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O aprendizado do cheerleading por meio da prática

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Academic year: 2021

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Universidade de Brasília – UnB Faculdade de Educação Física – FEF Curso de Licenciatura em Educação Física

O APRENDIZADO DO CHEERLEADING POR MEIO DA PRÁTICA

Arthur Felipe Freire Nascimento Renan Matheus da Silva Ataliba

Brasília 2019

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ARTHUR FELIPE FREIRE NASCIMENTO RENAN MATHEUS DA SILVA ATALIBA

O APRENDIZADO DO CHEERLEADING POR MEIO DA PRÁTICA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília. Orientador: Dr. Américo Pierangeli Costa.

Brasília 2019

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Universidade de Brasília – UnB Faculdade de Educação Física – FEF Curso de Licenciatura em Educação Física

ARTHUR FELIPE FREIRE NASCIMENTO RENAN MATHEUS DA SILVA ATALIBA

O APRENDIZADO DO CHEERLEADING POR MEIO DA PRÁTICA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília.

Orientador: Prof. Dr. Américo Pierangeli Costa

Banca Examinadora:

_______________________________________________________________ Prof. Dr. Américo Pierangeli Costa – Orientador

FEF/UnB

_______________________________________________________________ Prof. Dr. Felipe Rodrigues da Costa – Membro Interno

FEF/UnB

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente, gostaríamos de agradecer a Deus, pelo dom da saúde e pelas condições de poder buscar nossos sonhos em estar cursando Educação Física em uma universidade federal.

À nossas famílias, pela presença nessa longa e árdua caminhada durante todo o curso.

À Ayla de Sousa e à Ana Carla Damas dos Santos, pela motivação constante, mesmo quando da situação mais adversa possível; pelos conselhos e pela motivação em continuar a caminhada.

Ao professor Dr. Américo Pierangeli Costa, pela orientação e toda paciência possível, pelo acompanhamento na caminhada, sendo presente em cada etapa da presente pesquisa, não deixando faltar motivação e se fazendo constantemente presente.

Ao professor Dr. Felipe Rodrigues da Costa, pelo aceite ao convite em participar da Banca Examinadora do estudo em questão.

À Universidade de Brasília – UnB, pelo universo de diversificações apresentado e pelas oportunidades ofertadas durante a graduação.

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RESUMO

O presente estudo teve por objetivo entender a prática do cheerleading, em um grupo de estudantes da Universidade de Brasília. Tal modalidade esportiva vem se desenvolvendo espontaneamente entre os universitários, sem oferta comercial ou incentivo de professores. Como base teórica, fez-se uso da teoria da prática, uma vez que as rotinas dos estudantes vêm sendo construídas mediante as demandas iniciais de um esporte ainda em fase de nascimento no Brasil e, por conseguinte, em Brasília.

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ABSTRACT

The present study aimed to understand the practice of cheerleading in a group of students from the University of Brasilia. Such sporting modality has been developing spontaneously among university students, without commercial offer or teacher incentive. As a theoretical base, the theory of practice was used, since student routines have been constructed through the initial demands of a sport still in the birth phase in Brazil and, therefore, in Brasilia.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CO - Centro Olímpico

COI - Comitê Olímpico Internacional EUA - Estados Unidos da América FEF - Faculdade de Educação Física IES - Instituição de Ensino Superior UBC - União Brasileira de Cheerleading UnB - Universidade de Brasília

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 8 2 TEORIA DA PRÁTICA ... 11 3 CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA... 13 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS... 14 5 RESULTADO E DISCUSSÃO ... 17 5.1 DIMENSÃO DO COMPROMETIMENTO ... 17 5.1.1 Conhecimento motivacional ... 18 5.1.2 Engajamento ... 19 5.2 DIMENSÃO ORGANIZACIONAL ... 19 5.2.1 Interseções ... 19 5.2.2 Priorização ... 20 5.3 DIMENSÃO COGNITIVA ... 21

5.3.1 Conhecimento, entendimento e aprendizados ... 21

5.3.2 Know how ... 21 5.4 DIMENSÃO PSÍQUICA ... 23 5.4.1 Atividades mentais ... 23 5.4.2 Estados emocionais ... 23 5.5DIMENSÃOFUNCIONAL ... 24 5.5.1 Práticas corporais... 24 5.5.2 Representações ... 25 5.6DIMENSÃODAAPROPRIAÇÃO ... 26 5.6.1 Consumo ... 26

5.6.2 Economia e resistência ao consumo ... 26

5.6.3 Hierarquia na prática ... 27

5.6.4 Objetos, apropriações e utilizações ... 27

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 29

REFERÊNCIAS ... 31

APÊNDICES ... 33

APÊNDICE A – TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE IMAGEM E SOM ... 34

APÊNDICE B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ... 35

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1 INTRODUÇÃO

O cheerleading, inicialmente, se limitava a animadores de torcida que visavam, por meio da música, dança e elementos da ginástica, animar sua torcida em partidas de basquete, futebol americano e futebol de campo.

Atualmente, o cheerleading é um esporte que possui federação própria, ao passo que suas competições variam de acordo com os níveis (seis), conforme as habilidades, a dificuldade dos movimentos e a experiência dos atletas, sendo o nível 1 o mais básico e o nível 6 o mais avançado.

O cheerleading nasceu nos Estados Unidos da América – EUA, e o primeiro grito de torcida se deu em 1880, na Universidade de Princeton. Mas somente em 1884, um estudante chamado Johnny Campbel, veio puxar uma multidão a torcer, tornando-o o primeiro líder de torcida da história, fazendo com que, em 1898, ocorresse a primeira formação de cheerleaders (CHEER BLOG, 2011).

Em 1903, se deu a primeira fundação de cheerleading, que tinha como nome

Gamma Sigma. Na época, sendo um esporte masculino, o cheerleading abriu as

portas para as mulheres pelo fato dos homens estarem indo para a guerra.

Em 1960, atletas de cheerleading das universidades começaram a ensinar alunas de escolas do Ensino Médio, fazendo com que o entusiasmo destas em relação à prática do esporte aumentasse, vindo à tona os pompons, criados em 1965, por Fred Gastoff (CHEER BLOG, 2011).

As competições organizadas tiveram início em 1967, com premiações da Fundação Nacional de Cheerleading, culminando ali um grande avanço para o esporte.

Em 1978, deu-se uma transmissão dos campeonatos colegiais estadunidenses de cheerleading. Na ocasião, as universidades passaram a ofertar bolsas de estudos para quem praticasse o esporte (CHEER BLOG, 2011).

Em 1994, o cheerleading chegou à América do Sul, tendo sua primeira aparição no Chile, com a organização Cheer Chile, que treinava milhares de

cheerleaders pelo país, popularizando o esporte pelo reatente do continente

(SCHWAICKARDT, 2017).

