Direito Internacional – Prova- 1º bimestre
PROVA –D. Internacional - 1º bimestre
1. “A nova Corte, sediada em Haia, na Holanda, terá competência para julgar os chamados crimes contra a humanidade, assim como os crimes de
guerra, de genocklio e de agressão. Sua criação constitui um avanço
importante, pois esta é a primeira vez na história das relações entre Estados que se consegue obter o necessário consenso para levar a julgamentb, por uma corte internacional permanente, políticos, chefes militares e mesmo pessoas comuns pela prática de delitos da mais alta gravidade, que até agora, salvo raras exceções, têm ficado impunes, especialmente em razão do princípio da soberania.” Enrique Ricardo Lewandovski, in “O TPI” De uma
cultura de impunidade para uma cultura de responsabilidade.”
A partir dessa concepção, explique o princípio que rege o DIP quanto à concessão que os Estados fazem em seus princípios de soberania ao se tornarem signatários desse tratado internacional.
2. Como os tratados que o Brasil se torna signat o~são internalizados no direito brasileiro?
3. Cite as Fontes do Direito Internacional Público, expressos no Artigo 38 no Estatuto da Corte Internacional de Justiça.
4. Explique o que foi a “Paz de Westfalia” e a sua relevância para o direito Internacional.
Direito Internacional – ONU
2º bimestre
07/10/2010
ONURaízes Históricas:
Liga das Nações fracassou por conta da 2ª Guerra Mundial por não ter conseguido evitar.
*51 paíse assinaram a carta das naçòes unidas em 24/10/45 * Princípio – extinção da Guerra
* Aliga das nações foi criada em 1919, no tratado de versalhes, na França, considerada a prercusora, encerrou suas atividades após falhar em evitar a 2 guerra mundial.
Estrutura 06 órgàos
1. Assembléia Geral
Composto por todos os membros das Nações Unidas 2. Conselho de Segurança
Formado por 15 países
Membros permanentes: China, USA, França, Reino Unido e Russia 3. Conselho Econômico e Social
Assiste a Assembléia Geral na promoção da cooperação econômica e social de desenvolvimento internacional
4. Conselho de Tutela
Ajudar a garantir que territórios hoje não governados sejam administrados no interesse dos habitantes locais.
5. Tribunal Internacional de Justiça Localizado em Haia, Paíse baixos Dirimir litígiods entre os Estados
Direito Internacional – ONU
financiamento.ONU nasceu em 24/10/45 = promulgação da carta.
A Carta da Nações Unidas foi assinada em São Francisco, entrou em vigor em 24/10/45
O estatuto da Corte Internacional de Justiça, faz parte integrante da carta. ONU
Carta das Nações Unidas CIJ
Assembléia Geral
Conselho de Segurança Seis Órgàos Conselho econômico e Social
Conselho de Tutela
Tribunal Internacional de Justiça Secretariado
Todos os estados membros Assembléia Sessão Oridinária anual
Maioria de 2/3 dos presentes votantes Conselho de Segurança 15 países
Direito Internacional - Globalização Vs. Regionalização
Organizações Internacionais
14/10/10
Globalização Vs.
Regionalizaçào
- Pós 2ª Guerra _ Descolonização – Marco Inicial
- Idéia Básica: PAZ (Princípio fundador)
- Despolarização
(Havia 02 blocos: USA e URSS
21/10/2010 OEA
Existência política;
Criada em 1948
Sede em washington DC
Visa as questòes relacionadas à Direitos Humanos
Extensão da democracia (essencialmente)
As pessoas podem recorrer diretamente (indivíduos/ entidades/ONG`s)
Pacto de San Jose da Costa Rica (1992)
USA criando sistemas de intercâmbio com os demais países MERCOSUL
Foco no comércio
Membros: BR, ARG, URU, PAR
Democratizaçào e reestruturação econômica
Fim dos anos 80 - 1º protocolo de intenções para criar uniào aduaneira
Direito Internacional - Globalização Vs. Regionalização
Organizações Internacionais
02 acordos: União européia e Israel(observadores)
Comissão AD HOC
Tribula pré existênteFunçào das Organizações: diminuir o desequilíbrio entre as Nações
28/10/2010
CECA – Comunidade Econômica do Carvão e Aço
06 países
Idéia original: Sistema para utilizar a riqueza para a Europa;
Alemanha é a mais rica em carvão
Sobrevivência da Europa União Européia ou CEE
Supranacionalidade
27 países
Personalidade jurídica própria e ≠ dos seus signatários
O País tem que se adaptar todo o seu direito interno ao direito comunitário ( deve internalizá-locomo um todo)
O direito comunitário tem supremacia sobre i direito interno
Háa definiçào de quais os temas são obrigatórios ã internalização no direito interno do País signatário;Direito Internacional
Direito do Mar
04/11/2010
DIREITO DO MAR
Mar Territorial
É uma faixa de águas costeiras que alcança 12 milhas náuticas (22 quilômetros) a partir do litoral de um Estado que são consideradas parte do território soberano daquele Estado.
