os alunos da 13 e 2a s e r i e sentem mais d i -f i c u l d a d e ?

R. Na i s s e r i e : e l e s sentem d i f i c u l d a d e s na i d e n t i f i c a g a o das f a m i l i a s s i l a b i c a s . Na 29 s e r i e : eles sentem d i f i c u l d a d e s na tabuada.

(22)

00N7ITE

Convidamos os Srs. p a i s a p a r t i c i p a r e m de uma r e u n i a o , que sera, r e a l i z a d a no d i a 07 de a b r i l do c o r r e n t e mes, as 1

9*00 hs, na Escola P r o f i s s i o n a l Duque de Caxias l o g o apos 1

sera s e r v i d o um almogo a todos presentes.

£ i n d i s p e n s a v e l a presenca de voces, p o i s iremos d i a l o gar para um melhor relacionamento entre a escola e os p a i s dos alunos.

Atenciosamente,

(23)

RSUNllO DE PAIS

1 . LOCAL: Escola P r o f i s s i o n a l Duque de Caxias. DATA: 07 de a b r i l de 1986

HORA: 9«00 h i ^ U V B O H X O F O W

2. OBJSTIVOS:

2.1 Mostrar a i m p o r t a n c i a da p a r t i c i p a g a o dos p a i s na e s c o l a ; 2.2 D i s c u t i r j u n t o aos p a i s problemas que afetam o processo •

ensino - aprendizagenu

2.3 Debater assuntos r e f e r e n t e s a aprendizagem dos alunos da 1§ a 4§ s e r i e .

3. ATIVIDADES:

3.1 Conversa i n f o r m a l sobre o o b j e t i v o da r e u n i a o ;

3.2 Discussao de problemas que afetam o processo ensino-apren dizagem;

3.3 Aplicagao de um q u e s t i o n a r i o ;

3.4 Impressoes (depoimentos) dos p a i s sobre o ensino a t u a l ; 3.5 Availagao o r a l da r e u n i a o ;

3.6 Informes da diregao (sobre o ano l e t i v o ) .

4 . FOLHA DE FREQUfiNCIA: 5. B B B B S B PARTICIPATES: - E s t a g i a r i a s de Supervlsao; - Adminstrador; - Professores; - Pais; - Alunos. E s t a g i a r i a s Responsaveis: Rusineide B a t i s t a Nogueira M» Zenaide Nogueira N&brega.

(24)

TABULAC%0 DE Q U E S T I O I T A R I O

ENTRE VIST ADOS: Pais de Alunos

PERGrlTNTAS

12 0 que voces acham da metodologia que esta, sendo aplicada na escola? R« 0 ensino e s t a muito bomf mas os alunos e que nao estao querendo

nada. 0 a t r a s o do m a t e r i a l d i d a t i c o e tambem um ponto n e g a t i v e A e s -c o l a e muito boa, e bem organizada,os l i v r o s tambem nao -correspondem as necessidades dos alunos, sao elaborados p o r euipe que nao conhece a r e a l i d a d e de cada r e g i a o * 0 metodo a n t i g o e bem melhor do que este que e s t a sendo a p l i c a d o .

22 A escola que temos s a t i s f a z as necessidades de seus f i l h o s ?

R . A escola que temos nao s a t i s f a z as necessidades de nossos f i l -hos, seus metodos e padroes nao correspondem as suas e s p e c t a t i v a . 32 Como voces poderiam colaborar para um ensino que atingisse os ob.je

t i v o s dos seus f i l h o s ?

R. Ajudando os nossos f i l h o s a fazerem os seus deveres em casa e f> pedindo a e l e s que deixem de a s s i s t i r as novelas na t e l e v i s a o e que • estude mais nSo esperando so p e l a p r o f e s s o r a ,

42 Qual 0 major problema que voces veem diante da escolaxaluno?

R. A f a l t a de um p a t i o r e c r e a t i v o e motivo de m u i t a preocupagao, 1

p o i s as c r i a g a s nao tern espago f i s i c o , para b r i n c a r .

52 p£ sugestoes necessarias ao desempenho para um melhor rendimento 1

e s c o l a r ?

R. 0 uso da tabuada, pouca l e i t u r a e i n t e r p r e t a g a o de t e x t o , t r e i n o o r t o g a f i c o , m u i t a t a r e f a para f a z e r em casa colocando muitos e x e r c i c -i o s que envolvam ad-igao e subtragao.

(25)

H i s t o r i n h a

Dona 3 a r a t i n h a (adaptagao)

I

Era uma v e zf uma b a r a t i n h a ,

S l a estava varrendo sua casa, Sabem o que e l a encontrou? F o i uma moedinha de ouro, Dona b a r a t i n h a f i c o u muito contente.

E l a pensou:

You comprar um v e s t i d o de c h i t a ,

Vou comprar tambem um b e l o l a g o de f i t a .

I I

Dona b a r a t i n h a v e s t i u seu v e s t i d o novo,

S l a colocou, na cabega o l a g o de f i t a . Dona b a r a t i n h a olhou-se no espelho, Como estou l i n d a disse e l a .

Agora vou a r r a n j a r um marl do*

I I I

Dona b a r a t i n h a chegou a jane l a E l a G r i t o u :

Quern quer casar com dona b a r a t i n h a , que tern d i n h e i r o na caixinha? 0 b o i i a passando, Su quero disse e l e Dona b a r a t i n h a f u g i u assustada, E l a d i s s e : Eu nSo quero,

(26)

IV

Dona b a r a t i n h a v o l t o u a j a n e l a , Seu b u r r o i a passando,

Ele d i s s e :

Como voce e s t a l i n d a ! Quer se casar comigo? Dona b a r a t i n h a respondeu: Eu nao quero,

Voce z u r r a muito f o r t e , Seu b u r r o f i c o u t a o t r i s t e

V

Veio depois o seu r a t i n h o . Ele achou dona b a r a t i n h a t a o b o n i t a !

Quer se casar comigo?

Dona b a r a t i n h a respondeu-lhe: Sua voz e suave.... macia.... Voce e muito s i m p a t i c o ,

Com voce eu me caso, E os dois se casaram E foram muito f e l i z e s .

(27)

M&SICAS

Bom D i a (ou boa t a r d e ) Melodia: "0 Cravo B r i g o u

I

Bom d i a , oh! p r o f e s s o r a De v o l t a a e s c o l a estou, D e i x e i a mamae em casa Seu amigo agora sou.

I I

Gosto muito da minha Escola e da p r o f e s s o r a Tambemt de todos os

Coleguinhas. eu nao Esqueco ninguem.

I l l

Palma, palma. palma Pe, p ef pe

V i v a a minha escola Que gostosa e l a

BOA TARDE

Boa t a r d e p r o f e s s o r a como v a i ? A sua presenga nos a l e g r a

Paremos o p o s s f v e l ,

Para sermos bons amigos.

