INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE
COMPOSTAGEM E HORTA ORGÂNICA NO IFRN/MOSSORÓ
MOSSORÓ/RN 2014
COMPOSTAGEM E HORTA ORGÂNICA NO IFRN/MOSSORÓ
Relatório apresentado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte/Campus Mossoró, como requisito para conclusão do curso Técnico de Saneamento Ambiental, conforme regulamento da Instituição.
MOSSORÓ/RN 2014
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, por todas as oportunidades que Ele tem me concedido. À minha família por sua cooperação, paciência e carinho especialmente à minha mãe. Aos amigos (as) que ganhei com o curso e os quais aprendi a gostar com muito carinho. Ao meu orientador Prof. José Amaral, por sua dedicação, ajuda e contribuição teórica a todas nós do projeto de extensão. E especialmente a minha amada sobrinha Kamila Santos, minha expiradora de todos os dias, meu presente dado por Deus.
RESUMO
Face à problemática da geração de resíduos sólidos orgânicos na sociedade atual e a constatação da produção de sobras orgânicas da merenda escolar em nossa escola, nosso projeto visou aproveitar os resíduos dessa merenda em processo de compostagem para gerar adubo orgânico de boa qualidade. O adubo produzido (primeira etapa) foi utilizado na montagem, inicialmente, de hortas experimentais (segunda etapa). Na terceira etapa, estudamos e estabelecemos modelos de suporte para horta caseira suspensa para pequeno espaço. Além disso, estabelecemos também um modelo viável de composteira caseira, para o possível aproveitamento de sobras orgânicas domésticas. Na quarta etapa, montamos um minicurso extensionista teórico/prático que visou divulgar as informações obtidas no sentido de incentivar donas-de-casa de Mossoró a estabelecerem suas composteiras e hortas caseiras. Acreditamos que divulgar tais técnicas é importante enquanto atividade de educação ambiental, no sentido de despertar pessoas para compreender melhor a problemática da geração de lixo pela nossa sociedade e discutir formas de mitigar tal problema. Além disso, o incentivo às hortas caseiras leva ao estimulo a hábitos alimentares mais saudáveis, envolvendo o consumo de hortaliças e legumes sem o risco de contaminação por agrotóxicos.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 2. COMPOSTAGEM
2.1 O QUE É COMPOSTAGEM E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA AMBIENTAL, ECONÔMICA E SOCIAL
2.2 PROJETO DE COMPOSTAGEM E HORTA ORGÂNICA NO IFRN/MOSSORÓ
3. ATIVIDADES DESEMPENHADAS 4. CONCLUSÃO
5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.INTRODUÇÃO
A geração de resíduos sólidos vem sendo um dos grandes problemas ambientais nos nossos dias. Programas de incentivos à reciclagem vêm sendo cada vez mais estimulados, principalmente para alguns materiais com certo valor de mercado (alumínio, papel, garrafas plásticas) (CASTRO, 2006, p.3).
Cerca de 39% de todo lixo que chega aos lixões ou aterros sanitários todos os dias nas grandes cidades é a matéria orgânica, proveniente principalmente de restos de alimentos (CARVALHO JUNIOR, 2006, P. 35). Essa matéria orgânica, pela ação dos decompositores, gera grandes volumes de chorume que pode se infiltrar e contaminar os lençóis freáticos, principalmente por produtos químicos dissolvidos neste chorume.
A quantidade de lixo orgânico doméstico recolhido pelas empresas de serviço de coleta nos diversos municípios onera em muito o erário governamental, já que as empresas cobram por toneladas de material recolhido. Assim, programas que incentivam o uso deste material orgânico (sobras de alimentos) trazem um duplo benefício social, diminuindo o problema ambiental do aporte de material orgânico nos lixões/aterros e a quantidade de recursos públicos destinados ao pagamento dos serviços de coleta de lixo.
A compostagem é um processo agroecológico de aproveitamento diário do lixo orgânico, consistindo na transformação gradual dessa matéria orgânica em adubo para o enriquecimento nutricional de substratos (solo). O adubo proveniente da compostagem pode servir como aporte para sustentabilidade nutricional de hortas orgânicas com legumes e hortaliças diversas, garantindo-se uma cultura vegetal bem nutrida e ecologicamente correta.
