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Metodologias Ativas – Sala de aula invertida

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE FÍSICA

CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA

LOHAN WALKER

METODOLOGIAS ATIVAS – SALA DE AULA INVERTIDA

NITERÓI 2018

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2 LOHAN WALKER

METODOLOGIAS ATIVAS – SALA DE AULA INVERTIDA

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para a obtenção do Grau de Licenciado.

Orientador: Prof° Dr. REINALDO FARIA DE MELO E SOUZA

NITERÓI 2018

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LOHAN WALKER

METODOLOGIAS ATIVAS – SALA DE AULA INVERTIDA

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para a obtenção do Grau de Licenciado.

Aprovado em de dezembro de 2018.

BANCA EXAMINADORA

Professor Dr.º REINALDO FARIA DE MELO E SOUZA (orientador) UFF

Professor Dr.º DANIEL JONATHAN UFF

Professor Dr.º THIAGO RODRIGUES DE OLIVEIRA UFF

NITERÓI 2018

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5 AGRADECIMENTOS

Primeiramente а Deus qυе permitiu qυе tudo isso acontecesse, ао longo da minha vida, е nãо somente nestes anos como universitário, mаs que еm todos оs momentos é o maior mestre qυе alguém pode conhecer.

Аоs meus pais, irmã,е a toda minha família que, cоm muito carinho е apoio, nãо mediram esforços para qυееυ chegasse аté esta etapa da minha vida.

Аоs amigos, pelo incentivo е pelo apoio constante, pеlаs alegrias, tristezas е dores compartilhas. Cоm vocês, аs pausas entre υm parágrafo е outro dе produção melhora tudo о qυе tenho produzido nа vida.

A esta universidade, sеυ corpo docente, direção е administração qυе oportunizaram а janela qυе hoje vislumbro υm horizonte superior.

Ao meu orientador, pelo suporte nо pouco tempo qυе lhe coube, pelas suas correções е incentivos.

A todos qυе direta оυ indiretamente fizeram parte dа minha formação, о mеυ muito obrigado!

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6 RESUMO

Não é difícil perceber que o ensino que temos até então se encontra engessado, com o professor sendo o detentor de todo o conhecimento e os alunos agentes passivos do ensino. Por isso, pensar em metodologias ativas para o ensino é colocar o aluno no papel de coparticipante do aprendizado juntamente com o professor, ressignificando esses papéis. No presente trabalho têm-se a apresentação da sala de aula invertida, metodologia ativa de ensino que busca o estudo prévio e o melhor aproveitamento do ambiente da aula presencial. São propostas duas aulas para professores utilizarem a metodologia de sala de aula invertida em seus núcleos escolares. Na opinião dos alunos, o uso da sala de aula invertida melhora o aprendizado de um conteúdo mais do que pelo ensino tradicional.

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7 ABSTRACT

It is not hard to realise that the educational system is stuck on the past. Professor sand teachers are still the ones with all knowledge in hands while students are extremely passive during the pedagogical process. Thinking about the implementation of active learning methodologies is important because, in this approach, students cooperate with their professors, changing their status regarding passivity. In this work, the flipped classroom is presented through the results of its objective, which is to enhance student's learning exploitation in the regular classroom environment. Also, two lessons are proposed so that professors can use this approach in their local schools. In the student's opinion the flipped classroom methodology is better than the traditional one because it makes knowledge easier to grasp.

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8 Lista de links

Link sobre vídeo aula – Força de Lorentz:

Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=eM6FlOQHu6k Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=NjW0zZthCzo

Link OBS Studio:

https://obsproject.com/pt-br/download

Link da página – Mecânica Geral:

https://www.youtube.com/channel/UCDCjVyYcYjnuNHNJImUGh9A

Link da página – Física da Matéria Condensada:

https://www.youtube.com/watch?v=dL1RbItNiRs&list=PL8zzcM7NAIdjAROvWM 2cVOW4JyI4QkBao

Link respostas dos alunos por questionário Google Forms:

https://docs.google.com/forms/d/1jqK-sSKet5uyM9W0YjcSi98EvWXsCsTJR75SKTXJoqg/edit#responses

https://docs.google.com/forms/d/198eAn_Vv0OdGCINWG69HmZe5dLtJxz5Jc WkKEO9nEec/edit#responses

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9 SUMÁRIO

1- Introdução...9

2- Fundamentação teórica ...11

3- Metodologia e atividades propostas...18

3.1- Aula sobre Força de Lorentz...18

3.2- Aula sobre Cinemática...20

4- Aplicação da Metodologia...22

5- Resultados e Discussões...30

6- Bibliografia ...34

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10 1 - INTRODUÇÃO

Como funciona o ensino tradicional hoje? Temos a sala de aula como o ambiente de aprendizagem, onde o professor é o detentor de todo conhecimento, e o responsável para passá-lo para os alunos. Por isso, vamos para a sala de aula e ouvimos o que nos é apresentado de forma expositiva. Depois desse momento temos o "dever de casa" onde vamos praticar em forma de exercícios o que vimos na sala de aula.

