'REVISTA MENSAL
SELEÇÃO
DE DUVIDAS
rlN/ENTREVISTA
O CRÍTICO
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A
DIRE-ÇÃO
LEVE E
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FREIOS
MARPAS S.A.
TAVARES DE LIRA, 159 - PTE. SARMENTO, 592
DIST. SERIDÓ S.A.
AV. NASCIMENTO DE CASTRO, 1597NESTA EDIÇA
A Seleção
daCBF
Bagunça. É essa a palavra que está na boca dos que lidam com o futebol em Natal, quando se referem a Seleção Brasileira. Não sem razão, já que desde que foi organizada pelo técnico Telé Santana, a " C a n a r i n h o " — saudosa dos anos 70 — não conseguiu passar aos brasileiros, na maior parte amantes do esporte, a confiança necessária de que, pelo menos, não faremos feio. A responsabilidadeé maior, e os torcedores brasileiros sabem disso, pois foi nos campos do México que o Brasil consagrou-se tricampeão do mundo, sendo o p r i m e i r o pais a realizar tal feito. O repórter Gerson de Castro saiu às ruas de Natal para sentir os ânimos dos natalenses frente a sua Seleção. E constatou para RN/Económico, em em matéria que publicamos a partir da página 10, q u e a febre de descrédito nacional com a " C a n a r i n h o " também campeia em Natal. Ainda nesta ed ição, o leitor pode constatar como José Agripino deixou o Palácio
Potengi para tentar uma vaga no Senado (página 14) e o que pensam os jornalistas potiguares sobre a
discussão nacional sobre a exigência ou não do jornalista ter graduação universitária (página 21).
EXPEDIENTE
ÍNDICE
RN ECONOMICO
REVISTA M E N S A L A N O X V I I • N . ° 176 M A I O / 8 6 * C Z $ 10,00 DIREÇÃO D I R E T O R / E D I T O R : Marcelo Fernan-des de OliveiraDIRETORES: Núbia Silva Fernandes de Oliveira, Maurício Fernandes de Oliveira e Fernando Fernandes de Oli-veira
REDAÇÃO
DIRETOR DE R E D A Ç Ã O : João Be-zerra Júnior
D I A G R A M A Ç Ã O
Moacir de Oliveira — DRT 240
ARTE
Carlos José Soares e João Silva
FOTOCOMPOSIÇÃO
Antônio José D. Barbalho
COMPOSIÇÃO E IMPRESSÃO
R N / E C O N O M I C O EMPRESA JOR-NALÍSTICA L T D A .
R N / E C O N Ô M I C O — Revista mensal especializada em assuntos sócio-eco-nômicos do Rio Grande do Norte, é de propriedade de R N / E C O N Ô M I C O EMPRESA JORNALÍSTICA LTDAS., CGC 08.286.320/0001-61. Endereço: Rua São Tomé, 421, Natal (RN) — Fo-ne: (084) 222-4722. É proibida a repro-dução total ou parcial de matérias da revista, salvo quando seja citada a fon-te. Preço da assinatura anual: Cz$ 100,00 Preço do exemplar atrasa-do: CzS 20,00. Consulta ao arquivo-memória: Cz$ 50,00.
ESTADO
Bagunça, umaadjetivação ao
selecionado brasileiro 10 A g r i p i n o deixa Palácio Potengi
para tentar o Senado 14 As chuvas diminuem de intensidade
trazendo esperança de boa safra 16 Projeto Nordeste, um plano da
" V e l h a República"
para redimir região 17 A u m e n t a o mercado das drogas
puxado pela empurroterapia 20 O jornalismo entra em discussão
a respeito do diploma 21 No Congresso Nacional a luta por
um piso salarial para jornalista 23 A cultura pede mais que
órgãos governamentais 24 Os partidos políticos se
preparam para as convenções 28
ARTIGOS
José Ronaldo Vilar de Queiroz ...7
Economia ...30 Esporte 34
SEÇÕES
R N / E n t r e v i s t a 4 Cartas & Opiniões 8 Agenda do Empresário 31 Cultura 32 HUMOR Cláudio 27 FOTOGRAFIA João M a r i a Alves
Agripino deixa Governo
C A P A : Carlos José Soares
Safra sob expectativa
RN/ENTREVISTA
WODEN COUTINHO MADRUGA
Jornalista dos mais críticos dos projetos governamentais,
o novo secretário municipal d o T u r i s m o quer t o r n a r a indústria
turística a principal atividade econômica de Natal.
O turismo ganha um crítico
D
otado de um grande apetite pela vida, Woden M a d r u g a , 49 anos, não recusa expe-riências. Professor do Curso de Jornalismo, bacharel em Direito ( " c o m o todo m u n d o " ) , funcionário a p o s e n t a d o do Tribunal de Contas ( " c h e g u e i a Ministro substituto"), assina uma das colunas mais lidas do jornalismo potiguar.Pecuarista, boêmio, assumiu re-c e n t e m e n t e a direção da Sere-cretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, pretendendo ser, acima de tudo, um crítico do turismo e um executivo da indústria turística, ati-vidades que pretende desenvolver s e m sacrificar " o s lazeres da fazen-d a " que possui no município fazen-de La-goa dos Velhos, onde cria bodes ( " t o d o pequeno, médio e grande fa-zendeiro, principalmente no Nor-d e s t e , Nor-deveria criar boNor-des: no semi-árido a caprinocultura é uma das principais alternativas econômicas; é mais rentável criar bodes do que criar b o i s " , pondera), cuida de sua horta e se recreia na leitura de auto-r e s como Machado de Assis, Pedauto-ro Nava, Hermilo Borba Filho, " o Ve-lho Graciliano", José Lins do Rego ( " q u e me incutiu o vício da leitu-r a " ) , Ivan Ângelo, João Ubaldo Ri-beiro e Luís da Câmara Cascudo ( " q u e leio e releio porque é o nosso
maior escritor").
Nesta entrevista ele fala sobre o f u t u r o económico de Natal, pro-põe idéias e lança o seu projeto de animação turística, a partir de uma reformulação do espaço urbano da cidade e da integração de todas as instituições existentes no Estado.
RN — O que o levou a aceitar este cargo?
WM — Nunca esteve nos meus planos ser Secretário de nada, prin-cipalmente de Turismo. Eu já esta-va dirigindo toda minha atividade
F R A N K L I N JORGE
p a r a a pecuária. Deixei de dirigir jornal e me aposentei do Tribunal de Contas para trabalhar menos e m e dedicar mais a fazenda que te-nho em Lagoa dos Velhos, porque hoje gosto muito mais dos bodes, dos cavalos e dos guinés. Na fazen-da posso juntar o trabalho ao lazer. Bom, em dado momento houve um telefonema do Prefeito Garibaldi Fi-lho, pedindo para eu aceitar o car go, e o apelo me foi colocado em tais t e r m o s que se tornou irrecusável. Era o pedido de um amigo, e uma d a s ponderações que ele me fez foi a de q u e , assumindo a Secretaria, eu estaria servindo a Natal. E como, a p e s a r de tudo, amo esta cidade, não pude fugir ao chamamento. Na-tal é como a femmc faNa-tale: ela nos pega na curva ou na esquina e nos leva pra cama (há quem prefira a re-de). Segundo Chico Buarque, as m u l h e r e s de Atenas eram assim.
Natal é
do turismo
Woden Madruga
RN — 0 que faz uma Secretaria Municipal de Turismo?
WM — Ela deve em primeiro lu-g a r , preparar a cidade para receber o turista, estimulando sua vocação para o turismo. Deve também admi-nistrar essas potencialidades do tu-rismo, incentivando grupos priva-dos, promovendo a chamada anima-ção turística, que é a realizaanima-ção de f e s t a s , congressos, festivais. A fun-ção da Secretaria é planejar o turis-mo no âmbito municipal, tornando a
cidade agradável e civilizada, apta a
receber o visitante, orientando-o
so-bre a existência de sítios históricos e
culturais, desenvolvendo uma ativi-d a ativi-d e cultural em parceria com ou-tros órgãos especializados. Por
en-q u a n t o , estamos apenas começando e s s e trabalho.
RN — 0 que representa a indús-tria do turismo para o município?
WM — A vocação de Natal é para o turismo e a prestação de serviços. Natal não terá uma indústria além d e s t a , inclusive porque não temos área territorial para desenvolver uma grande indústria pesada. Re-vistas sofisticadas do tipo Status, Play Boy e Ele Ela consideram a praia de Genipabu uma das mais belas do País. Natal caiu no gosto das pessoas. Você sabia que todos os hotéis da Via Costeira estão lota-dos e muitos deles estão recusando reservas até os primeiros dias de agosto? Isto significa que o turismo vai gerar mais empregos diretos e indiretos, melhorando a arrecada-ção do município através dos impos-tos cobrados. Da arrumadeira ao ta-xista, passando pelo hoteleiro ao a g e n t e de viagens, do artista popu-lar ao guia, todos saem lucran-do com o turismo, que é hoje a ter-ceira atividade econômica do mun-do. sendo que em alguns países passa a ser a primeira. Não resta dúvida que será, para Natal, dentro
d e pouco t e m p o , sua principal ativi-d a ativi-d e econômica.
