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HEPATITE B EM CENTRO BSTÉTRICO DE HOSPITAL

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(1)
(2)

RISCO OCllPACIONAL DA INFECÇÃO PELO VÍR1JS DA

HEPATITE B EM CENTRO

OBSTÉTRICO DE HOSPITAL

, A

PUBLICO

DE PORTO VELHO, RONDONIA

UNIVERSIDADE FED_ERAl O_O PARÁ N6cleo de Medicina TropIcal

(3)

RIS C O O CllP A C I O AL DA INF E C çÃO PEL O V Í RU S D A

H E P A T ITE B E M C E T R O O B S T É T R I C O DE H OSP IT A L

PÚBLICO DE P O RTO VE L H O, R OND ÔN I A

D

issertação ap

r

es

e

ntada ao Curso de

Pós-Gradu

a

çã

o e

m Doenças Tr

o

picais do Núcleo

de Me

d

icina Tropical da U

n

iversidade

Federal do P

a

rá~ como requisito para

o

btençã

o

do grau de Mestre.

(4)

RISCO OCUPACIONAL DA INFECÇÃO PELO

R

US

D

A

HEPATITE B EM CENTRO OBSTÉTRICO DE HOSP

ITAL

PúBLICO DE PORTO VELHO, RONDÓNIA

Dissertação aprovada como requisito para obtenção do grau de Mestre no Curso de

Pós-g

raduação em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical da

U

nivers

i

dade

(5)

Aos colegas do Centro Obstétrico do Hospital de Base Or. Ary Pinheiro, e em memória ao médico obstetra João B. ZaneJla pelo companheirismo e

(6)

y

-

.:.

A

Deus, pela presença nos momentos de angústia e desânimo quando

tudo parecia

n

ão

t

er solução.

•:

.

A

Maria José de O

.

Santana,

pela sua dedicação maternal, ensinado-me a importânc

ia

d

a d

i

gnidade como bem maior do indivíduo.

•:. A

o Professor Or

.

Ricardo [shak,

pela sua paciência e ensinamentos

.

•:. A

o Reitor da Universidade Federal de Rondônia Prof Dr

.

E

n

e Gl

ória d

a

S

il

ve

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a e

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P

residente da Fundação RIOMA

R P

ro

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r

.

José J

a

nuário Oliveira Amaral,

pela

r

ea

li

zação deste Curso de P6s-graduação

.

•:. A

o Diretor Geral do Hospital de Base Or

.

Ary Pinheiro médico

A

mado

Ahamad

R

ahha

l,

peja autorização para realização da pesquisa nas dependências d

a In

st

itui

çã

o.

•:.

Ao Diretor da FHEMERON biomédico Luiz Antônio V

.

G

arc

i

a e da t

é

cn

ic

a

de

l

aboratório Consuélia C.

de MeIo

,

pela colaboração pãra a

r

ea

li

zação da

p

esq

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sa

la

boratoria

l

.

.:. A

o aluno da

UFPA,

Luiz Femando A.

Machado

,

pela ajuda na elaboração do

b

an

co

d

e dados

.

•:. A

professora DT

.

a

Marluisa de O

.

G

.

l

shak e seus assistentes

,

pe

l

as a

n

á

li

se

s das_

a

m

ostra

s

d

e

soros .

(7)

Neto e Cristiano Lucas de M. Alves, pela colaboração na realização das entrevistas, coletas e preparos das amostras, e trabalho estatístico .

•:. Asdocentes da UNIR. Dr.a Ana Lúcia Escobar, Lúcia Rejane G. da Silva, Dr. 8Kátia Femanda A. Moreira, pela orientação na análise estatística. correções e sugestões na redação desta dissertação .

•:. Aamiga e colega de profissão Prof2.Virgínia Tereza Neta Freitas, pelo incentivo e companheirismo .

•:. As usuárias do Serviço Obstétrico participante da pesquisa, pela colaboração nas respostas às entrevistas e consentimento para serem submetidas às coletas das amostras de sangue.

•:. A todos os amigos, pela torcida e incentivo ao meu trabalho .

(8)

1.1 ASPECTOS GERAIS DA HEPATITEB...

...

...

.

.

..

....

.

..

.

..

....

..

...

...

...

0

1

1.2

CARACTERÍTICA BIOLóGICA DO

VH B ....................................... 0 2

1.3

HISTÓRIA DA DESCOBERTA DO

VH B

E AC

I

D

ENTES

OCUPAC

I

ONAIS AO

W N G O

DOS

A

NOS

..

.

.

.

...

.

....

..

...

04

1.4

APATOGÊNESEDO

VH B E P A T O L O G lA S A S S O ClA D A S......... 0 7

1.5

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLóGICAS NA COM

U

NIDADE E

ENTRE OS PROFlSSO

N

AIS DE SAÚDE...

.

.

..

...

...

..

...

.

....

.

...

.

...

.

....

11

(9)

2.2

ESPECÍFICO

,."""

30

3. M A TE R I A L E METÓ'OOS... 31

3.1

ÁREA E GRUPO POPULACIONAL ESTUDAOO.A

SER

31

ESTUDADO

.

3

.

2

COLETA DE INFORMAÇÕES DEMOGRÁFICAS...

..

...

.

.

..

..

...

.

....

.

...

.

32

3

.

3

COLETA DE AMOSTRAS DE SANGUE...

.

..

33

3

.

4

MÉTODOS LABORATORIAIS...

.

...

.

...

.

...

.

...

.

...

34

3.5

COLETA DOS DADOS ESTATÍSTICOS...

.

...

...

...

.

.

.

.

35

4. R E S U L TAOOS. 36

4.1

PERFIL SOROLÓGICO NAS EXPOSIÇÕES

DOS PASlCO

36

ASsocIADO AOS GRUPOS

CONTROLE E DE usuÁRIAS

.

4.2

FATORES DE

RlSCO

ASSOCIADOS

Á

EXPOSIÇÃO DOS

4]

PAS/CO

.

4.3

PREVENÇÃO DO

VH B

ENTRE OS GRUPOS PESQUlSADOS...

.

...

45

5.

DISCUSSÃO...

48

6. CONCl.USÔES... 54

R E F E R Ê N C I A S BIBLIOGRÁFiCAS... 56

(10)

1

.

Di

s

tri

buição dos grupos en~tados

de acordo com

fai

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e

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-

200012001...

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2.

-

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buição dos grupos de entrevistados por

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-

200012001...

38

3.

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buição dos grupos de entrevistados por faixa etária

e

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.

Porto Velho

-

200012001...

39

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.

Di

s

t

r

i

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i

ção dos grupos entre

vi

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por faixa etária e

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V

e

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200012001...

40

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Di

s

tri

buição

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acordo com o uso de prese

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-

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o

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.

Porto Velho

-

200012001...

43

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Di

s

tri

buição dos PASlCO de acordo com o estado

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Por

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o Velho.

200012001...

4

3

9

.

