REGULAMENTO DE GESTÃO
IMOFARMA
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO FECHADO
A autorização do fundo significa que a CMVM considera a sua constituição conforme com a legislação aplicável, mas não envolve da sua parte qualquer garantia ou responsabilidade quanto à suficiência, veracidade, objectividade ou actualidade da informação prestada pela sociedade gestora neste regulamento de gestão, nem qualquer juízo sobre a qualidade dos valores que integram o património do fundo.
CAPÍTULO I
Informações Gerais sobre o FUNDO, a Sociedade Gestora e Outras Entidades
Artigo 1º - O FUNDO
1. Denomina-se “IMOFARMA – Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado”, adiante designado por FUNDO.
2. O FUNDO é um Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado, de Subscrição Particular, constituído ao abrigo do n.º 2 do Artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 60/2002, de 20 de Março, republicado pelo Decreto-Lei n.º 71/2010, de 18 de Junho, (Regime Jurídico dos Fundos de Investimento Imobiliário ou RGFII), e cujo funcionamento se rege, em especial, pela Secção I-A do Regulamento da CMVM n.º 8/2002, tal como sucessivamente alterado até à presente data. e, em tudo o que não for incompatível com a sua natureza, pelo disposto no Regime Jurídico dos Fundos de Investimento Imobiliário e no Regulamento da CMVM n.º 8/2002.
3. A constituição do FUNDO foi autorizada pela CMVM, em 16 de Março de 2006, tendo o FUNDO sido constituído e iniciado a sua actividade no dia 16 de Maio do mesmo ano.
4. O FUNDO constitui-se com um capital inicial de 42.000.000,00 Euros (quarenta e dois milhões de Euros), representado por 10.500 Unidades de Participação de Categoria A e 31.500 Unidades de Participação de Categoria B, num total de 42.000 de Unidades de Participação, no valor inicial de 1.000 Euros (Mil Euros) cada uma, sendo as Unidades de Participação fraccionadas à quarta casa decimal.
5. Por acordo entre todos os Participantes, o capital inicial do FUNDO é realizado em 33.848.769,82 Euros através de entradas em espécie e 8.151.230,18 Euros por entradas em numerário.
6. Em 07 de Maio de 2009 foi comunicado à CMVM a realização de um aumento de capital de € 14.999.369,46 dividido em 14.139 Unidades de Participação de categoria A, com subscrição por um dos actuais participantes.
7. O FUNDO tem a duração de dez anos, contados a partir da data da sua constituição, prorrogável por iguais períodos por decisão da Assembleia de Participantes e desde que obtida a autorização da CMVM para o efeito.
8. O Capital do FUNDO poderá, por deliberação favorável da Assembleia Geral de Participantes aprovada por 2/3 dos votos expressos e obtida, para o efeito, a autorização da CMVM, ser reduzido ou aumentado (i) por subscrição reservada aos Participantes do FUNDO através de entradas em numerário, (ii) por subscrição reservada a Participantes do FUNDO através de entradas em espécie, (iii) por subscrição reservada a Participantes do FUNDO e/ou entidades terceiras através de entradas em espécie e/ou (iv) por emissão de novas Unidades de Participação de Categoria A a subscrever, em numerário ou em espécie, exclusivamente por titulares de Unidades de Participação desta Categoria, nos termos e condições definidos na correspondente deliberação.
Artigo 2º - A Sociedade Gestora
1. O FUNDO é administrado pela INTERFUNDOS – Gestão de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A., com sede na Rua Áurea nº 130, em Lisboa, registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº único de matrícula e identificação fiscal 507 552 881.
2. A Sociedade Gestora é uma Sociedade Anónima, cujo capital social, inteiramente realizado, é de 1.500.000 Euros. 3. A Entidade Gestora constituiu-se em 28 de Setembro de 2006, inicia a actividade em 01 de Outubro de 2007 nos termos
do registo, como intermediário financeiro, na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, adiante designada abreviadamente, por CMVM.
Mesa de Assembleia Geral
Presidente: Dra. Ana Isabel dos Santos de Pina Cabral Secretário: Dra. Maria Manuela Nunes Rodrigues dos Anjos Conselho de Administração
Presidente: Dr. António Manuel Palma Ramalho Vogal: Dr. José Maria de Oliveira da Cunha Vogal: Dr. Carlos Manuel Gomes de Oliveira Duarte Fiscal Único
Efectivo: KPMG & Associados, S.R.O.C., S.A.
Suplente: AB – António Bernardo, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Unipessoal Lda..
As principais funções exercidas pelos membros do Conselho de Administração fora da sociedade são as seguintes: Dr. António Manuel Palma Ramalho
Presidente do Conselho de Administração na Millennium bcp Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A.
Vogal do Conselho de Administração do Banco Comercial Português, S.A. Vogal do Conselho de Administração da Fundação Millennium bcp
Membro do Board of Directors do Fundo PVCI - Portugal Venture Capital Initiative, em representação da Millennium bcp Participações, SGPS, Sociedade Unipessoal, Lda.
Dr. José Maria de Oliveira da Cunha
Administrador da Millennium bcp Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A.. Administrador da Millennium Sicav
Administrador da BII Investimentos International, S.A. Dr. Carlos Manuel Gomes de Oliveira Duarte Não exerce outras funções
5. Relações de Grupo com outras Entidades: O Banco Comercial Português, S.A. detém 100% do capital da entidade gestora.
6. Para além do FUNDO aqui Regulamentado, a Entidade Gestora gere ainda fundos constantes no Mapa A anexo no final deste Regulamento de Gestão.