RN — Qual é o perfil do turista que nos visita?
WM — Não há esse perfil, pois a S e c r e t a r i a , criada r e c e n t e m e n t e , a i n d a está se a p a r e l h a n d o p a r a ter e s t a s informações. Mas há u m a pes-q u i s a feita pela EMPROTURN, em f e v e r e i r o , a f i r m a n d o que 5 0 % dos t u r i s t a s q u e visitam Natal está na f a i x a d e 30 a n o s . O turista q u e visita Natal vem principalmente de São P a u l o e Recife.
RN — O que o turista procura en-contrar aqui em primeiro lugar?
WM — Lazer. As praias e , even-t u a l m e n even-t e , os síeven-tios culeven-turais.
RN — Qual o relacionamento que esta Secretaria pretende manter com a cultura do Estado?
WM — O melhor possível. Vai s e r um relacionamento total. Vamos nos relacionar não a p e n a s com a Se-c r e t a r i a da Cultura mas Se-com todos os ó r g ã o s q u e a t u a m no setor. Es-t a m o s f a z e n d o conEs-taEs-tos com o pes-soal q u e faz o Festival do Forte com a intenção de incluí-lo no calendário turístico da cidade. C o m e ç a m o s a t r a b a l h a r no que será o primeiro Festival de Folclore do N o r d e s t e , m a r c a d o para o próximo ano. A con-vivência com a cultura vai ser im-p o r t a n t í s s i m a n e s s e im-processo d e va-lorização do turismo local.
RN — Os artistas plásticos parti-ciparão d e s s e projeto?
WM — As a r t e s plásticas vão en-t r a r e m en-todos os projeen-tos da Secre-t a r i a . Vamos convidar os arSecre-tisSecre-tas plásticos para trabalhar em alguns sítios de Natal. Quero t r a n s f o r m a r os viadutos e m m o n u m e n t o s estéti-cos.
Vamos escolher
a Miss Fruta
RN — Há algum projeto em rela-ção ao ciclo natalino?
WM — Há. Queremos f a z e r u m a g r a n d e e feérica festa natalina. Não q u e r e m o s fazer apenas u m a f e s t a d e Natal para os natalenses, m a s t a m b é m para o turista.
RN — A culinária está sendo co-gitada em algum projeto mais am-plo?
W M — Sim. A nossa culinária é r i q u í s s i m a . T e m o s d e s d e a b u c h a d a a t é a r e q u i n t a d a lagosta. T e m o s o c a b r i t o . Enfim temos a culinária pa-ra todos os paladares — peixes a b u n d a n t e s , galinhas, a melhor car-n e d e sol, e u m a gracar-nde v a r i e d a d e
d e f r u t a s , doces e sucos. Por sinal e s t a m o s p r e p a r a n d o para d e z e m b r o o- 1.° Festival de Frutas Tropicais. V a m o s valorizar a m a n g a , o caju, o c a j á , a m a n g a b a , a melancia, a goia-b a , o sapoti, o agoia-bacaxi, com apre-s e n t a ç ã o de licoreapre-s, apre-sucoapre-s, doceapre-s e s o r v e t e s . Vamos fazer a primeira f e i r a r e u n i n d o d e s d e os p r o d u t o s ar-t e s a n a i s aos m a n u f a ar-t u r a d o s . Vamos t a m b é m escolher, em concurso, a M i s s F r u t a .
RN — Há algum projeto de apoio a o s estudantes que fazem turismo durante as férias?
WM — E s s e é um projeto de âm-bito nacional. O turismo t e m hoje um p l a n e j a m e n t o nacional, pela E M B R A T U R , q u e está procurando e s t i m u l a r o turismo e n t r e os jovens. A q u i o G r a n d e Hotel vai ser transf o r m a d o em Albergue da J u v e n t u -d e , q u e cobrará -do turista u m a - diá-ria simbólica com direito a café da m a n h ã . A EMPROTURN está nego-c i a n d o isso, innego-clusive, nego-com o Gover-n a d o r Radir Pereira. Não p o d e m o s i g n o r a r q u e os jovens viajam e pre-t e n d e m o s forpre-talecer e s pre-t e hábipre-to. O t u r i s m o é um hábito. A u g u s t o Se-vero Neto s e m p r e viaja.
Nâo se é camelô
por querer
RN — O turismo local oferece ser-viços de boa qualidade?
WM — Bom, só há t u r i s m o q u a n -do há serviços de boa q u a l i d a d e . E Natal deu um pulo qualitativo e quantitativo. Em menos d e um ano d o b r a m o s a nossa capacidade hote-leira. Podemos oferecer hoje perto d e 1.600 a p a r t a m e n t o s , isto em ho-téis classificados pela EMBRATUR e com a possibilidade de atingirmos dois mil a p a r t a m e n t o s até o final do a n o com a inauguração de novos ho-t é i s . Os hoho-téis classificados são con-s i d e r a d o con-s boncon-s e ocon-s t u r i con-s t a con-s procu-r a m , pprocu-rincipalmente, os hotéis de 3 e 4 e s t r e l a s . RN — A média de visitantes é considerada boa? WM — De boa para ó t i m a . Na v e r d a d e o turista gosta de Natal. E com o Hotel-Escola Barreira Roxa, da E M P R O T U R N , c e r t a m e n t e essa m é d i a será s u p e r a d a , p o r q u e a cida-d e pocida-derá oferecer serviços aincida-da m e l h o r e s . Aliás, o Hotel-Escola tem u m a função hoje importantíssima p a r a o próprio futuro do t u r i s m o lo-cal. Ele vai formar o pessoal q u e t r a b a l h a na indústria hoteleira. Eu considero um marco muito
impor-t a n impor-t e para o Rio Grande do Norimpor-te a criação e o funcionamento d e s s a Es-cola, q u e vai preparar o g a r ç o m , a c a m a r e i r a , o chefe de cozinha, unin-do a prática a teoria. As pessoas a p r e n d e m praticando e f a z e n d o , m a s t a m b é m discutindo.
RN — Como esta Secretaria > n-cara a invasão das praias pelos bar-raqueiros?
WM — Há u m a preocupação, da própria administração municipal, e m relação ao problema da invasão d a s praias por barraqueiros e a m b u -l a n t e s . No caso da Secretaria de Tu-r i s m o , e s t a m o s cobTu-rando dos outTu-ros ó r g ã o s da Prefeitura — essa cobran-ça se faz naturalmente na b a s e do e n t e n d i m e n t o — um t r a b a l h o de ur-b a n i z a ç ã o da cidade, como um pré-t e q u i s i pré-t o necessário ao desenvolvi-m e n t o da indústria do t u r i s desenvolvi-m o edesenvolvi-m N a t a l . Esta é u m a prioridade e que vai r e q u e r e r u m a g r a n d e s o m a de r e c u r s o s . O problema mais g r a v e é q u e vamos e n f r e n t a r um desafio so-cial. Não podemos tirar os barra-q u e i r o s porbarra-que eles s u s t e n t a m nu-m e r o s a s fanu-mílias conu-m o seu traba-lho. Ninguém é camelô porque q u e r . A solução, em f a s e de deta-l h a m e n t o pedeta-los técnicos, visa disci-plina o uso da faixa da praia. Va-m o s t e n t a r diVa-minuir ao Va-máxiVa-mo o n ú m e r o de barracas. As q u e vão fi-c a r , após o e n t e n d i m e n t o fi-com os re-p r e s e n t a n t e s dos barraqueiros, se-r ã o s u b s t i t u í d a s pose-r b a se-r se-r a c a s mais a p a r e l h a d a s , com mais higiene.
RN — Há um número prefixado de barracas que deverão permane-cer na orla?
WM — Ainda não. M a s vamos r e d u z i r pela m e t a d e . Se nós t e m o s 80, hoje, p a s s a r e m o s a ter a p e n a s 40. Para as demais negociaremos soluções compatíveis, como a relo-calização noutras á r e a s e e m melho-r e s condições. Isto faz p a melho-r t e de um p r o g r a m a de urbanização integra-do, q u e beneficiará o município com a construção de duas á r e a s d e lazet e m Ponta N e g r a .
Troca de beijos
com a Emproturn
RN — Que características terão e s s a s áreas?