Di$

t

ri

buição dos grupos estudados de acordo com os resultados

(11)

Figura n

.

o

Página

1. -Partícula viraJ completa e seus antígenos... 03 2. Distribuição do tempo de trabalho dos PASlCO, comparados com os

resultados sorológicos positivos e negativos. Porto Velho - 200012001.... 41 3. Distribuição dos P ASlCO de acordo com as vias de exposições às

contaminações. Porto Velho - 200012001... 44 4. Distribuições dos P ASlCO de acordo

Com

os fluidos corpóreos

envolvidos nas exposições às contaminações. Porto Velho - 200012001... 45 5. Distribuição dos grupos estudados de acordo com a sorologia e estado

(12)

AIDS

ALT

AST

CAT

CIPA

CLT

CO

DNA DST ELlSA

EPC

EPI FHEMERON GHAHB

GIC

HBAP

H /V

H T LV HLA

VH B

V H D

IgG IgM

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Aminotransferase da alanina

Aminotransferase do aspartato

Comunicação de Acidente do Trabalho

Comissão Interna de Proteção de Acidente

Consolidação das Leis do Trabalho

Centro Obstétrico

Ácido desoxirribonucléico

Doença Sexualmente Transmissível

Enzyme-linked immunosorbent assay Equipamento de Proteção Coletiva

Equipamento de Proteção Individual

Fundação de HematoJogia e Hemoterapia de Rondônia Gamaglobulina biperimune para hepatite B

GamaglobuJina imune comum

Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro

V í r u s d a l m u n o d e f ici ê nc i a Ad q u i r i d a

V in IS T- lin f o t r ó p i co h u m a no

Antígeno leucocitário humano

Ví r u s d a H e p a t i t e B

V í r uç d a H e p a t i t e D

(13)

INPS

LS

PHC

PAS

PAS/CO

PCR

RIE

SUS

Instituto Nacional de Previdência Social

Segmento largo

Complexo principal de histocompatIbilidade Profissional da área de saúde

Profissional de saúde do Centro Obstétrico Reação em cadeia mediada peja poJimerase Radioimunoensaio

(14)

A prevalência dos marcadores HBsAg e anti-HBc foi descrita em 168

indivíduos, distribtúdos em três grupos: 88 usuárias do atendimento obstétrico, 61 profissionais de saúde do Centro Obstétrico (PASlCO) e 19 funcionários administrativos (grupo controle), todos do Hospital de Base Or. Ary Pinheiro de Porto Velho,capital de Rondônia No período de novembro, dezembro de 2000 ejaneiro de

2001

foram coletadas amostras de soros, para a detecção do VH B através do teste imunoenzimático (ELISA). A prevalência do HBsAg foi de 1,]% no grupo de usuárias

obstétricas, nos P A S / C O 3,3% e no grupo controle 52,6%. Para o anti-HBc os resultados positivos foram 5,3% no grupo controle, 27,3% no grupo de usuárias e 42,6%

no grupo dos PASlCO. A estratificação por faixas etárias relacionada a sorologia positiv~ demonstrou que nos intervalos de 15 a 25 anos e 25 a 35 anos a prevalência do V HB foi maior, para os grupos de usuárias e controle, e; no grupo dos PAS/CO o intervalo de prevaJência mais elevada foi de 45 a 55 anos. A elevada prevaIência do

V H B nas usuárias obstétricas pode ser fator de transmissão vertical. A taxa de

positividade do grupo controle sugere à característica endêmica da população de Porto Velho. Fatores como o número de parceiros, o uso de preservativo e a escolaridade no

grupo dos PASlCO foram comparados com os resultados sorológicos para o VH B. O fluido orgânico e a via de exposição mais referidos nas ocorrências de contaminações pelos P A S / C O foram o sangue e a cutânea, 43% e 22% respectivamente.

(15)

The

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e

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-

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,

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,

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,

3% in the patient

'

s group and 42

,

6

%

i

n the PAS

/

CO group

.

The study by age groups related to the positi

v

e serolog

y,

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e

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25 to 35 y

e

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cutaneous

,

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s

p

e

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e

Jy

.

(16)

1.1 ASPECTOS GERAIS DA HEPATITE B

A Saúde Pública age no mundo inteiro em busca de soluções para urna

infinidade de doenças infecto-contagiosas, porém, em pleno Século XXI com toda a

tecnologia inventada pelo homem, é possível se morrer de fome, como também ocorrer

a transmissão de patologias que, com o simples cuidado de responsabilidade individual

e deinformação, poderiam ser evitadas, dentre estas doenças focalizamos a hepatite B.

A hepatite B

é

urna inflamação do figado em decorrência da resposta

imunológica ao v ÍT U.~d a h e p a ti t e B ( VHB ) , que apresenta como reservatório natural o

homem e, tropismo pelas células hepáticas. Além da hepatite aguda, a infecção pode

cronificar e evoll;1irpara ci~se e carcinoma hepatocelular.

É

uma doença que acomete

mundialmente um grande número de pessoas,

é

tida como epidêmica e pode ocorrer de

forma endêmica em algumas áreas no mundo (Gonçalves Junior, 1996).

O melhor meio empregado pela humanidade para evitar doenças

infecto-eontagiosas é o da prevenção, através de infonn3ÇÕes, campanhas de

vacinações, instalação de rede de saneamento básico, investimento em pesquisas,

aplicação adequada do dinheiro público, sobretudo em educação e saúde. A hepatite B

contribui com quadro de morbidade, sobretudo em área de incidência al~ refletindo

um grave-problema de saúde pública (Grosheide &Damme, 1996).

O V H B possuí a taxa de prevalência mais alta em regiões de clima

tropical e em países em desenvolvimento, indicando que a infecção sofre influências

(17)

A hepatite B tem evolução clínica semelhante a outras hepatites

virais,porém apresenta diferenças quanto a sua etiologia, os aspectos epidemiológicos,

ímunológicos e quanto a sua patogenia (Alves & Luchesi, 1992).

1.2 CARACTERÍSTICAS BIOLóGICAS 00 V H B.

A espécie do V H B pertence

à

família H e p a d n a vir i dae, e o gênero

Ort h ohep a d n a v i r u~ , sendo constituído de uma molécula do ácido desoxirribonucléico

(DNA)de cadeia dupla incompleta com 3.200 nucleotídeos (Gonçalves Junior, 1996).

A microscopia eletrônica de amostras do soro de pessoas com

infecção pelo VH B apresenta três tipos de partículas, duas não são infecciosas, as

partículasesféricas ou tubulares de 22nm de diâmetro que correspondem ao antígeno de

superficie do vírus da hepatite B, o HBsAg. A partícula viral completa (antes

denominada partícula de Dane) é esférica, medindo 42nm de diâmetro, é fonnada por

um envoltório externo que contem proteínas antigênicas de superficie do V H B

(HBsAg);e o interno que com a molécula de DNA e uma enzima a DNA-polimerase,

constituem o ce me ou c ore , que apresenta o antígeno de centro estrutural (HBcAg) e

(18)

HBeAg SECRETAOO

-

1

4_2N_M _

PARTíCULAS NÃo INFECCIOSAS

PARTíCULA ESF~RICA

22NM

PARTíCULA

ruBULAR

(19)

- .

