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(1)

Microeconomia Financeira

Jos ´e Guilherme de Lara Resende

Departamento de Economia – UnB

(2)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia

Conceitos Iniciais Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

(3)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia

Conceitos Iniciais Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

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T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia

Conceitos Iniciais Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes

4 Payoffs e Retornos Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

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T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia

Conceitos Iniciais Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes

4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

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T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia

Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados 2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

(7)

O que ´e Microeconomia

Microeconomia Estuda as decis ˜oes dos agentes econ ˆomicos.

Prov ˆe justificativas para uma s ´erie de problemas econ ˆomicos.

Quest ˜oes Algumas quest ˜oes que a Microeconomia trata: Efeito de um aumento de um imposto de importac¸ ˜ao,

Efeito de uma abertura comercial, Escoplhas ´otimas de investimento, etc.

(8)

O que ´e Microeconomia

Microeconomia Estuda as decis ˜oes dos agentes econ ˆomicos.

Prov ˆe justificativas para uma s ´erie de problemas econ ˆomicos.

Quest ˜oes Algumas quest ˜oes que a Microeconomia trata:

Efeito de um aumento de um imposto de importac¸ ˜ao,

Efeito de uma abertura comercial, Escoplhas ´otimas de investimento, etc.

(9)

Tipos de Agentes Econ ˆomicos

Os principais tipos de agentes que a microeconomia estuda s ˜ao:

Consumidores

Firmas

(10)

Tipos de Agentes Econ ˆomicos

Os principais tipos de agentes que a microeconomia estuda s ˜ao:

Consumidores

Firmas

(11)

Tipos de Agentes Econ ˆomicos

Os principais tipos de agentes que a microeconomia estuda s ˜ao:

Consumidores

Firmas

(12)

Consumidores e Firmas

Consumidores

Manifestam suas ac¸ ˜oes na economia por interm ´edio de suas demandas, oferta de trabalho e decis ˜oEs de empreender e investir.

Buscam o m ´aximo de satisfac¸ ˜ao a partir de sua riqueza e dos prec¸os dos bens e servic¸os dispon´ıveis para consumo. Firmas

Manifestam suas ac¸ ˜oes na economia por interm ´edio de sua demanda por insumos ou fatores de produc¸ ˜ao e por sua oferta de bens e servic¸os produzidos. Al ´em disso, tomam decis ˜oes de investimento.

Procuram maximizar seu lucro a partir da tecnologia de que disp ˜oem para produzir o bem ofertado e dos prec¸os dos insumos que comp ˜oem o bem ofertado.

(13)

Consumidores e Firmas

Consumidores

Manifestam suas ac¸ ˜oes na economia por interm ´edio de suas demandas, oferta de trabalho e decis ˜oEs de empreender e investir.

Buscam o m ´aximo de satisfac¸ ˜ao a partir de sua riqueza e dos prec¸os dos bens e servic¸os dispon´ıveis para consumo.

Firmas

Manifestam suas ac¸ ˜oes na economia por interm ´edio de sua demanda por insumos ou fatores de produc¸ ˜ao e por sua oferta de bens e servic¸os produzidos. Al ´em disso, tomam decis ˜oes de investimento.

Procuram maximizar seu lucro a partir da tecnologia de que disp ˜oem para produzir o bem ofertado e dos prec¸os dos insumos que comp ˜oem o bem ofertado.

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Governo

Governo

Possuem a capacidade de taxar consumidores e firmas. Fornecem bens p ´ublicos, podem auxiliar na resoluc¸ ˜ao de outras falhas de mercado.

Tamb ´em possuem o objetivo de redistribuir renda. Seu objetivo pode ser modelado como maximizar o

bem-estar de toda a sociedade, mas problemas de captura podem atrapalhar.

(15)

An ´alise Positiva e An ´alise Normativa

An ´alise Positiva

Descreve o comportamento dos agentes e os resultados da interac¸ ˜ao entre os comportamentos dos agentes.

An ´alise Normativa

Estuda como os resultados deveriam ser e o que fazer para obt ˆe-los.

Exemplo: Um modelo de economia positiva constata que existe monop ´olio em algum setor da economia. A economia

normativa estuda como este monop ´olio atinge a sociedade e o que pode ser feito para corrig´ı-lo.

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An ´alise Positiva e An ´alise Normativa

An ´alise Positiva

Descreve o comportamento dos agentes e os resultados da interac¸ ˜ao entre os comportamentos dos agentes. An ´alise Normativa

Estuda como os resultados deveriam ser e o que fazer para obt ˆe-los.

Exemplo: Um modelo de economia positiva constata que existe monop ´olio em algum setor da economia. A economia

normativa estuda como este monop ´olio atinge a sociedade e o que pode ser feito para corrig´ı-lo.

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An ´alise Positiva e An ´alise Normativa

An ´alise Positiva

Descreve o comportamento dos agentes e os resultados da interac¸ ˜ao entre os comportamentos dos agentes. An ´alise Normativa

Estuda como os resultados deveriam ser e o que fazer para obt ˆe-los.

Exemplo: Um modelo de economia positiva constata que existe monop ´olio em algum setor da economia. A economia

normativa estuda como este monop ´olio atinge a sociedade e o que pode ser feito para corrig´ı-lo.

(18)

Economia Neocl ´assica

Princ´ıpios B ´asicos da Economia Neocl ´assica:

1 Comportamento maximizador (sujeito a restric¸ ˜oes),

2 Equil´ıbrio.

Esses dois princ´ıpios usam a id ´eia deracionalidade: as ac¸ ˜oes dos agentes econ ˆomicos s ˜ao coerentes com a busca de seu prop ´osito (mesmo que essa busca resulte em um

comportamento prejudicial `ao pr ´oprio agente, como fumar, ou a sociedade).