WM — Teremos, por exemplo, um M e r c a d o Modelo que abrigará os barraqueiros excedentes, com b o x e s padronizados, r e s t a u r a n t e s típicos, bares, artesanato, á r e a ex-t e r n a de esporex-tes, palcos e condi-ções de higiene, que inexiste nas
tradicionais barracas de praia. De-pois, essa solução tem a v a n t a g e m d e funcionar p e r m a n e n t e m e n t e co-m o uco-ma feira do nosso produto po-p u l a r . Todos e s s e s po-projetos serão iniciados ainda e s t e ano.
RN — A Secretaria tem alguma proposta sobre o plano viário da ci-dade?
W M — E preocupação da Prefei-t u r a criar alPrefei-ternaPrefei-tivas para o Prefei- tráfe-g o . Eu posso adiantar q u e vão ser a b e r t o s novos acessos para as p r a i a s . Vamos respeitar todas as p r o p o s t a s q u e constam do Plano Di-r e t o Di-r .
RN — 0 acesso a Redinha será revitalizado?
W M — O projeto que eu conside-ro mais importante é, j u s t a m e n t e , a revitalização do estuário do Potengi a m a d o , não s o m e n t e no sentido de aproveitá-lo como um pólo turístico, m a s t a m b é m como uma forma de revitalizar o rio como um canal de comunicação. Esse projeto propõe a r e s t a u r a ç ã o do cais da Tavares de Lira e a construção de um cais na Redinha com abrigo para os passa-g e i r o s . Vamos restabelecer o trans-porte fluvial e n t r e Natal e a Redi-n h a . Temos aí o rio deseRedi-nvolveRedi-ndo u m a função social. A Redinha vai
fi-car mais perto de Natal, facilitando a vida, inclusive, de seus morado-r e s . O tmorado-ranspomorado-rte semorado-rá feito pomorado-r lan-c h a s a partir de uma lan-conlan-cessão da P r e f e i t u r a a empresa privada. Com isto, toda a zona norte da cidade se-rá beneficiada.
RN — Como tem sido o dia-a-dia desta Secretaria?
WM — Duríssimo. E s t a m o s nu-m a luta nu-muito grande para a r r u nu-m a r a casa e vender a imagem da cida-d e para o resto cida-do País. Por isso, t e m o s participado de reuniões e u m a d a s condições, para q u e eu a c e i t a s s e dirigir a Secretaria de Tu-r i s m o , foi no sentido de podeTu-r tTu-ran- tran-s i t a r em todatran-s atran-s áreatran-s. M e u objeti-vo aqui é trabalhar pelo desenobjeti-volvi- desenvolvi-m e n t o da indústria turística do desenvolvi- mu-nicípio. Precisamos p r e p a r a r a cida-d e para acolher em 87 o Congresso da Associação Brasileira de Agentes d e Viagens que reunirá aqui 3.000 a g e n t e s .
RN — Durante muito tempo suas críticas flexaram a EMPROTURN. Agora, como Secretário de Turismo, que relações pretende adotar com aquela empresa?
WM — Já deu pra notar q u e esta-m o s nos beijando agora. Participa-m o s juntos, recenteParticipa-mente, da
reu-nião da Confederação d a s Organiza-ções Latino-americanas de Turismo, no Recife. Na verdade sou um críti-co do turismo. E o críticríti-co pode aplaudir ou vaiar, todos nós sabe-mos disto. Acontece que eu t e n h o a c a p a c i d a d e de ser jornalista e exe-cutivo do turismo e tento não mistu-r a mistu-r as bolas. Eu fui, talvez, o único jornalista que defendeu publica-m e n t e a Via Costeira, publica-muito critica-da na época. Agora eu t e n h o certas posições pessoais contra certas pes-s o a pes-s provincianapes-s que inpes-sipes-stem napes-s soluções provincianas. Eu sou inca-paz de passar uma hora f a l a n d o so-b r e turismo. Eu falo soso-bre o so-b o d e . Eu falo sobre livros. No momento e s t o u muito e m p e n h a d o em estudar t u d o sobre o turismo. Agora há gen-te q u e a m a n h e c e e anoigen-tece falando e m turismo. Eu falo de tudo, eu leio t u d o , eu discuto tudo. O turismo é m u i t o complicado e eu estou lendo e m e informando, conversando com d o n o s de hotéis, de r e s t a u r a n t e s p o r q u e saí do jornal para dirigir u m a repartição altamente especiali-z a d a . Bom, eu falo de tudo. M a s do q u e eu gosto mesmo é de Natal, dos livros, da fazenda e dos b o d e s . E a g o r a estou na berlinda, ou melhor,
na passarela do s a m b a . •
FIQUE
COM
UM
BEM
DATERRA
cliente Para que isso d o Bandern é vestir aconteça, fique com a camisa do RN. o Bandern.
É valorizai o RN. Nada mais j u s t o . E colaborar para que . . os bens da terra f v j b a 1 X ^ 1 1 fiquem aqui m e s m o . um ivm da torra.
ARTIGO
Choque heterodoxo:
erros e acertos
JOSÉ RONALDO VILAR DE Q U E I R O Z A partir de 28 de fevereiro do ano em curso, a
eco-nomia brasileira foi revestida de novos " s l o g a n s " ; vá-rios n o m e s surgiram no cenário econômico, como DEFLAÇÃO HETERODOXA, CONGELAMENTO DE P R E Ç O S E SALÁRIOS, POUPANÇA VOLUNTÁRIA, FATOR DE ATUALIZAÇÃO, PROGRAMA ORTODO-XO, INFLAÇÃO RESIDUAL, ESTABILIDADE DE P R E Ç O S , RENTABILIDADE REAL POSITIVA, CURVA DE PHILIPS, INFLAÇÃO INERCIAL, TABE-LA DE CONVERSÃO, GANHO REAL E NOMINAL, a f o r a a s INDEXAÇÕES e DESINDEXAÇÕES tanto co-m e n t a d a s e pouco entendidas.
Contestamos, inicialmente, a mistura de alguns n o m e s , confundindo o economés com o linguajar co-m u co-m .
E m agosto/84, no artigo q u e escrevemos ao sema-nário DOIS PONTOS, intitulado "DESINDEXA-ÇÃO — A SOLU"DESINDEXA-ÇÃO E M E R G E N T E " , já prevíamos q u e os reajustes de preços atrelados a índices trariam inconvenientes sérios ao desenvolvimento com estabi-lidade; dissemos, também, no mencionado artigo, que p a r a combater a inflação o Governo teria de desinde-xar toda a economia, mas com a l g u m a s medidas coad-j u v a n t e s , para q u e o processo não inibisse a retomada
d e investimentos produtivos.
M a s , o importante de tudo isso é a coerência de concepção e a firmeza de execução d a s m e t a s estabe-lecidas, pois, todo o emaranhado de palavras e siglas i n f r o n h a d a s no PROGRAMA DE ESTABILIDADE ECONÔMICA, ou a instituição de nova unidade do s i s t e m a monetário brasileiro, nada mais é do que uma r e f o r m a monetária aliada a um congelamento de pre-ços e salários.
Não vamos analisar com profundidade as medidas a d o t a d a s no " p a c o t e econômico", pois se assim fizés-s e m o fizés-s , teríamofizés-s que mergulhar no problema da ma-n u t e ma-n ç ã o do crescimema-nto ecoma-nômico, ma-no ma-nível de em-p r e g o , no aumento de em-produtividade, etc., q u e deixa-mos p a r a fazer oportunamente; não q u e r e m o s usar a s u p e r f l u i d a d e de análises comuns, m a s a prudência d e corrente ideológica que mantemos em alguns arti-gos publicados nos vários jornais e revistas especiali-z a d a s .
I n d e p e n d e n t e m e n t e de sua avaliação técnica, a co-r a g e m d e e m p co-r e e n d e co-r as medidas anunciadas meco-rece o nosso respeito, apesar de carecer de complementos básicos.
E m primeira mão, achamos q u e o congelamento de preços e salários não representa um ataque ás
v e r d a d e i r a s origens do processo inflacionário; o défi-cit público, q u e achamos visível, e o controle das des-p e s a s governamentais foram fatores omissos na refor-m a pretendida pelo Governo, o q u e poderá dificultar os planos, fazendo com que a inflação dispare e com mais corrosão.
0 Governo congela os preços e salários dos outros, m a s não congela suas próprias d e s p e s a s , desindexa o próximo, mas não se desindexa a si próprio; se o Go-verno se congelasse a si mesmo, deixaria de emitir e não haveria combustível para a remarcação de preços.
E possível fixar preços, mas não é possível fixar a o f e r t a , pois o congelamento transmite sinais falsos de m e r c a d o , incentivando a procura e desestimulando a o f e r t a , j u s t a m e n t e o contrário do q u e se precisa.