Nesse ponto cabe um questionamento: "O método tradicional de ensino funciona?" A resposta é clara, é óbvio que funciona, ao menos parcialmente, afinal nós aprendemos, passamos no vestibular, tiramos notas boas na escola e estamos aqui, de modo que o modelo tradicional funciona pelo menos para uma parcela dos estudantes.

No entanto, mudar os papéis dos alunos e professor é o que as metodologias ativas para o ensino propõem. A aprendizagem ativa pelo método do "Flipped Learning", ou seja, Sala de Aula Invertida ocorre quando substituímos a parte expositiva por atividades que o estudante deve desempenhar individualmente em casa antes da aula, de modo que o ambiente da sala de aula fica ressignificado. Isso poderia ser feito de algumas maneiras, seja por meio de materiais impressos como notas de aula ou livros sugeridos, ou através de vídeos gravados.

Esta possibilidade é potencializada em virtude da enorme facilidade de obtenção de informação nos dias de hoje. Em outros tempos, o professor era o detentor de informação, algo que com a enorme base de dados fornecida pela

internet deixou de ser verdade. No seu dia a dia, os alunos estão constantemente

conectados a redes sociais, smartphones, tablets, entre outros aparelhos eletrônicos. Devido a este fato, o professor tem desafios jamais vistos, assim, possivelmente o uso de metodologias ativas de ensino possa ser útil no combate a dispersão dos alunos.

Estruturar uma nova sala de aula se torna fundamental. Inverter a sala de aula é mudar a relação também com o tempo, pois no período presencial a aula ganha mais qualidade devido ao fato dos estudantes já chegarem em sala tendo

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11 visto o conteúdo, pois assim, o papel do aluno se torna mais ativo, confiante, e com uma postura diferente ao chegar à classe.

No capítulo 2 será mostrado a fundamentação teórica que dará base para a aplicação de metodologias ativas para o ensino de física. Mostrando como é necessária e produtiva a participação dos alunos como agentes ativos em sala de aula.

No capítulo 3 apresentaremos propostas de aula com a utilização da metodologia de sala de aula invertida. No capítulo 4 encontra-se resultados do uso da sala de aula invertida em uma turma de uma escola privada do ensino médio e 2 turmas de nível superior da Universidade Federal Fluminense - UFF.

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12 2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

É comum imaginarmos que a discussão sobre métodos ativos foi estabelecida na atualidade, porém já aparece desde pelo menos o século I.V. A.C. com Sócrates propondo modelos dialógicos ativos, onde os indivíduos eram instigados a criar ideias, pensar e refletir (WOLF, 1993).

Mais recentemente, temos diversas publicações sobre metodologias ativas, cito aqui alguns dos métodos de sala de aula invertida mais populares em todo mundo, principalmente para o ensino de física, o método de Instrução por Pares (Peer Instruction), teve origem na década de 1990 (MAZUR, 2015). Outras metodologias como o Ensino sob Medida (Just-in-Time Teaching) (NOVAK et al, 1999), Aprendizagem Baseada em Equipes (TeamBased Learning), Aprendizagem Baseada em Projeto

(Project-Based Learning) e Aprendizagem Baseada em Problemas

(Problem-Based Learning) têm origem entre as décadas de 70 e 90.

Pensar no por quê se inverter a sala de aula e qual método usar é de responsabilidade do professor, pois este precisa analisar o perfil da turma para a qual leciona. Abaixo apresentamos algumas motivações para que a sala de aula invertida seja empregada nos diversos lugares de ensino:

I. A Sala de Aula Invertida ressignifica o papel do professor

Um dos maiores questionamentos que ouço dos professores, em geral os profissionais na área de física, é que não há tempo para se trabalhar o conteúdo da forma que gostariam. Inverter a sala de aula confere ao professor o papel de colaborador, cabendo a ele criar, organizar e selecionar os conteúdos a serem discutidos em sala de aula para resolver os questionamentos trazidos pelos alunos.

Em aulas tradicionais o professor emprega muito tempo em exposições orais, sem a participação efetiva dos alunos. Sem contar que, os alunos presentes nossas salas de aula atualmente são nascidos em uma época digital, onde o acesso à internet é fácil. Desta forma, é conveniente explorarmos recursos tecnológicos para a transmissão do conhecimento, o qual pode ser

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13 complementado pelo uso de livros didáticos que já são disponibilizados para o estudante.

O papel do professor é mais específico. Em vez de excessivas aulas expositivas os encontros presenciais são empregados para desenvolver atividades visando um melhor aproveitamento do conteúdo, por exemplo, através da realização de parte das listas de questões conceituais e quantitativas a serem feitas em sala de aula juntamente com o professor. Sabendo que um dos maiores questionamentos que os estudam apresentam sobre a matéria é a dificuldade encontrada na hora da realização das listas de exercícios, conseqüência da discrepância encontrada entre as aulas e a avaliação, ter um tempo da aula presencial para a discussão das listas é extremamente válido.