(19)

Economia Neocl ´assica

Princ´ıpios B ´asicos da Economia Neocl ´assica:

1 Comportamento maximizador (sujeito a restric¸ ˜oes),

2 Equil´ıbrio.

Esses dois princ´ıpios usam a id ´eia deracionalidade: as ac¸ ˜oes dos agentes econ ˆomicos s ˜ao coerentes com a busca de seu prop ´osito (mesmo que essa busca resulte em um

comportamento prejudicial `ao pr ´oprio agente, como fumar, ou a sociedade).

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Economia Neocl ´assica

Princ´ıpios B ´asicos da Economia Neocl ´assica:

1 Comportamento maximizador (sujeito a restric¸ ˜oes),

2 Equil´ıbrio.

Esses dois princ´ıpios usam a id ´eia deracionalidade: as ac¸ ˜oes

dos agentes econ ˆomicos s ˜ao coerentes com a busca de seu prop ´osito (mesmo que essa busca resulte em um

comportamento prejudicial `ao pr ´oprio agente, como fumar, ou a sociedade).

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Economia de Mercado

Em uma economia de mercado temos que: Sistema de prec¸os opera livremente;

Alocac¸ ˜ao eficiente dos recursos de uma sociedade; Economia de informac¸ ˜ao;

Descentralizac¸ ˜ao das decis ˜oes;

Bens s ˜ao produzidos pelos produtores mais eficientes e consumidos pelos consumidores que atribuem o maior valor ao bem;

(22)

Crit ´erio de Efici ˆencia de Pareto

Falhas de Mercados ˜ao situac¸ ˜oes que justificam intervenc¸ ˜ao estatal (desde que bem feita), pois impedem que o mercado seja eficiente (no sentido de Pareto).

Efici ˆencia de Pareto: Uma alocac¸ ˜ao satisfaz o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto se n ˜ao existe como melhorar a situac¸ ˜ao de algum agente sem piorar a de outro agente.

Observac¸ ˜ao: o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto n ˜ao diz nada sobre desigualdade. Ele ´e apenas um crit ´erio m´ınimo de efici ˆencia, que exclui desperd´ıcios na sociedade.

(23)

Crit ´erio de Efici ˆencia de Pareto

Falhas de Mercados ˜ao situac¸ ˜oes que justificam intervenc¸ ˜ao estatal (desde que bem feita), pois impedem que o mercado seja eficiente (no sentido de Pareto).

Efici ˆencia de Pareto: Uma alocac¸ ˜ao satisfaz o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto se n ˜ao existe como melhorar a situac¸ ˜ao de algum agente sem piorar a de outro agente.

Observac¸ ˜ao: o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto n ˜ao diz nada sobre desigualdade. Ele ´e apenas um crit ´erio m´ınimo de efici ˆencia, que exclui desperd´ıcios na sociedade.

(24)

Crit ´erio de Efici ˆencia de Pareto

Falhas de Mercados ˜ao situac¸ ˜oes que justificam intervenc¸ ˜ao estatal (desde que bem feita), pois impedem que o mercado seja eficiente (no sentido de Pareto).

Efici ˆencia de Pareto: Uma alocac¸ ˜ao satisfaz o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto se n ˜ao existe como melhorar a situac¸ ˜ao de algum agente sem piorar a de outro agente.

Observac¸ ˜ao: o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto n ˜ao diz nada sobre desigualdade. Ele ´e apenas um crit ´erio m´ınimo de efici ˆencia, que exclui desperd´ıcios na sociedade.

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Falhas de Mercado

Algumas falhas de mercado:

Externalidades; Poder de mercado; Informac¸ ˜ao Imperfeita; Bens P ´ublicos.

Se alguma dessas falhas de mercado estiver presente, n ˜ao podemos afirmar que a alocac¸ ˜ao de recursos e bens alcanc¸ada por essa sociedade satisfaz o crit ´erio de efici ˆencia de Pareto.

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T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia

Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

(27)

Modelos Econ ˆomicos

Modelos econ ˆomicoss ˜ao simplificac¸ ˜oes da realidade que ajudam a entender um problema complexo.

Exemplo: mapa rodovi ´ario.

Navalha de Occan: regra para a escolha entre modelos: se temos dois modelos que explicam o mesmo fen ˆomeno, escolhemos o modelo mais simples.

(28)

Modelos Econ ˆomicos

Modelos econ ˆomicoss ˜ao simplificac¸ ˜oes da realidade que ajudam a entender um problema complexo.

Exemplo: mapa rodovi ´ario.

Navalha de Occan: regra para a escolha entre modelos: se temos dois modelos que explicam o mesmo fen ˆomeno, escolhemos o modelo mais simples.

(29)

Modelos Econ ˆomicos

Modelos econ ˆomicoss ˜ao simplificac¸ ˜oes da realidade que ajudam a entender um problema complexo.

Exemplo: mapa rodovi ´ario.

Navalha de Occan: regra para a escolha entre modelos: se temos dois modelos que explicam o mesmo fen ˆomeno, escolhemos o modelo mais simples.

(30)

Postulados

Algumas id ´eias s ˜ao primordiais no racioc´ınio econ ˆomico: Escassez

recursos da sociedade s ˜ao limitados;

Sem escassez n ˜ao existe problema econ ˆomico;

Custo de oportunidade: custo de algum bem ou servic¸o ´e o valor da melhor alternativa de uso dos recursos utilizados para se adquirir esse bem.

