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Resumo de Comercial - 3º Bimestre (Dafne)

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Academic year: 2021

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Direito Comercial I - 3º Bimestre

CONTABILIDADE X ESCRITURAÇÃO:

Contabilidade é a disciplina que estuda as funções do calculo e do registro colocando em evidencia atos e fatos administrativos. Escrituração é a representação gráfica dos fatos administrativos e dos efeitos que eles produzem sobre o patrimônio. Em outras palavras, é o conjunto dos lançamentos contábeis, a anotação de todo ato ou fato administrativo que gere uma alteração patrimonial ou financeira do empresário.

O lançamento deve ter os seguintes requisitos: Data, histórico, valor, conta creditada e conta debitada.

O balanço segue essa mesma sistemática é um lançamento anual sintético , representa um ativo e um passivo, que devem ser iguais.

O MÉTODO DA ESCRITURAÇÃO se fixou na pratica como fruto dos usos e costumes mercantis (a lei não estabelece o método). Ele foi estruturado na idade media por um frade franciscano chamado Dom Pacioli o método é chamado de "partida dobrada".  O método da partida dobrada se sintetiza em máximas:

1. Exige a cada lançamento que se identifique a conta debitada e a conta creditada simultaneamente (lançamentos simultâneos).

2. A todo credito corresponde a um debito, a soma dos débitos é a soma dos créditos, essa ligação deve ser imediata. 3. A forma mais comum de representar são os extratos bancário.

4. GARANTE MAIOR CONTROLE SOBRE OS LANÇAMENTOS (consulta retrospectiva) e VERIFICAÇÃO e INFORMAÇÃO SIMULTANEA.

Esse método da partida dobrada evoluiu do método da partida simples (anotação para os figurantes de uma relação) e do método da partida dupla (duas anotações mas sem a vinculação ou reciprocidade do método da partida dobrada). REQUISITOS DA ESCRITURAÇÃO:

1. Positivos:

a. Feita em língua nacional, em moeda nacional.

b. Deve observar a clareza e a individualidade aos lançamentos (especificidade). c. Manter ordem cronológica de dia, mês e ano (requisito fundamental). 2. Negativos: não ter

a. Rasuras, borrões, espaços em branco, entrelinhas, remissões ou anotações marginais. Qualquer erro na escrituração deve ser corrigido por um outro lançamento. O fato de haver alguns erros não o desmerece completamente, deve-se usar o bom senso e a razoabilidade.

Os livros abrigam a escrituração, são o instrumento de manutenção da escrituração. 1. Obrigatórios: Os empresários devem ter os livros que a lei exige

a. Comum é aquele que todo e qualquer empresário deve possuir indistintamente. Ex: registro de duplicata, titulo de credito emitido por aqueles que vendem a prazo superior a 30 dias, a duplicata é titulo causal, exige uma causa certa.

b. Especiais: decorrem da vinculação à determinada atividade ou relação jurídica. Ex: se exige determinados livros apenas para sociedade anônima.

2. Facultativos: não obrigatório, o empresário por uma necessidade própria de organização pessoal ou estrutura individual pode ter tantos livros quanto ele quiser, que não sejam os obrigatórios. Ex: livro razão (rascunho pro diário), livro caixa, livro de conta corrente, livro contas a pagar e contas a receber.

Requisitos dos livros: extrínsecos e intrínsecos.

1. Extrínsecos: requisitos externos, encadernação, numeração, termo de abertura e encerramento e autenticação. 2. Intrínseco: requisitos internos, contem a escrituração, com todos os requisitos positivos e negativos desta. PRIVACIDADE DOS LIVROS: Art. 1190

Em princípios esses livros são invioláveis, assim, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei (Regra geral)

Ressalvados os casos previstos em lei (Exceção).

EFICÁCIA PROBATÓRIA DOS LIVROS MERCANTIS: Art. 226 do CC, nos Art. 378 e 379 do CPC e no Art. 23 do C. comercial.