(20)

KÍugman e colaboradores, na cidade de Nova Iorque, no ano de 1967,

(21)

A administração de uma vacina em pessoas utilizando soro humano

ocorreu em 1971, por Krugman e colaboradores, quando se inativou o vírus pelo calor e

se fez

à

inoculação em crianças da Escola Especializada de Willowbrook., onde a

hepatite era endêmica desde 1949 (Aach. 1981). Através de processos fisico-químicos,

em 1975, Hilleman desenvolveu a primeira vacina do plasma contendo o HBsAg

(Rorte,1997).

o

Centro de Prevenção e Controle de Doenças (COC) -Atlan~ EUA,

em 1983, recomendou a utilização de medidas para proteção individual aos

profissionais de saúde, durante os cuidados com pacientes portadores de doenças

transmissíveis por via sangüínea (COC, 1988). Em 1987, o

coe

cria recomendações

para o uso das "Precauções Universais" pelos profissionais de saúde que se expõem

à

contaminação com sangue e fluidos corpóreos (COC, 1989).

No Brasil. em 1968, os índices de acidentes de trabalho tiveram seus

resultados analisados, quando da criação do Instituto Nacional de Previdência Social

-INPS

(Lucca & Fávero, 1994). Vindo em auxílio do trabalhador no socorro aos seus

direitos, este órgão passou a contribuir também como fonte de coleta de dados,

possibilitando que pesquisas fossem desenvolvidas a partir de um referenciaJ estatístico

oficial.

Por intermédio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no

artigo 19 da Lei 8.213 de 24 de julho de 1991, houve a caracterização legal e definição

sobreo significado de acidente de trabalho: "Éo que ocorre pelo exercício do trabalho

a serviço da empresa ou pelo exercício dos segurados referidos no inciso VII (produtor,

parceiro,meeiro, arrendatário rural, garimpeiro, pescador artesanal e assemelhados) do

(22)

morteou a perda ou redução, permanente ou temporário, da capacidade para o trabalho"

(

Brasil

.

199

1).

o

Ministério da Saúde (1994), no Brasil, através da Portaria 1.376 de

19de novembro de 1993, detennina a execução de testes de triagem sorológica em

todos os doadores de sangue: Doença de Chagas (2 testes), Sífilis (1 teste), H I V (1

teste),H TL V-IIJJ (1 teste), Hepatite B (HBsAg e anti-HBc 19G, 1 teste), Hepatite C

-(a n ti-VHc, 1teste) e ALT (I teste).

1.

4A PATOGÊNESE DO

V H B

E

PATOLOGIAS ASSOCIADAS

Segundo Focaccia e t a i. (1993), o VH B não exerce efeito citopático

direto sobre ofigado; a lesão hepatoceJular resulta da ação imWlOlógica do hospedeiro

frente aos hepatócitos infectados. Tanto a eliminação quanto

à

inativação do vírus pelas

células do sistema imune se pmcessarn por meio da resposta imune celular e humoral

(Albert~ 1993).

Gallizi Filho e Andrade (1993) afirmaram que com a evolução da

doença no figado há produção e liberação de ocitocinas 9, interJeucinas, interferon

-gama, fator de necrose tumoral que poderão provocar a morte dos hepat6citos

infectados e sãos.

Alberti (1993) refere que os interferons produzem um estado de alerta

antiviral no figado, que resulta em duas ocorrências: redução da replicação, indução da

expressão das glicoproteínas da classe [ do PHC; levando a ativação dos linf6citos T

citotóxicos que atacam os hepatócitos que expoom o antigenó viraJ, produzindo

linfócitos B, limitando a reinfecção das células hepáticas pelo VH B. A injúria hepática

(23)

A resposta das células T às proteínas do VH B sintetizadas, que se

expressamno antígeno fILA (antígeno leucocitário humano) de classe I na superficie

dos hepatócitos infectados, representam o maior determinante de lise dos hepatócitos,

na fase aguda ou na hepatite fulminante. Por outro lado a resposta imune ausente, com

tolerância à replicação do V H B,determina o estado de portador assintomático (Carrilho

&Silva, 1995).

Thomas (l991) refere que o indivíduo poderá desenvolver hepatite B

crônica por que não ocorre a expressão da classe I do fILA ou por que o linfócito T

citotóxico não é apropriadamente estimulado ou por algum outro mecanismo

desconhecido.

o

desenvolvimento do hepatocarcinoma parece ocorrer devido

à

integração do DNA do VH B no genoma do hospedeiro. Essa alteração cromossômica

freqüentemente envolvendo o cromossoma 17 levará à transformação celular (Mims et

aI

.

,

1995)

.

Um estudo conseguiu inserir o g e n e que produz o antígeno X do VH B

em

ratos, resultando na produção deste antígeno e desenvolvimento de carcinomas

hepatocelulares, mesmo na ausência de lesão hepatocítica. O que leva a crer na

participação do HBxAg no desenvolvimento de neoplasias hepáticas (Foccacia e t aI. ,

1993).

Robinson (] 995) confirma que a hepatite B

é

uma doença sistêmica que pode acarretar manifestações extra-hepáticas: esplenomegalia, linJàdenomegalia,

artrites e artralgia, pancreatite, depressão de medula óssea, lesões neurológicas, e

(24)

o

perfodo prodrômico que é também denominado de pré-ictérico

pode apresentar sintomas gerais como fraqueza., anorexia, mal-estar, dores abdominais

difusas,intolerância a vários alimentos, artrites, artralgia e mialgia, e algumas vezes a

observação de exantemas cutâneos rubeliformes ou lembrando urticária (Bensabath et

a !., 19 9 7).

A icterfcia acomete

200.10

das pessoas com hepatite B, além da

associação de sintomas como hipocolia ou acolia fecal e colúrica Com a evolução da

doença há diminuição dos sintomas dispépticos e icterícia, acentuação da

hepatomegalia dolorosa e esplenomegalia (Chandrasoma &Taylor, 1993).

Com associações ao imunocomplexo contendo HBsAg da hepatite B é

referida a síndrome semelhante àdoença do soro do quadro ictérico em que se observa

poliarterite, glomeruionefrite membranosa, pleurite com derrame pleural e até a

Síndromede GuiJlain-Barré (Penner e t a J. ,1 9 8 2 ) .

Comprometimento neurológico com sinais e sintomas como paralisias

faciais,ataxias, arreflexías, meningites, menigoencefulites, mielites, monomeurites de

nervos cranianos e periféricos, são referidos por Prelletier et a lo (1985). Há relatos de

anemia leve, leucopenia-e plaquetopema transitórias· nas hepatites agudas (Blumberg e t

a I. 1977). Em relação com quadro dermatológico na hepatite aguda temos a ocorrência

de púrpura de Henoch-Scbõnlein (Maggiore e t a L , 1 98 4).