Em 1996, também em terras norte-americanas, se deu um fato importante para o cheerleading: a participação na abertura dos jogos olímpicos, mas não como esporte, e sim, como apresentação (SCHWAICKARDT, 2017).

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A prática do cheerleading como esporte é vista com preconceito, pois tem-se um estereotipo que tal atividade seja apenas para meninas, que balançam pompons ao lado do campo, não se imaginando os movimentos que requerem, o que dificulta na expansão da prática, principalmente, entre os homens (TOKARSKI, 2017).

O cheerleading exige trabalho em sincronia e em equipe, fazendo com que cada integrante dependa de seu parceiro de time, para que possa lograr a atuação ideal, perfazendo alguns elementos específicos (força, controle e flexibilidade), além da disciplina de per si (TOKARSKI, 2017).

Segundo o Blog Cheer, o cheerleading é considerado uma atividade física que possui determinados componentes (dança, saltos, músicas), com a duração de cada performance, em geral, de um a três minutos (CHEER BLOG, 2011).

Pouco conhecido nacionalmente, o cheerleading é considerado um esporte, fazendo parte do Comitê Olímpico Internacional – COI, podendo, em breve, fazer parte do programa dos próximos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, Japão (TOKARSKI, 2017).

Diante do exposto, faz-se importante saber que por trás de cada atleta, apresentações de encantar e roupas chamativas, tem-se uma batalha diária, sendo necessário observar a conciliação dos estudos e os afazeres pessoais com os horários de treinos para a boa prática do esporte em questão. Nesse ínterim, é bastante raro a presença de um patrocinador, acarretando na dificuldade de aprendizado e continuação do esporte, devido sua pouca visibilidade no Brasil (SCHWAICKARDT, 2017).

Destarte, praticar o cheerleading no Brasil é algo complexo devido à insuficiente visibilidade, estrutura e apoio, fazendo com que seu conhecimento seja pobre no país.

No Brasil, a disseminação do esporte em questão ainda é muito pobre, sendo uma ação diferente nos EUA, onde se tem ali a devida valorização, principalmente dentro das faculdades.

O cheerleading possui muito risco, tendo que possuir cautela na hora da execução de cada movimento, local adequado para a prática (tatames, academias de artes marciais), entre outros aspectos. Com poucos coaches no Brasil, seu aprendizado e treino infelizmente são ações que tornam mais difíceis sua prática (SCHWAICKARDT, 2017).

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Em suma, o cheerleading proporciona relações sociais muito importantes, já que dentro dele se aprende a confiar nas pessoas dependendo muito do trabalho em equipe, sendo muito comuns, amizades intensas e laços amorosos, fazendo com que criem vínculos como se fosse uma família. (TOKARSKI, 2017).

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2 TEORIA DA PRÁTICA

Buscando entender a vida social, a teoria da prática configura, por um lado, uma harmonia de diferenças e particularidades e, por outro lado, as relações às unidades estatísticas e ordens enraizadas em contextos, podendo ser resultantes das práticas os aspectos de individualidade e ordem social (WARDE, 2005).

A prática faz com que o ser humano tenha pensamentos padrões, via raciocínio lógico, não sendo algo exclusivo do indivíduo, mas que atinge o modo de agir ao executar certos movimentos (RECKWITZ, 2002).

Torna-se interessante nos desempenhos de indivíduos e grupos em práticas semelhantes evidenciar diferentes nexos, tais como: reorganização de práticas, conflitos sociais e alianças políticas inerentes (WARDE, 2005).

Uma análise do consumo da teoria da prática envolve pensamentos de condutas que observam as regras de rotina, materialismos e emoção. Elas estão envoltas ao consumo, não podendo ser uma definição restrita, considerando apenas a troca nos mercados – o consumo não é uma prática, mas um instante que envolve quase todas as práticas (WARDE, 2005).

Warde (2005) observa as práticas como um fator fundamental relevante ao consumo, estabelecendo recursos de julgamento, desejo, conhecimento. Nesse ínterim, tem-se uma mudança nos modos de consumo, experiências e objetos em relação às atuações das práticas, fazendo com que estejam relacionados a prática e o consumo.

Aquele autor afirma que, com o decorrer do tempo, uma diferença nem sempre notada entre o significado de práticas (comportamentos rotineiros que interligam fundamentos por meio de junções) e prática (destina a práxis, que contrasta com a teoria ou pensamento em referência à ação humana com a teoria humana).

Compreendendo atividades corporais, mentais, conhecimentos acumulados, estado de emoção e motivação, fazeres e discursos permanecem juntos e coordenados. Logo, se estes compreendem a prática, uma análise sociológica deve se voltar para as práticas e suas representações (WARDE, 2005; SCHATZKI, 1996).

Em relação à prática, para Warde (2005), cada ser humano adota certos procedimentos e entendimentos, inspirados para uma determinada coisa, pode variar dentro de um certo grupo de praticantes em função das suas diferentes

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formas de aprendizagem. As práticas adquirem histórias, entendimentos, engajamentos, estando adaptadas para desempenhos específicos, podendo ofertar respostas do modo que as pessoas fazem e o porquê fazem.

Desempenhos podem ser classificados como ótimos, adequados ou melhores que os outros. Nesse ínterim, os indivíduos podem evoluir conforme a situação, com o poder de improvisar e adaptar-se em função de certa dinâmica, que pode ocorrer quando uma prática for semelhante a outra (WARDE 2005).

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3 CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA

A presente pesquisa teve por objetivo compreender como praticantes de

cheerleading aprendem a modalidade por meio da prática.

Nesse sentido, buscou-se entender as rotinas e o estilo de vida decorrentes da prática, pois tem-se aí uma modalidade esportiva não popular em relação aos brasileiros, gerando indagações sobre como tal esporte começou no Brasil.

Aqui, a contextualização da prática do cheerleading se deu pela observação e pelas entrevistas realizadas com os primeiros praticantes da modalidade na Universidade de Brasília – UnB, onde se tem um número considerável de atletas da modalidade, tendo sua prática no campus da instituição.

Devido à conveniência dos pesquisadores, optou-se pela realização da pesquisa com os estudantes do curso de Educação Física por acreditar no alcance do objetivo supramencionado, sobretudo, por se tratar de um dos primeiros times praticantes da modalidade na Instituição de Ensino Superior – IES em questão.

Por meio do cheerleading, os atletas lograram um hábito diferente na sua rotina em prol da prática, fazendo com que, no tempo livre, a modalidade esportiva fosse uma forma de aliviar o estresse do ambiente acadêmico e treinar a atividade, aperfeiçoando aquilo que foi aprendido, dedicando um tempo considerável da rotina aos treinamentos. Já outros praticantes são oriundos de escolas e equipes de ginástica – fato que pode ter facilitado o aperfeiçoamento da técnica de alguns movimentos.

