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DCTF/DIRF/DMED/DIMOB Regras Gerais de Apresentação Ana Paula Haskel

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Academic year: 2021

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 3

Sumário 1 – INTRODUÇÃO ... 7

2 – DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS - DCTF ... 7

2.1 – DCTF - Obrigatoriedade de Entrega ... 9

2.1.1 - Pessoas Jurídicas Não Dispensadas da Entrega ... 10

2.1.1.1 - PJ Excluída do Simples Nacional ... 11

2.1.1.2 - Conceito de PJ Inativa ... 11

2.1.1.3 - PJ que se Enquadrou no Simples Nacional ... 12

2.1.1.4 – Opção pelo Regime de Competência na DCTF ... 13

2.2 - Dispensa de Entrega da DCTF ... 13

2.3 - Periodicidade de Apresentação da DCTF ... 14

2.3.1 - Prazo das Situações Especiais ... 15

2.3.2 - Prazo Extemporâneo para o Envio da DCTF de Janeiro de 2016 ... 15

2.3.3 - Prazo Extemporâneo para o Envio da DCTF de Janeiro a Abril de 2017 ... 15

2.4 - Forma de Apresentação da DCTF ... 16

2.4.1 - Programa Gerador... 16

2.4.1.1 - Utilização da Versão 2.5 ... 16

2.4.1.2 - Utilização da Versão 3.4 ... 17

2.4.2 - Utilização do Certificado Digital ... 17

2.4.2.1 - Obtenção do Certificado Digital ... 18

2.4.2.2 - Procuração Eletrônica ... 19

2.4.3 - Opção pelo Regime de Competência... 20

2.5 - Impostos e Contribuições Declarados na DCTF ... 20

2.6 - Penalidades ... 22

2.6.1 - Redução das Multas ... 23

2.6.2 - Multa Mínima ... 23

2.7 - Retificação de Declarações ... 23

2.7.1 – Retificação Sem Efeitos ... 24

3 - DECLARAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - DIRF ... 25

3.1 - DIRF 2018 - Obrigatoriedade de Apresentação ... 25

3.1.1 - Candidato a Cargos Eletivos ... 26

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 4

3.1.3 - Retenção de CSRF (Pis, Cofins e CSLL) ... 27

3.1.4 - Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paraolímpicos de 2016 ... 28

3.1.5 - Retenção de COSIRF (IR, Pis, Cofins e CSLL) Erro! Indicador não definido. 3.1.6 - Programa Gerador da DIRF ... 28

3.2 - Regras Para Entrega da DIRF ... 29

3.3 - Certificado Digital ... 30

3.4 - Prazo de Apresentação da DIRF ... 30

3.4.1 - Entrega em Situações Especiais ... 30

3.4.2 - Saída Definitiva ou Declaração de Espólio ... 31

3.5 - Preenchimento da DIRF ... 31

3.5.1 - Regras Gerais ... 31

3.5.1.1 - Empregado com Plano Privado de Saúde ... 33

3.5.1.2 - Juros Sobre Capital Próprio ... 33

3.5.1.3 - Prêmios em Dinheiro ... 33

3.5.1.4 - Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior ... 34

3.5.1.5 - Depósito Judicial de IRRF ... 34

3.5.2 - Informações da DIRF - Beneficiários Pessoas Físicas ... 34

3.5.3 - Deduções do Trabalho Assalariado ... 36

3.5.4 - Remuneração de Férias ... 37

3.5.5 - Remuneração de Décimo Terceiro ... 37

3.5.6 - Remunerações de Casos Específicos ... 37

3.6 - Beneficiárias Pessoas Jurídicas ... 38

3.6.1 - Casos Específicos ... 38

3.6.1.1 - Informe de Rendimentos ... 39

3.6.2 - MEI - Hipótese de Dispensa ... 39

3.6.3 - Instituições Administradoras ou Intermediadoras de Fundos ou Clubes de Investimentos ... 39

3.6.4 - Aplicações Financeiras ... 39

3.5 - Retenção de IRRF e CSRF a Maior... 39

3.6 - Residentes e Domiciliados no Exterior ... 40

3.7 - Situações Especiais ... 40

3.8 - Retificação da DIRF ... 41

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 5

3.10 - Penalidades ... 41

3.11 - Guarda de Informações ... 42

4 - DECLARAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS - DMED ... 43

4.1 - Obrigatoriedade de Entrega da Dmed ... 43

4.1.1 - Prestadores de Serviços de Saúde ... 43

4.2.2 - Operadoras de Plano Privado de Assistência à Saúde ... 45

4.3 - Informações à Declarar ... 46

4.3.1 - Prestadores de Serviços de Saúde ... 46

4.3.2 - Operadoras de Plano Privado de Assistência à Saúde ... 47

4.4 - Dispensa da Entrega da Dmed ... 48

4.5 - Forma de Apresentação ... 49

4.6 - Certificado Digital ... 49

4.7 - Prazo de Entrega ... 50

4.8 - Retificação ... 50

4.9 - Acompanhamento do Processamento da Declaração ... 51

4.10 - Penalidades ... 51

5 - DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS - DIMOB ... 52

5.1 - Obrigatoriedade de Entrega ... 52

5.1.1 - Pessoa Física equiparada à Pessoa Jurídica ... 54

5.1.2 - PJ Sem Movimento ... 55

5.2 - Informações a serem Prestadas ... 55

5.3 - Prazo de Entrega ... 55

5.6 - Programa Gerador ... 57

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 7 DCTF/DIRF/DMED/DIMOB - Regras Gerais para Apresentação

A apostila foi elaborada com base na legislação vigente em: 11/01/2018

“Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Cora Carolina

1 – INTRODUÇÃO

A legislação tributária Brasileira possui uma complexidade visível para os profissionais envolvidos, além disso, uma enorme obrigatoriedade de declarações acessórias, diante de tantos pronunciamentos e legislações publicadas diariamente, diante do exposto, o objetivo deste curso é descrever as regras pertinentes a quatro obrigações acessórias: DCTF - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais; DIRF - Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte; DMED - Declaração de Serviços Médicos e de Saúde e a DIMOB - Declarações de Informações sobre a atividade imobiliária.

Tratam-se de declarações que acompanham os profissionais da área contábil por muitos anos, mas, apesar do tempo, estas declarações permanecem gerando dúvidas pertinentes e principalmente multas indesejadas pelo envio de forma equivocada e errônea destas obrigações acessórias. Diante deste fato, este estudo tem o objetivo de evidenciar todas as regras em torno destas obrigações acessórias, seus prazos, penalidades, programas que deverá ser utilizado, forma de apresentação.

Por fim, evidenciaremos alguns pontos de cruzamento destas informações, pois, cada vez mais, são evidentes umas maiores fiscalizações dos contribuintes pelos órgãos fiscalizadores.

2 – DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS - DCTF

A sigla DCTF, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, já foi usada anteriormente para a Declaração de Contribuições e Tributos Federais, instituída pela IN SRF nº 129, de 19/11/1986, com periodicidade mensal, e foi utilizada para a prestação de informações dos débitos, relativos aos períodos de apuração até 12/1996, apurados pelas Pessoas Jurídicas obrigadas à sua apresentação.