O VH B interage com o sistema imunológico do hospedeiro por meio

de fatores que incluem a virulência do agente, a genética do hospedeiro acapaci~e de

resposta do individuo e hábitos que contribuem para a transmissão do virus (Mintz &

(25)

proteínaintracelular produzida pelos vírus, após lfc1dução no aparato ribossomal, na .. ~ :'~ i ; ,: :; . . : -. . .-. .

seqüênciapelo retículo endoplasmático.:l1"di·irt<xtõ1fatirigíra superficie celular; e, perda

(26)

-se pela mutação da região pré-C (Santantonio e t a i. , 1991). A mutação na região pré-C

pode ser responsável por hepatite fulminante e, não é indispensável para a replicação

viral,o indivíduo infect.ado continua apresentando nível alto de DNA viral no sangue

(Omatae ta/. , 19 9 1 ).

Mutações p r é-c o r e do V H B produzem infecções crônicas e lesão

hepática aguda com extensa morte celular. A falta de produção de HBeAg na hepatite

fulminante e a grande produção de HBcAg pode ser citopática. diretamente, levando à dificuldade no tráfico de proteína do retículo endoplasmático, conforme refere Thomas

(1991).

Mistura de cepas selvagens e mutantes diante da reação imune e

terapêutica, selecionam cepas que predominam no decorrer da infecção. Variações

genéticas do VH B favorecem sua constituição e resultam em variações patogenéticas

que caracterizam a evolução da infecção.

O

dinamismo da relação hospedeiro-vírus depende da resposta imune contra epítopos dominantes, que são expressos nas células

infectadas pejo vírus sel\l3breJll(Yoffe e t a I., 1 9 9 0 ) .

O

reforço da patogenia do V H B aumenta quando células infectadas

por mutantes, escapam do clareamento vira!, possibilitando que estes infectem

hepatócitos e integrem seu DNA em hepatócitos regenerados (Mims e t a J . , 1 9 9 5).

1.5 CARACTERíSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS NA COMUNIDADE E ENTRE PROFISSIONAIS DE SAúDE

1.5.1 Transmissão do V H B e suu implicações

A transmissão do V H B ocorre por meio de fluidos corpóreos ou do

(27)

continuidade da peje e mucosas, relações sexuais sem proteção, incisões percutâneas

com agulhas e instrumentos contaminados, transfusões de sangue e seus derivados

contaminados, transplante de órgãos ou tecidos de portador (Brasil, 2(00). Na hepatite

B os índices de viremia são elevados, favorecendo a transmissão do V H B através do

sangue(Sáez-Alquézare t a I., 1 9 9 6 ).

Em estudo realizado por Papaevangelou e t a lo (1983), foi demonstrado

a presença de HBsAg em 56,70./0 de mulheres profissionais do sexo incluídas na

pesquisae 24,5% no grupo controle.

Apesar da partícula completa do ví r u ç da h e p a t i t e B não ter sido

encontrada na saliva, o que comprovaria a infectividade desta, foi comprovada a

presençado HBsAg neste fluido orgânico (Brotman e t a i . , 1973; Brasil, 2(00).

A transmissão vertical da hepatite B (mãe infectada para o filho)

poderá se fazer em duas formas: gestante principalmente no último trimestre, portadora

de hepatite B aguda.,ou de gestante com infecção crônica, apresentando o ntarcador

sorológico HBeAg que é indicativo de replicação viral e de maior infectividade

(Rodrigo& Nascimento, 1991). Na presença do HBeAg a chance de transmissão

vertical é calculada entorno de 9()01o, cOntra 15% na ausência deste (PittelJa, 1998).

A existência do portador do v í r us d a h e p a J i t e B e a identificação do

paciente assintomático representam um motivo real para a utilização de precauções

universais sempre que o profISSional entre em contato com sangue ou outros fluidos

corpóreos (Focaccia.,1986; COC, 1991; Brasil, 2002).

O uso das precauções universais deve ser constante para evitar

acidentes e contaminações, os quais incluem: "lavagem das mãos independente do uso

(28)

que envolva san

gu

e

e

flui

dos orgân

i

cos

,

usar más

car

a

,

óculos

pr

o

t

e

t

o

r

e

s

e

av

enta

l

sempreque h

ou

v

er r

i

sco de borr

i

famento de secreções

"

(

Brasi

l

,

20(0).

Em

1

993

,

f

o

i

citadopelos

pe

s

qu

i

sadores Souza e Vianna

,

um caso de contam

i

nação

pe

l

o

v í r uç d a

hep a t i t e B,

ocasionada por respingo de secreção nos olhos em uma

pr

o

fi

ss

i

o

na

l d

e

enfermagem.

A

hepatite B apresenta período de incubação de 50 a

1

80 d

i

as

, c

o

m

médiade 60

a 90 dias

.

Sua transmissibilidade é de aproximadamente

2

a 3 semanas

antesde apa

recerem os primeiros sintomas

,

continuando na fase aguda ou crônica da

doença

,

que

pode persistir por

v

ár

i

os anos ou pe

j

o

r

e

s

t

o

da

vi

d

a (G

onça

lv

e

s

et a J. ,

1993).

1.5.2Ahepatite B e sua epidemiologia

No controle de epidemias

,

os princípios básicos são a

i

nterrupção

d

a

cadeiade tra

nsm

i

ssão e a prevenção de novas ocorrências (Rouquayro

J

&

Alm

e

i

da

Filho,J999)

.

Depois do fumo

,

o

V H B é

o principal agente cancerígeno conhecido e

é

pelo men

o

s 1

00 vezes ma

i

s contagioso do que o vírus da imunodeficiênc

i

a

hum

a

na

(H / V ) .

A trans

missão do

v í r uç da h e p ati te B

pode se

r

feita através de

vári

o

s f

l

uidos

orgânicosinclui

ndo

-

se o sangue

,

sêmen e

f

l

u

ido vagi

n

a

l

,

a

m da

tr

an

smis

s

ão vertic

a

l

(

Brasil,2000

).

As

estratégias para o controle de doen

ç

a

s inf

ecüH

;o

n

tagiosas

i

nclu

e

m

a prevenção

,

detecção dos casos

,

tra~ento

imediato

.

N

a

he

p

at

i

t

e

B a

p

rev

enç

ão e a

detecçãode c

aso

s

é

de importância inquestionáveJ

,

seja a

t

ra

s de a

tivid

ad

e

s

e

duca

tiv

a

s

que priori

zem

,

a percepção de risco

,

a mudança de

c

om

p

o

rta

me

nto sexua

l,

(29)

oupouco sintomáticos, bem como a dispom1>ilização de vacinas para toda a população

de áreas endêmicas (Rouquayrol &Almeida Filho, 1999).

A Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que existam 350

milhões de portadores crônicos da hepatite B no mundo e 2 milhões morram por ano.

Entreas doenças infecciosas a hepatite B contribui com ) a 2 milhões de óbitos anuais

(Barboza,199]).

No Brasil, a região Amazônica é responsável por 5 a 15% de

ocorrência do VH B representando uma das maiores prevalências do mundo (Fonseca et

a I. 1989,Duarte e t aI. 1997). Maynard (1990) afirma que há na América Latina 6,6

milhões de portadores do v í r u s d a he p a t i t e B, com distribuição em zonas endêmicas,

comoa Amazônia.

A dístn1>uição da hepatite B no mundo ocorre de forma mais

acentuada nostrópicos, assim caracterizada: aJta prevalência de SO/Ó a 20%, prevalência

intennedíária de 2% a J'lAl e de prevalência baixa quando menor que 2% (Carrilho &

Silva,

1995

)

.