Escolha (tradeoffs)

Escassez imp ˜oe a necessidade de escolher entre alternativas poss´ıveis;

Tradeoff: situac¸ ˜ao em que para se obter alguma coisa deve-se sacrificar outra;

tradeoff entre “canh ˜oes e manteiga”; tradeoff entre “equidade e efici ˆencia”.

(31)

Postulados

Algumas id ´eias s ˜ao primordiais no racioc´ınio econ ˆomico: Escassez

recursos da sociedade s ˜ao limitados;

Sem escassez n ˜ao existe problema econ ˆomico;

Custo de oportunidade: custo de algum bem ou servic¸o ´e o valor da melhor alternativa de uso dos recursos utilizados para se adquirir esse bem.

Escolha (tradeoffs)

Escassez imp ˜oe a necessidade de escolher entre alternativas poss´ıveis;

Tradeoff: situac¸ ˜ao em que para se obter alguma coisa deve-se sacrificar outra;

tradeoff entre “canh ˜oes e manteiga”; tradeoff entre “equidade e efici ˆencia”.

(32)

Postulados (continuac¸ ˜ao

Comportamento Individual Maximizador

Substituic¸ ˜ao

Agentes est ˜ao dispostos a fazer as escolhas que a escassez de recursos exige;

Entre quaisquer dois bens A e B que desejamos, estamos dispostos a abrir m ˜ao de um pouco de A para receber um pouco de B;

Essa substituic¸ ˜ao normalmente envolve pequenos incrementos dos bens (incrementos marginais);

Firma: produz at ´e o ponto em que o acr ´escimo de receita pela venda do ´ultimo bem produzido (benef´ıcio para a firma) for igual ao custo marginal de produzi-lo (perda para a firma).

(33)

Postulados (continuac¸ ˜ao

Comportamento Individual Maximizador Substituic¸ ˜ao

Agentes est ˜ao dispostos a fazer as escolhas que a escassez de recursos exige;

Entre quaisquer dois bens A e B que desejamos, estamos dispostos a abrir m ˜ao de um pouco de A para receber um pouco de B;

Essa substituic¸ ˜ao normalmente envolve pequenos incrementos dos bens (incrementos marginais);

Firma: produz at ´e o ponto em que o acr ´escimo de receita pela venda do ´ultimo bem produzido (benef´ıcio para a firma) for igual ao custo marginal de produzi-lo (perda para a firma).

(34)

Implicac¸ ˜oes dos Postulados

Agentes econ ˆomicos tomam decis ˜oes dependendo dos custos e benef´ıcios destas decis ˜oes. Se houver alterac¸ ˜ao nestes custos e benef´ıcios, as decis ˜oes podem se

modificar.

Incentivos na economia podem induzir as pessoas ou

firmas a tomarem certas decis ˜oes (agentes econ ˆomicos

respondem a incentivos: import ˆancia fundamental em economia).

desenho de pol´ıticas p ´ublicas deve levar em conta que as pessoas podem alterar seu comportamento devido a uma nova lei, e essa mudanc¸a pode ter efeitos n ˜ao desej ´aveis. Exemplo: Lei Seca nos Estados Unidos.

(35)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais

Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

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Pref ´acio

O objetivo dessas notas de aula ´e fornecer um material conciso para o curso de Microeconomia Financeira, mat ´eria obrigat ´oria do

Mestrado Profissional em Economia, ´area de concentrac¸ ˜ao de Financ¸as, ofertada pelo Departamento de Economia da Universidade de Bras´ılia.

Elas se baseiam em diversas fontes (em algumas partes, as notas seguem o livro Moderna Teoria de Carteiras e An ´alise de

Investimentos, de Elton, Gruber, Brown e Goetzman, de maneira pr ´oxima), a maioria contida na bibliografia da ementa do curso, e n ˜ao devem ser divulgadas sem a autorizac¸ ˜ao do autor.

Evidentemente, erros e imprecis ˜oes s ˜ao de minha responsabilidade. Sugest ˜oes e correc¸ ˜oes podem ser enviadas para

(37)

Motivac¸ ˜ao

Escolha de Portf ´olio: ´e uma escolha individual: consumo hoje vs. investir para consumo futuro: escolha de investimento em ativos financeiros.

An ´alise microecon ˆomicat´ıpica para problemas de escolha ´otima de portf ´olio:

caracterizar as alternativas dispon´ıveis para escolha; caracterizar os gostos/prefer ˆencias do consumidor.

(38)

Prec¸o de um Ativo com Risco

O prec¸o de um ativo com risco possui dois componentes: pr ˆemio pela espera (R$ 1 hoje vale mais do que R$ 1 amanh ˜a)

pr ˆemio pelo risco (retorno ´e incerto) ´

Ultimos 50 anos nos EUA: retorno real das ac¸ ˜oes americanas: 5,8% a.a (medido pelo ´ındice DJIA; 6,2% medido pelo ´ındice S&P500).

6% : 

1% pela espera;

(39)

Risk Premium Puzzle

Quest ˜ao doRisk Premium Puzzle(Mehra e Prescott, 1985): o

retorno de ac¸ ˜oes nos EUA ´e muito maior do que o de t´ıtulos de renda fixa do tesouro americano. O grau de avers ˜ao ao risco necess ´ario para justificar a compra de t´ıtulos de renda fixa ´e muito alto, com valores incompat´ıveis com outras ´areas de economia.