A partir de janeiro de 1997 e até dezembro de 1998, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais passou a ter periodicidade trimestral, com os trimestres encerrando-se em 31/03, 30/06, 30/09, e 31/12 do ano calendário correspondente e foi utilizada para a prestação de informações dos débitos relativos aos tributos e contribuições apurados pelas Pessoas Jurídicas no respectivo trimestre, bem como os créditos a eles relacionados. Passaram a constar também da declaração as informações sobre a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos e compensações.

(8)

ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 8 A Declaração de Contribuições e Tributos Federais foi extinta pela IN SRF nº 127, de 30/10/1998, a partir de janeiro de 1999, sendo substituída pela atual DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), instituída pela IN SRF nº 126, de 30/10/1998.

Esta nova DCTF, com alguns conceitos e definições alterados pela IN SRF nº 255, de 11/12/2002, que revogou a IN SRF nº 126/1998, também tinha periodicidade trimestral, e foi utilizada para a prestação das informações relativas aos tributos e contribuições apurados pelas Pessoas Jurídicas no trimestre correspondente. Também continha informações relativas aos pagamentos efetuados, relativos aos débitos nela declarados, bem como informações sobre suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos e compensações.

A partir do ano-calendário de 2005, com a IN SRF nº 482, de 21/12/2004, posteriormente alterada pela IN SRF nº 532, de 30/03/2005, a DCTF passou a ter periodicidade mensal ou semestral.

Em 20 de dezembro de 2005, foi editada a IN SRF nº 583, que revogou as IN SRF nº 482/2004 e nº 532/2005, e estabeleceu as normas disciplinadoras da DCTF para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2006. A IN SRF nº 583/2005 foi revogada pela IN SRF nº 695, de 14/12/2006, posteriormente alterada pela IN SRF nº 730, de 22/03/2007.

Em 19/11/2007 foi editada a IN RFB nº 786, que revogou a IN SRF nº 695/2006.

As normas disciplinadoras da DCTF, relativas a fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2006 até 31/12/2009, são as estabelecidas pela IN RFB nº 903, de 30/12/2008, que revogou a IN RFB nº 786, de 19/11/2007.

As regras para a apresentação da DCTF para os fatos geradores que ocorrerem entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010 são as estabelecidas pela IN RFB nº 974, de 27/11/2009, com alterações da IN RFB nº 996, de 22/01/2010, da IN RFB nº 1.034, de 17/05/2010, da IN RFB nº 1.036, de 01/06/2010.

A IN RFB nº 974/2009 foi revogada pela IN RFB nº 1.110 de 24/12/2010. Com a publicação da IN RFB nº 1.110/10, desde 1º de janeiro de 2010 todas as pessoas jurídicas, inclusive equiparadas, devem apresentar DCTF de forma Mensal uma vez que a DCTF Semestral foi extinta.

Com a publicação da IN RFB nº 1.484/2014 que alterou a IN RFB nº 1.478/2014 e a IN RFB nº 1.469/2014 as regras de envio e preenchimento da apresentação da DCTF, atualmente estabelecidas pela IN RFB 1.110/10, foram expressamente alteradas.

Portanto, a partir de janeiro de 2014 as regras aplicáveis a apresentação da DCTF devem atender ao disposto na IN RFB nº 1.110/10 com as alterações promovidas pela IN RFB nº 1.484/14, IN RFB nº 1.478/2014, IN RFB nº 1.469/2014 e a IN 1.499/14.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 9 Em 2015 foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 1.599, que revogou a Instrução Normativa RFB nº 1.110/10, trazendo diversas alterações nas regras da DCTF. Em 2016 tivemos a publicação da Instrução Normativa RFB nº 1.646/16.

Em 2017 foi publicado a Instrução Normativa nº 1.697/17 que novamente modificou as regras de envio dessa declaração.

A partir dos próximos itens dessa matéria, analisaremos todas as particularidades e modificações em torno dessa declaração.

2.1 – DCTF - Obrigatoriedade de Entrega

Deverão apresentar a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), mensalmente:

I - as pessoas jurídicas de direito privado em geral, inclusive as equiparadas, as imunes e as isentas, de forma centralizada, pela matriz;

II - as unidades gestoras de orçamento:

NOTA ITC! Considera-se unidade gestora de orçamento aquela autorizada a executar parcela do orçamento da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.

a) dos órgãos públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos Estados e do Distrito Federal e dos Poderes Executivo e Legislativo dos Municípios; e

b) das autarquias e fundações instituídas e mantidas pela administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

NOTA ITC! Fica suspenso até posterior deliberação, em relação às autarquias e fundações instituídas e mantidas pela administração pública da União.

III - os consórcios que realizem negócios jurídicos em nome próprio, inclusive na contratação de pessoas jurídicas e físicas, com ou sem vínculo empregatício.

IV - as entidades de fiscalização do exercício profissional (conselhos federais e regionais), inclusive a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);

V - os fundos especiais criados no âmbito de quaisquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas, quando dotados de personalidade jurídica sob a forma de autarquia; e

NOTA ITC! A Instrução Normativa RFB nº 1.646/16 revogou a obrigatoriedade do envio da DCTF pelas Sociedades em Conta de Participação (SCP), inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) na condição de estabelecimento matriz. Com isso, as informações relativas às Sociedades em Conta de Participação (SCP) devem ser apresentadas pelo sócio ostensivo, em sua própria DCTF.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 10 NOTA ITC! Para os fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 2010 não haverá mais o envio da DCTF através da periodicidade semestral, devendo a declaração ser enviada obrigatoriamente através da periodicidade mensal.

VI - A partir da competência 12/2015, a empresa do Simples Nacional de construção civil com receita bruta tributada pelo Anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 2006, cuja atividade principal, assim considerada aquela de maior receita auferida ou esperada esteja enquadrada nos grupos 412, 421, 422, 429, 431, 432, 433 ou 439 da CNAE 2.0, e que tenha optado pelo recolhimento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta - CPRB, na forma das Leis nºs 12.546/11, e 13.161/15, estará obrigada à apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF para a prestação de informações referentes a esta contribuição, uma vez que o PGDAS-D deixará de ser utilizado para essa finalidade.

A partir da competência do mês de maio de 2016, com a publicação da Instrução Normativa RFB n° 1.646/16, além da CPRB, devem ser declarados na DCTF das empresas optantes pelo Simples Nacional os valores referentes ao IOF, ao Imposto de Renda relativo a rendimentos de aplicações, a ganhos de capital na alienação de bens permanentes e a pagamentos efetuados a pessoas físicas, bem como os referentes à Contribuição para o PIS/Pasep, à Cofins e ao IPI incidentes na importação de bens e serviços. Esses tributos são aqueles constantes nos incisos I, V, VI, XI e XII do § 1º do art. 13 da Lei Complementar nº 123, de 2006, e desde a instituição do Simples Nacional devem ser recolhidos fora desse regime.

Salientando-se que as ME e as EPP, mencionadas no parágrafo anterior, deverão apresentar a DCTF somente em relação aos meses em que houver valores de CPRB a informar.

NOTA ITC! Não deverão ser informados na DCTF os valores apurados pelo Simples Nacional.

Fundamentação legal: Art. 2º e 3º da Instrução Normativa nº 1599/15.

