DEPAETAMENTQ
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ENFERMAEEM
cunso
DE
êRAouAçÃo
EM
ENFERMAGEM
con/›a.s
FE/2roo.s.-
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Es/aço
PARA
A
P/aomoçio
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Aurocuroâoo
Daniele
da
Cunha
Joana Schaefer
Juzeli
Angela
da
Cunha
Florianópolis
DEPARTAMENTO
DE
ENFER/viAeEM
cuièso
DE
c;izADuAçÃo
EM
ENi=ERMAeEM
CORPO5
FERIDOS:
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ESPAÇ
O
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A
PROMOÇÃO
DO
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iiiiiiiÍiÍ`2iiiÍiiiiii N.Cham. TCCU
C
Au o: Cunha, Dan eT
uo: Corpos er'dos 97249308 ursc Bsc CCSM ._, ›‹-w FS -‹ z CSM .__._.__ _.____ ___... -_.._'-~_~_-__- --_¿. --___. ~í._._ __-.__ __.~__ '“"'--_¶ -L*-í -...___-___
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á-I 4-1 -.. Té Lu CCSM TCC UFSC ENF 0268 Ex. ‹›‹A
U
TOCUIDADO
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso,
apresenfado
à
DisciplinaEnfermagem
AssistencialAplicada
do Curso
de
Graduação
em
Enfermagem
da Universidade
Federal
de
Santa
Cafarina,para
obfenção do
liiulode
Enfermeiro.
“Acadêmicas:
Daniele
da
Cunha
Joana
Schaefer
Juzeli
Angela
da
Cunha
Orientadora:
Prof°'Msc
Margarelh
Linhares
Marlins
Supervisores: Enf°
Eder'
F0r'eSTí
Enf°
Edma
Maria
Gonzaga
4°
Membro
da Banca
Prof°
Dr°
Evanguelia kolzias
A.
dos
Sanlos
Florianópolis
A
Deus, por serquem
“Sara os quebrantados de coração, e liga as feridas” (Sl 14723).Obrigada Senhor pela paz, força e vitórias.
A
professora Margareth Linhares Martins por compartilhar saberes, pela paciência e poracreditar
em
nossas potencialidades.As
tuas meninas agradecem.A
professora Evanguelia Kotzias A. dos Santos por aceitar participar destemomento
de nossas vidas.Admiramos
seu conhecimento tácito, e obrigada por compartilhar conosco seus conhecimentos explícitos.A
supervisoraEdma
Maria
Gonzaga
peloexemplo
de competência e determinação. Obrigada pelos ensinamentos e pela compreensão.Ao
supervisorEder
Foresti pelo encorajamento nosmomentos
difíceis e pela atenção.A
enfermeira Silvana Zanete por ter aceitado nossa participaçãona
elaboraçãodo
protocoloteste e pela confiança
em
nos permitir testa-lo.Você
nos contagioucom
a sua dedicação.A
professora Elaine nascimento por ter nos orientado duranteum
períododo
estágio e participado da primeira palestra realizada. Obrigada pelo carinho.Aos
funcionáriosda
clínicamédica
(5° andar) e unidade de terapia semi-intensiva pela ajudae apoio.Nosso
especial obrigado a Angelita e ao Lúcio pela alegria e dedicação tão marcantes.Aos
funcionáriosdo
setor de Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, especialmente aenfermeira
Maria
Iolanda Colle Kauling e aMagda
Maria
Cavalheiro Salviano. Obrigada por todo o apoio e amizade.A
gerente deEnfermagem
DeniseDamerau
pela ajuda fundamental para que alcançássemos nossos objetivos.A
direção do HospitalGovernador
CelsoRamos
por nos permitir que atuar nesta instituição.Aos
amigos “mas
se tume
cativas,minha
vida serácomo
cheia de sol” (Saint-Exupéry).Aos
corpos feridos, por terem nos escolhido para assisti-los e permitidocom
isto nossocrescimento. Obrigada Orquídea Matizada, Girassol Amarelo,
Rosa
Vermelha,Copo
de Leite e Lírio Azul.A
meu
Serafim
me
uma
com
força, determinação e otimismo.
A
minha
afilhada Beatriz Vitali pelos risos e conversas descontraídas durante toda esta fase.Ao
meu
companheiro Leonardo
de MesquitaCruz
pelo amor, carinho, atenção ecompreensão.
Te
amo
muito!Aos meus
avós Osni S. de Oliveira e Arlete R. de Oliveira por tudo que fizeram pormim.
Amo
vocês!Às
minhas
tiasDébora
Ramos
e Susana Capella pelo apoio e amizade.Aos meus
tios JoséWilson
Ramos
e Laudares Capellatambém
pelo apoio e confiança naminha
capacidade.Ao meu
irmão Daniel Schaefer por ensinar-me a dividir as coisas e porme
incomodar
àsvezes.
Amo
você!Às
minhas
duas primas queridas Thabata Capella e Nicole Capella porme
apoiarem, pelacompanhia
agradável, pelos risos e pela amizade.Amo
vocês muito!Ao
meu
ex-namorado Alcelmo
Schulz, pelo carinho, amizade, ajudaem
resolver problemascom
ocomputador
e disponibilidade parame
ouvir.Amo
você!Aos
funcionáriosdo
Hospital Universitário Célia Ribeiro, Ricardo Rocha, Cláudia, Maria, Sr.Maurilio, Sr. Daniel, Sr. Alvaro e todos os que colaboraram
com
meu
aprendizadocomo
profissional ecomo
pessoa.À
bolsistado
SASC
e acadêmica deEnfermagem
daUFSC
Alice Louise, pela sua amizade, ajuda e aoacadêmico
deEnfermagem
daUFSC
André
queme
auxiliou a tirar fotos das lesõesdos pacientes.
Em
especial aosmeus
amigos
daMissão
Universitária Luterana(MUNIL),
pelo apoio, respeito, consideração,amor
e amizade.A
Carolina, Débora,Gustavo
e Francisco que participamdo
grupo.Às
minhas
colegas e amigas deTCC
DanieleCunha
e JuzeliCunha
pela compreensão, carinho e paciência nosmomentos
em
que eudesanimava
e pelos risos nas idas e vindas ao Jardim e à casa da Jú.A
mãe
da Juzeli, tiaAngela
e ao tioOsmarino
porme
receberemcomo
uma
filhana
casadeles.
À
professora Evanguelia e a nossa orientadora Margareth porserem exemplos
a seremseguidos.
A
minha
mãe
Angela Maria
daCunha
peloamor
incondicional, pelo apoioem
todas as horas,pelo
exemplo
de fé e amor.Mãe
obrigada por ser esta pessoa tão intensa e autentica, éimpossível não te amar.
Ao meu
paiOsmarino
João daCunha
por ser este pai tãoamigo
e presente. Obrigada pai poracreditar
em
mim,
por todo o amor, carinho e apoio.Eu
teamo.
Ao
meu mano
Levy Osmarino
daCunha
porme
escutar e compreender, por ter feito aminha
infância mais divertida, a
minha
adolescênciamenos
penosa e por não ter se afastado agora quesomos
adultos. Obrigada peloexemplo
de talento, fé e perseverança.A
minha
avó Olindina MartinsCunha
peloexemplo
de força e determinação.Vó
com
você aprendi o valor de nossas promessas. Obrigada por nãome
esquecer eme
apoiar nesta caminhada.Aos meus
tios e tias da família Cunha, especialmente aomeu
amado
padrinho Vadinho, astias Fátima, Valdeci e
Nora
Nei
e aomeu
tio Miguel. Obrigada pelo cuidado e carinho que vocêssempre
tiveram pormim.
