EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS
E DESENVOLVIMENTO HUMANO
Atas do II Seminário Internacional
Titulo: Educação, Territórios e Desenvolvimento Humano: Atas do II Seminario Internacional . Organizadores:
Joaquim Machado (coord.), Cristina Palmeirão, Ilidia Cabral, Isabel Baptista, Joaquim Azevedo, José Matias Alves,
Maria do Céu Roldão . Autores: Adriana de Lima Penteado, Afonso José Ganho Pereira de Athayde, Aldenor
Batista da Silva Junior, Amáncio Carvalho, Amélia de Jesus Marchão, Ana Vigário, Angelina Sanches, António
Andrade, Armando Loureiro, Carla Alexandra do Espírito Santo Guerreiro, Carla Baptista, Carla Sofia Oliveira,
Carolina Mendes, Célia Beatriz Piatti, Cláudia Aleixo Alves, Cleonice Halfeld Solano, Conceição Martins,
Cristiane Mesquita Gomes, Cristina Palmeirão, Cynthia Matínez-Garrido, Daniela Gonçalves, Danilma de
Medeiros Silva, Dante Henrique Moura, Darliane Silva do Amaral, Elisabete Corcetti, Elsa Morgado, Elza
Mesquita, Erlando Silva Rêses, Eulália Tadeu, Felipe André Angst, Fernando Rebola, Filomena Lume, Francisco
Guimarães, Geisa Portelinha Coelho, Germano Borges, Hélder Henriques, Henrique Luís Gomes de Araújo, Ilda
Freire Ribeiro, Ilídia Cabral, Íris Daniela Bidarra, Isabel Lage, Jane do Carmo Machado, Joana Leite, Joaquim
Azevedo, Joaquim Escola, Joaquim Machado, Joaquim Sousa, Joelci Mora Silva, José Matias Alves, Laura
Rocha, Laurinda Leite, Lenilda damasceno Perpétuo, Leonor Lima Torres, Levi Silva, Leyani Ailin Chávez Noya
de Oliveira, Luísa Orvalho, Luiz Caldeira Brant de Tolentino-Neto, Manuel Luís Castanheira, Manuel Monteiro,
Manuel Peniche Bertão, Marco António Oliva Monje, Marco Cruzeiro, Margarida Maria da Gama oliveira, Maria
das Dores Saraiva de Loreto, Maria do Céu Roldão, Maria Filomena Gonçalves Ferreira, Maria Gerlandia de
Oliveira Aquino, Maria Isolete Sousa, Maria Ivone Gaspar, Maria Lúcia Massano, Maria Teresa Mateus Pires,
Marina Pinto, Mário Cardoso, Mary Rangel, Micheli Bordoli Amestoy, Milena Pimenta de Souza, Paula Marisa
Fortunato vaz, Paula Pinto, Paulo de Carvalho, Renata Leite, Rubia Fonseca, Rui Lourenço-Gil, Rui Neves,
Samuel Helena Tumbula, Sandra Mónica Dias Almeida, Sefisa Bezerra, Sérgio Olim Gomes de Mendonça, Sílvia
Amorim, Sirley Marques da Silva, Sofia Bergano, Sônia da Cunha Urt, Sónia Mirela de Sousa, Soraya Vital,
Sueli Mamede Lobo Ferreira, Susana Gastal, Susana Henriques, Teresa Melo Gomes; Rosa Serradas Duarte,
Victor Muirequetule, Vincenzo Schirripa, Vitor Barrigão Gonçalves, Wilson ProfirioNicaquela, Zulmira Moreira
APRESENTAÇÃO 9
ÁREA TEMÁTICA
PROJETOS LOCAIS E DESENVOLVIMENTO SOCIOCOMUNITARIO
A ARTICULAÇÃO DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO PARA A EFETIVAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
DE JOVENS E ADULTOS TRABALHADORES NO MUNICÍPIO DE LUZIÂNIA-GO 13
Sueli Mamede Lobo Ferreira
CURRÍCULO, FORMAÇÃO INTEGRAL & EDUCAÇÃO 3.0 27
Rubia Fonseca, Amáncio Carvalho, Joaquim Escola, Armando Loureiro
FESTAS RELIGIOSAS E COGNIÇÃO POPULAR:
UMA APROXIMAÇÃO À FESTA DO DIVINO EM ALCÂNTARA (BRASIL) 49
Susana Gastal, Cristiane Mesquita Gomes
ENSINO SUPERIOR MILITAR E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DE COMANDO E LIDERANÇA 65
Victor Muirequetule, Joaquim Machado
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL NO SÉCULO XX: O DESAFIO DA
APRENDIZAGEM NA DIVERSIDADE CULTURAL DOS POVOS INDÍGENAS XUKURU DO ORORUBÁ 83
Maria Gerlandia de Oliveira Aquino
PROJETO INTEGRA-(TE): PEDAGOGIA E EDUCAÇÃO NA EXPLORAÇÃO DE NOVOS DESAFIOS 105
Vitor Barrigão Gonçalves, Paula Marisa Fortunato Vaz
EDUCATION AND COMMUNITY EMPOWERMENT IN THE CONTEXT OF ITALIAN MERIDIONALISM.
DANILO DOLCI, A NONVIOLENT LEADER IN SICILY 115
Vincenzo Schirripa
HÁ LUGAR PARA O ANTROPÓLOGO NOS PLANOS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL? 129
Henrique Luís Gomes de Araújo
LITERACIA MUSICAL E APRENDIZAGEM SOCIAL: ESTUDO DE CASO 139
ÁREA TEMÁTICA
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E PROJETOS DE MELHORIA
AÇÕES DE (AUTO)AVALIAÇÃO E SEUS EFEITOS PARA MELHORIA DA QUALIDADE
NO ENSINO SUPERIOR – UM ESTUDO DE CASO 154
Felipe André Angst, José Matias Alves
A AUTOAVALIAÇÃO COMO PROCESSO DE MELHORIA: UM ESTUDO DE CASO 174
Carla Baptista, José Matias Alves
AS PERCEÇÕES DOS DIRETORES DE TURMA SOBRE AS SUAS FUNÇÕES E PODERES 183
Sónia Mirela de Sousa, Joaquim Machado
O PROJETO EDUCATIVO NA PROMOÇÃO DA FUNCIONALIDADE DA ESCOLA 192
Margarida Maria da Gama oliveira, Cristina Maria Gomes da Costa Palmeirão
SEGURANÇA PSICOLÓGICA DAS EQUIPAS E COMPORTAMENTOS DE APRENDIZAGEM:
UM ESTUDO EMPÍRICO EM ORGANIZAÇÕES ESCOLARES 219
Rui Lourenço-Gil, Ilídia Cabral, José Matias Alves
ENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO NA CIDADANIA GLOBAL: REFLEXOS DA FORMAÇÃO 232
Ilda Freire Ribeiro, Sofia Bergano, Conceição Martins, Angelina Sanches, Elza Mesquita
PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA: MELHORIA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA? 251
Cleonice Halfeld Solano
O CONTROLO DA QUALIDADE E A GARANTIA DA QUALIDADE EQAVET: DE QUE FALAMOS? 265
Laura Rocha, José Matias Alves
CONSTRUCCIÓN DE UN MODELO DE ENSEÑANZA EFICAZ 282
Cynthia Matínez-Garrido
AS LIDERANÇAS INTERMÉDIAS: QUE CONTRIBUTO PARA O (IN)SUCESSO
DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR? 295
Manuel Monteiro, José Matias Alves
QUALIDADE NA EDUCAÇÃO NO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CORUMBÁ (MS) BRASIL 315
Marco António Oliva Monje
UMA EXPERIÊNCIA DE IMPLEMENTAÇÃO DE MÉTODOS DE APRENDIZAGEM DINÂMICA
E COOPERATIVA NO CONTEXTO DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA 333
Marco Cruzeiro
O MAL-ESTAR DISCENTE NUMA ESCOLA DO OUTRO SÉCULO: OLHARES DE ALUNOS 353
EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: ATAS DO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL
5 PERCEPÇÃO DA AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA NO ENSINO SUPERIOR: UM ESTUDO HERMENÊUTICO 371
Leyani Ailin Chávez Noya de Oliveira, Wilson ProfirioNicaquela
ÁREA TEMÁTICA
ALUNOS, PROFESSORES E POLÍTICAS DE INCLUSÃO NA ESCOLA
EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA COM ALUNOS EM RISCO
USANDO JOGOS DIGITAIS 405
Joaquim Sousa, António Andrade, Joaquim Machado
AS ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR: A VOZ DOS ATORES 420
