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SUPERBACTÉRIAS E BACTÉRIAS RESISTENTES NDM-1 - TRATAMENTO HOMEOPÁTICO

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Academic year: 2021

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SUPERBACTÉRIAS E BACTÉRIAS RESISTENTES NDM-1 - TRATAMENTO HOMEOPÁTICO

Temos conhecimento, por inúmeros estudos realizados, que a bactéria Staphylococcus aureus, vulgarmente conhecida por estafilococo dourado, é a bactéria que mais infecção causa em ambiente hospitalar, nomeadamente em Portugal e nos Estados Unidos, onde é responsável por cerca de 60% de todas as infecções.

Esta bactéria tem a virtualidade de ganhar uma resistência quase imediata a todo o tipo de antibióticos, praticamente logo após a sua utilização terapêutica. Começou por adquirir resistência à penicilina, para depois resistir eficazmente à estreptomicina, tetraciclina, eritromicina e à meticilina.

O Staphylococcus aureus é o agente causador de um conjunto de infecções, em regra graves.

Destacando-se infecções nos olhos, na pele, pneumonia, meningite, septicemia. A gravidade das infecções afere-se quer pelo estado do sistema imunitário do paciente, quer pela maior ou menor resistência da bactéria – infelizmente, grande parte daquelas é provocada por germes resistentes à própria meticilina.

Há mais de meio século que o ser humano produz antibióticos, mas esta bactéria conseguiu obter uma resistência eficaz a todos eles, excepcionando-se a vancomicina. Mas, até esta, já encontrou nalguns casos uma inesperada resistência.

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Na sequência de múltiplas infecções por bactérias resistentes, facto a que nos vamos habituando e que seria de prever, dado que os mecanismos de acção dos antibióticos o indiciaram desde sempre, acresce agora a existência de uma nova bactéria, que foi diagnosticada até ao momento, em cerca de 50 pacientes britânicos e identificada pela sigla NDM-1.

Chamam-lhe a Superbactéria, mas tal denominação já era utilizada por alguns investigadores quando se referiam ao Staphylococcus aureus resistente.

É provável que tenha a sua origem na Índia e no Paquistão, países para onde viajam inúmeras pessoas com o intuito de serem submetidas a cirurgias plásticas, bem menos dispendiosas do que nos seus países de origem.

Já são muitos os homens de ciência, que advertem um surto eminente, de uma desastrosa propagação a nível mundial.

Timothy Walsh, professor de Microbiologia da Universidade de Cardiff, anota, que a NDM-1, pode transformar-se num imenso problema para a saúde mundial, já que a propagação das bactérias opera no espaço a uma velocidade alucinante e perturbante, bastando para tal lembrar os milhões de passageiros que diariamente se deslocam no planeta.

Aqui, estejamos certos, não estaremos a lidar com o problema-não-problema da H1N1, quase inventado com desígnios de gato-escondido-com-o-rabo-de-fora.

Esta Superbactéria produz uma enzima denominada NDM-1 – New Delhi métallo-beta-lactamase 1 – e foi identificada

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pela primeira vez, no ano de 2009, por Walsh, por via de um indivíduo infectado num hospital indiano.

Superbactéria transportada para Inglaterra por turistas provenientes do sul da Ásia, principalmente da Índia e do Paquistão e que como já supra ficou referido, que resiste a todos os antibióticos conhecidos, inclusivamente aos carbapenemas, usados em infecciologia como último recurso de ataque a entes patogénicos multirresistentes. Quando muito, estes, mostram-se por ora, parcialmente sensíveis à tigeciclina e à colistina.

Atente-se que as cepas bacterianas gram-negativas (como as NDM-1), não dispõem de uma gama diversificada de antibióticos de acção destrutiva e os que existem não têm eficácia absoluta quando se trata de aniquilar bactérias com o dito gene.

O gene mencionado – NDM-1 –, que pode ser encontrado em diversos tipos de bactérias, foi isolado no dito paciente, em duas bactérias:

Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae (bactérias onde parece surgir com maior frequência).