A recomposição do valor real médio dos salários nos últimos seis meses é falha tecnicamente, além de difícil assimilação popular; se o trabalhador perceber q u e perdeu poder aquisitivo, haja vista a desconside-ração do índice inflacionário de fevereiro (superior a
14%), terá mais ânimo para fiscalizar os preços? A in-trodução da escala móvel, se persistir u m a inflação re-sidual superior a 20% é prova que não se acredita em inflação zero, tão decantada em prosa e verso; o Go-verno não incluiria este item se não acreditasse ser ne-cessário. No nosso entender, ao r e a j u s t a r os preços dos produtos por seu valor máximo, d e fevereiro, e s u b m e t e r os salários a um reajuste pela média, o Go-verno reduziu o poder aquisitivo dos salários e conge-lou e s s a redução.
Compreende-se que o objetivo f u n d a m e n t a l é que-b r a r a espinha dorsal da inflação com o País em cresci-m e n t o , cresci-mas, ao instituir o salário-desecresci-mprego o Go-verno está admitindo, p r u d e n t e m e n t e , a existência de riscos recessivos, o que se dará se a assimetria entre custos e preços não for compensada com ganhos de eficiência pelas empresas, já q u e terão de absorver os a u m e n t o s iniciais de custos; admite-se a fixação de preços, repetimos, mas não o da oferta, com graves p r o b l e m a s de desabastecimento q u e já estão surgindo cm a p e n a s 1 (um) mês da reforma.
Outras medidas também contestadas são a indefi-nição da política de taxa de juros, a f u g a de capitais, já q u e a rentabilidade real foi limitada à s cadernetas de p o u p a n ç a , além de outras não menos importantes.
O tempo dirá da viabilidade das medidas, que só terá vitória assegurada com o t e m p e r o da complexa m o n t a g e m heterodoxa com algumas pitadas de orto-doxia; q u e m viver, verá...
CARTAS & OPINIÕES
Por ser escoteiro
Outro dia em conversa com um colega de trabalho, ele m e fez a seguinte afirmação: " E u vejo o escotismo como uma coisa que nós praticamos q u a n d o somos crianças, e q u e , quando c h e g a m o s a uma certa ida-d e , ida-deixamos ida-de praticá-lo".
O escotismo é uma escola de cidadania, por meio da vida m a t e i r a " . Assim Lord Baden Powell, f u n d a -dor do movimento escoteiro, atribuiu os propósitos e m é t o d o s do escotismo, cuja finalidade é de proporcio-n a r o p o r t u proporcio-n i d a d e s para q u e h a j a deseproporcio-nvolvimeproporcio-nto proporcio-nas v i r t u d e s que definem o bom cidadão, quer dizer, um h o m e m de honra com auto-domínio, t e n d o confiança em si, respeito próprio, i n t e r e s s a d o em a j u d a r e habi-litado a s e r v i r á comunidade.
E m b o r a muito importante, o movimento escoteiro é pouco difundido, pois a maioria d a s pessoas nem sa-b e m e x a t a m e n t e o que é ser escoteiro.
Seria bom, realmente, q u e as pessoas se interes-s a interes-s interes-s e m efetivamente pelo einteres-scotiinteres-smo, notando que em plena atualidade quando as " f e r i d a s sociais" rondam os lares a r r a s a n d o muitos jovens q u e por vários moti-vos s e f u r t a m a trilhar os c a m i n h o s do b e m , do amor, e da c o m p r e e n s ã o , para se dedicar à prática do vício e a t o s c o n d e n a d o s pela moral e os bons costumes.
Muitas vezes mesmo ouvimos pessoas d e s e s p e -r a n ç o s a s dizendo: " O n d e e s s a j u v e n t u d e vai p a -r a -r ? " Referindo-se ao c o m p o r t a m e n t o eufórico, rebelde, preconceituoso e cheio de insegurança de meninos a i n d a em formação estudantil.
Verificando os propósitos acima, dá para sentir q u ã o útil é o escotismo, principalmente em dias vio-l e n t o s e a m e a ç a d o r e s como os de hoje, que nos cau-s a m preocupaçõecau-s com o a m a n h ã . E aí o nome VIO-LÊNCIA colocamos na e x t e n s ã o total do termo, nos re-f e r i n d o d e s d e os atentados contra os bons costumes, a o r d e m , meio-ambiente, patrimônio e até a integridade física de todos nós.
Precisamos u r g e n t e m e n t e botar em ação esse ins-t r u m e n ins-t o q u e conins-tribui cada vez mais para uma for-m a ç ã o sadia, consciente de s e u s deveres e
responsa-bilidades. Sem dúvida o escotismo é uma opção inte-r e s s a n t e e b e m vinda à sociedade, mesmo pointe-rque é u m a maneira de viver, de e s t a r em sociedade. Uma m a n e i r a de relacionar-se com o u t r a s maneiras, u m a m a n e i r a de crescer, desenvolver a personalidade; u m a maneira de formar b o n s cidadãos, bons filhos, b o n s pais, bons governadores.
Por q u e , então, escotismo? Simplesmente porque não se t r a t a a p e n a s de adultos com roupas de crian-ças, de jovens q u e se c u m p r i m e n t a m de forma espe-cial, de uma organização o r i e n t a d a e que pratica ex-c u r s õ e s : de uma entidade para prestar serviços. Esex-co- Esco-tismo é mais q u e isso... Faz, faz e ainda muito poderá fazer para o bem comum. Portanto, deixemos de lado o s preconceitos, pois no escotismo não existe diferen-ça e n t r e radiferen-ça, c o r o u credo. Escotismo é um movimen-to de ensino extra-classe.
A opinião de q u e escotismo é coisa a p e n a s de crian-ças p o d e ser a de muitas o u t r a s pessoas, mas não dei-xa de ser interessante, pois é aí que surgiu a nossa preocupação em divulgar mais o escotismo. Somos u m a g r a n d e f r a t e r n i d a d e e s p a l h a d a no mundo inteiro com mais de 120 milhões de jovens unidos por um úni-co ideal.
O escotismo é algo mais do q u e as pessoas p e n s a m ; é a q u e l e gosto ao fazer u m a boa ação sem interesse pela r e c o m p e n s a ; é a m a n e i r a de desprezar o subor-no, a prostituição, a bebida, o f u m o . É o nosso jeito s a u d á v e l de encarar as dificuldades. Somos cientes do q u e f a z e m o s , capazes de p e r c e b e r e t a m b é m de igno-rar a s pessoas que tentam nos prejudicar. Afinal não nos sujeitamos a ser s u b o r n a d o s ; somos educados de m a n e i r a diferente, pela qual o dinheiro fala pouco. Civismo, respeito, confiança, educação, camarada-g e m , ação, contato com a n a t u r e z a , ar livre e bons cos-t u m e s são os principais meios para conscos-ticos-tuir o que c h a m a m o s de "espírito e s c o t e i r o " . É difícil o escotis-mo ser visto com admiração e respeito, m a s continua-r e m o s dessa m a n e i continua-r a , " u m a vez que escoteicontinua-ro, sem-pre e s c o t e i r o " . JOÃO SILVA - 3 . ° / R N - NATAL-RN.
CARTAS E OPINIÕES PARA RN/ECONÕMICO, RUA SÃO TOME, 421 — CIDADE ALTA — NATAL-RN.
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COMPORTAMENTO
Bagunça, uma adjetivaçâo
ao selecionado brasileiro
A n d a r pelas principais r u a s doco-mércio de Natal é d a r pela falta qua-se completa de apelos que lembrem a realização, a partir do final deste m ê s , da 13.a Copa do M u n d o de
Fu-tebol. Forte apelo publicitário em t e m p o s de g r a n d e s resultados da Seleção Brasileira, a Copa parece ser uma guerra q u e se aproxima a m e a ç a d o r a e n q u a n t o sentimos que nosso exército não está n e m de lon-ge p r e p a r a d o .
C o m e n t a r i s t a s e jornalistas, que nos últimos m e s e s não têm feito ou-tra coisa senão ou-traduzir nas emisso-r a s e joemisso-rnais locais os sinais do desâ-nimo e caos em q u e se transformou a preparação tardiar do selecionado brasileiro, acreditam que só um mi-l a g r e evitará, no México, a derru-b a d a de um futederru-bol q u e maravilhou o m u n d o em 1982. Torcedores, fe-rozes críticos e m r o d a d a s de ami-gos em botequins, beira de praia e
ô n i b u s , concordam com tal ponto de vista.
Vendedores a n i m a d o s com' as v e n d a s de televisores, único produ-to q u e consegue apelo suficiente pa-ra vencer o m a r a s m o , t a m b é m são da m e s m a opinião. Enfim, parece q u e no país do futebol, onde 130 mi-lhões de técnicos a p r e s e n t a m dife-r e n t e s times e fedife-rozes cdife-ríticas ao convocado, a u n a n i m i d a d e parece e s t a r s e n d o obtida em cima da ima-g e m do treinador Telê Santana, um meio-campista t r a n s f o r m a d o em ponta-direita e m seu t e m p o e que d e t e s t a pontas.