Maria Filomena Gonçalves Ferreira, Joaquim Machado
PROGRAMA INTEGRADO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO (PIEF): UMA MEDIDA ESCOLAR DE
INCLUSÃO OU EXCLUSÃO? 435
Darliane Silva do Amaral
A CANDIDATURA AO ENSINO SUPERIOR COMO ESTRATÉGIA DE DISTINÇÃO SIMBÓLICA:
AS ESCOLHAS DOS ESTUDANTES DISTINGUIDOS POR MÉRITO ESCOLAR NO ENSINO SECUNDÁRIO 450
Germano Borges, Leonor Lima Torres
PELOS 'JARDINS SECRETOS' DE DUAS ESCOLAS COM POPULAÇÕES ESTUDANTES SEMELHANTES,
MAS COM RESULTADOS ACADÉMICOS DIFERENTES 468
Sílvia Amorim, Ilídia Cabral, José Matias Alves
COMUNIDADE CIGANA CALON EM PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO: CONFLITOS ÉTNICOS
E SABERES PLURICULTURAIS 489
Lenilda damasceno Perpétuo, Erlando Silva Rêses
DAS TENDÊNCIAS EUROPEIAS ÀS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM PORTUGAL,
COM TECNOLOGIAS EMERGENTES 506
Íris Daniela Bidarra, António Andrade
OS ESPAÇOS EDUCATIVOS NAS ESCOLAS DO PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO DO
PARQUE ESCOLAR DESTINADO AO ENSINO SECUNDÁRIO 523
Manuel Peniche Bertão, José Matias Alves
O (IN)SUCESSO ESCOLAR NO PRIMEIRO ANO DO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA 548
Samuel Helena Tumbula, Joaquim Azevedo
PROMOVER O SUCESSO ESCOLAR ATRAVÉS DA LITERACIA:
O EXEMPLO DA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL CANGUÇU, NO RIO GRANDE DO SUL 566
AS FRONTEIRAS DA SALA DE AULA: CRUZAMENTOS CONSENTIDOS 577
Isabel Lage, José Matias Alves
A TUTORIA ESCOLAR COMO ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS JOVENS:
SISTEMATIZAÇÃO E ANÁLISE DE EVIDÊNCIAS 596
Sandra Mónica Dias Almeida, Cristina Palmeirão
O IMPACTO DAS PROVAS EXTERNAS DO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO, PARA ALÉM DOS NÚMEROS:
RESULTADOS, REPRESENTAÇÕES E IMPACTOS PERCECIONADOS 620
Ana Vigário, Ilídia Cabral
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA – EDIÇÃO DE 2014:
QUE PRESSUPOSTOS DOS AUTORES E DECISORES CURRICULARES? 639
Francisco Guimarães, Maria do Céu Roldão
ESTUDIO MULTINIVEL SOBRE EL IMPACTO DE LAS ESTRATEGIAS DE EVALUACIÓN
EN EL AULA SOBRE EL RENDIMIENTO ACADÉMICO EN AMÉRICA LATINA 660
Cynthia Martínez Garrido
O(S) EFEITO(S) DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA PROMOÇÃO DO SUCESSO DA
APRENDIZAGEM NA LÍNGUA MATERNA NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO 677
Maria Isolete Sousa, Daniela Gonçalves
PROJETOS INTERDISCIPLINARES: UMA OPORTUNIDADE DE APRENDIZAGEM CRÍTICA E CRIATIVA 694
Marina Pinto, Renata Leite, Daniela Gonçalves
A INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DO ENSINO DAS CIÊNCIAS:
UM ESTUDO CENTRADO NOS CURRÍCULOS BRASILEIRO E PORTUGUÊS 708
Micheli Bordoli Amestoy, Laurinda Leite, Luiz Caldeira Brant de Tolentino-Neto
ÁREA TEMÁTICA
DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E FORMAÇÃO PROFISSIONAL
A ESCOLA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: CONTRIBUIÇÕES PARA O TRABALHO
DOCENTE 731
Jane do Carmo Machado, Mary Rangel, Rui Neves
A SUPERVISÃO PEDAGÓGICA E O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA 747
Carla Sofia Oliveira
OS PROFESSORES E A COADJUVAÇÃO EM SALA DE AULA 768
EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: ATAS DO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL
7 A SUPERVISÃO COMO DISPOSITIVO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E
TRANSFORMAÇÃO DE PRÁTICAS 786
Elza Mesquita, Maria do Céu Roldão
AS NOVAS ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR:
UM PROCESSO EM PARTICIPAÇÃO 803
Amélia de Jesus Marchão, Hélder Henriques, Fernando Rebola
ESTRATÉGIAS FORMATIVAS E IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL
E PROFISSIONAL DOS PROFESSORES DAS ESCOLAS COM ENSINO PROFISSIONAL 824
Luísa Orvalho, José Matias Alves
O MULTICULTURALISMO E A DOCÊNCIA NO CONTEXTO AMAZÔNICO:
A ATUAÇÃO DO PROFESSOR ASSISTENTE NO CURSO DE PEDAGOGIA INTERCULTURAL 839
Sirley Marques da Silva
FORMAÇÃO BIOÉTICA NO 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO: EVOLUÇÃO,
SITUAÇÃO ATUAL E PERSPETIVAS 858
Sérgio Olim Gomes de Mendonça
ÁREAS CURRICULARES NA EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA: PERSPETIVAS DOS EDUCADORES 881
Manuel Luís Castanheira, Carla alexandra do Espírito Santo Guerreiro
O CONTRIBUTO DA SUPERVISÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DO DOCENTE
ONLINE: REFLEXÕES TEÓRICAS 887
Susana Henriques, Maria Ivone Gaspar, Maria Lúcia Massano
AS INCERTEZAS DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE… 899
Teresa Melo Gomes; Rosa Serradas Duarte
POLÍTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE: O PIBID COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO CULTURAL 917
Cláudia Aleixo Alves
A PROFISSIONALIDADE DOCENTE PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE SOCIAL 931
Adriane de Lima Penteado
UM ESTUDO SOBRE AS DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DO ADMINISTRADOR 948
Sefisa Bezerra, Elsa Morgado, Mário Cardoso, Levi Silva
UM CURRÍCULO CONSTRUÍDO EM TORNO DO MAR: GÉNESE, DESENVOLVIMENTO
E POTENCIALIDADES DE UM PROJETO 968
Paula Pinto, José Matias Alves
PUBLIC EDUCATIONAL POLICIES FOCUSED ON GENDER IN BRAZIL:
DILEMMAS AND CHALLENGE 968
QUANDO O PESQUISAR COLABORA PARA FORMAR:
PROFESSORAS NAS OFICINAS DE APRENDIZAGEM DO FACEBOOK 1012
Joelci Mora Silva, Sônia da Cunha Urt
A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA PSICOLOGIA PARA ATUAR NA INTERFACE
COM A EDUCAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL 1025
Aldenor Batista da Silva Junior, Joelci Mora Silva, Soraya Vital, Sônia da Cunha Urt
ÁREA TEMÁTICA
ESCOLA, TERRITÓRIO E MUNDO DO TRABALHO
ESCOLARIZAÇÃO E MUNDO DO TRABALHO 1047
Milena Pimenta de Souza
OS MUNICÍPIOS E A DESCENTRALIZAÇÃO EDUCATIVA: RETÓRICA E AÇÃO 1059
Joana Leite, Joaquim Machado
A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL IMPLEMENTADA COM O PRONATEC
E A SUA VINCULAÇÃO COM O MUNDO DO TRABALHO 1068
Danilma de Medeiros Silva, Dante Henrique Moura
ESCOLA PRIMÁRIA SUPERIOR DO FUNCHAL (1919-1926) 1085
Filomena Lume
OS CURSOS PROFISSIONAIS EM PORTUGAL, 2005-2016:
UMA ABORDAGEM EXPLORATÓRIA DE AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS 1098
Danilma de Medeiros Silva
PROJETO EDUCATIVO MUNICIPAL: DA RETÓRICA ÀS (PERCEÇÕES SOBRE AS) PRÁTICAS –
UM ESTUDO DE CASO 1112
