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TÍTULO: A LIBERDADE RELIGIOSA, A LAICIDADE E O PLURALISMO RELIGIOSO FRENTE AO ENSINO RELIGIOSO E A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:

SUBÁREA: DIREITO SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): NAYARA DE PAULA MORAES AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): LOYANA CHRISTIAN DE LIMA TOMAZ ORIENTADOR(ES):

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1. RESUMO

O presente trabalho evidencia o tema, direito e religião, discussão sempre atual, principalmente em um país que tutela em sua legislação a liberdade religiosa, e o pluralismo religioso, entretanto convive com um índice de intolerância religiosa e demais contradições, como, por exemplo, o ensino religioso uno e confessionário nas escolas. Para tanto, será analisado o projeto de iniciação cientifica cujo tema é “Secularização, pluralismo religioso e liberdade religiosa” desenvolvido por professora e aluna do curso de Direito da Universidade do Estado de Minas Gerais, Campus-Frutal/MG, fomentado pelo Programa de Apoio a Pesquisa (PAPq) como iniciativa acadêmica hábil para aprimorar o processo profissional dos futuros bacharéis em Direito, produzindo conhecimento científico e senso crítico para com um tema tão importante e sempre atual.

2. INTRODUÇÃO

No Brasil, retrocedendo aos primórdios da instalação do sistema colonial português com seu projeto salvacionista, o catolicismo foi introduzido e ensinado aos colonos, escravos e a população nativa através de instrumentos de evangelização. A palavra liberdade não era presente no vocabulário dos índios que logo foram catequizados sem nenhuma possibilidade de escolha, assim todo e qualquer brasileiro seria católico. Apesar dos portugueses tolerarem raça, jamais aceitavam outra religião.

Ao chegarem em território brasileiros escravos, vindo de diversas regiões da África, trouxeram diferentes crenças e difundiu distintas divindades. Entretanto os escravos africanos foram proibidos de praticar suas religiões nativas. Essa população atualmente com suas cresças afro-brasileira sofrem com o desrespeito e intolerância para com suas crenças e devoções.

A separação Igreja- Estado faz com que o Estado além de adquirir autonomia em relação ao grupo religioso ao qual se aliava, amplia ainda mais sua dominação jurídica e política sobre a esfera religiosa. Essa separação, no Brasil, corre com o advento do regime republicano e impulsionou o processo de secularização.

A partir do século XIX, com a secularização, passa a existir a liberdade religiosa dos indivíduos, o Estado passa a garantir que estes indivíduos escolham a fé que desejam professar, e concedendo o livre exercício dos grupos religiosos.

Com o decorrer dos anos, o Brasil passou por diversos períodos, desde o catolicismo fervoroso até o protestantismo exacerbado. Os centros espíritas e outras religiões advindas de povos com culturas totalmente diferentes apareceram no país

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e modificaram a estrutura até então construída. A contemporaneidade trouxe a tona uma fase mais exteriorizada da forma das pessoas cultivarem sua própria fé.

Mesmo com todo avanço científico e tecnológico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce a cada dia. A maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e, assim como no passado, ainda hoje a religião promove diversos movimentos humanos, mantendo estatutos políticos e acordos sociais.

A Constituição Brasileira prescreve que o Brasil é um estado laico, que admite o pluralismo religioso e garante aos cidadãos a liberdade religiosa. Concomitantemente a esses direitos/garantias, surge outro fenômeno, o da secularização religiosa, entendida como a perda da capacidade de influência social e cultural da religião para impor crenças e práticas e, também, o aumento da capacidade da sociedade para guiar seu próprio destino, sem participação das instituições religiosas. A esfera humana ganha autonomia em relação aos desígnios divinos.

Entretanto atualmente vive-se em uma crescente contradição que constitucionalmente o Brasil é um país laico que prega o pluralismo religioso, entretanto por diversas vezes tenta professar o catolicismo como religião pátria, um exemplo são os feriados religiosos. Além da implantação do ensino religioso nas escolas públicas que se demonstra como um ensino confessional, no qual ensinado apenas a religião professada pelos professores, instigando assim a exclusão e intolerância as demais religiões.