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 É uma exceção do principio do sigilo.  Todos os meios lícitos são meios de prova.  O juiz não está adstrito ao laudo da pericia.

 A prova dos atos e relações obrigacionais não observa uma disciplina hierárquica.Nenhuma tem maior peso que a outra, todas tem o objetivo de persuadir o julgador que irá formar sua convicção no livre exame das provas

 Os livros tem força probatória relativa, é possível fazer prova contra os registros do livro, feita pelo próprio titular, inclusive. Art. 23 do Código Comercial: dizia o livro faz prova faz prova plena (auto-suficiente, embora relativa) contra:

1. Proprietário (próprio titular)

2. comerciante: em litígios entre dois comerciante só o livro não é suficiente, são necessários documentos relativos a aquela obrigação e a expedição de avisos delas decorrentes (Ex: remessa da duplicada, do boleto bancários)

a. A obrigação entre eles pode ser observada no livro de um e outro, os dois livros podem ser examinados. 3. não comerciante: o livro não substitui a prova da relação (sozinho não é elemento suficiente). Pode o livro servir de

elemento subsidiário para suprir eventualmente um elemento necessário.

Art. 379 e 378 do CPC: Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos(sem novidades aqui). Os livros

comerciais, que preencham os requisitos exigidos por lei, provam também a favor do seu autor no litígio entre comerciantes.A escrituração contábil é indivisível: se dos fatos que resultam dos lançamentos, uns são favoráveis ao interesse de seu autor e outros lhe são contrários, ambos serão considerados em conjunto como unidade.

 Com relação ao litígio entre comerciante e não comerciante: o código não afirma nada, de forma que também se alterou a disciplina que o código comercial revogado dava a matéria.

Art. 226 do CC: Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios.

 Os livros não suprem prova certa, a prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública ou escrito particular revestido de requisitos especiais.

EXIBIÇÃO DOS LIVROS MERCANTIS: nos Art. 1090 do CC e 1091 e seu parágrafo primeiro.

Exibição integral: O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração

 quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência. (Art. 1.191 CC)

1. as hipóteses são especificas (apenas as elencadas em lei) mas seu objeto é bastante amplo, é possível o exame não só aos livros mas todo e qualquer papel.

Exibição parcial: O juiz que conhecer de  medida cautelar ou de ação pode,  a requerimento ou de ofício,

 ordenar que os livros de qualquer das partes sejam examinados para deles se extrair o que interessar à questão.(§1) 1. as hipóteses que autorizam a exibição são amplíssimas mas o objeto é restrito: só o necessário para à elucidação da

questão discutida, ponto controvertido ou do problema a ser elucidado.

A exibição pode ser por inteiro (integral) ou parcial, a integral cabe apenas nas hipóteses expressamente destacadas na lei e a exibição parcial se justifica apenas como prova em processo judicial ou em medida cautelar, sempre restrita à elucidação apenas da questão discutida, ponto controvertido ou do problema a ser elucidado.

Exibição voluntária o devedor dessa obrigação espontaneamente atende o direito do credor da obrigação.

Exibição forçada: há resistência do devedor, nesse caso o credor deverá se valer de uma ação para alcançar o resultado que o devedor resistiu ou que se recusou a atender espontaneamente.

EXIBIÇÃO POR INTEIRO OU INTEGRAL DOS LIVRO MERCANTIS: Hipóteses que autorizam a exibição por inteiro:

1. Sucessão: a partir do momento que se assume o ativo e passivo de outra pessoa a ele é permitido o esclarecimento. 2. Falência: Se um empresário vem a falir todos os que estão envolvidos tem interesse de saber o que ocorreu e por isso tem

direito tem direito a examinar os livros e papeis do falido.

3. Administração de bens de terceiros: , assume-se o interesse de outrem com consentimento deste, ocorre por um ato voluntário de entregar a outrem a administração de interesse e direito.