Maria Teresa Mateus Pires, Ilídia Cabral
A EDUCAÇÃO DO CAMPO NO CONTEXTO DA FORMAÇÃO INICIAL:
O SENTIDO E O SIGNIFICADO DA LEITURA NA VOZ DOS LEITORES 1134
Célia Beatriz Piatti, Sônia da Cunha Urt, Joelci Mora Silva
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO EM CONTEXTOS EM DESENVOLVIMENTO PERCEBIDAS NA COMPLEXIDADE
DO GLOCAL 1151
APRESENTAÇÃO
A educação escolar é hoje atravessada por várias tensões e desafios, como a compulsividade e o abandono, o acolhimento de todos e as aprendizagens de cada um, o projeto societário e a integração comunitária, a vivência escolar e a formação para a vida adulta, o currículo prescrito e o currículo oculto, a forma escolar e as modalidades de educação não formal.
A área da educação entronca-se ainda com diferentes áreas e domínios do conhecimento e da ação e articula-se com territórios geográficos, sociais e culturais.
Ancorando-se numa perspetiva humanista que enfatiza a educação integral do ser humano, o Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa promoveu o Seminário
Internacional “Educação, Territórios e Desenvolvimento Humano, cuja segunda edição se realizou no Porto nos dias 20 e 21 de julho de 2017.
O II Seminário Internacional reuniu investigadores, académicos, estudantes e profissionais da área da educação e constituiu uma oportunidade privilegiada para a divulgação de pesquisas e de estudos, para a troca de experiências, debate de ideias e reflexão no domínio da educação formal e não formal.
Este Livro de Atas reúne os textos das comunicações livres e organiza-se em torno dos cinco eixos temáticos propostos pela organização do Seminário.
O eixo Avaliação institucional e projetos de melhoria contém comunicações sobre qualidade e lideranças, conhecimento e ação, monitorização e avaliação, participação e aprendizagens.
O eixo Alunos, professores e políticas de inclusão abarca comunicações sobre questões curriculares e justiça social, diversidade e cidadania, metodologias e avaliação das aprendizagens, práticas pedagógicas, prevenção do abandono e promoção do sucesso na escola.
O eixo Desenvolvimento profissional e formação profissional integra comunicações sobre supervisão e avaliação, ação pedagógica e inovação, contextos e políticas de formação, currículo e organização do trabalho pedagógico, inclusão e práticas de ensino.
Área temática
PROJETOS LOCAIS E
A ARTICULAÇÃO DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO PARA A EFETIVAÇÃO DA
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE JOVENS E ADULTOS TRABALHADORES NO
MUNICÍPIO DE LUZIÂNIA-GO
Sueli Mamede Lobo Ferreira
Universidade de Brasília (UnB) – Faculdade de Educação Brasília – Distrito Federal – Brasil, [email protected]
Resumo
Esta pesquisa sobre a articulação e integração do sistema de educação com foco na
Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores (EJA), resultou em uma proposta de
intervenção capaz de unir as instituições de ensino acerca da formação e encaminhamento
para o mundo do trabalho no município de Luziânia-GO. O instrumento utilizado para a
coleta de dados foi um questionário com perguntas abertas e pesquisa de campo. Uma
dificuldade apontada pela pesquisa realizada pelo grupo indica que o Centro Municipal de
Educação Básica Joaquim Gilberto (CEMEB) não mantém vínculo ou projetos com os
ex-alunos. Não se sabe ao certo a continuidade no 2° segmento EJA e a inserção no mundo do
trabalho. Porém, sabe-se, por meio dos educandos que, procuram a EJA para melhorar seu
conhecimento no local de trabalho e relacionamento no próprio meio social em que vivem.
Constatou-se no EJA que um número significativo de educandos, não tem conseguido elevar
sua escolaridade e abandonam novamente seu percurso educacional. A integração das
instituições de ensino que atuam com EJA, pode promover através de um planejamento
participativo, a articulação entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem,
buscando desenvolver e expandir as potencialidades do jovem e adulto trabalhador.
1. Ambiente Institucional
Conforme o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), Luziânia com população de 174.531 habitantes, e com estimativa para 2016 de 194.039 habitantes, com uma área territorial de 3.961,122 km². Localizado ao sul do Distrito Federal, na parte oeste do estado de Goiás. Fica a 212 km da capital Goiânia.
Com índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2010 (IDHM 2010) igual a 0,701 em uma escala que vai de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total), o IDHM tem o objetivo de medir o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população, conforme relatório anual elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da ONU.
Sua economia é bastante diversificada, referência em produção agrícola e pecuária. Segundo Instituto Mauro Borges (IMB), a região recebe forte influência da capital federal, tanto na oferta de serviços, como na produção de bens econômicos.
A Secretaria Municipal de Educação de Luziânia dispõe de 63 escolas1 municipais,
havendo 1 escola dedicada exclusivamente à Educação de Jovens e Adultos. Já na Secretaria Estadual de Educação do Estado de Goiás temos cerca de 33 escolas2.
Sendo diversas escolas sem estrutura própria, utilizando do prédio e demais instalações das escolas municipais de Luziânia. Escola Federal que oferta Educação de Jovens e Adultos, existe apenas o Instituto Federal de Goiás campus Luziânia.
2. O Sistema Municipal de Ensino e a Educação
O Conselho Municipal de Educação de Luziânia (CME), instituído pela Lei N°. 2846 de 03 de junho de 2005, observado o disposto na Lei Federal N°. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, é o Órgão superior de consulta e de deliberação coletiva, com autonomia política e administrativa, incumbido de normatizar, orientar, inspecionar e acompanhar o Sistema Municipal de Educação. Além de outras competências que lhe são atribuídas pela Legislação Federal, Estadual e Municipal, cabem ao
1 Conforme site da Secretaria Municipal de Educação: http://www.luziania.go.gov.br/index.php/
escolas-municipais.html
EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: ATAS DO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL
15
Conselho três conjuntos de ações, que são: Baixar normas, deliberações e emissão de pareceres.