Nas altas incidências de infecção pelo VHR a transmissão se faz

verticalmente ou por convívio intimo entre familiares (Margolis e t a l . ,

1

991

)~

exibem

este quadro as áreas do Sul da Ásia, África, América do Sul, e China (Carrilho & Silva,

1995). Na América do Norte, Europa Ocidental, Austrália, sul da América do Sul onde

a incidência

é

baixa, predomina a transmissão por via sexuaJ e parenteraJ (MargoJis e t

a I., 1991).

Nos EUA, evidencia-se uma taxa de infecção pelo v ír u .< ; d a h e p a t i t e B

em homossexuais de 800t'o. Em estudo recente o HBsAg foi detectado em 62% de

amostrasfecais, 77% nas lesões da murosa retal, 59% na mucosa retal normal, 50% nos

(30)

secreçõespotencialmente infectantes, toma a relação do homossexual masculina apta a

serassociada a taxa de transmisslbilidade alta em relação a outras formas (Mintz &

Drew, 1983).

A distribuição da doença no Brasil tem referência de área de baixa

incidênciana região Sul. intermediária nas regiões Nordeste, Centro Oeste e Sudeste,

enquantoas altas incidências nas áreas da Amazônia. Espírito Santo e oeste de Santa

Catarina(Brasil,2(00).

Outro ponto de vital importância. que merece registro, é a ocorrência

concomitante ou prévia dos portadores da hepatite B com a hepatite Delta. que

necessitada presença do primeiro para replicação celular na pessoa infectada (TioUasis

& Buendio, 1991). Nos casos de associação com o v í n l s d a h e p a t i t e D e l t a e, em

indivíduos com idade superior a 40 anos a taxa de letalidade em pacientes

hospitaJizados

é

maior que 0,8%. No Brasil a taxa de mortalidade pode atingir 0,6 por

100.000habitantes (Schechter

&

Marrangoni, 1998).

Areia (J 997) assinala que a incidência de cirrose em pacientes com

hepatiteB crônica é estimada em cerca de 2%, e de carcinoma hepatocelular em 6%, o

quejustifica um controle sistemático no acompanhamento destes indivíduos.

A hepatite B

é

considerada endêmica

na

região Amazônica. de acordo

com Torres (1996), necessitando de ações em larga escala para seu controle, como

dados epidemiológicos mais fidedignos, medidas públicas no controle da transmissão

horizontale vertical, imunização da população.

Alguns trabalhos de pesquisas apontam para

a

afirmação de que o

(31)

a constantes riscos de contaminações por doenças infecto-contagiosas (Kuga e t a /.,

1999).

Os indivíduos que trabalham na assistência em determinadas áreas

hospitalares, a prevalência de hepatite B podem chegar a uma freqüência 10 vezes

maior que a incidência ocorrida na comunidade em que a instituição está inserida

(Focacciae t a i ., ]9 9 0 ).

Segundo o CDC (1988), profissionais da área de saúde (PAS) são

funcionários,estudantes ou treinandos de qualquer serviço de saúde, e que as atividades

executadas por estes são realizadas junto ao paciente ou que envolvam contato com

sangue,sêmen, muco vaginal, fluidos e tecidos corporais. Os PAS apresentam risco

ocupacional por acidentes que resultam em doenças infecto-contagiosas com taxas de

mortalidade e morbidade altas corno a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e a hepatite B e C (Kuga e t a I. 1 9 9 9 ).

Aproximadamente 15% de trabalhadores da área de saúde possuem

um ou mais marcadores sorológicos de infecção pelo VH B, com alto índice de HBsAg

positivo.Hoofnagle e t aJo (] 992) afirmam, com raras exceções, o pessoal da área de

saúde portador de HBsAg não faz amnentar o risco de infecção pelo V HB para o

paciente. Por outro lado ]% de todos os pacientes internados nos grandes hospitais

metropolitanos são HBsAg positivo, porém 90% deles não são identificados na rotina

diária (Clemense f a i., 20 00 ).

As investigações de Jodos os casos notificados relacionados ao V H B

deverão ser definidas para adoção de medidas cabíveis. Em virtude de limitações

(32)

- pesquisasorológica do marcador HBsAg -e Os comunicantes negativos deverão ser

vacinadosconforme esquema vacinal próprio (Ministério da Saúde, 1994).

Apesar de não haver uma nonnatização sobre o uso de lnterferon,

Lamivudine,HBIG e realizações de biópsias hepáticas, nos indivíduos portadores de

hepatite B, o Sistema Único de Saúde (SUS) assegura o acompanhamento clínico na

Unidadede Saúde, de acordo com sua dispombiJidade de recursos humanos e técnicos

(Brasil, 2000)

Em seu Guia de Vigilância Epidemiológica de Doenças e Agravos Especificos (Brasil, 2000), caracteriza cJinicamente: o suspeito sintomático e

assintomático,o agudo confirmado, o contato, o portador e o suscetível para hepatite B.

Aindaestabelece uma série de recomendações sobre a conduta adotada frente a caso de

portador,surto ou epidemia, e de medidas de controles.

1

.

6DIAGNÓ

STICO LABORA TORIAL

Os três pontos que norteiarn o diagnóstico laboratorial da hepatite B

incluem: a dosagem de enzimas hepáticas e outras dosagens bioquímicas, testes

sorológicosespecíficos e técnicas de biologia molecular (Sáez-Alquézar e t a J., 19 9 6).

Oexame de hemograma na hepatite B se apresenta com leucócitos em

números normais ou leucopenia leve, leucocitose relativa com VHS normal; na fase aguda,há leucocitose com grande número de línfócitos atípicos (Sáez-Alquézar e t a I .,

1983).

Na hepatite fulminante o hemograma confere leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda. Quando ocorre acometimento da medula óssea é

(33)

As dosagens das aminotransferases (ALT ou AST) auxiliam no

diagnóstico, acompanhamento da doença e monitoramento clínico e a alta do paciente.

Aelevação dos níveis superiores das aminotransferases ocorre à custa do aumento da

permeabilidade dos hepatócitos no processo inflamatório. Os resultados das dosagens

das aminotransferases que ultrapassem 500Ul/L estão associadas à intensa destruição

hepatoeítica(Sáez-Alquézar, e t a l., 1 9 9 6) .

A AST (Aminotransferase da A1amina) está presente em 30% na

mitocôndria e o restante no citoplasma hepático, seu aumento indica lesão celular no

figado(Saéz-Alquézar et aI., 1 9 9 6).

Embora a ALT (Aminotransferase da Aspartato) esteja presente em

outros tecidos muscuJaresquelético ou cardíaco, sua concentração no citoplasma do

hepatócito se relaciona com lesão bepocítica aguda (Silva, 1995).

A queda abrupta dos níveis de aminotransferases no soro indica

evolução para as formas graves como no caso da hepatite fulminante (Moreira-Silva e t

a /.,

1

998).

