Relatórios de sustentabilidade
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(2) Agradecimentos. Ao Prof. Doutor Eugénio Ferreira, por todo o apoio e dedicação recebido durante a realização desta Dissertação. Ao Engº Rui Oliveira, por me ter incentivado para o tema da Sustentabilidade, tão interessante e actual. Ao Tiago, meu marido, pela sua ajuda valiosa na análise do desempenho económico das organizações.. i.
(3) Resumo: Relatórios de Sustentabilidade. A sustentabilidade, ou o desenvolvimento sustentável é “aquele que procura suprir as necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade das futuras gerações satisfazerem as suas necessidades a seu tempo” (Brundtland, 1987). O desenvolvimento sustentável das organizações assume hoje um papel fundamental, na medida em que estas são responsáveis pelo impacto que as suas operações, serviços e actividades têm no planeta, nas pessoas e nas economias. A transparência da informação destas organizações em relação à sustentabilidade das suas actividades é fundamental, nomeadamente em relação às várias partes interessadas. Os Relatórios de Sustentabilidade visam essencialmente a demonstração dessa transparência e a prestação de contas às várias partes interessadas, sobre o desempenho das organizações no que se refere ao seu desenvolvimento económico, social e ambiental. O objectivo desta dissertação foi o de efectuar um estudo sobre os Relatórios de Sustentabilidade publicados e verificar em que medida estes seguem as Directrizes da Global Reporting Initiative (GRI) para a elaboração de Relatórios de Sustentabilidade. Para concretizar o estudo foram inicialmente seleccionadas duas organizações com histórico relevante na publicação de Relatórios. Posteriormente, estes foram sujeitos a uma análise exaustiva, de forma a concluir como as Directrizes da GRI eram incorporadas nos Relatórios e de como é que as organizações acompanharam a evolução das suas diferentes versões. Genericamente, conclui-se que as organizações relatoras adoptam as Directrizes da GRI na elaboração dos seus Relatórios, evoluindo com as suas diferentes versões. Particularmente, e no caso das organizações alvo do estudo, a velocidade de adesão e de adaptação dos seus relatórios às Directrizes da GRI não foi igual, no entanto, ao fim de 4 anos sequenciais de publicações, uma organização atingiu o nível B+ de aplicação das Directrizes e a outra A+.. ii.
(4) Summary: Sustainability Reporting. Sustainable development is “one who seeks to meet the needs of the present without compromising the ability of future generations meet their needs in their time“(Brundtland, 1987). The sustainable development of the organizations has assumed a vital role in the extent that they are responsible for the impact their operations, services and activities have on the planet, people and economies. The transparency of information from these organizations for the sustainability of their activities is essential, especially in relation to various stakeholders. The Sustainability Reports are intended to demonstrate primarily that transparency and render account to various stakeholders on organizational performance in what concerns their sustainable development. The aim of this thesis was to conduct a study on the Sustainability Reports published and ascertain in what extent they follow the Guidelines of the Global Reporting Initiative (GRI) for the preparation of Sustainability Reports. To put the study in concrete form were initially selected two organizations with history within the publication of reports. Later these reports were subject to a thorough analysis in order to conclude as the GRI Guidelines were incorporated and how the organizations followed the evolution of these different versions. Generally it is concluded that reporting organizations adopt the GRI Guidelines in preparing their reports, evolving with the different versions of the Guidelines. And particularly for the organizations aim of the study, the rate of accession and the adaptation of their reports to GRI Guidelines has been uneven, however after 4 consecutive years of publications, one organization has achieved a B + level of implementation of the Guidelines and another A +.. iii.
(5) Índice AGRADECIMENTOS .............................................................................................................................................................................. I RESUMO: RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE .................................................................................................................................. II SUMMARY: SUSTAINABILITY REPORTING ............................................................................................................................................ III ÍNDICE............................................................................................................................................................................................... IV LISTA DE FIGURAS E TABELAS ............................................................................................................................................................ V RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE .................................................................................................................................................. 1 1 2 3 . 4 . INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................... 2 A GLOBAL REPORTING INITIATIVE – GRI ................................................................................................................................................. 3 A ESTRUTURA DE RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE DA GRI ................................................................................................................... 3 3.1 Directrizes para a elaboração dos Relatórios de Sustentabilidade ....................................................................................... 3 3.2 Suplementos sectoriais ..................................................................................................................................................... 4 3.3 Protocolos de Indicador..................................................................................................................................................... 4 3.4 Anexos Nacionais .............................................................................................................................................................. 2 3.5 Níveis de aplicação da GRI ................................................................................................................................................ 2 ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE ............................................................................................................................... 4 4.1 Parte 1 - Princípios e orientações para a elaboração de Relatórios...................................................................................... 5 4.2 Parte 2 – Informações – padrão ...................................................................................................................................... 10 . EVOLUÇÃO DA APLICAÇÃO DAS DIRECTRIZES DA GRI........................................................................................................................ 23 5 . 6 . 7 . 8 . INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................. 24 5.1 Selecção das Organizações ............................................................................................................................................. 24 5.2 Metodologia de análise ................................................................................................................................................... 24 LIPOR .......................................................................................................................................................................................... 26 6.1 Lipor - Ano de 2003 ........................................................................................................................................................ 26 6.2 Lipor - Ano de 2004 ........................................................................................................................................................ 41 6.3 Lipor - Ano de 2005 ........................................................................................................................................................ 57 6.4 Lipor - Ano de 2006 ........................................................................................................................................................ 74 6.5 Lipor – Ano de 2007 ....................................................................................................................................................... 90 SONAE SIERRA ............................................................................................................................................................................... 91 7.1 Sonae Sierra - Ano de 2004 ............................................................................................................................................ 91 7.2 Sonae Sierra - Ano de 2005 .......................................................................................................................................... 107 7.3 Sonae Sierra - Ano de 2006 ......................................................................................................................................... 123 7.4 Sonae Sierra - Ano de 2007 ......................................................................................................................................... 124 7.5 Sonae Sierra - Ano de 2008 .......................................................................................................................................... 125 CONCLUSÕES .............................................................................................................................................................................. 126 8.1 Lipor ............................................................................................................................................................................. 126 8.2 Sonae Sierra ................................................................................................................................................................. 128 8.3 Conclusões finais .......................................................................................................................................................... 130 . BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................................................................. 132 . iv.