Cl ´assico conflito em economia: Descritiva → modelos ruins?

Normativa → ativos precificados erroneamente? (oportunidades de arbitragem?)

(40)

M ´etodos de Precificac¸ ˜ao

Equac¸ ˜ao Fundamental:

PREC¸ O = PAYOFF ESPERADO DESCONTADO

| {z }

pela espera e pelo risco

Dois m ´etodos de precificac¸ ˜ao:

1 Precificac¸ ˜ao absoluta: ativos s ˜ao precificados usando sua

exposic¸ ˜ao a fontes fundamentais do risco econ ˆomico. Ex: CAPM: o que ´e o “risco de mercado”?

2 Precificac¸ ˜ao parcial ou relativa: precifica o valor de um

ativo usando outros ativos. Precificac¸ ˜ao por arbitragem. Ex: Back-Scholes: precifica opc¸ ˜oes usando a ac¸ ˜ao associada.

(41)

Ativos Reais e Ativos Financeiros

O que determina Risco Agregado (macroecon ˆomico)?

,→ determina o prec¸o dos ativos

Pr ˆemio por “distress”, risco, etc.

Riqueza: depende dos ativos reais da economia (e.g. terras, m ´aquinas) que, dada a tecnologia existente e o capital humano dispon´ıvel, geram bens para consumo e investimento.

ATIVOS REAIS:

Produzem bens e servic¸os. X

ATIVOS FINANCEIROS: 

Definem a alocac¸ ˜ao da riqueza entre as pessoas; Modo de ter uma participac¸ ˜ao dos ativos reais.

(42)

Caracter´ıstica dos Ativos Financeiros

“Somam zero” (sobra apenas a soma dos ativos reais como a riqueza l´ıquida de uma economia);

N ˜ao representam a riqueza diretamente;

S ˜ao criados e destru´ıdos ao longo do processo de neg ´ocios;

S ˜ao cr ´editos `a renda gerada por ativos reais ou `a renda do governo;

Exemplos: ac¸ ˜oes, pap ´eis do tesouro, Letra do Tesouro Nacional (LTN), certificado de dep ´osito banc ´ario (CDB), etc.

(43)

Carteira de Ativos

Carteira de ativos:

Reais (carro, casa, etc);

Financeiros (poupanc¸a, CDB, etc).

Queremos estudar a escolha racional de carteiras ´otimas de ativos financeiros.

,→Ativos com risco → n ˜ao conhece o valor do ativo amanh ˜a.

(44)

Investimentos Diretos e Indiretos

Investimentos podem ser:

Diretos (feitos pelo pr ´oprio investidor); Indiretos (fundos de investimento).

Investimentos indiretos podem ser feitos com a compra de cotas de participac¸ ˜ao em fundos de investimento, que, por sua vez, podem ser de dois tipos:

Fundos abertos: comprados e vendidos diretamente pelos pr ´oprios fundos;

Fundos fechados: n ´umero fixo de cotas que s ˜ao

negociadas em bolsa e podem apresentar ´agio ou des ´agio com relac¸ ˜ao `a carteira mantida.

(45)

T´ıtulos

Definic¸ ˜ao: T´ıtulo. Umt´ıtulo ´e um contrato que representa o direito de receber benef´ıcios futuros sob um conjunto

determinado de condic¸ ˜oes.

Existem diversos tipos de t´ıtulos financeiros. Alguns exemplos s ˜ao ac¸ ˜oes, t´ıtulos de renda fixa (pagam um valor fixo no futuro), derivativos, etc.

T´ıtulos de Renda Fixa: s ˜ao t´ıtulos que pagam, em per´ıodos

definidos, conhecidos de antem ˜ao, um valor, que pode ser determinado no momento da compra do t´ıtulo ou no seu resgate.

(46)

T´ıtulos de Renda Fixa

Um t´ıtulo de renda fixa pode ser visto como um empr ´estimo do comprador do t´ıtulo ao seu emissor (pessoa privada ou

p ´ublica). Os juros cobrados s ˜ao a remunerac¸ ˜ao do empr ´estimo feito. Os t´ıtulos de renda fixa podem ser:

Pr ´e-Fixados: remunerac¸ ˜ao ´e determinada no momento da aplicac¸ ˜ao. Exemplo: CDB pr ´e-fixado de 60 dias, com rendimento de 6%.

P ´os-Fixados: remunerac¸ ˜ao depende de algum ´ındice cujo valor exato ´e conhecido apenas no resgate. Exemplo: t´ıtulos com rendimento atrelado ao IPCA.

(47)

Mercados de Capitais e Mercados Monet ´arios

Dois tipos de mercados:

Mercado Monet ´ario: equivalentes a dinheiro, liquidez alta,

risco baixo;

Mercado de Capitais:



longo prazo (usualmente mais de um ano), maior risco; permite a separac¸ ˜ao de administrac¸ ˜ao e propriedade.

Renda Fixa: pagamentos pr ´e-determinados; Renda Vari ´avel: pagamentos variam.

(48)

Financiamento de Firmas

Uma firma pode se financiar emitindoac¸ ˜oes, que podem ter

diferentes caracter´ısticas.

Uma outra forma de uma empresa se financiar ´e emitir

deb ˆentures, que consiste na emiss ˜ao direta de d´ıvida.

Deb ˆentures s ˜ao direitos de cr ´edito contra a firma, a emissora desse t´ıtulo, que possui prazo de validade e o seu n ˜ao pagamento pode decretar fal ˆencia da firma.