Outro exemplo é a realização de tutorias presenciais com a turma na sala de aula, pois no tutorial a transmissão do conteúdo é baseada em algumas informações iniciais ou tópicos sobre determinado assunto que já tenha sido estudado. Essas informações iniciais apresentam um “passo a passo” a ser discutido, revisando o que já foi visto e com isso eliminando as dúvidas mais frequentes. Outra estratégia é a realização de testes conceituais online antes das aulas, constituindo uma ferramenta útil para ajudar o docente a diagnosticar as partes do conteúdo que foram menos assimiladas pelos estudantes. Estes testes podem ser bem simples já que o conteúdo será aprofundado em sala de aula. Em nosso tratamento estes testes foram feitos utilizando os formulários do Google. GADOTTI (2003) diz que o êxito do ensino não depende tanto do conhecimento do professor, mas da sua capacidade de criar espaços de aprendizagem.

II. Inverter a sala de aula coloca o aluno no centro do processo educativo

Com o método da sala de aula invertida tiramos o professor de um papel absoluto, ou seja, ele não é mais o único agente falante em sala de aula e o colocamos como um participante, assim como os alunos. Com isso, transpassamos aluno e professor para um papel ativo em sala de aula.

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14 Assim, os alunos passam a ser corresponsáveis pela própria produção do conhecimento. Em casa os alunos necessitam estudar e se preparar para todas as tarefas e atividades que serão desenvolvidas em sala de aula. E, quando em sala de aula os alunos são coparticipantes da aprendizagem dos demais colegas de classe, pois o desenvolvimento em grupo por meio dos tutoriais e resolução das listas de exercícios é um fator importante para a contribuição de uma aprendizagem significativa.

O conceito de aprender segundo MASETTO (2013, p.142) está ligado diretamente a um sujeito (que é o aprendiz) que, por suas ações, e pela interação com os colegas e com o professor, busca e adquire informações, dá significado ao conhecimento, produz reflexões e conhecimentos próprios, pesquisa, dialoga, debate, desenvolve competências pessoais, profissionais, atitudes éticas, políticas, muda comportamentos, transfere aprendizagens, integra conceitos teóricos com realidades práticas, relaciona e contextualiza experiências, dá sentido a diferentes práticas da vida cotidiana, desenvolve seu senso crítico, a capacidade de considerar e olhar para os fatos e fenômenos de diversos ângulos, comparar posições e teorias e resolver problemas.

III. Na sala de aula invertida são levados em consideração os conhecimentos prévios dos alunos

AUSUBEL afirma que os alunos já sabem algo sobre determinado assunto, e que isso é um fator importante para a aprendizagem. Creio que a falta de tempo é uma das maiores dificuldades do professor em saber ou entender os conhecimentos prévios dos seus alunos.

No flipped classroom o professor consegue saber, por exemplo, por meio dos questionários online quais são as dúvidas dos alunos, antes mesmo desses chegarem à sala de aula. Tendo então, o tempo presencial com a turma para sanar as dúvidas que ainda restam.

É interessante quando aprendemos alguma coisa. No entanto, é fantástico quando um professor consegue não apenas ensinar certo conteúdo, mas quando este mesmo professor consegue operar no aluno uma mudança de pensamento que culmina em um jeito de estudar diferente do convencional.

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15 IV. A Sala de Aula Invertida lida com a heterogenia na sala de aula

Nossas salas de aula são repletas de alunos dos mais diferentes tipos. E isto se aplica mesmo ao ensino superior, embora os estudantes partilhem da escolha de curso e tenham sido aprovados em um mesmo processo seletivo. Há diversas razões para isto, de cunho cultural, social e regional. Isto é um problema sério para um ensino baseado em aulas convencionais, fazendo com que certos alunos sejam mais privilegiados que outros. Sou aluno, e como estudante no ensino médio e até mesmo no ensino superior pude perceber flutuações em certas salas de aula. Já tive professores que elevavam o nível das suas aulas acarretando assim que apenas cerca de 20% da turma acompanhassem o ritmo do curso. E o caso contrário também acontece, professores que nivelam muito por baixo, deixando os alunos mais estudiosos e curiosos sem motivação.

No método da sala de aula invertida podemos equilibrar estas abordagens com uma maior facilidade, uma vez que pode proporcionar um atendimento mais individualizado a cada estudante (ou em turmas muito grandes pelo menos separá-las em grupos). Além disso, alunos que já entenderam o conteúdo conseguem explicar para os outros, e assim aprender ainda mais, pois estará estruturando sua compreensão ao explicar para o outro. Os alunos que ainda possuem dúvidas e dificuldades com o conteúdo conseguem ouvir outros colegas e assim acontecer à mudança de pensamento por meio das discussões. V. Métodos ativos de ensino baseados no modelo de sala de aula invertida podem auxiliar no desenvolvimento de hábitos de estudo nos estudantes

O estudo às pressas antes da prova é um hábito muito comum dos estudantes. Devido ao acúmulo de matéria o aluno deixa para estudar tudo algumas horas antes da prova. O método de sala de aula invertida auxilia a mudar esta mentalidade. O conteúdo a ser estudado é dividido em pequenas partes, em vídeos pequenos ou em poucas páginas de um livro texto. Então, a cada semana ou a cada aula o aluno já está estudando para a avaliação final. Por experiência própria, quando ao chegar perto da avaliação podemos até não perceber, mas já sabemos o conteúdo.