(6) Lista de figuras e tabelas. Índice de Figuras Figura 1 - As três vertentes da Sustentabilidade ......................................................................................................................................... 2 Figura 2 - Sustainability Reporting Guidelines, versão 3, 2006 .................................................................................................................... 3 Figura 3 - Conteúdo da 1ª e 2ª Parte das Directrizes da GRI....................................................................................................................... 4 Figura 4- Conteúdo requerido para cada nível de aplicação da GRI (Global Reporting Initiative, 2006)......................................................... 2 Figura 5 - Marca do Nível de Aplicação resultante do exame da GRI à auto-declaração ............................................................................... 3 Figura 6 - Marca do Nível de aplicação, resultante do exame da GRI, após verificação externa .................................................................... 4 Figura 7 - Funcionamento do Sistema da Auto-Declaração, Verificação externa e Exame GRI ...................................................................... 4 Figura 8- Árvore de Decisão para estabelecimento dos limites do Relatório(Global Reporting Initiative, 2006) .............................................. 9 Figura 9 - Conteúdo das Informações - Padrão ......................................................................................................................................... 10 Figura 10 - Categorias do Desempenho Social ......................................................................................................................................... 16 Figura 11 - Relatório e Contas 2003, Lipor ............................................................................................................................................... 26 Figura 12 - Relatório de Sustentabilidade 2004, Lipor .............................................................................................................................. 41 Figura 13 - Relatório de Sustentabilidade 2005, Lipor .............................................................................................................................. 57 Figura 14 - Relatório de Sustentabilidade Lipor, 2006 .............................................................................................................................. 74 Figura 15 - Relatório de Sustentabilidade 2007, Lipor .............................................................................................................................. 90 Figura 16 - Grelha do Nível de Aplicação da GRI ...................................................................................................................................... 90 Figura 17 - Relatório de Responsabilidade Corporativa 2004, Sonae Sierra ............................................................................................... 91 Figura 18 - Relatório de Responsabilidade Corporativa 2005, Sonae Sierra .............................................................................................107 Figura 19 - Relatório de Responsabilidade Corporativa 06, Sonae Sierra .................................................................................................123 Figura 20 – Grelha do Nível de Aplicação da GRI....................................................................................................................................123 Figura 21 – 2007 Corporate Responsability Report, Sonae Sierra .........................................................................................................124 Figura 22 - Grelha do Nível de Aplicação da GRI ....................................................................................................................................124 Figura 23 - 2008 Corporate Responsability Report, Sonae Sierra ..........................................................................................................125 Figura 24 - Grelha do Nível de Aplicação da GRI ....................................................................................................................................125 Figura 25 - Gráfico ilustrativo da evolução dos Relatórios de Sustentabilidade da Lipor ...........................................................................127 Figura 26 - Gráfico ilustrativo da evolução dos Relatórios de Sustentabilidade da Sonae Sierra ...............................................................129 Figura 27 - Evolução da aplicação das Directrizes da GRI em Portugal....................................................................................................130 Figura 28 - Evolução da aplicação das Directrizes da GRI a nível internacional.......................................................................................... 131 . v.
(7) Índice de Tabelas Tabela 4-1 - Conteúdo das Directrizes da GRI para a Abordagem de Gestão e Indicadores de Desempenho Económico ............................ 13 Tabela 4-2 - Conteúdo das Directrizes da GRI para a Abordagem de Gestão Ambiental ............................................................................. 14 Tabela 4-3 - Conteúdo das Directrizes da GRI para os Indicadores de Desempenho Ambiental .................................................................. 15 Tabela 4-4 - Conteúdo das Directrizes da GRI para a Abordagem de Gestão e Indicadores de Desempenho das Práticas Laborais e Trabalho Condigno ................................................................................................................................................................................................ 16 Tabela 4-5 - Conteúdo das Directrizes da GRI para a Abordagem de Gestão de Direitos Humanos ............................................................ 18 Tabela 4-6 - Conteúdo das Directrizes da GRI para a Abordagem de Gestão e Indicadores de Desempenho de Direitos Humanos ............. 19 Tabela 4-7 - Conteúdo das Directrizes da GRI para os Indicadores de Desempenho no âmbito da Sociedade ............................................ 20 Tabela 4-8 - Conteúdo das Directrizes da GRI para os Indicadores de Desempenho referentes à Sociedade .............................................. 20 Tabela 4-9 - Conteúdo das Directrizes da GRI para a Abordagem de Gestão na Responsabilidade pelo Produto......................................... 21 Tabela 4-10 - Conteúdo das Directrizes da GRI para os Indicadores de Desempenho referentes à Responsabilidade pelo Produto ............. 22 Tabela 6-1 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Perfil no Relatório (Lipor,2003)........................................................................ 26 Tabela 6-2 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Desempenho Económico (Lipor,2003) ....................... 29 Tabela 6-3 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Económico (Lipor,2003) .................................... 29 Tabela 6-4 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Abordagem de Gestão - Desempenho Ambiental (Lipor,2003) .......................... 30 Tabela 6-5 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Ambiental (Lipor,2003) ...................................... 31 Tabela 6-6 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor,2003) .. 33 Tabela 6-7 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor,2003)............................................................................................................................................................................................ 34 Tabela 6-8 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Direitos Humanos (Lipor,2003) .................................. 35 Tabela 6-9 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Direitos Humanos (Lipor,2003) ........................ 36 Tabela 6-10 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Sociedade (Lipor,2003) ........................................... 37 Tabela 6-11 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Sociedade (Lipor,2003) ................................. 38 Tabela 6-12 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Responsabilidade do Produto (Lipor,2003) ............... 39 Tabela 6-13 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Responsabilidade do Produto (Lipor,2003) ..... 40 Tabela 6-14 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Perfil (Lipor, 2004)........................................................................................ 41 Tabela 6-15 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Desempenho Económico (Lipor,2004) ..................... 44 Tabela 6-16 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Económico (Lipor,2004) .................................. 44 Tabela 6-17 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Desempenho Ambiental (Lipor,2004) ....................... 46 Tabela 6-18 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Ambiental (Lipor,2004) .................................... 47 Tabela 6-19 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor,2004) 49 Tabela 6-20 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor,2004)............................................................................................................................................................................................ 50 Tabela 6-21 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Direitos Humanos (Lipor,2004) ............................... 51 Tabela 6-22 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Direitos Humanos (Lipor,2004) ...................... 52 Tabela 6-23 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Sociedade (Lipor,2004) .......................................... 53 Tabela 6-24 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Sociedade (Lipor,2004) ................................. 54 Tabela 6-25 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Responsabilidade do Produto (Lipor,2004) .............. 55 Tabela 6-26 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho - Responsabilidade do Produto (Lipor,2004) ..... 56 Tabela 6-27 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Perfil (Lipor,2005) ......................................................................................... 57 . vi.