2.1.1 - Pessoas Jurídicas Não Dispensadas da Entrega

Não estão dispensadas da apresentação da DCTF, as pessoas jurídicas:

I - excluídas do Simples Nacional, quanto às DCTF relativas a fatos geradores ocorridos a partir da data em que a exclusão produzir efeitos;

II - as pessoas jurídicas que estejam inativas ou não tenham débitos a declarar:

a) em relação ao mês de ocorrência do evento, nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão parcial ou total;

b) em relação ao último mês de cada trimestre do ano-calendário, quando no trimestre anterior tenha sido informado que o pagamento do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) seria efetuado em quotas;

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 11 c) em relação ao mês de janeiro de cada ano-calendário; e

NOTA ITC! Com a inclusão desse item, todas as pessoas jurídicas, deverão entregar a DCTF referente ao mês de janeiro de cada ano calendário, mesmo que estejam inativas. d) em relação ao mês subsequente àquele em que se verificar elevada oscilação da taxa de câmbio, na hipótese de alteração da opção pelo regime de competência para o regime de caixa prevista no art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 1.079, de 3 de novembro de 2010.

Lembrando que, as pessoas jurídicas e demais entidades que estejam inativas ou não tenham débitos a declarar voltarão à condição de obrigadas à entrega da DCTF a partir do mês em que tiverem débitos a declarar.

Além de todas as obrigações já mencionadas, excepcionalmente para o ano-calendário de 2016, as pessoas jurídicas e demais entidades que estejam inativas deverão apresentar a DCTF relativa ao mês de janeiro de 2016, ainda que tenham apresentado a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa 2016 de que trata o caput do art. 1º da Instrução Normativa RFB nº 1.605/15.

A Receita Federal do Brasil, formou o entendimento que estarão obrigadas à entrega da DCTF de janeiro de 2016, inclusive, as Pessoas Jurídicas que estejam inativas em janeiro de 2016, independente de estarem ou não inativas em 2015.

A entrega da declaração mencionada no parágrafo anterior terá um prazo postergado, excepcionalmente, poderá ser enviada até o 15° dia útil do mês de julho, ou seja, até o dia 21 de julho de 2016.

Fundamentação legal: Art. 3º § 2º da Instrução Normativa nº 1599/15.

2.1.1.1 - PJ Excluída do Simples Nacional

Estão obrigadas da entrega da DCTF, as pessoas jurídicas excluídas do Simples Nacional, quanto às DCTF relativas a fatos geradores ocorridos a partir da data em que a exclusão produzir efeitos.

Fundamentação legal: Art. 3º da Instrução Normativa nº 1599/15.

2.1.1.2 - Conceito de PJ Inativa

Considera-se pessoa jurídica inativa aquela que não tenha efetuado qualquer atividade operacional, não-operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais, durante todo o mês calendário.

Oportuno ressaltar que o pagamento, no ano-calendário a que se referir a declaração, de tributo relativo a mês calendário anteriores e de multa pelo descumprimento de obrigação acessória não descaracterizam a pessoa jurídica como inativa no mês calendário.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 12 As pessoas jurídicas que passarem à condição de inativa no curso do ano-calendário somente estarão dispensadas da apresentação da DCTF a partir do 2º (segundo) mês em que permanecerem nessa situação.

As pessoas jurídicas, as entidades imunes e isentas e os consórcios voltarão à condição de obrigados à entrega da DCTF a partir do mês em que tiverem débitos a declarar. Além disso, independente da condição da empresa, será devido o envio da DCTF referente ao mês de janeiro de cada ano calendário.

Fundamentação legal: Art. 7º § 9º e § 10 da Instrução Normativa nº 1599/15.

2.1.1.3 - PJ que se Enquadrou no Simples Nacional

As pessoas jurídicas que passarem a se enquadrar no Simples Nacional, devem apresentar as DCTF referentes aos períodos anteriores a sua inclusão ainda não apresentadas.

NOTA ITC! O enquadramento de pessoa jurídica no Simples Nacional não a desobriga da apresentação de DCTF referentes a períodos anteriores.

Lembrando que, a partir da competência de dezembro de 2015 as empresas optantes pelo Simples Nacional abrangidas na regra da desoneração da folha, de que trata o art. 7º da Lei nº 12.546/11, devem informar os fatos geradores da contribuição previdenciária sobre a receita bruta - CPRB através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Mensal - DCTF Mensal, conforme Instrução Normativa RFB nº 1.599/2015.

A CPRB relativa ao período de apuração compreendido entre janeiro de 2014 e novembro de 2015 deve ser informada por meio do Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório (PGDAS-D).

Além da CPRB, a partir de da publicação da IN RFB n° 1.646/16, devem ser declarados na DCTF os valores referentes ao IOF, ao Imposto de Renda relativo a rendimentos de aplicações, a ganhos de capital na alienação de bens permanentes e a pagamentos efetuados a pessoas físicas, bem como os referentes à Contribuição para o PIS/Pasep, à Cofins e ao IPI incidentes na importação de bens e serviços. Esses tributos são aqueles constantes nos incisos I, V, VI, XI e XII do § 1º do art. 13 da Lei Complementar nº 123, de 2006, e desde a instituição do Simples Nacional devem ser recolhidos fora desse regime.

Fundamentação Legal: Inciso II do § 2º do art. 19 da Instrução Normativa RFB nº 1.436/13, alterada pela Instrução Normativa RFB nº 1.597/15; Instrução Normativa RFB nº 1.599/15, alterada pela Instrução Normativa RFB nº 1.646/16.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 13 2.1.1.4 – Opção pelo Regime de Competência na DCTF

Via de regra, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, bem como da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação, segundo o regime de caixa.

A IN RFB nº 1.079/10, a partir do ano-calendário de 2011, abre a possibilidade da opção pelo regime de competência, a qual poderá ser exercida no mês de janeiro ou no mês do início de atividades. A opção deverá ser comunicada à RFB pela DCTF relativa, não sendo admitida DCTF retificadora, fora do prazo de sua entrega, para a comunicação.

2.2 - Dispensa de Entrega da DCTF

Estão dispensadas da apresentação da DCTF:

I - as Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) enquadradas no Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), instituído pela Lei Complementar nº 123/06, relativamente aos períodos abrangidos por esse Regime, desde que não estejam sujeitas ao pagamento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB);

II - os órgãos públicos da administração direta da União;

III - as pessoas jurídicas em início de atividades, referente ao período compreendido entre o mês em que forem registrados seus atos constitutivos até o mês anterior àquele em que for efetivada a inscrição no CNPJ; e

IV - as pessoas jurídicas desde que estejam inativas ou não tenham débitos a declarar, a partir do 2º (segundo) mês em que permanecerem nessa condição.