Segundo o CME, no âmbito das normas, cabe regulamentar: A organização e funcionamento do Sistema Municipal de Ensino; Organização administrativa, pedagógica e disciplinar das instituições educacionais; Orientação técnica, de inspeção e acompanhamento das instituições de ensino Fundamental e da Educação Infantil do Sistema Municipal de Ensino; O credenciamento autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de instituições educacionais; Atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais; A educação de jovens e adultos.
O CME pode deliberar sobre: Matérias relativas à organização, ao credenciamento e à autorização, ao reconhecimento de curso ou nível de ensino e à renovação de reconhecimento das instituições educacionais; Projetos, programas educacionais e experiências pedagógicas elaborados por instituições que compõem o Sistema Municipal de Ensino; Mudanças de entidade mantenedora, de denominação e/ou de endereço de instituições sob sua jurisdição; Regulamentos e orientações do ensino nos termos da legislação vigente; Bases curriculares.
Também trabalha com a emissão de parecer sobre: Credenciamento, fechamento, autorização, reconhecimento e a renovação de reconhecimento dos cursos das instituições de ensino; Políticas de convênio, Aplicação da legislação educacional no Sistema Municipal de Educação; Acompanhar a execução do Plano Municipal de Educação; Acompanhar e fiscalizar a implementação da Política Educacional no Município; Assessorar em matéria educacional a Secretaria Municipal de Educação; Manter intercâmbio com o Conselho Nacional de Educação, Conselhos Estaduais e demais Conselhos Municipais;
Dessa forma, desde o ano de 2005 com a criação do Conselho Municipal de Educação foi instituído o Sistema Municipal de Educação para auxiliar na articulação da Educação do município de Luziânia.
Em junho de 2015 foi aprovado na Câmara Municipal de Luziânia o Plano Municipal de Educação, Lei 3789/2015 de 23 de junho de 2015.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas nas unidades escolares que ofertam a modalidade de educação de jovens e adultos, no ensino fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. (PME Luziânia, 2014)
Está disposto no PME de Luziânia que para atingir essa meta 10, foi elaborado algumas estratégias, sendo as principais: 10.1 Manter programa nacional e municipal de educação de jovens e adultos voltado à conclusão do ensino fundamental e à formação profissional inicial, de forma a estimular a conclusão da educação básica;10.2 Expandir as matrículas na educação de jovens e adultos, de modo a articular a formação inicial e continuada de trabalhadores com a educação profissional, objetivando a elevação do nível de escolaridade do trabalhador e da trabalhadora;10.3 Estimular a diversificação curricular da educação de jovens e adultos, articulando a formação básica e a preparação para o mundo do trabalho e estabelecendo inter-relações entre teoria e prática, nos eixos da ciência, do trabalho, da tecnologia e da cultura e cidadania, de forma a organizar o tempo e o espaço pedagógicos adequados às características desses alunos e alunas;10.4 Fomentar a produção de material didático, o desenvolvimento de currículos e metodologias específicas, os instrumentos de avaliação, o acesso a equipamentos e laboratórios e a formação continuada de docentes das redes públicas que atuam na educação de jovens e adultos articulada à educação profissional;
Sendo assim, a integração entre o Conselho Municipal de Educação e as Instituições de Ensino que ofertam a Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores é de suma importância para a efetivação dessa modalidade, possibilitando um planejamento com qualidade e uma sinergia entre as escolas.
3. Contextualização Temática
EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: ATAS DO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL
17 social”, já que não é possível identificar se o estudante que ingressa na
alfabetização, no 1º e 2° segmento irá chegar até o 3º terceiro e último segmento da EJA que tem formação no ensino médio, acrescida de curso técnico profissional, finalizando todo o ciclo EJA.
O problema se agrava no 2° segmento, durante consulta ao sistema de matrículas da escola, o registro acadêmico informou que eram ofertadas 30 vagas entre o segundo semestre de 2010 ao primeiro semestre de 2013. Multiplicando a quantidade de vagas por semestre, totalizou cerca de 180 vagas ofertadas durante esse período, sendo que, até o ano de 2015, apenas, 6 (seis) alunos conseguiram concluir o curso completo do EJA (técnico integrado em manutenção de computadores), no IFG campus Luziânia. Outro fato é o desconhecimento do seu público-alvo e a perda do vínculo com os egressos.
A carência de mecanismos que registrem a identificação do público-alvo, a continuidade dos estudos, e principalmente a inserção e manutenção no mundo do trabalho, sugerem uma intervenção local nas instituições de ensino. Dessa forma, a justificativa de realizar esse trabalho foi de aproximar as Instituições de ensino e o conteúdo ministrado a realidade do aluno de cada instituição escolar, para que a partir de então ocorra a transformação biopsicossocial e profissional. Sendo assim, segue as questões-problemas do estudo: Quem são os educandos da EJA, que saberes trazem, como eles aprendem, quais seus desejos, expectativas e necessidades de aprendizagem?
Tendo como objetivo geral, analisar o processo de transição entre a Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores da rede municipal, estadual e federal, ou seja, a transposição entre o ensino fundamental, as primeiras letras, e a formação em nível médio integrado. Buscando intervir contra a exclusão forçada dos alunos que ingressam no primeiro segmento da EJA. Entregar um projeto capaz de propor a integração do sistema de ensino entre as esferas municipal, estadual e federal, identificando o seu público-alvo e ofertando vagas de EJA integrados com cursos profissionalizantes.
locais que ofertam vagas para as respectivas formações dos educandos da EJA; Elaborar projeto capaz integrar toda a rede de ensino de educação básica de forma concomitante com cursos de Formação Iniciada e Continuada (FIC)e/ou na forma de currículo integrado.
Neste sentido, diante de uma problemática não declarada pelas respectivas instituições de ensino, percebe-se a necessidade de intervenção capaz de tornar possível o conhecimento do público-alvo a ser atendido e reformular um currículo adequado e inclusivo capaz de garantir o acesso ao mundo do trabalho e não apenas na formação. Sobre essa visão, Marx concebe:
Para modificar a natureza humana geral de tal modo que ela alcance habilidade e destreza em determinado ramo de trabalho, tornando-se força de trabalho desenvolvida e específica, é preciso determinada formação ou educação, que, por sua vez, custa uma soma maior ou menor de equivalentes mercantis. Conforme o caráter mais ou menos mediato da força de trabalho, os seus custos de formação são diferentes. Esses custos de aprendizagem, ínfimos para a força de trabalho comum, entram portanto no âmbito dos valores gastos para a sua produção (MARX, 1985, p. 142).
As diferenças de classes são refletidas também na cidade de Luziânia, cuja realidade de trabalhadores que depende de formação para garantir um emprego, essa crítica social e política educacional foram retratadas por TORRIGLIA e COSTA (2014), durante colóquio apresentado na Argentina, em 2014, trouxe um diálogo envolvendo vários autores como: Saviani (2002), que define o trabalho como princípio educativo, é compreendido como uma proposta educacional que se estrutura a partir da questão do trabalho. Garcia e Lima Filho (2004) são um “[...] processo de qualificação para o trabalho, mediante a apropriação e construção de
saberes e conhecimentos, de ciência e cultura, de técnicas e tecnologia”, que
remete à proposta do PROEJA.
EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: ATAS DO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL
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Haja vista que, há, por parte dos educandos o desejo de poder inserir-se no mundo do trabalho e de ter as mesmas oportunidades de uma pessoa instruída, em uma sociedade capitalista, aliada a vergonha de não saber ler e escrever, são motivos que levam os alunos a frequentarem turmas de alfabetização, 1° e 2° ciclos da Educação de Jovens e Adultos que complementam para formação equivalente ao ensino fundamental.