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4. Gestão por conta de outrem: ocorre em situações anômalas, assume-se o interesse de outrem sem que este consinta.Ex: ausência temporária de alguém.

5. Questões de comunhão há uma parte ideal devida mas não o conteúdo da parte, há fusão de debito e crédito. Ex: comunhão universa de bens no casamento.

6. Sociedade: surge quando duas ou mais pessoas se juntam para atingir um resultado(há definição de cota de cada um).  Para os romanos eram chamadas de sociedades em consideração das pessoas (se formam em razão do sentimento de

se associar) assim, quando um sócio sai os demais tem preferência na aquisição de sua parte para preservar o relacionamento entre os sócios.

 Na distribuição dos lucro quem correu mais risco recebe a parte correspondente, mas todos os sócios são

comprometidos com o objetivos da sociedade.Assim, todos tem o mesmo direito de saber informações não importando sua posição.

 Esse direito é outorgado pela lei de uma forma incondicional (plena) a lei exige que a pessoa integre a relação em questão, basta ser sócio para, como tal, ter direito ao exame dos papeis e livros da sociedade a que se pertence. Exibição nas sociedades anônimas (Art.105 Lei 6.404 de 1975)

Art. 105. A exibição por inteiro dos livros da companhia (sociedade anônima) pode ser ordenada judicialmente sempre que, a requerimento de acionistas (sócios ou grupos de sócios) que representem, pelo menos, 5% do capital social, sejam apontados atos violadores da lei ou do estatuto, ou haja fundada suspeita de graves irregularidades praticadas por qualquer dos órgãos da companhia (gestão fraudulenta pelos órgãos).

Diferença das hipóteses do Art. 1191: Nas demais sociedades, o direito é deferido de forma incondicional, basta ao interessado integrar uma das relações jurídicas indicadas pela lei, é cabível a exibição por inteiro exigindo-se nada alem da qualidade de sócio, não há necessidade de justificar.

Motivo da diferença: Essa é uma sociedade de capital, o elemento mais relevante é o capital (permite a assunção de riscos sem que se comprometa o grande investimento de poucas pessoas, uma forma de socialização do risco do

empreendimento).

INSTRUMENTOS JUDICIAIS QUE VIABILIZAM A EXIBIÇÃO, disciplina processual: (Art. 798 e seguintes do CPC)

Na doutrina há classificação entre cautelares: Diante da situação deve se optar por um ou outro de acordo com os interesses. 1. Satisfativas: são exaurientes, não dependem de outro processo, atendem integralmente o direito da parte. Tem caráter

permanente, se posteriormente se demonstrar imprópria admite recomposição mas não retorno a situação anterior, uma vez obtida, a pretensão é satisfeita por inteiro.Ex: ações executórias e ações demolitórias.

2. Comuns: todas menos as satisfativas, são sempre acessórias de uma ação principal, visam resguardar , conservar e preservar direitos que serão objetos de uma ação principal. Ex: preservar depoimento de testemunha doente.

 Se justificam para antecipar uma prova que em geral é feita no processo principal.

 Toda vez que se admitir uma cautelar comum deve admitir o "fumus boni iuris" (fumaça de bom direito) e "periculum in mora" (perigo de dano), ou seja, razoabilidade e verossimilhança alem de perigo de dano.

Satisfativas Comuns

1. Não dependem de requisito especial 2. Independe de outro processo.

3. Atendem integralmente o direito da parte

1. Possuem requisitos (fumaça de bom direito e perigo de dano) 2. É acessório a uma ação principal.

3. Visa resguardar, conservar e preservar direitos que serão objeto de uma ação principal

OBSERVAÇÕES:

Se o livro estiver na posse de terceiro e houver recusa na apresentação ele pode ser objeto de busca e apreensão.Se a parte contraria se recusa a apresentar o livro que interessa ao seu adversário em processo: a solução é a presunção

de veracidade, presume-se me favor dele tudo o que ele queria provar com o exame dos livros, essa presunção é relativa, que deve ser examinada com os demais elementos dos autos.