(8) Tabela 6-28 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Abordagem de Gestão - Desempenho Económico (Lipor,2005) ...................... 60 Tabela 6-29 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Económico (Lipor,2005) .................................. 60 Tabela 6-30 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Desempenho Ambiental (Lipor,2005) ...................... 61 Tabela 6-31 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores – Desempenho Ambiental (Lipor,2005) ...................................... 62 Tabela 6-32 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor,2005) 65 Tabela 6-33 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor,2005)............................................................................................................................................................................................ 66 Tabela 6-34 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Direitos Humanos (Lipor,2005) ............................... 68 Tabela 6-35 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Direitos Humanos (Lipor,2005) ..................... 69 Tabela 6-36 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Sociedade (Lipor,2005) .......................................... 70 Tabela 6-37 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Sociedade (Lipor,2005)................................. 71 Tabela 6-38 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Produto (Lipor,2005) .............................................. 72 Tabela 6-39 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Produto (Lipor,2005) .................................... 73 Tabela 6-40 – Verificação do cumprimento do Nível C da GRI no Relatório de Sustentabilidade da Lipor, 2006 (Lipor, 2006).................... 75 Tabela 6-41 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Perfil (Lipor, 2006) ........................................................................................ 75 Tabela 6-42 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI– Abordagem de Gestão - Desempenho Económico (Lipor, 2006) ..................... 78 Tabela 6-43 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI– Indicadores de Desempenho Económico (Lipor, 2006) .................................. 78 Tabela 6-44 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão Ambiental (Lipor, 2006) ............................................. 79 Tabela 6-45 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Gestão Ambiental (Lipor, 2006) ............................................ 80 Tabela 6-46 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI– Abordagem de Gestão – Práticas Laborais e Trabalho Condigno (Lipor, 2006) 82 Tabela 6-47 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Práticas Laborais e Trabalho Condigno(Lipor,2006) ............................................................................................................................................................................. 83 Tabela 6-48 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Direitos Humanos (Lipor, 2006) .............................. 84 Tabela 6-49 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Direitos Humanos (Lipor, 2006) .................... 85 Tabela 6-50 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Sociedade (Lipor, 2006) ......................................... 86 Tabela 6-51 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Sociedade (Lipor, 2006) ............................... 87 Tabela 6-52 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Responsabilidade do Produto(Lipor,2006) ............... 88 Tabela 6-53 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Responsabilidade do Produto(Lipor,2006) ..... 89 Tabela 7-1 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Perfil no Relatório (Sonae Sierra, 2004) ........................................................... 91 Tabela 7-2 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI– Abordagem de Gestão - Desempenho Económico (Sonae Sierra, 2004) ........... 94 Tabela 7-3 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI drão – Indicadores de Desempenho Económico (Sonae Sierra, 2004)................ 95 Tabela 7-4 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão Ambiental (Sonae Sierra, 2004) ................................... 96 Tabela 7-5 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Ambiental (Sonae Sierra, 2004) ......................... 97 Tabela 7-6 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Práticas Laborais e Trabalho Condigno(Sonae Sierra,2004)............................................................................................................................................................................................ 99 Tabela 7-7 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Práticas Laborais e Trabalho Condigno(Sonae Sierra,2004)..........................................................................................................................................................................................100 Tabela 7-8 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Direitos Humanos (Sonae Sierra, 2004) ..................101 Tabela 7-9 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Direitos Humanos (Sonae Sierra, 2004) ........102 Tabela 7-10 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Sociedade (Sonae Sierra, 2004)............................103 Tabela 7-11 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Sociedade (Sonae Sierra, 2004) ..................104 Tabela 7-12 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Responsabilidade do Produto(Sonae Sierra,2004) .105 vii.
(9) Tabela 7-13 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Responsabilidade pelo Produto(Sonae Sierra,2004) ......................................................................................................................................................................................... 106 Tabela 7-14 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI - Perfil no Relatório (Sonae Sierra, 2005) ....................................................... 107 Tabela 7-15 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão - Desempenho Económico (Sonae Sierra, 2005) ...... 110 Tabela 7-16 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI Indicadores de Desempenho Económico (Sonae Sierra, 2005) ...................... 111 Tabela 7-17 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Desempenho Ambiental (Sonae Sierra, 2005) ....... 112 Tabela 7-18 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho Ambiental (Sonae Sierra, 2005) ..................... 113 Tabela 7-19 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Práticas Laborais e Trabalho Condigno(Sonae Sierra,2005) ......................................................................................................................................................................................... 115 Tabela 7-20 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Práticas Laborais e Trabalho Condigno(Sonae Sierra,2005) ......................................................................................................................................................................................... 116 Tabela 7-21 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Direitos Humanos (Sonae Sierra, 2005) ................ 117 Tabela 7-22 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Direitos Humanos (Sonae Sierra, 2005) ...... 118 Tabela 7-23 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem de Gestão – Sociedade (Sonae Sierra, 2005)............................ 119 Tabela 7-24 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Sociedade (Sonae Sierra, 2005).................. 120 Tabela 7-25 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Abordagem da Gestão – Responsabilidade do Produto(Sonae Sierra,2005) . 121 Tabela 7-26 – Análise da aplicação das Directrizes da GRI – Indicadores de Desempenho – Responsabilidade do Produto(Sonae Sierra,2005) ......................................................................................................................................................................................... 122 Tabela 8-1 - Evolução da aplicação das Directrizes da GRI - Lipor ........................................................................................................... 127 Tabela 8-2 - Evolução da aplicação das Directrizes da GRI - Sonae Sierra ............................................................................................... 129 . viii.
