direito administrativo
Profª Tatiana Marcelo
AULA 13
Olá, bom dia, boa tarde ou boa noite pessoal do EaD.
Chegamos na nossa reta final com a aula de número 13! Falta somente essa e mais uma para acabarmos com o conteúdo da minha parte.
Vamos lá então: a matéria de hoje vai ser sobre Licitação. Como saiu o edital com muito mais conteúdo sobre Licitação, nossa aula vai ser bem puxada, fiquem atentos.
Programação
• Lei nº 8.666/1993 e suas alterações. • Lei nº 10.520/2002 e suas alterações. • Decreto no 5.450/2005 e suas alterações. • Decreto no 7.892/2013 e suas alterações.
Quando se fala em licitação se apresentam todos os pedaços dela, e trouxe um resumo pra facilitar o entendimento.
Nós vamos ver as mudanças que tiveram, mas a banca não costuma cobrar mudanças e valores, fiquem tranquilos.
Quero que vocês entendam como funciona uma licitação. Mais além vamos ter um tópico somente sobre isso, aqui é um apanhado geral.
Gente, todo mundo quer ter a Administração como cliente. Movimenta muito dinheiro a parte de contratos com a Administração.
O instrumento convocatório é quando se chama as pessoas para participar da Licitação, através do edital, o instrumento em si. Ali tem todas as regras do jogo. Temos um outro instrumento que é carta convite. Ela é sem edital, somente com um convite para fornecedores.
Nós temos uma das modalidades que se pode usar para qualquer aquisição, inclusive para alienar algum bem da administração que é a Concorrência.
A próxima fase é a de Habilitação. É quando a administração analisa se quem está se candidatando tem a capacidade técnica de executar o serviço. Além disso, se verifica a capacidade financeira da empresa, as dívidas da empresa. É quando a empresa fornece informações para dar garantia da execução da licitação.
Na habilitação a empresa fornece os documentos comprobatórios e uma proposta em sigilo de fornecimento para avaliação.
A próxima etapa é a abertura dos envelopes para avaliação dos documentos. Antes de analisar a proposta, se analisa a habilitação, os documentos comprobatórios. Se desclassifica quem não vai seguir e aí se analisa o envelope das propostas.
Após, vem a fase do julgamento, que é quando se escolhe entre as propostas a de melhor interesse da Administração. Depois vem a classificação, quando se enumeram os concorrentes e suas propostas.
Por último vem a fase de homologação e adjudicação. Homologação é para ver se está tudo dentro da legalidade. A fase de adjudicação é para atribuir ao vencedor a vitória da licitação, não é o contrato em si.
O processo de licitação termina aqui.
A próxima fase é a contratual, é uma nova fase. Licitação em si termina na adjudicação.
Introdução e Fundamentos Constitucionais da Licitação
O art. 37, XXI da CF prevê o preceito mais genérico existente em nosso ordenamento jurídico sobre a obrigatoriedade de a Administração Pública realizar licitações para suas contratações:
XXI – ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
Desse dispositivo, constata-se que a própria CF admite a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses excepcionais de contratações de obras, serviços, compras e alienações sem licitações – chamada contratação direta.
Entretanto, ao prever os contratos de concessão e permissão de serviços públicos, a CF não deixou margem para exceções, sendo necessária sempre a realização de licitação:
Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.
Normas Nacionais sobre Licitações
a) Lei nº 8.666/1993 – é a lei mais abrangente sobre normas gerais de licitações e contratos
administrativos.
Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a
obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões
e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.
b) Lei nº 10.520/2002 – é a lei que instituiu mais uma modalidade de licitação: pregão.
Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de
pregão, que será regida por esta Lei.
Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado.
Decreto no 3.555/2000 – regulamenta o pregão presencial no âmbito Federal. Decreto no. 5.450/2005 – regulamenta o pregão eletrônico no âmbito Federal.