Dentro do mar territorial, o Estado costeiro dispõe de direitos soberanos idênticos aos de que goza em seu território e suas águas interiores, para exercer jurisdição, aplicar as suas leis e regulamentar o uso e a exploração dos recursos. Entretanto, as embarcações estrangeiras civis e militares têm o "direito de passagem inocente" pelo mar territorial, desde que não violem as leis do Estado costeiro nem constituam ameaça à segurança.
Zona Contígua de 12 milhas naúticas (MN)
É a faixa em que o Estado executa as medidas de fiscalização, policiamento e repressão para evitar as infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários, no seu território ou no seu
mar territorial
Alto Mar
O alto-mar é um conceito de direito do mar definido como todas as partes do mar não incluídas no mar territorial e na zona econômica exclusiva de um Estado.
Direito Internacional
Direito do Mar
Plataforma Continetal
É uma plataforma submarina pouco profunda, localizada nas margens de um continente, que se inclina para o mar com um pendor suave que, em média, apresenta um ângulo de 0.1º[1]. Em direcção aos fundos oceânicos, a
plataforma termina no talude continental, uma zona de acentuado pendor que marca a transição entre a crusta continental e a crusta oceânica.
Pesca e Consumo - Recursos Vivos
I Conferência – 1956
I Conferência das das Nacões Unidas sobre o direito do mar em Genebra;Sobre o mar e Zona contígua Sobre o Alto Mar
Elaborou 4 convenções Sobre a plataforma Continetal Sobre Pesca e Conservação dos recursos Vivos do Alto Mar
Sucesso histórico, mas sua aplicação foi bastante reduzida pelo número limitado de adesões.Direito Internacional
Direito do Mar
II Conferência – 1960
II Conferência das Nacões Unidas sobre o direito do Mar
Não produziu nenhum acordo, por falta de quorum III Conferência - 1967
Cria o Comitê dos Fundos marinhos e Oceânicos, transformado em Comit6e das nações Unidas
A Assembléia das nações Unidas convoca a III Conferência das Nacões Unidas sobre o direito do Mar (Dez.3 até 82) – 11 Períodos de Sessões
Aprovou a Convênção das Nacões Unidas sobre o direito do Mar - 30 Abr.82 – 119 países signatáriosConvenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNDUM) – 1982
Tratados multilateris mais importantes da história desde a ONU
Constituiçào dos oceanos
Entrou em vigor em 16/11/94 Assuntos:
Limites da Zona marínha;
Zona Econômica Exclusiva;
Plataforma Continental;
Alto Mar;
Direito Internacional
Direito do Mar
Direito Internacional
Resenha: “Contencioso entre Brasil - EUA
Contencioso Brasil-EUA na OMC sobre algodãoJosilene Nascimento de Souza
Os produtores de algodão do Brasil competem com o algodão estadunidense há décadas. O algodão norte-americano conta com subsídios do governo desde 1934 ou seja, 74 anos de estímulos adicionais e de proteção. Os prejuízos sofridos pelo setor brasileiro no mercado internacional, foi uma das razões para um início de um contencioso pelo Brasil contra os Estados Unidos (EUA), na OMC.
Em 27 de setembro de 2002, a representação brasileira na OMC solicitou consultas com o governo americano, questionando os subsídios a sua produção algodoeira. Em 6 de fevereiro de 2003, o Brasil solicitou abertura de painel contra os EUA.
A OSC emitiu relatório favorável ao Brasil, entretanto, com a negativa dos Estados Unidos, em cumprir a decisào da OMC, o Brasil, então, solicitou formalmente a definição da modalidade e do valor da retaliação no setores de propriedade intelectual e serviços, pois, são os mais sensíveis aos interesses Norte Americanos e podem prejudicar menos o consumidor brasileiro.
O Brasil pode se tornar o quinto país membro da OMC a retaliar um parceiro comercial, os Estados Unidos, condenados pelo órgão multilateral pelos subsídios dados a seus produtores de algodão e pela distorção que estes causam ao comércio
O processo comporta seis etapas de análise distintas antes da autorização de medidas de retaliação - há diversas oportunidades para que o país demandado reveja as práticas questionadas ou para que se construa solução mutuamente satisfatória entre os litigantes
Após abertura de painel contra os USA e a confirmação, pela OMC, dos resultados do OSC (Orgào de Solução de Contravérsia) que emitiu parecer favorável ao Brasil, afirmando que as políticas americana, referente ao algodão, influenciaram a baixa dos preços mundiais, devendo, portanto, reformar seus programas de créditos ä exportação, reclassificando certos subsídios. Foi apresentado prazos para que os EUA eliminassem os subsídios à exportação e para a eliminação de subsídios de apoio interno. Como a decisão não foi cumprida pelos EUA, o Brasil solicitou formalmente à OMC a definição da modalidade e do valor da retaliação.
