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Cooperativa Mouraoense Ltda-COAMO

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Academic year: 2021

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(1)

i

w

nu.

-

uøsa

UNIVERSIDADE

FEDERAL

DE SANTA

CATARINA

CENTRO

DE.c1ÊNc1As

AGRÁRIAS

DEPARTAMENTO

DE

FITOTECNIA

, .

RELATORIO DE

ESTÁGIO

Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

LTDA

-

COAMO

RONI

PORTUGAL PENNA

E

(2)

/38

2

AGRADECIMENTOS

Ao

professor

Engenheiro

Agrônomo

Levi Ribas de

Miranda Ramos,

orientador

do

estágio.

À

Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

LTDA

-

COAMO;

ao Engenheiro

Agrônomo

Alexandre

Soares

Weber,

gerente

do

Entreposto; aos

Engenheiros

Agrônomos

Fausto Rodrigues

da

Silva Júnior e

Glauco de

Souza

Bitonti

do

Departamento de

Assistência

Técnica

e

demais

funcionários

da

COAMO

que de

alguma forma

contribuíram para

a

realização

do

Estágio.

(3)

1. Identificação

2.

Apresentação

3. Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

LTDA

-

COAMO

3.1. Histórico 3.2.

Área

de

atuação

3.3.

Capacidade de

armazenagem

de

grãos

3.4.

Capacidade de

armazenagem

de

outros produtos

3. 5.

Exportações

3.6.

Parque

Industrial 3.6.1.

móúsmz

az Óleo

3.6.2. Destilaria

de

Álcool 3.6.3.

Fiação de Algodão

3.7.

Fazenda

Experimental 3.8.

Outros

dados

4.

COAMO

-

Cândido

Abreu

4.1. Histórico

4.2.

Organograma do

Entreposto

4.3.

Departamento Técnico

4.4. Setor Operacional _

4.5. Setor Administrativo e Financeiro

5.

Município de

Cândido

Abreu

-

PR

5.1.

Aspectos

Físicos 5.1.1.

Coordenadas

5.1.2.

Área

5.1.3. Limites 5.1.4.

Clima

5.1.5.

Relevo

5.1.6. Solo 5.1.7.

Vegetação

5.1.8.

Hidrografia

5.2. Atividades Agropecuárias 5.2.1. Pecuária

de

Leite 5.2.2. Sericicultura 5.2.3. Apicultura 5.2.4. Piscicultura 6.

A

Cultura

do

Algodão

6.1. Introdução

6.2. Situação

da

Cotonicultura Brasileira 6.3. Perspectivas

do

Mercado

para

1994

7. Pragas

do

Algodão

8.

Manejo

Integrado

de

Pragas -

MIP

do

Algodão

9.

MIP

- Conceitos 10.

MIP

- Brasil 11.

MIP

-

Fundamentos

12. Agroecossistemas

de

Algodão

05

06

06

06

06

07

07

08

08

08

08

09

09

09

10

10

10

10

11 11 11 11 ll 11 11

12

12

12

12

12

12

14

14

|×J¡×.›¡×.)¡×J|-~›-|-~o-›-››-|-›- IQ!-'t-*OO0`lO\U|Uul.l|-B-ñ

(4)

13.2. Controle Cultural

13.2.1. Destruição

da

Soqueira

13.2.2.

Rotação de

Cultura

13.2.3. Plantio

Antecipado

13.2.4. Controle

de

Plantas

Daninhas

13.2.5.

Desbaste

13.3. Controle Físico

ou

mecânico

13.4. Controle Biológico

13.4. 1. Insetos

Predadores

13.4.2. Insetos Parasitas 13.4.3.

Patógenos

13.5. Controle

Químico

14.

Manejo

Integrado

do

Anthonomus

grandis

1 5. Biologia 16.

Reprodução

17.

Alimentação

18.

Migração

e

Diapausa

19.

Sintomas

do

Ataque

20. Inspeções

de campo-amostragens

21. Níveis

de

controle

22. Estratégias para

o

manejo do

bicudo

22.1. Inimigos Naturais

22.2.

Preparo

antecipado

do

solo 22.3.

Época

de

Semeadura

22.4. Plantio Isca

22.5. Controle

da

Bordadura

22.6.

Catação de

Estruturas Frutíferas sobre

o

solo 22.7. Destruição

de

soqueiras

22.8. Soqueiras Iscas 22.9. Controle

Químico

23.

Observações

feitas

no

campo

demonstrativo

do

MIP

em

relação

do

Anthonomus

grandis

24. Resultados alcançados

nos

campos

de

demonstrativo

do

MIP

do

algodão

no

Estado

do

Paraná

25. Outras atividades desenvolvidas

25.1.

Reunião dos Cooperados

com

a Diretoria

da

COAMO

25.2.

Curso de

Regulagem

de

Colheitadeira

25.3. 24a.

Assembléia

Geral

da

COAMO

25.4.

Dia

de

Campo

na Fazenda

Experimental

da

COAMO

25.5.

Dia

de

Campo

sobre

Algodão

26.

Conclusões

27. Bibliografia

(5)

Centro de

Ciências Agrárias

Departamento de

Fitotecnia

Curso:

Agronomia

Rodovia

Ademar

Gozaga,

Km

4

Itacorubi -

88.045

- Florianópolis -

SC

Fone: (0482)

34

2266

LQCAL DE

ESTÁGIO

Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

LTDA

-

COAMO

Entreposto

de

Cândido de

Abreu

-

PR

Rua

José

Adamovicz,

220

- C.P.

23

-

84470-000

Fones:

476

1384

e

476

1385

Período

de

Estágio:

01 de

fevereiro a

31 de

março

de

1994.

Orientador: Eng.

Agr.

Levi Ribas de

Miranda

Ramos

Supervisor:

Eng.

Agr.

Alexandre

Soares

Weber

(6)

2.

APRESENTAÇAO

O

estágio foi realizado junto

ao

Departamento de

Assistência

Técnica

da

Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

LTDA

-

COAMO,

no

período

de 01 de

fevereiro a

31 de

março

de

1994,

no

entreposto

de

Cândido

Abreu

-

PR.

Durante

O

estágio foi possível

acompanhar

as atividades desenvolvidas pelo

Departamento de

Assistência Técnica, setor Administrativo Financeiro e setor operacional

da

Cooperativa.

A

Assistência

Técnica

orienta os

cooperados

na

condução de

suas atividades agrícolas,

buscando aumentar

a produtividade através

da

utilização

de

tecnologia adequada.

Foi

dado

ênfase

ao

Programa

de

Manejo

Integrado

de Praga

-

MIP

do

Algodão, que busca

a

difusão desta tecnologia junto aos agricultores, através

da

instalação

de

campos

demonstrativos.

O

1\/IIP desenvolve

métodos

práticos e racionais para tratar os

problemas

das pragas,

diminuindo

os custos

de produção

e efeitos nocivos

causados ao

meio

ambiente

pelo

uso

exclusivo e

sem

critérios

dos

agrotóxicos.