Nosso projeto de compostagem e horta orgânica foi estruturado para, inicialmente, sensibilizar os alunos em relação ao desperdício de alimentos bem como também a destinação final de resíduos orgânicos (sobras alimentares), os quais muitas vezes tem destinação inadequada (mistura ao lixo inorgânico reciclável).
Neste sentido, estimulamos a participação dos alunos para a contribuição com a separação das sobras alimentares, e a consequente redução de resíduos
sólidos orgânicos. Este material separado vem sendo utilizado na manutenção de uma horta matriz. Tal composto é rico em nutrientes e contribui para melhor cultivo orgânico de hortaliças, evitando o uso de adubo químico, tão agressivo ao meio ambiente. Evidenciamos, assim junto à comunidade escolar, a importância da reciclagem de nutrientes como também o caráter sustentável da adoção de adubo orgânico.
Desenvolvemos algumas alternativas de hortas e composteiras caseiras e disseminamos a ideia, por meio de curso de extensão; a ideia é estimular a criação e uso dessas técnicas em ambientes domésticos na cidade de Mossoró/RN, proporcionando a oportunidade de produção e consumo de vegetais sem agrotóxicos.
A implantação de hortas familiares e/ou comunitárias orgânicas é uma alternativa viável e apropriada para o início deste processo, pois além de fornecer alimentos baratos e de boa qualidade para a população em geral pode auxiliar na formação de cidadãos mais conscientes da importância de práticas ecologicamente corretas para a preservação do nosso planeta. (LUCON e CHAVES, 2004, p. 60).
2. COMPOSTAGEM
2.1 O QUE É COMPOSTAGEM E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA AMBIENTAL, ECONÔMICA E SOCIAL.
O composto é um produto rico em nutrientes criado a partir das sobras de resíduos orgânicos, proveniente da alimentação humana. Seu produto final (húmus) tem uma capacidade eficaz de adubar o solo, promovendo melhorias para plantações, qualidade do mesmo e para o desenvolvimento sustentável.
O produto criado pela compostagem é de extrema importância ambiental, pois o processo pelo qual se determina a criação do composto é totalmente inofensivo ao meio ambiente. Quando não se adota a compostagem, as sobras de resíduos orgânicos se juntam ao resíduo ou lixo comum (papel, plástico, vidro. Etc.) tendo como destino final o aterro sanitário ou lixão. Muitas cidades ainda adotam o lixão, e como consequência
da destinação incorreta, o resíduo orgânico produz o chorume, responsável pela contaminação aos lençóis freáticos, tornando-se um vilão ao meio ambiente e a qualidade de vida humana.
Ainda temos também como contribuição da compostagem o aspecto econômico; muitas pessoas dão preferência a produtos orgânicos sem nenhum tipo de intervenção química. Muitas feiras orgânicas que ocorrem em algumas cidades são provenientes de plantações caseiras, de pequeno porte, onde a própria adubação é feita a partir da compostagem.
Para completar a importância da compostagem, a mesma cumpre também com seu papel social, pois além da imensa contribuição ambiental, por meio dela também podemos observar a interação entre as pessoas. O processo para que se obtenha o composto é bem complexo e precisa de determinados passos específicos, e é por meio desse processo que podemos observar a socialização humana. Esses passos vão desde a produção do composto, até a venda das hortas onde em cada passo se presencia o trabalho em equipe, o espírito cooperativo e a participação com responsabilidade dos integrantes.
2.1 PROJETO DE COMPOSTAGEM E HORTA ORGÂNICA NO IFRN/MOSSORÓ O projeto de compostagem e horta orgânica, que ocorre no IFRN/Mossoró, se desenvolveu pela preocupação que existe com o destino que se dava aos resíduos orgânicos das sobras alimentares dos próprios alunos, bem como também com a preocupação de se transmitir e ampliar a educação ambiental no ambiente escolar.
Nosso projeto visou aproveitar os resíduos orgânicos que sobravam da merenda escolar dos alunos, reutilizando o mesmo em processo de compostagem e, fazendo com seu húmus final, uma horta de pequeno porte.
Todo processo que ocorreu no projeto foi de caráter experimental, pois nenhum dos participantes possuía conhecimento especifico acerca do assunto. Portanto, partimos do empirismo com relação à parte prática, mas nos debruçamos também em buscar informações sobre teoria e prática, principalmente na rede mundial de computadores (Web sites).
Toda a metodologia do projeto teve como ênfase a educação ambiental, pois para nós, componentes do grupo, era essencial esse tema ser abordado com vigor, uma vez que somente a partir de uma boa educação é que poderemos rumar para uma
geração que se preocupa com o meio ambiente e as consequências que suas escolhas podem ou não acarretar.