(49)

Ac¸ ˜oes

Ac¸ ˜ao ordin ´aria:

Representa um direito de propriedade de uma firma; Responsabilidade limitada (pode perder no m ´aximo o papel); “Reclamante residual”;

Recebe dividendos, dependendo do que escolhe a direc¸ ˜ao da firma; Direito a voto.

Ac¸ ˜ao preferencial:

N ˜ao representa direito de propriedade; Sem direito a voto;

Paga dividendos fixos, pr ´e-especificados;

N ˜ao pagamento n ˜ao decreta fal ˆencia (acumula e paga mais `a frente). Sem prazo para maturac¸ ˜ao (n ˜ao h ´a pagamento de principal/t´ıtulo de durac¸ ˜ao infinita);

(50)

Derivativos

Definic¸ ˜ao: Derivativos. Um derivativo ´e um instrumento

financeiro cujo valor depende do valor de um t´ıtulo ou de uma carteira de ativos financeiros. Logo, o derivativo ´e um “direito contingente”.

Exemplos de derivativos:

Contrato futuro: obrigac¸ ˜ao de comprar um ativo ou

carteira financeira em uma data futura, com prec¸o pr ´e-especificado.

Opc¸ ˜oes (de compra): direito de comprar um ativo ou

carteira financeira em uma data futura, com prec¸o pr ´e-especificado.

(51)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados

2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais

Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

(52)

Introduc¸ ˜ao

Mercados financeiros tratam, ao longo do tempo, de fluxos (ou cursos ou movimentos) monet ´arios.

Entender os princ´ıpios econ ˆomicos dos mercados financeiros ´e importante para a tomada de decis ˜oes nas ´areas de

investimento e financiamento.

Indiv´ıduos podem utilizar os mercados financeiros para ajustes de seus fluxos de consumo e as instituic¸ ˜oes, para ajustar seus fluxos de investimento. Ambos podem usar os mercados financeiros em decis ˜oes de investimentos.

(53)

Intermedi ´arios Financeiros

Intermedi ´arios financeiros s ˜ao instituic¸ ˜oes como bancos e

corretoras que tornam mais f ´acil empr ´estimos e aplicac¸ ˜oes de recursos, entre outras func¸ ˜oes.

Mercado em “equil´ıbrio”: a quantia total que os poupadores querem emprestar ´e igual `a quantia que os tomadores de empr ´estimos querem tomar.

Ajuste via taxa de juros, onde as forc¸as de mercado conduzem uma situac¸ ˜ao de desequil´ıbrio para o equil´ıbrio.

(54)

Forma Tradicional de Investir

Investidor → Corretora → Ordem de investimento

Ordem de investimento deve especificar:

,→Tipo: (compra ou venda);

,→Data, Nome, etc.;

(55)

Vendas a Descoberto

Definic¸ ˜ao: Vendas a Descoberto: consiste na venda de

t´ıtulos que o investidor n ˜ao possui (venda “pegando emprestado”). Normalmente o investidor faz uso de t´ıtulos custodiados na corretora.

Margens: investimentos com dinheiro emprestado/compra

com alavancagem.

,→ Margem inicial;

,→ Margem para manutenc¸ ˜ao.

A utilizac¸ ˜ao de margens amplia a possibilidade de ganhos ou perdas.

(56)

Mercados Prim ´arios e Sacund ´arios

Mercados podem ser classificados em dois tipos:

Prim ´arios: Onde s ˜ao vendidos os t´ıtulos pela primeira

vez.

Exemplo: Tesouro Nacional.

Secund ´arios: T´ıtulos s ˜ao revendidos.

(57)

Exemplos de Bolsas de Valores

Mercados de ac¸ ˜oes (chamados bolsas de valores) importantes: New York Stock Exchange (NYSE)

B3, antiga Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de S ˜ao Paulo (BM&FBovespa S.A.)

National Association of Securities Dealers Automated Quotations (NASDAQ)

(58)

Modelagem de Risco

O risco de um ativo pode estar associado a diferentes motivos: risco de mercado;

prazo;

risco de cr ´edito/default; liquidez;

etc.

Risco: variac¸ ˜ao/volatilidade (VOL) medida usualmente pelo desvio-padr ˜ao.

Quest ˜ao: Como modelar risco? Para isso, vamos revisar

brevemente alguns conceitos de probabilidade na nota de aula 2.

(59)

Contrato Informal

Paulo e Roberta s ˜ao casados e t ˆem uma renda anual de R$ 200.000,00. Roberta quer poupar para comprar um

apartamento. Paulo quer comprar m ´oveis.

Roberta pode abdicar de parte de sua renda desse ano se Paulo se comprometer a dar a ela parte da renda futura do casal.

Assim, Roberta emprestaria R$ 100.000,00 a Paulo e Paulo se comprometeria a contribuir com R$ 120.000,00 no ano

(60)

Contrato Informal

Observe que Roberta empresta e aceita o compromisso de Paulo de receber seu dinheiro de volta no ano seguinte, com um acr ´escimo de R$ 20.000,00, ou seja, mais 20% do montante emprestado.

Na linguagem financeira, os 20% s ˜ao os juros do empr ´estimo que Roberta fez a Paulo.

Concluindo, o casal, al ´em de realizar um neg ´ocio, criou um instrumento financeiro: o contrato com o compromisso de Paulo pagar R$ 120.000,00 a Roberta no ano seguinte.

(61)

Decis ˜oes de Investimento de Firmas/Instituic¸ ˜oes

O ponto de vista de um investidor individual ´e o que foi estudado at ´e agora. As decis ˜oes de investimento das

instituic¸ ˜oes s ˜ao orientadas pelos mesmos princ´ıpios e regras ou por regras mais complexas do que as do VPL dos

investidores individuais?