LINHA DIRETA — Em meio a es-s e clima, aes-s e m i es-s es-s o r a es-s de rádio lu-t a m como podem na briga pela au-diência. A Rádio Tropical sai na f r e n t e e envia à s t e r r a s mexicanas s u a estrela maior na á r e a esportiva: M a r c o Antônio, que utilizando linha
d i r e t a via Rádio Nacional, do Rio de J a n e i r o , narrará os jogos do sele-cionado brasileiro. Durante toda a p r o g r a m a ç ã o a partir do final de maio, a Tropical, que capitaneia u m a rede de emissoras de rádio es-p a l h a d a es-por todo o Estado, emitirá boletir s diários, ao vivo, direto do México.
S e g u n d o Marco Antônio, a emis-sora não teve p r o b l e m a s em vender a s dez cotas do patrocínio da Copa do M u n d o , a 150 mil cruzados cada u m a . Segundo o n a r r a d o r , que em 1982, foi à Copa da E s p a n h a pela Rádio Cabugi, q u e e s t e ano pega ca-rona com a Rádio Globo, t a m b é m do Rio de Janeiro, as cotas foram ven-d i ven-d a s em a p e n a s três ven-dias ven-da últi-ma s e m a n a de abril, q u a n d o o Bra-sil já colecionava tímidas vitórias so-b r e a p a g a d o s selecionados estran-geiros em campos brasileiros. Para v e n d e r , a rádio precisou da ajuda de
O verde e o azul, a espera de uma seleção recuperada
Pelé, querendo voltar
d i v e r s a s agências de publicidade, inclusive a Idéias Publicidades e Promoções, de propriedade do nar-r a d o nar-r . M a s se a publicidade deu conta do recado, a Seleção, segundo a f i r m a Marco Antônio, deixou no País o clima de d e s e s p e r a n ç a , de falta de credibilidade com " a s man-c a d a s do T e l ê " .
BAGUNÇA — Assim, o narrador e s p e r a que no México baixe o espí-rito de Pelé e Garrincha, na Seleção q u e , t e i m o s a m e n t e otimista, coloca e n t r e os seis favoritos, j u n t o com A l e m a n h a Ocidental, França, Dina-m a r c a , Itália e Argentina. CoDina-m Dina- me-nos trunfo do que as emissoras que dividem e n t r e si o g r a n d e bolo da audiência esportiva, a Rádio Rural não vai deixar de se fazer presente na g u e r r a da Copa. O publicitário e radialista Horácio Pedrosa, que che-fia a equipe esportiva que arrenda e s p a ç o na Rural, afirma que a emis-sora fará uma " C o p a s a c r i f i c a d a " .
P e g a n d o carona com a Rádio Clu-b e d e P e r n a m Clu-b u c o , a Rural de Natal t r a n s m i t i r á boletins direto do Méxi-co. Para cobrir as d e s p e s a s de t r a n s m i s s ã o e p a g a m e n t o de pes-soal local, a equipe vendeu o patro-cínio de 15 mil cruzados, divididos e m cinco cotas iguais. Embora afir-m e que os anunciantes continuaafir-m
Marco Antônio
receptivos ao apelo publicitário da Copa do Mundo, Pedrosa aponta q u e a dificuldade da equipe que mo-bilizará quinze pessoas, d a s quais nove no trabalho de r e p o r t a g e m , re-side no fato da emissora dispor ape-n a s da clieape-ntela r e f u g a d a s graape-ndes e m i s s o r a s .
A frente da editoria de esportes q u e melhor tem dedicado entre os j o r n a i s do Estado espaço aos des-c a m i n h o s da Seleção Brasileira, M a d s o n F e r n a n d e s , do jornal Tribu-na do Norte, t a m b é m considera que o clima de insegurança e indefini-ção, coroado pela bagunça e falta de esquema tático, tornou remotas as chances de ganhar a Copa, dezesseis anos depois da última conquista.
A s s e g u r a n d o que tudo vem pro-var que seriedade não é o forte da Seleção, Madson F e r n a n d e s con-corda com a opinião do treinador iu-goslavo da Seleção Mexicana que d i s s e em entrevista q u e a conquista da Copa pelo Brasil seria um prêmio à b a g u n ç a e desorganização. Mes-mo assim, afirma que " a g e n t e quer e t e m que acreditar q u e pode dar c e r t o " .
SAUDOSISMO — " 7 0 N E L E S " . Diz o anúncio de um famoso fabri-c a n t e de fabri-cigarros abrindo espaço para o saudosismo da época em que o futebol brilhou nos campos mexi-canos com uma equipe q u e saíra de-sacreditada do País onde a repres-são campeava em silêncio imposto pelo poder do fuzil e d a s botas. Ao contrário dos comerciais de cigarros e televisores, e s t e s utilizando troca-dilhos com os p e r d e d o r e s da Copa da E s p a n h a , o comercial de cigarros t e r m i n o u por receber a pecha de ter ranço de autoritarismo.
" A Copa de 70 não foi essa ba-g u n ç a , n ã o " , reaba-ge Madson Fer-n a Fer-n d e s . Alheio a essa discussão, o g e r e n t e Ney C u n h a , da J . Resende, da Ribeira, está satisfeito com o su-cesso da promoção de televisores. E n t r e o jogo com a Iugoslávia, onde Zico brilhou sozinho, marcando dois
— f 4 •
J w v t ;
Garrincha, o craque do passado
Lua-de-mel
noTahiti.
V a l e a pena passar uma rápida e deliciosa lua-de-mel no T a h i t i . Se você a i n d a não passou, não sabe o que está perdendo.
V a m o s , e x p e r i m e n t e M e s m o que você comemorar as m C I E I TAHITI® bodas d e prata. o paraíso ©aqui.
oelos gois e devolvendo a esperança a torcida, e a apática e desconcer-t a n desconcer-t e pardesconcer-tida de d e s p e d i d a com o Chile, a loja vendeu cerca de 550 te-levisores coloridos, 100 dos quais e m um só dia. Os televisores, ven-didos com cerca de 19 por cento de desconto, s u m i r a m d a s prateleiras e dos depósitos. Torcendo por bons r e s u l t a d o s da Seleção Brasileira e c o n t a n d o com a euforia e o consumo d e s e n f r e a d o q u e avassala o País d e s d e a implantação da reforma econômica em fevereiro passado, a loja p r e t e n d e voltar com mais uma promoção de TVs a n t e s do início do
M u n d i a l de Futebol. < " T o m a r a q u e prossiga a s s i m " , - ''4, f y
diz C u n h a , visivelmente satisfeito e explicando q u e os bons resultados do selecionado influenciam na deci-s ã o de comprar televideci-sor: " o pedeci-s- pes-s o a j pes-se emociona. Quem tem TV p r e t o e branco compra um novo, a c o r e s . Quem t e m um tevê a cores ruim compra o u t r o " .
SEM SOLUÇÃO — " N a Seleção d e Telê nem Deus já j e i t o " . Com es-sa f r a s e , o Motel Tahiti espalhou faixas por toda a cidade, sintetizan-do o desalento sintetizan-do natalense após a t u m u l t u a d a d e s p e d i d a da Seleção Brasileira depois de um e m p a t e com s a b o r de derrota para a fraca Sele-ção do Chile, d u a s vezes desclassifi-cada nas Eliminatórias. Nas ruas, p r a ç a s , ônibus e t r e m , os
comentá-rios a s s u m e m proporções de ira em Ney, mais televisor Madson Fernandes
razão da b a g u n ç a em q u e se transf o r m a r a m , aos poucos, as e s p e r a n -ças de se reabilitar da fatídica t a r d e d e 5 de julho de 1982.
Ao contrário de 1982, q u a n d o to-do o País vestia o verde-amarelo, e n q u a n t o o País estava p r e s t e s a su-c u m b i r diante do F u n d o Monetário Internacional, são poucos os torce-d o r e s torce-do País torce-da inflação zero (ou n e m isso) que vão b u s c a r em lojas o n d e q u a s e nada l e m b r a o período p r é - C o p a , camisas a Ia Araken, o histriónico p e r s o n a g e m q u e a Rede Globo inventou para q u e b r a r a frie-za e o gelo de sua p r o g r a m a ç ã o .