3. OBJETIVOS

A liberdade religiosa é um direito fundamental da pessoa humana. No Brasil, é tutelado pela Constituição Federal de 1988, além de estar prevista em tratados internacionais que versam sobre direitos humanos. A partir de uma melhor compreensão da diversidade religiosa e da relação Estado/religião, a tolerância religiosa será fomentadora de uma cultura de paz, em que sejam assegurados os direitos humanos, contribuindo assim para uma transformação social, política e cultural. Embora nas últimas décadas tenham ocorrido avanços rumo à

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secularização do Estado brasileiro, ainda é possível verificar traços da influência de grupos religiosos na vida política e em outros setores sociais.

Diante do aparente quadro de enfraquecimento do religioso em âmbito mundial e mesmo no Brasil, o projeto deve por objetivo investigar cientificamente se esse enfraquecimento é de fato efetivo no contexto nacional, deixando de influenciar a gestão do Estado. Apurar a proteção da liberdade religiosa verificando se existe efetivamente o respeito, assegurado pela Constituição Federal. Tal discussão mostra-se relevante a medida que conhecer os fundamentos e limites da liberdade religiosa e a forma como se relaciona Estado e religiões é essencial para uma boa convivência no Estado Democrático de Direito, o que é de interesse não só da comunidade acadêmica, mas da sociedade em geral.

Verificou-se fenômeno da secularização atinge de fato o Estado brasileiro e, ou seja, se a religião deixou de ser um aspecto coercitivo e identificador da atual sociedade brasileira.

4. METODOLOGIA

A utilização de métodos científicos visa oferecer transparência e objetividade na investigação, que poderá ser submetida à verificação, uma vez que explicita com clareza os critérios metodológicos adotados. Para o desenvolvimento da pesquisa do projeto mencionado foi utilizado os métodos dedutivo priorizando o estudo doutrinário, bem como o estudo histórico com a contextualização do surgimento e evolução religiosa no Brasil, bem como das religiões que aqui nasceram e desenvolveram.

A investigação foi de cunho qualitativo, por meio de análise e revisão bibliográfica, relacionados ao tema proposto, com base na interpretação do pensamento dos teóricos elencados nas principais referências bibliográficas.

Ressalta-se que houve um estudo do atual contexto histórico religioso brasileiro, com ênfase no respeito, intolerância, e o nascimento e disseminação de diversas religiões.

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5. DESENVOLVIMENTO

O projeto abordou três linhas: a liberdade religiosa como direito fundamental; a pluralidade religiosa e a interdisciplinaridade na sala de aula; e a intolerância religiosa perante as religiões de matriz africana.

5.1 A liberdade religiosa como direito fundamental

A liberdade religiosa não consiste apenas em o Estado não impor uma religião, mas propiciar meios para que a sociedade viva a religião que achar coerente sem sofrer qualquer tipo de exclusão ou segregação. Assim o sujeito detém o direito de escolher qualquer religião, possuindo ainda a liberdade de crença, de crer ou não em uma divindade. Portanto a liberdade religiosa é gênero cuja as espécies se encontra a liberdade de crença, de culto e de organização religiosa. De acordo com a Constituição a liberdade religiosa é tida como uma liberdade secundária, derivada da liberdade primária de pensamento ou opinião.

A declaração de Direitos do Homem e do Cidadão foi um marco na busca pela liberdade religiosa afirmando que “ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei”.

Com a proclamação da República e o Decreto nº 119-A de 7 de janeiro de 1890 proibiu a intervenção da autoridade federal e dos Estados federados em matéria religiosa, consagrando a plena liberdade de cultos, como também extinguindo o padroado, assim marcando rompimento do Estado brasileiro e a Igreja Católica. Segundo Scampini a separação Estado e religião ocorreu nestes termos:

Sancionado pelo Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, o Decreto n. 119A de 7 de janeiro de 1890, de autoria de Rui Barbosa, separou a Igreja Católica do Estado, extinguiu o padroado, proibiu os órgãos e autoridades públicos de expedir leis, regulamentos ou atos administrativos que estabelecessem religião ou a vedassem e instituiu plena liberdade de culto e religião para os indivíduos e todas as confissões, igrejas e agremiações religiosa (Scampini, 1978, p. 84).

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Inicialmente ao se tratar a liberdade religiosa deve-se abordar a proteção de direitos fundamentais, de liberdades sociais que levaram a tão grandioso avanço para um país extremamente Católico. A partir do Pacto de San José da Costa Rica ratificado no Brasil em 1992 e que teve uma grande importância, bem como a Convenção Americana de Direitos Humanos, que protegeu de forma clara a liberdade de consciência e religiosa em seu art. 12.