3.

COOPERATIVA

AGROPECUÁRIA

MOURÃOENSE

LTDA

-

COAMO

3.1.

HISTÓRICO

Preocupados

com

a

falta

de

locais para

armazenagem

e comercialização

dos

seus

produtos,

79

agricultores,

no

dia

28 de

novembro

de

1970 fundaram

a

Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

LTDA

-

COAMO,

na

cidade

de

Campo

Mourão

-

PR.

Por

ocasião

de

sua fundação, a região passava

por

um

periodo

de

transição entre

O

extrativismo

de

madeira, e

O

início

da

agricultura,

época

em

que

foram

implantadas as primeiras lavouras

de

soja e trigo

na

região.

3.2.

ÁREA

DE

ATUAÇÃO

Para

efeito

de admissão de

cooperados, a área

de ação

da

Cooperativa abrange os

seguintes municípios:

PARANÁ

Altamira

do

Paraná, Araruna,

Barbosa

Ferraz,

Boa

Esperança,

Campina

da Lagoa,

Campo

Mourão, Cândido

de Abreu, Corumbataí

do

Sul,

Engenheiro

Beltrão, Fênix,

General Cameiro,

Iretama, Janiápolis, Juranda, Luisiania,

Mamborê,

Mangueirinha,

(7)

Manoel

Ribas,

Nova

Tebas,

Nova

Cantu, Palmas, Palmital, Peabiru, Pitanga,

Quinta

do

Sol,

Roncador,

São

J

oão

do

Ivaí e Ubiratã.

SANTA

CATARINA

Abelardo Luz,

Água

Doce,

Galvão,

Ponte

Serrada e

São Domingos.

Num

total

de quase 3

milhões

de

hectares.

3.3.

CAPACIDADE

DE

ARMAZENAGEM

DE GRAUS

A

produção dos cooperados

é recebida

em

armazéns

da

cooperativa, localizados

em

sua área

de

ação,

com

capacidade total para

armazenar

1,4 milhões

de

toneladas,

uma

das

maiores

do

país, estes

armazéns

situam-se nas localidades

de maior

concentração

dos

cooperados, facilitando

o recebimento

e reduzindo sensivelmente os custos

com

transporte.

Em

1993

os associados

repassaram

para a Cooperativa

uma

produção

total

de

1,9

milhões

de

toneladas.

Foram

11 milhões

de

sacas

de

soja, 8,4 milhões

de

sacas

de

milho, 2,5 milhões

de

sacas

de

trigo, 4,2 milhões

de

arrobas

de

algodão e

344

mil toneladas

de

cana-de-açúcar.

Foram

entregues ainda

meio

milhão de

sacas

de

outros produtos

como

feijão, arroz., café,

aveia, canola e triticale.

3.4.

CAPACIDADE

DE

ARMAZENAGEM

DE OUTROS PRODUTOS

Óleo Bruto

-

22.000

toneladas

Álcool -

20.000

m3

Fio

de

Algodão

-

385

toneladas

3.5.

EXPORTAÇÕES

Para

exportação a

COAMO

possui terminal

marítimo

prórpio, localizado

no

Porto

de

Paranaguá,

com

capacidade para

42

mil toneladas

de

grão,

com

infra-estruturas

que

lhe

permite receber produtos através

de caminhões

ou

por

meio

de

vagões,

embarcando

o

produto

diretamente

nos

navios.

A

COAMO

tem

atuado

no mercado

intemacional,

exportando

farelo

de

soja, óleo

degomado

de

soja, soja

em

grãos, algodão

em

pluma,

café e

fios

de

algodão.

Em

1993

movimentou 440

mil toneladas

de

produtos para exportação. 3.6.

PARQUE

INDUS'I`RIAL

(8)

Em

1981, aos 11

anos

de

fundação, a Cooperativa iniciou seu processo

de

agroindustnalização e instalou a indústria

de

óleo.

Depois vieram

a Destilaria

de Álcool

(1985), a

fiação de

algodão

(1986)

e

uma

nova

indústria

de

óleo

de

soja

em

Paranaguá

(1990). 3.6.1.

INDÚSTRIA

DE

ÓLEO

A

Cooperativa possui

duas

unidades, localizadas

em

Campo

Mourão

e Paranaguá,

que

juntas

esmagam

diariamente

2.200

toneladas

de

soja.

Em

1993, as

duas

indústrias

de

óleo

esmagaram,

juntas,

236

mil toneladas

de

soja,

produzindo 183

mil toneladas

de

farelo e

43

mil toneladas

de

óleo

degomado,

colocados

no

mercado

interno e exportados para países europeus.

3.6.2.

DESTILARIA

DE

ÁLcooL

A

Destilaria

de

Álcool possui capacidade para produzir

150

mil litros/dia

de

álcool

hidratado carburente,

a produção

atende exclusivamente

o

mercado

intemo

na

área

de

combustíveis.

Em

1993

a

destilaria

de

álcool industrializou

344

mil toneladas

de cana

e

produziu

23

milhões

de

litros

de

álcool.

Faz

parte

de

destilaria

uma

central termoelétrica,

produzindo

energia através

do

bagaço da

cana, responsável pela geração

de

50

%

da

energia elétrica

consumida

pelas indústrias instaladas

no

parque

industrial

de

Campo

Mourão.

3.6.3.

FLAÇÃO

DE

ALGODÃO

A

fiação

possui

equipamentos de

última geração,

com

tecnologia

japonesa

e

européia.

Possui capacidade diária

de

produzir

20

mil quilos

de

fios

que

são destinados aos

mercados

consumidores

brasileiro e europeu.

A

Fiação

em

1993

consumiu

6,6 mil toneladas

pluma

de

algodão e

produziu

5,8 mil

toneladas

de

fios.

3.7.

FAZENDA EXPERIMENTAL

4

A

COAMO

possui

fazenda

experimental

com

área

de

481

hectares,

onde

são

instalados experimentos próprios

ou

em

convênios

com

Entidades

como:

(9)

A

fazenda

experimental é

0

centro

de

treinamento e reciclagem

de

agrônomos

e técnicos

da

cooperativa, prestando

também

serviços

de

orientação aos cooperados,

com

a

instalação

de

experimentos e ensaios sobre:

desempenho

de

cultivares, fungicidas, herbicidas,

calagem, rotação

de

culturas,

manejo

de

solo, etc...

Os

resultados

dos

experimentos

após a

comprovação

de

viabilidade técnica e

agronômica

são repassados aos

cooperados

e técnicos através

de

visitações

em

“dias

de

campo”.

Para

evitar

que problemas de

déficit hídrico

afetem

os resultados

dos

experimentos,

a

fazenda

conta

com

um

sistema

de

irrigação

por

aspersão, tipo pivô central.

3.8.