Esta Superbactéria já fez a sua primeira vítima – conhecida – que terá falecido em Junho deste ano. Um cidadão belga, terá sido contaminado pela bactéria num hospital paquistanês onde esteve internado por ter sofrido um acidente automóvel. Retornando ao seu país de origem, apesar de ter sido medicado com um dos mais poderosos antibióticos – colistosina -, acabou por falecer.

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É óbvio, que o tratamento das infecções causadas por este tipo de bactéria, será de dificuldade acrescida, até porque não se irá restringir aos hospitais e, a enzima, segundo informações recentes, já terá sido isolada na Austrália, no Canadá, Estados Unidos, Bélgica e Holanda. Por outro lado, este mecanismo (NDM-1) poderá passar para outras bactérias, já resistentes a antibióticos, gerando infecções impossíveis de debelar.

O próprio Walsh, refere que o tempo necessário para que consigamos tratar infecções produzidas por bactérias com o gene NDM-1, dependerá do aparecimento de novos antibióticos, que estima em cerca de dez anos. Sem querer encarnar o “manto” de mais um profeta da desgraça, visionamos a sua propagação num mundo já assolado por tantos males.

Em breve, o nosso planeta estará minado por bactérias de impossível ou difícil tratamento.

Estamos conscientes de que a Homeopatia não possui as mesmas armas que a medicina alopática. Se esta é praticamente inoperante quando confrontada com um determinado tipo de bactéria e respectivas consequências no organismo humano, como poderá a Homeopatia curar ou aliviar o mal do enfermo? E, isto, sem prejuízo, das curas que atingimos em determinadas patologias a que a medicina hipocrática nenhuma resposta abona.

No combate com uma Superbactéria, a medicina homeopática pode exercer uma acção benéfica em duas frentes – até porque as bactérias não ganham resistência aos medicamentos homeopáticos:

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- como terapia complementar da medicina alopática.

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PREVENÇÃO

Nos indivíduos que possam estar sujeitos a contágio, nomeadamente em consequência das suas tarefas laborais, viagens para locais de risco, contacto directo ou indirecto com pacientes infectados, para além de melhorarem a eficiência do sistema imunitário, podem fazer:

PYROGENIUM 6 CH, três gotas duas vezes por dia.

Se o número de casos aumentar, mas não havendo uma probabilidade de exposição ao agente patogénico como acima ficou exposto e sem que a situação se possa qualificar de alarmante, fazer:

PYROGENIUM 6 CH, três gotas uma vez por dia, descansando um dia da semana.

O tratamento deve ser reavaliado mensalmente. PYROGENIUM, é uma espécie de antibiótico de largo espectro em Homeopatia. Tem uma utilização confirmada em todas as infecções graves e todas as septicemias.

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A cada toma, o frasco-medicamento deve ser agitado energicamente dez vezes.

TRATAMENTO

O tratamento complementará sempre o estabelecido pelo médico assistente e não deverá ser em caso algum considerado como terapêutica principal, a menos que o acto seja praticado em zona geográfica onde inexista médico e medicação apropriada.

TRATAMENTO DE BASE

PYROGENIUM 6 CH, 3 gotas 6 vezes por dia, ou com frequência superior, em função dos sintomas, espaçando-se gradualmente as tomas em consonância com as melhorias. ECHINACEA 4 DH, 3 gotas de 3 a 5 vezes dia. A cada toma, o frasco-medicamento deve ser agitado energicamente dez vezes.

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Para além do tratamento de base, em conformidade com o caso clínico, terá de se apurar da necessidade de prescrever outros medicamentos.

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Alguns dos medicamentos a considerar: - ANTHRACINUM; - ARSENICUM ALBUM; - BAPTISIA; - CARBOLICUM ACIDUM; - CROTALUS HORRIDUS; - LACHESIS; - MERCURIUS; - NAJA TRIPUDANS; - TARENTULA CUBENSIS.

Outra hipótese, será a de preparar um ou mais complexos, que possam agir num espectro alargado de situações clínicas.

José Maria Alves

https://homeoesp.org/

Referências

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