A Constituição Federal de 1988, no art 1º, inciso III, declarou a dignidade da pessoa humana princípio substancial do qual deriva todos os outros o qual atingindo um alcance universal promoveria a tolerância religiosa fator que promove a paz e a fraternidade entre as pessoas e nações. Assim a liberdade religiosa é essencial à dignidade humana e à preservação da paz.

5.2 A pluralidade religiosa e interdisciplinaridade na sala de aula

O ensino religioso no Brasil originou-se com os jesuítas com um modelo único de educação que realizava a catequização dos índios e dos negros. Assim com a relação Estado-Igreja, Estado administrava a sociedade e igreja administrava a

educação, unitária referente a única religião existente na época, no caso a cristã católica.

Na República há a separação dentre Estado e Igreja, mas a igreja católica ainda continuou com o domínio do ensino religioso. Em 1934 o ensino religioso foi mencionado pela primeira vez na Constituição sendo ele de “matrícula facultativa e ministrado de acordo com os princípios da confissão religioso do aluno”.Da busca por um ensino religioso pedagógico e não teológico surgiu o Fórum Nacional Permanente.

A proposta do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso/ FONAPER, é que o ensino religioso proporcione aos alunos o conhecimento do fenômeno religioso, fomentando o questionamento existencial, reflexão sobre a atitude moral e o respeito a outras religiões. Assim deve-se através dele incentivar o processo de conhecimento e vivência de sua própria religião e o respeito pelas demais formas de religiosidade.

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A interdisciplinaridade do ensino religioso nada mais é que o respeito ao diferente e o ensino sobre o que prevê a Constituição Federal. Outra grande questão do ensino religioso, especialmente nas escolas públicas, é a questão dos professores da disciplina, não possuírem em grande maioria, a formação especializada nesta área do saber, fato este que acarreta em problemas para a efetiva discussão do tema no panorama da pluralidade religiosa vivida na contemporaneidade.

O desafio da contemporaneidade é garantir que todos os grupos religiosos sejam respeitados, para que dessa forma, o Brasil seja considerado um país laico de fato. Assim o ensino religioso deve ter como objetivo a formação cidadã através das contribuições que as tradições Religiosas oferecem para o processo de civilização homem.

5.3 A intolerância religiosa perante as religiões de matriz africana

A história das religiões de matriz africana no Brasil tem em seu contexto as relações sociais estabelecidas entres os grupos que fizeram parte de sua formação, tais como negros, brancos e índios. Ocorre que houve interferência de extremos em tais religiões. Sofreram a interferência indígena crença daqueles que já habitavam o Brasil, a interferência do catolicismo catequético depois do colonizador bem como a interferência de outras etnias também africanas que foram trazidas através do processo de escravidão com escravos de várias regiões da África.

Assim, o Brasil o segundo maior importador de escravos do novo mundo, tendo sua população de negros, durante a colonização, maior que a de brancos. Têm segundo o último censo do IBGE, penas 3% de sua população professantes de religiões de matriz Africana sendo as manifestações mais forte a do Candomblé e Umbanda. Estima-se que estes números sejam ainda maiores, haja vista que nas pesquisas a população só pode declarar uma religião mesmo quando elas fazem parte de várias.

O candomblé chegou ao Brasil através dos escravos vindos da África ocidental. Os português os consideravam feiticeiros e proibia seus cultos por conta da repressão e para evitar-la os escravos passaram a associar os orixás a santos católicos, o que acabou influenciando na característica da religião. Já a umbanda teve origem no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, com uma grande influência de crenças africanas, indígenas e europeias.

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Séculos depois da chegada dos africanos no Brasil vivencia-se o crescente preconceito contra suas confissões e extrema barbárie com ataques aos professantes, aos seus salões religiosos. Dados da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR) mostram que mais de 70% de 1.014 casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados no Estado entre 2012 e 2015 são contra praticantes de religiões de matrizes africanas.

6. RESULTADOS

Há que se ressaltar primeiramente que o desenvolver do tema foi relevante, pois aprimorou e aperfeiçoou conhecimentos para ambas as partes envolvidas no projeto, além de ter proporcionado um enriquecimento sobre o tema e o domínio da pesquisa cientifica.