Os EUA apelaram da decisào, em 18 de outubro de 2004, junto a OAp (Orgão de Apelação) que encerrou o caso, em 3 de março de 2005, ratificando a decisào anterior. Em 30 de junho o Departamento de Agricultuta americano comunicou alterações em seusprogramas de crédito, tais procedimentos, nào
Direito Internacional
Resenha: “Contencioso entre Brasil - EUA
efetivar a retaliação externando-a através das Resoluções nº 74/2009 e nº 15 e nº 16 ambas de março de 2010, e que aparentemente surtiram seus primeiros resultados.
Após listar 102 produtos que serão sobretaxados, a partir de 07 de abril de 2010, as autoridades do governo americano, um dia antes do término do prazo, anunciaram uma proposta de acordo, solicitando um adiamento do inicio da efetivação das contramedidas, o que foi concedido pela CAMEX, através de sua Resolução de nº 19 de 05 de abril de 2010 e também da Resolução nº 20 de 20 de abril de 2010, que protelou o início das retaliações para o dia 21 de junho de 2010.
Brasil e Estados Unidos assinaram em 20/04/2010 um "Memorando de Entendimento" no âmbito do contencioso do algodão. O memorando estabeleceu a criação de um fundo para a transferência de recursos que serão destinados ao setor cotonicultor brasileiro, o qual operaria até que o governo americano suspenda os subsídios ou haja um acordo final sobre a disputa com o Brasil .
Os EUA também se comprometeram a uma negociação bilateral de novos termos para o funcionamento do programa de garantia de crédito à exportação GSM-102, que subsidia compradores estrangeiros do algodão estadunidense.
Por fim, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos abriram em 16 de abril de 2010 consulta pública para reconhecer o Estado de Santa Catarina como livre de várias doenças, tais como a febre aftosa, que afetam bovinos e suínos, na prática tirando da gaveta um processo que pode levar à abertura de exportações de carnes para o mercado americano
Tudo isto está em negociação que tem até o dia 21 de junho de 2010 para encerrá-las, Brasil comprometeu-se a não aplicar as contramedidas autorizadas pela OMC enquanto o Acordo Quadro estiver em vigor.
Os termos do Acordo Quadro não afetam os direitos das duas Partes no que se refere ao contencioso sobre o algodão na OMC e não prejulgam os termos do que possa vir a constituir uma solução negociada e mutuamente satisfatória para aquela disputa. A solução temporária alcançada respeita plenamente a capacidade do Brasil de fazer valer seus direitos de acordo com as decisões da OMC.
Até o momento não há qualquer prova real de que a retaliação por si só pode garantir a eficácia do Sistema de Solução de Controvérsias da OMC, somente, após o posicionamento definitivo dos EUA é que se poderá avaliar. Cabe questionar: um País desenvolvido cumpre uma decisão da OMC, por que lhe apraz ou o faz para não sofrer contramedidas ou então, para evitar a retaliação do mercado mundial?
Direito Internacional
Conflitos Internacionais
MEIOS DIPLOMÁTICOSEntendimento direto
Resolve mediante negociação entre os contendores;
Sem intervenção de terceiros
Fim: reconhecimento das razões da outra parte ou transijam (Fazer umacordo, entender-se, chegar a um entendimento comum.) suas
pretensões Bons Ofícios
Entendimento direto
Facilitado pela ação de um terceiro (prestador de bons ofícios) = Estado ou Organização;
O terceiro não propõe soluções, limita-se a aproximá-las, proporcionando um campo neutro
Os bons ofícios são oferecidos pelo próprio terceiro;
Pode ser recusado. Sistema de Consulta
Entendimento direto programado;
As partes, de forma previamente combinada, consultam-se mutuamente sobre o desacordo;
Encontros periódicos com exposição de reclamação e busca de solução Mediação
Direito Internacional
Conflitos Internacionais
Ele conhece do desacordo, das razões das partes e propõe solução
Deve ser de confiança das partes, não podendo obrigá-las a sujeitar-se
Ambas as partes devem aceitar a proposta
A mediação pode ser oferecida ou solicitada Conciliação
Maior aparato formal
Exercício coletivo
Há uma comissão de conciliação (representantes dos estados em conflitos e elementos neutros, em número ímpar)
Tomam-se decisões por maioria;
Não tem força obrigatória para as partes; Inquérito
Comissões semelhantes às de conciliação
Elas não propõem nada, apuram fatos ilíquidos (incertos)
Tem por objetivo preparar o ingresso numa das vias de solução de conflito;MEIOS POLÍTICOS
Órgãos Políticos da ONU