(10) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE. Relatórios de Sustentabilidade. 1.
(11) REELATÓRIOS DE D SUSTENTAABILIDADE. 1 Introduçãoo A suustentabilidadde, ou o dessenvolvimentoo sustentável é “aquele que q procura suprir s as neccessidades do presente, sem m comprometer a possibbilidade das futuras gerrações satisfaazerem as suas s necesssidades a seeu tempo”. (Bruundtland, 19887) A suustentabilidadde estuda o desenvolvim mento humanno através de três vertentes da mesma realidade: r. Social. Económica. • a vertente económica, • a vertente ambiental e. Ambieental. • a vertente social. Prettende estuddar os efeitos do deesenvolvimentto. Figura 1 - As três vertentes daa Sustentabilidade. hum mano não appenas na vertente econóómica (a mais difundida e mais utilizada ao longo doos séculos) mas também m o efeito desse desennvolvimento em termos ambbientais e em m termos socciais. E são nestas n duas últimas verteentes, que exxistem conseequências graaves para o futuro que, visõees meramentee economicistas, tendem a desprezar. v meramente económ mica, não esttamos perantte um desenvvolvimento humano numa óptica de Utilizando uma visão susttentabilidade uma vez quee são causaddos danos aoo ambiente e à sociedade que atingirãoo as geraçõess actuais e, pior, gerações fuuturas, não sendo s mediddos os efeitoos da actividaade a estes níveis. A proodução de riqueza gera exteernalidades que devem seer mensuradaas de forma a que sejam incorporadoos nos sectorres produtivoss os custos ambbientais e socciais associaddos. O objectivo do ddesenvolvimento sustentávvel não é faccilmente atingido. Com o actual estaddo de crescim mento e de globbalização da economia, o aumento da d qualidade de vida tem m tido como consequênccia novos riscos para a estaabilidade do ambiente a e o aumento daa desigualdadde social pattentes na pobbreza e fome, que atinge milhões de pesssoas. Neste contexto, o desenvolvimento sustentável das organizações assume um papel princippal, na medida em que i que as suas opeerações, serviços e actividades têm no planeta, nass pessoas e estaas são responnsáveis pelo impacto nas economias. A transparêência da infoormação desstas organizaações em reelação à susstentabilidadee das suas activvidades é funndamental, noomeadamentte em relaçãoo às várias paartes interesssadas. Os Relatórios dee Sustentabilidade visam essencialmeente a demoonstração desssa transparêência e a prrestação de conttas às váriaas partes innteressadas, sobre o deesempenho das organizzações no qque se refere ao seu deseenvolvimentoo sustentável. Fornecem uma declaração equilibradda e razoável do desempenho de susteentabilidade da organização o n represenntada, incluindo tanto as contribuições nele c s positivas, coomo as negattivas. Divulgaam também os resultados r e as consequêências, que ocorreram o durante o períoodo relatado, no contexto dos comproomissos, da estraatégia e da abordagem dee gestão adopptados pela organização. o. 2.
(12) RELATÓRRIOS DE SUSTTENTABILIDAADE. 2 A Gloobal Reportiing Initiativee – GRI A Global Reporting R Inittiative (GRI), fundada em m 1997, é um ma organizaçção não-governamental innternacional, com sede em Amesterdão, A na Holanda, que tem por missão sattisfazer a neccessidade de transparência da informação relativa à sustentabilida s ade, oferecendo uma estruutura credível para a elaboração dos RRelatórios de Sustentabiliddade, que possa ser utilizada voluntariamente pelas váárias organizaações indepeendentementee da sua dim mensão, sectoor ou localizaçãoo. Desde o seu s início, a GRI tem focado as suaas actividadees no desenvvolvimento de um padrão de relatório que q aborde os aspectoss relacionadoos com a sustentabilida s ade económica, social e ambiental das organizaçõões e, segunddo a sua visão, estes relattórios devem ser tão rotinneiros e passíveis de comparação com mo os relatórios financeiros.(G f Global Reportiing Initiative, 2006) No ano 20000 a GRI publicou a prim meira versão das d Directrizees para a elabboração dos Relatórios dee Sustentabiliddade e neste meesmo ano 50 organizações, em todo mundo, m elaboraram os Relatórios com base nestas Directrizes. A segundaa versão das Directrizes foi f publicadaa na Cimeira Mundial de Desenvolvim mento Sustenntável de 20002 – denominaddas pelas de Directrizes 2002 ou “G2””. Em 2005 teve início a processo dee revisão das Directrizes, tendo para tal t sido consttituídos grupoos de trabalhho, a m total de 100 1 pessoas. Esta terceira versão daas directrizess, conhecida como “G3””, foi nível munddial, com um publicada em Outubro de 2006 e é a versão actuualmente em m uso.. 3 A Esttrutura de Relatórios R de Sustentabbilidade da GRI A estruturaa de relatórioss de sustentaabilidade dessenvolvida pela GRI (Globaal Reporting Initiative (GRI), 2009) connsiste no conjunnto de docum mentos que inclui as Directrizes D paara elaboraçãão de relatóórios de susstentabilidadee, os Suplementtos sectoriais e os Protocoolos de indicaadores. Para breve está prrevista a publlicação de Annexos nacionaais.. 3.1 Direectrizes paraa a elaboraçãão dos Relattórios de Susstentabilidadde As Directrizzes são o eleemento fundamental da Estrutura de relatórios, reeúnem um conjunnto de orienttações e apreesentam uma estrutura globalmente g aceite para elabooração de reelatórios sobrre o desemppenho económico, ambieental e social de uma organiização. Foram concebidas para serrem utilizadaas por organizaçõões de qualqquer dimensãão, sector ou localizaçãoo e descreveem os conteúdos gerais e espeecíficos por sector. s As Directrizes baseiam m-se num conjunto de princípios e orientaçõess para estabelecer o conteúdoo, assegurar a qualidade e os limites do d Relatório e para estabelecer as informaações padrãoo. Estão organizadas em 2 partes disstintas, sendo a 1ª parte a relaativa ao contteúdo, limite e qualidade dos Relatórioos e a 2ª parte destinada à informaçãoo padrão, composta c por indicadorres de 3. Figuura 2 - Sustainabilityy Reporting Guidelinees, versão 3, 2006.