Segundo Gadotti e Romão (2003), pode-se classificar a educação em duas vertentes, educação formal, conhecimento adquiridos na escola; e o conhecimento informal, que está relacionado à construção por meio social, significa os hábitos estabelecidos, valores que são passados de geração em geração, aquisição de civilidade e inserção num meio social.
Do ponto de vista da Legislação, o artigo 208º da Constituição Federal atribuiu ao Estado o dever de garantir ensino fundamental, obrigatório e gratuito, e em 1996 a emenda constitucional nº 14 assegura inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. Fato que já inclui a garantia do ensino fundamental para os jovens e adultos. Também é dada nova redação no que trata sobre o sistema federal de ensino e o dos Territórios, onde divide: o município priorizar ensino fundamental, os estados e o Distrito Federal priorizar ensino fundamental e médio. E define como papel dos Estados e Municípios formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. Com a emenda constitucional nº 59 de 2009, o artigo 208º da Constituição Federal passou a ter a seguinte redação: educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria. Em conjunto com a Lei 12.061 de 2009 que traz mudanças significativas na LDB, como a universalização do ensino médio gratuito e assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem.
Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si. § 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos; II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.[...] (BRASIL, Lei nº 9.394/1996).
A LDB organizava a educação básica da seguinte maneira: educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade, o ensino fundamental iniciando-se aos 6 (iniciando-seis) anos de idade indo até os 14 (quatorze) anos de idade com objetivo a formação básica do cidadão, e o ensino médio com duração mínima de três anos que vai dos 15 (quinze) anos de idade até os 17 (dezessete) anos de idade com finalidade preparar para o trabalho e cidadania. Os conflitos dessa legislação são percebidos quando alunos acima de 14 anos que não concluíram o ensino fundamental no período regular, estão ingressando a partir dos 15 anos de idade na Educação de Jovens e Adultos, contrariando os princípios básicos dos ciclos vitais do ser humano, misturando adolescentes entre jovens e adultos. A LDB definea EJA conforme os seguintes artigos:
EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: ATAS DO II SEMINÁRIO INTERNACIONAL
21 Então o questionamento vai acerca de curso voltado para trabalhadores, se é realmente relevante para adolescentes entre 15 a 17 anos que frequentam as turmas de jovens e adultos.
Segundo PIAGET (1969) a idade de quinze anos ainda é classificado como criança, embora haja o desenvolvimento de uma moralidade de autonomia depende de um ambiente onde a criança possa desenvolver as regras construídas e incorporadas de maneira significativa pelo sujeito, permitindo que continue esse desenvolvimento na fase adulta. Já segundo PAPÁLIA (2006), o período de adolescência dos 11 aos 20 anos de idade, define o desenvolvimento físico ocorre maturidade reprodutiva. Questões comportamentais, como transtornos alimentares e abuso de drogas, trazem importantes riscos à saúde. Desenvolvimento Cognitivo Desenvolve-se a capacidade de pensar em termos abstratos e utilizar o raciocínio científico. O pensamento imaturo persiste em algumas atitudes e em alguns comportamentos. A educação se concentra na preparação para a faculdade ou para a vida profissional. Desenvolvimentos Psicossociais busca de identidade, incluindo a identidade sexual, torna-se central. Apresenta bom relacionamento com os pais e os grupos de amigos ajudam a desenvolver e testar o autoconceito, mas também podem exercer uma influência antissocial.
Segundo o MEC, através da publicação “Planejando a Próxima Década Conhecendo as
20 Metas do Plano Nacional de Educação”, aponta que Censo Escolar da Educação Básica identificou alunos que frequentavam os anos iniciais do ensino fundamental da EJA tinham idade muito superior aos que frequentam os anos finais e o ensino médio dessa modalidade. Outro fator a ser considerado nessa modalidade é o elevado índice de abandono, ocasionado, entre outros motivos, pela inadequação das propostas curriculares às especificidades dessa faixa etária. Toda a problemática apresentada pela pesquisa em Luziânia está traduzida nesses comentários da meta 10 do PNE, e que apresenta uma estratégia relevante a ser adotada:
O Plano Nacional de Educação (PNE), tem na meta 9 a erradicação (expressão inadequada) do analfabetismo até o final da vigência deste PNE, na meta 10 mensura sobre o objetivo do plano: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. O atendimento do que a meta prevê dependerá não só da superação de um problema crucial na educação brasileira, qual seja sanar a dívida histórica que o País tem com um número grande de pessoas que não tiveram acesso à educação na idade certa, como também impedir que este tipo de exclusão continue se repetindo ao longo do tempo. E ainda auxiliá-los a inserir no mundo do trabalho. Segue abaixo as estratégias da meta 10, para sua efetivação.
Estratégias do Plano Nacional de Educação (2014/2024) referentes ao EJA: Na meta 9, destacamos o item 9.11, implementar programas de capacitação tecnológica da população jovem e adulta, direcionados para os segmentos com baixos níveis de escolarização formal e para os (as) alunos (as) com deficiência, articulando os sistemas de ensino, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, as universidades, as cooperativas e as associações, por meio de ações de extensão desenvolvidas em centros vocacionais tecnológicos, com tecnologias assistivas que favoreçam a efetiva inclusão social e produtiva dessa população;
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pensamentos e ações para viverem melhor na comunidade onde residem, no seu local de trabalho ou em qualquer outro lugar que, por ventura, possam estar. Partindo dessa perspectiva, aumentando sua auto-estima.
4. Análise dos Resultados
Esta pesquisa sobre a articulação e integração do sistema de ensino com foco na Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores (EJAT), resultou em uma proposta de intervenção capaz de unir as instituições de ensino acerca da formação e encaminhamento para o mundo do trabalho no município de Luziânia-GO. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário com perguntas abertas e pesquisa de campo. Uma dificuldade apontada pela pesquisa indica que as instituições escolares não mantém vínculo ou projetos com os ex-alunos. Não se sabe ao certo a continuidade no 2° segmento EJA e a na inserção no mundo do trabalho. Porém, sabe-se, através dos educandos que, procuram a EJA para melhorar seu conhecimento no local de trabalho e relacionamento no próprio meio social em que vive. A desconexão da EJA entre município, estado e união
apresenta um “gargalo social”, já que não é possível identificar se o estudante que ingressa na alfabetização, no 1º e 2° segmento irá chegar até o ciclo EJA com a formação no ensino médio, acrescida de curso técnico profissional. A integração das instituições de ensino que atuam com EJA, podem promover através de um planejamento participativo, a articulação entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, buscando desenvolver e expandir as potencialidades do jovem e adulto trabalhador.
A intervenção local proposta se divide em 4 etapas: levantamento da problemática de cada escola, planejamento de proposta de intervenção local conforme os resultados da pesquisa realizada na etapa anterior, execução de uma intervenção local que contempla as escolas durante o período letivo, e por último, a divulgação e análise dos resultados da intervenção local.
quantidade de turmas e educandos, quantidade de concluintes, relação de concluintes do estágio supervisionado obrigatório. Posteriormente, foram feitas entrevistas informais com alunos que relatavam dificuldades na aprendizagem devido a uma linguagem muito técnica dos professores. Conversas informais também com os técnico-administrativos e docentes, que apresentaram falha no projeto atual do curso, que tem duração de 7 semestre e tem carga específica mais teórica do que prática. Um determinado professor apresentou uma nova proposta de curso PROEJA com seis semestres, com carga horária e disciplinas mais práticas do que teóricas, flexibilidade de estágio com acumulação de horas durante participação dos projetos anuais com atividades práticas e multidisciplinares. Comentou sobre uma proposta de uma ferramenta para interação e publicação de informações para os egressos.