Antigamente havia duas outras sanções (que hoje inexistem)

1. juramento supletório, a parte deveria depor para dizer o que os livros conteriam 2. prisão civil

Apresentação dos livros em branco equivale ou não a recusa? Levam a mesma conseqüência: inutilidade mas não se pode afirmar que seja a mesma coisa, ocorre entre as partes presunção de veracidade.

Exibição administrativa para atender o poder publico, toda legislação tributaria estabelece o direito dos agentes de verificarem os livros do contribuinte a fim de que se extraiam cópias.

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AUXILIARES DO EMPRESÁRIO: tratado no 1169 a 1171 do CC

O exercício da atividade empresarial divide a força de trabalho entre quem coordena e executa, o empresário necessita de colaboradores e auxiliares a fim de realizar seus objetivos.

A prestação de serviços que não esteja sujeita a CLT será regida pelo CC:

Art. 593. A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis trabalhistas ou a lei especial, reger-se-á pelas disposições deste Capítulo.

Pela Carta de preposto a empresa autoriza (delega) ao empregado a fazer algo em nome dela , o preponente é representado pelo preposto, os atos do preposto obrigam preponente.

Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas.

Dessa relação de colaboração com empresário há uma parte que interessa ao direito comercial e outra que não interessa (o aspecto trabalhista, regido pela CLT), a parte que interessa é a relação de preposição, que é mista (vinculo hibrido), composta de prestação (aspecto técnico) e de representação (agir em nome do empregador).

CLASSIFICAÇÃO DOS AUXILIARES

1. Dependente: é o auxiliar subordinado. Se divide em:

a. Interno: trabalha dentro do estabelecimento. Não há necessidade de formalização da representação, pois esta é presumida pela situação infundindo a confiança de que a pessoa prestando o serviço é efetivamente quem deveria estar executando a função.

b. Externo: trabalha fora do estabelecimento. Sempre deve portar a representação para se identificar.

2. Independentes: os prestadores autônomos contratados, portanto, prestam serviços ocasionais (não permanente) sem subordinação ao empresário. Ex: advogado liberal, que trabalha por conta própria, autônomo.

Com relação aos livros: A escrita é uma obrigação do empresário, mas em geral é feita pelo auxiliar. O empregado quando escritura os livro obriga o empregador, eventualmente, se houver dolo do empregado, o empregador pode ser ressarcido. Vinculo de alguns desses auxiliares independes: CORRETORES, LEILOEIROS E REPRESENTANTE COMERCIAL.

Corretor de mercadorias, a situação dele é peculiar pois esta profissão estava na lei de registro do comercio e a atual deixou de disciplinar essa profissão (desregulamentada).

Há varias outras regras que não veremos:

1. O corretor imobiliário somente pode ser exercida por profissionais registrados na categoria. (L6.530 de 1978 e decreto 81.871 de 1978)

2. Corretores de valores mobiliários e fundo publico (L1.965 e L6.385 de 1976)

3. Corretagem e seguros supervisionada pela SUSEPE (L4.594 de 1964 e pela lei 7.278 de 1984)

4. Havia também a profissão de corretor de navio, que foi substituído pela lei que trata da exportação portuária.

CONTRATO DE CORRETAGEM: vinculo de atuação de todo corretor, em especial dos corretores de mercadoria (Art. 722 a 729 do CC) Conceito da lei é o seguinte: vinculo eventual/esporádico, sem subordinação, negocial ou subjetiva no interesse alheio, sem representação, através do qual realiza-se aproximação de interessados ou agencia-se negocio conforme instruções, transmitindo-se tratativas, propostas e aceitações convergentes ou não, tendentes a concretização de negocio comum cuja remuneração depende exclusivamente do resultado útil e não dos trabalhos realizados.