3. ATIVIDADES DESEMPENHADAS
O relatório aqui apresentado representa a descrição dos passos executados no projeto de extensão “COMPOSTAGEM E HORTA ORGANICA NO IFRN MOSSORÓ, aprovado dentro dos editais 03 e 04/2014 da Pró-Reitoria de Extensão do IFRN. O projeto vem sendo executado com reuniões periódicas que encaminham os passos do trabalho a serem executados nos diferentes períodos. O grupo é composto por mim (Eliza, voluntária), Magália (bolsista), Lúcia (bolsista), Aruza (Voluntária) e o professor José Amaral (coordenador do projeto). Tivemos ainda a contribuição da aluna Ericka Larissa e dos alunos do curso integrado em Informática (Gabriel Phelipe e Lucas Mateus).
Inicialmente nossas reuniões eram teóricas, pois tanto o coordenador como os voluntários e bolsistas precisavam buscar informações básicas e um aprofundamento paulatino dos assuntos pertinentes ao projeto. Adotamos também um conselheiro, um funcionário terceirizado que trabalha no IFRN/Mossoró (Sr. Alberto), muito experiente nos processos de compostagem e de implantação de hortas no solo. A escolha desse funcionário se deu também pelo fato dele já ter participado de alguns cursos na área do projeto, bem como também por ele já ter se inserido nas rotinas diárias de compostagem na escola.
Nosso primeiro passo prático foi o de conhecer a composteira que já existia na escola, bem como também conhecer o seu funcionamento prático (figura 1). Os três tanques são mantidos com materiais em fases distintas e gradativas de decomposição. O ultimo tanque apresenta o material final do processo, que é peneirado para ser usado na adubagem.
As atividades que ocorrem, envolvendo as composteiras, são as de alimentá-las diariamente com as sobras de resíduos orgânicos da merenda escolar recolhidos pelo Sr. Alberto, bem como também colocar galhos e folhas secas para absorverem a parte úmida que está na composteira.
Deve-se organizar esse material como se fossemos fazer uma lasanha, ou seja, iniciar com a parte seca (galhos, folhas, papel, etc.) mais ou menos com três
centímetros, depois ir alternando com as sobras alimentares (parte úmida). Temos que revirar diariamente esse material para que não ocorra uma compostagem anaeróbica. Ao longo de algumas semanas (aproximadamente oito) esse material vai se decompondo e suas partículas vão ficando cada vez menores. Ao ficar pronto para sair da composteira, o material é peneirado e guardado em sacos para utilizarmos na horta (figura 2).
(a) (b)
Figura 1: a) Tanque de compostagem em fase final de decomposição; b) tanque de compostagem em fase inicial de decomposição.
(a) (b)
Figura 2: a) Aspecto geral do composto ensacado para uso na horta; b) detalhe do composto obtido no processo final da compostagem.
Caso ocorra do material pronto ficar muito seco, basta apenas molharmos um pouco para que absorva a umidade. O ponto certo do composto é aquele em que ele não fique nem muito úmido nem muito seco; para teste devemos espremer um pouco desse material com as mãos: caso não saia nenhuma umidade entre os dedos, devemos molhar um pouco, caso ocorra dele ficar muito úmido, devemos colocá-lo novamente na
composteira e adicionar mais material seco para que estes suguem o excesso de umidade.
Após conhecermos a rotina da composteira de forma teórica e prática, tomamos a iniciativa para fazermos uma limpeza no local que seria a horta. O mesmo estava coberto de mato e cheio de lixo e objetos abandonados (figura 3).
(a ) (b)
Figura 3: a) Trabalho coletivo de limpeza do terreno da horta matriz; b) Detalhe do processo de limpeza do entorno dos canteiros.
A limpeza ocorreu em dois dias, onde fizemos a capinagem e removemos os objetos abandonados; criamos espaços no chão para novos cultivos (almeirão, manjericão, rúcula e coentro). Consertamos e limpamos o espaço de horta que já existia com os pimentões e alfaces. Fizemos uma separação territorial com garrafas pet’s, para demarcarmos o espaço próprio e regarmos todas as plantas que já existiam lá: coqueiro, mamão, pimenta de cheiro, alface, pimentão e bananeiras.