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16 Creio que o mais difícil seja o de criar o hábito desse estudo gradativo. Sei que não será fácil, mas acredito que podemos mudar essa cultura! Não parar é fundamental, pois assim, com o tempo o aluno toma consciência de seus próprios processos mentais e tem a possibilidade de controlá-los gradativamente (STEDILE, 2003).

Juntamente com essa ideia, a sala de aula invertida auxilia os alunos no desenvolvimento da capacidade de reflexão e da habilidade de elaborar boas perguntas. Paulo Freire diz:

“O conhecimento surge como resposta a uma pergunta. A origem do conhecimento está nas perguntas, ou no ato mesmo de perguntar”.

A autorreflexão é uma habilidade fundamental para se aprender. No método da sala de aula invertida o aluno é estimulado a se desenvolver criticamente, de maneira reflexiva e argumentativa.

Diferentemente do ensino convencional no qual o professor determina o ritmo da aula, agora o aluno tem a oportunidade de caminhar com suas próprias pernas e decidir com que velocidade vai adquirir a informação, e assim, pensar no que está sendo ensinado. Pausar o vídeo, fazer anotações ouvir novamente. Essas são algumas das vantagens que ganhamos com o flipped classroom.

O lado argumentativo do aluno é mais desenvolvido. Como já sabemos a produção do conhecimento em forma de debate, ou melhor, uma pedagogia relacional produz um conhecimento mais significativo. (MASETTO, 2013) chama de “interaprendizagem”, onde o aluno é introduzido a um conteúdo e discute, debate, organiza, manipula, relaciona as informações até produzir o conhecimento significativo. A autora (KENSKI, 2013) afirma que a parceria entre professor aluno é o que movimenta o ensino colaborativo, possibilitando assim uma evolução no ensino aprendizagem.

VI. Na sala de aula invertida ocorre uma maior participação dos alunos

O que se precisa entender é que a participação dos alunos em sala de aula é importante, afinal eles também podem trazer contribuições e repensar as

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17 posições do professor e do aluno. Refletir é necessário, (FARIAS, 2009, p.31) diz:

“a forma de organização e de funcionamento da escola, bem como da ação didática dos professores, assumem diferentes formas no decorrer do tempo. Por vezes apresentam mudanças substanciais, noutras apenas superficiais”.

O objetivo do corpo docente precisa ser o de gerar mudanças substanciais no discente, produzindo desta forma uma melhora na aprendizagem significativa. Segundo NOVAK (1980):

"a aprendizagem significativa está subjacente à integração construtiva do pensamento, dos sentimentos e das ações que levam à capacitação humana tanto quanto ao compromisso e à responsabilidade."

Isto também se fundamenta na estratégia de AUSUBEL (1980) que diz que:

"a conversa, debate ou o ato de usar vocabulários para expressar suas ideias tornam mais fácil o processo de transformar

essas ideias em novos

discernimentos, fazendo assim que a compreensão seja mais efetiva."

Verbalizar ideias deixa mais claro e preciso o pensamento. Mais ainda, PERRENOUD (2000) fala sobre o confronto de ideias, dizendo que este confronto estimula as atividades metacognitivas.

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18 3 – METODOLOGIA

Nesta seção proporemos dois tipos de aula com a utilização da sala de aula invertida. Essas aulas podem ser desenvolvidas em turmas com diferentes níveis de escolaridade. Na primeira aula, o método consistirá em uma aula por vídeo acrescida pela realização de um questionário antes do encontro presencial. Em sala de aula os alunos terão oportunidade de tirar suas dúvidas com o professor e se aprofundarem no conteúdo visto. Ao final desde tempo os alunos realizarão atividades como tutoriais e/ou listas de aprendizagem. Na segunda aula o método consistirá da utilização de uma “Tarefa de Leitura” KIELT (2017) e de um jogo chamado “quem sou eu?”.

As atividades propostas são livres para modificações, porém foram pensadas para serem de fácil acesso e aplicabilidade. A primeira destas atividades foi aplicada por mim a uma turma de ensino médio e discutirei esta experiência na próxima seção.

3.1 – Aula sobre Força de Lorentz

PLANO DE AULA

Conteúdo: Força Magnética

Objetivo Geral: Analisar as diferentes formas de uso da força magnética.

Objetivo Específico: Aprender sobre a força magnética na presença de campos magnéticos constantes.

Recursos Utilizados: Vídeo-aula no YouTube, material para o Questionário de Aprendizagem e tutorial.

Desenvolvimento: Nos primeiros momentos da aula o professor retomará o que foi visto no vídeo, destinando um tempo para tomada de dúvidas e de

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19 aprofundamento no conteúdo. Após esse tempo, retomaremos para uma conclusão geral sobre o conteúdo abordado.