As CARACTERÍSTICAS do contrato de corretagem são as seguintes: 1. Bilateral: direitos e obrigações recíprocas.

2. Oneroso : pressupõe remuneração.

3. Consensual: a formação do vinculo é atingida simplesmente com as declarações de vontade, não exige outras formalidades. O contrario são os contratos formais, que exigem formalidade escrita.

4. Acessório : sempre leva ou provoca um contrato principal. Ex: corretagem leva a compra e venda.

5. Aleatório : envolve risco de assumir frustração do resultado. Envolve um evento incerto que faz parte da obrigação contratada. Sem remuneração exceto se houver a obtenção do resultado útil.

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2. Contrato nominado (a lei dá nome) contratos inominados são contratos híbridos, sem disciplina especifica. 3. Eventual: não é permanente

4. Sem subordinação (não é empregado)

5. Não é representação: o corretor não age em nome nem com poderes do contratante, ele apenas se incube de encontrar um interessado, quando encontra alguém as pessoas passam a fazer o negocio entre si.

O corretor:

1. NÃO Se responsabiliza pela elaboração e execução do contrato.

2. NÃO pode comprar para si a fim de revender essa mercadoria, a fim de que ele não fuja da figura da corretagem.

3. É obrigado a observar as instruções que recebe dos interessados, não pode exceder ou infringir as instruções sob pena de indenizar

4. Deve prestar informações ao interessado, isso consta expressamente no Art. 723 do CC. A atividade do corretor não se limita a aproximação das partes, mas observar as instruções e prestar informações as partes, para não gerar contratos ineficazes ou nulos.

LEILOEIRO: Quem faz o leilão é o leiloeiro, um convite publico para compra e para a venda.

Conceito: O leilão é uma oferta publica dirigida a pessoas indeterminadas, o leiloeiro faz uma oferta e marca um dia para que essa oferta seja concretizada, antecede esse dia o período, também esclarecido, em que as pessoas podem ou possam examinar os objetos ofertados, a fim de que tenham prévia ciência a propósito do que seja, características, estado de conservação etc.

O exame prévio é cautela que se impõe pois o leilão leva a aquisição do bem nas condições da oferta

Junta comercial: A atividade do leiloeiro é supervisionada na junta comercial, o leiloeiro deve estar matriculado na junta, passando por exame de capacitação, demonstra os conhecimentos mínimos (tornando-se oficial).

 A matricula é feita na sede da junta correspondente ao território que irá trabalhar. Requisitos dos Leiloeiros: Decreto 21.981 de 1932

Nessa disciplina esta estabelecido que ele deve ter a matricula e que são requisitos ser brasileiro, estar no gozo dos direitos políticos, ter 25 anos, estar domiciliado na sede e possuir idoneidade.

Comissão: O leiloeiro recebe em comissão tanto do vendedor quanto do comprador:

1. comissão do comitente (vendedor) de 5% se os bens forem moveis e 3% se forem imóveis. 2. Também recebe do comprador 5% qualquer que seja o bem.

A doutrina distingue a natureza jurídica do vinculo com o leiloeiro segundo o proprietário ou titular da mercadoria esteja ou não presente no leilão.

Presente ao leilão o titular da coisa o vinculo é de MANDATO, pois se a pessoa esta presente e não se opõe que outrem promova algo por sua conta e em seu nome, está autorizando. Há presunção de concordância, quem autoriza está dando poderes para que essa o leiloeiro faça aquilo em seu nome.

Se o dono estiver ausente o vinculo é de COMISSÃO MERCANTIL, é um vinculo que se desenvolve em duas etapas

1ª etapa se refere ao vinculo entre o dono da mercadoria e aquele que é incumbido de vende-la (entre o comitente e o comissário) o comitente incumbe o comissário de promover um negocio de seu interesse conforme determinadas instruções, a elas o comissário está vinculado e por elas responde pelo comitente.