Lei nº 13.303/2016 – dispõe sobre o Estatuto Jurídico das EP e SEM.
d) Lei nº 8.987/1995 – dispõe sobre as concessões e permissões de serviços públicos.
e) Lei nº 11.079/2004 – traz norma gerais sobe Parcerias Público-Privadas (PPP), com peculiares contratos de concessão, regidos por essa lei própria.
f) Lei nº 12.232/2010 – prevê normas gerais de licitação e contratação de serviços de publicidade prestados por intermédio de agências de propaganda.
g) Lei nº 12.462/2011 – estabelece o chamado Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), aplicável a licitações e contratos como: Copa do mundo 2014; Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016; obras e serviços de engenharia no âmbito do SUS e dos sistemas públicos de ensino e pesquisa, ciência e tecnologia; ações integrantes do PAC, dentre outros.
Conceito de Licitações
Maria Sylvia Zanella Di Pietro conceitua a licitação como sendo “o procedimento administrativo pelo qual um ente público, no exercício da função administrativa, abre a todos os interessados, que se sujeitem às condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade de formularem propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais conveniente para a celebração de contrato”.
Para Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, licitação pode ser conceituada como “um procedimento administrativo, de observância obrigatória pelas entidades governamentais, em que, observada a igualdade entre os participantes, deve ser selecionada a melhor proposta dentre as apresentadas pelos interessados em com elas travar determinadas relações de conteúdo patrimonial, uma vez preenchidos os requisitos mínimos necessários ao bom cumprimento das obrigações a que eles se propõem”.
Orientadores das Licitações
O Art. 3º da Lei 8.666/93 prevê que “A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.”
Princípios explícitos no art. 3º:
• Legalidade • Impessoalidade • Moralidade • Igualdade/Isonomia • Publicidade • Probidade administrativa
• Vinculação ao instrumento convocatório
Princípios implícitos apontados pela doutrina:
• Competitividade
• Procedimento Formal
• Sigilo das Propostas
• Adjudicação Compulsória
Princípio da Publicidade
Art. 3º, § 3º A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu
procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura.
Objetivos da publicidade: permitir o acompanhamento e a fiscalização do procedimento pelos licitantes, pelos órgãos de controle interno e externo e pelos administrados em geral.
Art. 4º estabelece que qualquer cidadão pode acompanhar o desenvolvimento da licitação, desde
que não interfira de modo a perturbar ou impedir a realização dos trabalhos.
Princípio da Igualdade/Isonomia
O Princípio da Igualdade ou da Isonomia (tidos como sinônimos pela lei) tem natureza constitucional e é elencado como o mais importante em se tratando de licitação.
CF, Art. 37, XXI – ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes...”.
Lei 8.666/93 – Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
Quando se trata de licitação, vem a ideia de isonomia/igualdade entre os participantes no procedimento licitatório, o que é expresso, inclusive na CF.
Lei 12.349/2010 veio alterar a Lei 8.666/1993, a fim de relativizar essa ideia de isonomia, trazendo uma interpretação elástica ao termo, ao conferir vantagens competitivas (chamada margem de preferência) a empresas produtoras de bens manufaturados nacionais ou prestadoras de serviços nacionais.
Além disso, a Lei 12.349/10 veio favorecer os setores de pesquisa e inovações tecnológicas nacionais.
Já a Lei Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), trouxe favorecimento e margem de preferência a empresas que comprovem cumprimento de reservas de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da previdência social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação.
Tal alteração foi tanta que o legislador entendeu por alterar também o art. 3º da Lei 8.666/93 a fim de constar que “A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável...”
O Brasil passa a utilizar das contratações governamentais (que geralmente têm enorme peso econômico) como instrumento apto a promover o desenvolvimento nacional sustentável, fortalecendo empresas que venham a gerar empregos e rendas domésticos e que se preocupem com as pesquisas e criação de tecnologias nacionais, bem como as que adotam práticas de sustentabilidade, preservando o meio- ambiente e recursos naturais.
(vantagens) Art. 3º, § 2o Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:
II – produzidos no País;
III – produzidos ou prestados por empresas brasileiras;
IV – produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País;
V – produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação.