7. São obrigações e funções da Entidade Gestora, além de outras que lhe sejam cometidas pela lei, as seguintes:
i) Seleccionar os valores que devem constituir o FUNDO, de acordo com a sua política de investimentos prevista neste Regulamento;
ii) Celebrar os negócios jurídicos e realizar todas as operações necessárias à execução da política de investimentos prevista neste Regulamento de Gestão e exercer os direitos directa ou indirectamente relacionados com os valores do FUNDO;
iii) Efectuar operações adequadas à execução da política de distribuição dos resultados prevista neste regulamento;
iv) Emitir, em ligação com o Depositário, as unidades de participação e autorizar o seu reembolso; v) Determinar o valor patrimonial das unidades de participação;
vi) Manter em ordem a escrita do FUNDO;
vii) Dar cumprimento aos deveres de informação estabelecidos na lei e neste regulamento;
viii) Controlar e supervisionar as actividades inerentes à gestão dos activos do FUNDO, nomeadamente o desenvolvimento dos projectos objecto de promoção imobiliária nas suas respectivas fases.
Artigo 3º - Depositário e Entidade Comercializadora
1. As funções de Depositário serão exercidas pelo Banco Comercial Português S.A. sociedade aberta, com sede na praça D. João I, no Porto, e encontra-se registado desde Julho de 1991, na CMVM como intermediário financeiro.
2. Ao Depositário caberá, especialmente:
b) Efectuar as operações de compra e venda de títulos, cobrança de juros e dividendos a que os títulos em depósito tenham direito, bem como as relativas ao exercício de direitos de subscrição, opção e outros que os mesmos títulos incorporem; c) Receber os pedidos de subscrição de Unidades de Participação, bem como receber a importância correspondente ao
preço de emissão respectivo, inscrevendo as unidades subscritas na conta dos Participantes, nos termos e nas condições previstas no presente Regulamento de Gestão;
d) Nos casos de prorrogação ou de liquidação do FUNDO, assegurar o reembolso das Unidades de Participação, e, quando se trate de prorrogação do FUNDO, receber e processar os pedidos de reembolso, nos termos e condições previstos no presente Regulamento de Gestão e na lei;
e) Manter o registo cronológico de todas as operações efectuadas e elaborar um inventário trimestral discriminativo dos valores do FUNDO;
f) Assumir uma função de vigilância e garantir perante os Participantes o cumprimento da lei, do Regulamento de Gestão do FUNDO, designadamente no que se refere à política de investimentos, ao cálculo do valor patrimonial das Unidades de Participação e à venda, emissão, reembolso, anulação das Unidades de Participação;
g) Executar as instruções da Sociedade Gestora, com observância da lei e dos regulamentos aplicáveis;
h) Assegurar que os rendimentos do FUNDO sejam aplicados de acordo com o disposto na lei e neste Regulamento. 3. A Sociedade Gestora e o Depositário respondem solidariamente perante os Participantes pelo cumprimento das obrigações
contraídas nos termos da lei e do presente Regulamento, respondendo designadamente pelos prejuízos causados aos Participantes em consequência de erros e irregularidades na valorização do património do FUNDO.
4. O Depositário ficará incumbido da colocação das Unidades de Participação. Artigo 4º - Entidades Subcontratadas
Não existem entidades subcontratadas. Artigo 5º - Comité Consultivo
1. O FUNDO tem um Comité Consultivo, com carácter consultivo, composto por 3 (três) representante eleito em Assembleia de Participantes e por igual número de elementos designados pela Sociedade Gestora.
2. Competirá à Sociedade Gestora a convocação do Comité Consultivo, mediante o envio de carta registada com aviso de recepção a cada um dos membros do Comité Consultivo com a antecedência mínima de 15 dias relativamente à data da respectiva reunião convocada. Qualquer membro poderá fazer-se representar nas reuniões do Comité Consultivo por outro membro, mediante carta-mandato que especifique a reunião a que respeita e a respectiva ordem de trabalhos.
3. Caso a Sociedade Gestora não proceda à convocação do Comité Consultivo no prazo de 5 dias após o requerimento de qualquer membro, este poderá substituir-se àquela e proceder à respectiva convocação nos termos do número anterior, tendo a Sociedade Gestora, a pedido desse membro, a obrigação de fornecer a identificação e morada dos demais membros.
4. O Comité Consultivo emitirá o parecer assente num mínimo de 4 (quatro) dos seus membros.
5. Competirá ao Comité Consultivo, na estrita observância das disposições legais e regulamentares aplicáveis:
a) Acompanhar as actividades da Sociedade Gestora, nomeadamente a tomada de decisões quanto a investimentos e desinvestimentos relevantes do FUNDO e tomada de decisões quanto a financiamentos;
c) Dar parecer, em matéria de investimentos, sempre que tal lhe for solicitado pela Sociedade Gestora.
Artigo 6º - Peritos Avaliadores
1. Os peritos avaliadores poderão ser os seguintes:
a) BENEGE – Serviços de Engenharia e Avaliação, Lda. b) CPU Consultores de Avaliação, Lda.