" E u nunca vi t a n t a b a g u n ç a na m i n h a vida, n e m u m a pessoa tão b u r r a e teimosa como e s s e treinador Telê S a n t a n a . O h o m e m é d e m a i s . P a r e c e disposto a m a t a r todo o País de r a i v a " , critica o motorista de tá-xi J o ã o Maria de Oliveira, 29 anos. Há poucos metros dali, e m uma lo-ja de roupas masculinas situada na
C i d a d e Alta, o vendedor Luís Cláu-dio da Costa, 30 anos, expressava seu d e s e n c a n t o . " M u i t o pouca gen-t e gen-t e m comprado c a m i s a s , ao con-trário da última Copa o n d e a gente v e n d e u bem d e m a i s . T a m b é m , q u e m é q u e vai q u e r e r comprar ca-misa q u e lembre essa vergonha q u e taí? Eu m e s m o só compro u m a no dia 29 de iunho, q u a n d o o time dis-p u t a r a final e g a n h a r " .
Assim. Natal parece não fugir a u n a n i m i d a d e em torno do d e s a s t r e i m i n e n t e da Seleção em q u e vive
m e r g u l h a d o todo o País. Ao contrá-rio, os n a t a l e n s e s t a m b é m p a r e c e m c e r t o s (mas no f u n d o torcem para q u e e s t e j a m o s t o d o s e r r a d o s e Telê S a n t a n a seja um h o m e m lúcido e c a m p e ã o ) q u e o day after, d e 13 d e j u l h o não terá clima m u i t o d i f e r e n t e d o 6 d e j u l h o d e 1982.
TRISTE DECADÊNCIA — Lado a l a d o com o p e s s i m i s m o , o saudosis-m o , p e r s o n a l i z a d o pelo futebol da Seleção t r i c a m p e ã no México, de-z e s s e i s a n o s a t r á s , t a m b é m invadiu a c i d a d e . Na m a n h ã d e 11 d e maio, c e r c a d e vinte mil p e s s o a s d e s a f i a -r a m o calo-r e c o m p a -r e c e -r a m ao Es-t á d i o C a s Es-t e l o Branco p a r a assisEs-tir à p a r t i d a e n t r e a " S e l e ç ã o d e Cra-q u e s " do p a s s a d o do Rio G r a n d e do N o r t e e a " S e l e ç ã o d e O u r o " do Brasil. De um lado, j o g a d o r e s como A l b e r i , Danilo M e n e z e s e Hélcio J a -c a r é , símbolos d e u m a f a s e d e ouro do f u t e b o l p o t i g u a r q u e chegou a ter posição d e d e s t a q u e no cenário nor-d e s t i n o .
Vestindo u m a c a m i s a e s m a e c i d a pelo p a s s a d o , m a s dignificada por se m a n t e r s o b r e os louros da vitória, a " S e l e ç ã o d e O u r o " t r o u x e a Natal b a r r i g u d o s m a s a i n d a h á b e i s joga-d o r e s como Rivelino, E joga-d u , Marco
A n t ô n i o , Clodoaldo, t r i c a m p e õ e s no M é x i c o . O f u t e b o l , solidário e visto-so, não só devolveu à torcida as l e m b r a n ç a s d e u m a é p o c a e m q u e o s e r r o s d e o r g a n i z a ç ã o f o r a m s u p e -r a d o s pela g e n i a l i d a d e , como dei-xou p a t e n t e a d e c a d ê n c i a do futebol e m t e r r a s p o t i g u a r e s . Clássicos co-m o ABC e Aco-mérica e Alecrico-m, vêco-m r e g i s t r a n d o u m a m é d i a d e público e m t o r n o d e 6 mil p e s s o a s . Vinte mil p e s s o a s no C a s t e l ã o s e m ser e m b i n g o , t r o u x e por a l g u m a s h o r a s o d e b a t e e m t o r n o da falta d e motiva-ção d o s t o r c e d o r e s e m ir ao estádio d e a r q u i t e t u r a b o n i t a , m a s compro-Danilo M e n e z e s m e t i d a pelo d e s c a s o e falta d e cui-d a cui-d o s . H i p e r i n f l a c i o n a d o , dirigido por c a r t o l a s a m a d o r e s e a n s i o s o s por p r o j e ç ã o política, o f u t e b o l p a r e c e f a d a d o a deixar d e s e r a p r e f e r ê n c i a n a c i o n a l . A razão, p a r a d e s e s p e r o d e todos os f a n á t i c o s , p a r e c e e s t a r com um jornal e s p a n h o l q u e no dia s e g u i n t e à d e r r o t a do Brasil p a r a a A l e m a n h a Ocidental, no f r i o e de-s a de-s t r o de-s o giro pela E u r o p a , de-s e m a n a de-s a t r á s , l a m e n t o u e m sua m a n c h e t e : " B r a s i l : a tristeza d e u m f u t e b o l d e -c a d e n t e " . Em j u n h o d e 1982, a m a n c h e t e destilava a l e g r i a . • 13- RN/ECONÔMICO — Maio/86 CO\( I SSIOKARIA
A v . Sen. Salgado F i l h o . 1669 — Lagoa Nova — Fone: (084) 222-1S88 T e l e x : (0842) 350 P S A U — 5 9 . 0 0 0 — N a t a l - R N
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Agripino deixa Governo para tentar o Senado
SUCESSÃO
Agripino deixa governo
para testar a vontade do povo
Dos t e n s o s e c o n s t r a n g e d o r e s cli-m a s da c a cli-m p a n h a política de 1982 a t é a desincompatibilização, em maio deste ano, o politico e o gover-n a d o r José Agripigover-no Maia desegover-nvol- desenvol-veu uma trajetória a p a r e n t e m e n t e d e s c e n d e n t e em t e r m o s de popula-r i d a d e , e a s c e n d e n t e no que diz popula- res-peito à sua figura no cenário político nacional. Do apoio arranhido de J o ã o Figueiredo q u e subiu aos pa-l a n q u e s potiguares para pedir voto, a t é a participação na formação da Nova República liderada pelo fale-cido Tancredo Neves, Agripino a c o m p a n h o u de perto a vida políti-ca nacional, reconhecido como líder m a s t a m b é m como oportunista.
J o s é Agripino Maia, 37 anos, ca-s a d o , e n g e n h e i r o civil, aca-sca-sumiu o Governo do E s t a d o e m 83 depois de u m a p a s s a g e m pela Prefeitura, que muitos têm como mera ponte para o objetivo maior da família Maia na conquista do Governo, pela primei-ra vez atprimei-ravés do voto direto. Eleito pelo maior partido do Ocidente, o PDS, com 107 mil votos de vanta-g e m sobre seu opositor, o vanta- dor Aluízio Alves, o novo governa-dor trazia muitas idéias a serem p o s t a s em prática, e a disposição de
t o r n a r - s e mais um componente de p e s o no cenário político do Rio G r a n d e do Norte.
SEM MAQUINA — Ao deixar o Governo, e passá-lo à s mãos do vi-ce-governador Radir Pereira, a fim d e d i s p u t a r uma vaga no Senado, ele sai convicto de q u e não está na m e s m a situação de quatro anos a t r á s , q u a n d o teve todo o apoio do
Governo Estadual para garantir sua eleição para g o v e r n a d o r , o que já t i n h a - s e iniciado m e s m o durante a s u a gestão na Prefeitura de Natal. P a s s a n d o esse t e m p o , José Agripi-no sai com o fardo de ter realizado um Governo p r e n h e de realizações e o b r a s , mas q u e não conseguiu em l a r g a escala fazer a propalada von-t a d e do povo, avon-té m e s m o pelas in-j u n ç õ e s econômicas e políticas do
p e r í o d o .
A imagem de um político acima d e q u a l q u e r s u s p e i t a , sério e hones-to, foi a r r a n h a d a na c a m p a n h a para p r e f e i t o da capital, no ano passado, q u a n d o estourou o c h a m a d o caso
" R a b o de P a l h a " , o n d e se preten-d i a , s e g u n preten-d o a preten-d e n ú n c i a , aliciar eleitores através de e s t r u t u r a mon-t a d a com prefeimon-tos do inmon-terior. Além do d e s a s t r e em sua i m a g e m como h o m e m público, o caso ajudou na d e r r o t a da candidata do sistema go-v e r n i s t a à Prefeitura de Natal, Wil-ma Maia, para o r e p r e s e n t a n t e da família Alves, Garibaldi Filho.
INDIRETAS — Desde q u e se fa-lou pela primeira vez em eleição d i r e t a para prefeitos d a s capitais, J o s é Agripino posicionou-se con-t r a . Ancon-tes m e s m o de a s s u m i r o Go-v e r n o , em entreGo-vista à RN/Econô-mico. o governador eleito justifica-va q u e prefeito escolhido pelo voto d i r e t o , só depois de feita a reforma t r i b u t á r i a no país. " A t é haver a re-f o r m a t r i b u t á r i a " , setenciava ele,
" u m prefeito eleito por partido di-f e r e n t e do g o v e r n a d o r , estará tra-z e n d o e n o r m e s dificuldades para a população de sua c i d a d e " .