Avaliação: Na avaliação levaremos em conta o aluno que viu ao vídeo e respondeu o questionário online, assim como, a participação na aula presencial na realização do tutorial.

Eletricidade e magnetismo são conteúdos que muitos professores encontram dificuldades em ensinar para os alunos, e é comum o aparecimento de diversas dúvidas entre os docentes. Abaixo estão disponíveis os links para as aulas que eu gravei para ensinar a estudantes do ensino médio a força magnética.

Link parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=eM6FlOQHu6k Link parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=NjW0zZthCzo

Os vídeos foram gravados através do aplicativo para computador chamado Open Broadcaster Software (OBS), que é um programa de streaming e gravação gratuito e de código aberto mantido pelo OBS Project que pode ser obtido através do link https://obsproject.com/pt-br/download. A versão para Windows do OBS Studio suporta o Windows 7, 8, 8.1 e 10. Tem também versão para MacOS do OBS Studio, suportando o MacOS 10.10 ou superior. Por fim, existe também uma versão para Linux.

Estes vídeos devem ser disponibilizados para os alunos antes da aula. Em sala de aula haverá a discussão do assunto apresentado nos vídeos. Passando este momento, o professor dividirá a turma em pequenos grupos de 3 a 4 pessoas. Nestes grupos os alunos serão responsáveis por fazer um Questionário de Aprendizagem (Apêndice 7.2). Durante esta atividade, o professor poderá andar pela sala esclarecendo dúvidas ou questionamentos, mas sempre com o pensamento de deixar os alunos trabalharem entre si.

Depois de acontecido este encontro, nos últimos momentos da aula o professor pode interagir com a turma como um todo a fim de se obter um resumo ou uma conclusão sobre o conteúdo estudado. Pode-se, por exemplo, perguntar

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20 para os alunos: “como podemos então concluir nosso novo conteúdo?”, “sairemos hoje com o que em nossa cabeça?”, entre outras perguntas com o objetivo de conclusão sobre o conteúdo apresentado. É importante deixar os alunos se sentirem responsáveis e participantes da aprendizagem, conforme discutido na seção anterior.

3.2 – Aula sobre Cinemática

PLANO DE AULA

Conteúdo: Cinemática

Objetivo Geral: Conseguir relacionar as relações da cinemática com problemas do dia a dia.

Objetivo Específico: Analisar o movimento relativo, velocidade e aceleração.

Recursos Utilizados: Material disponibilizado pelo professor previamente,

post-it e caneca.

Desenvolvimento: Previamente a aula sobre cinemática o professor disponibilizará aos estudantes o material didático. Na aula presencial o professor retoma o que foi feito no material disponibilizado, separando posteriormente a turma em grupos menores e faz uma brincadeira conhecida como “quem eu sou?”

Avaliação: Na avaliação vale a pena observar como está sendo desenvolvido o jogo do “quem eu sou?”. Pois durante a brincadeira poderá ser observado se o aluno assimilou o conteúdo visto.

Cinemática é considerada por muitos professores de física um conteúdo fácil de ser lecionado para os alunos, porém muitos já caíram no conformismo

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21 de utilizar apenas um mesmo método de ensino para este conteúdo. Além disto, é um assunto que frequentemente os estudantes não gostam muito de estudar.

Segue no apêndice 7.1 o material a ser disponibilizado aos estudantes uma semana antes da aula sobre o conteúdo de cinemática. Depois deste momento o professor dividirá a turma em alguns grupos que participaram do jogo “quem sou eu?”. O objetivo do jogo é fazer com que o conteúdo visto seja fixado por meio de uma brincadeira lúdica.

Cabe ao professor dividir os grupos e pedir para que cada aluno escreva em um papel alguma palavra física sobre o conteúdo visto. O aluno gruda o post-it na testa e começa a fazer perguntas genéricas com a proposta de querer descobrir qual é a palavra em sua testa. Os outros alunos respondem à pergunta com sim ou não. Cada participante do grupo faz apenas uma pergunta por vez, até reiniciar a rodada.

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22 4 – APLICAÇÃO DA METODOLOGIA

Com o objetivo de aplicar o que discutimos na seção anterior, o método da sala de aula invertida foi aplicado por mim em uma turma do Segundo Ano do Ensino Médio de uma escola particular na qual leciono aulas de física. Nesta seção descrevo a aplicação que fiz da atividade 3.1 descrita anteriormente no meu ambiente de trabalho.

A pesquisa foi feita com 26 alunos, todos com idades próximas entre si e estudando na mesma escola onde estiveram juntos desde o início do ensino médio. A pesquisa teve a intenção de fazer um comparativo entre alunos do ensino médio que utilizaram esta metodologia de ensino e os que não a utilizaram.