Já na segunda etapa, todo o planejamento realizado foi baseado no levantamento dos principais problemas das respectivas escolas. Dado início a uma vasta pesquisa acadêmica com referências sobre EJA, evasão, formação profissional, relação do trabalho versus sociedade. Em seguida, foi elaborada uma proposta capaz de ser realizada nas duas escolas com o objetivo de propor uma intervenção local nas duas escolas, por meio de um evento que possa incentivar os egressos para a continuidade dos estudos e conhecer a projeto do curso. Além disso, seriam organizadas palestras e apresentações de empresas de estágio e emprego, que ofertam vagas na área de formação dessa modalidade de ensino.
A terceira etapa resumiu-se na execução do evento, que traz uma proposta contínua e anual, para integração do ensino entre município, estado e união, e o encaminhamento para vagas de estágio e empregos com foco na relação dos trabalhadores EJA com o mundo do trabalho. As diversas atividades foram distribuídas entre os membros do grupo e com datas de início e fim para sua conclusão.
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5. Considerações Finais
Conforme o estudo, foi adotado uma metodologia pedagógica baseada nos princípios de Paulo Freire:
[...] a prática educativa libertadora, que valoriza o exercício da vontade, da decisão, da resistência, da escolha, o papel das emoções, dos sentimentos, dos desejos, dos limites, a importância da consciência na história, o sentido ético da presença humana no mundo, a compreensão da história como possibilidade jamais como determinação, é substantivamente esperançosa e, por isso mesmo, provocadora da esperança. (apud MELO, 2000)
Foram analisados os resultados da pesquisa por meio de uma entrevista realizada com alunos da EJA. Appolinário (2006) define pesquisa como um método, uma ferramenta ou procedimento que deseja levantar informações que falam sobre acontecimentos.
Diante do exposto, será encaminhada uma proposta de articulação da EJA para o gestor do município de Luziânia e haverá um acompanhamento das ações por meio de propostas viáveis, decorrentes do estudo supracitado e de boa vontade de mudar a realidade da educação. Percebe-se que o trabalho não é fácil, mas, o envolvimento de todos com a educação torna-se a Educação de Jovens e Adultos com equidade e qualidade.
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CURRÍCULO, FORMAÇÃO INTEGRAL & EDUCAÇÃO 3.0
Rubia Fonseca
Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Vila Real, Portugal. [email protected]
Amâncio Carvalho
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Vila Real, Portugal. [email protected])
Joaquim Escola
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Vila Real, Portugal. [email protected]
Armando Loureiro
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Vila Real, Portugal. [email protected]
Resumo
universidades, uma portuguesa e brasileira. Métodos: Estudo comparativo, descritivo-correlacional de abordagem qualitativa com recurso a entrevista e análise de conteúdo Amostra: 2 reitores de uma portuguesa e uma brasileira e análise de contéudo dos 866 planos curriculares de 10 cursos semelhantes entre as duas universidades. Resultados: Apresentação de um quadro demonstrando a diferença curricular da educação 1.0, 2.0 e a atual 3.0 quanto a metodologia, papel do professor como mediador, caracterização dos alunos contemporâneos e suas linguagens. E quadro correlacional da análise da presença da formação integral nos planos das duas universidades em estudo Conclusões: A educaçao 3.0 deve estar centrada no desenvolvimento de competências harmônicas do ser integral.
Palavras-chave: Educação 3.0; Estudantes universitários; formação Integral.
Abstract
To succeed in teaching learning, one must take into account the pillars of education proposed by UNESCO, the learning to know, to do, to live, to be, and according to Perrenoud (1999), to develop the skills and abilities of the students, reaching The language of the student of the 21st century, characterized as digital natives Objective: -To present a correlation table on the differences between the generations, as to the type of student, role of the teacher and methodology.-To present the importance attributed to the integral formation by two universities, One Portuguese and Brazilian. Methods: Comparative, descriptive-correlational study of qualitative approach using interview and content analysis Sample: 2 rectors of one Portuguese and one Brazilian and analysis of content of the 866 curricular plans of 10 similar courses between the two universities. Results: Presentation of a table demonstrating the curricular difference of the education 1.0, 2.0 and the current 3.0 regarding the methodology, role of the teacher as mediator, characterization of the contemporary students and their languages. And correlational picture of the analysis of the presence of integral formation in the plans of the two universities under study Conclusions: Education 3.0 should be centered on the development of harmonic competences of the integral being.
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1. Introdução
Educação 3.0
A maioria das pessoas, atualmente, trabalha em pequenos grupos. Elas resolvem problemas juntas. Usam ferramentas digitais. Elas apresentam novas ideias para o outro. Robôs fazem trabalhos mecânicos. Elas trabalham com problemas que ninguém tinha visto antes. Elas devem reunir informações de várias fontes, a maior parte na rede de relacionamentos, chegando a muitos formatos diferentes. Elas devem ser multitarefas. Elas conversam umas com as outras. E usam ferramentas digitais para comunicação. Trabalham com um amplo círculo de pessoas, de todo o mundo, o que e denominado de Ambiente de Trabalho 3.0.
Hoje, a situação é justamente a mudança permanente. O ambiente de trabalho predominante não é mais a fazenda ou mesmo as fábricas. Mesmo existindo, esses dois ambientes passaram por profundas mudanças e estão inseridos em um mercado completamente diferente. Existem novos tipos de escritórios, serviços e atividades econômicas. Temos, enfim, com suas qualidades e defeitos, uma nova sociedade – a sociedade 3.0. (Larroca,2013).
E sobre as expectativas da sociedade 3.0, ainda embasada na mesma autora que apresenta, o que se espera; que as pessoas sejam capazes de solucionar problemas inéditos, e que façam isso de forma colaborativa, trabalhando em equipes. Espera-se também que o profissional seja capaz de utilizar a informação digital que chega a ele em tempo real através de dispositivos de comunicação e aplicar esse conhecimento à solução dos problemas. Espera-se ainda que saibam trabalhar junto a pessoas de outras faixas etárias, de outras gerações, com estilos e formações culturais diversificadas, bem como a iniciativa para distribuir tarefas entre as equipes, de modo que cada um execute uma atividade diferente, mas com a finalidade de atingir um objetivo comum.
Segundo Jim Lengel, O termo Educação 3.0 foi usado pela primeira vez em 2007 pelo professor Derek Keats, da Universidade de Witwatersrand, de Joanesburgo (África do Sul), porém o conceito vem sendo amplamente difundido nos Estados Unidos.
música; os alunos acompanham a aula em seus dispositivos móveis, com links para conteúdos referenciados, estimulando que façam perguntas mais profundas e discutam temas complexos com seus pares. E, após a aula, a aprendizagem continua: os estudantes pesquisam e criam suas próprias soluções e apresentações, muitas vezes junto a um grupo de estudo virtual."
Lengel, afirma que muito do que é apresentado hoje na sala de aula, como a dissertação e exposição dos conteúdos pelo professor, será acessado em casa ou no ônibus pelos estudantes, reservando-se o tempo de aula para lidar com os pontos difíceis. Ainda na Escola 3.0 o aluno raramente entrega seus trabalhos em papel. Em vez disso, mantém um portfólio online, uma coleção de trabalhos que fornecem evidências de aprendizagem para os professores e pode ser usado posteriormente para a admissão para a faculdade ou entrevista de emprego.
Lengel, enumera seis pilares que definem uma Escola 3.0: nela, os estudantes trabalham em problemas que valem a pena ser resolvidos (problemas que afetam a comunidade onde vivem); os estudantes e professores trabalham de forma colaborativa; os alunos desenvolvem pesquisas auto direcionadas; os estudantes aprendem a como contar uma boa história; os estudantes aplicam ferramentas adequadas para cada tarefa; e os estudantes aprendem a ser curiosos e criativos. Segundo Fava (2012), na educação 3.0 o estudante deve ser gerenciado e não controlado. Significa que o paradigma que presumia que as novas tecnologias substituiriam a presença do professor não é verdadeiro e que o emergente paradigma da convergência presume que novas e antigas metodologias de ensino-aprendizagem irão interagir de forma cada vez mais complexa.