Foi compreendido que a prática esportiva em questão surgiu da demanda espontânea dos atletas por meio da persistência e do erro, custando chegar à um objetivo. Assim, estes são seus próprios professores, sendo que os atletas mais experientes e habilidosos são chamados de coach que, na tradução livre para o português, significa treinador.

O avanço do cheerleading no Brasil vem se dando dia após dia, acarretando no surgimento de curiosidades sobre o mesmo, apesar que muitos possuem uma visão que se tem ali somente animadores de torcida, não tendo conhecimento da existência de campeonatos estadual, nacional e mundial do esporte e, principalmente, da União Brasileira de Cheerleading – UBC, configurando tal modalidade esportiva ainda incipiente em relação a outras modalidades mais populares, culminando na pesquisa da temática em questão.

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4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O desenvolvimento da presente pesquisa se deu com base em uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, visando compreender um fenômeno em suas origens, no início de sua história, em um contexto delimitado. Para tanto, dois métodos de coleta de dados foram utilizados, quais sejam: 1) Entrevista em profundidade; e, 2) Grupo focal.

É sabido que as pesquisas qualitativas na Sociologia, por exemplo, trabalham com significados, motivações, valores e crenças, que não podem ser simplesmente reduzidos às questões quantitativas, pois respondem a noções muito particulares (MINAYO, 1996).

Nesse sentido, para o presente estudo, as entrevistas se deram com dois estudantes considerados pelo grupo como praticantes muito experientes e precursores da modalidade na Universidade de Brasília – UnB: ambos cursam Educação Física e pertenceram à primeira turma de estudantes que fundou a equipe de cheerleading competição por meio da atlética do curso. Atualmente, os estudantes supramencionados são os coaches da equipe de cheerleading. da Instituição de Ensino Superior – IES em questão.

As entrevistas foram conduzidas com o objetivo entender a chegada do

cheerleading em Brasília e na própria Faculdade de Educação Física – FEF da UnB,

a fim de fundamentar a contextualização da presente pesquisa.

O grupo focal se deu com 11 estudantes universitários praticantes do

cheerleading, também integrantes da equipe de competição da atlética dos

estudantes de Educação Física da UnB, que se colocaram a disposição para a participação na entrevista. Ali foram identificados alunos que ainda estavam iniciando na prática e alunos que já praticavam há algum tempo aquela modalidade esportiva.

A entrevista teve como objetivo compreender como se deu o aprendizado do

cheerleading por meio da prática, via estudo qualitativo. As questões foram

apresentadas em uma sala de reuniões no Centro Olímpico – CO da UnB, oralmente, onde se deram os registros das discussões por dois gravadores de áudio no celular.

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O primeiro grupo a ser questionado foi submetido a uma entrevista semiestruturada, onde se tinha permissão para a apresentação de novas questões no decorrer da entrevista, para que não houvesse nenhum tipo de dúvida quando findada a discussão. O segundo grupo seguiu o mesmo modelo de entrevista.

Após as entrevistas se deu a transcrição dos dados coletados pelo grupo focal, sendo o arquivo de texto resultante enviado para uma plataforma de análise qualitativa denominada Dedoose , versão 8.2.14.

Fazendo uso dos dados alimentados na plataforma em questão, se deu a análise de conteúdo por meio das técnicas sugeridas por Bardin (2010). Nesse sentido, procedeu-se a análise de conteúdo partindo de uma grade fechada de análise que apresentava, por categorias, elementos com base no modelo sugerido por Costa e Rezende (2017).

Entretanto, algumas adaptações foram realizadas, de modo a agrupar os elementos da prática em seis dimensões, evidenciadas na Figura 1, a seguir, para melhor compreender a aplicação da teoria em um contexto esportivo ainda em fase inicial.

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Figura 1 – Elementos das práticas como categorias de análise.

Fonte: Adaptado de Reckwitz (2002), Schatzki (2002), Warde (2005), Gram-Hanssen (2011) e Borelli (2012).

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5 RESULTADO E DISCUSSÃO

Para melhor compreensão do fenômeno da prática do cheerleading, fez-se uso da teoria da prática como base teórica, pois, ela preconiza que os indivíduos se organizam por meio de rotinas, sendo as rotinas o guia pelo qual as ações são organizadas, acarretando em momentos de consumo e estruturando o entendimento sobre uma determinada ação ou um grupo de ações que configura o que foi chamado de prática integrativa.

Nesse sentido, foi assumida como prática central e integrativa o esporte

cheerleading. Para melhor compreendê-lo, fez-se uso da categorização estabelecida

por Costa e Rezende (2017), que assumiram como categorias, os elementos da prática.

Assim, adotou-se um modelo simplificado dividido em seis dimensões, quais sejam: 1) Comprometimento; 2) Organizacional; 3) Cognitiva; 4) Psíquica; 5) Funcional; e, 6) Apropriação e simbolismo.

O objetivo da divisão em questão foi gerar maior simplificação da teoria em prol de análises empíricas, diante das dificuldades apontadas por Reckwitz (2002), Magaudda (2006) e Costa e Rezende (2017); e).

A seguir, tem-se a análise das categorias, que buscaram identificar como as rotinas se balizaram entre os estudantes universitários entrevistados na presente pesquisa, praticantes do esporte em questão.

5.1 DIMENSÃO DO COMPROMETIMENTO

A dimensão do comprometimento abarca duas categorias preexistentes no modelo de Costa e Rezende (2017), a saber: 1) Conhecimento motivacional; e, 2) Engajamento.

O comprometimento é a categoria que aponta o quanto um indivíduo se predispõe a aprofundar sobre uma determinada prática e seu conjunto de ações. Por conseguinte, o conhecimento motivacional integra tal dimensão por associar que as motivações e o conhecimento que leva uma pessoa a adotar uma determinada prática se aproximam das motivações que resultam no próprio engajamento.

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Nesse sentido, as motivações relatadas a seguir tem relação evidente com a permanência dos praticantes na modalidade do que ao chamado inicial para a prática. Nos mesmos relatos foi possível identificar que o convite de praticantes mais experientes é relevante, bem como o incentivo do grupo.

5.1.1 Conhecimento motivacional

São as motivações que levam o indivíduo a praticar e a se manter na prática. Segundo Costa e Rezende (2017), o conhecimento motivacional é o elo entre o que se diz e o que se faz, por trazer a forma mais simples de comprometimento dos atletas como motivador da prática.

É o que motiva os atletas a abdicarem de diversos fatores e encararem certas dificuldades para permanecerem no esporte.

No relato dos atletas foi possível observar os fatores de incentivos. Assim, no mesmo grupo, tem-se motivações variadas, onde um atleta faz apenas por gostar de fazer, outro que não deseja se tornar profissional e outro que já está com o objetivo de chegar ao campeonato mundial.

Aqui também foi possível analisar um fenômeno de ocorrência nos relatos, onde a categoria estados emocionais, situada dentro da dimensão psíquica, está associada, quando se observa o prazer do aluno entrevistado, em poder praticar o

cheerleading.