São também dispensados da apresentação da DCTF, ainda que se encontrem inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou que tenham seus atos constitutivos registrados em Cartório ou Juntas Comerciais:

I - os condomínios edilícios;

II - os grupos de sociedades, constituídos na forma do art. 265 da Lei n º 6.404/76; III - os consórcios, desde que não realizem negócios jurídicos em nome próprio, inclusive na contratação de pessoas jurídicas e físicas, com ou sem vínculo empregatício;

IV - os clubes de investimento registrados em Bolsa de Valores, segundo as normas fixadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou pelo Banco Central do Brasil (Bacen);

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 14 V - os fundos de investimento imobiliário, que não se enquadrem no disposto no art. 2 º da Lei n º 9.779/99 ;

VI - os fundos mútuos de investimento mobiliário, sujeitos às normas do Bacen ou da CVM;

VII - as embaixadas, missões, delegações permanentes, consulados-gerais, consulados, vice-consulados, consulados honorários e as unidades específicas do Governo brasileiro no exterior;

VIII - as representações permanentes de organizações internacionais;

IX - os serviços notariais e registrais (cartórios), de que trata a Lei n º 6.015/73;

X - os fundos especiais de natureza contábil ou financeira, não dotados de personalidade jurídica, criados no âmbito de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas;

XI - os candidatos a cargos políticos eletivos e os comitês financeiros dos partidos políticos, nos termos da legislação específica;

XII - as incorporações imobiliárias objeto de opção pelo Regime Especial de Tributação (RET), de que trata a Lei n º 10.931/04;

XIII - as empresas, fundações ou associações domiciliadas no exterior que possuam no Brasil bens e direitos sujeitos a registro de propriedade ou posse perante órgãos públicos, localizados ou utilizados no Brasil;

XIV - as comissões, sem personalidade jurídica, criadas por ato internacional celebrado pela República Federativa do Brasil e 1 (um) ou mais países, para fins diversos;

XV - as comissões de conciliação prévia de que trata o art. 1 º da Lei n º 9.958/00. XVI - os representantes comerciais, corretores, leiloeiros, despachantes e demais pessoas físicas que exerçam exclusivamente a representação comercial autônoma sem relação de emprego, e que desempenhem, em caráter não eventual por conta de uma ou mais pessoas, a mediação para a realização de negócios mercantis, nos termos do art. 1º da Lei nº 4.886/65, quando praticada por conta de terceiros.

Fundamentação legal: Art. 3º da Instrução Normativa nº 1599/15.

2.3 - Periodicidade de Apresentação da DCTF

As pessoas jurídicas devem apresentar a DCTF até o 15º (décimo quinto) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores.

No caso de comunicação de exclusão por obrigatoriedade e/ou opção da ME ou EPP optante pelo Simples Nacional, a pessoa jurídica fica obrigada a apresentar as DCTF

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 15 relativas aos fatos geradores ocorridos a partir da data em que a exclusão produzir efeitos.

Fundamentação legal: Art. 5º da Instrução Normativa nº 1599/15.

2.3.1 - Prazo das Situações Especiais

No caso de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial, a DCTF deve ser apresentada pela pessoa jurídica extinta, incorporada, incorporadora, fusionada ou cindida 15º (décimo quinto) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao mês da realização do evento, observado o prazo destacado no item cinco desta matéria.

A obrigatoriedade de apresentação em situações especiais não se aplica, para a incorporadora, nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento. NOTA ITC! No caso de incorporação, fusão e cisão, a data do evento será a da deliberação conforme ATA da Assembléia Geral da incorporadora, das sociedades fusionadas ou da cindida, exceto se entre a data da assembléia e a data de registro na junta comercial transcorrer mais que 30 dias. Nesta situação, a data do evento será a data de registro na junta comercial.

Fundamentação legal: Art. 5º da Instrução Normativa nº 1599/15; Art. 33 do Decreto 1.800/96.

2.3.2 - Prazo Extemporâneo para o Envio da DCTF de Janeiro de 2016

Excepcionalmente, para o ano-calendário 2016, as pessoas jurídicas inativas deverão apresentar a DCTF relativa a janeiro de 2016 até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês de julho de 2016, ou seja, até o dia 21/7/2016, ainda que neste ano tenham apresentado a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica - DSPJ - Inativa 2016. Também será permitida a entrega da DCTF de janeiro de 2016 sem a utilização de certificado digital pelas empresas inativas que tenham apresentado a DSPJ - Inativa 2016.

Salientamos que, a Receita Federal do Brasil, formou o entendimento que estarão obrigadas à entrega da DCTF de janeiro de 2016, inclusive, as Pessoas Jurídicas que estejam inativas em janeiro de 2016, independente de estarem ou não inativas em 2015. Fundamentação legal: Art. 5º da Instrução Normativa nº 1599/15; Art. 33 do Decreto 1.800/96.

2.3.3 - Prazo Extemporâneo para o Envio da DCTF de Janeiro a Abril de 2017 A partir da publicação da da Instrução Normativa RFB nº 1697/17, que acrescentou o art. 10-B à Instrução Normativa RFB nº 1599/2015, alterado posteriormente pela Instrução Normativa RFB nº 1708/17 ampliou-se o prazo de apresentação das DCTF relativas aos meses de janeiro e abril de 2017 das pessoas jurídicas e demais entidades que estejam inativas ou não tenham débitos a declarar nesse período.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 16 Com isso, o prazo para o envio dessa declaração fica prorrogado para o dia 21 de julho de 2017.

Até o prazo descrito no parágrafo anterior, os sócios ostensivos de SCP inscrita no CNPJ na condição de estabelecimento matriz deverão retificar as DCTF relativas aos meses de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 para inclusão das informações relativas à SCP.

Salientamos que, todas as pessoas jurídicas, inclusive as pessoas jurídicas inativas e sem movimento estarão obrigadas à entrega da DCTF de janeiro de 2017, independente de estarem ou não inativas em 2016.

2.4 - Forma de Apresentação da DCTF

A DCTF deverá ser elaborada mediante a utilização de programas geradores de declaração, disponíveis na página da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na Internet, no endereço <http:// www.receita.fazenda.gov.br>.

A DCTF deve ser apresentada mediante sua transmissão pela Internet com a utilização do programa Receitanet disponível no endereço eletrônico citado acima.

Para a apresentação da DCTF, é obrigatória a assinatura digital da declaração mediante utilização de certificado digital válido, inclusive, nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial.

A utilização da assinatura digital efetivada mediante utilização de certificado digital válido, não será exigido para as empresa optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

Entretanto, para as pessoas jurídicas e demais entidades, que estejam inativas, é dispensada a utilização do certificado digital para a apresentação da DCTF.

Fundamentação Legal: art. 1º da Instrução Normativa RFB nº 969, de 21 de outubro de 2009; Instrução Normativa RFB nº 1.708/2017.

2.4.1 - Programa Gerador

O Programa gerador da DCTF estará disponível na página da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na Internet, no endereço <http:// www.receita.fazenda.gov.br>. 2.4.1.1 - Utilização da Versão 2.5

O preenchimento da DCTF Mensal, original ou retificadora, inclusive em situação de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial, relativa aos fatos geradores que ocorrerem no período de 1º de janeiro de 2006 a 31 de julho de 2014, deverá ser efetuado mediante a utilização da versão 2.5 do PGD DCTF Mensal.