Amo
vocês.A
minha
avó BraulinaNascimento
Custódio peloexemplo
de fidelidade a Deus. Obrigadavó
pelos joelhos calejados
em
prol de nossas vidas e do nosso crescimento espiritual.As
minhas
tiasAna
Maria
Custódia e AngelitaMaria
Custódio. Obrigada pelo carinho, pelasorações e por
serem
mulheres tão valorosas.Vocês
sãoexemplos
a serem seguidos.Aos meus
tios João, Pedro e José Custódio porme
amarem
e pelo incentivo. Obrigada poracreditarem
em
mim.
Amo
vocês.Aos meus
primos e primas queamo
tanto, especialmente aFernanda
e IsabeliMachado,
Eduardo
Custódio, Jaqueline e GabrielaChaves
e Elaine Rafael.Peço
aDeus
que ocaminho
de vocês seja repleto de alegrias e vitórias.
Vocês
serãosempre
osmeus
nenéns.A
Cristiane Crispim,Maria
Elisa Farias, Jane C. Matos,Mariana
Vieira e Kelly Costa.A
amizade de vocês
me
ajudou a prosseguir. Obrigada pela alegria e peloombro
amigo.A
todos que nãopude
nomear,mas
que tiveramum
significado inestimávelem
minha
vida, familiares eamigos
quevivem
em
meu
coração. Obrigado pela atenção, carinho e alegria.não queiras ser o de
amanhã
Faze-te
sem
limites no Tempo. Vê a tua vidaem
todas as origens.Em
todas as existências.Em
todas as mortes. E sabes que serás assim para sempre.Não
queiras marcar a tua passagem.Ela prossegue:
É a passagem que continua.
É a tua eternidade.
És tu"
Trata-se
do
relato de experiênciada
prática assistencial realizadano
HospitalGovernador
CelsoRamos
(H.G.C.R.), situado no Centro de Florianópolis, nas unidades declínica
médica
(5° andar) e unidade de terapia semi-intensivano
periodo de30
de agosto de2004
a 30 de setembro de 2004. Objetivou a assistência à pessoascom
feridas e/oucom
susceptibilidade a adquiri-las, fundamentada na teoria
do
autocuidado de Dorothea E.Orem
e à luz dos pressupostos de Paulo Freire. Para tal,buscamos
a sensibilização da família, dosprofissionais de saúde envolvidos nas vertentes deste cuidado, para a importância
do
autocuidado na qualidade de vida das pessoas
no
processo saúde-doença. Durante a prática assistencial, utilizou-se a Escala deBraden
para identificação das pessoascom
risco deadquirir úlcera de pressão, constatando a necessidade de
um
método
de avaliação para aprática preventiva. Procurou-se estimular a formação de
um
grupo multiprofissional voltado para o atendimento dos déficits de autocuidado das pessoascom
lesões. Assim, aplicamos, junto aos profissionais daenfermagem
da unidade de clínica médica,um
protocolo de avaliação de feridasonde
realizamos algumas adaptações a fim de facilitar o registro edocumentar a assistência prestada. Paralelo a este, realizamos duas práticas educativas, sob
forma
de palestra, abordando o cuidado holistico à pessoacom
lesões e/oucom
possibilidadede formá-las e utilizando-as
também como
veículo de divulgaçãodo
protocolo de avaliação de feridas. Concluiu-secom
a prática assistencial que o autocuidado éum
instrumento “chave” para amanutenção
da vida.E
sendo assim, fez-se necessário que o agente de autocuidado, fosse o corpo ferido, sua famíliaou
a equipe multiprofissional, quecompreenda
a importância da atuação neste processo, para que possa atender todas as necessidades de autocuidado
do
corpo ferido.1.
INTRODUÇAO
... ._ 2.OBJETIVOS
... _. 2.1 Objetivo geral ... ._ 2.2 Objetivos específicos ... _. 3.REVISAO
DE LITERATURA
... _. 3_lFisiologia da pele ... ._3.2 Cuidado de pessoas
com
feridas ... _. 3.2.1 Aspectos psíquicos e emocionais relacionados a pessoascom
feridas 3.2.2 Classificação de feridas ... _.3.2.3 Úlceras crônicas ... _.
3.2.4 Fatores que influenciam na cicatrização das feridas ... ._
3.2.5 Processo de avaliação de feridas ... ._
3.3 Terapia tópica ... _. 3.3.1 Processo de limpeza ... ..
3.3.2 Escolha da cobertura ... _.
3.3.3 Medicamentos tópicos ... ._
3.4 Patologias relacionadas no desenvolvimento de feridas ulceratívas ... _.
3.4.1 Diabetes mellitus/Pé diabético ... ._
3.4.2 Envelhecimento ... ._
3.4.3 Acidente vascular cerebral ... ._
3.4.4 Hipertensão arterial ... ._
3.4.5 Aterosclerose/arteriosclerose ... _.
3.4.6 Trombose venosa profunda ... _.
3.4.7 Politrauma ... _.
3.4.8 Traumatismo raquimedular ... _.
4.1 .l Pressupostos da teoria de
Orem
... ._4.1.2 Pressupostos de Paulo Freire ... ._
4.1.3 Pressupostos das autoras ... ..
4.2 Referências e breves antecedentes de Dorothea
Orem
... ..4.3 Teoria geral de enfermagem de
Orem
... ..4.4 Paulo Freire, o pensador da educação ... ._
4.5 Conceitos gerais ... ..
4.6 Conceitos da teoria ... ..
5.
METODOLOGIA
... ..5.1 Contextualização do local de estágio ... ..
5.2 População alvo ... ..
5.3 Processo de enfermagem ... ..
5.4 Plano de ação ... ..
6.
RELATANDO
A
PRÁTICA
ASSISTENCIAL
... .. 6.1 DescobrindoOrem
... ..6.2 Ampliando saberes ... ..
6.3 Aprofundando conhecimentos sobre feridas ... ..
6.4 Conhecendo a pessoa
com
feridas ulcerativas ... ..6.4.1 Aplicando Orem... (auto)cuidando corpos feridos ... ..
6.4.2 Diagnóstico e prescrição ... ..
6.4.3 Projeção e planejamento do sistema de assitência de enfermagem ... ..
6.4.4 Produção e gerenciamento dos sistemas de enfermagem ... ..
6.4.5
Modelo
de Processo de Enfermagem baseado na teoria do autocuidado 6.5 Construindocom
Freire ... ..6.6 Protocolo-teste ... ._
6.7 Estimulando a formação de
um
grupo de cuidado à pessoacom
lesão ... ..7.
REFLETINDO soBRE
coR1>os
FERIDOS
... ..s.coNsIDERAÇÓI‹:s FINAIS
... ..9.
REFERÊNCIAS
... .. 139APENDICES
... _.O
interesseem
trabalharcom
pessoas quepossuem
feridas ulcerativas surgiu atravésde nossas vivências, durante a trajetória acadêmica,
em
estágios curriculares e extracurricularesonde
otema
é abordado sob várias ópticas.O
corpo ferido provoca sentimentos de repugnância, negação, piedade e inquietação por parte dos queconvivem
com
ele e dos profissionais que prestam assistência e, geralmente, a ferida torna-se o foco das
atenções eclipsando a pessoa.