O que me faz permanecer é porque eu gosto, não é nada que me faz querer ser profissional, igual a galera que foi para o mundial, eu participo porque eu gosto de fazer.

Acho que foi muito assim, eu comecei por curiosidade mesmo porque eu senti muita animação por ser um esporte novo, e vi exatamente como era o mundo do cheer, ai os objetivos mudaram, já quero tentar ir pro mundial, mas antes se fosse só pela motivação inicial eu viria mais por ser um hobbie.

Nos relatos é fácil notar diversos atletas com objetivos diferentes dentro do mesmo ambiente, onde alguns praticam apenas por gostar e outros que tratam o

cheerleading como estilo de vida.

Acho que pra mim é mais diversão mesmo, porque eu acho muito legal quando jogam a gente pra cima, é muito legal, os eventos que tem, a galera na arquibancada assistindo a gente, eu acho muito legal assim.

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No meu caso eu já conhecia o cheer, e também já fui muito ligada a esses esportes, então pra mim foi mais curiosidade em conhecer, e agora pela interação que a gente tem com todo mundo, porque são semestres diferentes né.

Eu já tive curiosidade só que eu não tive aquele primeiro passo, ai o professor passou um trabalho que eu tinha que fazer algumas atividades, que eu não costumava fazer, ai eu fui no cheer, ai eu gostei, e agora né. {risos}.

5.1.2 Engajamento

Na questão do engajamento, foi possível observar o envolvimento dos atletas para com o cheerleading.

Assim, fez-se uma análise, a partir dos relatos ofertados, de como os atletas estão se envolvendo com o esporte, desde o início na modalidade esportiva até o aprofundamento, as viagens para competições etc. Também foi possível perceber o quanto a coach precisa se dedi/car fora dos treinamentos da faculdade, para lograr a aplicação de uma rotina adequada.

Ela vem com mais carga de experiência, até porque basicamente ela começou como todo mundo, como a galera começou, na curiosidade tudo mais, mas foi se envolvendo mais, já participou de uns 4 campeonatos nacionais e conheceu muita galera lá de fora.

Vem de outras equipes, é porque o cheer é dividido em dois, basicamente universitário que é os times aqui da universidade e o All Star, que é os times por foram que também competem, mas são categorias diferentes. O universitário é mais simples e o All Star é mais difícil, elevado, então acaba que quem é coach de um time All Star aprende mais, pra saber como fazer as coisas, o que pode e o que não pode pra aplicar na rotina.

5.2 DIMENSÃO ORGANIZACIONAL

Com a dimensão organizacional foi possível entender em como os praticantes organizam e priorizam as rotinas relacionadas ao esporte, bem como suplementam suas atividades para a prática do cheerleading ou o aperfeiçoamento da ação.

5.2.1 Interseções

Na pesquisa em questão, entende-se por interseções todo e qualquer tipo de atividade empreendidas pelos atletas para que logrem praticar, do melhor modo, o

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cheerleading, como, por exemplo, a prática de alguma atividade corporal fora do

treinamento da modalidade esportiva em questão, para que o seu rendimento durante o treinamento possa ser melhor.

Mas às vezes é importante manter alguma prática fora do cheer, principalmente quem treina só em time all stars, que treina só fim de semana, ai a gente precisa manter um ritmo durante a semana, pra já não ficar exausto com só uma hora de treino, o que os coaches tão exigindo muito assim agora é que a gente tenha níveis mais de atletas, então que a gente continue treinando durante a semana.

O BX agora, a coach passou alguns treinos separados, treino físicos, tem muita galera que faz treinamentos separados, que é justamente individual, que é fortalecimento de tornozelo, punho, ombro, que são as articulações, mais importantes e mais fáceis de lesionar se você não tem as articulações fortalecidas.

Ao analisar as entrevistas no estudo empreendido, foi possível constatar as ações e os recursos para que os praticantes participem de torneios ou até mesmo treinamentos que não são realizados em Brasília, além da disposição em encarar atividades extras para se aperfeiçoar no esporte, visando o aperfeiçoamento na prática do esporte. Aqui vale destacar a realização de “vaquinhas” virtuais e apresentação em semáforos de trânsito para lograr o custo dos eventos.

A galera mais experiente que já viajou pra competir, eles vão pra sinal né. O que acontece muito né, sinal, vaquinha, rifa, a galera se ajuda muito.

5.2.2 Priorização

Nos relatos obtidos na presente pesquisa foi possível perceber como os atletas posicionam o cheerleading como prioridade em suas rotinas.

A gente encaixa o cheer na rotina.

Minha mãe critica, porque depois que eu entrei eu fico até 21hrs aqui toda terça e quinta, ai chego em casa e não da tempo de estudar, por que eu chego cansado, ai ela começou a criticar, mas ai vai relevando.

Em meio às respostas obtidas, é fato que os entrevistados abdicam do horário de almoço para outros momentos de treino.

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Nas entrevistas empreendidas, os atletas mais experientes que competiram o mundial de cheerleading, devido à excelência do objetivo em questão, diversas vezes precisaram abdicar um pouco dos estudos, a fim de melhor performance e treinamento.

O povo que foi pro mundial, por exemplo, não querendo dedurar, mas a maioria deles treinavam mais do que estudavam. {risos}.

5.3 DIMENSÃO COGNITIVA

A cognição é o processo de conhecimento onde o indivíduo é capaz de selecionar, adquirir, compreender e fixar informações, além de expressar e aplicar o conhecimento em determinada situação (MOURA; SILVA, 2005).

5.3.1 Conhecimento, entendimento e aprendizados

No relato a seguir tem-se o modo como os entrevistados observam o

cheerleading como um esporte, como se dá a valorização do esporte dentro do

ambiente universitário e como eles lutam para lograr algum espaço de respeito entre os outros esportes.

Eu acho que depois do cheerfest que a UnB não botava muita credibilidade no time, mas ai o time da UnB no nível 2 ficou em segundo lugar, então é justamente isso a gente vai ganhando credibilidade e então vamos ganhando incentivos. A UnB já cedeu um espaço pra gente, reservou equipamentos. Mostra que rende pra eles, que eles incentivam no nosso esporte.

5.3.2 Know how

O know how é o saber-fazer; é o aprender fazendo. É o conhecimento adquirido para a realização de determinada prática.

Na prática {risos} literalmente na prática, alguém aprende uma coisa nova, chegava e ensinava pra gente.

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Eu vejo e tento aplicar tudo que eu estou aprendendo na musculação, no treinamento resistido, em bases, da pra aplicar.

Porque basicamente o cheer é treino de potencia, então é basicamente montar seu treino de potencia.

Por ser um esporte recente no cenário nacional, o cheerleading, no ambiente universitário analisado, não apresenta técnicos antigos ou alguma diversidade de cursos de formação de técnicos. Logo, o coach da equipe da Universidade de Brasília – UnB é um dos alunos que, com o tempo, logrou maior experiência.