Outra m u d a n ç a no q u a d r o políti-co diz respeito aos aliados e adver-sários em c a m p a n h a s p a s s a d a s e fu-t u r a s . O sisfu-tema governisfu-ta p e r d e u , d e 82 até agora, dois n o m e s de re-lativo peso eleitoral. O s e n a d o r Car-los Alberto, agora no PTB, foi cita-do pelo governacita-dor logo após a eleição como um g r a n d e aliado: " P e r -cam a s e s p e r a n ç a s a q u e l e s que pre-g a m a esperança de q u e amanhã vai haver d e s e n t e n d i m e n t o entre m i n h a pessoa e o s e n a d o r Carlos A l b e r t o " , dizia José Agripino em e n t r e v i s t a a n t e s de t o m a r posse. C o m o é de seu estilo o senador não d e m o r o u muito a trocar de partido.
PERDENDO FORÇA — A revira-volta maior aconteceu já e s t e ano, com a saída do d e p u t a d o Wander-ley Mariz do e s q u e m a governista e s t a d u a l , d a n d o fim a u m a aliança d e mais de vinte anos. Seu i n g r e s s o Aluízio Alves
no PMDB. partido do maior adver-sário dc seu pai Dinarte Mariz, Aluízio Alves, é creditado por muitos a um suposto estilo " p r e p o t e n -t e " do governador José Agripino de f a z e r política e de exercer lideran-ça d e n t r o do partido presidido por seu pai, o ex-governador Tarcísio de Vasconcelos Maia, principal res-ponsável pelo seu ingresso na vida pública do Rio G r a n d e do Norte.
Em Mossoró, o e s q u e m a gover-nista liderado por José Agripino pa-rece t a m b é m não ter conseguido a n u l a r ou reduzir a hegemonia dos Rosado, como se pensou, através da liderança do d e p u t a d o Carlos Au-g u s t o Rosado. A situação não tem m o s t r a d o alteração com a saída do d e p u t a d o estadual Jota Belmont do P M D B para o Partido da Frente Li-b e r a l , d u r a n t e o recesso parlamen-t a r , m e s m o com parlamen-toda a movimenparlamen-ta- movimenta-ção que se tentou fazer, utilizan-do-se inclusive a rede estadual de rádio dc propriedade do ex-gover-nador Tarcísio Maia, e que cobre q u a s e todo o Estado.
VONTADE E AÇÃO — No que diz respeito ao lado administrativo do Governo José Agripino, o saldo mostra-se positivo, considerando i s dificuldades de se a t e n d e r a " g r e -gos e t r o i a n o s " . Paradoxalmente, as deficiências maiores deixadas fi-c a r a m para os setores eleitos fi-como prioritários no início da gestão: o meio rural e a geração de empregos. A eloqüência maior para comprovar isso está nas e n o r m e s filas concen-t r a d a s no Sine — Serviço Nacional dc E m p r e g o s —, onde poucos con-s e g u e m um e n c a m i n h a m e n t o para u m a fábrica ou outros locais. 0 nível de renda do trabalhador rural tam-b é m não melhorou, como era espe-r a d o .
Ao ser eleito em 82, o ex-prefeito de Natal anunciava que faria um p r o g r a m a de Governo juntando p e s s o a s que conheciam os proble-m a s do Rio G r a n d e do Norte, e afirmava a disposição de governar voltando para o social: " é claro que é importante construir estradas, construir poços, construir açudes. M a s meu objetivo maior é levar me-lhores condições para a família e pa-ra o cidadão. Isso se consegue com apoio direto à sua a t i v i d a d e " , dizia Agripino Maia, que concretizou es-se item do programa mais tarde com projetos de apoio a p e q u e n o s e mé-cro e m p r e s á r i o s .
Por outro lado, José Agripino dei-xou de cumprir pelo menos dois
Radiré governador
compromissos de c a m p a n h a na área social, e especificamente no que diz r e s p e i t o a ocupação e r e n d a . Na edi-ção de dezembro de 82 da revista RN/Econômico, ele garantia todo o apoio ao Projeto Camarão, criado pelo então governador e hoje candi-d a t o mais uma vez ao Governo, Cor-tez Pereira. José Agripino deixa o projeto parado. Na m e s m a entrevis-t a , lembrou o compromisso de cam-p a n h a dc ir s e m cam-p r e a Serra do Mel, para discutir os problemas dos colo-nos que, agora, foram os primeiros
a pedir a volta do criador do progra-m a , Cortez Pereira.
O setor segurança pública tam-b é m não viu melhorias profundas, e m b o r a tenha sido r e e q u i p a d a s a Polícia Militar e o Corpo de Bom-beiros. Foi promovida a descentrali-zação da presença da Políci?., e m b o r a isso não tenha significado maior segurança para o cidadão, q u e continuou a s s u s t a d o com a on-da de criminalion-dade verificaon-da no E s t a d o . Diversos crimes de g r a n d e r e p e r c u s s ã o ainda não foram solu-cionados, como o assalto à agência do Banco Paraiban, q u e resultou na m o r t e de um vigilante, e cujos as-s a l t a n t e as-s conas-seguiram eas-scapar da Polícia, acionada pouco t e m p o de-pois do crime.
CONTINUAR OBRAS — O em-p r e s á r i o Radir Pereira assumirá o Governo para, s e g u n d o ele, pros-s e g u i r com opros-s planopros-s iniciadopros-s por J o s é Agripino. " E u assumirei para continuar as obras administrativas iniciadas pelo governador José Agripino. Além disso, dentro das possibilidades, poderei fazer mais a l g u m a c o i s a " , comenta ele. Mais do q u e um mero papel de completar uma gestão. Radir vai ser responsá-vel. de dentro do Governo, pela
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d u ç ã o d e uni pleito q u e será dispu-t a d o com dispu-t o d a s a s a r m a s , por dispu-todos o s d i s p u t a n t e s , e s e r á r e s p o n s á v e l pela m a n u t e n ç ã o d e u m a boa ima-g e m d e G o v e r n o .
Radir Pereira não a d m i t e q u e vai a s s u m i r i g u a l m e n t e o c o m a n d o político d o s i s t e m a g o v e r n i s t a , e t r a n s -f e r e e s s a r e s p o n s a b i l i d a d e p a r a o p r e s i d e n t e do P a r t i d o da F r e n t e Li-b e r a l . e x - g o v e r n a d o r Tarcísio M a i a . A n u n c i a a i n d a q u e d e sua p a r t e não h a v e r á t e n t a t i v a d e c o n s e g u i r a ade-s ã o d o c a n d i d a t o do PDT, Cortez P e r e i r a : " C o r t e z é um h o m e m mui-t o lúcido e um polímui-tico q u e mui-todo o Rio G r a n d e d o Norte c o n h e c e . Eu a c r e d i t o q u e t o d o político toma a po-sição q u e m u i t o b e m lhe convier. Eu t e n t a r e i f a z e r um G o v e r n o de p a z e t r a n q ü i l i d a d e p a r a os norte-r i o g norte-r a n d e n s e s . A posição d e cada n o r t e - r i o g r a n d e n s e , ele m e s m o to-m a r á " . •
INVERNO/86
Pluviometria estabiliza e
expectativa é de boa safra
D e p o i s d o s cinco a n o s d e seca e d a s e n o r m e s e n c h e n t e s do ano pas-s a d o , o interior d o Rio G r a n d e do N o r t e t e n d e a g o r a a t e r o equilíbrio d e s e j a d o , a p e s a r d e a l g u m a s inun-d a ç õ e s a i n inun-d a r e g i s t r a inun-d a s , princi-p a l m e n t e e m M o s s o r ó . A s autorida-d e s l i g a autorida-d a s à a g r i c u l t u r a no E s t a autorida-d o e s t ã o o t i m i s t a s d e q u e e s t e a n o a sa-f r a n ã o s o sa-f r a os p r e j u í z o s a n t e r i o r e s por falta ou por e x c e s s o d e c h u v a s , e g a r a n t e m q u e d e u m m o d o geral a s i t u a ç ã o é boa n e s s e final d e inver-no e declínio d a s p r e c i p i t a ç õ e s . S e g u n d o o c h e f e d o escritório lo-cal d a S u p e r i n t e n d ê n c i a d e Desen-v o l Desen-v i m e n t o d o N o r d e s t e , Antônio d e P á d u a P e s s o a , a evidência d e um i n v e r n o m e n o s rigoroso do q u e no a n o p a s s a d o e s t á na s a n g r i a da Bar-r a g e m A Bar-r m a n d o RibeiBar-ro Gonçalves. E m 85, a l â m i n a d ' á g u a c h e g o u a 4 , 8 m e t r o s , q u a s e f o r ç a n d o a a b e r -t u r a da válvula d e s e g u r a n ç a ao a t i n g i r a lâmina m á x i m a d e cinco m e t r o s . E s t e a n o , o m á x i m o q u e a l â m i n a d a g u a atingiu foi d e dois m e t r o s . " I s s o indica q u e os e s t r a g o s na l a v o u r a e s t e a n o t ê m sido b e m me-n o r e s do q u e me-no a me-n o p a s s a d o , r e s u l t a n d o n u m a s a f r a m e l h o r " , s a l i e n t a Antônio d e P á d u a , o b s e r -v a n d o q u e a B a r r a g e m A r m a n d o
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M&Jz' J j j » Jfv
b e i r o Gonçalves, no Vale do Açu, c o b r e q u a s e toda a bacia do Rio G r a n d e do Norte e por isso é q u e s e r v e como indicador da situação. Na s u a opinião, o v o l u m e d a s pre-c i p i t a ç õ e s e m 86 não f o r a m expre-cessi- excessi-v a s n e m i n s u f i c i e n t e s : " a níexcessi-vel ge-r a l , o q u a d ge-r o é b o m " .