(13) REELATÓRIOS DE D SUSTENTAABILIDADE deseempenho e outros o tópicoss a divulgar. Por fim, sãoo ainda referiddas as Observações gerais para a elaboração de relattórios. Parte 1. •Princcípios para d definição do conteúdo. Princíípios e Orienttação •Princcípios para a a defição da q qualidade paraa a Elaboração o de •Princcípios para d definição do limite Relatórios. Parte 2 Info ormações‐pad drão. •Perffil • Abo ordagem de G Gestão • Indiicadores de D Desempenho o. Figurra 3 - Conteúdo da 1ª e 2ª Parte das Directrizes da GRI. 3.2 Suplemen entos sectoriaais Os Suplementos S sectoriais sãão desenvolviidos para apooiar os difereentes sectoress na análise das questõess referentes à suustentabilidadde, complementando as Directrizes. Os O Indicadorees das versõees finais dos Suplementos sectoriais são consideradoos como "esssenciais" (devem ser relaatados). Actuaalmente existtem Suplemeentos sectoriais para os seguuintes sectorees: • Aeroportoss. • Eventos. • ONG’s. • Calçado e Acessórios. • Serviçoos financeiross. • Com mbustíveis. • Indústria automóvel a. • Industrria alimentar. • Orgganismos púbblicos. • Logísticca e Transporte. • Teleecomunicaçõões. • Construçãoo. e. Obbras. Públicas • Produção de electricidaade. • Meios de comunicaação • Indústrria extractiva. 3.3 Protocoloos de Indicaddor Os Protocolos P dee indicador apoiam a na intterpretação, recolha e análise dos várrios indicadorres de desem mpenho das Direectrizes da GRI. G Existem disponíveis Protocolos de d indicadorees para os vários v conjunntos de indiccadores de deseempenho connsiderados peelas Directrizees da GRI, noomeadamentte: • Conjunto de d Protocoloss de Indicadoores: Económico • Conjunto de d Protocoloss de Indicadoores: Ambienttais • Conjunto de d Protocoloss de Indicadoores: Praticas Laborais e Trabalho T Deceente • Conjunto de d Protocoloss de Indicadoores: Direitos Humanos • Conjunto de d Protocoloss de Indicadoores: Sociedadde • Conjunto de d Protocoloss de Indicadoores: Responssabilidade pello Produto Os vários v indicaddores referidoos nos Protoocolos de Indicadores, sãoo codificadoss e numeradoos sequenciaalmente, no âmbbito de cada conjunto, c e são s classificaddos como esssenciais e complementarees. 4.
(14) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE Os Indicadores essenciais são pertinentes à maioria das organizações relatoras e de interesse para a maioria das partes interessadas e devem ser incluídos no relatório, a menos que sejam considerados não relevantes quando da aplicação dos Princípios de Relatório (1ª Parte das Directrizes). Os Indicadores complementares representam uma prática emergente ou fornecem informação de interesse das partes interessadas que são especificamente importantes para algumas entidades relatoras e podem ser considerados opcionais.. 3.4 Anexos Nacionais Os Anexos nacionais, a serem desenvolvidos no futuro, conterão as orientações para elaboração de relatórios que reflictam as realidades a nível nacional ou regional. Isso poderá incluir a relação entre as Directrizes da GRI e exigências nacionais existentes relativas a relatórios ou orientações sobre assuntos referentes à sustentabilidade específicos da região. Os Anexos serão desenvolvidos para uso conjunto com as Directrizes.. 3.5 Níveis de aplicação da GRI Ao elaborar um relatório de sustentabilidade suportado nas Directrizes da GRI, os relatores devem declarar qual o seu nível de aplicação por meio do sistema de “Níveis de Aplicação GRI”(Global Reporting Initiative, 2006). Se tal não acontecer, a GRI não reconhece o relatório como baseado nas suas Directrizes. Existem três níveis de aplicação, intitulados por C, B e A e destinam-se a relatores principiantes, intermédios e avançados, respectivamente. Em cada nível, a organização pode declarar um ponto a mais (+) caso o relatório seja sujeito a uma verificação externa (por exemplo: C+). A diferença entre os níveis de aplicação das Directrizes da GRI é a informação exigida e que deverá constar no relatório. O conteúdo requerido em cada nível de aplicação, é o indicado na figura seguinte:. Figura 4- Conteúdo requerido para cada nível de aplicação da GRI (Global Reporting Initiative, 2006). 2.