Pensamos que
seja inevitável ao enfermeiro, durante todo o seu percurso profissional,a prestação de assistência às pessoas
com
feridas ulcerativas. Lidarcom
estas pessoascompreende
um
âmbito maior do que a simples troca de curativo. Significa atender eacompanhar
a pessoa e sua famíliacom
interação e qualidade,em
todos os seus aspectos durante o processo saúde-doença.Mas,
para isso, é necessário que haja o conhecimento aprofundado sobre feridas, seus subseqüentes processos fisiológicos, tipos de tratamento(tópicos, cirúrgicos,...) e das alterações físicas, psicológicas, espirituais e sociais que estas
ocasionam na vida das pessoas.
Desenvolvemos
nossa prática assistencial,na Unidade
de ClínicaMédica
do 5° andar ena
Unidade
Semi-Intensivado
HospitalGovernador
CelsoRamos
(H.G.C.R.),no
período de 30 de agosto a 30 de outubro de 2004.Optamos
pelo H.G.C.R. por serum
hospital geralsendo referência nas especialidades de traumatologia e neurologia e possuir
uma
grandedemanda
de usuárioscom
lesões de diversas etiologias.Concordamos
com
Bajay et al. (1999, p. 66)quando
este afirma que“Uma
vezreconhecida a
enorme
relevânciado
tratamento de feridas para as políticas de saúde, faz-secada vez mais necessário a existência de
um
grupo de profissionais para normatizar e orientar as diversas equipesno
tratamento de feridas dentro deuma
instituição. Este grupo servecomo
elemento facilitador, padroniza os produtos e reduz os custos advindosdo
uso incorreto dos diversos produtos disponíveisno
mercado”. Seguindo esta tendência e a partirdo
interesse de enfermeiras desta instituiçãoem
construíremum
grupo de feridas, formulou-seuma
proposta de protocolo, sendomodificado
por nósna
tentativa de adequa-lo à prática dos profissionais da enfermagem. Durante 0 período que estivemos na instituição o desejo de formar tal grupoteve avanços quanto a sua organização.
Frente à isto,
buscamos
nos fundamentar nas literaturas paracompreendermos
osfatores físicos, sociais, psicológicos e emocionais que
permeiam
tais pessoas.A
pesquisa sobre educaçãoem
saúde foi norteada por obrasdo
educador Paulo Freire.Com
a prática educativa, 0 enfermeiro conquistaum
melhor
inter-relacionamento entre os profissionais desaúde, familiares e acadêmicos, estimulando-os a apoiar o autocuidado e a reinserção da pessoa
com
úlcera e/ou susceptível a adquirí-la na sociedade.Diante da nossa visão sobre “ser
humano”,
consideramos que este sertêm
direitos edeveres sobre si, é capaz de fazer escolhas e análise sobre si
mesmo
edo
meio. Logo, fez-se valer a Teoriado
Autocuidado, de Dorothea E.Orem,
e os pressupostosdo
educador PauloFreire.
Orem
acredita que todos os sereshumanos
podem
aprender e praticar o autocuidadoem
prol de simesmos
e dos outros.A
Enfermagem
éuma
espécie de trabalho que orientapessoa/família sobre a
forma
de autocuidar-se,ou
passa a intervirna
práticado
autocuidado1993).
Quanto
à aprendizagem do autocuidado, caracteriza-secomo
um
processo dotado de educação que, para Freire, deve consistirem uma
relação horizontalcom
trocas de conhecimento entreeducando
e educador a partirda
realidadeque
ambos
estão inseridos, atravésdo
diálogo(FREIRE,
2003).Assim,
propomos
assistir à pessoacom
ferimento ulcerativo e/oucom
risco de adquiri- lo e aos seus familiares, procurando sensibilizar a equipe de saúde quanto à importância e as vertentes deste tipo de cuidado.Sabemos
que cuidarda
pessoacom
úlcera é por si sóum
grande desafio, e pretendíamos ampliarmos utilizando a Teoria de Autocuidado de
Orem
e2.1
Objetivo
geral
Prestar assistência a pessoa
com
lesões ulcerativas e/oucom
risco de adquiri-la, e à suafamília, junto à equipe multiprofissional, durante o seu processo de internação hospitalar,
fundamentada na
Teoriado
Autocuidado e nos pressupostos de Paulo Freire.2.2
Objetivos específicos
1)
Aprofundar
os conhecimentos sobre a Teoriado
Autocuidado.2)
Ampliar
conhecimento sobre os princípios da educação descritos por Paulo Freire e adaptá-los para a assistência à pessoacom
ferida ulcerativa e/oucom
susceptibilidade deforma-la, a
fim
de desenvolverem e/ou fortalecerem a competênciado
Autocuidado.3) Aprofundar os conhecimentos sobre feridas,
com
enfoque nasdo
tipo ulcerativas,bem como
tratamento tópico adequado.4) Prestar assistência à pessoa
com
feridas ulcerativas ampliando-a para o âmbitofamiliar
do
mesmo,
a fim de atender os seus requisitos de autocuidado.5) Utilizar princípios de Paulo Freire
no
desenvolvimentodo
processo educativocom
a equipe multiprofissional.6) Aplicar a proposta de protocolo-teste (Apêndice A), partindo dos pressupostos educativos de Paulo Freire, para o cuidado de pessoas
com
feridas durante o período daprática assistencial.
7) Estimular a formação de
um
grupo de cuidado à pessoacom
lesoescom
profissionais pertencentes à instituição.O
olhar da equipe multiprofissional à pessoacom
lesão ulcerativa e/oucom
susceptibilidade de desenvolvê-la deve ser
amplo
e considerar a totalidadedo
mesmo,
pois a presença da feridapode
implicarem
alterações sistêmicas.Sendo
assim,empreendemos
uma
busca de conhecimentos sobre fisiologia da pele,descrição e avaliação de feridas, conceito e descrição das patologias relacionadas
bem
como
as novas tecnologias
em
terapia tópica,como
apresentamos a seguir.3.1
Fisiologia
da
pele
A
pele é o maior órgãodo
corpo, pesando por volta de quatro quilos e cobrindouma
superfície de cerca de 2 metros quadrados. Ela ajuda a manter a temperatura corporal, evita a
desidratação e nos dá
uma
boa
dose de proteção (se não completa) contra agentes ambientaisdanosos particularmente infecciosos sujeira, poeira e luz solar.
Além
da
sua função de revestimento éum
Órgão sensitivo que possuium
grandenúmero
de terminações nervosas que fornecem sensibilidade ao tato e pressão, a alterações de temperatura e estímulos dolorosos.0 Estrato córneo: esta é a
camada
protetoramais
externa, são células mortas queratinizadasda
epiderme subjacente, continuamentedescamadas
e substituídas de baixo para cima.0
Epiderme:
écomo
se fosseuma
camada
de tijolos de células vivas, conhecidascomo
queratócitos, que ao sematurarem
formam
o estrato córneo.0
Derme:
encontra-se logo abaixoda
epiderme e frmcionacomo
uma
camada
desuporte e suprimento
da
pele, abrigando nervos e vasos sangüíneos, importante parao
aporte de oxigênio e nutrientes.0
Hipoderme:
localizada abaixoda derme
funciona essencialmentecomo
uma
camada
protetora, juntando a pele ao restodo
corpo; elacontém
tecido conectivo e gordura.pêlo nt: zxzzz prrv ¡L! føxaø-:ÀI Iúna] nírsm .mar cwuardu vsebnxísnr :pilota gfâzzúúzl I_gz.i›uw.z Im-mau: l law»-z scñdeu' sm-um .inúáirajanfr I
'hmm .iwiifzíiíncv 1 num føowgiifurn rn-vvwblø)
(vam)
Figura l - Anatomia da pele
(HAUCK,
1999, p.24).Em
maiores detalhes, o estrato córneo superficial é duro e inerte, ajudando a prevenir a desidratação e proteger a epiderme subjacente de agressões livresou
moderadas, incluindo os danosda
radiação ultravioleta e a penetração de agentes infecciosos.A
epidermecontém
vários tipos celulares, particularmente queratócitos, que sãocomo
tijolos desta camada, os quais se diferenciam a
medida
quemigram
em
direção à superfíciepara formar o estrato córneo.
