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PLANEJAMENTO E

EMPREENDEDORISMO

Técnico Logística

Modulo I

Prof. Carlos Alexandre Soares

Apostila I

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CONCEITO DE PLANEJAMENTO

O Planejamento, também conhecido como planeamento ou planificação, é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina. Sendo, portanto, o lado racional da ação. Tratando-se de um processo de deliberação abstrato e explícito que escolhe e organiza ações, antecipando os resultados esperados. Esta deliberação busca alcançar, da melhor forma possível, alguns objetivos pré-definidos.

CONCEITO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

O planejamento estratégico pode ser aplicado em caso mais específico como o lançamento de um produto ou serviço, pretendo atingir um público mais especial rapidamente.

PLANEJAMENTO

- É a definição de metas e diretrizes de ação referentes à organização e funcionamento. - Formula de um bom planejamento: Oportunidades + Inovação + Planejamento = Sucesso.

- Planejamento envolve os seguintes aspectos: a) análise da estrutura;

b) previsão;

c) seleção de meios.

- Durante e após o processo operativo deve haver controle para assegurar o desempenho compatível com o planejado.

- O planejamento é baseado em previsões, probabilidades, estimativas, e um determinado controle de incertezas.

- O controle trás a compatibilidade com a natureza e características do trabalho, sendo que uma empresa descontrolado pode produzir a mais ou a menos.

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- Os fatores adequados gira em torna da interação entre as tarefas mais elementares com as demais atividades. (todos os setores devem ter a mesma linguagem

- O executor deve está capacitado em fazê-lo frente às expectativas da empresa. - Normas de Procedimento eficazes.

- Processo produtivo e instrumentos adequados.

- Fatores ambientais estão favoráveis ao volume de produção planejado. - Custos Operacionais dentro do planejado.

- Tempo de duração e Prazos planejados tem se revelados dentro dos limites aceitáveis e suficientes.

- Se houver um descontrole das informações o desempenho será considerado fora da expectativa.

- Vários fatores controláveis e incontroláveis, poderão alterar o curso da ação.

- E nessa linha de conduta se otimiza os recursos que a empresa dispõe ou o que virá; - Fixando os objetivos a serem atingidos,

- Com os resultados previstos

- A busca por resultados é o foco principal das atenções no mundo corporativo. Planejamento é a função gerencial:

- Organizar - Comandar - Coordenar - Controlar

“O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer, mas o de diminuir riscos de tomada de decisão errada”.

“Planejamento claro e objetivo“.

“Exige concentração, pesquisa, paciência e muito estudo”.

“Você pode correr altos riscos com baixo perigo – a palavra que está no meio chama-se planejamento”.

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- Racionalização do trabalho é a obtenção de maior rendimento com o menor dispêndio de energia e o máximo de economia.

Elementos essenciais na racionalização:

1. A estrutura oferecia pela empresa. 2. As tarefas desenvolvidas pelas empresa. 3. Os recursos humanos e financeiros 4. As instalações e os formulários.

5. Utilizar os melhores critérios para definir os objetivos.

6. Nessa operacionalização, os objetivos dos planos torna-se como termos de comportamento ou conduta observáveis para obter os recursos financeiros e humanos necessários para executar o planejado.

1. CONCEITUAÇÃO DE EMPREENDEDORISMO E

EMPREENDEDOR

Primeiramente, o que é empreendedorismo? E empreendedor? Não existe uma definição formal destes termos como encontramos na Física ou na Matemática. Há um grande número de pesquisadores de empreendedorismo, desde administradores até psicólogos, e cada um deles tem uma visão própria destes conceitos, pertinente com suas áreas e origem. Segundo Barreto (1998) “Empreendedorismo é a habilidade de criar e constituir algo a partir de muito pouco ou de quase nada. Fundamentalmente, o empreender é um ato criativo. É a concentração de energia no iniciar e continuar um empreendimento. É o desenvolver de uma organização em oposição a observá-la, analisá-la ou descrevê-la. Mas é também a sensibilidade individual para perceber uma oportunidade quando outros enxergam caos, contradição e confusão. É o possuir de competências para descobrir e controlar recursos aplicando-s de forma produtiva”.