Ela, quando eu entrei, ela já praticava, já era daqui, o semestre dela era bem pontual né, algumas pessoas participavam, ai a gente entrou e ela fez uma seleção, ai a maioria do nosso semestre entrou no time, ai na época era ela e mais outro, ai o outro saiu, e ela assumiu a responsabilidade, quanto é que ela entrou na atlética pra assumir só o departamento do cheer. E quando ela treina por fora também, ela tem mais base pra ensinar a gente, ela também treina e tem um outro técnico por fora então ela aprende mais pra poder ensinar pra gente.

Na análise das entrevistas no estudo empreendido percebeu-se que alguns atletas também treinam fora do ambiente universitário. A coach, por exemplo, adquire conhecimento em treinamentos e competições fora da Universidade, a fim de compartilhar o conhecimento adquirido.

Ela vem com mais carga de experiência, até porque basicamente ela começou como todo mundo, como a galera começou, na curiosidade tudo mais, mas foi se envolvendo mais, já participou de uns quatro campeonatos nacionais e conheceu muita galera lá de fora, muita galera experiente muitos coach mesmos, uma que é muito boa também que era do saltos ornamentais, e sim, conheceu muitos times lá de fora e foram pegando essas técnicas.

Tem-se ainda a questão do auxílio dos atletas com experiência em outros esportes para o entendimento de novos movimentos, ou seja, de atletas que já haviam praticado ginástica artística, acrobática, e que possuem facilidades para a realização de diversos movimentos, auxiliando, assim, outros alunos que detinham algum tipo de dificuldade.

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Então assim, já tinha esses coaches mais experientes, e essa galera que veio da ginástica que já tinha mais técnica desses movimentos, principalmente a galera mais experiente já tinha mais técnica, olhar o movimento mesmo que novo e entender qual a mecânica dele, então assim, mesmo eles tendo feito nenhuma vez eles olham como é que é essa técnica do giro.

O que eu sei também é que muitos são ex atletas, ou da ginásticas ou de saltos, ginástica acrobática que acaba não conseguindo continuar na modalidade e acaba entrando.

5.4 DIMENSÃO PSÍQUICA

A dimensão psíquica trata do estado de emoções dos atletas, bem como o nível de concentração exigido durante a atividade prática do cheerleading, observando como cada integrante do grupo prioriza e usufrui sua atividade.

5.4.1 Atividades mentais

As atividades mentais se referem à concentração dos atletas para a atividade na prática, mesmo sendo observada, no treinamento, a necessidade de um nível de concentração bastante elevado, pois, quando a flyer está no alto, qualquer descuido dos atletas que estão embaixo pode acarretar à companheira de equipe uma grave lesão. Nesse ínterim, nos relatos obtidos, não foi observado nenhum tipo de atividade mental.

5.4.2 Estados emocionais

A questão dos estados emocionais trata do sentimento dos entrevistados quando do primeiro contato com o cheerleading ou daquilo que motivou a permanecer na prática – ações ligadas às emoções de cada indivíduo com o esporte (como eles se sentem quando estão realizando a prática).

Porque eu senti muita animação por ser um esporte novo.

Eu já tive curiosidade só que eu não tive aquele primeiro passo, aí o professor passou um trabalho que eu tinha que fazer algumas atividades, que eu não costumava fazer, aí eu fui no cheer, ai eu gostei, e agora né {risos}.

Durante a entrevista empreendida, alguns relatos sobrepujaram em mais de uma dimensão, conforme observado na dimensão do comprometimento. Nesse

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sentido, o relato a seguir remete, além de um estado emocional, um motivo de incentivo que faz o entrevistado permanecer na prática do cheerleading.

O que me faz permanecer é porque eu gosto, não é nada que me faz querer ser profissional, igual a galera que foi para o mundial, eu participo porque eu gosto de fazer.

Acho que pra mim é mais diversão mesmo, porque eu acho muito legal quando jogam a gente pra cima, é muito legal, os eventos que tem, a galera na arquibancada assistindo a gente, eu acho muito legal assim.

5.5 DIMENSÃO FUNCIONAL

A dimensão funcional é dividida por dois elementos, quais sejam: 1) Práticas corporais; e, 2) Representações. O elemento práticas corporais ocupa quase toda a dimensão. No presente caso, tal fenômeno se dá pelo esporte do cheerleading, ser essencialmente corporal. Já o elemento representações possui sua relevância, pois, é como o esporte é visto e como é representado.

5.5.1 Práticas corporais

O cheerleading é uma pratica essencialmente corporal, tendo representações, obtendo estímulos e aprendizados do movimento por meios internos ou externos – tudo conveniente à atividade corporal. Tem-se aí fenômenos que se apresentam a níveis corporais com cada ação, aperfeiçoando-a a cada momento, de promoção individual ou conjunta.

A gente mesmo é a nossa própria proteção, porque tem os spots, que são pessoas que ficam preparadas para que as flyers não caiam, e tem uma regra que a flyer pode nunca encostar no chão, porque ta numa altura muito grande e se cair no chão se machuca muito, a gente nunca pode deixar ela cair no chão, quando tem um movimento mais difícil, que a gente nunca fez, a gente faz a rodinha e fica todo mundo preparado, para caso a flyer cai a gente segurar.

Aqui foi possível uma análise da evolução de uma das atletas em relação aos níveis de categoria. Na segunda categoria, ela necessita de ajuda para poder acertar o movimento. Já na quinta categoria (mais avançada), ela não precisa de auxílios fora o essencial. Assim, com base nas atividades corporais observada durantes os treinos e auxílios exteriores, ela obteve uma evolução considerável em certa ação.

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Enquanto no 2 alguém ajuda a flyer a acerta o movimento segurando na perna dela, já no 5 ela faz praticamente o movimento sozinho, a gente que da o impulso pra cima pra ela executar os movimentos.

E ainda, alguns atletas vieram de outros esportes, facilitando a adaptação ao

cheerleading.

É porque o cheer, é um esporte que já mistura vários outros esportes, então tem um pouco da ginástica acrobática, artística.

Então por mais que tenha, começado por um hobbie, a galera foi puxando muito de outras modalidades, então o pessoal de saltos e da ginástica artística, ginástica acrobática que trás muito dessa técnica como na pirâmide, que tá segurando alguma pessoa lá em cima.

5.5.2 Representações

Segundo Costa e Rezende (2017), as representações agregam os aspectos performáticos de uma prática, o desempenho em certas rotinas e as encenações, conforme a postura do indivíduo em relação à prática. Indiferente de uma postura de manutenção ou transgressão, as práticas são caracterizadas por performances em um lugar social.

Nesse ínterim, com base em relatos, foi possível perceber que o cheerleading ainda não é visto com os mesmos méritos de outros esportes e o insucesso quando da relação com aqueles que não são ligados ao esporte. Sobre a última questão, o não entendimento de alguns indivíduos sobre o cheerleading como um esporte propriamente dito atrapalha os relacionamentos.