N ˜ao, as mesmas regras se aplicam: a norma de decis ˜ao de investimento de uma empresa ser ´a a mesma de um investidor individual.

Para isso basta notar que empresas s ˜ao uma maneira de v ´arios investidores agregarem seus recursos para negociarem em uma escala maior.

(62)

Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa – Paulo

Tempo 6 Entrada: Ano Atual R$ 100.000,00 ? Sa´ıda: Ano Seguinte −R$ 120.000,00

Fluxo de Caixa – Roberta

Tempo ? Entrada: Ano Atual −R$ 100.000,00 6 Sa´ıda: Ano Seguinte R$ 120.000,00

(63)

Notac¸ ˜ao

Uma notac¸ ˜ao ´util para representar o fluxo de caixa de, por exemplo, Roberta, ´e:

(−R$ 100.000, 00; R$ 120.000, 00)

O sinal negativo anterior aos R$ 100.000,00 indica uma despesa (ou sa´ıda). O “ponto e v´ırgula” entre os n ´umeros denotam que os valores s ˜ao pagos ou recebidos em per´ıodos diferentes.

(64)

O valor Hoje de Um Real Amanh ˜a

Em geral, um contrato do tipo acima possui dois problemas:

1 Paulo n ˜ao conseguir quitar seu compromisso no ano

seguinte, conforme estipulado no contrato (risco de cr ´edito ou risco de inadimpl ˆencia ou risco de default).

2 Para negociar, Paulo e Roberta devem ter o conhecimento

de que podem fazer transac¸ ˜oes mutuamente favor ´aveis. Para minimizar a primeira dificuldade e facilitar a segunda, existem as instituic¸ ˜oes financeiras citadas acima, que procuram garantir o cumprimento de contratos e facilitar o v´ınculo entre poupadores e tomadores de empr ´estimos.

(65)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados 2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes 4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

(66)

VPL – Exemplo Simples

Ovalor presente l´ıquido(VPL) utiliza o mercado financeiro para converter valores a serem recebidos no futuro a prec¸os correntes. A f ´ormula do VPL fornece a importante informac¸ ˜ao do valor do dinheiro no tempo.

Exemplo: Suponha um investimento que matura em um per´ıodo.

Sejam:

C0: o gasto inicial com o investimento;

C1: o total a ser recebido daqui a um ano.

O VPL do investimento ´e dado pela f ´ormula: VPL = C0+

C1

1 + r, (1)

onde r ´e a taxa de juros de mercado. Suponha que C0 = −10.000,

(67)

Fluxo de Caixa

? Ano Atual −R$ 10.000,00 6 Ano Seguinte R$ 13.000,00

(68)

Fator de Desconto e Fator de Capitalizac¸ ˜ao

Observe que o fluxo de caixa do ano seguinte, C1 na equac¸ ˜ao

(1), ´e dividido por 1 + r. Essa penalidade sobre o dinheiro a ser recebido em um ano significa que R$ 1,00 sem risco hoje vale mais do que R$ 1,00 sem risco no futuro:

R$ 1

1 + r =R$

1

1, 1 =R$ 0, 91

A express ˜ao 1/1 + r ´e chamadafator de desconto

intertemporal.

Ao multiplicar C1pelo fator de desconto de um per´ıodo, ´e

(69)

Fator de Capitalizac¸ ˜ao

Similarmente, se C0for multiplicado por 1 + r, ser ´a calculado o

seu valor futuro um per´ıodo `a frente.

Nessa situac¸ ˜ao, 1 + r ´e denominadofator de capitalizac¸ ˜aoou

(70)

Calculando o VPL

Podemos ent ˜ao encontrar o VPL usando a equac¸ ˜ao (1):

VPL = C0+

C1

1 + r = −R$10.000, 00+

R$ 13.000, 00

1, 1 =R$ 1.818, 18

Observac¸ ˜ao: Ao avaliar um investimento, n ˜ao ´e preciso

preocupar-se em verificar se o investidor tem dinheiro suficiente para realiz ´a-lo, pois se o VPL for positivo, ele deve fazer o investimento. Se ele tomar emprestado, no mercado financeiro, o valor inicial C0, o

investimento dar ´a um retorno de C1, que ser ´a suficiente para pagar o

empr ´estimo (C0× (1 + r)) e ainda haver ´a sobra de dinheiro para o

investidor: o valor futuro l´ıquido (VFL). ´E f ´acil observar que o VPL ´e positivo se, e somente se, o valor futuro l´ıquido (VFL) ´e positivo.

(71)

Avaliando um Projeto de Investimento

Normalmente um projeto de investimento inclui fluxo de caixa que incide em tr ˆes classes:

1 investimento inicial (fluxo negativo),

2 fluxos de caixa positivos no decurso da exist ˆencia do

projeto,

3 fluxo de caixa final.

Esta ´e a ocorr ˆencia mais habitual, mas n ˜ao ´e dif´ıcil encontrar projetos e instrumentos financeiros que apresentem fluxos positivos e negativos em per´ıodos diversos no futuro.