O empreendedor é a “Pessoa que transforma sonhos em realidade”, Pinchot (1989). “Uma pessoa que imagina, desenvolve e concretiza visões”, de acordo com Filion (1999). E segundo Drucker (1986): “O empreendedor é aquele que pratica a

inovação sistematicamente. Busca fontes de inovação e cria oportunidades”.

Segundo a psicóloga Vera Pati (Pati, 1995) “O empreendedor bem-sucedido é uma pessoa como qualquer outra, cujas características de personalidade e talentos preenchem um padrão determinado, que o leva a agir de tal forma que chega ao sucesso,

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realizando seus sonhos e alcançando seus objetivos. Ele é, portanto, uma pessoa que

busca realização e é auto-orientado para atingir metas próprias”. Podemos perceber nessas definições alguns pontos comuns: transformar sonhos em realidade, ser inovador e apresentar um conjunto de características. Assim, definimos o Empreendedor como sendo um ser criativo que transforma seus sonhos em realidade empregando um conjunto de habilidades e competências.

A questão que agora se apresenta é: podemos aprender a ser empreendedores? O Empreendedorismo pode ser ensinado? Um dos aspectos fundamentais discutidos no empreendedorismo é que todas as pessoas podem desenvolver as características, competências e habilidades para ser um empreendedor de sucesso. Desta forma, a resposta para ambas às questões acima é: SIM! Dentre as diversas características,

citadas pelos pesquisadores da área, que o empreendedor de sucesso deve ter ou tem que desenvolver ou aprimorar, podemos destacar: criatividade, liderança, capacidade de correr riscos, comprometimento, busca por qualidade e eficiência, otimismo, persistência, flexibilidade, auto confiança, busca de oportunidades, iniciativa e cooperação, entre tantas outras.

Conseqüentemente, para o desenvolvimento da cultura empreendedora há a necessidade da formação de estudantes que sejam mais autônomos, mais criativos, capazes de liderar e com visão ampla da sociedade. Programas de ensino que contemplem o desenvolvimento interpessoal e intrapessoal, além da geração de idéias, negociação, desenvolvimento estratégico, desenvolvimento de produtos, tomada de decisões e resolução de problemas. Tal circunstância demanda um conjunto de inter-relações, onde o professor tem papel fundamental, exigindo nova postura e metodologia de ensino onde deverá dedicar a seus estudantes mais tempo que o usual e ser um facilitador do processo de produção do conhecimento. Caberá a ele também ser empreendedor, para desenvolver e propor novos cursos, programas e pesquisas.

2. CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDEDOR

1. Assumir riscos: Esta é a primeira e uma das maiores qualidades do

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enfrentar desafios, de tentar um novo empreendimento, de buscar, por si só, os melhores caminhos. É ter autodeterminação. Os riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a lidar com eles.

2. Identificar oportunidades: Ficar atento e perceber, no momento certo, as

oportunidades que o mercado oferece e reunir as condições propícias para a realização de um bom negócio é outra marca importante do empresário bem-sucedido. Ele é um indivíduo curioso e atento a informações, pois sabe que suas chances melhoram quando seu conhecimento aumenta.

3. Conhecimento, organização e independência: Quanto maior o domínio

de um empresário sobre um ramo de negócio, maior será sua chance de êxito. Esse conhecimento pode vir da experiência prática, de informações obtidas em publicações especializadas, em centros de ensino, ou mesmo de "dicas" de pessoas que montaram empreendimentos semelhantes. Possuir senso de organização, ou seja, ter capacidade de utilizar recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos de forma racional. É bom não esquecer que, na maioria das vezes, a desorganização principalmente no início do empreendimento compromete seu funcionamento e seu desempenho. Determinar seus próprios passos, abrir seus próprios caminhos, ser seu próprio patrão, enfim, buscar a independência é meta importante na busca do sucesso. O empreendedor deve ser livre, evitando protecionismos que, mais tarde, possam se transformar em obstáculos aos negócios. Só assim surge a força necessária para fazer valer seus direitos de cidadão-empresário.