Na
baseda
epiderme encontram-se os melanócitos, regularmente espalhados, os quaisproduzem
a melanina, que éuma
substânciaou
pigmento que absorve a radiação ultravioleta e dá o bronzeamento da pele.Um
terceiro tipo de células echamado
de Langerhans que representauma
parte importantedo
sistema de defesaimunológico da pele,
no
controle a infecções e tumores.Da mesma
forma
que a maioria dascélulas, os queratócitos, os melanócitos e as células de Langerhans
têm
um
núcleo centralonde se encontra o material genético da célula, o
DNA.
A
lesãodo
DNA, em
particular,dessas células que se
renovam
continuamente para formar acamada
córnea, e' tidacomo
importante
no
processo de envelhecimento da pele eno
desenvolvimentodo
câncer.A
derme
éformada
poruma
rede de fibras de sustentação, vasos sangüíneos e linfáticos, folículos pilosos, terminações nervosas e glândulas sudoríparas.O
colágeno e a elastinaformam
a rede fibrosa que dá estrutura a estacamada
conferindo à pele elasticidade,forma e firmeza.
Abaixo
daderme
está a hipodenne quecontém
tecido conectivo frouxo egordura. Essencialmente ela junta a pele ao resto de corpo e prove
um
certo grau de proteção.As
secreções gordurosas das glândulas sebáceasajudam
a manter a impermeabilidade da pele prevenindo a perda de líquido do organismo.Porém
mesmo
essemecanismo
de impermeabilização sendo eficiente, ele nãoimpede
que a pele tenha função absortiva. Essa funçãopode
ser utilizada para aplicação de certas drogas, vitaminas e hormônios.Uma
das funções da pele é reduzir a temperatura para que não ocorra desnaturação dasproteínas corporais. Utilizando-se do seu suprimento sangüíneo e das glândulas sudoríparas
ela propicia a perda de calor “juntamente
com
os pulmões, a pele responsabiliza-se por mais de30%
da perda corporal de calor do corpo”(NIGEL
apud
HAUCK,
l999, p. 26).Os
vasos sangüíneospodem
dilatar-se para a perda de calor e contrair-se para evitar esta perda.A
espessura da pele varia de acordocom
a idade ecom
a região do corpo.É
mais finanas pálpebras e
mais
grossa napalma
dasmãos
e na planta dos pés, é mais espessa nassuperfícies posteriores e extensoras do que nas superfícies anteriores e flexoras
(NIGEL
apud
HAUCK,
1999, p. 26).Devido
estar frouxamente aplicada aos tecidos subjacentes a pele é facilmente deslocada.Aumenta
sua espessura nascamadas
superficiaiscomo
resposta ao atrito,quando
há
uma
lesão respondecom
maior crescimento e reparação.A
pele de pessoas jovens éextremamente elástica,
porém
esta elasticidade tende a diminuircom
a o avançar dos anos.3.2
Cuidado
de
pessoas
com
feridas
O
mais antigo registro de curativo é encontradoem uma
caverna da Espanha, sendo o segundo o Papiro deEdwin
Smith,um
egiptólogo norte-americano que,em
1862,comprou
o papiro deum
comercianteem
Luxor. Vários curativos são nele mencionados, incluindo graxa,mel,
fios
de linho e carne fresca, a qual tinha valor por suas propriedades hemostáticas. Faziam-se ataduras adesivas aplicando cola a tiras de linho(FORREST
apud
DEALEY,
2001,p.68).
i
Declinando o poder
do
antigo Egito, a civilização grega gradualmente se desenvolveu. Dentre oshomens
que deixaram suamarca
nesse período está Hipócrates (460-377 a.C.), quelançou a base da medicina científica ao enfatizar a observação cuidadosa. Ele achava que a maioria das feridas deveria ser mantida limpa e seca.
Recomendava
limpá-lascom
água morna, vinho e vinagre(DEALEY,
2001, p.68-69).Sushuruta,
um
cirurgião de origem hindu,em
seus escritos, descreveu 14 (quatorze) tipos diferentes de curativos feitos de seda, linho, lã e algodão. Hipócratesrecomendava
aos seus pacientes restringir os alimentos e apenasbeberem
água, enquanto Sushruta consideravaa carne importante
na
alimentação,mesmo
opovo
hindu proibindo a sua ingestão(DEALEY,
2001).Na
épocado
ImpérioRomano,
óleo e vinhoeram
comumente
aplicados nas feridas.No
evangelho de Lucas, a parábola doBom
Samaritano descreve o Samaritano despejando óleo e vinho nas feridasdo
viajante e depois cobrindo-ascom
bandagem.
Galeno ( 129-199 d.C.) trabalhou
como
cirurgião dos gladiadores e depoiscomo
médico do
imperadorMarco
Aurélio. Ficou conhecido por sua teoriado
pus louvável,ou
seja,o desenvolvimento
do
pus seria necessário para a cura e, portanto, deveria ser ativamenteestimulado. Destacou-se por ser a pessoa cujo trabalho teve impacto mais duradouro sobre o tratamento de feridas
(DEALEY,
2001).Ambrose
Paré
(l510~ 1590) foi cirurgiãobem
versado nessa prática. Certo dia,sem
óleo suficiente à
mão,
ele aplicouuma
mistura degema
de ovo, óleo de rosas e aguarrás. Paraa sua surpresa, aqueles pacientes fizeram mais progresso usual. Pare'
começou
então aquestionar os benefícios da tradicional teoria do pus louvável
(DEALEY,
2001).A
Guerrada
Criméia criouuma
enorme
demanda
de curativos.Os
desempregados, durante a guerra,produziam fios
de linho de curativo os quaiseram
feitos de roupa desfiada;estopas de calafate
eram
desemaranhadas, penteadas e afofadas; estopaseram
feitas de fibrasde linho quebradas e emaranhadas, alisadas de
um
lado. Esses curativoseram
lavadosdiversas vezes, após a
lavagem eram
reutilizados,ficando
bem
macios,porém
nãoeram
muitoabsorventes.