(72)

Taxas de Desconto V ´arios Per´ıodos `a Frente

Vamos agora descrever a regra geral do Valor Presente L´ıquido. Seja r a taxa de juros para os dois primeiros anos. O valor presente de R$ 1,00 para daqui a dois anos ser ´a:

1 1 + r × 1 1 + r = 1 (1 + r)(1 + r) = 1 (1 + r)2

J ´a o VP de R$ 1,00 recebido daqui a tr ˆes anos, caso a taxa de juros n ˜ao se altere, ser ´a:

1 1 + r× 1 1 + r× 1 1 + r = 1 (1 + r)(1 + r)(1 + r) = 1 (1 + r)3

Se seguirmos esse racioc´ınio, obtemos que o prec¸o de R$ 1,00 tanos `a frente ´e:

1 (1 + r)t

(73)

VPL – Caso Geral

Represente por (C0; C1; C2; . . . ; Ct; . . . ; CT−1; CT)o fluxo de

caixa total de um investimento qualquer, em que Ci,

i= 0, . . . , T, pode ser positivo ou negativo. Vamos supor que a

taxa de juros ´e r, em todo per´ıodo.

O VPL de todo o projeto ´e a soma do valor presente de cada um dos fluxos de caixa individuais:

VPL = C0+ C1 1 + r+ C2 (1 + r)2 + · · · + CT (1 + r)T = T X t=0 Ct (1 + r)t

(74)

Taxas de Juros Diferentes em Cada Per´ıodo

A f ´ormula acima pode ser facilmente estendida para o caso de

taxas de juros diferentes em cada per´ıodo. Se ri denota a taxa

de juros do per´ıodo i, i = 1, 2, . . . , T, ent ˜ao a f ´ormula do VPL ´e:

VPL = C0+ C1 1 + r1 + C2 (1 + r1)(1 + r2) + · · · + CT (1 + r1) · · · (1 + rT) = T X t=0 Ct Qt i=1(1 + ri)

(75)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados 2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes

4 Payoffs e Retornos Definic¸ ˜oes Iniciais Risco

(76)

Per´ıodos de Capitalizac¸ ˜ao

At ´e esse momento, assumimos que os per´ıodos de

capitalizac¸ ˜ao e de desconto acontecem anualmente. Contudo, ´e comum, principalmente em economias com inflac¸ ˜ao alta, que os rendimentos sejam pagos em intervalos menores.

Exemplo: Seja uma taxa de juros de 20% a.a.,com capitalizac¸ ˜ao semestral. Nesse caso, R$ 100,00 investidos hoje, render ˜ao R$ 100, 00 × 1, 10 = R$ 110, 00 ap ´os seis meses e, R$ 110, 00 × 1, 10 = R$ 121, 00 no fim do ano. Desse modo, 20% a.a. capitalizados semestralmente equivalem a 21% capitalizados anualmente.

(77)

Per´ıodos de Capitalizac¸ ˜ao Diferentes

Um investimento C0por um ano, capitalizado anualmente, ter ´a

um valor futuro de:

C1= C0× (1 + r)

Caso a taxa de juros seja capitalizada semestralmente, o investidor obter ´a:

C1 = C0×



1 + r

2 2

J ´a um investimento por T per´ıodos, capitalizados m vezes por per´ıodo, alcanc¸ar ´a um valor futuro no per´ıodo T:

CT = C0×  1 + r m mT ,

(78)

Taxa Efetiva e Capitalizac¸ ˜ao Cont´ınua

Se T = 1, ent ˜ao: rEFF=  1 + r m m − 1 ´e ataxa de juros efetiva do per´ıodo.

Se C0for investido a uma taxa de capitalizac¸ ˜aocont´ınuar,

ent ˜ao, no t ´ermino de T per´ıodos, C0 aumentar ´a em erT, onde

e≈ 2,718. Ou seja,

(79)

Exemplo: $ 100,00, 10% a.a.

C0 Freq. de Cap. (m) C1 1 +mr m − 1 R$ 100, 00 Anual (m = 1) R$ 110, 00 10, 00% R$ 100, 00 Semestral (m = 2) R$ 110, 25 10, 25% R$ 100, 00 Trimestral (m = 4) R$ 110, 38 10, 381% R$ 100, 00 Di ´aria (m = 365) R$ 110, 516 10, 516% R$ 100, 00 Cont´ınua (m = ∞) R$ 110, 517 10, 517%

(80)

Outros Exemplos

1 Se a taxa de juros nominal for 8% a.a., com capitalizac¸ ˜ao

trimestral, ent ˜ao a taxa de juros anual efetiva ser ´a:

rEFF =  1 + r m m − 1 =  1 +8% 4 4 − 1 = 8, 24%

2 Se uma pessoa vai receber R$ 1.000,00 daqui a quatro

anos e a taxa de juros for 8% a.a., composta

continuamente, ent ˜ao esse recebimento ter ´a o valor hoje de: R$ 1.000, 00 ×  1 e0,08 4 =R$ 726, 15

(81)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados 2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes

4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais

(82)

Payoff

Vamos denotar por xt+1um pagamento (payoff) qualquer feito

no per´ıodo seguinte, t + 1.

Vamos assumir que xt+1 ´e uma vari ´avel aleat ´oria.

(83)

Exemplos

Prec¸o payoff xt+1 Ac¸ ˜oes pt pt+1+ dt+1 Retorno 1 Rt+1 P D pt dt p t+1 dt+1 + 1 d t+1 dt Excesso de Retorno 0 Ret+1= Rat+1− Rb t+1 B ˆonus (bonds) pt 1

Taxa de juros sem risco 1 Rf

(84)

Notac¸ ˜ao

Vamos usar a seguinte notac¸ ˜ao: Rt+1: retorno bruto

rt+1: retorno l´ıquido

Logo:

Rt+1= 1 + rt+1 ou rt+1= ln(Rt+1)

Prec¸os e retornos podem ser em termos reais ou nominais (em $).