OUTROS DADOS

Presidente:

Engenheiro

Agrônomo

José

Aroldo

Gallassini (desde

1975)

Cooperados:

24

mil

(85%

mini

e

pequenos

produtores)

Funcionários diretos:

3.500

Faturamento

em

1993:

US$

773

milhões

Sobras

de

1993:

US$

11,4 milhões.

Segundo, Sauer

(1994),

a

COAMO

está entre as maiores

empresas

privadas

do

país,

ganhou

cinco vezes

o

prêmio de “Melhores

e Maiores”, oferecidos pela revista

Exame,

sendo

atualmente a

maior

Cooperativa

do

Brasil.

4.

coAMo

-

CÂNDIDO

ABREU

4.1.

HISTÓRICO

.

O

Entreposto

de

Cândido

Abreu

foi adquirido

da

Cooperativa

Agropecuária

do

Noite

do

Paraná

LTDA

(CANORPA) em

1990. V

(10)

4.2.

ORGANOGRAMA DO

ENTREPOSTO

GERÊNCIA

DO

ENTREPOSTO

¡ I

I

l Í

DEPARTAMENTO

SETOR

ADMINIS-

SETOR

VENDAS

SETOR

OPE-

TÉCNICO

TRATIVO

FINANCEIRO

RACIONAL

4.3.

DEPARTAIVIENT

O

TÉCNICO

A

assistência técnica

no

entreposto

de

Cândido

Abreu

é realizada

por

dois

Engenheiros

Agrônomos

que

orientam os agricultores

na condução

de

suas atividades produtivas,

sendo

responsáveis pela difusão das inovações tecnológicas

da

área agronômica,

tendo

como

meta

principal

o

aumento

da

produtividade. 4.4.

SETOR OPERACIONAL

O

Setor Operacional é responsável pelas: operações

de

recepção, classificação, pré-

limpeza,

secagem,

limpeza, tratamento e

armazenagem

dos

produtos agrícolas recebidos pela

cooperativa.

O

entreposto possui

um

secador

de

grãos

com

capacidade para 15 toneladas

(250

sacos/hora) e

2

silos

com

capacidade para

armazenar 4.000

sacas.

4.5.

SETOR

ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO

Este setor

desempenha

diversas funções

de

ordem

administrativa e financeira

da

empresa,

executando

operações de: liquidação

de

safra, permuta, cobrança, cadastro,

distribuição

de

sobras,

pagamento,

nota fiscal,

venda

de

insumos, etc... a

5.

MUNICÍPIO

DE CÂNDIDO DE

ABREU

-

PR

O

estágio foi realizado

no

município

de

Cândido de

Abreu

que

possui

3.750

estabelecimentos rurais,

onde

residem

mais

de

60

%

da população

total

do

município.

(11)

11 5.1.

ASPECTOS

Físicos

5.1.1.

COORDENADAS

Altitude -

600

m

Lzúwde

- 24°3õ” sui

Longitude

- 51°19'

Oeste

5.1.2.

ÁREA

O

município

possui 1.451

Kmz,

essa área é dividida

em

dois distritos (Teresa Cristina

e Três Bicos) e

mais de

30

comunidades.

5.1.3.

LIMITES

Norte

- Ivaiporã,

Grandes Rios

e Rosário

do

Ivaí

Sul - Turvo, Prudentópolis e Ivaí

Leste -

Reserva

Oeste

-

Manoel

Ribas

e Pitanga

5.1.4.

CLINLA

_

Clima

subtropical

úmido

mesotérmico,

com

verões quentes,

geadas

pouco

freqüentes,

com

tendência

de

concentração das

chuvas nos

meses

de

verão,

sem

estação seca definida.

5.1.5.

RELEVO

Ondulado,

fortemente

ondulado

e

montanhoso.

5.1.6.

SOLO

Predominam

os podzólicos

vermelhos

amarelo, cambissolos e litólicos.

São

solos

em

sua maioria ácidos,

com

fertilidade

média

a baixa. 5.1.7.

VEGETAÇÃO

Atualmente

resta

pouco

de

sua vegetação original,

que

era constituida

de

floresta

subtropical,

dando

lugar às pastagens, lavouras ~e áreas

em

pousio constituindo-se as

capoeiras.

5.1.8.

HIDROGRAFIA

Os

principais rios

do

município

são Ivaí,

afluente

do

Rio

Paraná,

Ubazinho,

Lageado

(12)

5.2.

ATIVJDADES

AGROPECUÁRIAS

Da

área total

do

município,

50

%

é

ocupada por

90

%

dos

estabelecimentos rurais,

nestas áreas

predominância

de

pequenos

e

médios

produtores,

que

utilizam-se

de mão-de-

obra

familiar nas atividades produtivas.

A

maioria

dos

produtores é descapitalizada,

possuem

baixo nível tecnológico,

investem

pouco

em

conservação, correção e adubação,

obtendo

baixa produtividade.

Muitos

agricultores utilizam

a

fonna

de

cultivo itinerante,

sendo a

prática

de

queimadas

bastante freqüente,

porém

uma

crescente conscientização

dos

agricultores

na

adoção de

tecnologias adequadas.

A

Assistência

Técnica

da

cooperativa

muito

tem

contribuído para

mudar

a mentalidade

do

agricultor, através

de

um

trabalho constante junto

aos produtores,

no

acompanhamento

de

suas atividades agrícolas,

promovendo

cursos,

reuniões nas

comunidades,

levando os agricultores

em

dias

de

campo

na

fazenda

experimental

da

COAMO,

promovendo

dias

de

campo

na

região, instalando

campos

demonstrativos,

como

é

o

caso

da

instalação

do

Campo

Demonstrativo

do programa

de

difusão

do

Manejo

integrado

de

pragas

do

algodão.

Dos

estabelecimentos ruarais, 5

%

são fazendas

de

criação

de

gado,

ocupando 37

%

da

área total

do

município,

onde

predomina

a bovinocultura

de

corte, caracterizada

por

um

plantel altamente diversificado

do

ponto

de

vista genético, e pelo sistema

de

criação extensiva.

A

área

ocupada

e

o rebanho

são significativos

no

município,

mas

sendo, a maioria

dos

proprietários

não

residentes

no

município e

a

comercialização

também

realizada

com

frigoríficos e

matadouros de

outras regiões, ocorre

uma

grande

evasão das riquezas geradas

pelo setor.

O

Feijão e

o milho

são

duas

culturas

que

predominam na

paisagem

agrícola,

tendo

grande

importância

na economia do

município.

Outros

produtos são cultivados

em

menor

escala,

como

é

o

caso

do

algodão, cujo plantio já foi bastante significativo,

além

do

arroz,

mandioca

e amoreira.