Durante a Primeira Guerra Mundial, soldados
esperavam
vários dias para receberum
curativo e isso ocasionava casos de infecção. Antissépticos passaram a ser desenvolvidos e utilizados para solucionar este problema, tais
como
o iodo,EUSOL,
líquido deDAKIN,
ácidoEm
l960
nasceuma
abordagem
revolucionária que preconizaum
ambienteúmido
afim de favorecer a migração celular
(WINTER
apud
RAMOS,
2002, p.158).Segundo
Ramos
(2002) nas três últimas décadas
tem
existido interesse crescenteno
processo de cicatrizaçãodas feridas,
bem como
no
desenvolvimento de produtos, especialmente os curativos.Atualmente, existem muitos questionamentos
no
que diz respeito ao cuidado de pessoascom
feridasem
relação ao melhor tratamento, o usoou
não de antissépticos, qual omeio
ideal para a cicatrização e aspectos psíquicos e emocionais. Acreditamos que taisquestionamentos
têm
respostas epodem
ser encontradasno
momento
em
que assistimos apessoa
como
um
todo, e avaliamos criteriosamente a lesão e as possibilidades de tratamento.Abordaremos
a seguir os cuidados à pessoacom
feridas quanto aos aspectos psíquicos,emocionais, processo de avaliação das feridas, terapia tópica e patologias relacionadas,
respectivamente.
3.2.1 Aspectos psíquicos e emocionais relacionados à pessoas
com
feridasulcerativas.
No
cuidado à pessoascom
úlceras, os fatores psicológicos estão recentemente sendo considerados pela equipe de enfermagem. Tal fato justifica-se porque interfere direta esignificativamente
no
processo de cicatrização das lesões.Os
fatores psicológicospodem
atuar de duas formas:como
agentes estressores eagentes depressores.
Os
agentes estressores são definidoscomo
aquelas situações quepodem
gerar angustia psicológica, e os depressores são aquelas que realmente
causam
a aflição.Os
fatores psicológicos mais
comumente
encontradosem
pessoas que apresentam lesões são oNo
processo saúde-doença da pessoacom
lesão omedo
pode
estar presenteem
situações diversas,
como medo
da mutilação,medo
de ser esquecida pelas pessoas,medo
dos procedimentos, entre outros. Esses temores únicosou
em
conjuntogeram
estresse à pessoa einfluenciam retardando
ou
estacionando o processo de cicatrização.A
impotência, segundo Ferreira (1980, p. 1221) é “qualidade daquele que não pode,fraco, débil” e, geralmente, é expressa
no
momento
da admissão devido a predominância depassividade na sua relação
com
a equipe multiproñssional. Decisõescomo
a hora de comer, tomarbanho
ou
se deitar são realizadas segundo asnormas
e rotinasda
instituiçãoem
todo o periodo de intemação e isto é assimiladocomo
perda de controle sobre si e seu ambiente.Assim
sentimentoscomo
depressão e euforiapodem
ser expressos pela pessoacom
lesão.O
desgosto éum
processo normal de adaptação e está presenteno
momento
que apessoa
com
lesão experencia perdas significativas na vida. Alteraçõesna
imagem
corporal da pessoacom
lesãocomo
mutilações, cicatrizes desfigurantes e lesões são condições quepodem
estar desencadeando este sentimento.
O
processo de dor é constituído pelas etapas de negação, isolamento, raiva, negociação, depressão e aceitação quepodem
ser vivenciadasem
seqüências e ritmos diferentes por cada pessoa.No
quadro a seguir cada etapa deste processoé descrita:
Quadro
1- Etapasdo
processoda
dor.|
paciente
nega
a situação, recusando-se a discutí-laou
indo”-emboriaÍ*E"ssaV etapalÇ E
egação lpode ser prolongada por causa de outras pessoas que
também
negam
o problemaiI ara o paciente.
*T6
__ . ,___ _ _ . _|_... ___ _,--___. ___%_.. . ______ ,_A I
1
iO paciente
pode
se “fecharem
simesmo”
paracomeçar
a lidarcom
a situaçao.à
`
Á Hsolamento
hode
sentir intensa solidão. il l zzz ~¬-»
' _. __- .--.._ --
_ ¬_-_- __... _..-_~.-z‹_› .WW .... Í ._. _. z.- _ . Q
O
pacientepode
se tornar muito agressivoou
críticona
medida
que sente raiva]aiva or ter sido “escolhido” ara sofrer desta maneira. * t
l
lNesta etapa, o paciente
pode
tentar postergar 0 problema,prometendo
um
bo
[Negociação comportamento.
;
Quando
o paciente não consegue mais negar o seu problema/doença,asi
|Depressão sensações de raiva e incredulidade são gradativamente substituídas por umaf '
i sensação de perda associada à depressão. Isso aparentemente é
uma
emoçãol benéfica e construtiva. _ ,___ .._ V J z-w
- -¬._ _ ._ _. _:lHá
uma
sensação de se estar preparado para o quehá ou
para o que irálceitação acontecer. `
l__ _ , _ _ __ ,___ ,_._ _í_,______ _ , ,. _ l
Fonte: Dealey (1996, p.55) baseado
em
Kubler-Ross, E. (1969).Cabe
aenfermagem
uma
escuta atenta eum
olhar perspicaz demodo
quepossam
estar identificando
como
a pessoacom
lesão e sua família estão enfrentando estemomento
do processo saúde-doença. Através do diálogo, estar trazendo esclarecimentos quepossam
tranqüilizá-los e desmistificar determinados temores; motivar a pessoa
com
lesão a ser o agente de autocuidado,quando
possível e tirá-la da condição de objeto para o de sujeito;assim
como
teruma
postura empática diante do seu processo de dor. Elaborar estratégias quepermitam
a pessoa expressar seus sentimentos, e principalmente, tratá-la à luz de suas necessidades individuaistambém
são metas da enfermagem.“A
espiritualidade é definidacomo
aquilo dentro de nós que responde as realidadesinfinitas da vida”
(DEALEY,
1996, p.57).Engloba
as necessidades de perdão, esperança,criatividade, busca de
um
significado eum
objetivo para situações da vida.É
identificadano
instante
em
que elacompreende
0 seu processo saúde-doença e consegue lidarcom
as situações futuras.Quando
as necessidades espirituais não são atendidasem
sua totalidade culminaem
dor
ou
angústia espiritual.A
angústia espiritual segundoKim
et al (1997apud
DEALEY,
pessoa e transcende a natureza biológica”.
É
um
fator estressante que afeta o processo decicatrização.
A
enfermagem
agecomo
um
facilitador para que as necessidades espirituais da pessoacom
lesão e sua família sejam atendidas, sendo esteum
direito que nãopode
ser cerceado.Cabe
orientar quanto aos horários e locais de serviço religioso oferecidosna
instituição.3.2.2 Classificação
de
feridasGeralmente, as feridas são classificadas de acordo
com
a situaçãoem
que foramoriginadas. Utilizando este critério,
podemos
dividi-lasem
cirúrgicas, traumáticas e ulcerativas(DIAS,
1999, p. 79). Serão abordados outros tipos de classificação, para haverum
maior esclarecimentodo
assunto.Feridas cirúrgicas
São as causadas pela interrupção da continuidade dos tecidos que revestem a superfície do corpo
ou
dos órgãos e tecidos mais profundos.São
feridas intencionais,provocadas por
meio de
instrumentos cirúrgicoscom
a finalidade de tratamento,como
excerese, correção, drenagem, ligamento, transplante, enxertia entre outros.
Ainda
podemos
dividir as feridas cirúrgicas em:
0 Incisivas:
Quando
há perdamínima
de tecido e as bordas são geralmenteaproximadas por suturas.
0 Excisivas:
Quando
ocorre aremoção
deuma
área de pele,como
área doadora depele para enxerto.