É muito difícil, quando você começa a levar uma coisa a serio, ter um relacionamento que alguém que não é do time. É um pouco mais complicado entender o que é o esporte assim. É tipo bora sair? Não da tenho treino. A galera não entende como funciona, não ve com tanta credibilidade, como outros esportes que eles entendem que aqueles treinos não podem faltar, você acaba se aproximando muito com a galera do seu meio.

Também foi relatado que ainda se tem divisões próprias dentro do

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Vem de outras equipes, é porque o cheer é dividido em dois, basicamente universitário que é os times aqui da universidade e o All Star, que é os times por foram que também competem, mas são categorias diferentes.

5.6 DIMENSÃO DA APROPRIAÇÃO

Aqui pretendeu-se saber como funciona a relação de consumo dos atletas para com o esporte. Destarte, buscou-se compreender desde aquilo que os atletas consomem de produtos para a prática do cheerleading até como os atletas que possuem uma hierarquia maior chegaram a um patamar elevado.

5.6.1 Consumo

O consumo tem por base tudo aquilo que é consumido pelo atleta no esporte, não sendo somente aspectos precificados, mas também aquilo que possa ser considerado de valor como tempo, prática entre outros.

É um processo pelo qual os agentes se envolvem em apropriação e apreciação, sejam para fins utilitários, expressivos ou contemplativos, de bens, serviços, apresentações, informações ou ambientes, seja por meio da compra, ou não, sobre o qual o agente possui algum grau de contemplação (WARDE, 2005).

5.6.2 Economia e resistência ao consumo

Aqui tem-se a economia e resistência dos atletas ao consumo dentro da prática, ou seja, o questionamento referente às reações quando de contusões ou dores musculares. Nesse sentido, cabe considerar que a resistência ao consumo se dá pela falta de condições financeiras para o consumo e ações e tentativas de minimizar gastos.

Se tiver plano de saúde bem, se não tiver vai atrás do SUS. {risos}.

Conta própria né, pois eu não tenho plano de saúde e não tenho paciência pra ir no hospital.

Tomo, dorflex já fica na mochila, já compra a cartela logo.

Apesar de o engajamento dos atletas quando se dispõem a praticar o

cheerleading ser muito alto, pelos relatos, foi possível perceber que eles acabam

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consumido no cheerleading e para melhor economia financeira, até mesmo para angariar mais fundos e participar de torneios ou treinamentos fora de suas rotinas.

O que eu vejo é o contrario, o povo entra no cheer e vai saindo da academia, ainda pra alguns pra cortar gastos e eles treinam muito o cheer .

5.6.3 Hierarquia na prática

A hierarquia demonstra como alguns atletas, por suas experiências fora do

cheerleading ou até mesmo dentro da prática, adquiriu algum tipo de respeito dos

demais atletas, demonstrando como os demais podem se espelhar nesses que possuem uma hierarquia sobre os outros.

Nossa coach acha muito livro sobre acrobacia, agora eu to pegando uns livros que eu tenho em casa sobre potência e explosão que ajuda bastante. E com essas dicas mesmo que nós aceitamos de um superior seu ou de quem tá do seu lado, com mais dificuldades, de quem já passou por essas dificuldades.

Tem-se ainda uma hierarquia em times no próprio Distrito Federal, onde determinada equipe possui destaque.

É o Brasília Xtreme, maior time de cheer aqui de Brasília.

5.6.4 Objetos, apropriações e utilizações

Na presente pesquisa foi possível observar os diversos modos de como os atletas se apropriam do cheerleading, uma vez que por mais que não tenha muita variedade de cursos ou treinamentos, eles estão sempre se esforçando para que o treinamento especializado possa ocorrer ou trazer pessoas experientes de fora do Distrito Federal e que possuem carga de experiência maior que os demais ou ainda encaminhar-se para outros Estados, a fim de participar dos treinamentos.

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Nos relatos obtidos também perceberam-se o esforço e a adesão dos atletas, o entusiasmo quando ocorre algum evento com um coach de fora, mais experiente, onde possivelmente aprenderão novas técnicas.

Associação brasiliense de cheer e dance. Vocês podem se inscrever no time, pode se inscrever na federação, então eles oferecem cursos de treinamento de coach, então se você se interessar, você pode parcelar. O camps que são os treinos mais intensivos, duram o dia inteiro, então já rolou muito de um pessoal aqui de Brasília ser contratado pra dar treinos de camps em gerais, ai basicamente nossos custos são esses, ai a gente já paga a mensalidade de vez em quando a gente tem dia de camps, e organiza pra vim alguém lá de fora pra passar algumas técnicas pra gente. Alguns eventos que gente tem, que vai ter por exemplo, que eu acho que vai ser o maior que a gente vai ter aqui em Brasil, são 3 dias que é no Rio de Janeiro, que é num resort tipo hotel fazenda, e quem tá organizando contratou atletas de fora, do Estados Unidos e do México, do Chile se não me engano pra vim ensinar coisas por quem pagou.

Os relatos também evidenciaram a questão da estrutura de treino dos atletas para a prática do cheerleading, onde grande parte não detém a estrutura adequada para a prática. Porém, os entrevistados manifestaram o desejo de obterem melhores condições de infraestrutura.

Tem ginastas de cheer, que treinam com tatame, tipo um tablado da ginástica, tem colchão de ar, tem de tudo.

Aqui no Brasil mesmo a galera que tem ginásio, a maior parte desses equipamentos são mais voltados pra essas acrobacias de solo mesmo, mas pra ginásios enormes, é um pouquinho maior.

E ai assim tanto como o sonho do pessoal aqui de Brasília, é montar um ginásio daqui do BX, pra tentar justamente seguir esse plano de carreira.

Por último, foi possível observar o desejo dos atletas em alguns objetos de determinada marca – objetos que são do país criador do cheerleading e da marca mais conhecida dentro do esporte.

Tem, o infinity que é o sonho de todos, é uma marca que vende tênis, camiseta, mochila, lacinho que a gente usa.

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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo teve por objetivo compreender como praticantes de

cheerleading aprendem a modalidade esportiva por meio da prática. Para tanto,

buscou-se entender suas rotinas e o estilo de vida decorrente a prática, uma vez que a mesma não é popular na sociedade brasileira, gerando indagações sobre como este esporte começou no Brasil.

E ainda, a fim de atingir o objetivo proposto, fizeram-se entrevistas em profundidade em grupo focal. Na análise destas foi utilizado o modelo sugerido por Costa e Rezende (2017), partindo de uma grade fechada de análise detentora, por categorias, dos elementos da prática.