Segundo dado

da

EMATER

entre

1985

e

1992

a

produção

total

no

(13)

Quantidade

em

Toneladas

ANO

1985-86 1986-87 1987-88 1989-90 1990-91 1991-92

FEIJÃO

3.654

6.763

7.432

5.245

7.455

9.695

MILHO

69.600

54.000

47.998

41.652

34.500

39.000

ALGODÃO

1.050 1.360

2.500

2.200

3.000

270

ARROZ

900

270

480

850

714

800

MANDIOCA

10.000

1.500

3.000

1.210

4.000

-

SORGO

- - -

10

300

60

TRIGO

- ~ - -

75

118

AMOREIRA

- - - -

285

11.799

BATATA

- - - -

52

280

CANA-DE AÇÚCAR 5.2.1.

PECUÁRIA

DE

LEITE

A

bovinocultura leiteira é outra atividade praticada

na

região,

não

sendo

a atividade

principal

da

maioria das propriedades, caracteriza-se

por

um

plantel altamente diversificado,

com

baixa produtividade.

A

COAMO

tem

atuado

no

sentido

de melhorar

esta situação, atraves

da

introdução

de

animais

com

aptidão leiteira, vacas girolanda, adquiridas pelos criadores através

do

sistema

de

permuta.

O

trabalho desenvolvido pela cooperativa a partir

da

introdução

do

programa,

foi elaborar os projetos

de

viabilidade

ao

produtor, prestar orientação técnica e gerencial

ao

criador,

manutenção

de

médicos

veterinários,

que

acompanham

o

desenvolvimento

da

atividade.

5.2.2.

SERICICULTURA

'

É uma

atividade

que

vem

crescendo

ano a ano

dentro

do

município,

ocupando

atualmente

uma

área

de

414

hectares,

com

aproximadamente 102

produtores.

A

empresa

Schoey

Bratac é responsável pela assistência técnica,

venda

de

larvas,

(14)

5.2.3.

APICULTURA

A

região possui

grande

potencial apícola,

com

uma

flora

bastante diversificada,

o

município conta

com

aproximadamente

250

apicultores e

3.000

colméias instaladas.

5.2.4.

PISCICULTURA

É uma

atividade

que

pode

ser utilizada

como

opção

para diversificar as produtividades, tornando-se

mais

uma

fonte

de renda

para

o

agricultor. Existe

na

região

muitos

tanques instalados,

porém

fora

dos

padrões técnicos, dificultando a exploração

econômica da

atividade.

6.

A CULTURA

Do

ALGODÃO

6. 1.

IN'I`RODUÇAO

_

A

cultura

do

algodão

sempre

figurou

entre as principais atividades agrícolas

do

país, seja pela

enorme

importância

econômica,

seja pela importância social, principalmente

por

gerar milhares

de

empregos

diretos e indiretos,

desde a produção

até

o

consumo

final,

com

uma

fase industrial

ampla

e variada. Contribuindo

também

na

permanência

do

homem

no

campo

evitando assim

o

êxodo

rural.

No

contexto mundial,

o

Brasil está

em

sexto lugar

em

volume

de produção

e

de

consumo.

A

nível nacional,

o Estado

do

Paraná

participa

com

aproximadamente 45

%

da

produção

total brasileira.

6.2.

SITUAÇÃO

DA

COTONICULTURA

BRASILEIRA

Atualmente

o

setor passa

por

uma

crise,

que segundo a

avaliação

do

chefe

do

Departamento

Econômico da

OCEPAR,

Nelson Costa

citado

por

Fantim (1994)

é reflexo

do

descaso

do

Governo

Federal para

com

a atividade.

“Ao

invés

de

estimular

o

plantio

do

produto,

o

govemo

vem

estimulando importações

subsidiadas

do

produto

sem

cobrar

nenhum

imposto

e

sem

aplicar taxação

compensatória

reivindicada pelos produtores”.

No

município de

Cândido

de

Abreu

a redução

na

produção de

algodão foi bastante signficativa,

segundo dados fomecidos

pela

EMATER

o

município

produziu

3.000

toneladas

de

algodão

na

safra 90/91.

Para

a safra

93/94

está

sendo

esperada

uma

produção de

338

toneladas

em uma

área

de

150

hectares plantadas

por

32

cotonicultores.

A

redução de quase

50%

da

área plantada

com

algodão

no

Brasil

nos

dois últimos

anos,

motivada

pela política

de

importações

do

govemo

federal,

deixou

um

saldo

de

210

mil

(15)

São

pessoas

que

trabalhavam todos os

anos

na

condução dos

tratos culturais e

na

colheita

do

produto

e se

viram

sem

emprego quando

os cotonicultores

começaram

a plantar

menos

ou

até

mesmo

abandonar a

atividade.

O

número

foi levantado pelo

grupo de

trabalho

que

elaborou

o

plano

de

recuperação

da

cotonicultura,

composto

pela Secretaria

da

Agricultura, cooperativas, produtores

de

semente

e pesquisa agronômica.

O

grupo

estima

que

no

Paraná,

maior produtor

nacional

de

algodão

o

número

de desempregados chegue

a

150

mil.

Segundo

dados

da

Organização

das Cooperativas

do

Paraná

(OCEPAR)

para

preencher

a lacuna deixada pela

queda da produção

nacional,

o

Brasil teve

que

desembolsar,

em

1993,

US$

595

milhões

para

importar

400

mil toneladas

de

pluma.

Para

1994

é previsto

o

mesmo

gasto.

As

indústrias brasileiras

vão

importar

uma

quantidadeum pouco

menor,

330

mil toneladas,

mas

devido a valorização

do

produto

no

mercado

internacional

o

custo estimado

com

a

importação

é

de

US$

600

milhões.

Segundo

Nelson Costa

citado

por

Fantin (1994),

o

Brasil era praticamente auto-

suficiente

na

produção de

algodão até a safra 89/90,

mas

a partir daí

a

área plantada

com

a

cultura

começou

a cair e hoje

o

país importa cerca

de 50

%

do

que consome.

O

consumo

estimado para este

ano

é

de

800

mil toneladas

de

algodão,

em

pluma,

mas

a

produção

não

deverá passar

de

439

mil toneladas.

6.3.

PERSPECTIVAS

DO MERCADO

PARA

1994

V

Apesar da

crise

dos

dois últimos anos,

a

reação

do mercado

intemacional

pode

garantir

uma

boa

rentabilidade

ao

produtor

de

algodão nesta safra.

O

produto que

era cotado

a

US$

0,58

por

libra -

peso

até a primeira

quinzena de

dezembro

de

1993, reagiu

chegando

a

US$

0,80

em

final de

fevereiro

de

1994,

em

25

de

março

estava

sendo

comercializado

a

US$

0,76.

A

reação

no mercado

internacional foi

motivada

principalmente pela

queda

de

safras

na

China, Paquistão, Índia e Turquia, importantes paíse produtores.

Com

produções

menores

nestes países,

o

mercado

mundial

terá este

ano

uma

oferta

de apenas

17,2 milhões

de

toneladas

de

pluma

para

um

consumo

estimado

de

19,1 milhões

de

toneladas.

Com

preços

melhores

no mercado

intemacional,

o

mercado

nacional

também

reage e

0

produtor

tem

chance de

ter

uma

boa

rentabilidade nesta safra,

conforme

prevêem

os

(16)

7.