(28)

A T I V I D A D E S R E A L I Z A D A S

DATA3 COMSMORATIVAS

M2S DE MARCO

15 de mar go - * D i a dos Animals". 19 de margo - " D i a de A n c h i e t a " . 25 de marco - H Festa da Pascoa".

26 a 31 de margo - " Campanha da Saude e N u t r i g a o " . 31 de margo - " Revolugao do B r a s i l " •

MfiS DE ABRIL 19 de a b r i l - • D i a do I n d i o " .

21 de a b r i l - " D i a de T i r a d e n t e s , Funtfagao de B r a s i l i a , Morte de Tancredo Neves, e Descobrimento '

do B r a s i l " .

MtS DE MAIO

12 de maio - • D i a do Trabalho".

(29)

COMEMORACXO

As sunt o i L£ de marco HD i a dos A n j ^ a i s •

Pixacao:

- Os alunos da 1§ e 29 s e r i e organizaram albuns de animals.

pout

- Gartazes sobre os animais. „ ;\ o k

- Fizeram uma peque dramatizagao com os M f i n a l S f organizamos

a fitl$fi ftS bicharada onde cada c r i a n g a i n t e r p r e t o u um a n i m a l , d i

-zendo suas qualidades e u t i l i d a d e s .

DRAMATIZACAO U t i l i d a d e s dos Animais

A l i , no chao, as g a l i n h a s Vao os b i c h i n h o s c a t a r E quando encontram algum Comegam l o g o a b r i g a r . I I Smpoleirado na tabua, 0 g a l o estava a e s p i a r ; Quando e l e v i u a b r i g a , Comegou l o g o a c a n t a r ! I l l La, num b e l i s s i m o l a g o , A p a t a estava a nadar.

Sem perceber que suas penas Seu done i r i a u s a r . IV Os coelhos roedores, Os dentes estao a g a s t a r . Comendo o d i a i n t e i r o Para c r e s c e r e engordar.

(30)

V

0 porco sempre comendo, Para seu corpo aumentar. Muita gordura e carne Tudo para nos s u s t e n t a r ,

VI A vaca nos da o l e i t e , Alimento sem i g u a l . Os b o i s trabalham no arado, Com f o r g a descomunal. V I I A e l e s um grande d i a , Nos devemos d e d i c a r . Saudando em grande a l e g r i a , E todos j u n t o s c a n t a r .

(31)

CQMEMORACAO

Asgunto: 19 de marco "Dia de Anchieta"

Pixacao: Q ^ 0 POW»

- Cartazes sobre Anchieta. * A V B A ^ B U 0 T B C A - J o r n a l m u r a l , com f i g u r a s e t r a b a l h o s coletados de j o r n a i s e r e v i s t a s , pelas p r o p r i a s c r i a n g a s .

- Copia da b i o g r a f i a de Anchieta f e i t a pelos alunos da 4a se

r i e e da 3* s e r i e .

- Pequenos t r a b a l h o s e s c r i t o s sobre a v i d a de Anchieta pelos alunos da 29 s e r i e .

- Poesias.

ANCHIETA

Anchieta, o j e s u i t a , Muitos t r a b a l h o s p r e s t o u Junto com Duarte da Costa Na Bahia e l e chegou.

Fundou e l e um c o l e g i o , E i n d i o catequizou A escrever e a c o n t a r A muitos e l e ensinou.

(32)

1 - Poesias e Lembrangas.

POBSIAS

OVOS DE CHOCOLATE I

Se eu nao fosse pequena Goetaria de chegar

J u n t i n h o do coelhinho E a e l e perguntar:

I I

Pol voce, seu orelhudo Que os ovinhos pegou Da g a l i h h a l a de casa E de chocolate os v i r o u ?

I l l

Mas, como sou pequenina E p o d e r i a apanhar,

Pico assim bem c a l a d i n h a Euns ovos eu vou ganhar.

COELHINHO I De olhos vermelhos De p e l o branquinho Eu p u l o bem l e v e Eu sou o coelhinho I I

Sou muito assustado Porem, sou guloso, Por uma cenoura Ja f i c o nervoso.

(33)
(34)

OOMBMQRACAO

Assunto: Gampanha da Saude N u t r i o a o , De 26 a 31 de ms Neste periodo nos e s t a g i a r i s , ficamos em cada classe l a s e informando as necessidades de uma boa higie^££'va^gejE£

adequada ao seu organ!smo.

Colocamos num g r a f i c o uma c r i a n g a g o r d a# bem alimentada e

ou-t r a bem magra, p a l i d a , s u b n u ou-t r i d a . Explicamos a i m p o r ou-t a n c i a da a l l mentagao.

Fixapaoi

1 - C a l i g r a f i a : com d i z e r e s r e l a t i v o s a semana da saude e nu-t r i c a o .

2- Album com f i g u r a s de alimentos e o r e s u l t a d o dos mesmos no nosso organismo.

3 - Desenhos sobre alimentos.

4- Poesias sobre a boa alimentagao.

POESIAS VAMQS PLANTAR I Vamos, a l e g r e s criangas As nossas h o r t a s f o r m a r ; Of c a n t e i r o s bem t r a t a d o s , Multas verduras nao de d a r .

I I

Vamos p l a n t a r multas arvores Um U n d o pomar f a z e r ; Prutos b e l o s e gostosos, Logo havemos de c o l h e r . I l l Vamos agora ao j a r d i m , As f l o r i n h a s c u l t i v a r ; Para termos belas rosas E a nossa casa e n f e i t a r .

(35)

COMBMORACSO y^U^HT ^

Assunto: 19 de a b r i l "Dia do I n d i o . U.FP.1^

Fixapao:

1 - Desenhos de o b j e t o s i n d i g e n a s . 2- D i t a d o , sobre i n d i o .

3- Varios cartazes com a f i g u r a do i n d i o com as seguintes f r a s e s : - Manter escolas para o i n d i o .

- G a r a n t i r a e f e t i v i d a d e da posse das t e r r a s ocupadas pelo i n d i o . - E v i t a r que os c i v i l i z a d o s invadam as t e r r a s dos i n d i o s .

- P r e s t a r , ao i n d i o , a s s i s t e n c i a s a n i t a r i a . - G a r a n t i r o r e s p e i t o a f a m i l i a i n d i g e n a . - Dar, ao i n d i o protegao e a s s i s t e n c i a .

- P r e s t a r , ao i n d i o , protegao e ensinamentos u t e i s . - Procurar e s t a b e l e c e r a paz e n t r e as t r i b o s .

- Envidar esforgos para melhorar as condigoes m a t e r i a l s da v i d a i n d i g e n a .