(15) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE A declaração dos Níveis de Aplicação da GRI tem vantagens para as partes interessadas, ficando estas informadas em que medida as Directrizes, e restantes conteúdos, foram aplicadas e à própria organização relatora, que tem a possibilidade de, ao longo do tempo, progredir na aplicação das Directrizes.. 3.5.1 Funcionamento do sistema. 3.5.1.1 Auto-declaração É a organização relatora que auto-declara o Nível de Aplicação GRI. Esta auto-declaração é baseada na sua própria avaliação de conteúdo do relatório e dos conteúdos requeridos em cada nível de aplicação. Deve ser incluída no relatório uma grelha com o Nível de Aplicação GRI, sendo sugeridos, pela GRI, os seguintes locais: • Na contracapa inicial ou final do relatório impresso; • Página introdutória ou no índice, em relatórios disponíveis na Internet; • Junto à discussão das metas e parâmetros do relatório; • Junto ao sumário de conteúdo da GRI. Para que os relatórios sejam publicados no site da GRI, estes terão que ter a grelha do Nível de Aplicação, que reflecte um nível auto-declarado Além da auto-declaração, as organizações podem optar por efectuar uma verificação externa ou um exame ao conteúdo do relatório.. 3.5.1.2 Verificação externa Consiste na avaliação por uma entidade externa do Nível de Aplicação GRI, passando o nível correspondente a ser acrescido do sinal + (por exemplo: C+).. 3.5.1.3 Exame da GRI No caso de sujeitar o relatório a um exame, este é efectuado pela GRI, que avalia a presença, ou ausência, dos critérios que correspondem ao nível de aplicação auto-declarado pela organização relatora. Como resultado do exame, a organização recebe o parecer da GRI acerca do conteúdo do relatório e correspondente nível, mas não é acrescido o sinal +. Se a GRI concordar com o nível de aplicação é fornecida à organização relatora uma marca correspondente ao nível de aplicação, que dever ser usada nos relatórios, impressos ou disponibilizados na Internet.. Figura 5 - Marca do Nível de Aplicação resultante do exame da GRI à auto-declaração. 3.
(16) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE No caso de o exame ser efectuado a um relatório anteriormente sujeito a uma verificação externa, a GRI verifica a existência de uma declaração da organização responsável pela verificação.. Figura 6 - Marca do Nível de aplicação, resultante do exame da GRI, após verificação externa. O funcionamento do sistema relativo à auto-declaração, verificação e exame do Nível de Aplicação GRI é resumidamente apresentado no seguinte esquema:. Grelha do Nível de Aplicação GRI. Auto-Declaração (Organização relatora). Marca da GRI. Exame da GRI. Correspondente ao Nível. (ao nível declarado). Relatório de Sustentabilidade. Sinal + após o Nivel de Aplicação GRI. Verificação Externa. Exame da GRI (verificação da Declaração de entidade externa). Marca da GRI. correspondente ao Nível com Sinal+. Figura 7 - Funcionamento do Sistema da Auto-Declaração, Verificação externa e Exame GRI. 4 Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade Um Relatório de Sustentabilidade elaborado segundo a Estrutura de relatórios da GRI,(Global Reporting Initiative, 2006) é um relatório que cumpre as Directrizes e os restantes documentos associados, anteriormente referidos. As Directrizes da GRI baseiam-se num conjunto de princípios e orientações para estabelecer o conteúdo, assegurar a qualidade e os limites do Relatório e para estabelecer as informações padrão. Estão organizadas em 2 partes distintas, sendo a 1ª parte a relativa ao conteúdo, limite e qualidade dos Relatórios e a 2ª parte destinada às informações-padrão. De uma forma resumida, e tendo por base as Directrizes da GRI (Global Reporting Initiative, 2006), são a seguir apresentados os seus conteúdos.. 4.
(17) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE. 4.1 Parte 1 - Princípios e orientações para a elaboração de Relatórios Na Parte 1 relativa a Princípios e orientações para a elaboração de Relatórios, são apresentados os princípios e orientações referentes: • À definição do conteúdo do relatório; • Ao controlo da qualidade das informações relatadas; • À definição dos limites do relatório.. 4.1.1 Orientações e princípios para a definição do conteúdo do relatório Segundo as Directrizes o conteúdo do relatório deve assegurar uma informação equilibrada e razoável do desempenho da organização. As orientações referidas nas Directrizes indicam qual a abordagem a ter na definição do conteúdo do relatório, que deverá assegurar que as questões relevantes e respectivos indicadores possam ser disponibilizados, incluindo os indicadores sectoriais. As Directrizes indicam um conjunto de princípios que devem ser considerados na definição do conteúdo do relatório. Estes são a seguir descritos: 1 – Relevância As informações presentes num relatório deverão abranger questões e indicadores que reflictam os impactos económicos, ambientais e sociais mais relevantes da organização ou que poderiam influenciar significativamente as avaliações e decisões das partes interessadas que recorram ao relatório. Na avaliação da relevância do conteúdo do relatório deve-se ter em consideração a combinação de factores internos e externos. Como factores internos, podem ser considerados os valores, politicas, estratégias, sistemas de gestão operacional, objectivos e metas, interesses das partes interessadas (funcionários, accionistas e fornecedores), os principais riscos para a organização e competências da organização e de como estas podem contribuir para o desenvolvimento sustentável. Como factores externos podem ser considerados os principais interesses das partes interessadas, as principais questões e futuros desafios do sector, leis, regulamentos, acordos internacionais ou voluntários e as oportunidades, riscos ou impactos avaliados (aquecimento global, VIH-Sida, pobreza) 2 - Inclusão das partes interessadas A organização responsável pelo relatório deverá identificar as suas partes interessadas e explicar, no próprio documento, em que medida correspondeu às expectativas e questões levantadas pelas mesmas. As expectativas e interesses das partes interessadas são uma referência importante para muitas decisões na elaboração do relatório, tais como o âmbito, o limite, a aplicação dos indicadores e a abordagem da garantia de fiabilidade. O envolvimento das partes interessadas pode servir como ferramenta para compreender essas expectativas e interesses e deve estar documentado, caso a organização pretenda que o relatório seja sujeito a verificação.. 5.