4. Tomar decisões O sucesso de um empreendimento, muitas vezes, está

relacionado com a capacidade de decidir corretamente. Tomar decisões acertadas é um processo que exige o levantamento de informações, análise fria da situação, avaliação das alternativas e a escolha da solução mais adequada. O verdadeiro empreendedor é

capaz de tomar decisões corretas, na hora certa.

5. Liderança, dinamismo e otimismo Liderar é saber definir objetivos,

orientar tarefas, combinar métodos e procedimentos práticos, estimular as pessoas no rumo das metas traçadas e favorecer relações equilibradas dentro da equipe de trabalho, em torno do empreendimento. Dentro e fora da empresa, o homem de negócios faz contatos. Seja com clientes, fornecedores e empregados. Assim, a liderança tem que ser

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uma qualidade sempre presente. Um empreendedor de sucesso nunca se acomoda, para não perder a capacidade de fazer com que simples idéias se concretizem em negócios efetivos. Manter-se sempre dinâmico e cultivar um certo inconformismo diante da rotina é um de seus lemas preferidos. O otimismo é uma característica das pessoas que enxergam o sucesso, em vez de imaginar o fracasso. Capaz de enfrentar obstáculos, o empresário de sucesso sabe olhar além e acima das dificuldades.

6. Planejamento e plano de negócios: Um bom empreendedor tem que saber

prever, planejar e projetar seus negócios, sendo que isso não irá garantir o sucesso de seu empreendimento, mais sim diminuir os riscos de perdas.

3. EMPREENDEDORISMO E OPORTUNIDADE

A prática do empreendedorismo tem se destacado com a falta de emprego e estágios em empresas privadas. Este fator aumenta o número de pessoas com a disposição de assumir riscos e abrir seu próprio negócio. Muitas destas não têm experiência empresarial e coloca em risco seu próprio negócio por falta de conhecimentos práticos e administrativos. De acordo com Duailibi e Simonsen Jr. (1990, p. 20), ”toda empresa é a solução criativa para uma angústia gerada por um problema. O homem de negócios identifica uma necessidade não satisfeita, ou mal satisfeita, e vê nela a oportunidade de obter uma recompensa”. Drucker (1987) salienta que as grandes empresas não inovam, elas se originam de empreendimentos distintos. Para Dornelas (2001, p. 29), “a abordagem clássica ou processual, com foco na impessoalidade, na organização e na hierarquia, propõe que o trabalho do administrador ou arte de administrar concentre-se nos atos de planejar, organizar, dirigir e controlar”.

Características do comportamento empreendedor (CCE)

Observa-se que o comportamento do empreendedor é dotado de certas características que estão sempre presentes, não importando a linha de trabalho que siga. Tais características como: a) necessidade de realização; b) motivação, criatividade e inovação; c) estabelecimento de metas e objetivos; d) predisposição; e) identificando necessidades. Pode-se afirmar que todo o empreendedor de sucesso deve desenvolver habilidades tais como: Competência (saber fazer), motivação (querer fazer),

criatividade (fazer mais com menos) e metas claras, desafiadoras, mas que podem ser

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aprendendo desenvolve características distintas e arrojadas, tais como: autoconfiança, calculismo, capacidade de persuasão, inovação, negociação, otimismo e persistência. Estas são capacidades típicas das pessoas que assumem riscos e inovam com um novo empreendimento.

EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

O movimento do empreendedorismo no Brasil começou a tomar forma nos anos de 1990, quando foram criadas entidades como SEBRAE e Softex (Sociedade brasileira para exportação de Software). Antes disso, ainda não se falava em empreendedorismo e em criação de pequenas empresas (DORNELAS, 2001). O ambiente político e econômico não eram propícios e o empreendedor praticamente não encontrava informações para auxiliá-lo na jornada empreendedora (DORNELAS, 2001).

Marinho (2003) comenta sobre um estudo elaborado pelo SEBRAE onde foi constatado que: de cada cem empresas abertas no país, trinta e cinco não chegam ao final do primeiro ano de vida; quarenta e seis não sobrevivem ao segundo; e, cinqüenta e seis desaparecem no terceiro ano de vida. Complementa que, o Brasil é campeão em empreendedorismo. Para cada oito brasileiros em idade adulta, um está abrindo ou pensando em abrir um negócio. Os Estados Unidos, classificado em segundo lugar, a proporção é de dez para um. A Austrália, em terceiro lugar, são doze para cada um. A causa de tal problema, segundo a pesquisa, nada mais é do que a falta de informação. Mostrou, também, que, ao contrário do que muita gente pensa, o que leva uma empresa ao fechamento não são os impostos ou a necessidade de crédito, mas principalmente, a

falta de preparo, informação, planejamento e conhecimento específico sobre o negócio por parte do empreendedor (MARINHO, 2003).

4. CULTURA EMPREENDEDORA: DISCUSSÕES PRELIMINARES

Segundo Schumpeter (apud Degen, 1989, p.1) “o empreendedor é o agente do processo de destruição criativa, sendo o impulso fundamental que aciona e mantém em marcha o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados e, implacavelmente, sobrepondo-se aos antigos métodos menos e eficientes e mais caros.”

A riqueza de uma sociedade é medida pela capacidade do empreendedor produzir, em quantidade suficiente, os bens e serviços necessários ao bem-estar das pessoas, onde se acredita que o melhor recurso para solucionar os graves problemas sócio-econômicos é a liberação da criatividade dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir bens e serviços (DEGEN, 1989).

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Nessa linha, Dornelas (2001, p.37) caracteriza o empreendedor como “aquele que

detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados”.

Conforme De Mori (1998, p.39) os empreendedores são pessoas que “perseguem o benefício, trabalham individual e coletivamente, podendo ser definidos como indivíduos que inovam, identificam e criam oportunidades de negócios.”

Ferreira (apud Fontanini, 2000, p.124), atribui ao empreendedor à habilidade de “construir negócios para a geração de empregos e a habilidade de manter naturalmente a inovação sistemática de seu negócio, para mantê-lo competitivo.”

Dornelas (2001, p. 33) menciona que é interessante observar que o empreendedor de sucesso leva consigo ainda uma característica singular, que é o fato de “conhecer como poucos o negócio em que atua, o que leva tempo e requer experiência.”

Segundo Britto e Wever (2003, p.22) cinco elementos / qualidades são fundamentais na caracterização de um empreendedor:

-Criatividade e inovação: empreendedores conseguem identificar oportunidades,

grandes ou pequenas onde ninguém mais consegue notar;

-Habilidade ao aplicar esta criatividade: eles conseguem direcionar esforços

num único objetivo;

-Força de vontade e fé: eles acreditam fervorosamente em sua habilidade de

mudar o modo como as coisas são feitas e têm força de vontade e paixão para alcançar o sucesso;

-Foco na geração de valor: eles desejam fazer as coisas da melhor maneira

possível, do modo mais rápido e mais barato;

-Correr riscos: quebrando regras, encurtando distâncias e indo contra o status

quo.(STATUS ATUAL)

Para Filion (apud Longhini e Sachuk, 200, p.57) o empreendedor é “aquele que mantém alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-a para detectar oportunidades de negócios."

Na visão de Greatti e Senhorini (2000, p.18) para ser empreendedor o indivíduo deve ser “persistente, ter atratividade pela competição, lutar para a realização das suas idéias (ser teimoso), confiar em si mesmo, aprender com os próprios erros e com os erros dos outros”.