Conservar e r e s p e i t a r a organizagao i n t e r n a das t r i b o s : l i n -gua, costumes, e t c . . . . \ \

Assunto: 21 de a b r i l "Fundagao de B r a s i l i a " .

Cada uma das e s t a g i a r i a s o r i e n t o u aos alunos mostrando atraves de gravuras a c a p i t a l do B r a s i l e a sua i m p o r t a n c i a .

(36)
(37)

GOMEIiORAgSO

Assuntoi 21 de a b r i l "Dia de T i r a d e n t e s " . Fixacao:

1 - Oonfeccionamos alguns cartazes explicando quern t i

o h e r o ! Joaquim Jose da S i l v a X a v i e r , "0 T i r a d e n t e eM houve uma per

quena dramatizacao de alguns alunos da 4§ s e r i e .

DRAMATIZACAO

I

Estou c o n t e n t e , Zezinho! Voce nem pode imaginar... Pois temos um bom f e r i a d o Para b r i n e a r e f o l g a r !

I I

Em vez dos nossos deveres, Da escola e da ••prisao", Vamos t e r a l i b e r d a d e Numa boa "vadiaQao'*...

I l l

Pois eu, tambem, coleguinha, Estou hoje bem contente; Porem, s i n t o , de verdade, Que o motivo e d i f e r e n t e . . .

IV

Penso, neeta grande data, Num b r a s i l e i r o g e n i a l , Que l i b e r t o u nossa p a t r i a Do jugo de P o r t u g a l ! V Pregando a independencia Desta g l o r i o s a nagao, Poi f i c a n d o mais c a t i v o A nossa l e a l g r a t i d a o . . .

(38)

V I

Voce, p o r c e r t o , C a r l i n h o s , Ha de compreender, agora, 0 v a l o r deste f e r i a d o

Que hoje o B r a s i l comemora!

V I I ft verdade, amiguinho, Que t i v e boa l i g a o . . . Mas, d e i a este f e r i a d o Melhor s i g n i f i e a c a o . V I I I Salve o i m o r t a l T i r a d e n t e s , Que sonhou com a l i b e r d a d e Que a nossa p a t r i a , a l t a n e i r a , Transformou em r e a l l d a d e .

COMEMORACflO

Assuntoi 22 de a b r i l "Descobrimento do Brasil» Fixapaoi

(39)

COMEMORAClO

Assunto; 1£ de maio "Dia do Trabalho" Fixacao:

1 - Cartazes: 0 homem trabalhando. ^ % U^* ^ g p t f l O *

2- Coletanea de f i g u r a s r e l a t i v a s a diferen|fctf* £A>lissoes • 3- Versos.

4 - Poesias.

VERSO

" P e l i z quern pode, ergulhoso, D i z e r . nunca f u i v a d i o ,

E, se hoje sou venturoso, Devo o t r a b a l h o o que sou.

( OLAVO BILAC). POESIA

0 TRABALHO.

(OLAVO BILAC). I

T a l como a chuva caida Pecunda a t e r r a , no e s t i o , Para fecundar a v i d a

0 t r a b a l h o se i n v e n t o u . I I

P e l i z quern pode orgulhoso D i z e r : "nunca f u i v a d i o " E, se hoje sou venturoso Devo ao t r a b a l h o o que sou!

I l l

6 p r e c i s o desde a i n f a n c i a , I r preparando o f u t u r o ; Para chegar a abundancia, J) p r e c i s o t r a b a l h a r .

IV

Nao nasce a p l a n t a p e r f e i t a , Nao nasce o f r u t o maduro, E, para t e r a c o l h e i t a i) p r e c i s o semear.

(40)

22 Domingo de Maio "Dia das Maes".

Fixagao:

1 - Composigoes, descrigoes, lembrangas, e t c . 2- Dar uma lembranga de presente a sua mae. 3- Confecgao de c a r t a z e s .

4- - Poesiaa, c a n t i c o s e t c . . .

POESIA

"Dia das Maes"

I

Mae nao ha o u t r o nome Mais doce, meigo e g e n t i l No e n t a n t o , posso escreve-lo So com t r e s l e t r a s e um t i l .

I I

Como prova de amizade, De c a r i n h o e g r a t i d a o i Teu nome, mamae q u e r i d a , Eu t r a g o no coragao.

I l l

Quanta bondade e t e r n u r a 0 t e u coragao encerra; Mamaezinha, es para mim 0 a n j o bom desta t e r r a !

IV

Ao e n t r e g a r - t e , mamae, No t e u d i a , este presente Prometo que nunca mais S e r e i desobediente.

(41)
(42)

S E S S 5 E S D E E S T U D O R E A L I Z A D O

N A U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D A

(43)

T E X T 0

"A LEITURA NA ESCOLA"

0 emprego do l i v r o na escola remonta aos p r i m o r d i o s des1

t e do aprendizado das p r i m e i r a s l e t r a s . 0 l i v r o passou por diversas 1

f a s e s , ao longo da h i s t o r i a da educacao no B r a s i l . Camoes, as S e l e t a s , as a p o s t i l a s , o l i v r o u n i c o , o d i d a t i c o , o p a r a d i d a t i c o , todos estes 1

sao f a c e t a s de um mesmo l i v r o - aquele a quern se delegou a incumbencia de acompahar o estudante durante o t r a n s c u r s o das a t i v i d a d e s d i s c e n t e s , servindo como deposito de informagoes e e x e r c i c i o s , sem negar nunca 1

Seu c a r a t e r u t i l i t a r i o que, se o degradou ( e mesmo Camoes f o i v i t i m a deste a v i l t a m e n t o ) , nao impediu sua expansao c r e s c e n t e . Por i s s o , t r a nscendeu o ambito da s a l a de a u l a e converteu-se numa v i g o r o s a f o n t e •

de renda para a u t o r e s , e d i t o r e s e l i v r e i r o s , embora nem sempre na mes-ma proporgao.

Sendo i m e d i a t i s t a , e por i s t o mesmo d e s c a r t a v e l , este l i v r o , para doxalmente, so se j u s t i f i c a pelas promessas que contem. Pois o t i p o de ensinamento que p r o p i c i a - de regras l i n g u i s t i c a s ou informagoes a res p e i t o da h i s t o r i a l i t e r a r i a - apenas adquire s e n t i d o no f u t u r o , quando o estudante eventualmente p r e c i s a r d e l e , no exame v e s t i b u l a r , em um • concurso ou na redagao de um o f i c i o ou requerimento. Assim, consumin-do-se rapidamente e fazendo g i r a r os c a p i t a l s da i n d u s t r i a l i v r e i r a • n a c i o n a l , o l i v r o d i d a t i c o - modelo p r i v i l e g i a d o das outras especies 1

c i t a d a s - e x p l i c a - s e tao-somente p e l o que a n t e c i p a , fenomeno no q u a l 1

e s t a i n c l u i d o o sucesso de que e, ainda, o a v a l i s t a .