Metodologia na educação 3.0
Para Fava (2012), uma metodologia que prepare os estudantes para um futuro desconhecido, no qual eles sobreviverão não pelo que sabem, mas pelas suas habilidades e competências para a busca e aplicação da informação e para a adaptabilidade a um ambiente em constante mutação.
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3.0, implica em um modo de gerir o conhecimento que convida à aprendizagem mútua e permanente, ao desenvolvimento de habilidades técnicas e interacionais ao mesmo tempo, e à formação de competências que habilitem para ação profissional eficaz em um mundo de instabilidades e incertezas, e à integridade pessoal. O conceito de competência conquista uma nova centralidade, pois, está ligado à sua finalidade que consiste em abordar e resolver situações problema. O desenvolvimento de competências ganha espaço nas instituições educacionais por necessidades do mercado e por exigência da lei de diretrizes e bases da educação. Competência é a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para a solução de problemas e construção de novos conceitos.
Se na sociedade industrial o cérebro foi deixado de lado, a sociedade digital requer que as pessoas pensem, que desenvolvam a habilidade de buscar a essência, separar o que é importante e útil daquilo que é descartável. Requer a capacidade de fornecer soluções alternativas para problemas antes nunca vistos, problemas que não podem ser resolvidos com a aplicação mecânica de soluções padronizadas. Mercado requer a habilidade denominada acuidade mental.
A tecnologia não ensina a acuidade mental, isso cabe à escola, porém, existem possibilidades existentes que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado como: computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo e em HD, sistema de rádio, tablets, smartphone e jogos eletrônicos dentre tantos.
Segundo Hebert Simon (1982) apud Fava (2012), o significado de saber mudou: em vez de ser capaz de lembrar e repetir informações, a pessoa deve ser capaz de encontrá-las e usá-las, isso porque praticamente qualquer conteúdo poderá ser encontrado de forma free na Web.
Em contraste com a metodologia da educação 2.0 na educação 3.0 sai a padronização e entra a personalização. Sai o especialista, entra o generalista-especialista. Sai a economia regional, entra a global. O segredo agora, não reside no produto mas antes no serviço e na diversificação. Não está na memorização dos conteúdos, mas no desenvolvimento de competências.
A disponibilidade de conteúdos não podem ser mais analógicas, que a digitalização e a ludicização será o diferencial, pois criará desafios e necessidades para essa geração que gosta de ser provocada.
A atomização do conhecimento com a criação de objetos de aprendizagem que respeitem a sequencia de aprendizagem imagem, som e texto, aliás, a sequência de aprendizagem da geração Y, devem ser o foco de qualquer metodologia de ensino-aprendizagem.
A avaliação global de todo o processo será uma necessidade, iniciando pela
avaliação de aprendizagem e terminando com a avaliação da eficiência e eficácia dos conteúdos e das metodologias na formação. O ensino cada vez mais terá que trabalhar com a virtualidade onde a aprendizagem se dissocia paulatinamente da presença física. Mediadas por tecnologias, surge um modelo híbrido de educação, mesclando atividades presenciais com atividades não presencial, com a consequente diminuição da distinção entre ensino presencial e ensino à distância. Portanto, podemos dizer que enquanto a força dinâmica na globalização 1.0 foi a mundialização de países e, na globalização 2.0, foi a mundialização das empresas, na globalização 3.0 a força dinâmica é a capacidade dos indivíduos de colaborarem e concorrerem no âmbito global.
Sobre o sucesso e a perenidade de uma instituição afirma Fava(2012) que se dará não somente por conteúdos eficientemente organizados e permanentemente atualizados mas também por:
. Oferta de um ensino estruturado, onde é disponibilizado ao professor matérias detalhados e aulas modelos desenvolvidas de forma coletiva.
. Adaptação as diversas mídias, pela ludicização dos conteúdos através de objetos de aprendizagem como jogos, animações e simulações.
. Capacidade de ensinar através da dimensão lúdica, ou seja, criando desafios e a consequente necessidade da busca da autoaprendizagem.
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Segundo Maestro (2014), os acadêmicos deste século, nativos da geração Y (nascidos entre 1980 a 2000), têm mais facilidade em lidar com tecnologias, ditam as regras, têm ideias inusitadas, inovam, porém nada os satisfaz, são imediatistas e de pouca paciência. Nesse contexto estão os universitários de hoje: criativos e em constante busca pelo conhecimento, também característica do mercado de trabalho atual. Nunca se produziu tanto conhecimento como nesta era, e somente estarão no mercado aqueles que detêm de conhecimento, Maestro (2014) ressalta ainda as mudanças no mercado de trabalho, apontando a forte ascensão na prestação de serviço e não mais na agricultura e nas fábricas, a exemplo do início do século passado, mostrando que no mundo pós-industrial o trabalho não é mais como obrigação opressora, mas, sobretudo como um prazer criativo e estimulante. Educar é um ato complexo, onde não se pode menosprezar o fato de que o aluno é o objeto de estudo, este também com todo o seu contexto, sua vivência e complexidade e diante de tais, a educação deve levar em consideração as dimensões deste ser em sala de aula. É no âmbito desta problemática que este estudo tem como objetivo apresentar um quadro correlacional sobre as diferenças entre as gerações, quanto a tipo de aluno, papel do professor e metodología.
Formação Integral
“Uma verdadeira visão integral deveria incluir o material, o corpo, a mente, a alma e o espirito.” Ken Willber (1998,p.150)
Na perspectiva de compreensão do homem como ser multidimensional, a educação deve responder a uma multiplicidade de exigências do próprio indivíduo e do contexto em que vive. Assim, a educação integral deve ter objetivos que construam relações na direção do aperfeiçoamento humano. [...] A educação, como constituinte do processo de humanização, que se expressa por meio de mediações, assume papel central na organização da convivência do humano em suas relações e interações, matéria-prima da constituição da vida pessoal e social (Guará, 2006, p.16)
É essencial, considerar o homem na sua integralidade, respeitar o sentido próprio de cada dimensão do ser humano, observar as interligações de todas as partes e enfrentar a tarefa de unificá-las (Rohr, 2013, p.267). A educação deve promover a integração entre o SABER e o SER. casanova Porém, é esta tarefa um fator trabalhoso e que requer paciência, tempo e um ensino além de apenas os conteúdos como salienta (Lobrot, 1992,p.56):
Portanto, a escola sente-se incomodada quando se apercebe de que, para atingir o objectivo que almeja, tem necessariamente de ter em conta a psicologia do sujeito, dos seus desejos, das suas reflexões interiores, das suas revoltas, das suas deformações perceptivas, das suas necessidades, das suas esperanças e dos seus desesperos …seria óptimo poder agir da mesma forma que se age sobre um pedaço de metal…Seria demasiado simples, se apenas se tratasse disto. Mas
trata-se de muito mais: trata-se da prosperidade e do destino da própria sociedade.