PRAGAS

DO

ALGODAO

São

consideradas pragas,

no

caso

da

cultura

do

Algodão, alguns ácaros e

numerosas

espécies

de

insetos responsáveis

por

prejuízos diretos

ou

indiretos à quantidade e qualidade

da

produção.

Existem

259

insetos

que

se

alimentam

do

algodoeiro (Silva et all; 1968, citado

por

Bleicher, 1990).

Flechtmann (1972)

citado

por

Bleicher

(1990)

relata oito ácaros fitófagos associadoas à cultura.

Em

sua maioria os insetos

não causam

danos

a cultura

por

apresentarem baixa

densidade populacional devido à pressão

de

fatores bióticos e abióticos.

No

Paraná

as principais pragas

que

causam

problemas à

cultura

do

algodão, exigindo

medidas de

controle são:

- Tripes

do

algodoeiro

(V

árias espécies)

-

Pulgão

do

algodoeiro (Aphis gossypii)

-

Broca do

algodoeiro (Eutinobothrus brasiliensis)

- Percevejo rajado

(Horcias

nobilellus)

-

Bicudo

do

algodoeiro

(Anthonomus

grandis)

- Lagarta das

maçãs

(Heliothis virescens)

-

Curuquerê

do

algodoeiro

(Alabama

argillacea)

-

Ácaro Branco

(Polyphagotarsonemus

latus)

-

Ácaro

rajado

(T

etranychus urticae)

- Lagarta rosada (Pectinophorra gossypiella).

Nas

amostragens que

foram

realizadas

no

campo

demonstrativo

do

MIP,

durante

o

período

de

estágio, foi constatada a presença das seguintes pragas:

Lagarta das

maçãs

(Heliothis virescens),

Ácaro

rajado

(T

etranychus urtícae),

Percevejo rajado

(Horcias

nobilellus) e

Bicudo

(Anthonomus

grandis).

Mas

somente o

Anthonomus

grandis

necessitou controle químico, pois foi constatado

que a praga

atingiu

o

nível

de

controle.

(17)

fdQ Porcentagem de Botões Atacados J› N UI OI IOQ .-zëšzšgšzšgízšgšgãgšgšgšzšzãgšfšzšzí _-IC šišfišššlíiš

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8.

MANEJO

INTEGRADO DE PRAGAS

-

MIP

DO

ALGODÃO

O

agricultor necessita conscientizar-se

que além de

uma

política agrícola compatível

com

as suas necessidades, principalmente 'no

que

diz respeito aos preços, é

de fundamental

importância nas atividades agrícolas

aumentar a

margem

de

lucro, é necessário reduzir

custos,

aumentar a

produtividade e investir

na

qualidade

de

seus produtos.

A

cultura

do

algodão possui

muitos problemas

fitossanitários,

que elevam

os custos

de produção,

diminuem

a produtividade,

comprometendo

também

a qualidade

do

produto.

A

cultura

do

algodão apresenta

uma

grande

diversidade

de

pragas, e

conseqüentemente

também

utiliza

um

dos

maiores

volumes de

inseticidas, isto

porque

os insetos pragas

do

algodão são fatores limitantes ã produção.

Os

inseticidas,

na

maioiia das vezes, são utilizados

sem

critérios,

causando

sérios

problemas de

resistência

de

pragas, intoxicações, desiquilíbrios ecológicos e

aumentando

consideravelmente os custos

de

produção.

Uma

prática

que

tem

contribuído para resolver estes

problemas

é

o

Manejo

Integrado

de Pragas

-

MIP,

pois

tem

desenvolvido e apresentado

métodos

práticos e racionais,

para

tratar

dos problemas

das pragas

do

algodão.

O

Programa

de Difusão

do

MIP

do

Algodão

no

Estado

do

Paraná

apóia-se

no

Convênio

firmado

entre

Hoechst

do

Brasil

Quim.

Farm

S/A, cooperativas

do

Estado

do

Paraná

e

EMATER-PR,

possui

como

objetivo básico a divulgação direta a nível

de

campo

das tecnologias

do

MIP

do

algodão, através

da

montagem

de

uma

série

de

campos

demonstrativos nas principais regiões algodoeiras

do

Estado.

O

Programa

pretende

promover

uma

série

de beneficios

para toda a

comunidade

(18)

-

Difusão

das tecnologias

de

MIP

e seus benefícios a nivel

de

campo

em

diversas

regiões

do

Estado.

-

Demonstração

a nível

de

campo

da

praticidade das técnicas

de

MIP.

-

Divulgação

e estímulo

ao uso

adequado

e racional dos agrotóxicos.

-

Menor

custo

de produção

e maiores lucros para os agricultores,

com

transferências

de

tecnologias

de

baixo custo.

- Capacitação e atualização

dos

seus técnicos envolvidos e a

conseqüente

valorização

profissional.

~ Preservação

do

homem

do

campo

na

atividade e preservação

da

pequena

e

média

propriedade agrícola,

onde

se concentra a base

da

produção

algodoeira.

O

programa

utiliza estratégias técnicas

recomendadads

pelo pesquisador

do

IAPAR

(Instituto

Agronômico do

Paraná),

Engenheiro

Agrônomo

Entomologista

Walter

Jorge

dos

Santos.

A

Cooperativa

Agropecuária

Mourãoense

-

COAMO

faz parte

do Programa

de

Difusão

do MIP,

tendo

sobre a responsabilidade

de

sus técnicos

uma

série

de

campos

demonstrativos, nas principais áreas

de produção de

algodão,

onde

a

COAMO

possui

atuação.

Um

destes

campos

demonstartivos está localizado

no

município

de Cândido de

Abreu,

na

localidade

de

Faxinal

de

Catanduvas,

no

Sítio

Ubasinho, de

propriedade

do

Agricultor José Félix

da

Silva,

sob

a responsabilidade técnica

do

Engenheiro

Agrônomo

Fausto Rodrigues

da

Silva Júnior.

Durante o

período

de

estágio foi possível

acompanhar

as orientações técnicas

na

condução do

campo

demonstrativo

do

MIP

e lavouras

da

região, participar

de

amostragens

para

avaliar os níveis

de danos econômicos

para

tomada

de

decisão sobre

a

necessidade

de

utilização

de

controle químico,

conhecer

os diferentes

métodos

de

controle

de

pragas

utilizados

no MIP,

identificar pragas

da

cultura

do

algodão,

acompanhar

a aplicação

de

inseticidas,

conhecer

os produtos

recomendados

no

controle das pragas, suas características técnicas, avaliando

também

a sua eficiência

após

o

tratamento.

9.

MIP

-

CONCEITO

O

conceito

de

Manejo

Integrado

de

Pragas

(MIP) não

é

uma

idéia nova.