Na forma benigna da hepatite B, a dosagem de ALT é superior as de

AST

;

enquanto o inverso é observado nas formas graves, refletindo maior dano hepático

comcomprometimento mitocrondrial e necrose. Tanto

li

ALT como a AST elevando-se

por um período superior a seis meses ésugestivo de cronificação (Sáez-Alquézar e t a i . ,

'1996). __

A presença de urobilinogênio na urina revela disfunção celular na

hepatiteB.Na cirrose são comuns a queda da taxa de albumina- sérica eo aumento das

gamaglobulinas. O decréscimo do. tempo de protrombina é referência para o

(34)

Tan

toa

gl

icemiaquan

t

o

à

a1buminapodem te

r

seus valores

r

eduzi

d

o

s (S

áe

z-

A

Iq

uéza

r

e t

a /.,198 4).

o

procedimento de biópsia hepática pode

c

on

tri

b

uir p

a

r

a

o

diagnósti

coda hepatite crônica

,

medir o grau de estágio

d

a doe

n~

no di

a

gn

óst

ico

difere

n

c

ia

l

,

na indicação do tratamento

,

a

v

a

li

ar

o ef

e

ito ter

a

pêutico e pesquisar

marcad

o

r

esv

i

rais(Areias

,

1997)

.

A ação do

viru..v d a h e p a t i t e B

na destruição dos hepatóc

i

tos

provoca

distúrbio

sno metabolismo da bilinubina

.,

elevando a concentração de u

r

obi

l

inogên

i

o

urinárioe

a acolia recai (Silva

,

1995).

1

.

6.1 Di

a

g

nóstico

im u n o ló g ic o

Através de testes sorológicos, o

V H B

é pesquisado segundo seu

s

marcadore

s

i

munológicos

,

ou seja

,

o estudo da

f

ração antigên

i

ca

d

este

vír

us

e a

produçãod

e anticorpos pelo organismo

,

em diferentes fases da doen

ç

a

(A

z

ev

e

do

e t a l. ,

1994).

Atualmente a técnica sorológica mats utilizada

é

o ensa

to

i

munoenzi

máticodo tipo ELISA o qual apresenta sensibilidade e especificidade igua

l

a

dametodo

l

o

gia

radioimunoensaio (RIE) (Sáez-AIquézar

e t a l. , 1 9 9 6 ).

A dinâmica de aparecimento dos antígenos e anticorpos obed

e

c

e as

.

-fases evolu

tiva da doença

,

e São relacionados com a ocorrência de

ict

er

íci

a

,

p

e

lo

aumento

ou decréscimo das dosagens de aminotransferases sérica

s (D

esme

t

e t

(35)

Após o período de incubação

,

antes do aparec

imento de icterícia,

haverápresença no soro dos antigenos HBsAg e HBeAg indicando que

o

V H B

encontra-serep

l

icantee infectante (Femandes

e t a I. , 1 9 9 9 ) .

O

aumento dos níveis de ALT e AST indica lesão hepatoc

ítica

progressiva

,

alcançando os níveis mais altos no período de incubação

.

O

diagnóst

i

c

o

pode ser realizado pela avaliação dos sintomas da doença aguda e concentração do

ant

i

corpoanti-HBc

.

Pesquisa da fração IgM do anti-HBc pode ser realizada nás fases

~

gudasda

i

nfecção e a fração

IgG

predominará na convalescença (Silva

e t a i. ,

1978

).

O

anti-HBcIgM é encontrado nos primeiros seis meses de pós-infecção

,

defin

i

ndo a

i

nfecçãocomo recente (Aach, ]98] )

.

O

aparecimento de anti-HBe em indivíduo recuperando

-

se

, r

epresenta

di

m

i

nuiçãoda replicação e conseqüente diminuição da infectividade

(S

e

lli

c

k Juni

o

r

e t

aI.

,

1992).

Na fase de convalescença o aumento progressivo do an

ti

-

HBs

associadoao anti-HBc confere cura da infecção pelo

V H B

e desenvolvimento d

e

i

mun

i

dade(Cardoso

e t a l., 1 9 9 0 ).

A recuperação é alcançada com a regressão dos seguintes fatores

:

i

cter

í

c

i

a

,

HBsAg

,

HBeAg

,

dosagens de ALT no soro (TioUasis

&

Buendio, t 99]

).

Na janela irnlDJOlógicanão há detecção do HBsAg no soro

,

també

m

nãoestá presente o anti-HBs

;

o diagnóstico somente será feito pela pesqu

i

sa

de

a

nti-H

Bc total

.

O

ant

i

-HBc pode ser detectado durante a antigenemia

d

o

H

Bs

Ag (fa

se

aguda

),

fase

i

ntermediária Ganela imunológica), fase de convalescença e de

i

mun

i

dade

(36)

indivíduoscom HBsAg negativo e anti-HBc positivo em altos títulos sejam capazes de

transmitirhepatite B.

Referem Silva e l a i. (1995) com a negativação do HBeAg e

conseqüente soroconversão para o anti-HBe, ocorre rápida elevação dos níveis de ALT,

pela lise dos hepátocitos infectados que precede a resolução da infecção e a parada da

replicaçãoviraJ.

Considera-se que na hepatite crônica o HBsAg seja detectável por

mais de seis meses e, o HBeAg por vários anos ou apresentar soroconversão. O

aparecimento dos anti-HBe e o desaparecimento do HBeAg no soro refletem a

soroconversãoe resulta em baixa da infectividade (Gonçalves et a J ., 1 9 9 3 ).

Resultados de exames com HBsAg e anti-HBs positivos são sugestivos

de fal~positivos, formação de imunocomplexos ou infecção por diferentes subtipos do

HBsAg(Cardosoe t a i. , 1 9 9 0 ).

A vacinação representa uma das medidas preventivas contra a hepatite

B de maior sucesso e importância, alcançando eficácia de aproximadamente 90 a 95%,

segundo o Manual de Conduta em Exposição Ocupacional a Material Biológico

(Ministérioda Saúde, 2(00).

Por meio da biologia molecular, vacinas utilizando antígeno vacinal

HBsAgsão produzidas com DNA recombinante. O processo de obtenção da vacina é

feito por meio do emprego de culturas de células eucariótãS de Sac haromy ces

ce re v is iae , em que o segmento gênieo codificador do HBsAg é introduzido através de

(37)

outrasvacinas, além de não produzir riscos por não serem derivadas de sangue humano

(Cottone, 1993).

A vacina é administrada em três doses e o intervalo entre as doses, confonne detennina o Ministério da Saúde (2000) é de zero, um e seis meses após a primeira dose.Nenhuma vacina disponível produzirá resultados imunológicos quando administrada em indivíduos infectados ou previamente imunes (Krugman & Stevens,

1995).

A vacina deve ser utilizada em indivíduos com risco de exposição que

incluem profissionais de saúde, viciados em drogas injetáveis, promíscuos sexuais,

hemofilicos,politransfundidos e presidiários, sendo feita urna triagem sorológica antes

da vacinação. A ausência de soroconversão, com taxas de 5% dos adultos

imunocompetentes e de até 5001Ó de imunodeprimidos, indica a possibilidade de déficit

imunológicoligado a fatores genéticos (Yotsumoto e t 0 1.,

J

992).