Sao estes f a t o r e s que convertem o l i v r o d i d a t i c o no avesso da l e i ^ t u r a de que se f a l a v a antes. E, c o n s t i t u i n d o - s e , de c e r t a maneira, no a r q u e t i p o do l i v r o em s a l a de a u l a , acaba por exercer um e f e i t o que 1

embacia a imagem que a p r a t i c a da l e i t u r a almeja alcangar. Pois e s t a 1

se c a r a c t e r i z a p o r uma e x p e r i e n c i a do presente, com a q u a l se compro-mete o l e i t o r , j a que este c o n t r i b u i com seu mundo i n t i m o no processo

de decifragao da obra. 0 l i v r o d i d a t i c o e x c l u i a i n t e r p r e t a g a o e, com i s t o , e x i l a o l e i t o r . Propondo-se como a u t o - s u f i c i e n t e , s i m b o l i z a uma autoridade em tudo c o n t r a r i a a. natureza da obra de f i c g a o que, mesmo • na sua autonomia, nao sob r e v i v e sem o d i a l o g o que mantem com seu

(44)

CONTINUACSO: "A LSI TURA NA ESCOLA1'

quando o l i v r o d i d a t i c o se f a z p o r t a d o r de normas l i ] gadas da i d e o l o g i a do padrao c u l t o e expressao de c l a j

que exercem a dominagao s o c i a l e p o l i t i c a . Ou quando a £k3^p*et^ao se i m o b i l i z a em respostas fechadas, de escolha s i m p l e s , promovidas p o r f i c h a s de l e i t u r a , sendo o r e s u l t a d o destas a anulagao da e x p e r i e n c i a pessoal e i g u a l i t a r i a com o t e x t o .

Consequentemente, a proposta de que a l e i t u r a s e j a r e i n t r o d u z i d a na s a l a de a u l a s i g n i f i c a o resgate de sua fungao p r i m o r d i a l , buscan-do sobretubuscan-do a recuperagao buscan-do c o n t r a t o buscan-do aluno com a obra de f i c g a o . Pois e deste i n t e r c a m b i o , respeitando-se o c o n v i v i o i n d i v i d u a l i z a d o 1

que se estabelece e n t r e o t e x t o e o l e i t o r , que emerge a p o s s i b i l i d a -de -de um conhecimento do r e a l , ampliando os l i m i t e s - ate f i s i c o s , ja, que a escola se c o n s t r o i como um espago a p a r t e - a que o ensino se 1

submete•

Com e f e i t o , e o recurso a. l i t e r a t u r a que pode desencadear com • e f i c i e n c i a um novo pacto e n t r e as criangas ou jovens e o t e x t o , assim como e n t r e o aluno e o p r o f e s s o r , P o i s , no p r i m e i r o caso, t r a t a — s e de e s t i m u l a r uma v i v e n c i a s i n g u l a r com a obra, visando ao enriquecimento pessoal do l e i t o r , sem f i n a l i d a d e s preclpuas ou cobrangas u l t e r i o r e s . Ja. que a l e i t u r a e necessariamente uma descoberta de mundo, procedida segundo a imaginagao e a e x p e r i e n c i a i n d i v i d u a l , cumpre d e i x a r tao 1

somente que este processo se v i a b i l i z e na sua p l e n i t u d e . Alem d i s t o , sendo toda a i n t e r p r e t a g a o em p r i n c i p i o v a l i d a , porque oriunda da r e -velagao do u n i v e r s o representado na obra, e l a impede a f i x a g a o de uma verdade a n t e r i o r e acabada, o que r a t i f i c a a expressao do aluno e de-s a u t o r i z a a c e r t e z a do p r o f e de-s de-s o r . Com i de-s t o , dede-saparece a h i e r a r q u i a 1

r i g i d a sobre a q u a l se ap&ia o sistema e d u c a t i v o , o que repercute em uma nova a l i a n g a , mais democratica, e n t r e o p r o f e s s o r e o estudante. £ com consequencias r e l e v a n t e s , ja. que o aluno se t o r n a c o - p a r t i c i p a n

t e , e o p r o f e s s o r menos sobrecarregado e mais f l e x l v e l para o d i a l o -go.

Surgindo no h o r i z o n t e de profundas transformagoes s o c i a i s e c u l t u r a i s , a l e i t u r a e s c o l a r e o ensino moderno desenvolveramse p a r a l e -lamente, entrecruzando seus r e s p e c t i v o s caminhos. TTeste processo, en-volveram-se com uma i d e o l o g i a do saber que r e s u l t o u no seu

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comprome-tim»nto com os i d e a i s que beneficiavam a classe que buscava pooler k suas formas de dominagao. Porem, em decorrencia de^^iiaPna*Egreza>» jr l e i

CONTINUACXO "A LEITURA NA ESCOLA

t u r a aponta a uma modalidade de experimentagao do tempo e do espago • circundante que transcende sua fungao e s c o l a r . E r e s t r i n g i r — s e a e s t a pode s i g n i f i c a r mesmo sua e s t e r i l i z a g a o . Desta maneira, cabe recuperar seu papel p r i m o r d i a l , o que determina uma r e j e i g a o da f i g u r a c a r i c a t u r a l do l i v r o que c i r c u l a normalmente na s a l a de a u l a . Se e a l i t e r a t u -r a de f i c g a o , na sua global!dade, que d e f l a g -r a a e x p e -r i e n c i a mais am-p l a da l e i t u r a , sua am-presenga no ambito do ensino am-provoca transformag-oes r a d i c a l s que, p o r i s t o mesmo, l h e sao i m p r e s c i n d i v e i s . Alem d i s t o e l a e a condigao de o ensino t o r n a r - s e mais s a t i s f a t o r i o para seu pa-p e l pa-p r i n c i pa-p a l i n t e r e s s a d o - a c r i a n g a ou o jovem, i s t o e, o aluno de 1

modo g e r a l . Enfim, e l a r e v e l a a p o s s i b i l i d a d e de r u p t u r a com os lagos i d e o l o g i c o s que convertem a escola em s a l a de espera da engrenagem b u r guesa. Nascida das entranhas desta, a escola alcanga seu j u s t o s e n t i d o no momento em que r e t o r n a a. sua fungao o r i g i n a l ; e se esta e a de ensi.

nar a l e r , que o faga de maneira i n t e g r a l , para e f e t i v a r a revolugao 1

duradora no b o j o da q u a l f o i gerada.

LIVRO: " L e i t u r a em Crise na Escola"

AuTOrAs

1C Aguiar de Vera T e x e i r a " ET ALLE

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TEMAt L e i t u r a e Qrise na Escola.