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c) Engª. Julieta Maria de Macedo Aguiar d) Engº. Manuel Machado Espregueira e) Engº. João Manuel Dias dos Santos f) Engº. Carlos Manuel Marques Sereno g) Luso Roux, S.A.
h) J. Curvelo, Lda.
i) Engº. Paulo António Basto Silva Pimenta j) Engº. Carlos Alberto Alvim de Castro
k) Pragmatur – Promoção Imobiliária e Turística, Lda
l) Cushman& Wakefield – Consultoria Imobiliária Unipessoal, Lda
m) Jones Lang LaSalle (Portugal)- Sociedade de Avaliações Imobiliárias, Unipessoal,Lda.
2. A Sociedade Gestora poderá promover junto da CMVM a alteração da lista dos peritos avaliadores sempre que tal se revele necessário para a satisfação das exigências de avaliação dos activos do FUNDO.
Artigo 7º - Revisor Oficial de Contas
O Revisor Oficial de Contas do FUNDO é a Sociedade de Revisores Oficiais de Contas.- KPMG & Associados – SROC SA.
CAPÍTULO II
Política de Investimentos, Critérios de Avaliação, Encargos a suportar e Política de Rendimentos Artigo 8º - Política de Investimentos e Limites Legais a Observar
1. O FUNDO é administrado por conta dos Participantes e no exclusivo interesse destes, em ordem à optimização do investimento por eles realizado.
2. Para a realização dos objectivos que se propõe, a política de investimentos do FUNDO será orientada, observados os parâmetros legais, para a constituição de uma carteira de activos, predominantemente imobiliários, procurando harmonizar a segurança dos investimentos com a obtenção de uma rendibilidade satisfatória para os Participantes.
3. O FUNDO tem como principal objectivo a gestão integrada e profissional do património imobiliário do Universo Empresarial ANF (universo formado pela Associação Nacional das Farmácias e sociedades por ela participadas) permitindo, por esta via, aos Participantes do FUNDO a participação nos rendimentos produzidos pelos imóveis através de uma política de investimentos e gestão que crie condições de rendibilidade, segurança e liquidez. Desta forma, o investimento nos imóveis que constituem o património do FUNDO será preferencialmente dirigido aos que possam ser afectos a actividades estatutárias, económicas e sociais do Universo Empresarial ANF, designadamente a investigação e divulgação científica, a representação dos Associados da ANF e o apoio à sua actividade, a prestação de serviços de infraestruturas da actividade farmacêutica e o apoio social aos farmacêuticos.
4. A composição da carteira de activos do FUNDO observará as regras impostas em cada momento pela legislação aplicável, cabendo explicitar as seguintes, em cumprimento do disposto no Artigo n.º 7º-C do Regulamento n.º 8/2002 da CMVM, aditado pelo Regulamento n.º 1/2005:
a) O activo do FUNDO pode ainda ser constituído por (i) prédios rústicos, (ii) participações em sociedades imobiliárias, nos termos e com observância das condições estabelecidas na lei e nos Regulamentos aplicáveis e (iii) unidades de participação noutros fundos de investimento imobiliário. A participação em sociedades imobiliárias e as unidades de participação de outros fundos de investimento imobiliário são contados para efeitos do cumprimento do limite mínimo de detenção de imóveis pelo FUNDO, a que se refere o ponto (i) da alínea c) infra;
b) O património do FUNDO pode incluir, parcial ou integralmente, imóveis sujeitos a opção de compra a favor de terceiros, incluindo a favor de Participantes do FUNDO;
c) A composição do património do FUNDO deverá observar as seguintes restrições: (i) O valor dos imóveis e de outros activos equiparáveis definidos em regulamento da CMVM não pode representar menos de 75% do activo total do FUNDO; e (ii) o valor aplicado em participações em sociedades imobiliárias não pode representar mais 25% do activo total do FUNDO; (iii) O valor aplicado em Unidades de Participação de fundos de investimento imobiliário não pode representar mais de 25% do activo total do FUNDO; e (iv) O desenvolvimento de projectos de construção não pode representar, no seu conjunto, mais de 50% do activo total do FUNDO, salvo se tais projectos se destinarem à reabilitação de imóveis, caso em que tal limite será de 60 %.
5. O valor dos imóveis arrendados ou objecto de outras formas de exploração onerosa a uma única entidade não poderá superar 60% do valor do activo total do FUNDO, não se aplicando qualquer limite ao arrendamento, ou outras formas de exploração onerosa, a um conjunto de entidades que, nos termos da lei, se encontrem em relação de domínio ou de grupo, ou que sejam dominadas, directa ou indirectamente por uma mesma pessoa, singular ou colectiva, incluindo os Participantes Iniciais do FUNDO.
6. A Sociedade Gestora só poderá efectuar qualquer transacção entre diferentes fundos de investimento que administre se a tal for autorizada, relativamente a cada operação, por deliberação da Assembleia de Participantes tomada com, pelo menos, 75% dos votos.