O
CDC
(CenterDesease
Control apudDEALEY,
2001, p. 157)recomenda
quatroinfectada. Este tipo de classificação leva
em
conta a possibilidade de existir infecçãoou
nãoem
ferida cirúrgica, permitindo medidas preventivas apropriadas a serem tomadas.Vejamos
cada
uma
delas:0 Feridas Abertas: são ferimentos operatórios não infectados,
em
quenenhuma
inflamação
é encontrada e os tratos respiratório, digestivo e geniturinário não são atingidos.São fechadas por primeira intenção e
podem
ser drenadas porum
sistema fechado.Não
apresentam sinais de infecção.Exemplos
são biópsia demama,
reposição total de quadril,ou
cirurgia cardíaca aberta.0 Feridas Abertas Contaminadas: são ferimentos operatórios
em
que o trato respiratório, digestivoou
geniturinário são atingidos sob condições de controle.Não
há
nenhum
sinal de infecção e não há desvio na técnica cirúrgica asséptica.Exemplos
de feridasabertas
com
potencial de contaminação são apendicectomia não perfurada, histerectomiaou
toracotomia.
0 Feridas Contaminadas: estas são incisões abertas recentes, ferimentos acidentais
ou
com
grandes desvios na técnica asséptica. Incisõescom
sinais de infecçãoou derramamento
de resíduosdo
trato gastrintestinaltambém
são incluidas.Alguns exemplos
sãouma
apendicectomia supurada,um
trauma abdominal penetrante que envolva o intestino, feridaabdominal causada por
arma
de fogo.0 Feridas Sujas
ou
Infectadas: Estas incisões incluem ferimentos traumáticos antigoscom
retenção de tecidos desvitalizados e feridas queenvolvem
uma
infecção clinica existenteou
víscera perfurada.Exemplos
de ferimentos sujosou
infectados são excisão edrenagem
de abscessoou
retardono
fechamento de ferimentos por primeira intenção, posterior aFeridas traumáticas
São ferimentos provocados acidentalmente por diversos agentes
como,
por exemplo, agentes cortantes e perfurantes, atrito, abrasão, laceração e picada de animais peçonhentos(DIAS, 1999, p. 82).
A
queimadura
éuma
lesão traumáticacom
destruição parcialou
total da pele e de seus anexos, assimcomo
estruturas mais profundas (músculo, Órgãos internos, tendões e ossos).Podem
ser classificadas de acordocom
a etiologia, extensão e profundidade.De
acordocom
a etiologia, as queimaduras se dividemem
quatro categorias: térmicas, químicas, elétricasou
radioativas.É
comum
descrever a gravidade deuma
queimadura conforme
sua profundidade eextensão.
A
extensão daqueimadura
é determinada pelamensuração da
área de superfície daparte afetada, excluindo o eritema. Essa
medida
é descritaem
termos deuma
porcentagem do corpo todo.Há
váriosmétodos
de descrever a porcentagem afetada.Um
exemplo
é ométodo
ad
hoc,onde
a área afetada émedida
com
apalma
damão.
Podem
ser classificadas de acordocom
a profundidade(DIAS,
1999, p. 82):0 1° grau: lesão apenas
na
epiderme: hiperemia, seca, altamente dolorosa (lesão por raios solares).0 2° grau: lesões atingem toda a epiderme; rósea, flictenas (bolhas), molhada,
dolorosa (líquidos ferventes).
0 3° grau:
há
comprometimento
da epiderme, derme, tecidos mais profundos:esbranquiçada
ou
enegrecida, seca vasos trombosados, indolor (grandes incêndios, eletricidade, substâncias químicas).Feridas ulcerativas
São lesões crônicas escavadas, circunscritas,
podendo
atingir profundidades variáveis,desde a pele até os músculos. São formadas por deficiências circulatórias, associadas a
patologias metabólicas, doenças de pele e outras.
As
categorias principais das feridas ulcerativas são: úlceras de estase venosa, úlcera de pressão, úlcera arterial, úlcera plantarou
mal
perfurante plantar(DIAS,
1999, p. 82).3.2.3 Úlceras crônicas
Úlceras
venosas
A
insuficiência venosa crônica é a causa maiscomum
das úlceras de perna. Callam etal (1985
apud
Dealey, 2001, p.120) descobriram que70%
das úlceras por eles pesquisadaseram
de origem venosa.Normalmente
o sangue flui das veias superficiais para as veias profundas através deveias
chamadas
de perfurantes.As
válvulas desses vasos asseguram que o sangue semova
do
leito capilarrumo
ao coração. Se algumas válvulas se danificarem, o sangue passa fluirem
qualquer direção, esse sangue geralmente volta ao leito capilar o que leva à hipertensão venosa.Devido
aos capilares distorcidos e mais permeáveis, moléculas maioressaem
dosmesmos
para o espaço extravascular.A
hemoglobina
é liberada pelas hemácias e depoisdecomposta, causando
eczema
euma
mancha marrom
denominada
de “dermatite ocre”, localizadacomumente
na
região do peitodo
pé.Devido
a todo processo descrito acima ocorre fibrose dos tecidos subjacentes,dando
à pernaum
aspecto “amadeirado”,chamado
de lipodermatosclerose.A
avaliação total da pessoacom
úlcera é essencial, porque muitos fatores retardam a cicatrização das feridas crônicas. Essa avaliação inclui: estado nutricional, mobilidade, sono, tabagismo,exames
de sangue e urina. Deve-se fazeruma
avaliação abrangente da pernaafetada, pois é importante descartar a possibilidade de
doença
arterial.O
primeiro passo é examinar as pernas da pessoa.A
mancha
caracteristica da lipodermatosclerose ébem
visível na região do peitodo
pé,também
pode
estar presenteuma
região de hiperemia
no
tornozelo.É
típico encontrar úlceras venosas sobre o maléolo medialou próximo
dele. Freqüentemente são dolorosas.Pode-se fazer o diagnóstico diferencial, entre úlceras venosas e arteriais avaliando o suprimento sangüíneo na perna.
A
melhor maneira de fazer esse diagnóstico é pormeio
de ultra-sonografia Doppler, é usada para comparar a pressão sangüíneana
parte inferior daperna
com
a pressão braquial. Esse procedimento deve ser realizado poruma
equipeespecializada.
Nas
úlceras venosas, três aspectos são importantes: melhorar adrenagem
da perna,cuidar da pele dos
membros
inferiores e utilizar produtos apropriados para a ferida. Esses aspectos secomplementam
e a eficáciado
tratamento só é possivel, se esses três aspectos forem considerados.Orientar e prevenir a ocorrência de traumatismos teciduais, principalmente das extremidades justificando assim a ação da
enfermagem na
prática educativa dessas pessoas.Úlceras arteriais
As
úlceras arteriais são lesões geradas por insuficiência arterial. Para Dealey (2001) “aúlcera arterial é o resultado da inadequada perfusão tecidual nos pés
ou
nas pernas; devido aAs
úlceras arteriais são de difícil cicatrização, e háum
risco considerável de que se instale gangrena emesmo
septicemia.Em
alguns casos aamputação do
membro
é a únicasolução.