(18) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE 3 - Contexto da sustentabilidade O relatório deve apresentar o desempenho da organização no contexto mais abrangente da sustentabilidade e evidenciar de que forma esta contribui ou pensa contribuir para a melhoria, ou deterioração, das condições económicas, ambientais e sociais, a nível local, regional ou global. Pressupõe a discussão do desempenho da organização no contexto dos limites e das exigências relativas aos recursos ambientais ou sociais, sendo articulado, de forma mais clara, na área ambiental em termos dos limites globais para a utilização de recursos e para os níveis de poluição. 4 – Abrangência A cobertura das questões e dos indicadores relevantes e materiais, assim como a definição do limite do relatório, deverão ser suficientes para permitir que as partes interessadas avaliem o desempenho económico, ambiental e social da organização relatora no período abrangido pelo relatório. A abrangência é composta por três dimensões: o âmbito, o limite e o tempo. O âmbito refere-se ao conjunto de questões de sustentabilidade contidas num relatório. O somatório das questões e dos indicadores relatados deve ser suficiente para demonstrar quais os impactos económicos, ambientais e sociais significativos. Deve permitir também que as partes interessadas, utilizadoras do relatório, avaliem o desempenho da organização O limite refere-se ao desempenho do conjunto de entidades representadas no relatório. Ao estabelecer os limites de um relatório, a organização deverá considerar o conjunto de entidades sobre as quais tem controlo (geralmente denominado “limite organizacional” e vinculado a definições usadas em relatórios financeiros) e sobre as quais exerce influência (geralmente denominado “limite operacional”). Ao avaliar a influência, a organização terá que ter em consideração a sua capacidade para influenciar as entidades a montante (por ex., fornecedores) assim como as entidades a jusante (por ex., distribuidores e utilizadores dos produtos e serviços). O limite pode variar, dependendo da especificidade ou do tipo de informação relatada. Em relação ao tempo, as informações seleccionadas devem estar completas no período de tempo declarado pela organização relatora. Sempre que possível, as actividades, ocorrências e impactos devem ser comunicados de acordo com o período abrangido pelo relatório.. 4.1.2 Princípios para assegurar a qualidade do relatório A qualidade da informação permite às partes interessadas realizarem avaliações ao desempenho da organização e os princípios apresentados pelas Directrizes orientam as organizações no sentido de assegurarem a qualidade da informação relatada. A preparação da informação num relatório deve ser coerente com estes princípios, sendo fundamental para uma transparência eficaz. 1 – Equilíbrio O relatório deve reflectir os aspectos positivos e negativos do desempenho da organização de modo a permitir uma avaliação equilibrada e razoável do desempenho global da organização. 6.
(19) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE A apresentação geral do conteúdo do relatório deve revelar uma imagem fiel do desempenho da organização responsável pela elaboração do relatório. Neste devem ser evitadas as selecções, omissões ou formatos de apresentação que tendam a influenciar indevida ou inapropriadamente uma decisão ou julgamento por parte do leitor do relatório. O relatório deve incluir tanto resultados favoráveis quanto desfavoráveis e deve abordar questões significativas que possam influenciar as decisões das partes interessadas proporcionalmente à sua relevância. Os relatórios devem fazer uma clara distinção entre a apresentação objectiva dos factos e a interpretação das informações por parte da organização relatora. 2 – Comparabilidade As questões e as informações relatadas devem ser seleccionadas, compiladas e comunicadas de uma forma consistente, e apresentadas de forma a permitir às partes interessadas o recurso ao relatório para analisar mudanças no desempenho da organização, ao longo do tempo, assim como análises relativas a outras organizações. A comparabilidade é a base para a avaliação do desempenho. As partes interessadas que utilizam o relatório devem conseguir comparar as informações sobre o desempenho económico, ambiental e social com os anteriores desempenhos e objectivos da organização, e, na medida do possível, com o desempenho de outras organizações. Manter a coerência entre os métodos utilizados no cálculo de dados e as explicações dos métodos e das hipóteses utilizadas na preparação das informações, facilita a comparabilidade, ao longo do tempo. Com o passar do tempo a importância relativa de determinadas questões altera-se, no entanto as organizações devem procurar manter a consistência nos seus relatórios e no âmbito do princípio da relevância, devendo incluir valores totais (por ex., dados absolutos, tais como as toneladas de resíduos produzidas), bem como as proporções (ou seja, os dados normalizados, tais como a quantidade de resíduos por unidade de produção) para assegurar que os utilizadores possam efectuar comparações analíticas. Quando são alterados dados como o limite, o âmbito, o período abrangido ou o conteúdo do relatório as organizações responsáveis pelo documento devem, na medida do possível, reformular os seus dados actuais, juntamente com dados históricos (ou vice-versa). 3 – Precisão As informações relatadas devem ser suficientemente precisas e detalhadas para que as partes interessadas que recorram ao relatório possam tomar decisões com um elevado grau de confiança. As respostas a questões e indicadores económicos, ambientais e sociais podem ser expressas de inúmeras formas, desde respostas qualitativas até medições quantitativas detalhadas. As características que determinam a precisão variam de acordo com a natureza das informações e com o utilizador das mesmas. 4 - Periodicidade As informações são apresentadas atempadamente e de acordo com um cronograma regular, de forma a permitir às partes interessadas que utilizem o relatório tomar decisões sustentadas.. 7.