7. As seguintes operações só poderão ser realizadas se precedidas de deliberação nesse sentido tomada pela Assembleia de Participantes, por, pelo menos, 75% dos votos:
a) A aquisição e a alienação de imóveis às seguintes entidades; i) Sociedade Gestora e Depositário;
ii) Entidades que, directa ou indirectamente, detenham 10% ou mais dos direitos de voto da Sociedade Gestora; ii) Entidades cujos direitos de voto sejam pertencentes, em percentagem igual ou superior a 20%, à Sociedade Gestora
ou a uma entidade que, directa ou indirectamente, domine a Sociedade Gestora, ou por entidades dominadas, directa ou indirectamente, pela Sociedade Gestora;
iii) Membros do órgão de administração ou de direcção ou do conselho geral da Sociedade Gestora ou de entidade que, directa ou indirectamente, a domine;
iv) Entidades cujos direitos de voto sejam pertencentes, em percentagem igual ou superior a 20%, a um ou mais membros do órgão de administração ou de direcção ou do conselho geral da Sociedade Gestora ou de entidade que, directa ou indirectamente, a domine;
v) Entidades de cujos órgãos de administração ou de direcção ou de cujo conselho geral façam parte um ou mais administradores ou directores ou membros do conselho geral da Sociedade Gestora;
b) O arrendamento ou outras formas de exploração onerosa de imóveis do FUNDO que tenham como contraparte as entidades referidas na alínea a) supra.
8. O FUNDO não poderá contrair financiamento em montante global superior a 75% do valor do seu activo. Artigo 9º - Valorização das Unidades de Participação e dos Activos
1. O valor das Unidades de Participação é calculado mensalmente e determina-se pelo quociente entre o valor líquido global do FUNDO e o número de Unidades de Participação em circulação. O valor líquido global do FUNDO é apurado deduzindo, à soma dos valores que o integram, o montante de comissões e encargos devidos até ao momento da valorização da carteira. 2. O valor das Unidades de Participação será calculado reportado às dezoito horas do último dia do mês respectivo, pela
Sociedade Gestora, utilizando para o efeito a última cotação conhecida e divulgada a essa hora.
3. As aquisições de bens imóveis para o FUNDO, e as respectivas alienações, devem ser precedidas dos pareceres de, pelo menos, dois peritos avaliadores.
4. Os imóveis devem ser avaliados por dois peritos avaliadores, com uma periodicidade mínima bianual, previamente a aumentos ou reduções de capital do FUNDO e sempre que ocorra uma alteração significativa do seu valor, não podendo o valor considerado ser superior à média simples das avaliações periciais.
5. A execução de projectos de construção está igualmente sujeita a prévia avaliação por dois peritos avaliadores, por forma a assegurar que o investimento não ultrapasse o valor venal dos imóveis a construir.
6. As valorizações dos activos do FUNDO devem observar a legislação e regulamentos aplicáveis, nomeadamente a observação das seguintes regras de valorimetria:
a) Os imóveis acabados devem ser valorizados no intervalo compreendido entre o respectivo valor de aquisição e a média simples do valor atribuído pelos respectivos peritos avaliadores nas avaliações efectuadas;
b) Os imóveis adquiridos em regime de compropriedade são inscritos no activo do FUNDO na proporção da parte por este adquirida, respeitando a regra constante da alínea anterior;
c) Os imóveis adquiridos em regime de permuta devem ser avaliados no activo do FUNDO pelo seu valor de mercado, devendo a responsabilidade decorrente da contrapartida respectiva, inscrita no passivo do FUNDO, ser registada ao preço de custo ou de construção;
d) Os projectos de construção devem ser reavaliados no activo do FUNDO, e o seu valor periodicamente ajustado pela Sociedade Gestora na proporção do grau de acabamento desses projectos, tendo em consideração os investimentos e os trabalhos que forem sendo realizados;
e) A contribuição dos imóveis adquiridos nos termos da alínea c) para efeitos do cumprimento dos limites previstos na lei, deve ser aferida pela diferença entre o valor inscrito no activo e aquele que figura no passivo;
f) As unidades de participação de fundos de investimento são avaliadas ao último valor divulgado ao mercado pela Sociedade Gestora, excepto no caso de unidades de participação admitidas à negociação em mercado regulamentado às quais se aplica o disposto na alínea seguinte;
Os restantes valores mobiliários são avaliados ao preço de fecho do mercado mais representativo e com maior liquidez onde os valores se encontrem admitidos à negociação, ou na sua falta, de acordo com o disposto no regime jurídico dos fundos e sociedades de capital de risco;
g) Os activos denominados em moeda estrangeira serão valorizados diariamente utilizando o câmbio indicativo divulgado pelo Banco de Portugal, com excepção para aqueles cujas divisas não se encontrem cotadas, caso em que se utilizarão os câmbios obtidos ao meio-dia de Lisboa, através da consulta dos sistemas de informação internacionalmente reconhecidos.
Artigo 10º - Comissões e Encargos a suportar pelo FUNDO
1. Sem prejuízo de outros direitos que lhe sejam atribuídos pela lei ou por este Regulamento, a Sociedade Gestora tem direito a cobrar mensal e postecipadamente uma comissão de gestão calculada sobre o valor líquido global do FUNDO antes de comissões,apurado com referência ao último dia de cada mês a suportar pelo FUNDO e destinada a cobrir todas as despesas de gestão. Entende-se por valor líquido global do FUNDO antes de comissões, o total das aplicações, mais os juros e rendas a receber, mais outros activos e menos os empréstimos, os juros a pagar, a retenção de imposto sobre rendimentos prediais e outros passivos. O cálculo desta comissão será feito de acordo com a seguinte tabela de aplicação parcelar (as taxas indicadas correspondem as Taxas anuais ou Anuidades). Os débitos da comissão de gestão serão efectuados numa base mensal - correspondentes a duodécimos daquela base anual - com um valor mínimo de 4.000 € por mês, aplicando-se, ainda, taxas marginais para as parcelas referidas:
Para os primeiros Euros 10 milhões, uma taxa anual de 0,40%,
Para entre Euros 10 milhões e Euros 20 milhões, uma taxa anual de 0,20%, Para entre Euros 20 milhões e Euros 30 milhões, uma taxa anual de 0,15%, Para entre Euros 30 milhões e Euros 40 milhões, uma taxa anual de 0,10%, Para mais de Euros 40 milhões, uma taxa anual de 0,05%.