2ª etapa é quando o comissário vende a mercadoria a terceiro (o comprador), o comissário vende em nome próprio (ele se obriga perante o comprador), o comprador não tem vinculo com o proprietário da mercadoria e nem este tem vinculo com o comprador.

As disputas do comprador centram-se unicamente na figura do comissário, é com ele que o comprador se relaciona e resolve suas desavenças.

i. O comissário deve contas ao comitente e este pode exigir contas do comissário. Se vender por preço inferior ele responde junto ao comitente, se ele vender por preço superior deve ao comitente o preço que por ele foi estabelecido.

ii. Se a inobservância das instruções causarem dano ao comitente, o comissário está obrigado a indenizar. iii. O leiloeiro ao anunciar está prometendo e vendendo a coisa, quem lança adquire no momento o bem, o

dinheiro é objeto de prestação de contas ao titular ou comitente mas a venda foi feita naquele ato com vinculo direto com o leiloeiro.

Livros do leiloeiro: Livro de entrada, de saída, de talão (recibo que se dá a cada lançador), pode ter também o livro de conta corrente caso os envolvidos tenham relacionamento constante.

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CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL: Art. 701 do CC (contrato de agencia) e na Lei nº 4.876 de 1965

Conceito: Art. 1º como exerce representação comercial autônoma a pessoa jurídica ou física sem relação de emprego que desempenha em caráter permanente, por conta de uma ou mais pessoas a mediação para a realização de negócios mercantis agenciando pedidos ou propostas para transmiti-los aos representados, praticando ou não atos relacionados com a execução do negocio.

Ele é consensual, bilateral, oneroso e permanente (Não eventual - habitual - que persiste até sua resolução). 1. Profissional

2. Mercantil pois visa negócios mercantis

3. Sem subordinação: não gera vinculo empregatício

4. E terá exclusividade e remuneração na forma da lei e do contrato.

 Peculiaridade: o representante age permanentemente em nome do representado mas esse agir não traz poderes para que ele obrigue o representado por seu intermédio.

a. Explicação: representante não age em nome do representado no sentido de atuar o obrigando o representado, mas a fim de lhe oferecer pedidos e propostas e remetê-los ao representado, que pode aceitar ou recusar de acordo com sua vontade, quando o representado aceita concretiza-se o negocio entre os interessados.

 Esse contrato visa a ampliação de mercado. Contrato

1. Típico: tem previsão na lei.

2. Instrumental: leva a realização de negocio principal.

3. Pode ser verbal ou por escrito, assim, ele é um contrato consensual NÃO solene. A doutrina recomenda que o contrato seja feito por escrito (forma mais segura de se comprovar as condições pelas quais o contrato foi convencionado), deve ter: a) Qualificação das partes

b) Condições gerais do negocio

c) Prazo : determinado ou indeterminado.

d) Zona a que ele se refere : circunscrição, limites etc.

e) Determinar o seu objeto (pode ser de uma mercadoria ou vários produtos, mas deve ser especificado): pode ser submetido a uma escala móvel, desde que com conteúdo claro e expresso.

f) Deve trazer regras da exclusividade (houve uma inversão, a exclusividade antes não era presumida, agora no CC/02 presume-se exclusivo representante naquela zona salvo se o contrario for estabelecido)

g) Instruções que as partes julgarem úteis : O representante atua segundo as instruções ou condições estabelecidas no contrato se ele exceder ou desobedecer essas instruções ele está sujeito a indenização e até mesmo da rescisão do contrato por justa causa.

Pelo Art. 714, o contrato ganhou um espectro muito maior que a representação convencional: O representante terá direito a uma indenização correspondente aos investimentos feitos no inicio da representação se houver extinção do contrato antes que estes investimentos sejam ressarcidos (absorvidos).