A turma foi dividida em dois grandes grupos. O grupo A teve uma aula convencional como já vinham tendo durante todo o ano. Já ao grupo B foi aplicada a metodologia da sala de aula invertida. A seleção dos alunos que compuseram os grupos A e B foi realizada por meio da lista de presença. O critério escolhido por mim foi selecionar os alunos de número ímpar para assistir o vídeo, deixando os alunos de número par com a aula expositiva tradicional. Segui este procedimento para evitar qualquer viés.

Cada grupo era composto por 13 alunos. Os dois grupos tiveram a aula presencial no mesmo dia e com o mesmo professor, no caso eu mesmo. Ambos foram submetidos ao final da aula presencial a um teste que qualifiquei como sendo um “Questionário de Aprendizagem” (disponível no apêndice 7.2), onde minha intenção era a de conseguir alguns dados sobre a utilização da metodologia que estava sendo usada. O questionário foi conceitual, com perguntas qualitativas. Minha intenção era conseguir comparar a compreensão deles através de dois métodos de ensino, um dito ativo e outro sendo tradicional.

O assunto selecionado para os grupos foi o de força magnética. O grupo A não teve nenhuma informação prévia de qual seria o assunto tratado, assim como já estava sendo feito desde o início do ano. Coloquei o conteúdo no quadro, esperei os alunos copiarem. A partir de então, comecei a explicação expositiva. Já para o grupo B foi enviado uma semana antes um vídeo com a

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23 intenção de chegar ao encontro presencial já tendo assistido ao vídeo previamente sobre o assunto. A gravação foi através de uma apresentação de powerpoint gravada pelo aplicativo OBS, capturando assim a imagem da tela do computador e a voz emitida.

Em sala de aula o grupo A teve a mesma aula que durante o decorrer do ano, foi utilizado 2 tempos de aula onde aconteceram aulas expositivas apenas, sem tempo para aplicação de exercícios. Já para o grupo B o tempo em sala de aula foi dedicado para tirar dúvidas, debates e a resoluções das questões propostas no vídeo que os alunos assistiram. O “Questionário de Aprendizagem” foi aplicado para os grupos A e B ao final da aula presencial.

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24

Imagem do vídeo apresentado, disponível no link colocado na seção 3.1

O vídeo foi dividido em duas partes, cada uma durando em média 6 minutos. O vídeo foi disponibilizado através do YouTube. Uma coisa curiosa aconteceu assim que cheguei na escola, quando três alunos me procuraram antes da aula para dizer que não tinha entendido muito bem como funcionava a “regra da mão direita”. Achei isso fantástico! Talvez você esteja pensando: Mas mesmo vendo o vídeo os alunos lhe procuraram para tirar dúvida ainda? Pois é, sim, procuraram, e isso que é bom. Apenas o interesse em me procurar, antes mesmo da aula presencial para perguntar algo com o qual ficou com dúvida é sensacional! Realmente o engajamento desse grupo B já estava aparentemente maior. Isso ainda me motivou a entrar na sala de aula deles.

Abaixo apresento os resultados obtidos por cada grupo no questionário (disponível no apêndice 7.2) respondido pela turma após a aula.

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25 Número de alunos participantes: total = 26

- Não assistiram ao vídeo = 13

- Assistiram ao vídeo = 13

- Média dos alunos que assistiram ao vídeo = 7.5

- Média dos alunos que não assistiram ao vídeo = 4.3

ALUNOS QUE NÃO ASSISTIRAM AO VÍDEO ALUNOS ASSISTIRAM AO VÍDEO

13 13 0 2 4 6 8 10 12 14 N ÚM ER O D E A LU N OS 7,5 4,3

ALUNOS QUE ASSISTIRAM AO VÍDEO ALUNOS QUE NÃO ASSISTIRAM AO VÍDEO

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26 O valor da variância, que é uma medida de dispersão que mostra quão distantes os valores estão da média, foi calculado. Para os alunos que assistiram ao vídeo e os alunos que não assistiram ao vídeo, o valor da variância foi, respectivamente, 1.96 e 5.29. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 MÉDIA

Média com variância

ALUNOS QUE ASSITIRAM AO VÍDEO -2 0 2 4 6 8 10 MÉDIA

Média com variância

ALUNOS QUE NÃO ASSITIRAM AO VÍDEO

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27 Questão 1:

- Acertos dos que viram = 13

- Acertos dos que não viram = 7

Questão 2:

- Acertos dos que viram = 10

- Acertos dos que não viram = 8

13

7

ACERTOS DOS QUE ASSISTIRAM ACERTOS DOS QUE NÃO ASSISTIRAM

(28)

28 Questão 3:

- Acertos dos que viram = 13

- Acertos dos que não viram = 9

10

8

ACERTOS DOS QUE ASSISTIRAM ACERTOS DOS QUE NÃO ASSISTIRAM

Questão 2

13

9

ACERTOS DOS QUE ASSISTIRAM ACERTOS DOS QUE NÃO ASSISTIRAM

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29 Questão 4:

-Acertos dos que viram = 6

-Acertos dos que não viram = 3

É certo que existem muitos pontos sobre esses dados, por exemplo: - Alunos que assistiram: tiveram duas notas dez e nenhuma nota zero.