Salientando que, as DCTF, originais e retificadoras, referentes a anos-calendário anteriores a 2011 não podem ser transmitidas pela Internet, devendo ser entregues nas

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 17 unidades da RFB de jurisdição tributária do declarante, mediante, se necessário, a formalização de processo administrativo fiscal, composto por:

petição dirigida ao titular da unidade administrativa, assinada pelo representante legal da empresa, da qual deve constar:

o motivo pelo qual a declaração está sendo apresentada, no caso de DCTF original; a indicação da informação que se pretende alterar, bem como os motivos da alteração, em se tratando de declaração retificadora.

cópia do recibo de entrega da declaração cujos dados se deseja alterar, no caso de DCTF retificadora;

espelho da declaração elaborada mediante a utilização do PGD; demais documentos que forem necessários para a análise do processo.

NOTA ITC! As multas por atraso na entrega aplicadas às DCTF referentes aos meses de janeiro a abril de 2014 no período de 8 de julho (data da publicação da IN RFB nº 1.478, de 7 de julho de 2014) a 21 de julho de 2014, serão canceladas de ofício.

2.4.1.2 - Utilização da Versão 3.4

Com a publicação no Diário Oficial da União de 31.05.2017 do Ato Declaratório Executivo CODAC nº 16/2017, a Receita Federal do Brasil aprovou a versão 3.4 do Programa Gerador da Declaração (PGD) de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) Mensal.

Essa versão do programa deve ser utilizada para a elaboração das DCTF referentes aos períodos de apuração de janeiro a abril de 2017 das pessoas jurídicas inativas ou que não tenham débitos a declarar, cujo prazo de entrega vence em 21/07/2017.

Além disso, esta versão deverá ser utilizada para o envio de todas as declarações a partir de agosto de 2014, conforme as regras de obrigatoriedade de transmissão desta declaração, inclusive as declarações retificadoras.

A partir dessa versão, haverá a possibilidade de informar, na ficha Débitos/Créditos - Regime Especial de Tributação/Pagamento Unificado de Tributos, CNPJ da incorporação com os 14 dígitos diferentes do CNPJ do declarante, nos casos em que o empreendimento imobiliário seja levado a efeito por meio de uma SCP.

Por fim, salientamos que, as declarações elaboradas no PGD DCTF Mensal v. 3.3 podem ser recuperadas mediante a utilização da função Importar do menu Declaração. 2.4.2 - Utilização do Certificado Digital

A transmissão da DCTF Mensal deve ser feita, obrigatoriamente, mediante o uso de certificado digital válido emitido por Autoridade Certificadora integrante da Infra

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 18 estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP Brasil, que não tenha sido revogado e que ainda esteja dentro de seu prazo de validade.

NOTA ITC! O uso de certificação digital para entrega da DCTF Mensal tornou-se obrigatório para todas as pessoas jurídicas a partir de 2010, ficando dispensadas dessa obrigação as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido ou aquelas imunes ou isentas do Imposto sobre a Renda (IRPJ), para as DCTF referentes aos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2010.

Para a transmissão da DCTF, o contribuinte poderá optar pela utilização do Certificado Digital emitido em nome da pessoa jurídica, em nome do responsável pela pessoa jurídica ou em nome de procurador habilitado no Cadastro de Procurações da RFB, que está disponível na página da RFB na Internet.

Lembramos que a utilização da assinatura digital efetivada mediante utilização de certificado digital válido, não será exigido para as empresa optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

Para as pessoas jurídicas e demais entidades que estejam inativas que deverão apresentar a DCTF relativa ao mês de janeiro de 2016, ainda que tenham apresentado a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa 2016, não será exigido a obrigatoriedade de utilização do certificado digital.

Além disso, destacamos que, para as pessoas jurídicas e demais entidades, que estejam inativas, e estejam obrigadas ao envio desta declaração, conforme definido nos itens anteriores deste estudo estará dispensada a utilização do certificado digital para a apresentação da DCTF.

2.4.2.1 - Obtenção do Certificado Digital

Para a obtenção dos Certificados Digitais e-CNPJ ou e-CPF, devem ser observados os seguintes procedimentos:

1- acesse a página da RFB na Internet no endereço http://www.receita.fazenda.gov.br; 2 - selecione a opção e-CAC;

3 - escolha a opção Orientações Gerais/Emissão de Certificado Digital;

4 - escolha a opção Orientações sobre Emissão/Renovação e Revogação de Certificados Digitais e-CPF ou e-CNPJ;

5 - escolha a opção Como Obter, Renovar e Revogar seu Certificado Digital;

6 - escolha uma das Autoridades Certificadoras e siga todas instruções para a emissão de seu Certificado Digital. É recomendável que seja feito um teste de funcionamento do seu Certificado.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 19 NOTA ITC! Recomenda-se que os procedimentos para obtenção dos Certificados Digitais sejam executados com a maior brevidade possível.

2.4.2.2 - Procuração Eletrônica

A Instrução Normativa RFB nº 944, de 29/05/2009, dispõe sobre outorga de poderes para fins de utilização, mediante certificado digital, dos serviços disponíveis no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).

Não há necessidade de o outorgante possuir certificado digital para constituir a procuração.

A procuração será emitida, exclusivamente, a partir do aplicativo disponível no sítio da RFB na Internet, e conterá a hora, a data de emissão e o código de controle a ser utilizado no processo de validação da procuração em unidade de atendimento da RFB. Essa procuração deverá ser impressa e assinada pelo outorgante na presença de servidor de unidade de atendimento da RFB. Quando se tratar de pessoa jurídica, deverá ser assinada pelo responsável da empresa perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

A procuração deverá ser entregue em uma Unidade de Atendimento, no prazo de 30 (trinta) dias contados da data de sua emissão, acompanhada de cópias autenticadas dos documentos de identidade do outorgante e outorgado, sendo que a autenticação das cópias também poderá ser efetuada pela própria unidade de atendimento da RFB, mediante apresentação dos documentos originais, para que ela seja conferida e validada no sistema. Somente a partir da aceitação da procuração na Unidade da RFB, é que o possuidor do certificado passará a ter acesso aos serviços, em nome do outorgante. Essa procuração terá prazo de validade de 5 (cinco) anos, salvo se for fixado prazo menor pelo outorgante, sendo vedado o substabelecimento.Conforme da Instrução Normativa RFB nº 944, de 29/05/2009, esta procuração terá a validade de 5 (cinco) anos, estamos adaptando os sistemas para que essa alteração seja implementada.

Os poderes delegados pelo outorgante, em hipótese alguma, poderão ser alterados por servidor da RFB. Esta procuração não tem validade para o atendimento presencial. Ela será validada para utilização exclusiva nos serviços que exigem certificação digital no e-CAC.

A procuração poderá ser cancelada a qualquer momento pelo outorgante no sítio da RFB, porém ele deverá conhecer a palavra-chave utilizada para a emissão da procuração. Para o cancelamento na Unidade de Atendimento da RFB, o outorgante deverá comparecer pessoalmente no mesmo local onde a procuração foi entregue e validada.

O outorgante poderá indicar quais poderes quer delegar, ou poderá optar por indicar todos os serviços. No caso de utilizar a opção todos os serviços, o outorgante estará

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 20 delegando poderes, inclusive, para aqueles serviços que vierem a ser disponibilizados futuramente no sistema de Procurações Eletrônicas do e-CAC.

2.4.3 - Opção pelo Regime de Competência

As variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), bem como da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação, segundo o regime de caixa.

À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo dos tributos acima relacionados, segundo o regime de competência.