Nesse sentido, com base em seis dimensões, na primeira dimensão – comprometimento – tem-se duas categorias de pesquisa, quais sejam: 1) Conhecimento motivacional; e, 2) Engajamento. Nas respostas dos entrevistados na dimensão em questão, foi possível observar o elo entre tais categorias, quando se notou que quando da motivação constante dos atletas, mais engajados no esporte eles ficam, mudando seus próprios objetivos em relação ao cheerleading. Assim, durante a entrevista, houveram relatos de que os atletas ingressam na modalidade esportiva em questão como hobbie e, com o decorrer da prática, tem-se o desejo de participação no campeonato mundial.

Já a segunda dimensão – organizacional – é dividida em dois elementos, a saber: 1) Interseções; e, 2) Prioridade. Nesse sentido, a entrevista empreendida propiciou observar a preocupação dos atletas em atividades fora do cheerleading para a prática, onde alguns realizam treinos separados para a prevenção de contusões durante os treinos e campeonatos. Os atletas também relataram que tem o cheerleading como prioridade em suas rotinas, ausentando-se do horário de aula para melhor treinamento, além da realização de “vaquinhas” virtuais e petição de ajuda financeira em semáforos, a fim de angariar fundos para viagens e competições. Durante a entrevista os mesmos também relataram que se abdicam do horário de almoço para poder treinar, pois, é o horário que logram realizar o treinamento.

A terceira dimensão – cognitiva – é composta pelos elementos do conhecimento, entendimento e aprendizados e know-how. Aqui foi possível observar a dificuldade em aprender novos movimentos, uma vez que para os atletas, no

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aprendizado, faz-se importante que algum atleta ou que os próprios coaches realizem treinamentos em outras equipes fora da Universidade de Brasília – UnB (local onde se empreendeu a pesquisa e a consequente realização do grupo focal), a fim de aprender e depois ensinar os demais atletas ou mesmo assistir vídeos na

internet de técnicas empreendidas por equipes estrangeiras.

A quarta dimensão – psíquica – é aquela que tem ligação com o sentimento e as emoções dos atletas. Dividida em atividades mentais e estados emocionais, durante a entrevista empreendida, foi possível analisar variadas expressões de pertencimento nos relatos dos atletas, quando, por exemplo, se expressou a expressão “porque gosta”, pois se tem ao mesmo tempo, como objetivo, disputar o mundial, ou que “acha divertido” a prática o cheerleading.

A quinta dimensão – funcional – tem seu desenvolvimento via dois elementos, quais sejam: 1) Práticas corporais; e, 2) Representações. Nesse sentido, durante a pesquisa, foi possível analisar que o cheerleading não é visto como esporte por aqueles que não praticam. Aqui, segundo os atletas, é difícil de se relacionar com pessoas que não estão envolvidas com o esporte, pois não logram entender a recusa de um convite para um compromisso qualquer por ocasião do treino da modalidade, entendendo o cheerleading como um hobbie, e não como um esporte.

Por fim, na última dimensão – apropriação – foi possível compreender como funcionam as hierarquias e a economia dos atletas com o esporte. Assim, durante a entrevista foi relatado que os atletas, após o início no cheerleading, tiveram que abandonar a prática do treinamento resistido, alguns em razão de estarem treinando demasiadamente o cheerleading, e outros para poderem economizar. E ainda, foi possível observar a hierarquia existente dentro da modalidade esportiva em questão, quando os atletas que possuem uma experiência obtida em mais tempo de prática no cheerleading e em esportes praticados anteriormente (ginástica e saltos ornamentais) assumem esse papel.

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REFERÊNCIAS

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COSTA, A. P.; REZENDE, D. C. Teoria da prática em estudos do consumo: uma proposta de utilização dos elementos das práticas como categorias de análise. EnANPAD, São Paulo, 1º a 04 out. 2017. Anais... São Paulo, 2017

GRAM-HANSSEN, K. Understanding change and continuity in residential energy consumption. Journal of Consumer Culture, Washington, v. 11, n. 1, p. 61-78, mar. 2011. Acesso em: 19 jul. 2019.

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MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

MOURA, E. W.; SILVA, P. A. C. Fisioterapia: aspectos clínicos e práticos da reabilitação. São Paulo: Artes Médicas, 2005.

RECKWITZ, A. Toward a theory of social practices: a development in culturalist theorizing. European Journal of Social Theory, London, v. 5, n. 2, p. 243-263, maio

2002. Disponível em:

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SCHATZKI, T. R. Social practices: a wittgensteinian approach to human activity and the social. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

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SCHWAICKARDT, H. C. Cheerleading, um novo capítulo na história do esporte no Brasil. Jornalismo Especializado, Universidade Federal de Uberlândia, 03 ago. 2017. Disponível em: <http://especializado.jor.br/cheerleading-um-novo-capitulo-na-historia-do-esporte-no-brasil/>. Acesso em: 19 jul. 2019.

TOKARSKI, J. Equipe de Cheerleaders da UFPR luta para difundir a prática como esporte. Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2017. Disponível em: <http://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/equipe-de-cheerleaders-da-ufpr-luta-para-difundir-a-pratica-como-esporte.htm>. Acesso em: 19 jul. 2019.

WARDE, A. Consumption and theories of practice. Journal of Consumer Culture, Washington, v. 5, n. 2, p. 131-153, jul. 2005.

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APÊNDICE A – TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE IMAGEM E SOM

Termo de Autorização para Utilização de Imagem e Som de Voz para Fins de Pesquisa

Eu, __________________________________________________________, autorizo a utilização da minha imagem e som de voz, na qualidade de participante/entrevistado(a) no projeto de pesquisa intitulado “O aprendizado do

cheerleading por meio da prática”, sob responsabilidade de Américo Pierangeli

Costa vinculado(a) ao Projeto de Iniciação Científica da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília.

Minha imagem e som de voz podem ser utilizados apenas para análise por parte da equipe de pesquisa, apresentações em conferência acadêmicas e/ou profissionais, em artigos e literatura acadêmico-científica gerada pelo projeto de pesquisa.

Tenho ciência de que não haverá divulgação da minha imagem nem som de voz por qualquer meio de comunicação, sejam elas televisão, rádio ou internet, exceto nas atividades vinculadas ao ensino e a pesquisa explicitadas acima. Tenho ciência também de que a guarda e demais procedimentos de segurança com relação às imagens e sons de voz são de responsabilidade do(a) pesquisador(a) responsável.

Deste modo, declaro que autorizo, livre e espontaneamente, o uso para fins de pesquisa, nos termos acima descritos, da minha imagem e som de voz.

Este documento foi elaborado em duas vias, uma ficará com o(a) pesquisador(a) responsável pela pesquisa e a outra com o(a) participante.

________________________________ ________________________________ Assinatura do(a) participante Nome e Assinatura

do(a) pesquisador(a)

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APÊNDICE B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Convidamos o(a) Senhor(a) a participar do projeto de pesquisa “O aprendizado do cheerleader por meio da prática”, sob a responsabilidade do pesquisador Américo Pierangeli Costa. O projeto será conduzido por meio de análises em revistas especializadas por meio de grupos de foco e entrevistas realizadas com praticantes do cheerleader.