AUTORAg Aguiar de Vera Texeira ET ALLE. PlOSi 20 e 22

"LEITURA NA ESCOLA"

Neste estudo f a l a as origens do l i v r o na e s c o l a , e das l e i t u r a s l i t e r a r i a s . Canos surge com as s e l e t a s , as a p o s t i l a s , o l i v r o u n i c o , d i d a t i c o , c o o p a r a t i v o , l e i t u r a de f i c g a o .

OBJETIVO DO LIVRO.

. Acompanhar o estudante durante o t r a n s c u r s o das a t i v i d a d e s d i scentes, servindo como deposit© de informagoes e e x e r c i c i o s sem negar nunca seu c a r a t e r u t i l i t a r i o . PONTOS POSITIVOS; • A descoberta do mundo; • P a r t i c i p a g a o a t i v a do p r o f e s s o r e do aluno ( d i a l o g o ) ; • De c a r a t e r r e a l e necessario. PONTOS NECrATIVOS . . E x c l u i a i n i e r p r e t a g a o do t e x t o l i t e r a r i o ; • E x i l a a l e i t u r a ; • 0 l i v r o d i d a t i c o e a u t o - e u f i c i e n t e ;

. A real!dade nao corresponds ao r e g i o n a l i s m o ; . Anulagao de e x p e r i e n c i a s pessoais;

. Pixagao de gravuras;

. Nao domina a r e a l i d a d e c a r a c t e r i z a mais a burguesia; . Descrimina fungoes.

PROPOSTA DO AUTORl

• A l e i t u r a s e j a r e e n t r o d u z i d a em s a l a de a u l a s i g n i f i c a n d o o • resgate p r i m o r d i a l .

. V o l t a do s e n t i d o da l e i t u r a .

• Uso da l e i t u r a com um novo pacto e n t r e p r o f e s s o r x a l u n o . . L e i t u r a sem cobrangas u l t e r i o r e s ( p o s t e r i o r e s ) .

(47)

TEXTO

"VERDADES E MENTIRA5 SOBRE 0 IWDIO BRASILSIRO

Subestimados muitas vezes nos cursos de H i s t o r i a do^ i n d i o s sao, frequentemente, v f t i m a s de p r e c o n c e i t o s . 0

que se comemora o Dia Nacioaal do t n d i o e uma "boa oportunidade para uma a u l a de r e v i s a o da f i g u r a do i n d i o , t a l como e l a e ' apresentada na t e l e v i s a o , nos f i l m e s e em l i v r o s d i d a t i c o s . 1

a q u i , a antropologa Norma Abreu T e l l e s , e s p e c i a l i s t a neste as£ u n t o , v a i a j u d a r voce a p r e p a r a r essa a u l a .

Quando eu e r a c r i a n g a , q u e r i a saber como v i v i a m os h a b i t a n t e s de nossa t e r r a , antes dos Portugueses chegarem. Mas, na e s c o l a , a 1

H i s t o r i a do B r a s i l e r a ensinada a p a r t i r do d i a do descobrimento, • como se um p a i s pudesse come gar com data marcada. F i z faculdade de H i s t o r i a e c o n t i n u e i a quase so poder estudar a Suropa. F u i , entao, para o curso de A n t r o p o l o g i a e e s c r e v i um l i v r o sobre os p r e c o n c e i t o s c o n t r a os i n d i o s nos l i v r o s d i d a t i c o s . Se> entao p e r c e b i que t u -do o que f i z e r a ate a l l t i n h a s i d o t e n t a r responder as perguntas da minha i n f a n c i a ,

OS JNPIOS VIVEM NA MIS§RIA?

Ha alguns anos, um grande antropologo demonstrou que todas as sociedades geram necessidades em seus membros, E que a nossa s o c i e -dade c r i a necessi-dades que poucas vezes pode atender plenamente, Ja as sociedades indigenas nao so atendem i n t e i r a m e n t e as necessidades que geram como a t e vao alem: c r i a m excedentes, Entao, por este an^u l o , nos e que vivemos numa sociedade de p e n u r i a , De qualquer forma, a i n d i g e n c i a e a mendicancia nao existem entre os i n d i o s .

s LES SlO EEALMENTE PAGSOS?

Antigamente pensavamos assim: se sxamos s u p e r i o r e s , entac o no-sso Deus e, tambem, s u p e r i o r ao dos i n d i o s . Alguns l i v r o s d i d a t i c o s d i e gam mesmo a apresentar a catequese como um bem maior que doamos

(48)

CONTINUACffO 20 TEXTO

"VERDADES 5 MENTIRAS SOBRE 0 INDIO BRASILEIRO". f f Of .P.O.

rS . ..V.A^''\j> '

aos i n d i o s . NO e n t a n t o , na hora em que um i n d i o e convene!da^dgi^Jiue

tudo a q u i l o em que a c r e d i t a I i n f e r i o r , e l e p r o p^ ^ e ^ a *

acei-i d e acei-i a da s u p e r acei-i o r acei-i d a d e do branco. acei-i l o j e , f e l acei-i z m e n t e , os m acei-i s s acei-i o n a r acei-i e s come gam a d e i x a r de l a d o a conversao dos i n d i o s para dedicarem-se • ai^enas a a s s i s t e n c i a s o c i a l . A f i n a l , a p a l a v r a pagao so tern s e n t i d o se compreendida em relagao ao nosso Deus. Nem todos os i n d i 0 3 tern um Deus, mas todos tern p e l o menos alguma explicagao para o surgimento 1

do mundo. Os Guaranis, por exemplo, tern uma f i l o s o f i a c o m p l i c a d i s s i ma que envolve nao um deus mas a " t e r r a sem males" que e l e s p r o c u r a -vam. Outro povo, o Tupi, as vezes e mostrado como adorador de Tupa, o t r o v a o , que s e r i a um deus. rra verdade, os Tupie nao supunham eneon

t r a r deus na n a t u r e z ae

SlO ALEGRES COMO SE 0OMENTA?

Apesar de todas a3 d i f i c u l d a d e s que os i n d i o s enfrentam, ainda e p o s s i v e l pensar neles como em pessoas a l e g r e s . As suas necessida-des sao atendidas p e l a sociedade em que vivem. Assim, nao tern maiores motivos para a i n f e l i c i d a d e . Apesar d i s t o , como nos, e l e s tambem sen tern ciumes, v a l o r i z a m o s t a t u s (que as acoes corajosas l h e s dao, p o r exemplo) e tern a t r i t o s . Um motivo r e a l de i n f e l i c i d a d e para e l e s e • ser s o l t e i r o . Quern e s o l t e i r o nao tern nem os cunhados para a j u d a r a f a z e r a parte dos s e r v i g o s que l h e cabe dentro da d i v i s a o de t r a b a l -hos, nem t e n a mulher, que f a z a o u t r a parte dos s e r v i g o s . E, p o r t a n t o , torna-se ainda mais pobre na comunidade.