2. Sem prejuízo de outros direitos que lhe sejam atribuídos pela lei ou por este Regulamento, o Depositário tem direito a cobrar do FUNDO, pelos seus serviços, uma comissão de 0.05% ao ano, a qual será debitada numa base mensal (duodécimos) e postecipadamente, com um mínimo de 1.000 € por Mês, calculada sobre o valor líquido global do FUNDO, antes de comissões, apurado com referência ao último dia de cada mês.
3. Para além das comissões de gestão e de depósito, constituirão encargos do FUNDO os seguintes:
a) Despesas com a elaboração de projectos, fiscalização de obras, obtenção de licenças, realização de concursos, prestação de garantias relativas à execução de obras e ainda outros custos inerentes à promoção imobiliária e à construção;
b) Despesas com actos notariais e de registo da responsabilidade do FUNDO; c) Impostos ou taxas devidos pelo FUNDO;
d) Comissões de mediação imobiliária, desde que respeitantes a transacções de imóveis concretizadas para o FUNDO; e) Taxas de esgoto e de lixo ou outras taxas camarárias, encargos com telefones, electricidade, água, gás e eventuais
indemnizações a arrendatários dos imóveis do FUNDO; f) Taxa de supervisão devida à CMVM;
g) Despesas com obras de manutenção, conservação e benfeitorias realizadas nos bens do FUNDO, incluindo as taxas e impostos que sejam devidas por força da realização de tais obras;
h) Seguros dos imóveis, despesas de condomínio, serviços de vigilância e segurança, quando estas despesas não sejam transferidas para os arrendatários;
i) Custas judiciais relativas a processos em que o FUNDO seja parte, bem como as despesas com honorários de advogados e solicitadores;
j) Despesas referentes a avaliações e consultoria imobiliária realizadas por conta do FUNDO que tenham por objecto activos da sua carteira ou imóveis que pretenda adquirir, caso a transacção se tiver concretizado;
k) Publicações obrigatórias realizadas por conta do FUNDO e acções de publicidade por este promovidas; l) Despesas realizadas com auditorias e certificações legais de contas, se legalmente exigidas;
m) Quaisquer outros encargos directamente conexos com os activos do FUNDO e que em condições normais devam ser suportados pelo respectivo proprietário e os regulamentos da CMVM não o impeçam.
Artigo 11º- Política de Rendimentos do FUNDO
O FUNDO adopta uma política de distribuição anual e parcial de rendimentos, devendo a percentagem de distribuição dos rendimentos ser fixada anualmente em Assembleia de Participantes.
CAPÍTULO III
Unidades de Participação, Condições de Subscrição e Negociação Artigo 12º- Características gerais das Unidades de Participação
1. As Unidades de Participação têm um valor inicial de subscrição de 1000 (mil) Euros cada uma, sendo fraccionadas à quarta casa decimal.
2. É adoptado o sistema de desmaterialização das Unidades de Participação, as quais revestem assim a forma escritural, sendo registadas em contas abertas no Depositário em nome dos respectivos titulares.
3. O FUNDO tem Unidades de Participação de Categoria A e de Categoria B que conferem aos seus titulares os mesmos direitos e obrigações, com excepção dos previstos nos n.ºs 5 e 6 do presente artigo.
4 As Unidades de Participação de Categoria A só poderão ser subscritas pela Associação Nacional das Farmácias e pela Farmindústria – Investimentos, Participações e Gestão, S.A. e as Unidades de Participação de Categoria B só poderão ser subscritas pela Associação Nacional das Farmácias, pela Farmindústria – Investimentos, Participações e Gestão, S.A., pelos Associados da Associação Nacional das Farmácias, pelas Cooperativas de Farmacêuticos, pelo MONAF – Montepio Nacional das Farmácias e por sociedades directa ou indirectamente dominadas pela Associação Nacional das Farmácias.
5. À totalidade das Unidades de Participação emitidas corresponderão sempre 100.000 votos, dos quais 75.000 corresponderão ao conjunto das Unidades de Participação da Categoria A e 25.000 ao conjunto das Unidades de Participação da Categoria B. A cada Unidade de Participação caberá o número de votos ou, sendo o caso, a parte de um voto, igual ao produto da divisão do número de votos que corresponde à Categoria a que a Unidade de Participação em causa pertence, pelo número de Unidades da Participação dessa Categoria.
6. As Unidades de Participação de Categoria A podem ser convertidas, irreversivelmente, em Unidades de Participação de Categoria B, mediante pedido expresso dos respectivos titulares.
Artigo 13º- Aquisição da Qualidade de Participante
1. Após a verificação da capacidade de subscrição pela Sociedade Gestora, a qualidade de Participante é confirmada pelo Depositário mediante a aceitação de um Boletim de Subscrição assinado pelo interessado, o qual deve conter os seguintes elementos:
b) Indicação do montante da subscrição ou aquisição e do número de unidades subscritas ou a adquirir;
c) Quando aplicável, indicação dos imóveis que constituem a entrada em espécie para efeitos da sua subscrição; d) Menção sobre o risco inerente ao investimento proposto ao subscritor;
e) Declaração de aceitação das disposições deste Regulamento.