A partir do ano-calendário de 2011, o direito de optar pelo regime de competência somente poderá ser exercido no mês de janeiro ou no mês do início de atividades. A opção deverá ser comunicada à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) por intermédio da DCTF relativa ao mês de adoção do regime, não sendo admitida DCTF retificadora, fora do prazo de sua entrega, para a comunicação.

A opção "Não se Aplica" somente poderá ser utilizada pelas pessoas jurídicas imunes ou isentas do IRPJ e pelos órgãos públicos da administração direta.

Não será admitida DCTF retificadora, fora do prazo de entrega da DCTF original, alterando o regime adotado.

2.5 - Impostos e Contribuições Declarados na DCTF

A DCTF conterá informações relativas aos seguintes impostos e contribuições federais: I - Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ);

II - Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); III - Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);

IV - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF);

V - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); VI - Contribuição para o PIS/Pasep;

VII - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);

VIII - Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF);

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 21 IX - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool etílico combustível (Cide-Combustível);

X - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico destinada a financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa para o Apoio à Inovação (Cide-Remessa);

XI - Contribuição do Plano de Seguridade Social do Servidor Público (CPSS); e

XII - Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), de que tratam os arts. 7º e 8º da Lei nº 12.546/11 .

Os valores relativos a impostos e contribuições exigidos em lançamento de ofício não deverão ser informados na DCTF.

Os valores referentes ao IPI e à Cide-Combustível deverão ser informados, por estabelecimento, na DCTF apresentada pela matriz.

Os valores relativos ao IRPJ, à CSLL, à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins pagos na forma do art. 4 º da Lei n º 10.931/04 , devem ser informados na DCTF da pessoa jurídica incorporadora, por incorporação imobiliária, no grupo RET/Patrimônio de Afetação.

Os valores referentes à CSLL, à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep retidos na fonte pelas pessoas jurídicas de direito privado na forma do art. 30 da Lei n º 10.833/03, e os valores relativos à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep retidos na forma do § 3 º do art. 3 º da Lei n º 10.485/02 , alterado pelo art. 42 da Lei n º 11.196/05 , devem ser informados na DCTF no grupo Contribuições Sociais Retidas na Fonte (CSRF). Os valores referentes ao IRPJ, à CSLL, à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep retidos na fonte pelas empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades na forma do inciso III do art. 34 da Lei n º 10.833/03 , devem ser informados na DCTF no grupo Contribuições Sociais e Imposto de Renda Retidos na Fonte (COSIRF).

Os valores referentes à CSLL, à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep retidos pelos órgãos, autarquias e fundações dos Estados, Distrito Federal e Municípios, que tenham celebrado convênio com a RFB nos termos do art. 33 da Lei nº 10.833, de 2003 , devem ser informados na DCTF no grupo COSIRF.

Os valores relativos ao IRRF incidente sobre rendimentos pagos pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, bem como por suas autarquias e fundações, recolhidos pelos referidos entes e entidades nos códigos de receita 0561, 1889, 2063, 3533, 3540, 3562 e 5936, não devem ser informados na DCTF.

A dispensa de informação relativa aos códigos de receita 1889, 2063, 3533, 3540, 3562 e 5936 na DCTF, aplica-se retroativamente a partir de 14 de dezembro de 2015.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 22 1889 - IRRF - Rendimentos Acumulados - ART. 12-A Lei Nº 7.713/1988;

2063 - IRRF - Tributação Exclusiva Sobre Remuneração Indireta; 3533 - IRRF - Aposentadoria Regime Geral Ou Do Servidor Público;

3540 - IRRF -Benefício Prev Complementar/Não Optante Tributação Exclusiva; 3562 - IRRF - Participação Nos Lucros Ou Resultados - PLR;

5936 - IRRF - Rend Decor Dec Justiça Trabalho, Exceto Art 12A L. 7.713/88.

As DCTF apresentadas pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, bem como por suas autarquias e fundações, em desacordo com o disposto acima deverão ser retificadas.

Os valores referentes ao IRRF retido pelos fundos de investimento que não se enquadrem no disposto no art. 2º da Lei nº 9.779/99, deverão ser informados na DCTF apresentada pelo administrador.

Na hipótese de tornarem-se exigíveis os tributos administrados pela RFB em decorrência do descumprimento das condições que ensejaram a aquisição de bens e serviços com isenção, suspensão, redução de alíquota ou não incidência, a pessoa jurídica adquirente deverá retificar a DCTF referente ao período de aquisição dos bens ou dos serviços no mercado interno para inclusão, na condição de responsável, dos valores relativos aos tributos não pagos.

Na hipótese de tornarem-se exigíveis os tributos administrados pela RFB em decorrência do descumprimento das condições que ensejaram a importação de bens e serviços com isenção, suspensão, redução de alíquota ou não incidência, a pessoa jurídica importadora deverá retificar a DCTF referente ao período de importação dos bens ou dos serviços para inclusão dos valores relativos aos tributos não pagos.

Os valores referentes à CPRB, cujos recolhimentos deverão ser efetuados de forma centralizada pelo estabelecimento matriz, nos mesmos moldes das demais contribuições sociais incidentes sobre a receita bruta, deverão ser informados na DCTF apresentada pelo estabelecimento matriz.

Fundamentação legal: Art. 6º da Instrução Normativa nº 1599/15. 2.6 - Penalidades

A pessoa jurídica que deixar de apresentar a DCTF no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimada a apresentar declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela RFB, e sujeitar-se-á às seguintes multas:

I - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos impostos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 23 de falta de entrega dessa declaração ou de entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o valor da multa mínima;

II - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas.

Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I acima, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração.

Fundamentação legal: Art. 7º da Instrução Normativa nº 1599/15. 2.6.1 - Redução das Multas

Observado o valor mínimo, as multas serão reduzidas:

I - em 50% (cinqüenta por cento), quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício;

II - em 25% (vinte e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.

Fundamentação legal: Art. 7º da Instrução Normativa nº 1599/15. 2.6.2 - Multa Mínima

A multa mínima a ser aplicada será de:

I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa jurídica inativa; II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.

As multas serão exigidas mediante lançamento de ofício.

No caso dos órgãos públicos da administração direta dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, as multas a que se refere este artigo serão lançadas em nome do respectivo ente da Federação a que pertençam.

No caso de autarquias e fundações públicas federais, estaduais, distritais ou municipais, que se constituam em unidades gestoras de orçamento, as multas a que se refere este artigo serão lançadas em nome da respectiva autarquia ou fundação.

Fundamentação legal: Art. 7º da Instrução Normativa nº 1599/15. 2.7 - Retificação de Declarações

A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada.

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 24 A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados.

O direito de o contribuinte pleitear a retificação da DCTF extingue-se em 5 (cinco) anos contados a partir do 1º (primeiro) dia do exercício seguinte ao qual se refere a declaração.

Lembrando que a pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora alterando valores que tenham sido informados:

I - na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e

II - no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador.

As DCTF retificadoras poderão ser retidas para análise com base na aplicação de parâmetros internos estabelecidos pela RFB.