Diferença com Concessionário: alem de obedecer a conjunto de regras predeterminada ele compra para revender, ele não é intermediário.

A remuneração deve ser expressamente estabelecida, em caso de omissão será resolvido pela pratica naquela zona.

Indenização do representante: deve estar expressamente estabelecida no contrato do contrario a lei traz disciplina (tanto no contrato a tempo determinado ou a prazo indeterminado).

A representação é de caráter cogente (é obrigatória, se impõe as partes), ele supre o contrato e se sobrepõe ao que eventualmente for contratado e contrarie sua disciplina, isso constitui um patamar mínimo da indenização devida,não se pode fixar no contrato uma indenização inferior a estabelecida em lei.

Regra da lei para o contrato à prazo: Art. 27, §1 e "J".

 Indeterminado : o representante fará jus a indenização não inferior a 1/12 do total da retribuição auferida durante o tempo em que exerceu a representação.

 Determinado a indenização corresponderá a media mensal até a data da rescisão multiplicada pela metade dos meses resultantes do prazo contratual.

Rescisão do contrato de representação: três hipóteses

1. Mutuo acordo: (Art. 34 da Lei 4.886) o contrato a prazo indeterminado e superior a 6 meses que for rescindido exige aviso prévio mínimo de 30 dias e indenização fixada em 1/3 das comissões dos últimos 3 meses.

2. Culpa do representante: (Art. 35 da Lei 4.886) O representante tem obrigação de indenizar, pela regra geral no CC, as perdas e danos (compostas pelos danos emergentes e lucros cessantes, devendo o representado provar que a rescisão causou

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a. desídia b. força maior.

c. falta de cumprimento de quaisquer obrigações inerentes ao contrato d. prática de atos que importem em descrédito comercial do representado; e. condenação definitiva por crime considerado infamante;

3. Culpa do representado: (Art. 36 da Lei 4.886) é devida a indenização, composta pelo aviso prévio e pelo montante estabelecido no contrato ou na lei. Aqui não há necessidade da prova do prejuízo pois há regra especifica que se constitui em prefixação dos danos decorrentes da atividade (Art. 27)

a. força maior.

b. o não-pagamento de sua comissão no prazo devido

c. a fixação abusiva de preços em relação à zona do representante, a fim de impossibilitar-lhe ação regular; d. a quebra , direta ou indireta, da exclusividade

e. redução de esfera de atividade do representante PROPRIEDADE INTELECTUAL

Conceito: emanações do pensamento (vem do intelecto), não se protege ideia, somente a expressão dela 1. Propriedade industrial Tem exploração econômica muito forte

a. Marca, modelo de utilidade, patente, segredo industrial b. Desenho industrial

c. Indicações geográficas

2. Direitos autorais:direitos dos artistas, escrito, criador da musica, software, copyright 3. Direito da personalidade: nome, imagem.

4. Sui generis: cultivares, topografia de circuitos integrados. Direito moral e patrimonial

1. Patrimonial: Relacionado à retribuição econômica da Obra, logo não estão ligados ao Autor diretamente, podendo ser alienado e transferido. Ex: Cessão dos direitos de produção da Obra.

2. Direito moral: Relacionados à criação espiritual do autor, por tal motivo são: personalíssimos, inalienáveis e intransferíveis. Ex: Direito ao Nome do Autor Vinculado a sua Obra.

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Propriedade industrial é o fruto do intelecto que tem finalidade industrial, toda criação que emana da pessoa com modo de produção industrial.

História: Surgiu no começo do renascimento, nas industrias têxteis, em que um dos artesãos inventa um tipo de tintura, não havia registro, mas somente ele poderia utilizá-la.