2. A aceitação pelo Depositário implica o pagamento ou, no caso de subscrição através de entradas em espécie, a transmissão para o FUNDO dos imóveis em causa, pelo subscritor, do montante subscrito, sem o que a subscrição ficará sem efeito. A qualidade de Participante considera-se adquirida na data da liquidação financeira da subscrição ou, no caso de subscrição através de entradas em espécie, na data da transmissão para o FUNDO dos imóveis em causa.
Artigo 14º- Condições de Subscrição e de Resgate
1. As entradas para efeitos da subscrição da totalidade do capital inicial do FUNDO deverão ocorrer no prazo de 60 dias após a notificação de autorização da CMVM, podendo tal prazo ser prorrogado, com prévia autorização da CMVM, por períodos sucessivos de 60 dias, até um máximo de 180 dias. A liquidação financeira das referidas entradas será efectuada no dia útil seguinte ao termo do referido prazo ou, sendo o caso, da última das suas prorrogações.
2. O valor mínimo de subscrição inicial de Unidades de Participação é de € 15.000 por subscritor. 3. Não será cobrada comissão de subscrição aos subscritores do FUNDO.
4. A subscrição de Unidades de Participação confere à Sociedade Gestora os poderes necessários para realizar os actos de administração do FUNDO.
5. No caso de se verificar uma prorrogação do FUNDO, os Participantes que, na respectiva Assembleia Geral de Participantes, tenham votado contra essa prorrogação e que não queiram manter a titularidade das suas Unidades de Participação poderão solicitar o reembolso das suas Unidades de Participação.
6. As Unidades de Participação não serão admitidas à negociação em Bolsa de Valores. Artigo 15º - Restrições à Oneração e Transmissão de Unidades de Participação
Poderão ser aplicáveis condições à oneração e transmissão das Unidades de Participação de Categoria B.
CAPÍTULO IV
Direitos e Obrigações dos Participantes Artigo 16º - Direitos dos Participantes
1. Aos Participantes do FUNDO são conferidos, designadamente, os seguintes direitos:
a) Titularidade da quota-parte do património do FUNDO correspondente ao número de Unidades de Participação que possuírem;
b) Acesso à informação sobre o FUNDO, designadamente, informação periódica e detalhada relativa ao património e às operações realizadas pelo FUNDO, documentos de prestação de contas do FUNDO, a qual deverá para esse efeito encontrar-se disponível na Sociedade Gestora e no Depositário;
c) Reembolso do valor correspondente às Unidades de Participação de que sejam titulares no momento da liquidação ou de prorrogação do FUNDO;
d) Participar e votar nas reuniões da Assembleia de Participantes.
2. Em caso de prorrogação do FUNDO, o pedido de reembolso das Unidades de Participação deverá ser apresentado ao Depositário no prazo de (30) dias contado a partir da data de realização da Assembleia de Participantes em que haja sido deliberada a prorrogação.
3. Para satisfação dos pedidos de reembolso apresentados nos termos do número anterior, o valor das Unidades de Participação será o mais recente valor calculado em obediência ao disposto nos n.ºs 1 e 2 do Artigo 8.º do presente Regulamento de Gestão.
Artigo 17º - Titularidade do FUNDO e Autonomia do Património
1. O FUNDO pertence à pluralidade dos titulares de Unidades de Participação que estejam em circulação no regime especial de comunhão regulado pelo Decreto-Lei n.º 60/2002 de 20 de Março (“Regime Jurídico dos Fundos de Investimento Imobiliário”). 2. O património do FUNDO é autónomo, não respondendo pelas dívidas dos Participantes ou da Sociedade Gestora.
Artigo 18º - Assembleia de Participantes
1. Têm direito a participar nas reuniões da Assembleia de Participantes todos os detentores de Unidades de Participação do FUNDO, cabendo a cada um deles o número de votos correspondente às Unidades de Participação de que for titular e estabelecidos nos termos do n.º 5 do Artigo 11.º supra.
2. Compete à Sociedade Gestora a convocação das reuniões da Assembleia de Participantes e a distribuição da respectiva ordem de trabalhos, por carta registada e com aviso de recepção, remetida com antecedência mínima de (15) dias.
3. Em primeira convocatória, a Assembleia de Participantes poderá deliberar desde que estejam presentes ou representados Participantes que detenham pelo menos 2/3 das Unidades de Participação do FUNDO. Em segunda convocatória, a Assembleia de Participantes deliberará qualquer que seja o número de Unidades de Participação representado.
4. As deliberações serão tomadas por maioria simples de votos dos detentores de Unidades de Participação que estejam presentes ou representados na reunião.
5. Compete à Assembleia de Participantes deliberar sobre as seguintes matérias: a) Modificação substancial da política de investimentos do FUNDO; b) Modificação da política de distribuição de resultados do FUNDO; c) Aumento e redução do capital do FUNDO;
d) Prorrogação da duração do FUNDO; e) Substituição da Sociedade Gestora;
f) Liquidação do FUNDO, nos termos previstos na lei; g) Alteração das comissões de gestão e de depósito.