(85)

Resumindo

Payoff bruto de um ativo em t + 1 ´e o seu valor em t + 1, mais todos os fluxos de caixa recebidos entre t e t + 1 por possuir o ativo;

Payoff l´ıquido = payoff bruto − investimento inicial;

Retorno (l´ıquido) = payoff l´ıquido/investimento inicial;

(86)

Ac¸ ˜oes

Para ac¸ ˜oes, o retorno de um per´ıodo ´e calculado por: rt+1=

pt+1+ dt+1− pt

pt

,

onde pt ´e o prec¸o da ac¸ ˜ao hoje, pt+1 ´e o prec¸o da ac¸ ˜ao no

per´ıodo seguinte, e dt+1s ˜ao dividendos pagos entre t e t + 1.

Exemplo: Compra ac¸ ˜ao: pt = 10. Em t + 1, pt+1= 12 e

dt+1= 2. Logo: PB= 12 + 2 = 14 ; PL= 14 − 10 = 4 Rt+1= 14 10 = 1,4 ; rt+1= 14 − 10 10 = 40%

(87)

Horizonte de Investimento

O retorno de um investimento depende do seu horizonte (quanto tempo o investimento dura).

Exemplo: 0,5% ao m ˆes (a.m.): 1 → 1,005 em um m ˆes.

Se investe por dois meses: 1 → 1,005 → (1,005) × (1,005) = 1,010025.

⇒ retorno acumulado = 1, 0025% | {z }

juros sobre juros (juros compostos)

> 1%

Ao comparar ativos, devemos comparar em termos do mesmo per´ıodo: a.m., a.a., c.c.

Aproximac¸ ˜ao bastante usada:

(88)

Exemplo

Exemplo: Suponha que r denota uma taxa de juros mensal

(a.m.).

A taxa anual (annual percentage rate) ´e definida como:

rAPR= m × r, onde m = 12.

A taxa anual efetiva rEFF ´e:

rEFF= (1 + r)m− 1 =  1 +rAPR m m − 1 Observe que no limite temos:

lim

m→∞rEFF= e

rAPR − 1 ⇒ 1 + r

(89)

Problema com Retornos

Problema: Retornos n ˜ao s ˜ao som ´aveis ao longo do tempo. Exemplo: Suponha que r2002= −20% e r2003= 10%. Ent ˜ao, se

somarmos os dois retornos, obtemos:

r2002+ r2003= −20% + 10% = −10%

Por ´em:

(90)

Soluc¸ ˜ao Usada

Uma forma de resolver esse problema ´e usarmos retornos em ln: r0t = ln  1 +pt+ dt− pt−1 pt−1  = ln pt+ dt pt−1 

(91)

Exemplo Anterior

Retorno em ln em 2002: ln (1 − 0,20) = −22,31% Retorno em ln em 2003: ln (1 + 0,10) = 9,53% Soma: −22,31% + 9,53% = −12,78% Retorno em ln acumulado de 2002 e 2003: ln (1 − 0,12) = −12,78%

(92)

Conclus ˜ao

Portanto, retornos em ln podem ser somados sem problemas. Retornos em ln s ˜ao praxe na ind ´ustria e usados por raz ˜oes econom ´etricas ao inv ´es de prec¸os (s ˜ao estacion ´arios) em trabalhos emp´ıricos.

Vimos que:

1 + rEFF = erAPR

Ent ˜ao:

(93)

T ´opicos

1 Princ´ıpios da Microeconomia Conceitos Iniciais

Modelos e Postulados 2 Introduc¸ ˜ao `as Financ¸as

Conceitos Iniciais Mercados Financeiros

3 A Regra do Valor Presente L´ıquido

Calculando o VPL

Capitalizac¸ ˜ao em Per´ıodos Diferentes

4 Payoffs e Retornos

Definic¸ ˜oes Iniciais

(94)

Precificando Risco

Usualmente: Ativos “mais arriscados” (com maior vari ˆancia) pagam mais retorno m ´edio?

N ˜ao necessariamente. ´E preciso definir risco de maneira

apropriada (por exemplo, o modelo CAPM deixar ´a isso claro).

Suponha que exista um ativo sem risco com rendimento

rf = 0, 5% a.m. Pode ser o caso que exista um ativo com risco

(95)

Retorno Esperado Requerido

Definic¸ ˜ao: Retorno Esperado Requerido (RER). ´E o retorno requerido pelo mercado para compensar os investidores pelo risco do ativo.

RER = Retorno sem risco + “pr ˆemio pelo risco”,

onde:

Retorno sem risco: Mede o valor do tempo: compensa o investidor por amarrar seu dinheiro por certo tempo. “Pr ˆemio pelo risco”: Indiv´ıduos s ˜ao avessos ao risco, e por isso exigem um pr ˆemio ao risco, uma compensac¸ ˜ao pelo risco assumido.

(96)

Conclus ˜ao

Precisamos ent ˜ao agora modelar risco. Para isso, faremos uma revis ˜ao de conceitos de probabilidade.

Em seguida, vamos revisar ferramentas microcon ˆomicas importantes na modelagem financeira.

Veremos que a taxa de retorno de ativos com risco n ˜ao s ˜ao conhecidas de antem ˜ao, mas iremos supor que conhecemos os valores que essa taxa de retorno pode assumir e a

probabilidade de assumir esses valores.

Nesse caso, dizemos que a taxa de retorno ´e uma vari ´avel aleat ´oria.

Referências

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