Em

1967, a

FAO

(Fool

an

Agricultural Organization -

ONU)

descreveu

como “um

sistema

de

manejo

de

(19)

utiliza todas as técnicas e

métodos

apropriados

da maneira mais

compatível possível e

mantém

as

populações

das pragas a

um

nível inferior

ao

que

causaria

danos econômicos”.

Esta

definição

traduz a

preocupação de

preservação

do meio

ambiente, através

do

respeito

ao

equilíbrio

do

agroecossistema

da

lavoura

de

algodão e utiliza

a

idéia

chave de

níveis

de

dano

econômico.

Diversos conceitos

foram

emitidos para explicar a essência

de

MIP.

Em

1974

Brader

citado

por

Kubo

(1988)

“controle

de

pragas

empregando

todos os

métodos

que

satisfaçam

as exigências econômicas, ecológicas e toxicológicas,

dando

prioridade aos fatores naturais limitantes, e respeitando

ao

mesmo

tempo,

os limites

de

tolerância das culturas

ao

ataque

de

pragas”.

Para Falcon

&

Smith

(1973), citado

por

Bleicher (1990), “controle integrado é

um

método

ecológico

de

controle

de

pragas

que

utiliza

uma

variedade

de

tecnologias dentro

de

um

sistema

de

manejo

de

pragas”.

Para

ser

mais

efetivo, níveis

de

dano econômico

devem

ser utilizados para determinar ações

de

controle.

Ao

mesmo

tempo, todo

o

possível

deve

ser feito

para

proteger e preservar os agentes

de

ocorrência natural

como,

por

exemplo, os

parasitas predadores e patógenos.

Quando

um

controle artificial for necessário (por

exemplo:

aplicação

de

controle químico, liberação

de

parasitas

ou

pulverização

de

um

patógeno) eles

são

empregados

da

forma

mais

seletiva possível e

somente

quando

seu

uso

for

econômico

e

ecologicamente justificado.

O

objetivo

final

do

manejo

integrado é obter

o

máximo

de

lucro

líquido

a

custo

mínimo,

levando

em

consideração às limitações ecológicas

em

cada

ecossistema e a preservação a

longo prazo

do meio

ambiente.

10.

MTP

-

BRASIL

A

partir

da

safra

1977/78

iniciou a nível

de campo, o

estudo

de

uma

tecnologia alternativa

para

obter

um

controle racional,

econômico

e

com

fimdamento

científico, das

pragas

do

algodão.

Foram

instalados

no

Paraná

e

em

outros Estados brasileiros os primeiros

campos

de

algodão

conduzidos segundo

os critérios

do

MIP.

Diversas Instituições, entre outras

CATI

(SP),

Faculdade de

Agronomia

(UNESP

- Jaboticabal - SP),

EMATER

-

PR

se

empenharam

na

avaliação

do

MIP.

A

partir daí muitos trabalhos

de

pesquisa estão

sendo

realizados, e profissionais

da

(20)

11.

MIP

-

FUNDAMENTOS

O

MIP

possui

como

meta

produzir

o

máximo

de

beneficio,

com

o

mínimo

de

custos,

levando

sempre

em

conta as restrições econômicas, sociais e ecológicas. ,

Para adoção de

alguma medida

de

controle são levados

em

conta os níveis

de

dano

econômico, baseado

no

fato

que

as plantas

podem

tolerar

um

certo nível

de

dano

sem

que

haja

comprometimento econômico na

produção, pois a simples presença

dos

insetos pragas

na

lavoura

não

significa

que

estão

causando danos

à produção.

Por dano econômico

entende-se os prejuízos

que refletem

na

produção de

uma

lavoura e

que

é alcançado

quando

qualquer

população de

uma

praga

causa

dano

acima

do

custo

de

controle.

A

adoção inadequada de

uma

medida

de

controle

pode

resultar, muitas vezes

em

um

valor

mais

elevado

que o

próprio prejuízo

causado

pelas pragas.

O

nível

de

controle,

ou

seja, a densidade populacional

onde

medidas

devem

ser

tomadas

para impedir

que

a

população

atinja

o

nível

de

dano econômico

é encontrado

através

de amostragens

sistemáticas realizadas

na

lavoura.

O

nível

de

dano econômico pode

variar

de acordo

com

o

custo

de

controle e

o preço

do

produto

colhido.

Quando

for necessário controlar as

populações de

pragas para mantê-las abaixo

dos

níveis

que

causem

danos econômicos,

fazer

o

possível para proteger e preservar os agentes

de

mortalidade existentes naturalmente

no

campo,

ou

seja, parasitas, predadores e patógenos,

que

podem

reduzir as

populações

das pragas

sem

que medidas

artificiais

de

controle

sejam

necessárias.

As

aplicações

de

agrotóxicos, vírus,

fungos

e bactérias deverão ser realizadas

do

modo

mais

seletivo possível e

quando

realmente for

comprovado

a

necessidade

econômica.

12.

AGROECOSSISTEMA

DO

ALGODÃO

Um

aspecto

de fundamental

importância

a

ser considerado para a

obtenção de

resultados satisfatórios

na

adoção

do

MIP

é

o conhecimento

do

agroecossistema

do

algodoeiro.

O

agroecossistema

pode

ser

definido

como

uma

unidade composta

do complexo

total

de organismo

em uma

área

sob

cultivo

juntamente

com

todo

meio

ambiente

que o

condiciona,

modificado

pelas diversas atividades agrícolas, industriais, etc...,

do

homem.

Da

(21)

atenções

ao

número

de

espécies pragas, aos seus competidores, aos seus inimigos naturais,

aos hospedeiros principais e alternativas, e a

forma

com

que

são influenciados pelos outros

elementos

do

meio. (Falcon

&

Smith, 1983, citado

por

Bleicher, 1990).

É

importante

conhecer

a planta e suas relações

com

as outras plantas, as ervas

daninhas, culturas e

campos

adjacentes, solo, nutrição, clima, doenças, pragas e seus inimigos

naturais e

também

a relação entre todos e

cada

um

dos componentes.

13.

MÉTODOS

DE

CONTROLE

UTILIZADOS

NO

MIP

O

MIP

tenta conciliar todas as técnicas e

métodos

apropriados,

da

maneira mais

compatível possível,

com

o

objetivo

de

conseguir

um

adequado

controle das pragas.

O

manejo

de

pragas

não

é caracterizados pela utilimção simultânea

de

vários

métodos

de

controle,

mas

pela

consonância

do

método,

(ou

métodos)

com

os princípios ecológicos,

econômicos

e sociais

que

são a base

do manejo

de

pragas.

Dessa

forma, qualquer sistema

de

controle,

envolvendo

um

ou

mais métodos, poderá

ser considerado

manejo

de

pragas

desde

que

tenha

por

objetivo interfirir

o

mínimo

possível

no

ecossistema

(Kogan,

1980, citado

por

Crocomo,

1990).

Quanto

maior

a integração

dos

métodos

de

controle

melhores

serão os resultados

obtidos.