6. No que não se encontrar expressamente previsto no presente Regulamento, aplicar-se-á subsidiariamente a lei e regulamentação aplicável aos Fundos de Investimento Imobiliários e, no que respeita às regras de convocação e funcionamento da Assembleia de Participantes o disposto na lei para as sociedades anónimas.
CAPÍTULO V Divulgação de Informação Artigo 19º - Divulgação da Carteira de Aplicações do FUNDO
Valor das Unidades de Participação
1. A Sociedade Gestora procede à divulgação do valor mensal das Unidades de Participação no sistema de difusão de informação da CMVM, e nas suas instalações a quem o solicitar.
2. O valor de cada Unidade de Participação de Categoria A e de Categoria B será divulgado mensalmente, com referência ao último dia de cada mês, excepto se existir uma variação superior a 3% em relação à última publicação, caso em que o novo valor será objecto de divulgação no Sistema de Difusão de Informação da CMVM, no primeiro dia útil posterior àquele em que essa variação se verificou.
Consulta da carteira do FUNDO
A Sociedade Gestora divulgará mensalmente, no Sistema de Difusão de Informação da CMVM, a discriminação dos valores que integram o FUNDO, bem como o respectivo valor líquido global e o número de Unidades de Participação em circulação, de harmonia com as normas emitidas pela CMVM.
Documentação do FUNDO
1. Toda a documentação relativa ao FUNDO poderá ser solicitada junto da Sociedade Gestora, bem como aos balcões do Banco Depositário.
2. A Sociedade Gestora publicará um aviso no Sistema de Difusão de Informação da CMVM, informando que se encontram à disposição dos Participantes os Relatórios Anual e Semestral do FUNDO e o respectivo relatório do Revisor Oficial de Contas do FUNDO, os quais poderão ser enviados ao Participante sem quaisquer encargos.
CAPÍTULO VI Contas do FUNDO Artigo 20º - Relatório e Contas
Nos termos e para os efeitos do n.º 1 do Artigo 32.º do RJFII, o Relatório e Contas do FUNDO e o respectivo relatório do Revisor Oficial de Contas do FUNDO serão publicados e enviados à CMVM no prazo de 3 meses contados do termo do exercício anterior, tratando-se do Relatório Anual.
Artigo 21º - Determinação e Afectação dos Resultados
Os resultados do FUNDO são determinados deduzindo aos rendimentos líquidos gerados pelos seus activos os encargos em que este incorre, nomeadamente os referidos no Artigo 9º deste Regulamento e ainda outros encargos documentados que tenham de ser incorridos no cumprimento das obrigações legais.
CAPÍTULO VII Liquidação do FUNDO Artigo 22º - Liquidação e Partilha do FUNDO
1. Os Participantes do FUNDO podem exigir a liquidação deste, mediante deliberação da Assembleia de Participantes, devendo essa deliberação ser comunicada à CMVM.
3. A liquidação e partilha do FUNDO implicam que a Sociedade Gestora aliene os activos e satisfaça os passivos, sendo o saldo dessas operações distribuído pelos Participantes, através do Depositário, observando-se neste caso o disposto no Artigo 15º deste Regulamento.
CAPÍTULO VIII Regime Fiscal Artigo 23º- Regime Fiscal Aplicável ao FUNDO
Rendimentos prediais: os rendimentos prediais são tributados autonomamente, à taxa de 20%, que incide sobre os rendimentos líquidos de encargos de conservação e manutenção efectivamente suportados e devidamente documentados. Mais-valias prediais: as mais-valias prediais são tributadas autonomamente, à taxa de 25%, que incide sobre 50% da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias realizadas, apuradas de acordo com o Código do IRS.
Outros rendimentos:
Rendimentos obtidos em território português que não sejam qualificados como mais-valias: Os rendimentos obtidos em
território português, que não sejam considerados mais-valias são tributados autonomamente:
i. por retenção na fonte como se de pessoas singulares residentes em território português se tratasse. Por força desta regra, os juros das obrigações, dos depósitos bancários e os dividendos são tributados por retenção à taxa de 21,5%;
ii. às taxas de retenção na fonte e sobre o montante a ela sujeito, se tratasse, quando tal retenção na fonte, sendo devida, não for efectuada pela entidade a quem compete;
iii. à taxa de 25% sobre o respectivo valor liquido obtido em cada ano, no caso de rendimentos não sujeitos a retenção na fonte.
Rendimentos obtidos fora do território português que não sejam qualificados como mais-valias: Os rendimentos obtidos fora do
território português provenientes de títulos de dívida e de fundos de investimento e os lucros distribuídos são tributados autonomamente à taxa de 20%.
Outros rendimentos obtidos fora do território português são tributados autonomamente à taxa de 25% sobre o respectivo valor liquido em cada ano.
Rendimentos obtidos em território português ou fora dele, qualificados como mais-valias: O saldo positivo entre as mais-valias
e as menos-valias é tributado autonomamente à taxa de 10%. O saldo positivo respeitante a alienações onerosas de partes sociais e outros valores mobiliários referentes a micro e pequenas empresas não cotadas no mercado regulamentado ou não regulamentado da bolsa é tributado em apenas 50% do seu valor.
IMI e IMT: Os fundos de investimento imobiliário mistos ou fechados de subscrição particular encontram-se sujeitos às taxas gerais de IMI e de IMT em vigor.