AGEM SEMPRE COM AGRESSIVIDADE?

Para i n i c i o de conversa, acho que temos de reconhecer que nos 1

p r o p r i o s somos muito agres3ivos, a toda hora, no onibus, na r u a . Quanto aos i n d i o s , ha um t i p o de agressividade neles que me parece 1

j u s t i f i c a d a . B aquela provocada p e l a invasao das t e r r a s deles pelos brancos. A p a r t e i s t o , e verdade que ha sociedades indigenas em que as criangas maiores batem nas menores. Em o u t r a s , sao as criangas •

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CQNTIIfJACTiO DO TEXTO

"VERDADES E MSNTIRAS SOBRE 0 JNDIO B R A S I L E I R O " .

maiores que apanham das menores. Porem, a impressao que ah^^mm^tern de que eles estao sempre se matando e se comendo nao e v e r d a d e i r a . A l i as, o canibalismo i n d i g e n a tern s i do mal compreendido e n t r e nos. Os i n -d i o s que comem gente nao fazem i s t o por estarem com fome. Ha e n t r e 1

e l e s a i d e i a quase r e l i g i o s a de que o canibalismo permite conservar ' dentro do grupo deles a f o r g a de uma pessoa que morreu. Como se, ao c£ merem a carne de uma pessoa, pudes3em manter e n t r e eles a e n e r g i a d e l a .

A C R I A N C A I N D I A T E M E D U C A C I O ?

Muita gente v i u recentemente, na t e l e v i s a o , numa a e r i e de documen t a r i o s sobre o Xingu, a conviveneia amorosa que os f n d i o s tem com suas c r i a n g a s . Numa cena, homens treinavam uma danga g u e r r e i r a . De r e p e n t e , um menino r e s o l v e f i c a r cutucando os pes dos g u e r r e i r o s . Ninguem "ceve, uma u n i c a a t i t u d e de impaciencia com e l e . Pois bem, a educagao e n t r e ' os i n d i o s c o n s i s t e em v e r e f a z e r . Sem l o c a l nem I i o r a r i o determinados. Em c e r t a f a i x a de idade, todas as criangas do mesmo sexo come gam a f a zer a mesma c o i s a . Digamos, os meninos vao pescar. J& ouvindo as h i s t o -r i a s dos mais velhos que as c-riangas ap-rendem os m i t o 3 . Entao, pelo f a t o de a educagao deles t e r estas c a r a c t e r i s t i c a s e que a questao da 1

agfabetizagao dos i n d i o s se t o m a c o n t r o v e r t i d a . Quando se i n s t a l a uma escola numa a l d e i a , impoe-se uma d i v i s a o que nao e x i s t i a antes. Passa a haver um l u g a r e s p e c i f i e o para a educagao. Alem d i s t o , levase a a l -d e i a a convicgao, que e so nossa, -de que apren-der a l e r e fun-damental. I s t o porque nao valorizamos, como e l e s , a t r a d i g a o da c u l t u r a o r a l . E p i o r : atraves da a l f a b e t i z a g a o outros v a l o r e s da nossa c u l t u r a sao pa-ssados a e l e s . por o u t r o l a d e , no e n t a n t o , vemos nos Estados Unidos e no Canada que muitos i n d i o s foram para a u n i v e r s i d a d e e, depois, passa ram a usar o conhecimento a d q u i r i d o a l i em defesa dos grupos a que per teneiain.

(50)

OONTINUACflO DO TEXTO

• VERDAD^ E IIENTIRA3 SOBRE 0 JNDIO BRASILEIRO".

SSO MAIS ATRASADQ3 QUE N&S?

Ha l i v r o s d i d a t i c o s em que os autores afirmam: " 0 i n d i o esta. na Ida-de da Pedra P o l l d a " . E nos, naturalmente, estamos na IdaIda-de Atomica. Entao somos s u p e r i o r e s . 0 maior problema destes l i v r o s e que ainda difundem a 1

t e o r i a do evolucionismo s o c i a l , Cegundo t a l t e o r i a , a humanidade p e r c o r r eu ao longo da h i s t o r i a uina e s c a l a ascendente. Os i n d i o s e s t a r i a m no p r i -meiro degrau desta escala e o homem o c i d e n t a l , europeu, burgues, e s t a r i a no t o p o . Beta t e o r i a e f a l s a . A h i s t o r i a da humanidade se desenvolveu em muitas diregoes. Os povos indigenas existem ha m i l e n i o s e durante este ' tempo acumularam conhecimentos, aperfeigoaram t e c n i c a s e se modifiearain, como nos. 0 conliecimento que dominam diz respeito a necessidade de v i v e -rem bem. Eles conliecem as e s t r e l a s , as estagoes c l i m a t i c a s , as ervas, sa-bem cagar, p l a n t a r e c o l l i e r . S, alem d i s t o , tem dangas, r i t o s , m i t o s , p i n

t u r a s c o r p o r a i s e m a ^ n i f i c a s a r t e s p l u m a r i a s .

| VERDADE QUE SlO PREGUIQOSOS?

Temos um c o n c e i t o de t r a b a l h o que e c r i a d o pelo nosso modo de produ-gao economica. Como no c a l c u l o do v a l o r dos nossos s a l a r i o s e levado em 1

conta o numero de horas que trabalhamos, acreditamos que tempo e d i n l i e i r o . Os i n d i o s trabalham apenas para s a t i s f a z e r as suas necessidades. S i c r i a -rem algum instrumento que reduza o tempo gasto no t r a b a l h o , nao i r a o apro v e i t a r , como nos f a r i a m o s , para acuinular mais d i n l i e i r o . Ha v i d a economica das t r i b o s i s t o nao f a r i a s e n t i d o . Eles a p r o v e i t a r i a m as horas ganhas pa-r a f a z e pa-r algo que julgassem pa-realmente i m p o pa-r t a n t e . V i a j a pa-r i a m , v i s i t a pa-r i a m 1

o u t r a s pessoas. S bom lembrar que os europeus do norte tambem acham os 1

b r a s i l e i r o s preguigosos e dizem que por sermos assim e que ostanos a t r a s a dos c u l t u r a l m e n t e em relagao a e l e s • 0 que e claro nao e verdade.

Nova Revistas Cscola

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TEMAt Verdades e M e n t i r a s Sobre o I n d i o B r a s i l e i r o . R e v i s t a Nova Escola - 1986 - A b r i l .