O sujeito passivo ou o responsável pelo envio da DCTF retida para análise será intimado a prestar esclarecimentos ou apresentar documentação comprobatória sobre as possíveis inconsistências ou indícios de irregularidade detectados na análise do envio dessa declaração quando estiver em inconformidades com as demais declarações.

A intimação poderá ser efetuada de forma eletrônica, observada a legislação específica, prescindindo, neste caso, de assinatura.

O não atendimento à intimação no prazo determinado ensejará a não homologação da retificação.

Não produzirão efeitos as informações retificadas: I - enquanto pendentes de análise; e

II - não homologadas.

Por fim, salientamos que é facultado as pessoas jurídicas, no prazo de 30 (trinta) dias contado da data da ciência da decisão que não homologou a DCTF retificadora, apresentar impugnação dirigida à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) de sua jurisdição, nos termos do Decreto nº 70.235/72.

Fundamentação legal: Art. 9º da Instrução Normativa nº 1599/15. 2.7.1 – Retificação Sem Efeitos

A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I - reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições:

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 25 a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos;

b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou

c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização.

II - alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais as pessoas jurídicas tenham sido intimadas de início de procedimento fiscal.

A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não extinto o crédito tributário.

O direito de o contribuinte pleitear a retificação da DCTF extingue-se em 5 (cinco) anos contados a partir do 1 º (primeiro) dia do exercício seguinte ao qual se refere a declaração.

3 - DECLARAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - DIRF

Neste tópico esclareceremos as regras gerais aplicáveis para apresentação da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) em relação ao exercício 2018, ano calendário 2017, tomando como base a Instrução Normativa RFB nº 1.757 de 10 de novembro de 2017, publicada no DOU de 13/11/2017.

3.1 - DIRF 2018 - Obrigatoriedade de Apresentação

Estão obrigadas a apresentar a Dirf 2018, ano calendário de 2017, as seguintes pessoas jurídicas e físicas que pagaram ou creditaram rendimentos sobre os quais tenha incidido retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), ainda que em um único mês do ano-calendário, por si ou como representantes de terceiros:

a) estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil, inclusive as imunes ou isentas;

b) pessoas jurídicas de direito público, inclusive os fundos públicos de que trata art. 71 da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964;

c) filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas com sede no exterior; d) empresas individuais;

e) caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores; f) titulares de serviços notariais e de registro;

g) condomínios edilícios;

h) instituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos;

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 26 i) órgãos gestores de mão de obra do trabalho portuário.

NOTA ITC! A DIRF 2018 dos serviços notariais e de registros (cartórios) deverão ser apresentadas:

a) no caso dos serviços mantidos diretamente pelo Estado, pela fonte pagadora, mediante o seu número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); e b) nos demais casos, pelas pessoas físicas de que trata o art. 3º da Lei nº 8.935/94, mediante os respectivos números de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

O Art. 3º da Lei nº 8.935/94 dispõe: “Notário, ou tabelião, e oficial de registro, ou registrador, são profissionais do direito, dotados de fé pública, a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro”.

Fundamentação Legal: Art. 2º da Instrução Normativa RFB nº 1.757/2017. 3.1.1 - Candidato a Cargos Eletivos

Deverão também apresentar a DIRF 2018 os candidatos a cargos eletivos, inclusive vices e suplentes, que efetuarem pagamento, crédito, ainda que não tenha havido a retenção do imposto na fonte, estarão obrigadas a apresentação da declaração.

Fundamentação Legal: Alínea b inciso II do art. 2º da Instrução Normativa RFB nº 1.757/17.

3.1.2 - Operações com o Exterior

Deverão apresentar a Dirf as pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País que efetuarem pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, ainda que não tenha havido a retenção do imposto, de valores referentes a:

a) aplicações em fundos de investimento de conversão de débitos externos; b) royalties, serviços técnicos e de assistência técnica;

c) juros e comissões em geral; d) juros sobre o capital próprio; e) aluguel e arrendamento;

f) aplicações financeiras em fundos ou em entidades de investimento coletivo; g) carteiras de valores mobiliários e mercados de renda fixa ou renda variável; h) fretes internacionais;

i) previdência privada; j) remuneração de direitos;

k) obras audiovisuais, cinematográficas e videofônicas; l) lucros e dividendos distribuídos;

m) cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais. n) rendimentos de que trata o art. 1º do Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, que tiveram a alíquota do imposto sobre a renda reduzida a zero, relativos a:

n.1) despesas com pesquisas de mercado, bem como com aluguéis e arrendamentos de estandes e locais para exposições, feiras e conclaves semelhantes, no exterior, inclusive promoção e propaganda no âmbito

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ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 27 desses eventos, para produtos e serviços brasileiros e para promoção de destinos turísticos brasileiros (Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997, art. 1º, inciso III, e Lei nº 11.774, de 17 de setembro de 2008, art. 9º);

n.2) contratação de serviços destinados à promoção do Brasil no exterior, por órgãos do Poder Executivo Federal (Lei nº 9.481, de 1997, art. 1º, inciso III, e Lei nº 11.774, de 2008, art. 9º);

n.3) comissões pagas por exportadores a seus agentes no exterior (Lei nº 9.481, de 1997, art. 1º, inciso II);

n.4) despesas de armazenagem, movimentação e transporte de carga e de emissão de documentos realizadas no exterior (Lei nº 9.481, de 1997, art. 1º, inciso XII, Lei nº 11.774, de 2008, art. 9º);

n.5) operações de cobertura de riscos de variações, no mercado internacional, de taxas de juros, de paridade entre moedas e de preços de mercadorias (hedge) (Lei nº 9.481, de 1997, art. 1º, inciso IV);

n.6) juros de desconto, no exterior, de cambiais de exportação e as comissões de banqueiros inerentes a essas cambiais (Lei nº 9.481, de 1997, art. 1º, inciso X);

n.7) juros e comissões relativos a créditos obtidos no exterior e destinados ao financiamento de exportações (Lei nº 9.481, de 1997, art. 1º, inciso XI);

n.8) outros rendimentos pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, com alíquota do imposto sobre a renda reduzida a zero;

o) demais rendimentos considerados como rendas e proventos de qualquer natureza, na forma da legislação específica.

Fundamentação Legal: Art. 2º, inciso II, alínea c, da Instrução Normativa 1757/17. 3.1.3 - Retenção de CSRF (Pis, Cofins e CSLL)

Também são obrigadas à entrega da Dirf as pessoas jurídicas que tenham efetuado retenção, ainda que em um único mês do ano-calendário a que se referir a Dirf, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas, nos termos do § 3º do art. 3º da Lei nº 10.485/02 (retenção sobre aquisição de autopeças), e dos arts. 30, 33 e 34 da Lei nº 10.833/03 (4,65% e retenções de empresas públicas e outras entidades).

Na hipótese de pagamentos efetuados pelos órgãos da administração direta, autarquias e fundações dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de que trata o art. 33 da Lei nº 10.833/03, as retenções, os recolhimentos e o cumprimento das obrigações acessórias deverão ser efetuados com observância do disposto na Instrução Normativa SRF nº 475/04.