Ocorrem
geralmenteem
pacientesacima
de 50 anos,mas
ocasionalmente são vistasem
pessoas mais jovenscom
diabetes mellitus e hiperlipidemia.Embora
seja maiscomum em
homens, o tabagismo e fatores da dietapodem
aumentar sua incidênciaem
mulheres(GOGIA,
2003).A
insuficiência arterial resultacomumente
da oclusão depequenos
vasos.A
interferência do suprimento sangüíneopode
ser extramural,como
por compressão por tecido cicatricial; mural,como
por vasculite e na arteriosclerose;ou
intramural,como
na trombose.A
arteriosclerose (paredes das artérias engrossam) éum
dos fatores etiológicos mais comuns.A
arteriosclerose é geralmente encontradaem
combinação
com
a aterosclerose (formação de placasno
revestimento interno dos vasos).O
lume
dos vasos se estreita, gradualmente, causando isquemiano
tecido circundante.A
doença arterial crônica segundo Smeltzer&
Bare (2002) caracteriza~se por claudicação intermitente, que é a dor provocada pela atividade e aliviada depois de alguns minutos de repouso.A
pessoatambém
pode
queixar-se de dor nos dedosou no
antepéem
repouso.Quando
o estabelecimento da oclusão arterial é agudo, a dor isquêmica é incessante e raramente aliviada,mesmo
com
analgésicos opióides. Tipicamente, as úlceras arteriais são ulcerações pequenas, circulares, e profundas nas extremidades dos artelhos,ou
nos espaçosinterdigitais.
Com
freqüência, as úlceras ocorremno
lado medialdo
háluxou
na parte lateraldo
quinto artelho,podendo
ser geradas poruma
combinação
de isquemia e pressão.A
dortambém
ocorre à noite,quando
a pessoa estána
cama, e é aliviada abaixando a perna.Quando
examinadas,podem
ser frias ao toque e teruma
aparência lustrosa esem
pêlos.As
unhasdo
pé seriam grossas e opacas.As
pernasembranquecem
quando
elevadas etêm
aração de úlceras venosas e arteriais __
__
_ ____ AA `Quadro
2: UmaAc_o_n}pÍ
Sinal/sintoma \
Ulcera
venosa
Ulcera arterialLocal
,__
No
maléolo medialou
perto dele.l
l
l
Pode
ocorrer nos dedos do p ` \I(D`nos
pés eno
calcanhar naÊI
lateral da perna.
Desenvolvimento
Vagaroso
lRãfiiào
` ` "
W
l
Aparência da
úlcera -T______Bordas superficiais; tecido
profundo não é afetado.
l l
Geralmente*
W
prioifundai envolvendo tendõesou
; l músculos. Í 1Aparência da perna
Í IEdema
Í `›Manchas
varicosas castanhas,eczema, quente ao toque.
Presente-geralmente piora
no
fim
do
diaPele Íustrosa,"“f}iià'iaó tfƒqíí
rn
fl”
branca
quando
elevada 1podendo
azularquando
____.›_š,_-,¬ endente ‹__ .___ _______Vv__.._ _ _ _
¡
Só
está presentecom
oipaciente imóvel -
edema
deiÉ €SÍâS€. I I I ¡
Dor
I Variável ira "iTr0mb‹›se`"i`Êã5sa
i_}Í6rÍ{1ÍdàÇHistórico
médico
flebite, veias varicosas. doença cardíaca isquêmica, ll
l
.W
s- , --s._-.1 Fonte: Dealey, 2001 p.l28
*Muito
dolorosa iëpioxranndo M__
2°;
noite. Aliviada
quando
a perna; ipende
ao lado dacama
oença
vascular
periférica,Íl
:diabetes mellitus.
Úlceras
de
pressãoA
ocorrência deuma
úlcera de pressãotem
sérias conseqüências sociais e econômicas,a cooperação entre profissionais de saúde é decisiva para a prevenção, para a avaliação e tratamento. Estão sob maior risco de desenvolver úlceras de pressão pessoas
com
severasrestrições de mobilidade, déficit neurológico (por exemplo, após Acidente Vascular Cerebral,
comatosos
ou
sedados),com
déficit sensorial (após lesão medularou
devido neuropatiadiabética por exemplo), doentes crônicos
ou
críticos e idosos debilitados.Segundo Dealey
(2001) a úlcera de pressãopode
ser descritacomo
lesão localizada dapele, causada pela interrupção
do
suprimento sangüíneo para a área, geralmente provocadapor pressão, cisalhamento
ou
fricção,ou
uma
combinação
desses três fatores. São definidastambém
como
“áreas localizadas de necrose tecidual quetendem
a se desenvolverquando
tecidosmoles são
comprimidos
entreuma
proeminência óssea euma
superfície externa porum
período prolongado” (NATIONALPRESSURE
ULCER
ADI/1s0RY PANEL, 1989 apudGoom,
2003).
As
úlceras de pressão são causadas por isquemia secundária à compressão.Quando
pressão externa é aplicada a
um
tecidomole
sobreuma
proeminência óssea porum
período longo de tempo, ofluxo
sangüíneo para a área é diminuído, o oxigênio e os nutrientes não são carreados para as células, e os produtos de degradação seacumulam
resultandoem
isquemia, seguido por vasodilatação de rebote (hiperemia), edema, necrose tecidual e, finalmente, mortecelular (GOGIA, 2003).
Uma
combinação
de fatorespode
resultar neste quadro de isquemia e conseqüenteulceração, condições estas que
comprometem
ofluxo
sangüíneo aos tecidos. Dealey (1996, p.84) divide-as
em
fatores externos e internos:0 Pressão
-
É
o fator mais importante. Ocorrequando
um
tecidomole
do corpo écomprimido
entreuma
saliência óssea euma
superfície dura, causando pressões maiores quea pressão capilar.
A
resposta normaldo
corpo a essa pressão émudar
de posição para que a pressão seja redistribuída.A
pressão prolongada causa distorção dos tecidos moles e resultana destruição
do
tecidopróximo
ao osso, cria-seuma
úlcera cônica,com
a parte mais largado
cone perto
do
osso e a mais estreita na superfíciedo
corpo.Os
sítioscomuns
dedesenvolvimento de ulceras de pressão são o sacro/cóccix, trocanter, ísquio, maléolo lateral e calcanhar.
0 Forças de cisalhamento
-
Podem
deformar e destruir tecido, danificando assim osvasos sangüíneos. Ocorre
quando
o indivíduo desliza, o esqueleto e os tecidos mais próximosse
movimentam,
mas
a pelepermanece
imóvel.Um
dos principais culpados pelo cisalhamento é o hábito de apoiar as costas na cabeceira da cama, que favorece o deslizamento.ø Fricção
-
Ocorrequando
duas superfícies são esfregadasuma
na outra.A
causamais
comum
é “arrastar”em
vez de levantar a pessoa durante as trocas de decúbito.A
fricção acarreta naremoção
dascamadas
superiores das células epiteliais.A
umidade, ocasionada por incontinência urinária, perspiraçãoou acúmulo
de secreçõesou
exsudatos, exarceba o efeitoda fricção.
A
umidade pode
levar a maceraçãoou
amolecimento da pele.Fatores internos:
0 Estado geral
-
é importante porque o corpo consegue suportar maior pressãoquando
saudáveldo
quequando
doente.0 Idade
_
Devido
às alterações da pele e a predisposição a doenças crônicas que0 Mobilidade reduzida
~
Afeta a capacidade de aliviar a pressão demodo
eficaz,predispõem
também
ao cisalhamento e fricçãoquando
a pessoa esta confinada aum
leitoou
auma
cadeira.0 Estado nutricional reduzido
-
Prejudica a elasticidade da pele e à longo prazo leva à aanemia
e auma
redução de oxigênio aos tecidos. Concentrações baixas de proteínasno
soro
também
éum
aspecto importante para o desenvolvimento de úlceras de pressão.o Peso corpóreo
-
Pessoas abaixo do peso estãomenos
protegidos contra a pressãopor terem
menos
tecidosmoles
sobre as saliências ósseas. Pessoas obesas são difíceis de mobilizar, e muitas vezesacabam
sendo arrastadas ao invés de levantadas. Outro problema quanto aos obesos é que aumidade do
suor fica presa entre as dobras de gordura, causando maceração.Ambos
podem
apresentarmau
estado nutricional.0 Incontinência urinária e fecal
-
por aumentar o risco de maceração da pele econseqüentemente o de fricção.