Segundo Kuga e t a lo (1999), na vacinação a reposta imune depende de alguns fatores importantes que incluem o estado imune prévio, o estado de portador

crônico assintomático (não responde a vacinação), o esquema posológico, a idade e o

tipode vacina a ser utilizada

O local de aplicação da vacina contra hepatite B é preferencialmente

naregião deltóide por via intramuscular, o tecido adiposo da região glútea não assimila .

-adequadamente o antígeno viraJ

é

há a perda de 40% da vacina. Em pessoas hemofilicas

a administração pode ser por via subcutân~ uma vez que a via intradérmica não

favorece resposta imunológica satisfatória Na profilaxia recomenda-se diminuição dos

intervalosentre as doses, ou seja, de um mês e acréscimo de uma dose de reforço

(38)

Na imunização passiva a administração de gamaglobulina hiperimune anti-HBs(GHAHB) apresenta eficácia de 70%, quando aplicada precocemente após o contágio.Diante da falta de GHAHB, administra-se a gamaglobulina. imune comum

(me) na mesma dose, porém com eficácia de 30% (Ministério da Saúde, 2000).

O Ministério da saúde recomenda a vacinação contra o VH B em recém-nascidos de mãe HBsAg positivo, obedecendo as 3 doses e intervalos de tempo preconizado, com início preferencialmente até 48 horas após o nascimento. Caso haja disponibilidade aadministração de GHHB nas primeiras 12 horas de vida, concomitante

à

primeira dose da vacina (Brasil..2002).

Tratamento específico para a hepatite B na fonna aguda não existe, porém para a fonna crônica é possível medida terapêutica, com efeito, satisfatório

(

Brasil, 2002

)

.

1.8 ASPECTOS LEGAIS E ÉTICOS E O IMPACTO DO VH B ENTRE OS

PROFISSSIONAISDE SAÚDE

De acordo com o Ministério da Previdência Social a doença profissional é aquela "inerente ou peCuliar a determinado ramo de atividade", e assinala com uma lista de 21 agentes etiológicos. Sendo assim, além do acidente-tipo, o PAS estar exposto à chamada doença profissional. Na prática, nem sempre

é

fácil estabelecer a diferença entre a ocorrência relacionada

à

doença ocupacional, ao contrário não acontece como o acidentado de trabalho que é de instalação imediata, dificil de.ocultar

(

Aquino

e r a /. , 1 9 9 3 ).

(39)

caracterizadas como acidentes de trabalho. Como exemplos destas doenças

profissionais,podemos relacionar o H / V e v í r u s d a s he p a t i t es A , B e C por seus

aspectosevolutivos severos de aha morbidade e mortalidade. A incidência de

acidente-tipoentre os PAS inicia-se a partir do próprio local de trabalho, nas suas rotinas e

duràhtea realização das atividades assistenciais.

A legislação trabalhista, em suas normas regulamentadoras~

recomendaa dispom1>ilidade de medicamentos para a profilaxia, a vacina para hepatite

Be agamaglobulina hiperimune nos locais de trabalho e o Regime Jurídico Único dos

Servidoresda União, em seu artigo 213 diz textualmente que "o servidor acidentado em

serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição

privada, a conta de recursos públicos" (Brasil,

J

997). Por esta razão, os hospitais e

ambulatórios devem manter em estoque esses medicamentos para uso imediato

(Ministérioda Saúde, 2000). No âmbito da iniciativa privada, esta situação éamparada

pelaConsolidação das Leis do Trabalho - CLT (Brasil, 1991)

Entende-se que o acidente de trabalho típico seja de maior incidência,

seguido do acidente de trajeto, e por último da doença profissional. Desta fonna,

medidaspreventivas para evitar· disseminação e transmissão de doenças infecciosas

comoH I V e hepatite B e C, no ambiente hospitalar e ambulatoriaJ é imperioso, pois não

há umtratamento eficaz após a ocorrência de contaminação. Daí a necessidade de se

adequarde forma rigorosa todas as medidas de prevenção para evitar o problema da

infecçãoocupacional (Schatzmayr e t a l . , 1985; Ministério da Saúde, 2(00).

Observam Azevedo e t a I. , 199{ que a probabilidade de infecção pelo

v im ,; d a h e p a tit e B após exposição percutânea é muito alta, chegando a atingir 40% dos

(40)
(41)

-o

re

g

i

str

o

do acidente de

t

r

a

balho de

v

e

faz

e

r refer

ê

n

cia as condiçõ

e

s

do acid

e

nte com

o seguinte inquérito

:

data

,

hora

,

tipo de expos

i

ç

ão, á

rea corpor

a

l

atingida

,

mate

r

i

al biológico envolvido na exposição, utilização ou não do eq

uipa

m

en

to

de prot

e

ção i

ndividua

l

pelo profissional de saúde

,

avaliação do

ri

sco

-

gra

v

idade

do

acidente,lo

ca

l

e causas do ac

i

dente

.

Deve ainda especificar os dados do pac

i

ente

-f

on

t

e

:

identificação,

dados sorológicos elou virológicos e dados clínicos; finalmente os dados

doprofissio

na

l

de saúde

:

identificação, ocupação

,

idade

,

data de coleta e os resu

l

tado

s

de examesl

aborntoriais

,

uso ou não de medicamen

t

o

s anti-retrovirais

,

uso ou não de

hemoglobuni

n

a hi

perimune e vacina

p

al

a

h

epa

tite

B

,

uso

de m

e

dica

çã

o

imunossupre

ssoraou história de doença imunossupressora

,

a c

o

nduta indicada após

o

acidente,o pl

anejamento assistencial e o nome do responsável pe

l

a condução

d

o

c

a

so

(Ministérioda S

aúde

,

2(00).

T

razendo a

l

uz de uma análise

,

não podemos deixar de assinalar

o

médicoe o

e

nf

erme

i

ro como agentes indispensáveis nas ações de saúde e

nv

o

lv

e

ndo a

relaçãode tr

aba

l

ho

,

não poderiam ficar indiferentes às propostas que

d

e

f

e

nd

e

m a saúd

e

do trabalh

a

dor a

part

ir

do seu próprio lugar de trabalho

. N

ão

é exagero

f

a

l

a

r-se de

"saúdedo t

rabalhador

",

hoje ainda

r

rlUito

l

imitada ao am

bi

e

nte

i

nd

u

str

i

a

l,

mas que

necessitad

e

u

ma abordagem mais profunda no seu a

s

pect

o cultu

ra

l

e sócio

-

ec

o

nõmi

c

o

,

capazde con

d

i

c

i

ona

r

melhores atributos de vida

e d

e

s

a

ú

de

em favor

do pro

fi

ss

i

o

n

a

l

(Costa

,

1995)

.