PlGSi 3 1 - 3 3

TfrPICOS (QUESTIONAMENTOS)

l f i i n d i o s vivem na m i s e r i a ?

Nao tem medicanciaj - Nao e x i s t s competigao; - Tem s o l i d a r i e d a d e .

22 Eles sao realmente pagao?

- Alguns i n d i o s nao tem uma i d e i a c e r t a de Deus;

- Depende da concepgao de cada t r i b o , cada uma tem seu Deus; - E a questao de s e r pagao depende de cada i n d i o .

3fl Sao a l e g r e s como se comentam?

- Eles tem d i f i c u l d a d e , mas a p r o p r i a socledade dele e quern a j u d a , sempre vem a f e l i c i d a d e ;

- Sente ciumes, e o que mais provoca a sua i n f e l i c i d a d e ; - Uma sociedade que tem d i v i s a o de t r a b a l h o e nao d i v i s a o de

c l a s s e ;

- Pobre o homem que v i v e so, s o l t e i r o .

4f i A^em sempre com agressividade?

- Agressividade c o n t r a o branco em f a v o r de sua t e r r a ; - A agressividade e uma forma de defesa de qualquer raca; - Respeitar a i d e o l o g i a do grupo, ( e l e s comem carne humana •

nao e p o r a g r e s s i v i d a d e , e sim para manter sempre v i v a a 1

lembranga daquela pessoa)

5fi Crianca i n d i a tem educapao?

- Nao tem l u g a r d e f i n i d o para a educagao, para e l e s em todo l o c a l se aprende, educa para v i d a .

- Nao e x i s t e punigao, (e uma educagao organizada, quern e c r i anga f a z como c r i a n g a , quern e a d u l t o f a z como a d u l t o ) .

(52)

62 Sao mais atrasados que nos?

- Nao sao atrasados;

- Tem sua p r o p r i a c u l t u r a , e e s t a tem seus v a l o r e s ; * Sao altamente c r i a t i v o s .

7f l J) verdade que sao preguicosos? *w--* ^

- Rao p o i s o t r a b a l h o e d i v i d i d o e so trabalham ^ a r a s a t i s f a z e r suas necessidades sem terem a preocupacao de j u n t a r d i n h e i r o .

(53)

"LEITURAS PARA 0 IS GRAU. CRIT&RI03 DE AVALIAQ^Q E ^fesSTOES1).

v v. . ~ /

V

v

Sabemos que a e x p e r i e n c i a i n f a n t i l de contato com o e ^ l & v r > r deve anteceder a idade e s c o l a r . Podemos d i z e r que a c r i a n g a deve d e s c o b r i r o p r a z e r da l e i t u r a muito antes de aprender a l e r , Tais afirmagoes r e metem a. i m p o r t a n c i a do ambiente f a m i l i a r na formagao do h a b i t o de l e i

t u r a . Mas, embora a atuagao dos p a i s s e j a fundamental, e para o p r o f e ssor que convergem as maiores e x p e c t a t i v a s . T a l situagao configura-se l i i s t o r i c a m e n t e , a p a r t i r do momento em que a escola passa a ser respp_ n s a v e l p e l a a l f a b e t i z a g a o da i n f a n c i a e assume sua formagao e d u c a t i v a p o s t e r i o r . Cabe, entao, ao p r o f e s s o r i n i c i a r a c r i a n g a nas l e t r a s e 1

i n c e n t i v a r - l h e gosto, visando a desenvolver o h a b i t o de l e i t u r a . £ e l e quern v a i i n d i c a r os l i v r o s ao alunos, oferecendo-lhes um r e p e r t o r i o 1

de t i t u l o s em que possam se movimentar, segundo suas p r e f e r e n c i a s e • i n t e r e s s e s •

P o r t a n t o , o p r i m e i r o passo para a formagao do h a b i t o de l e i t u r a na escola d i z r e s p e i t o a. s e l e g a o do m a t e r i a l . Alguns c r i t e r i o s devem

ser l e v a d 0 3 em conta:

1 - F i n a l i d a d e da L e i t u r a ;

As a t i v i d a d e s de l e i t u r a em s a l a de a u l a atendem a dois o b j e t i vos basicos: informagao e recreagao. No p r i m e i r o caso, o t e x t o f o r n e ce dados e s p e c i f i c o s para um campo de estudo do c u r r l c u l o ou i n f o r m a -goes genericas sobre f a t o s da a t u a l i d a d e . 0 p r o f e s s o r v a i i n d i c a r , en t a o , l i v r o s , j o r n a i s , r e v i s t a s e outros p e r i o d i c o s sobre o assunto em pauta em determinado momento.

A l e i t u r a r e c r e a t i v a nao v i s a a, aquisigao i m e d i a t a de conhecimen t o s , mas e l a e necessariamente pedagogica, uma vez que passa sempre * ao l e i t o r uma mensagem, mesmo que s e j a : "Nao ha mensagem, o i m p o r t a n te"e nos d i v e r t i r m o s " . 0 mesmo a u t o r a f i r m a que "um l i v r o para a j u -ventude, antes de t u d o , e um l i v r o que os jovens leem com p r a z e r " . 0 l i v r o sera t a n t o mais agradavel quanto mais o aluno embrenliar-se no 1

conteudo humano c o n t i d o no t e x t o .

Snquanto a l e i t u r a i n f o r m a t i v a e a l v o de todas as d i s c i p l i n a s , a l e i t u r a r e c r e a t i v a , de l i v r o s de f i c g a o e poesia, d i z r e s p e i t o especi.

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COKTINUACflO

" L E I T U R A S PARA 0 1£ GRAU. C R I T S R I O S D E AVALIACSO

ficamente ao p r o f e s s o r de Portugues. P o r t a n t o , e l a deve

vidade p r i o r i t a r i a no programa de estudos de linguagem. Seu e x e r c i -c i o p o s s i b i l i t a r a ao aluno uma forma h a b i t u a l de l a z e r , ao mesmo tem po em que agncara seu e s p i r i t o de a n a l i s e e c r i t i c a da l i t e r a t u r a co mo expressao c u l t u r a l .