Proteção constitucional no direito brasileiro: Art. 5º CF XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

Privilegio temporário, é preciso registrar pra proteger por um tempo, mas não eternamente, não é infinito.  Aos autores de inventos industriais

Proteção de: propriedade industrial  Inventos industriais (patentes)

 Criações industriais (modelos de utilidade)  Marcas (marcas)

 Nome de empresa e signos distintivos: combate a concorrência desleal

Finalidade da proteção: desenvolvimento econômico e da cultura, ou seja, incentiva a produção do produto, protegendo o autor, assim, ele terá mais vontade de criar algo e explorar um objeto.

Noções gerais da proteção de Propriedade Industrial:

1. Proteção atributiva: concessão do direito mediante o registro no INPI (instituto nacional da propriedade industrial), o autor deve fazer requerimento de patente ou registro de marca, do contrario perderá o direito.

2. Principio da temporariedade: Proteção por tempo limitado da propriedade, posteriormente o direito passa a ser de domínio publico, isso ocorre pois o interesse publico deve ser maior, seja pelo interesse social e para o desenvolvimento do pais. Evita o monopólio.

3. Principio da Territorialidade: Deve ser registrada ou pateteada em cada país pois o limite da proteção é territorial. DISTINÇÕES:

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2. Patente: direito de utilização e exploração exclusiva de uma criação industrial

3. Modelo de utilidade: toda forma ou dispositivo novo obtido ou introduzido em objetos conhecidos, desde que tenham alguma funcionalidade prática e melhora a utilidade.

4. Invenção: solução técnica para um problema da natureza com a finalidade industrial, sucesso na ação ou processo de busca para inventar, criar algo distinto do existente, é uma inovação no estado da técnica.

5. Desenho industrial: Toda forma plástica ornamental de um objeto ou conjunto de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando um resultado visual novo e original na sua configuração externa e que tenha um modo de produção industrial.

6. Indicação geográfica: criação de vinculo entre a designação de origem geográfica de produtos e suas qualidades intrínsecas e particulares decorrentes daquela origem. Ex: champanhe é fruto de uma série de características do solo, clima etc. 7. Indicação de procedência: similar a indicação geográfica, porem, a circunstancia geográfica não precisa ter influencia

necessária sobre características intrínsecas. Ex: relógio suíço , produzido na suíça através de uma tecnologia própria, não há uma qualidade intrínseca, uma pessoa de outro pais pode conseguir fazer. Vinhos e espumantes do Vale dos vinhedos, couro acabado (Vale dos sinos), carne (Pampa Gaucho da campanha meridional), aguardente (Paraty).

8. Segredo de negocio: que não é objeto de criação exclusiva pois não pode ser patenteada ou por não ser patenteada por opção do seu titular. Ex: formula da coca-cola.

MARCAS: Marca agrega valor a um produto. Requisitos:

1. Originalidade e novidade - distintividade. Ex: não pode ter marca da cor branca. a. Original: feito sem modelo ou referencia, sem precedente nem antecedente.

b. Novo: não precisa ser original, tudo aquilo que não existente no registro, ligado-se à disponibilidade. Ex: marca que já foi usada varias vezes mas não tem a proteção, liga-se ao registro.

2. Disponibilidade: não pode ser algo já registrado, que não está disponível. 3. Licitude/liceidade : somente pode usar uma marca lícita (o que a lei não proíbe). 4. Veracidade: a marca não pode ser enganosa.

Tudo visualmente perceptível e o que não estiver vedado pelo Art. 124 da LPI (lei de propriedade industrial).  Não pode ser olfativo ou auditivo (em alguns países é possível).

Classes: Marcas são registradas para identificar produtos, por tal motivo, possuem CLASSES que as dividem de acordo com as atividades/produtos os quais serão a ela relacionados. Ex: ramos alimentícios, materiais de limpeza etc.

 O registro é concedido por classes organizadas, existem marcas que tem proteção sobre todas as classes.

Podem ser objeto de cessão (cede-se a marca a terceiro) transferência (por prazo determinado) ou licença paga (utilização juntamente com o titular, a qual incidirá o pagamento de royalties, retribuição econômica)

Referências

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