Art. 3º, § 5º Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida margem de preferência para: I – produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas
II – bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de
reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação.
§ 7º Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento
e inovação tecnológica realizados no País, poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5º.
Princípio da Legalidade e da Impessoalidade
O procedimento licitatório, assim como todos os atos da administração, deve estar pautado no que a lei autoriza ou determina. A atuação do administrador deve estar pautada nos preceitos da lei e do Direito.
Ademais a licitação deve atentar para o princípio da impessoalidade, permitindo que a contratação com a Administração se de com o vencedor da licitação, conforme os critérios estabelecidos em lei e não de acordo com a preferência pessoal do administrador.
Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório
O edital ou a carta-convite são os instrumentos convocatórios da licitação, estando a Administração vinculada aos mesmos.
Art. 41. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital, ao qual se acha
estritamente vinculada. (regra que vale também para a carta-convite, instrumento da modalidade convite)
Segundo Hely Lopes Meirelles, o edital (ou a carta-convite) é a lei interna da licitação, que vincula aos seus termos tanto os licitantes quanto a administração que o expediu.
Princípio do Julgamento Objetivo
Art. 44. No julgamento das propostas, a Comissão levará em consideração os critérios objetivos
definidos no edital ou convite, os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei.
A aplicação desse princípio está relacionada aos tipos de licitação: a) menor preço; b) melhor técnica; c) técnica e preço; d) maior lance ou oferta.
O critério objetivo pode ser absoluto quando se tratar do tipo menor preço ou maior lance ou oferta; porém, o que se relaciona a técnica, certamente que há um resquício de subjetividade.
Princípio da Probidade e da Moralidade Administrativa
O princípio da moralidade é norteador de toda atuação da Administração, inclusive no processo licitatório. Trata-se da exigência de conduta ética dos agentes da administração em todas as etapas da licitação.
Quanto à improbidade, a CF prevê no art. 37, § 4º as consequências dos atos de improbidade. A Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa) traz um rol exemplificativo de atos de improbidade, alguns atinentes à licitação.
Princípio do Sigilo na Apresentação das Propostas
Princípio decorrente da lógica da licitação.• Art. 3º, § 3º A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu
procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura.
O sigilo na das propostas até a abertura é tão importante que configura-se crime sua violação (art. 94 da Lei 8.666).
A violação do sigilo colocaria o concorrente em vantagem, já que este poderia, no caso de uma licitação por menor preço, formular um valor um pouco abaixo e vencer.
Princípio da Adjudicação Obrigatória ao Vencedor
Tratando-se de licitação, o termo “adjudicar” significa atribuir o objeto do certame ao vencedor.
Art. 50. A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade.
Esse princípio veda que a Administração celebre o contrato com outro que não seja o vencedor. Veda também que se abra nova licitação enquanto válida a adjudicação anterior.
Princípio da Competitividade
A competitividade é da essência da licitação.
É a efetiva competitividade, evitando-se a manipulação de preços, que vai garantir a obtenção da proposta mais vantajosa para a Administração.
Segundo a Lei, configura-se crime: Art. 90. Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação.
Princípio do Formalismo
O procedimento de licitação será sempre um procedimento formal.
Art. 4º, Parágrafo único. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato administrativo
formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública.
Modalidades é uma das partes mais cobradas do assunto, eles sempre perguntam nas provas. Vou colocar pra vocês as expressamete previstas
Modalidades de Licitação
Lei 8.666/93 – Art. 22. São MODALIDADES de licitação: I – concorrência
II – tomada de preços III – convite
IV – concurso V – leilão
Lei 10.520/2002 – Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão.