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Entre as características dos empreendedores, destacam-se os valores e cultura do empreendedorismo que são adquiridos durante a vida, passando o empreendedor por um processo de aprendizagem a cada dia, onde este processo faz com que o empreendedor evolua e encontre respostas às suas perguntas. O processo de aprendizado contínuo, capaz de libertar a força criativa e favorecer a identificação e o aproveitamento de oportunidades que possam surgir (PORTON, et al. 2003).

5. CONTEXTO DO EMPREENDEDORISMO BRASILEIRO

O tema empreendedorismo, compreendendo desde a origem da palavra até sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico de um país é hoje um fenômeno global, dadas as profundas mudanças nas relações internacionais entre nações e empresas, no modo de produção, nos mercados de trabalho e na formação profissional. O Brasil é citado como um dos países mais criativos do mundo, mas precisa melhorar no que se relaciona à consolidação de milhares de iniciativas na abertura de novos negócios, assim como na formação de empreendedores, pois será fator fundamental para o progresso econômico e social como também fonte de geração de novos empregos. No entanto é de fundamental importância o estudo desses fatores para uma melhor compreensão da disciplina de empreendedorismo que tem como foco norteador contribuir para o crescimento profissional.

O empreendedorismo tem sido muito difundido no Brasil nos últimos anos, particularmente na década de 1990, e hoje ser um empreendedor é quase um imperativo, pois é importante lembrar que por trás de novas idéias que vem revolucionando a sociedade, há sempre um visionário, que com seu talento, somado à análise, planejamento e capacidade de implementação, é responsável por empreendimentos de sucesso. Para Timmons (1994), o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o século 20. È um fenômeno no qual tem sido considerado como ferramenta de transformação na economia de um país.

Desde meados da década do século XX, O termo empreendedorismo vem sendo alvo de várias pesquisas em busca de identificar o que leva um indivíduo a abrir um negócio e conseqüentemente quais os fatores que levam essa empresa ao sucesso ou ao fracasso. Um dos fatores considerados como de fundamental importância para a abertura de novos negócios tem sido a crise econômica, na qual vem cada dia mais apresentando uma defasagem com relação à abertura de novos empregos, com isso o mercado não consegue absorver o grande índice de pessoas desocupadas, acarretando assim uma transformação no mundo do trabalho.

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De acordo com Dolabela (1999, p.39) A década de 1990 tem sido marcada pelo aumento da opção pelo auto-emprego e pelo surgimento de empreendedores involuntários, representados principalmente por recém – formados e por trabalhadores demitidos de corporações e órgãos públicos em virtude de reestruturação, fechamento, privatizações, fusões, ou seja: pessoas que, não conseguindo colocação ou recolocação no mercado, se vêem forçadas a criar seu emprego como única alternativa de sobrevivência.

Mediante citação, torna-se imprescindível refletir sobre a contribuição desse novo empreendedor para o mercado e a economia do país; pois são inúmeras as novas empresas que estão surgindo neste novo cenário econômico. Vale salientar, que o neoliberalismo preponderou na década de 90 nos países em desenvolvimento, influenciando assim, os governantes de forma bastante agressiva a tomada de decisão, no sentido de que as empresas públicas deveriam a partir de então se tornar empresas privadas, com isso forçando cada vez mais as pessoas a buscarem alternativas de sobrevivência no mercado de trabalho, fator pelo qual acarretou uma transformação na economia.

- NEOLIBERALISMO: Neoliberalismo é um termo pejorativo usado para

descrever uma corrente de pensamento político que defende a instituição de um sistema de governo onde o indivíduo tem mais importância do que o Estado (minarquia), sob a argumentação de que quanto menor a participação do Estado na economia, maior é o poder dos indivíduos e mais rapidamente a sociedade pode se desenvolver e progredir, para o bem dos cidadãos.