Q

uanto a segurança do trabalha

d

or

o Có

d

i

go

d

e

Éti

ca

M

éd

i

ca

,

Capítulo I

,

P

r

i

ncíp

i

os Fundamentais

,

no art

i

go

12

,

e

no

C

ódigo de

Éti

ca

dos

Profissi

o

n

a

is

de Enfermagem

,

Capítulo

I

,

Dos Princípios

F

undamenta

is

,

artigo

1

0>

se

(42)

proteção

~

reabilitação

e

co

ntrole dos riscos

i

ne

r

e

nt

e

s a cad

a

atividade laborativ

a

,

zelandopela saúde do s

e

r

humano e da co

l

et

i

v

i

da

d

e

(COFEN, 1997

&

CFM

,

2001).

I

ndicamuma série

de considerações sobre a re

l

ação

no trabalh

o

, no exercício de suas

a

ti

vidades

,

apli

ca

n

do-se isso também aos que

t

Iaba

l

ha

m em empr

e

s

a

s públicas ou

pr

i

vadas

.

P

ar

a

Ol

i

ve

i

ra

(1997)

o pagamento de pe

r

centua

is de insalubr

i

dade e

pe

ri

culosidadenã

o substituem o cuidado com a saúde do profiss

i

o

nal

,

como opção de

ba

ix

ocusto para

Q

empregador

,

isentando-o algumas vezes das açõe

s de inden

i

zações

.

Por

i

sso é

i

mporta

nte que se busque um controle efetivo

d

o

s riscos ocupa

ci

ona

i

s

,

esclarecimentos

obre os agravos resultantes de atividades

l

abor

iais, exig

i

ndo

.

cond

i

ções

detrabalhomais di

gna.

O C

ódigo de Ética Médica,

em

s

e

u artigo 14 e o Código de É

ti

ca dos

P

rofissionaisde E

n

f

ermagem

,

no artigo

2°,

o

pri

m

eiro enuncia que o méd

i

co deve

empenhar-sep

a

ra m

e

lh

ora

r

a

s c

ondições de saúde e o

s

p

adrões dos serviços médicos

,

assumindoassim

uma pa

rcela d

e responsabilidade em

re

lação

à saúde pública

,

à

ed

u

cação sanitária e

à

legislaçã

o

re

fe

r

en

t

e à saúd

e; e o segundo

,

se refere ao

pro

fissionalde enf

ennagem p

a

rt

ici

pat

iv

o

,

como

i

ntegrant

e da s

oc

i

e

da

de

,

d

a

s ações que

vi

samsatisfazer as

n

ec

essidades de saúde da população

(C

O

F

E

N, ]997

&

CFM

,

200]).

P

ortan

t

oassin

a

l

a

m

pa

r

a uma a

titu

de ma

is s

en

ve

l em b

u

s

ca da

s responsab

i

l

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dades

s

ociaisque se esp

e

ra

m destes prof

I

ss

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ona

i

s

.

O C

ód

i

go de

Éti

ca

.

Méd

i

ca,

Ca

p

ít

u

l

o

I

,

Princípio

s F

u

n

damentais

,

ar

ti

go 1

3,

se exp

ress

a

cJaramente aconselhando

o

m

é

dico

a denunciar às auto

r

idades

q

ua

i

squerform

a

s

de

a

gressão ao me

i

o amb

i

ente

q

u

e cause danos à vida

.

Ainda no

(43)

determinando que o profissional esclareça ao empregado sobre as condições de trabalho que ponham em risco sua vida e, informe as autoridades e ao seu Conselho (CFM,

2001)

.

De acordo com França (2000), essas atn1>uições são dos fiscais do Ministério do Trabalho e dos Membros das Comissões Internas de Proteção de Acidentes (CIPA), do Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho e das lideranças dos trabalhadores sindicalizados. Já o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem não é claro sobre as propostas de saúde ocupacional, no que se refere aos programas e ações que influenciam na avaliação dos fatores de riscos no âmbito trabalhista.

Fazendo ainda referência ao Código de Ética Médica, no artigo

4

1,

que impõe ao médico a obrigação de prestar esclarecimento ao paciente sobre as determinantes sociais, ambientais ou profissionais de sua doença, e o Código de Ética . dos Profissionais de Enfermagem, no artigo 30, impõe ao enfermeiro a participação de forma colaborativa, com a equipe de saúde, no esclarecimento do cliente e família sobre seu estado de saúde e tratamento (COFEN, 1997& CFM, 2001). Isto porque para se conquistar a saúde não basta modificar a relação entre o homem e a natureza, mas, também, no sentido de mudar as relações Sociais e dotrabalho.

(44)

C

onsiderando como just

i

ficat

i

va

p

a

r

a

este ~ho

de pesquisa os

aspectosrelev

a

nt

e

s c

omo

: 1

- a cidade de Porto Velho estar s

it

uad

a em área de endemia

paraa d

oe

nça He

pat

it

e B

~

e

,

2

-

os profissionais en

v

olvidos

n

a a

s

s

i

s

tência

à

parturiente

e puér

p

ernno se

rviço obstétrico

,

pela própria dinâmica de

s

uas at

ivid

a

d

e

s, são expostos

prováveis si

tuações de contatos com

f

luidos

co

rp

ó

r

eos que favorecem a

disseminaçãode i

nfecções

.

Rezende e Rezende

Fi

lh

o (1998) conceituam o momento do parto

vaginal como

algo

fi

s

i

o

lógico, com seu desfecho espontâneo e quase sempre

imprevisível,exi

g

i

n

d

o

a

çõe

s r

áp

i

das

. O u

s

o de paramentação (equipamentos de

proteçãoindivi

dual

)

necessário para a proteção no momento do par

t

o

va

g

i

na

l realizado

peloPAS,fica c

omprometido quando o ato e

x

ige ação

r

ápida

e i

mp

r

e

vi

s

ív

e

l

.

Al

iados a este fator a

i

nda

s

omam-se

:

a at

itu

de

pr

o

fi

ss

io

n

al

,

o

conhecim

e

ntot

écnico

,

o convívio e comportamento soc

i

a

l, a j

ornad

a

de

tra

ba

l

h

o e

estresse,que

s

ão

po

n

to

s

relevantes na avaliação da incidênc

i

a de ac

i

de

n

tes

de trab

a

lho

(45)

Avaliar o risco de disseminação do V H B entre profissionais de saúde que

atuam no Centro Obstétrico, do Hospital de Base

DT

.

Ary Pinheiro, em decorrência da

atividade ocupacional .

•:. Avaliar o perfil demográfico e socioeconômico dos portadores do V H B , estudados;

.:. Identificar os fatores de risco para exposição ao V H B . durante as atividades

ocupacionais exercidas no Centro Obstétrico pelos membros da equipe de saúde no

Hospital de Base Dr.Ary Pinheiro;

.:. Determinar o coeficiente de prevalência da infecção pelo V H B entre profissionais da

área de saúde que lidam com secreções de parto, e;

.:. Determinar o coeficiente de prevalência da infecção do V HB em pacientes

Imagem

Figura n. o Página
Tabela 1 - Distribuição dos pupos entrevicctados de acordo com faixa etária e sexo.
Tabela 2 - Distribuição dos grupos entrevilltados por faixa etária e sorologia. Porto Velho - 2000/200 t.
Tabela 3 - Distribuição dos ~ entrevistados por faixa etária e resultado do anti-HBc. Porto Velho - 2000/2001.
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