Quando se fala em formação integral remete-se ao desenvolvimento harmónico de todas as faculdades inerentes ao homem. Como refere (Faure, 1972). Que são termos globais da finalidade fundamental: a integridade física, intelectual, afectiva, e ética do ser, do homem completo. Sendo este um ideal pedagógico que encontra-se encontra-sempre ao longo de toda a história, entre os filósofos e moralistas, assim como na maior parte dos teóricos e dos visionários da educação e que é um dos temas fundamentais do pensamento humanista de todos os tempos. A autora (White, 2008) de bastante relevância por ser hoje a mais traduzida na história da literatura norte americana, tendo seus escritos traduzidos em 160 idiomas, também
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verdadeira educação significa mais do que a prossecução de um certo curso de estudos. Visa o ser todo, e todo o período da existência possível ao homem. É o
desenvolvimento harmónico das faculdades físicas, intelectuais e espirituais.”
Wilber(2003) é contra a dissassociação, fragmentação do ser em detrimento do todo integral do homem.
[…] uma coisa é diferenciar a mente do corpo, e outra bem diferente é dissassociá-los. Uma coisa é diferenciar a cultura da natureza, outra bem diferente é dissassociá-las. Diferenciação é prelúdio da integração; dissassociação é prelúdio de desastre (Wilber, 2003, p.73)
Assim como, segundo Morin (2005, p. 15-18), a ciência determinou um caminho de conquistas e desenvolvimento, no entanto, carrega consigo traços negativos, tais como: enclausuramento ou fragmentação do saber, desligamento das ciências da natureza daquilo que se chama ciências do homem, aquisição dos vícios da especialização por parte das ciências antropossociais e a tendência para o anonimato à medida que se configuram as tendências para a fragmentação e disjunção do saber. A proposta de Morin é a de ligar todas as coisas e salientar suas relações para que se conheçam as partes simultaneamente com o todo, já que ambos são igualmente importantes para o processo de conhecimento. Se o olhar centrado em uma parte isolada de seu contexto nos permite enxergá-la com maior lucidez, em contrapartida não conseguiremos ver a relação entre essa parte e seu
contexto. O princípio da separação, segundo ele, “torna-nos talvez mais lúcidos sobre uma pequena parte separada do seu contexto, mas torna-nos cegos ou míopes sobre a relação entre a parte e o contexto” a educação exije uma visão holística, englobando uma abordagem global e particular da pessoa nas suas várias dimensões (Carcel, 2000).
Qualquer perturbação numa das dimensões, terá repercussões em todas as outras e como tal na globalidade que constitui o ser humano. No parecer do Conselho Nacional de Educação-(CNE, 2017, p.60) é dito que um perfil de base humanista significa a consideração de uma sociedade centrada na pessoa e na dignidade humana como valores fundamentais. A importância atribuída por Pestalozzi à educação integral é percebida quando considerada a hierarquia estabelecida por ele entre educação moral e intelectual. Para ele, a formação moral é mais importante que a formação intelectual. A razão disso é que segundo ele, o caráter do estudante que determinará não apenas o interesse pelos estudos, mas também a motivação correta para este interesse e Somente quando o impulso do auto-desenvolvimento se torna a base do conhecimento, a educação intelectual se desenvolve de forma plena e atinge os resultados desejáveis para a educação integral. (Incontri, 1996, p. 98). Como define Rohr,(2013 p. 155) “Em termos mais abstratos podemos dizer que educar é contribuir para a humanização do homem.” A visão que temos do mundo e do ser humano tem-se vindo a modificar ao longo dos anos. No parecer do CNE (2017,p.87) é dito que a valorização da dimensão pessoa fica patente pelos sete pilares do autor Edgar Morin enunciados no prefácio:
Devemos, assim, compreender os sete pilares que Edgar Morin considera ensino de métodos que permitam ver o contexto e o conjunto, em lugar do conhecimento fragmentado; o reconhecimento do elo indissolúvel entre unidade e diversidade da condição humana; educação para a compreensão mútua entre as pessoas, de pertenças e culturas diferentes; e desenvolvimento de uma ética do género humano, de acordo com uma cidadania inclusiva.
Educar é um ato complexo, onde não se pode menosprezar o fato de que o aluno é o objecto de estudo, este também com todo o seu contexto, sua vivencia e complexidade e diante de tais, a educação deve levar em consideração as dimensões deste ser em sala de aula. (Faure, 1972) também respalda o mesmo
pensamento, “todo o ser educado é eminentemente concreto. Tem a sua história
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adulto, nas suas dimensões de produtor, de consumidor, de cidadão, de chefe de família, de ser feliz ou infeliz, que é o objecto da educação contínua.” Assim como defende Kant (1983) que só o homem pode ser educado, sublinhando uma dimensão incontornável do homem, a sua educabilidade. Portanto, a existência do homem perspectiva-se como processo, projecto, isto é, também ele se encontra arremessado em direção ao futuro, onde procura a plena realização. Escola (2011)
“O modelo com foco no comportamento tem uma posição reducionista da pessoa na maioria das suas propostas explicativas e de intervenção, ao centrar-se apenas no estudo da actuação sobre a conduta, esquecendo as outras dimensões do ser humano”(Santos, 2000c: 350).
Segundo a Constituição da República Portuguesa (CRP) a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, deve contribuir para o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade dos indivíduos (nº 2 do artº 73º da CRP). A LBSE- Lei de bases do sistema educativo também define em consonância com a CRP, o sistema educativo como o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente ação formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da personalidade e ainda mais, identifica como princípio geral do sistema o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos. (artº1º e nºs 4 e 5 do artº 2º da LBSE).
O CNE acrescenta ainda, que impõe-se considerar a dimensão que a CRP e a LBSE denominam de desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos ou seja considerar a formação da pessoa como a principal finalidade do sistema educativo. (CNE,2017).
superior não se esgota na obtenção de um grau apenas, pois esta experiência constitui ainda uma oportunidade de mobilidade social, e sobretudo uma experiência enriquecedora do ponto de vista do desenvolvimento pessoal.
Quando uma proposta pedagógica contém em seu projecto esta visão de formação integral, passa a ser uma proposta diferenciada e mais completa, portanto sendo necessária esta reforma ou seja contendo em seu plano de currículos e programas
a visão do desenvolvimento harmónico. “O reconhecimento desta verdade
ocasionará uma transformação radical das práticas educativas, em todo o lado onde ainda não se impõe. Sem uma reforma da gestão educacional, sem modificação dos processos educativos, sem personalização do ato educativo, não se tocará, não se atingirá o homem concreto, o homem vivente, nas suas reais dimensões e na multiplicidade das suas necessidades.” (Faure,1972) Ainda segundo Seco, Pereira, Filipe & Alves (2012) Para além de uma oportunidade de formação cientifica e profissional, a entrada no Ensino superior é perspetivada, por muitos estudantes, também como uma oportunidade de promoção do seu desenvolvimento intelectual, pessoal e social. Nesta transição do ciclo de vida, o individuo é confrontado com uma série de desafios e mudanças, aos quais deverá procurar responder adequada e eficazmente. Que para (Rohr, 2013 p.155) “A intenção educacional é tornar o homem homem, nesse segundo sentido ou seja, de desenvolver nele o que tem de mais humano e que não é simplesmente resultado da sua maturação natural.
Segundo Tavares e Huet (2001), o sucesso é indicado pelos resultados obtidos pelo
estudante durante o tempo de vida académica e que se traduz “pelas competências
cognitivas e metacognitivas, comportamentais e de comunicação desenvolvidas e
adquiridas durante e no final da sua estadia na instituição universitária” (p.15).
Para os autores, o sucesso não deverá/poderá ser medido apenas pelos resultados quantitativos (classificações), pois importa também ter em linha de conta o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, destacando a importância deste parâmetro para os potenciais empregadores. O sucesso académico integra por um
lado “ … o sucesso familiar, escolar, educativo e, por outro lado, possibilita e
potencializa o sucesso social, profissional,cultural, axiológico, numa palavra,