O espaço da horta é bem grande, dando-nos a oportunidade de experimentar o plantio no chão, experimentar diferentes culturas e verificar o seu desenvolvimento, como também testar diferentes suportes para horta suspensa (PVC, garrafas PET ou dispostos no chão, como no caso do uso de pneus).
Até o momento as culturas mais adequadas e que se desenvolveram melhor e mais rápido foram a rúcula, o coentro e a alface, tanto no que diz respeito à plantação no chão como também sobre diferentes suportes (figura 4).
(a) (b) (c) (Figura 4): a) Cultivo de rúcula em canteiro no solo; b) Canteiro suspenso em madeira, mostrando o desenvolvimento de alface; c) aspecto geral de pneus velhos usados como suporte para plantação de alface e coentro.
Para a qualidade do desenvolvimento da horta, criamos um sistema de rotina envolvendo um rodízio dos participantes do projeto para a rega das plantas, ou seja, todos os dias a horta era regada duas vezes, início da manhã e final da tarde. Com isso, garantíamos suporte hídrico às culturas, principalmente neste período de estiagem no semiárido. Esse horário favorecia o bom desenvolvimento e saúde das plantas como também não atrapalhava nossas rotinas escolares, uma vez que ainda éramos alunos da Instituição onde ocorre o projeto.
Durante a semana de meio ambiente que aconteceu de 26 a 28 de agosto de 2014 no IFRN/Mossoró apresentamos um banner no saguão principal da Instituição para divulgação do nosso projeto tanto para o público interno como para o público externo, mostrando os passos desenvolvidos até aquele momento do projeto, ressaltando a importância da compostagem e do estabelecimento da horta orgânica em nosso Campus (figura 5).
Figura 5: Banner afixado no saguão principal do IFRN/Mossoró para divulgação de nosso projeto na Semana do meio ambiente/2014.
Nossa próxima atividade foi definir quais suportes seriam mais adequados para hortas em pequenos espaços e também estudar e definir procedimentos para o estabelecimento de uma composteira caseira. Para isso, utilizamos o período de recesso escolar, dividindo o grupo em duas frentes de trabalho distintas: as bolsistas testaram os cultivos em pequenos espaços, verificando as melhores opções de suportes suspensos, e os voluntários ficaram responsáveis por pesquisarem e elegerem um modelo ideal de composteira caseira, verificando qual seria mais prática e adequada para um local de pouco espaço.
Definimos o uso de garrafas PET em sistemas de canteiros suspensos por cordas de varal como nosso principal modelo de horta suspensa para pequeno espaço e desenvolvemos uma composteira caseira com base em material de sucata, que seriam descartados (balde de manteiga e balde de limpeza furado).
Montamos um minicurso teórico prático, ministrado na EXPOTEC/2014, cujas etapas foram divididas da seguinte forma:
1º Momento (30 minutos): Apresentação teórica (figura 6), que ficou sob minha responsabilidade e da voluntária Aruza, além da participação do coordenador (José Amaral). A teoria foi explicada aos participantes do curso com o uso de uma apresentação de slides, contendo os seguintes conteúdos:
• A problemática do lixo no Brasil
• A problemática específica do lixo orgânico
• A compostagem: Princípios gerais e importância na diminuição do lixo orgânico; o exemplo da cidade de São Paulo em seu projeto piloto com composteiras caseiras distribuídas aos cidadãos)
• A produção tradicional de hortaliças e legumes com adubo químico e agrotóxicos
• Vantagens da produção de hortaliças e legumes orgânicos
• Por que fazer uma horta caseira? A importância de se estabelecer uma horta em casa como um enfrentamento da questão da pouca oferta dos produtos orgânicos em supermercados e do preço mais caro destes produtos.
• O acesso a produtos orgânicos de produção caseira e a saúde humana: Vantagens da inclusão de vegetais (verduras e legumes) na dieta (melhor nutrição, perda de peso, melhor digestão, etc.).
Figura 6: Momento de apresentação teórica sobre a importância da compostagem e hortas caseiras na EXPOTEC/2014.
2º Momento (teórico/prático): Montagem da Horta caseira ( apresentados por Magalia e Lucia) (figura 7)
• Apresentação de alguns modelos possíveis de suportes para horta caseira, sempre pensando no espaço pequeno (garrafa Pet, luminárias velhas, e cano de PVC)
• Detalhe a montagem dos modelos • Ornamentação dos suportes
• Final: Montagem de um canteiro com garrafa PET canteiro com o plantio de semente de uma hortaliça; o participante levou para casa como incentivo para montar sua horta própria.