Atualmente

nenhum

deles utilizados isoladamente

tem

se

mostrado

agronomicamente

sustentável.

13.1.

CONTROLE

LEGAL

São

medidas de

caráter jurídico e governamental, regulamentadas através

de

Lei,

estabelecendo

normas

técnicas para

a

realização

de

determinadas práticas agronômicas, tais

como:

destruição

de

soqueiras, regionalização

do

plantio,

época de semeadura,

etc...

13.2.

CONTROLE

CULTURAL

'

Os

cotonicultores são orientados pela assistência técnica

na

utilização de certas práticas agrícolas

com

a finalidade

de

prevenir

ou

reduzir a

população de

pragas,

tomando

o

ambiente

menos

favorável

ao

seu desenvolvimento,

diminuindo

assim

a

necessidade

de

utilizar controle químico.

Algumas

dessas práticas são executadas

por

todos os agricultores, outras são

aplicáveis

apenas

para

detemunadas

áreas e condições; as práticas

mais

utilizadas são: destruição

da

soqueira, rotação

de

culturas, preparo antecipado

do

solo, controle

de

ervas

(22)

13.2.l.

DESTRUIÇAO

DA

SOQUEIRA

A

destruição

da

soqueira

deve

ser realizada

por

todos os cotonicultores devido

a

sua

importância profilática.

Esta prática exerce

uma

ação

limitante às

populações de

pragas, proporcionando, a

longo

prazo, sensível

economia

de

inseticidas.

É

um

método

bastante

eficaz

no

auxílio

ao

controle

da

broca

(Eutinobothms

brasiliensis), lagarta rosada

(Pectinophora

gossypiella), percevejo

marchador ((Dysdercus

spp) e

bicudo

(Anthonomus

grandis).

A

queima

dos

restos

de

cultura, incluindo raízes, caules e capulhos

não

colhidos se

processa

após

seu

arrancamento

e enleiramento

ou

amontoamento,

não

havendo, de maneira

geral, prejuízo para os microrganismos,

por

ser

uma

queimada

localizada

em

montículos

na

superfície.

A

perda de

matéria orgânica

com

esta prática

não

é significativa, pois

na

época de

destruição, as plantas apresentam, praticamente,

apenas

partes lignificadas,

tendo

as partes tenras, ricas

em

matéria orgânica caído

ao

chão

anteriormente.

13.2.2.

ROTAÇÃO

DE

CULTURA

A

prática

de

cultivar espécies diferentes

numa mesma

área,

uma

sucedendo

a outra,

no

memso

periodo anual é

de

máxima

importância

no

controle

de

pragas, principalmente

para

a diminuição

da

broca

do

algodoeiro (Eutinobothrus brasiliensis).

A

rotação

de

cultura necessita

um

planejamento

técnico,

que depende de cada

propriedade,

bem

como

das condições

de

mercado

e política

governamental de

incentivar

determinados

produtos.

l3.2.3.

PLANTIO

ANTECIPADO

A

antecipação

do

preparo

do

solo

em

pelo

menos

45

dias ajuda

a

eliminar possíveis

refúgios

da

broca

(Eutínobothrus brasiliensis) e

bicudo

(Anthonomus

grandis)

forçando

os

adultos a

migrarem

para

os abrigos existentes

ao

redor

da

área a ser cultivada. l3.2.4.

CONTROLE

DE

PLANTAS DANINHAS

'

As

plantas daninhas apresentam-se

como

hospedeiro

de

pragas,

a

presença

de

algumas

permite a instalação

de

pragas

precocemente

na

lavoura.

(23)

l3.2.5.

DESBASTE

A

prática

de

arrancar

algumas

plantas,

afim

de

deixar

na

linha

um

número

ideal

de

plantas equidistantes, é importante, pois

o

excesso

de

plantas diminui a insolação e

a

ventilação

formando no

interior

da

lavoura microclimas favoráveis

ao

desenvolvimento

de

pragas

como

lagarta das

maçãs

(Heliothis zea) e percevejo

(Dysdercus

spp).

Outras

práticas

culturais importantes são a

definição de época de semeadura

e a existência

de

um

período

de

entressafra livre

da

planta

de

algodão.

13.3.

CONTROLE

FÍSICO

OU

MECÂNICO

A

queda acentuada de

botões até os

90

dias

após a emergência

das plantas,

geralmente é

provocada

pelo

bicudo

(Amfhonomus

grandis), a catação

manual

dos

botões

florais caídos é

um

método

que

pode

auxiliar

no

controle

da

praga.

13.4.

CONTROLE

BIOLÓGICO

De

Bach

(1974) citado

por

Filho (1990)

define

controle Biológico

como

a

“Ação

de

parasitas, predadores

ou

patógenos

que

mantém

a

densidade populacional

de

outros

organismos

numa

média

mais

baixa

que

ocorreria

em

sua ausência.

Um

dos

objetivos

do Programa

de Manejo

Integrado

de

Pragas é preservar

o

potencial

de

controle biológico existente

na

lavoura

de

algodão,

bem como

proporcionar

condições

para a

sua atuação,

de maneira que o

controle biológico

assuma

importância

econômica cada vez maior

no

controle das pragas

da

cultura.

O

controle biológico

na

cultura algodoeira é exercido principalmente

por

três

grupos

principais

que

são os predadores, os parasitas e os patógenos.

13.4. 1.

INSETOS

PREDADORES

São

aqueles

que

consomem

muitas presas para completar

o

seu

desenvolvimento, alimentando-se

de

todos os seus estágios: ovo, larva (ou ninfa),

pupa

e

adulto.

Além

dos

próprios insetos existe

um

grande

número

de

animais predadores

de

insetos,

que

são: aracnídeos, pássaros etc..

Existem

dois tipos

de

insetos predadores,

quanto

ao

hábito alimentar.

a) Mastigadores -

consomem

a presa totalmente.

Exemplos:

Calosoma (Calosoma

granulatum), Carabidae (Coleoptera), Joaninha

(24)

b)

Sugadores

-

sugam

os

fluídos

da

presa.

Exemplo:

Podisus (Podisus spp.)

Pentatomidae

(Hemiptera)

13.4.2.

INSETOS

PARASITAS

Completam

o

ciclo

em

apenas

um

hospedeiro, os parasitas

levam mais

tempo

para

matar o

hospedeiro

em

relação aos predadores.

Podem

atacar

em

diferentes estágios

de

desenvolvimento

do

hospedeiro: ovo, larva, ninfa e adulto .

O

desenvolvimento

larval destes insetos ocorre parcialmente

ou

integralmente

no

seu

hospedeiro, dentro

ou

sobre

o

qual os

ovos

são depositados.

Exemplo:

A

phidius testacezpes

Aphidiidae

(Hymenoptera)

13.4.3.

PATÓGENOS

Os

insetos

podem

ser atacados

por

vírus, bactérias, protozoários,

fungos

e

nematóides.