- Alunos que não assistiram: teve uma nota zero e nenhuma nota dez.

6

3

ACERTOS DOS QUE ASSISTIRAM ACERTOS DOS QUE NÃO ASSISTIRAM

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30 5 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

Algumas conclusões acerca da aplicação da sala de aula invertida foram obtidas por opiniões de alunos da UFF que realizaram as disciplinas de Mecânica Geral e Física da Matéria Condensada no primeiro período de 2018, onde foi utilizado o método de sala de aula invertida. Também foram colhidas informações de alunos do Ensino Médio da mesma turma que foi citada acima.

Segue link das páginas do YouTube: - Mecânica Geral:

https://www.youtube.com/channel/UCDCjVyYcYjnuNHNJImUGh9A - Física da Matéria Condensada:

https://www.youtube.com/watch?v=dL1RbItNiRs&list=PL8zzcM7NAIdjAROvWM 2cVOW4JyI4QkBao

Os alunos responderam a um questionário totalmente voluntário e anônimo com o objetivo de saber a opinião deles sobre a utilização do método de sala de aula invertida. No questionário foram feitas as seguintes perguntas:

“Você acha que o uso da sala de aula invertida funciona em qualquer nível de ensino? (Exemplo: funciona no ensino médio? No ensino superior? No início ou no final do curso?) Justifique.”, também foi perguntado: “Você acha que o conteúdo foi melhor aprendido com metodologia ativa da sala de aula invertida do que pelo método tradicional?”, ainda foi pedido: “Descreva na sua opinião pontos positivos e pontos negativos sobre o método de sala de aula invertida. Justifique.” e “Descreva sua experiência com a metodologia da sala de aula invertida.”.

Sobre a turma de Mecânica Geral, as aulas vistas pelos alunos antes do encontro presencial foram vídeos de aulas expositivas gravadas, sendo assim foram obtidos relatos sobre a aplicação do método que exaltam a qualidade de aprendizagem obtida, mas também criticam o tempo gasto. Alunos relataram que o tempo em sala de aula para debates e explicação de dúvidas é um ponto positivo, assim como a fixação dos conteúdos devido ao fato de chegarem a sala

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31 de aula já com o conteúdo na cabeça, a conexão feita com os colegas da classe e a constante troca feita entre alunos e professor.

Respondendo sobre pontos negativos os alunos do curso de Mecânica Clássica expõem que a demanda de tempo necessário precisa ser maior para disciplinas que dispõem deste método.

“Excelente experiência” disse um dos alunos. Outro disse: “Uma boa experiência, onde grande parte da turma foi aprovada”. Os alunos relatam que “Apesar de impactante no início pelo ritmo acelerado de listas e videoaulas, foi muito bom pra formação ter aprendido mecânica utilizando este método”. Outro

fato importante a ser visto é o que um dos alunos comentou em sua resposta sobre a sua vivência com o método de sala de aula invertida. O aluno deixa claro que teve uma trajetória positiva com o método, pois conseguia fazer o que lhe era proposto, porém “amigos que não tinham o tempo demandado ficaram

prejudicados por não conseguir acompanhar o ritmo”, diz o aluno.

Sobre a turma de Física da Matéria Condensada, os alunos viram antes da aula presencial vídeos de aulas por slide com o áudio do professor. As conclusões apresentadas pelos alunos foram interessantes, pois como esta disciplina é uma disciplina do final do curso de física os alunos puderam expressar suas experiências de forma mais concreta, pois já passaram por muitos professores e métodos de ensino. Um aluno disse que “o tempo dedicado

aos vídeos e dúvidas foi sem duvidas o fator mais importante. Uma vez que já havia lido o livro e assistido ao vídeo pude aprender muito com o tempo dedicado a discussão”. Foi percebido com as falas dos alunos que para eles “chegar sabendo e podendo tirar dúvidas” foi algo valioso e gera uma “dinâmica melhor”.

Sobre os pontos negativos desta turma os estudantes destacaram que precisam estar focados, motivados e com menos disciplinas, o que para um final de curso é comum. Mas mesmo assim um aluno destaca que se o aluno não tem tempo para se dedicar e oferecer a devida atenção à disciplina “acaba-se

tornando uma forma de ensino segregadora”.

Com relação a turma do Ensino Médio os relatos dados pelos alunos contribuíram para reflexão da aplicabilidade do método de sala de aula invertida.

(32)

32 Um ponto positivo citado por um aluno foi que “a sala de aula invertida ajuda

principalmente os alunos com dificuldade de concentração”. Depois o aluno

explica: “tive muito mais facilidade de aprender com o método, pois pelo fato de

conhecer o assunto e conseguir entender o que o professor falava tornou mais difícil eu deixar de prestar atenção”.