(a) (b)
Figura 7: Segundo momento do minicurso; a) orientação sobre a montagem do suporte para horta caseira com garrafas Pet; b) detalhe do suporte em garrafa Pet, com plântula germinada.
3º Momento( teórico/prático): Compostagem (Prof. Amaral) (figura 8) • Apresentação de uma composteira caseira simples (sem minhoca) • Instruções básicas para a montagem da composteira
Figura 8: Terceiro momento do minicurso; a) orientação sobre a montagem da composteira caseira. Podemos perceber no recipiente coletor o chorume produzido e o aspecto do composto já com três semanas do processor decompositor.
4º Momento: Visitação à horta em terra e composteira grande (todos os monitores) (figura 9)
Na visitação à horta em terra mantida no Campus exploramos os seguintes aspectos:
• Possibilidade de outros tipos de suporte (pneus, etc.) • Horta suspensa: vantagens
• Um espaço do terreno foi preparado e utilizado para a vivência do plantio em terra pelos participantes do minicurso.
• Visitação à composteira grande explicando os diferentes espaços e estágios da formação do composto
(a) (b) (c)
Figura 9: Quarto momento do minicurso; a) mostra de alternativas de suporte para montagem de horta (pneus); b) participantes do curso observam os canteiros e as instruções dos monitores; c) momento vivencial de plantio de terra, com aprendizado sobre montagem dos canteiros, preparo da terra e escolha da cultura a ser plantada.
Nosso projeto finalizará com a apresentação de mais dois minicursos destinados a donas-de-casa em Mossoró, mostrando a importância e a viabilidade de se implantar composteira caseira e horta orgânica em ambiente doméstico. Nosso objetivo será levar ao máximo de pessoas possíveis a ideia de se reaproveitar os resíduos orgânicos em processo de compostagem caseira, diminuindo o lixo orgânico que geramos; além disso, buscaremos disseminar a ideia de se estabelecer uma horta caseira como algo que traz benefícios ambientais ao Planeta, além de trazer benefícios econômicos e de melhoria da qualidade de vida das pessoas, por um estímulo ao consumo de hortaliças, comprovadamente importantes para o bem estar e a saúde das pessoas.
4. CONCLUSÕES
Nosso trabalho já teve suas duas primeiras fases concluídas e está em fase de finalização com a ministração dos minicursos. Na primeira fase, geramos boa quantidade de adubo orgânico para o uso na horta experimental, a partir dos resíduos da merenda escolar (diminuição do lixo orgânico da instituição). A segunda etapa visou estudar melhores condições de cultivos de hortaliças e outros vegetais e adaptar tais cultivos a hortas de pequenos espaços. A terceira etapa se voltou para o estabelecimento
de composteiras e hortas caseiras de pequeno porte, com culturas e condições aprendidas empiricamente e por aprendizado teórico. A última etapa, em desenvolvimento, será a divulgação destas técnicas para a comunidade do município, em especial donas de casa de Mossoró.
Nosso trabalho busca incentivar o estabelecimento de hortas e composteiras caseiras na cidade, mostrando que é possível utilizar espaços ociosos de casa para o estabelecimento desses equipamentos, e, assim, diminuir a geração de resíduos orgânicos que chega ao serviço de coleta seletiva de lixo municipal.
Temos o propósito também de estimular o consumo de alimentos mais saudáveis advindos de uma produção caseira própria; isso será possível pela participação de donas de casa de Mossoró nos nossos cursos de formação, que as instrumentarão para a produção e consumo de hortaliças e legumes orgânicos, tão necessários para um hábito alimentar saudável no mundo moderno contaminado por agrotóxicos e adubo químico.
5. REFERENCIAS
CASTRO, Mauricio Barros de. A reciclagem de alumínio no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Desiderata, 2006, pag 3.
LUCON, Cleusa Maria Mantovanello. CHAVES, Alexandre Levi Rodrigues. Horta Orgânica. Biológico, São Paulo, v.66, n.1/2, jan./dez., 2004, p.59-62.
CARVALHO JUNIOR, Francisco Humberto. Resíduos sólidos urbanos: Coleta e
destino final. Disponível em:
<http://www.cchla.ufrn.br/geoesp/arquivos/sergio/TEXTOS/APOSTILA.pdf> Acesso em 21.jul.2014.