DESABRIGO REDUZIDO — Out r o indicaOutivo é o n ú m e r o d e d e s a -b r i g a d o s no interior por conta d e i n u n d a ç õ e s . O q u a d r o visto e m 85 — noticiado a m p l a m e n t e por R N / E c o n ô m i c o — não a s s u s t o u m a i s e s t e ano. De 130 mil desabri-g a d o s e m 85, o n ú m e r o baixou para 6 mil e m 8(). p r e d o m i n a n t e m e n t e na c i d a d e d e M o s s o r ó . Com o declí-nio d o volume d c c h u v a s , a expecta-tiva c d e q u e d i m i n u a m a i n d a mais a s p o s s i b i l i d a d e s d c e n c h e n t e s , e m -b o r a as i n f o r m a ç õ e s d i á r i a s s o -b r e p r e c i p i t a ç õ e s são f a l h a s , a começar pelo serviço d c rádio do Palácio Po-t e n g i . " N ó s não Po-t e m o s i n f o r m a ç õ e s p r e c i s a s ; t e m dia q u e a e s t a ç ã o do Palácio não f u n c i o n a " , r e s s a l t a o s u p e r i n t e n d e n t e da S u d c n e . O u t r o q u e a c r e d i t a n u m a boa sa-fra p a r a e s t e a n o c o s e c r e t á r i o es-t a d u a l d e A g r i c u l es-t u r a , G e r a l d o Be-z e r r a . q u e está no c a r g o d e s d e março. s u b s t i t u i n d o o c a n d i d a t o a d e p u -t a d o e s -t a d u a l c e x - s e c r e -t á r i o Ge-r a l d o G o m e s . PaGe-ra G e Ge-r a l d o BezeGe-rGe-ra, a l é m d a s boas p r e c i p i t a ç õ e s , a la-v o u r a conta com um inla-verno b e m d i s t r i b u í d o p e l a s d i v e r s a s regiões d o E s t a d o . A p e s a r d e verificar
al-1 I — T T
Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, numa sangria
16
j
a J É É r
g u m a s e s t i a g e n s p a s s a g e i r a s , ele d i s s e a c r e d i t a r na r e t o m a d a d e posi-ção p a r a um m e l h o r d e s e m p e n h o da s a f r a , e s p e c i a l m e n t e a dos cereais. T A R D I A M E N T E — S e g u n d o Ge-r a l d o BezeGe-rGe-ra, o G o v e Ge-r n o d o E s t a d o e s t á c o n t r i b u i n d o p a r a o b o m apro-v e i t a m e n t o d a s c h u apro-v a s . " O Goapro-verno c o n t r i b u i u p a r a a s a f r a q u e está im-p l a n t a d a no E s t a d o , com a distribui-ção d e s e m e n t e s d e ó t i m a qualida-d e , e m toqualida-dos os s e g m e n t o s qualida-da nos-sa p r o d u ç ã o , c o m o seja algodão, mi-lho, feijão, s o r g o " , r e s s a l t a o secre-t á r i o da A g r i c u l secre-t u r a , g a r a n secre-t i n d o q u e e x i s t e t r a n q ü i l i d a d e n a s autorida-d e s e p r o autorida-d u t o r e s q u a n t o aos f r u t o s d a s a f r a i m p l a n t a d a no interior do Rio G r a n d e do N o r t e . M e s m o não p r e c i s a n d o o q u e sig-nificou a distribuição d e s e m e n t e s f e i t a pelo G o v e r n o e m relação à de-m a n d a e x i s t e n t e no E s t a d o , Geraldo B e z e r r a g a r a n t i u q u e a distribuição foi feita não s o m e n t e e m t e r m o s d e v e n d a da s e m e n t e p a r a os médios e g r a n d e s p r o d u t o r e s , m a s t a m b é m s e m e n t e g r a t u i t a p a r a o p e q u e n o e o mini p r o d u t o r e s . Na F e d e r a ç ã o dos
Pádua: informações imprecisas T r a b a l h a d o r e s na Agricultura — F e t a r n — , a i m p r e s s ã o não é b e m e s s a . S e g u n d o o s e c r e t á r i o da F e t a r n , Manoel P e r e i r a da Silva, o G o v e r n o só c h e g a a t r a s a d o com as s e m e n t e s . " A s s e m e n t e s n u n c a são o b a s t a n t e p a r a a t e n d e r a todos, e q u a n d o c h e g a , só c h e g a a t r a s a d o " , o b s e r v o u . •
PROJETO NORDESTE
Desenvolvimento integrado
caminha a passos lentos
C o n c e b i d o e lançado como a via-bilização da d e c a n t a d a r e d e n ç ã o r e g i o n a l , o Projeto N o r d e s t e , criado p e l o G o v e r n o Federal p a r a promo-v e r o d e s e n promo-v o l promo-v i m e n t o n o r d e s t i n o , e n t r a e m abril no seu s e g u n d o exer-cício. C o m o outros p r o g r a m a s pa-ra a r e g i ã o , o c h a m a d o P r o g r a m a d e D e s e n v o l v i m e n t o da Região Nor-d e s t e , no caso Nor-do Rio G r a n Nor-d e Nor-do N o r t e , fechou seu p r i m e i r o ano s e m r e c e b e r todo o m o n t a n t e d e r e c u r s o s p l e i t e a d o s e m sua p r o g r a m a ç ã o : d o s 99 bilhões d e cruzeiros pleitea-d o s , o E s t a pleitea-d o s o m e n t e r e c e b e u 28 b i l h õ e s (hoje, 28 milhões d e cruza-d o s ) , r e p a s s a cruza-d o s pelo G o v e r n o Fe-d e r a l . E s s e s r e c u r s o s , na v e r d a d e , vier a m s e s o m a vier aos 17 bilhões vier e p a s -s a d o -s no final d e 84, t a m b é m pelo G o v e r n o F e d e r a l , e a n t e s m e s m o do P r o j e t o N o r d e s t e ser oficializado c o m a publicação do D e c r e t o n ú m e -ro 91.178, de 0 1 / 0 4 / 8 5 , a s s i n a d o p e l o e n t ã o P r e s i d e n t e e m exercí-cio, J o s é S a r n e y . C o n s i d e r a n d o os r e p a s s e s , o primeiro ano do p r o g r a -m a o f e r e c e u u-m saldo pelo -m e n o s o t i m i s t a , com aplicação e m aquisi-ção d e t e r r a s para redistribuiaquisi-ção a o s t r a b a l h a d o r e s s e m t e r r a ; const r u ç ã o d e s i s const e m a s d e a b a s const e c i m e n to d ' á g u a ; projetos d e irrigação, e n -t r e o u -t r a s n e c e s s i d a d e s d a região.
A coordenação do p r o j e t o no Rio G r a n d e do Norte para a á r e a rural e s t á a c a r g o da F u n d a ç ã o E s t a d u a l d e P l a n e j a m e n t o Agrícola — C E P A , q u e s e u n e a diversos o u t r o s ó r g ã o s e s t a d u a i s para a execução d e p l a n o s p r e v i s t o s . Além d a s o b r a s já cita-d a s , cita-d u r a n t e o ano p a s s a cita-d o f o r a m p r o v i d e n c i a d o s c o n s t r u ç ã o d e pe-q u e n o s a ç u d e s ; c o n s t r u ç ã o d e cist e r n a s ; além da ampliação da e s cist a -ção d e pisicultura d e Caicó, cuja ca-p a c i d a d e d e ca-produção d e alevinos s e r á d u p l i c a d a . S e g u n d o informa-ç õ e s da própria F u n d a informa-ç ã o C E P A , n o v e viveiros já e s t ã o concluídos, a l é m do canal a l i m e n t a d o r princi-p a l . S e g u n d o o convênio a s s i n a d o e m t
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