Duas

espécies

de

agentes patogênicos

merecem

ser citados

no

agroecossistema

algodoeiro.

Uma

delas são os

fungos

Entomophthora

aphidis

que

pode

surgir infectando

o

pulgão

do

algodoeiro

Aphis

gossypii e

Nomuraea

rileyz' ,

que

tem

sido altamente patogênico

para populações de

curequerê

(Alabama

argillacea),

Gravena,

(1983).

Na

literatura encontra-se

também

referência sobre viroses (Baculovirus heliothis)

atacando as lagartas das

maçãs

(Heliothis

zea

e Heliothis virescens) e a bactéria (Bacillus

thuringiensis) atacando larvas

de

lepidopteras.

Formas

de manipulação de

patógenos:

1)

Favorecimento

da

ocorrência natural

de

doenças,

com

o

plantio

da

cultura

em

época

na

qual

a

ocorrência

da praga

suscetível seja coincidente

com

a

época

favorável

ao

desenvolvimento

do

patógeno.

2)

Antecipação

do

aparecimento

da doença

através

da

introdução

ou

aplicaçãao

de

microrganismos

(como

é

o

caso

de

Bacíllus thuringiensís

que

existe

em

formulação

comercial)

na

cultura,

aumentando

o

potencial

de

inóculo.

3) Coleta

de

material infectado e introdução

em

locais

onde

não

haja ocorrência

(25)

Segundo

Batista

(1990) o

controle

de

pragas

dependendo

apenas

do

método

biológico

não

é altemativa

plenamente

satisfatória.

É

bastante

improvável que

os agentes

de

controle biológico estejam disponíveis para todos os

problemas de

pragas.

Em

alguns casos

por

uma

longa utilização

de

uma

forma

incorreta de controle ou,

por

condições ambientais desfavoráveis, os

mecanismos

de

controle

não

apresentam a

eficiência

necessária, assim as

populações dos

insetos pragas

aumentam

acima

dos níveis toleráveis,

em

outros casos, os agentes bióticos

promovem

um

controle significativo,

mas

isso

pode não

ser

suficiente para

manter

as pragas

em

níveis toleráveis.

13.5.

CONTROLE

QUÍMICO

As

pragas existem durante

todo o

ciclo

do

algodoeiro, e

sobrevivem

na

ausência dessa

planta

em

outras plantas hospedeiras

ou

em

fonna

de

vida latente,

no

solo e

em

restos vegetais.

O

controle das pragas é

de fundamental

importância para garantir

a produção

do

algodoeiro,

sendo o

controle

químico

o mais

utilizado,

por

apresentar

ação

rápida, são

eficientes, fáceis

de

aplicar e estão disponíveis.

Porém

o uso

intensivo e

inadequado de

inseticidas

tem

causado

sérios

problemas de

intoxicacões, aparecimentos

de

insetos resistentes pelo

uso

contínuo

de

um

inseticida, persistência

de

certos inseticidas

no meio

ambiente,

acumulando-se

no

solo e

nos

tecidos

animais e vegetais,

onde

estão sujeitos à bioconcentracão nas cadeias alimentares.

Atualmente

não

é possível dispensar

a

utilizacão

de

agrotóxicos,

mas

é possível fazer

uso

destes produtos

com

critérios,

de maneira

a causar

menor

dano

possível.

Segundo

Crocomo

(1990)

para a solucão imediata

de

problemas

entomológicos deverá ser

dado

preferência

ao produto mais

eficiente para reduzir

a

possibilidade

do

desenvolvimento

de

resistência.

_

O

produto

deverá ser seletivo para assegurar a sobrevivência

dos

inimigos naturais

que

dificultarão a resistência

da

“praga”.

A

toxidade deverá ser a

mais

baixa possível

para evitar

problemas

com

a

saúde

das pessoas envolvidas.

O

poder

residual deverá ser

o

mais

adequado

à

condição específica,

nem

muito

curto,

provocando

um

número

exagerado

de

aplicações,

nem

muito

longo,

provocando o

acúmulo

de

resíduos perigosos

no

ambiente

devido à persistência.

O

periodo

de

carência

deve

corresponder às necessidades

da

cultura

para

poder

ser

(26)

Devem

ser preferidos os

métodos

de

aplicação

que apresentem o

máximo

direcionamento

ao

alvo biológico.

Metacalf

(1975), citado

por

Crocomo

(1990)

relata alguns produtos

que

devem

ser preferidos

quando

for necessário utilizar controle

químico

no manejo

integrado

de

pragas, pois

apresentam

maior

segurança e

menos

danos

ao

ambiente.

São

eles: Triclorfon, Metoiclor, Tetraclorvinfos, Malation, Carbaril

E

Iodofenfos.

Os

produtos Permetrina, Dicofol, Cipermetrina, Dimetoato,

Fosfamidon,

Deltametrina, Diazinon, Paration Metil e

Mevinfos

são viáveis para

o

1\/HP

sob

supervisão adequada.

Passos e

Cruz

(1983)

recomendam

que

os princípios ativos

devem

ser utilizados

no

MIP

por

serem

seletivos são: Pirlmicarb,

Demeton

Metilico, Dimetoato,

Vamidotion,

Thiometon,

Endosulfan, Tiazofos, Carbaril,

Diflubenzuron,

Gossyplure, Clorobenzilato, Dicofol, Propargite, Binapacril, Bromopropilato, Cyhexatin, Tetradifon,

Amistraz

e

o

Bacillus thuringiensis .

14.

MANEJO

INTEGRADO

DO

BICUDO

(Anthonomus

gramäs)

O

bicudo

(Anthonomus

grandis) é a principal praga

do

algodoeiro,

segundo

Cruz

(1986) o bicudo

apareceu

no

Brasil

em

1983

e,

desde

então

vem

causando

prejuízos

em

diversas regiões

do

país.

De

acordo

com

Sobrinho

&

Lukefahr (1983)

caso

0 bicudo

viesse

a

se estabelecer

definitivamente

como

praga

do

algodoeiro

no

Brasil, traria

seguramente

um

grande

aumento

no

custo

de

produção, e os conceitos

de

MIP

já implantados nas grandes áreas algodoeiras

perderiam a

sua validade,

sendo

necessário

o

uso

intensivo

de

inseticidas

causando

urna série

de

consequências maléficas.

Estas afirmações

tinham

a finalidade

de

alertara

comunidade

científica, técnica e aos

cotonicultura brasileiros sobre

ameaça

que a

nova

praga

representava para a cotonicultura brasileira.

Foi

possível constatar durante

o

estágio,

acompanhando

a área

do

MIP

e outras

lavouras

de

algodão,

que

é possível conviver

com

o

Anthonomus

grandis, controlando a

praga de

uma

forma

racional dentro

dos

conceitos

do MIP,

desde que

o

agricultor se conscientize e adote as

medidas de

controle

recomendadas

pela pesquisa.

Somente

os agricultores conscientes

da

real importância

que o

controle

da praga

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