Artigo 24º- Regime Fiscal dos Participantes Imposto Sobre os Rendimentos
Participantes residentes em território português
Os rendimentos respeitantes a unidades de participação obtidos por sujeitos passivos de IRS fora do âmbito de uma actividade comercial, industrial ou agrícola estão isentos de IRS, podendo, no entanto, ser englobados.
Os rendimentos respeitantes a unidades de participação obtidos por sujeitos passivos de IRC ou por sujeitos passivos de IRS no âmbito de uma actividade comercial, industrial ou agrícola não estão sujeitos a retenção na fonte, sendo considerados como proveitos ou ganhos para efeitos do apuramento do rendimento ou lucro tributável.
Os participantes que obrigatoriamente ou por opção englobem os rendimentos:
- beneficiam de um crédito de imposto relativo ao imposto suportado pelo fundo (por retenção ou tributação autónoma); - beneficiam de uma dedução de 50% dos lucros de sociedades residentes em Portugal auferidos pelo fundo.
As entidades isentas de IRC não obrigadas a apresentar declaração de rendimentos têm direito à restituição do imposto pago pelo ou retido ao fundo.
Participantes não residentes em território português
Os rendimentos respeitantes a unidades de participação estão isentos de IRS e de IRC. Transmissão a título oneroso
As mais-valias na alienação de unidades de participação estão sujeitas a IRS. Nos termos gerais, o imposto incide sobre o saldo positivo anual entre as mais-valias e as menos-valias obtidas na alienação a título oneroso de valores mobiliários e apuradas noutros instrumentos financeiros. No apuramento daquele saldo não relevam, no caso de residentes, as perdas apuradas quando a contraparte da operação estiver sujeita no país, território ou região de domicílio a um regime fiscal claramente mais favorável, constante da lista aprovada pela Portaria n.º 150/2004, de 13 de Fevereiro. A taxa aplicável é 20%. Esta taxa é liberatória salvo opção pelo englobamento no caso de residentes.
As mais-valias obrtidas por pessoas colectivas residentes em Portugal para efeitos de IRC ou não residentes com estabelecimento estável situado em território português ao qual os rendimentos sejam imputáveis concorrem para a formação do lucro tributável e estão sujeitas a IRC à taxa de 12,5% para matéria colectável até € 12.500 e a 25% para o remanescente. Pode ainda acrescer derrama municipal, que pode atingir 1,5% do lucro tributável, e derrama estadual, aplicável à taxa de 2,5% sobre a parte do lucro tributável superior a € 2.000.000.
As mais-valias obtidas por não residentes estão sujeita a IRC à taxa de 25%.
Os não residentes (desde que não residentes em países, territórios e regiões previstos na Portaria n.º 150/2004, de 13 de Fevereiro) beneficiam de uma isenção de IRS ou IRC relativamente às mais-valias realizadas com a transmissão onerosa de partes sociais, outros valores mobiliários, warrants autónomos emitidos por entidades residentes em território português e negociados em mercados regulamentados de bolsa e instrumentos financeiros derivados celebrados em mercados regulamentados de bolsa. A isenção não é aplicável no caso de pessoas colectivas não residentes detidas, directa ou indirectamente, em mais de 25% por residentes. A Lei do Orçamento do Estado prevê uma limitação adicional à aplicabilidade da isenção, prevendo que, a partir de 1 de Janeiro de 2011, a mesma não será aplicável no caso de entidades que sejam domiciliadas em país, território ou região com o qual não esteja em vigor um acordo de dupla tributação ou um acordo sobe a troca de informações em matéria fiscal.
Nos termos dos acordos de dupla tributação celebrados por Portugal, o Estado Português está geralmente limitado na sua competência para tributar estes rendimentos, mas esse tratamento fiscal convencional deve ser aferido casuisticamente. Transmissão a título gratuito
Não são sujeitas a Imposto do Selo as transmissões a título gratuito de unidades de participação em fundos de investimento. As pessoas colectivas residentes em Portugal para efeitos de IRC ou não residentes com estabelecimento estável situado em território português ao qual os rendimentos sejam imputáveis não estão sujeitas a Imposto do Selo nas aquisições das unidades de participação a título gratuito. No entanto, as variações patrimoniais positivas daí decorrentes concorrem para a formação do lucro tributável e estão sujeitas a IRC à taxa de 12,5% para matéria colectável até € 12.500 e a 25% para o remanescente. Pode ainda acrescer derrama municipal, que pode atingir 1,5% do lucro tributável, e derrama estadual, aplicável à taxa de 2,5% sobre a parte do lucro tributável superior a € 2.000.000.
A aquisição de unidades de participação em fundos de investimento a título gratuito por entidades não residentes está sujeita a IRC à taxa de 25%. Nos termos dos acordos de dupla tributação celebrados por Portugal, o Estado Português está geralmente limitado na sua competência para tributar estes rendimentos, mas esse tratamento fiscal convencional deve ser aferido casuisticamente.
Nota: A descrição do regime fiscal na esfera do FUNDO e dos seus participantes acima efectuada, não dispensa a consulta
da legislação em vigor sobre a matéria nem constitui garantia de que tal informação se mantenha inalterada.
Artigo 25º - Foro Competente
Para as questões emergentes da execução ou interpretação deste Regulamento, bem como dos actos de gestão pelo mesmo enquadrados, é competente o Tribunal da Comarca de Lisboa, com expressa renúncia a qualquer outro.
Anexo I – Mapa A