0 Suprimento pobre de sangue
-
Causado
por doenças (cardíaca, vascular periférica, diabetes), drogas vasoconstritoras. 'A
prevenção de úlceras de pressão precisa seruma
meta
de toda a equipemultiprofissional,
da
pessoa sob risco de adquiri-las,quando
estepode
assumir seu autocuidado, e familiares envolvidos.Dealey (2001) cita as diretrizes européias para prevenção das úlceras de pressão da
European
Pressure Ulcer Advisory Panel, 1998:1. Identificar indivíduos
em
risco, que necessitam de prevenção, e os fatores que ospõem
em
risco.2.
Manter
e melhorar a tolerância do tecido à pressão, para prevenir lesões.3. Proteger contra os efeitos adversos de forças mecânicas externas: pressão, fricção e
4. Melhorar os resultados dos pacientes
em
risco de lesão causadas pela pressão, pormeio
de programas educacionais.1- Identificar pessoas
em
risco,que
necessitamde
prevenção, e os fatoresque
aspõem
em
riscoO
primeiro passo para a prevenção deste tipo de úlcera é identificar quais pessoas são mais susceptíveis. Nesta avaliação incluem-se a idade, peso, medicações utilizadas (anti-inflamatórios, esteróides, citotóxicos), presença
ou
não de incontinência, faz-se necessáriotambém
a avaliação da condição nutricional, a avaliação da pele edo
grau de mobilidade.2-
Manter
emelhorar
a tolerânciado
tecido à pressão,para
prevenir lesõesA
avaliação da pele proporciona informações contínuas sobre a eficácia do plano de prevenção.São
observadas as proeminências ósseas, incluindo locaisincomuns
em
pessoas emaciadas; a coloração e o estado geral da pele (ressecamento, fragilidade, eritema e áreas de maceraçao).Para que a tolerância do tecido à pressão seja mantida são
tomados
cuidadoscom
a pele.As
massagens
ou
esfregadurasna
prevenção de úlceras de pressão não são recomendáveisBUSS
et al (1997apud DEALEY,
2001, p. 106). Para pessoascom
pele muito seca pode-se utilizarcremes
emolientes.Os
cremesdevem
ser aplicados suavemente na áreaafetada. Se a pele estiver
úmida
a fonte daumidade
deve ser identificada e se possível tratada.3- Proteger contra os efeitos adversos de forças
mecânicas
externas: pressão,fricção e cisalhamento
O
principalmétodo
para a prevenção de úlceras de pressão é o alivio da pressão.colocação estratégica de travesseiros alivia a pressão
em
saliências ósseas taiscomo
calcanhares, maléolos dos tornozelos e joelhos.4-
Melhorar
os resultados das pessoasem
riscode
lesãocausadas
pela pressão,por
meio de
programas
educacionaisA
prevenção das ulceras de pressão só poderá seruma
realidade se contarcom
acooperação de todos os envolvidos e nisto incluem os profissionais da equipe multiprofissional; a pessoa
em
risco de adquirir úlcera de pressão e familiares.O
tratamento da pessoacom
uma
úlcera de pressão deve ser holístico e multidisciplinar, precisa ser individualizado, levandoem
consideração as particularidades de cadaum
e as caracteristicas da úlcera.As
medidas preventivasdevem
ter continuidade.O
American
National Pressure Ulcer AdvisoryPanel
(1989)propõem
um
sistema de graduação para as úlceras de pressão(DEALEY,
2001, p. 114):Grau I-
Eritemanão
esbranquiçado da pele intacta, prenunciando ulceração da pele.Grau
II-
Perda da pele de espessura parcial, envolvendo epiderme e/ou derme.A
úlcera é superficial e podes se vista
como
bolha, abrasão,ou
cratera.Grau
III-
Ferida de espessura total, envolvendo epiderme,derme
ecamada
subcutânea.
A
úlcera se apresentacomo
cratera,com
ou
sem
solapamento.Grau
IV
-
Destruição extensa envolvendo outros tecidos,como
músculos, tendõesou
ossos.
A
graduação daUP
juntamentecom
outras ferramentas descritivascomo
medição ou
traçado da ferida e descrição da aparência são instrumentos úteis para a avaliação da ferida e
3.2.4 Fatores
que
influenciam na
cicatrização das feridasExistem diversos fatores que
podem
interferir na cicatrização das feridas, por isso éimportante prestar
uma
assistência holística. Talvez aenfermagem
não possa intervirmediante alguns fatores,
porém
é indispensável o conhecimento deles para o planejamento deum
cuidado humanizado.Abordaremos,
sobforma
de tabela, os fatorescomo:
infecção, idade, nutrição, oxigenação, edema, hipotermia, mobilidade, drogas, estresse e ansiedade,dentre outros.
[FATORES
CAUSAS
[Infecção
“Todas
as feridas são contaminadas por bactérias, principalmente as abertas. Isso não afeta a cicatrização. Porém, a infecção clinica certamente o faz.A
infecção prolonga o estágio inflamatório da cicatrização amedida
em
que as célulascombatem
uma
grande quantidade de bactérias.Aparentemente, ela
também
inibe a capacidade dos fibroblastos de'produzir colágeno”
(DEALEY,
1996).Idade
Há
diversos fatores queparecem
retardar o processo de cicatrização das pessoas idosas, dentre eles estão amenor
eficiência do sistemacirculatório, principalmente nas áreas superficiais
do
corpo, e a grande'probabilidade de deficiência
no
quadro nutritivo.Edema
“Diminui ofluxo
sanguíneo por exercer maior pressão intersticial sobre osvasos”
(SMELTZER
EBARE,
1998, p. 361).|Hipotermia
“Provoca
uma
interrupção do fornecimento de sangue para asextremidades, tornando-o restrito. Assim, a superficie da ferida
pode
ficarFATORES
CAUSAS
“Os
esteróides e as drogas reumatóidestêm
um
efeito antiinflamatório.Os
[Drogas esteróides
reduzem
a síntese de proteínas, arcos capilares, a proliferação e epitelização de fibroblastos”(DEALEY,
1996).Estimulada pela liberação de adrenalina,
uma
dasmudanças
bioquímicas básicasno
estresse éum
aumento
da secreçãodo
hormônio
adrenocorticotrófico
(ACTH)
que, por sua vez, estimula a produção dehormônios
do córtex adrenal. Especificamente, oACTH
que regula aprodução de glicocorticóides, cortisol e hidrocortisona.
Os
Estresse eglicocorticóides
provocam
o deslocamento das reservas de açúcardo
ansiedade corpo, elevando a sua taxa
no
sangue. Elesprovocam
uma
redução da mobilidade dos granulócitos e macrófagos,impedindo
a sua migração paraa ferida.
Na
verdade, isso reprime o sistema imunológico e diminui a rresposta inflamatória.Os
glicocorticóidestambém
aumentam
a quebra de|proteínas e excreção de nitrogênio, os quais inibem a regeneração das
célulasendoteliaise retardam a síntese de colágeno.