Neste contexto, a quantidade de empresas que abrem e fecham prematuramente representam um alto índice de negócios sem sucesso, pois, todas as pesquisas sobre micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil mostram que existe um elevado grau de mortalidade entre elas. A pesquisa mais recente, realizada pelo SEBRAE, (2005), afirma que 49,9% das empresas encerram suas atividades com até 2 anos de existência.

6. PROBLEMAS ENFRENTADOS NOS EMPREENDIMENTOS

Os empreendimentos surgidos no Brasil, basicamente derivam: da oportunidade de colocar em prática todo o conhecimento técnico sobre determinado produto ou processo; da idéia de possuir independência funcional (não ter patrão nem horários a cumprir); ter sobra de recursos financeiros; e/ou ser a única alternativa frente ao grande volume de desempregados.

Essas variáveis que levam ao nascimento de uma nova empresa, na sua grande maioria não passam por uma avaliação fria e calculada dos riscos e problemas que

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deverão ser identificados e enfrentados por qualquer empreendimento que deseje obter êxito em suas atividades. Entretanto a criação de MPEs é, portanto vista pelos governos como uma forma de gerar empregos.

Mediante contextualização, faz-se necessário o seguinte questionamento: O Porquê do Sucesso de Poucos? Vários são os fatores que devem ser considerados para responder essa questão, isto é, que justifique o alto índice de mortalidade das empresas.

Para alguns autores, o fato que impulsionam os empreendedores a abrir um negócio, ainda é à busca da realização de um sonho. Mas no momento em que as portas desse novo negócio se abrem é que os problemas começam a surgir, a burocracia, a legislação extensa, a falta de identificação de oportunidade e muitas vezes o desconhecimento de fatores externos ligados ao tipo de negócio, levam muitos deles a fracassarem.

Contudo, é importante salientar que a extinção de uma empresa, que possa ser visto como o insucesso do empreendimento, não significa necessariamente o fracasso do empreendedor, uma vez que as circunstâncias que levam ao fechamento de uma empresa são as mais variadas possíveis, pois em alguns casos, existem varáveis nas quais o empresário não pode controlar.

Segundo as pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor – 2005, entre os principais riscos e problemas enfrentados pelas micro e pequenas empresas no Brasil, podemos destacar: a falta de um plano de negócios devidamente ajustados à realidade do mercado; falta de avaliação das necessidades a serem atendidas para operacionalização das metas estabelecidas no plano; falta de acompanhamento de resultados obtidos e revisão dos processos executados; falta de capacidade para gerenciar as diversas áreas (finanças, contabilidade, compras, vendas, estoques, marketing, recursos humanos, etc.) que envolvem as tomadas de decisão de qualquer empreendimento; falta de perseverança para negócios viáveis; falta de capacidade para lidar com as adversidades; falta de capacidade para adaptar-se e/ou aproveitar as oportunidades que o mercado exige e/ou oferecem.

Entende-se que esses sejam os principais problemas enfrentados pelo empreendedor, que muitas vezes aponta para a falta de crédito e incentivos governamentais como o principal motivo para seus insucessos nos negócios. No entanto, não revisam suas práticas de administrar o empreendimento e não percebem que a disponibilização de recursos para projetos e produtos inviáveis (que não geram riquezas ou que o mercado não assimila), poderá disfarçar os péssimos resultados da empresa, e com isso contribuir para a falência definitiva não só do empreendimento, como também do proprietário.

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7. MITOS E REALIDADES DO EMPREENDEDOR

Segundo Fontanini (2000, p.127), “existem muitos mitos a respeito da realidade do empreendedor, talvez pelo motivo do assunto não ser difundido de forma ampla, com algumas ações isoladas.” Timmons (apud Greatti e Senhorini, 2000, p.21) encontrou em seus estudos um conjunto de alguns mitos que dizem respeito a figura do empreendedor e as respectivas realidades que contradizem o que os mitos traduzem:

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