Lei 8.666/93 – MODALIDADES de licitação:
I – concorrência II – tomada de preços III – convite
Lei 10.520/2002 – Pregão Lei 9.986/2000 – Consulta
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão
determinadas em função dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da contratação: ATENÇÃO: as modalidades de licitação convite, tomada de preços e concorrência são determinadas conforme os valores da contratação. Entretanto, esses valores foram atualizados pelo Decreto no 9.412/2018. A lei continua com a mesma redação, porém, os valores a serem considerados para a prova são os atualizados do Decreto, conforme abaixo: Os valores estabelecidos nos incisos I e II do caput do art. 23 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, ficam atualizados nos seguintes termos:
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão
determinadas em função dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da contratação:
I – para obras e serviços de engenharia:
a) convite – até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais);
b) tomada de preços – até R$ R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais; c) concorrência: acima de R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais); II – para compras e serviços não referidos no inciso anterior:
a) convite – até R$176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais);
b) tomada de preços – até R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais); c) concorrência – R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais).
Art. 23, § 4º Nos casos em que couber convite, a Administração poderá utilizar a tomada de
preços e, em qualquer caso, a concorrência.
Art. 23, § 3 A concorrência é a modalidade de licitação cabível, qualquer que seja o valor de
seu objeto, tanto na compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o disposto no art. 19 (leilão), como nas concessões de direito real de uso e nas licitações internacionais, admitindo-se neste último caso, obadmitindo-servados os limites deste artigo, a tomada de preços, quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores ou o convite, quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País.
Art. 22, § 8º – É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das
referidas neste artigo.
Concorrência
Art. 22, § 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na
fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.
A concorrência é a mais complexa das modalidades de licitação.
Art. 23, § 3º A concorrência é a modalidade de licitação cabível, qualquer que seja o valor de
seu objeto, tanto na compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o disposto no art. 19 (leilão), como nas concessões de direito real de uso e nas licitações internacionais, admitindo-se neste último caso, obadmitindo-servados os limites deste artigo, a tomada de preços, quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores ou o convite, quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País.
Tomada de Preços
Art. 22, § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente
cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o 3º dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.
A Tomada de Preços é utilizada para a celebração de contratos de obras, serviços e compras de menor vulto do que as que exigem a concorrência.
A habilitação, que corresponde ao cadastramento, é preliminar à abertura do procedimento. Quem ainda não for cadastrado, poderá cadastrar-se até o 3º dia anterior à data do recebimento das propostas, desde que atendam às condições de qualificação exigidas (mesmas exigência para o cadastramento).
Convite
Art. 22, § 3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu
objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.
Diferentemente das demais modalidades de licitação, que têm como instrumento convocatório o edital, a modalidade convite tem como instrumento convocatório a carta-convite, que será enviada diretamente aos interessados.
Como não há edital, não há publicação na imprensa oficial, apesar de haver a necessidade de afixação da cópia do instrumento em local apropriado, a fim de que os demais cadastrados (não convidados) possam participar (manifestando-se 24h antes da entrega das propostas). O convite tem procedimentos mais simples, sendo utilizado para contratações de menor valor. Excepcionalmente, a carta-convite pode ser enviada a menos de 3 interessados, caso haja limitação de mercado ou desinteresse dos convidados, tornado impossível a obtenção de um número mínimo (tal fato deverá ser justificado no processo, sob pena de ter que repetir o procedimento).
Concurso
Art. 22, § 4º Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha
de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias.
A natureza do objeto é que determina a realização da modalidade concurso, independentemente do valor do contrato.
Art. 13, § 1º Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, os contratos para a prestação
de serviços técnicos profissionais especializados deverão, preferencialmente, ser celebrados mediante a realização de concurso, com estipulação prévia de prêmio ou remuneração.
O julgamento é feito por uma comissão especial, formada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria, sejam servidores públicos ou não.
Leilão
Art. 22, § 5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda
de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
Portanto, o leilão destina-se à venda ou alienação de: a) bens móveis inservíveis para a administração; b) produtos legalmente apreendidos ou penhorados; c) bens imóveis cuja aquisição derivou de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento (art. 19).
Pregão
Pregão é a sexta modalidade de licitação, prevista na Lei 10.520/02.
Pregão é a modalidade de licitação, sempre do tipo menor preço, destinada à aquisição de bens e serviços comuns, que pode ser utilizada para qualquer valor de contrato (Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo).