2- Qualidade do I l a t e r i a l :

A qualidade do m a t e r i a l e f a t o r d e c i s i v o para a e f i c a c i a do t r a balho com a l i t e r a t u r a i n f a n t o - j u v e n i l na escola* Impoe-sef entao, o

problema da adequagao dos t e x t o s ao p u b l i c o . E s c r i t a por um a d u l t o 1

para um l e i t o r c r i a n g a ou jovem, t a l l i t e r a t u r a apresenta na genese de seu processo comunicacional a relagao a s s i m e t r i c a e n t r e os elemen t o s . A adaptagao dos componentes do t e x t o a r e a l i d a d e do l e i t o r e • uma forma de atenuar a a s s i m e t r i a . A qualidade das obras deve ser p£ nsada, p o r t a n t o , a p a r t i r dos d i v e r s o s n i v e i s de adaptagao:

2*1 Assunto;

0 l i v r o destinado a criangas e jovens pode apresentar os mais va r i a d o s temas e assuntos, desde que adaptados a compreensao do l e i t o r e s i g n i f i c a t i v o s ao seu u n i v e r s o . % i m p o r t a n t e , sobretudo, que o t e x t o , ao mesmo tempo em que f u n d o n e como um instrumento de integragao do s u j e i t o ao meio, atraves da aceitagao dos padroes s o c i a l s , condu-za-o a r e f l e t i r sobre a r e a l i d a d e , posicionando-se c r i t i c a m e n t e d i a n t e da mesma. Para i s s o , e necessario que a f i g u r a do h e r o i , a q u a l o l e i t o r se i d e n t i f i c a r a , p r o j e t e a imagem de uma c r i a n g a empreendedo-r a , que age e i n s t i g a as demais peempreendedo-rsonagens a agao. Sua t empreendedo-r a j e t o empreendedo-r i a a l e v a r a ao amadurecimento, a descoberta de v a l o r e s e nao a simples 1

aceitagao da norma a d u l t a .

2.2 E s t r u t u r a da I l i s t o r i a ;

A l i t e r a t u r a i n f a n t i l deve r e p e t i r o modelo do conto de fadas t r a d i c l o n a l , que a e x p e r i e n c i a demonstrou ser o de maior sucesso j u n t o aos l e i t o r e s , A h i s t o r i a abre-se com uma situagao de carencia oM,

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(e objetos magicos) e lutando c o n t r a obstacuJjfl^impostos por i n i m i g o s e situagoes adversas. £ i m p o r t a n t e , contudo, que o f i n a l s e j a f e l i s : o h e r o i deve t e r sucesso em sua empresa, e l i m i n a r os antagonistas e a t i n g i r o a l v o pretend!do. Sssa e exatanente a mensagem da l i t e r a t u r a i n f a n t i l : "que l u t a c o n t r a as d i f i c u l d a d e s graves na v i d a e i n e v i t a v e l , e p a r t e i n t r i n s e c a da e x i s t e n c i a humana mas que se a pessoa nao se i n -t i m i d a mas se d e f r o n -t a de modo f i r m e com as opressoes inesperadas e • muitas vezes i n j u s t a s , e l a dominara todos os obstaculos et ao f i m emer

g i r a v i t o r i o s a .

2 . 3 E s t i l o ;

0 desempenho l i n g u i s t i c o do e s c r i t o r deve e s t a r de acordo com as capacidades c o g n i t i v a s i n f a n t i s , para que a comunicagao e n t r e ambos re_ almente se e f e t u e . fe i m p o r t a n t e , entao, que o a u t o r e s t e j a a t e n t o as 1

p o s s i b i l i d a d e s do l i n g u a j a r da c r i a n g a , que vao f u n c i o n a r como modelo para a l i t e r a t u r a a e l a i n d i c a d a . Uma pesquisa de Bernhard Engelen * constatou o s e g u i n t e , quanto a f a l a i n f a n t i l s

As o s t r u t u r a s s i n t a t i c a s u t i l i z a d a s p e l a c r i a n g a sao, como se sabe r e l a t i v a m e n t e simples e podem s e r assim c a r a c t e r i z a d a s :

- Erases r e l a t i v a m e n t e c u r t a s .

- Slos f r a s a i s r e l a t i v a m e n t e c u r t o s .

- Poucas f r a s e s subordinadas, ^eralmente de p r i m e i r o grau. - U t i l i z a g a o minima da voz p a s s i v a#

- U t i l i z a g a o muito pequena de a t r i b u t o s mais complexos.

- U t i l i z a g a o muito pequena de nominalizagoes mais complexas(...) - U t i l i z a g a o minima do d i s c u r s o i n d i r e t o .

(56)

CONTINUA(ffO X ^ l :

" L S I T U R A S P A R A O 12 G R A U . C R I T J I R I O S D E A V A L I A C S O g i u G g ^

•3 vy.\V

Da mesma forma, 0 vocabulario u t i l i z a d o deve ser^a^.a^uad^^o l e i -t o r , c o l o q u i a l , e x p r e s s i v o . Isso nao s i g n i f i c a uma i n f a a -t i l i z a g a o da 1

linguagem. Pois, se a imposigao da f a l a a d u l t a expressa a soberania de nosso mundo sobre a c r i a n g a , a i n s i s t e n c i a na reprodugao e n f a t i c a do 1

d i s c u r s o i n f a n t i l (como o uso exagerado do d i m i n u t i v o e da onomatopeia) e menosprezo ao l e i t o r , desvalorizagao de sua capacidade de recepgao * da mensagem.

0 e s c r i t o r deve, p o i s , u t i l i z a r as e s t r u t u r a s c o l o q u i a i s e i n t r o -d u z i r expressoes mais complexas e v o c a b u l a r i o no vo, cjue se e x p l i c i t s 1

no p r o p r i o t e x t o , ampliando, assim, o u n i v e r s e l i n g u i s t i c o do jovem 1

l e i t o r .

2.4 Forma:

As h i s t o r i a s destinadas a i n f a n c i a e a juventude devem c o n s t i t u i r se em narragoes l i n e a r e s e alinamicas. A l i n e a r i d a d e do t e x t o d i z r e s -p e i t o a seu f l u i r tem-poral - i n f c i o , meio e f i m - sem introdugao de • f l a s h - b a c k s ou longas descrigoes, conceitos morais e explicagoes ou 1

j u s t i f i c a t i v a s do a u t o r . Tais recursos retardam a agao e toraam a na-r na-r a t i v a mais complexa, menos a c e s s i v e l aos pequenos l e i t o na-r e s .

Uma pesquisa sobre os i n t e r e s s e s de l e i t u r a no 12 grau constatou o e x i t o da aventura e n t r e criangas e j ovens e sua tendencia de i d e n t i -f i c a g a o com o h e r o i . Esses aspectos apontam para a necessidade de dina mismo do t e x t o , em termos de i n g r e d i e n t e s de agao e p e r f i l de persona-gem.

2.5 AspectOd Extemos:

Os aspectos externos do l i v r o i n f a n t i l sao dados r e l e v a n t e s para a recepgao do mesmo. Devemos l e v a r em conta:

- Capa; e f a t o r determinante na escolha do l i v r o p e l a c r i a n g a . Lo go, e l a deve ser s u g e s t i v a e a t r a e n t e . 5 i m p o r t a n t e , ainda, que a capa s e j a r e s i s t e n t e para nao se d a n i f i c a r f a c i l m e n t e com o manuseio.

Referências

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