O objetivo desta pesquisa é compreender o aprendizado dos praticantes do

cheerleader a partir das práticas cotidianas.

O(a) senhor(a) receberá todos os esclarecimentos necessários antes e no decorrer da pesquisa e lhe asseguramos que seu nome não aparecerá sendo mantido o mais rigoroso sigilo pela omissão total de quaisquer informações que permitam identificá-lo(a).

A sua participação se dará por meio de grupo de foco que é uma entrevista conduzida pelo pesquisador junto a um grupo de pessoas que debatem as questões colocadas por ele. A conversa do grupo é gravada para fins de transcrição do material possibilitando sua análise. Cabe ressaltar que não há respostas certas ou erradas e que em nenhum momento haverá identificação do respondente ou de empresas, maracas ou prestadores de serviços que por ventura possam ser mencionados. O tempo estimado para realização do grupo de foco é de 30 minutos.

Não existem riscos decorrentes de sua participação na pesquisa. Se você aceitar participar, estará contribuindo para a compreensão do aprendizado do

cheerleader através da prática.

O(a) Senhor(a) pode se recusar a responder (ou participar de qualquer procedimento) qualquer questão que lhe traga constrangimento, podendo desistir de participar da pesquisa em qualquer momento sem nenhum prejuízo para o(a) senhor(a). Sua participação é voluntária, isto é, não há pagamento por sua colaboração.

Todas as despesas que você tiver relacionadas diretamente ao projeto de pesquisa (tais como, passagem para o local da pesquisa, alimentação no local da pesquisa ou exames para realização da pesquisa) serão cobertas pelo pesquisador responsável.

Caso haja algum dano direto ou indireto decorrente de sua participação na pesquisa, você poderá ser indenizado, obedecendo-se as disposições legais vigentes no Brasil.

Os resultados da pesquisa serão divulgados na Universidade de Brasília podendo ser publicados posteriormente. Os dados e materiais serão utilizados somente para esta pesquisa e ficarão sob a guarda do pesquisador por um período de cinco anos, após isso serão destruídos.

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Se o(a) Senhor(a) tiver qualquer dúvida em relação à pesquisa, por favor telefone para: Américo Pierangeli Costa, na Universidade de Brasília no telefone (61) 3107-2554, disponível inclusive para ligação a cobrar. Ou caso queria pode utilizar o e-mail: [email protected].

Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências da Saúde (CEP/FS) da Universidade de Brasília. O CEP é composto por profissionais de diferentes áreas cuja função é defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade e dignidade e contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos. As dúvidas com relação à assinatura do TCLE ou os direitos do participante da pesquisa podem ser esclarecidos pelo telefone (61) 3107-1947 ou do e-mail: [email protected] ou [email protected], horário de atendimento de 10:00hs às 12:00hs e de 13:30hs às 15:30hs, de segunda a sexta-feira. O CEP/FS se localiza na Faculdade de Ciências da Saúde, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília, Asa Norte.

Caso concorde em participar, pedimos que assine este documento que foi elaborado em duas vias, uma ficará com o pesquisador responsável e a outra com o Senhor(a). ______________________________________________ Nome/Assinatura ______________________________________________ Pesquisador Responsável Nome/Assinatura Brasília, ________ de ________________ de 2019.

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APÊNDICE C – ROTEIRO DE ENTREVISTA

Universidade de Brasília Faculdade de educação Física

Roteiro para grupo de foco e Entrevista em Profundidade

Saudação (Ex: Bom dia!)

Como sabem estamos trabalhando em um projeto para nosso TCC cujo o tema é ‘’O aprendizado do cheerleader por meio da prática’’. Vamos fazer varias perguntas, algumas delas podem parecer bobas, e até óbvias, mas faz parte do processo de perguntas a vocês, pois a metodologia pede e o nosso conhecimento sobre o assunto, não é tão amplo. Tranquilo?

Vocês se importam se eu gravar nossa conversa? Isso irá nos ajudar a guardar tudo o que vocês disserem e nos permitirá voltar a conversa sempre que necessário. Ainda sim tomaremos algumas notas.

Apesar das gravações, este trabalho preserva a identidade dos informantes e o anonimato das respostas, não precisam dizer seu nome ou alguma informação que pode levar a isso.

Não há respostas certas ou erradas, elas são com base no que sabem e aprenderam ou são de origem pessoal, não faremos nenhum julgamento. Nosso foco é sobre o fenômeno como um todo preservando você de qualquer análise individualizada.

Se por algum motivo vocês se sentirem constrangidos, ou com vontade de interromper sua participação, não é necessário, sequer avisar, basta não responder as perguntas ou se retirar naturalmente. Sua presença é totalmente voluntária.

Vocês tem alguma dúvida??? Vamos começar?

1. Como primeira pergunta, gostaria de saber de vocês como este esporte começou por aqui na Universidade?

a) Através de divulgações. b) Redes sociais.

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d) O que serviu de ponto de partida.

2. E vocês como iniciaram a prática?

a) Alguém te convidou.

b) Vontade própria de conhecer.

3. A motivação que te levou a praticar, é a mesma que te levou a permanecer?

4. O que mais te levou a praticar o cheer?

• Curiosidade. • Estética. • Condicionamento físico. • Diversão. • Saúde. • Amigos.

5. O que mais tem motivado a ficar no cheer?

6. Como aprenderam a prática?

a) Através de um professor. b) Vídeos.

c) Amigos.

7. Com que frequência, treinam no dia ou na semana?

• Alta. • Regular. • Baixa.

8. Vocês compraram ou comprariam, produtos destinados ao cheer?

Ex: • Tênis. • Camisas. • Calças. • Shorts.

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9. Tiveram alguma mudança na alimentação, por causa da prática?

• Ir ao nutricionista.

• Corte de alimentos que podem prejudicar no desempenho.

• Alimentos específicos que podem fazer com que melhore na prática.

10. Cultivaram ou abandonaram algum vício por conta da prática?

11. Pagariam ou já pagaram algum curso, para se especializar na prática?

a) E se o curso fosse em outro estado. b) E se o curso fosse em outro país.

12. Atualmente, como o cheer é visto pelas demais pessoas?

• Positivamente. • Negativamente.

13. Seus familiares e amigos apoiam ou criticam a prática?

14. Vocês veem a prática, como algo que esta crescendo no Brasil? Se não,

como fariam para divulgar?

15. Existe algum tipo de bolsa ou auxílio do governo ou terceiros, destinados a

prática do cheer?

16. Por fim, existe alguma pergunta que não fizemos sobre o tema, que vocês

acham relevante comentar?

Sua participação em nossa pesquisa será mega fundamental!!! Agradecemos a colaboração de todos e todas!!!!

Referências

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