O ponto negativo ressaltado pela turma foi que na opinião de les o aluno precisa necessariamente ter visto ao vídeo, senão durante a aula presencial o mesmo “poderia ser excluído por não ter o conhecimento adquirido por todos os

outros”. Algo que ficou bem claro durante os relatos dos alunos da turma no

Ensino Médio foi que os estudantes vêem a necessidade de ter algum tipo de motivação para assistir ao vídeo ou a algum material de estudo dado antes do encontro presencial. A fala de um dos alunos com relação a isso foi: “um ponto

negativo é que se o aluno não quiser ver o material não fará diferença nenhuma”.

O aluno tenta deixar a entender que para o material ser visto precisa-se de alguma coisa recompensadora para o seu ato.

Dentre as perguntas feitas aos estudantes foi perguntado se eles achavam que o método da sala de aula invertida funcionaria em qualquer nível de ensino. Em relação a isso os alunos ficaram bem divididos, pois ainda não sabem se funcionaria, pois crêem que para a melhor efetivação precisa ser cultural o hábito de se inverter a sala de aula.

(33)

33 Porém, uma curiosidade foi encontrada. Quando foi perguntado para os alunos se o conteúdo visto foi melhor aprendido com o uso do método de sala de aula invertida ao invés do método tradicional, tivemos um resultado positivo.

Vale a pena ressaltar que as conclusões aqui tomadas não representam dados estatísticos, já que temos pouca quantidade de dados, mas sim informações dadas pelos próprios alunos que experimentaram o método de sala de aula invertida. Pode-se perceber que além de ser aplicado o método da sala de aula invertida, se torna necessário pensar sobre como se avaliar os estudantes depois do método aplicado.

Segundo HAYDT (2000) é parte do trabalho docente verificar e julgar o rendimento dos alunos, avaliando os resultados do ensino. HOFFMANN (1997) diz: “A avaliação é essencial à educação”. Sabe-se que a avaliação está sempre presente na sala de aula e faz parte da rotina de uma escola. Portanto, é responsabilidade do professor sempre aperfeiçoar suas técnicas. Assim, será de meu grande interesse dar continuidade no mestrado e por diante a pesquisas sobre metodologias ativas para o ensino de física e seus métodos de avaliação.

(34)

34 6 - BIBLIOGRAFIA

AUSUBEL, David Paul, NOVAK, Joseph e HANESIAN, Helen. Psicologia educacional. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.

E. Mazur, Peer Instruction: A Revolução da Aprendizagem Ativa (Penso Editora LTDA, Porto Alegre, 2015).

F. Hernández, Transgressão e Mudança na Educação: Os Projetos de Trabalho (Artmed, Porto Alegre, 1998).

FARIAS, Isabel Maria Sabino de Didática e docência: aprendendo a profissão. 2.Ed. Brasília: Líberlivro, 2009, p.11-53.

G.M. Novak, E.T. Patterson, A.D. Gavrin and W. Christian. Just-in-Time Teaching: Blending Active Learning with Web Technology (Prentice Hall, Upper Saddle River, 1999).

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido. Novo Hamburgo: Feevale, 2003.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2000.

H.S. Barrows e M.R. Tamblyn,

Problem-Based Learning: An Approach to Medical Education (Springer, New York, 1980).

HOFFMANN, J.M.L. Avaliação – mito e desafio. Porto Alegre: Mediação, 1997. KIELT, Everton Donizetti. Utilização integrada do Just-in-time e PeerInstruction como ferramenta de ensino de mecânica no ensino médio por APP. 2017.

KENSKI, Vani M. Tecnologias e tempo docente. Campinas: Papirus, 2013. L.K. Michaelsen, A.B. Knight and L.D. Fink, Team-Based Learning: A Transformative Use of Small Groups in College Teaching (Stylus Publishi ng, Sterling, 2004).

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35 MASETTO, Marcos T. Mediação pedagógica e tecnologias de informação e comunicação. In: MORAN, José M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Maria A. (Org.) Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2013. PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Artmed, 2000. STEDILE, N. L. R., & FRIENDLANDER, M. R. Metacognição e ensino de enfermagem: uma combinação possível? Revista Latino-Americana de Enfermagem, 11, 6, 2003,792- 799.

WOLF, F. (1993). Três Figuras do Discípulo na Filosofia Antiga. Discurso, (22), 123-152.

(36)

36 7 – APÊNDICES

(37)

37 7.2)

nossa aula, coloquei o conteúdo no quadro, esperei copiarem e comecei a

plicação.

Questionário de Aprendizagem

1. Qual a formulação matemática da força de Lorentz? a) Fm= mghcos ɵ

b) FL = qmvcos ɵ

c) Fm = qvBsen ɵ

d) FL = Bgmsen ɵ

2. A regra da mão direita para a Força de Lorentz é feita por meio de quais grandezas físicas? a) Velocidade; Aceleração; Posição

b) Força; Aceleração; Campo Magnético c) Campo Magnético; Velocidade; Força d) Aceleração; Massa; Velocidade

3. O que acontece com a Força de Lorentz quando o sen ɵ = 0 e v = 0, respectivamente? a) F = 0; F = 1

b) F = 0; F = ∞ c) F = ∞; F = 0 d) F = 1; F = 0

4. Qual a direção e sentido da força de Lorentz?

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