Trata-se de uma modalidade pouco complexa, possibilitando maior celeridade na contratação de bens e serviços comuns.
A disputa entre os licitantes é realizada mediante propostas e lances em sessão pública.
Consulta
A consulta não consta na Lei 8.666/93, pois aplica-se apenas às Agências Reguladoras.
Tipos de Licitação
Art. 45, § 1º Para os efeitos deste artigo, constituem tipos de licitação, exceto na modalidade
concurso:
I – a de menor preço – quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço.
II – a de melhor técnica III – a de técnica e preço
IV – a de maior lance ou oferta – nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso.
Trouxe para vocês um quadro comparativo pra ter uma ideia melhor sobre o tema.
Os tipos de licitação são aplicáveis a todas as modalidades de licitação, exceto para o concurso (neste o participante aceita o prêmio ou remuneração previamente estipulados).
Art. 54, § 5º É vedada a utilização de outros tipos de licitação não previstos neste artigo
O tipo “menor preço” é a regra geral nas licitações para contratações de obras, serviços, compras e locações. Também é o tipo obrigatório utilizado na modalidade pregão. Será vencedor o que apresentar o menor preço.
Art. 46. Os tipos de licitação “melhor técnica” ou “técnica e preço” serão utilizados exclusivamente
para serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos.
Para contratação de bens e serviços de informática, muito embora nãos seja de natureza intelectual, a administração adotará obrigatoriamente o tipo de licitação “técnica e preço”, permitido o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder Executivo.
Nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso, por óbvio, se usa o tipo “maior lance ou oferta”.
Vamos às nossas questões?
(CESPE – 2018) Tendo como referência as disposições da Lei n.o 9.784/1999 e da Lei n.o
8.666/1993, julgue o item subsequente.
Concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão são modalidades de licitação, sendo vedada a combinação entre elas ou a criação de outras modalidades.
(X) certo ( ) errado
(CESPE – 2018 – ANALISTA) Acerca das modalidades de licitação, julgue o item seguinte.
Modalidade de licitação corresponde ao procedimento utilizado para conduzir o certame; tipo de licitação é o critério de julgamento que será utilizado para selecionar a proposta mais vantajosa para a administração.
(X) certo ( ) errado
(CESPE – 2018 – TC CE – JUIZ SUBSTITUTO) A modalidade licitatória restrita aos interessados
devidamente cadastrados ou que atendam a todas as condições exigidas no cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas é denominada.
A) convite.
B) tomada de preços. C) concorrência. D) pregão.
CESPE – 2018 – ANALISTA) Julgue o próximo item, relativo às modalidades de licitação.
Convite é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação..
( ) CERTO (X) ERRADO
(CESPE – 2018 – STJ) Acerca da licitação e do processo administrativo no âmbito da
administração pública federal, julgue o seguinte item.
O leilão é a modalidade de licitação para a aquisição de bens e serviços comuns, independentemente do valor estimado da contratação. Nessa modalidade, a disputa entre os licitantes é realizada mediante propostas e lances em sessão pública.
( ) CERTO (X) ERRADO
(CESPE – 2018 – AUDITOR) Se um órgão da administração pública desejar adquirir trabalho
científico com oferta de prêmio aos vencedores, a modalidade de licitação a ser adotada e a quantidade mínima de dias de antecedência em relação ao evento para publicação do edital devem ser, respectivamente,
A) convite; trinta dias. B) pregão; quinze dias.
C) concurso; quarenta e cinco dias. D) leilão; quarenta e cinco dias. E) concorrência; trinta dias.
(CESPE – 2018 – ANALISTA) Acerca das modalidades de licitação, julgue o item seguinte.
É vedada a criação de modalidades de licitação não expressamente previstas na Lei n.o 8.666/1993, sendo permitida, no entanto, a combinação entre as modalidades constantes da referida lei.
( ) CERTO (X) ERRADO
Muito bem gente, encerramos nossa aula de hoje, muita matéria, muito princípio mas não tem jeito, Licitação sempre cai um monte e é bom a gente saber e estudar todos.