Restou evidente a presença marcante da religião na formação do Brasil. O país teve durante vários anos, uma religião oficial, a Católica Apostólica Romana, e, ainda que existissem professantes de outras religiões, estes não podiam realizar seus cultos em local público. É sem dúvidas o Brasil um dos países com maior presença religiosa em sua formação. Apesar de ser ainda a liberdade religiosa uma conquista recente foi ela amparada pelo Estado Democrático de Direito conseguindo atingir gradualmente uma proteção plena das minorias étnicas, culturais e religiosas, através da proteção a cidadania e a dignidade da pessoa humana.

No dizer de Moraes (2006, p. 48):

A dignidade é um valor espiritual e moral inerente à pessoa, que se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da própria vida e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas, constituindo-se um mínimo invulnerável que todo estatuto jurídico deve assegurar, de modo que, somente excepcionalmente, possam ser feitas limitações ao exercício dos direitos fundamentais, mas sempre sem menosprezar a necessária estima que merecem todas as pessoas enquanto seres humanos.

Foram anos de luta para se alcançar a liberdade religiosa e, somente após a proclamação da República, é que o país tornou-se laico, no qual o culto religioso é

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livre, não podendo assim, o Estado priorizar o ensino de uma religião, em detrimento de outras, o que demonstra uma conquista muito recente.

Portanto se conclui que o ensino religioso na escola pública sendo ele confessionário caracteriza um grande retrocesso nas conquistas religiosas alcançadas através de lutas. Caracteriza ainda uma ofensa a princípios assegurados e consagrados pela carta magna. Ademais, o ensino deve ser plúrimo, proporcionando as crianças e adolescentes o conhecimento de diversas religiões, afinal produção de conhecimento sobre algo aumenta a tolerância e o respeito por aquilo que anteriormente parecia diferente.

A liberdade, princípio constitucional do direito brasileiro, pode ser compreendida com a ausência de limitações, sendo religiosa uma de muitas espécies. Assim essa espécie de liberdade é protegida duplamente pela Constituição Federal atual. Do exposto pode-se concluir que o Brasil legalmente, amparado por princípios constitucionais é um país laico, entretanto carece de uma disseminação de cultura de paz, de eliminação dos preconceitos religiosos. Preconceitos esses de raízes colonizadoras.

Resta evidente que após grandes avanços em garantias e princípios relacionados a liberdade, o país carece de respeito, de disseminação de uma cultura pacificadora, tolerante, com a presença de um estado neutro, sendo o principal fomentador do respeito a escolha religiosa do outro.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dois problemas centrais se relacionam ao estudo sobre essa realidade plural. O primeiro refere-se à liberdade religiosa e demanda investigação sobre a fundamentação, o âmbito de proteção e da relação religiosa com demais direitos.

O direito à liberdade religiosa é um direito fundamental da pessoa humana, e no Brasil é tutelado pela Constituição Federal de 1988 e pelos tratados internacionais que versam sobre direitos humanos.

O outro problema é a relação existente entre Estado e religião, ou seja, identificação, ou oposição entre a estrutura estatal e as instituições religiosas, o que repercute no modo como os direitos humanos são assegurados.

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Conhecer os fundamentos e limites da liberdade religiosa, bem como a forma que se relacionam Estado e religiões é essencial para uma boa convivência no Estado Democrático de Direito, o que é de interesse não só da comunidade acadêmica, mas da sociedade em geral.

A secularização pressupõe a liberdade religiosa, esta não se confunde com ateísmo e sim tem suas raízes no respeito a todo o tipo de credos religiosos, inclusive o respeito ao indivíduo que não possui nenhum credo. Assim como a laicidade não se confunde com o laicismo, na laicidade predomina a existência de um pais neutro frente as questões religiosas. Já laicismo é a desconfiança o repudio a religião como forma de expressão de uma sociedade.

Através de seus dispositivos legais a Constituição Federal de 1988 assegurou através da secularização e a liberdade religiosa a laicidade, igualdade e tolerância, características de suma importância a um Estado Democrático de Direito. Assim cabe ao Estado a disseminação do respeito aos preceitos constitucionais que mais que preceitos são garantias, direitos fundamentais de qualquer pessoa humana.

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