(20) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE 5 - Clareza As informações devem estar disponíveis, de modo a serem perceptíveis e acessíveis às partes interessadas que utilizem o relatório. O relatório deve apresentar informações de forma clara, compreensível e acessível às diversas partes interessadas, que deverão conseguir encontrar sem grande dificuldade essa mesma informação. Esta última, deve ser apresentada, de forma a ser compreendida pelas partes interessadas que tenham um conhecimento razoável da organização e das suas actividades. Os gráficos e as tabelas de dados consolidados ajudam a tornar as informações, contidas no relatório, acessíveis e compreensíveis. O nível de agregação da informação pode também afectar a clareza de um relatório, no caso deste ser maior ou menor em relação à expectativa das partes interessadas. 6 - Fidedignidade As informações e os processos utilizados na preparação do relatório devem ser recolhidos, registados, compilados, analisados e divulgados, de modo a poderem ser sujeitos a análise, o que estabelece a qualidade e relevância da informação. As partes interessadas devem estar seguras de que a credibilidade do conteúdo do relatório e a aplicação dos princípios do relatório podem ser verificadas. As informações e dados incluídos no relatório devem ser apoiados por verificações internas ou documentação que pode ser analisada por indivíduos, que não os que prepararam o documento. As divulgações que não sejam consubstanciadas por provas, não devem estar presentes num relatório de sustentabilidade, a não ser que sejam relevantes, e que o relatório forneça explicações objectivas, no sentido de eliminar as incertezas associadas a essas informações. Ao conceberem sistemas de informação, as organizações relatoras deveriam prever que estes poderiam ser analisados em processos externos de garantia de fiabilidade.. 4.1.3 Orientações para a definição do Limite do Relatório O limite está relacionado com a identificação das entidades, e respectivos desempenhos, que devem ser incluídas no relatório de sustentabilidade. Devem ser incluídas as entidades sobre as quais a organização tem controlo (poder de gerir as políticas financeiras e operativas de uma empresa, de forma a obter benefícios das suas actividades) ou significativa influência (poder de participar nas decisões relativas às políticas para a área financeira e operacional da entidade, mas não o poder de controlar essas políticas), nomeadamente através dos seus relacionamentos com entidades a montante (por ex. fornecedores) ou a jusante (por ex. distribuição e clientes). Nem todas as entidades incluídas no âmbito do limite têm de ser relatas de igual forma, a abordagem a considerar depende da combinação entre controlo ou influência que a organização exerce sobre ela. Também se reconhece que diferentes relacionamentos implicam diferentes graus de acesso à informação, condicionando por isso a informação a relatar.. 8.
(21) RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE. Figura 8- Árvore de Decisão para estabelecimento dos limites do Relatório(Global Reporting Initiative, 2006). Para além do anteriormente referido, é também importante considerar o significado de uma entidade, nomeadamente ao nível dos seus impactos ambientais, que caso sejam significativos geram uma maior responsabilização sobre a organização relatora. Concluindo, um relatório de sustentabilidade deve incluir no seu limite todas as entidades que provocam impactos significativos (actuais ou potenciais) e/ou todas as entidades sobre as quais a organização relatora exerce controlo ou influência significativa, em relação às políticas e práticas financeiras e operacionais. A inclusão destas entidades pode ser efectuada através da utilização dos seus indicadores de desempenho operacional, de desempenho de gestão ou por descrições narrativas, conforme o seguinte: No caso das entidades sobre as quais é exercido controlo, devem ser apresentados os indicadores de desempenho operacional. Quando é exercida uma influência significativa, a organização relatora deve abordar as questões de gestão. As descrições narrativas devem incluir as entidades sobre as quais a organização não exerce controlo ou influência significativa, mas que estão associadas a impactos significativos.. 9.
(22) REELATÓRIOS DE D SUSTENTAABILIDADE. 4.2 Parte 2 – Informaçõees – padrão Estaa secção especifica o connteúdo fundamental que deve d constarr num relatórrio de sustentabilidade elaaborado de acorrdo com as orientação e princípios das d Directrizees em análisee. A informação contida num relatório pode ser agruupada em trêês capítulos e sugere-se que q as organiizações relatooras apresentem os seus relatórios seegundo esta estrutura: • Estratégia e Perfil: informações que definem todoo o contexto para. Inform mações Paddrão. a compreensão do desempenho d organizacionnal, tal com mo a estratégia, o perfil e a gestão g • Abordagem m de Gestãoo: informaçõees que incluuem a formaa de como um ma organizaçção aborda um conjuntto de questtões, estabeleceendo. um. contexto. p para. a. coompreensão. Perfil (Refeerido em 4.2.1). Abordagem de Gestão. (Referido em 4.2.5). Indicadores de Desempenhho (Referido em 4.22.5). do. desempenho numa áreea específica.. Figura 9 - Connteúdo das Informaçções - Padrão. • Indicadores de Desem mpenho: daados relativoos a informações comparáveeis sobre o deesempenho económico, e a ambiental e social da orgaanização.. 4.2..1 Estratéggia e perfil Estee capítulo tem m como objectivo forneceer uma visão estratégica e panorâmicaa do relacionnamento da organização o com m a sustentabbilidade, de foorma a definnir um contexxto para a suubsequente e mais detalhada informaçção contida nos capítulos segguintes, deveendo conter o seguinte: Declaração da geestão de topoo sobre a releevância da suustentabilidadde para a orgganização e ssua estratégiaa. Esta deve m conta o currto, médio e longo prazo e questões reelacionadas incluuir a visão e a estratégia da organizaçção tendo em com m a estratégiaa, tendênciass, consideraçções sobre o desempenhho no períoddo abrangido pelo relatórrio e outros tópiccos relevantees. Desccrição. dos. principaiss. impactos,. riscos. e. oportunidades. aprresentados. em. duas. secções.. A seecção 1 devee centrar-se na n organizaçãão e nos seuss principais impactos sobbre a sustentaabilidade e effeitos sobre as partes p interesssadas, incluuindo os direeitos conform me definidos na legislaçãoo nacional e em normass relevantes internacionalmennte aceites. Deve D ser efecttuada uma descrição dos principais im mpactos da organização reelacionados com m a sustentabbilidade e os principais desafios e oportunidades associados. Deve incluir também as conclusões relattivas ao desempenho atingido para o período em m questão, justificando j a situações em que os resultados as obtiddos não foram m de encontrro com os obbjectivos estabbelecidos. A secção 2 devve centrar-see nos impacctos das tenndências, risscos e oporttunidades dee sustentabillidade, nas persspectivas de longo prazo e no dessempenho finnanceiro da organizaçãoo. Esta secçção deve cooncentrar-se espeecificamente em informaações relevaantes para as a partes intteressadas, actuais ou potenciais, com c maior apettência pelo aspecto a finannceiro, devenndo incluir uma tabela que resuma: o desempennho comparado com os. 10.
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