Fundamentação Legal: Art. 2º, §§ 4º e 5º, da Instrução Normativa nº 1757/17. 3.1.4 - Retenção de COSIRF (IR, Pis, Cofins e CSLL)

Deverão ser prestadas informações relativas à retenção do Imposto sobre a Renda na Fonte e das contribuições incidentes sobre os pagamentos efetuados a pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, nos termos do art. 64 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, nas Dirf entregues pelos (as):

(28)

ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 28 a) órgãos da administração pública federal direta;

b) autarquias e fundações da administração pública federal; c) empresas públicas;

d) sociedades de economia mista; e

e) demais entidades de cujo capital social sujeito a voto, a União, direta ou indiretamente detenha a maioria, e que recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar a sua execução orçamentária e financeira no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Deverão, também, ser informados nas Dirf apresentadas pelos órgãos e entidades enumerados acima, referentes a fatos ocorridos a partir do ano-calendário de 2017, os valores pagos às entidades imunes ou isentas pelo fornecimento de bens e serviços. (Incisos III e IV do art. 4º e no § 3º do art. 37 da Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 2012)

Fundamentação Legal: Art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 1757/17. 3.1.5 - Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paraolímpicos de 2016

Estão, também, obrigadas a apresentar a Dirf 2018 as seguintes pessoas jurídicas de que trata a Lei nº 12.780, de 9 de janeiro de 2013, ainda que os rendimentos pagos no ano-calendário de 2017 não tenham sofrido retenção do imposto:

I - o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (RIO 2016);

II - as entidades nacionais e regionais de administração do desporto olímpico; e III - as seguintes pessoas jurídicas, estabelecidas no Brasil, em caso de contratação de pessoas físicas, com ou sem vínculo empregatício, conforme previsto no inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 12.780, de 2013:

a) o Comité International Olympique (CIO); b) as empresas vinculadas ao CIO;

c) o Court of Arbitration for Sport (CAS); d) a World Anti-Doping Agency (WADA); e) os Comitês Olímpicos Nacionais;

f) as federações desportivas internacionais;

g) as empresas de mídia e transmissores credenciados;

h) os patrocinadores dos Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paraolímpicos de 2016;

i) os prestadores de serviços do CIO; e j) os prestadores de serviços do RIO 2016.

NOTA ITC! Destaca-se que esta obrigação independe do valor do rendimento pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos pelas entidades.

Fundamentação Legal: Art. 3º e § 7º do art. 12 da Instrução Normativa RFB 1757/17. 3.1.6 - Programa Gerador da DIRF

O PGD DIRF 2018, de uso obrigatório pelas fontes pagadoras, pessoas físicas e jurídicas, para preenchimento da Dirf 2018 ou importação de dados, utilizável em equipamentos da linha PC ou compatíveis, será aprovado por ato do Secretário da Receita Federal do Brasil e disponibilizado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil

(29)

ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 29 (RFB) em seu sítio na Internet, no endereço <http://rfb.gov.br>.

O programa deverá ser utilizado para apresentação das declarações relativas ao ano-calendário de 2017 e das relativas ao ano-ano-calendário de 2018 nos casos de:

I - extinção de pessoa jurídica em decorrência de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total;

II - pessoas físicas que saírem definitivamente do País; e III - encerramento de espólio.

NOTA ITC! Para entrega das declarações relativas aos anos-calendário de 2005 a 2009, bem como para o ano-calendário de 2010 nos casos de extinção de pessoa jurídica em decorrência de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total, e nos casos de pessoas físicas que saírem definitivamente do País e de encerramento de espólio, deverá ser utilizado o programa DIRF 2010 (Art. 3º, § 2º da Instrução Normativa RFB nº 1.033/10).

No preenchimento ou importação de dados pelo PGD DIRF 2018 deverão ser observados a Tabela de Códigos de Receitas e leiaute especificamente definidos para o programa.

A utilização do PGD Dirf 2018 gerará arquivo contendo a declaração validada, em condições de transmissão à RFB.

Cada arquivo gerado conterá somente uma declaração.

O arquivo de texto importado pelo PGD Dirf 2018 que vier a sofrer qualquer tipo de alteração deverá ser novamente submetido ao PGD Dirf 2018.

Fundamentação Legal: Art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 1.757/2017; Instrução Normativa RFB nº 1775/2017.

3.2 - Regras Para Entrega da DIRF

A DIRF 2018 deverá ser apresentada por meio do programa Receitanet, disponível no sítio da RFB na Internet no endereço http://rfb.gov.br.

A transmissão desta declaração será realizada independentemente da quantidade de registros e do tamanho do arquivo.

Durante a transmissão dos dados, a DIRF 2018 será submetida a validações que poderão impedir sua apresentação.

O recibo de entrega será gravado somente nos casos de validação sem erros.

O arquivo desta declaração sempre deverá ser transmitido pelo estabelecimento matriz, onde, deverá conter as informações consolidadas de todos os estabelecimentos da pessoa jurídica.

(30)

ITC - Cursos e Treinamentos - Ana Paula Haskel 30 A Dirf 2018 será considerada relativa ao ano-calendário anterior, quando apresentada depois de 31 de dezembro do ano subsequente àquele no qual o rendimento tiver sido pago ou creditado.

Fundamentação Legal: Art. 6º à 8º da Instrução Normativa nº 1757/2017. 3.3 - Certificado Digital

Para transmissão da DIRF 2018 das pessoas jurídicas, exceto para as optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), relativa a fatos geradores ocorridos a partir do ano-calendário de 2009, é obrigatória a assinatura digital da declaração mediante utilização de certificado digital válido, conforme o disposto no art. 1º da Instrução Normativa RFB nº 969/09, inclusive no caso de pessoas jurídicas de direito público.

A transmissão da Dirf com assinatura digital mediante certificado digital válido possibilitará à pessoa jurídica acompanhar o processamento da declaração por intermédio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), disponível no sítio da RFB na Internet, no endereço eletrônico http://rfb.gov.br.

Fundamentação Legal: Art. 6º, §§ 4º e 5º, da Instrução Normativa RFB nº 1.757/2017. 3.4 - Prazo de Apresentação da DIRF

A DIRF 2018, relativa ao ano-calendário de 2018, deverá ser apresentada até as 23h59min59s (vinte e três horas, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário de Brasília, de 28 de fevereiro de 2018.

Fundamentação Legal: Art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.757/2017. 3.4.1 - Entrega em Situações Especiais

No caso de extinção decorrente de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total ocorrida no ano-calendário de 2018, a pessoa jurídica extinta deverá apresentar a DIRF relativa ao ano-calendário de 2018 até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do evento, exceto se o evento ocorrer no mês de janeiro, caso em que a DIRF poderá ser apresentada até o último dia útil do mês de março de 2018.

Considera-se data da extinção, a data:

1. de deliberação entre seus membros, nos casos de incorporação, fusão e cisão total;

2. da sentença de encerramento, no caso de falência;

3. da publicação, no Diário Oficial da União, do ato de encerramento da liquidação, no caso de liquidação extrajudicial promovida pelo Banco Central em instituições financeiras;

4. de expiração do prazo estipulado no contrato, no caso de extinção de sociedades com data prevista no contrato social;

5. do registro de ato extintivo no órgão competente, nos demais casos;

6. do arquivamento da decisão de cancelamento de registro pela Junta Comercial, com base no art. 60 da Lei nº 8.934, de 18 de novembro de 1994.

Referências

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