Biblioteca
Informa
nº
2.372
6 de setembro – 12 de setembro, 2015Destaques
• ANS estabelece requisitos para oferta pública de referências operacionais e cadastro de beneficiários
• CNDH regula o processo apuratório de condutas e situações contrárias aos direitos humanos
• Sancionada lei que torna obrigatória a promoção do ensino em
penitenciárias
ATOS DO PODER
EXECUTIVO
—
ANS estabelece requisitos para oferta pública de
referências operacionais e cadastro de beneficiários
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar expediu a Resolução Normativa - RN nº 384, dispondo sobre oferta pública de referências operacionais e cadastro de beneficiários - OPRC, e estabelecendo requisitos para habilitação e condições especiais para as operadoras (DOU Seção I, de 8.9.2015). —
CNDH regula o processo apuratório de condutas e
situações contrárias aos direitos humanos
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos expediu as Resoluções nºs 4 e 5, dispondo sobre o recebimento, o
processamento de representações ou denúncias e o processo apuratório de condutas ou situações contrárias aos direitos humanos, no âmbito do Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH (DOU Seção I, de 8.9.2015).
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Sancionada lei que
torna obrigatória a
promoção do ensino em
penitenciárias
A presidente da República sancionou a Lei nº 13.163, modificando a Lei nº 7.210 de 1984 - Lei de Execução Penal, para instituir o ensino médio em penitenciárias (DOU Seção I, de 10.9.2015).
Decreto regulamenta
formação do Cadastro
Nacional de
Especialistas
A presidente da República promulgou o Decreto nº 8.516, regulamentando a formação do Cadastro Nacional de Especialistas (DOU Seção I, de 11.9.2015).
ANS define regras para
avaliar garantia de
acesso dos beneficiários
às coberturas dos
planos de saúde
O diretor responsável pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos expediu a Instrução Normativa nº 48, dispondo sobre o
acompanhamento e avaliação da garantia de atendimento dos beneficiários pelas operadoras de planos de assistência à saúde (DOU Seção I, de 1./9.2015).
ATOS DO PODER
JUDICIÁRIO
Intimação da Defensoria
Pública e princípio geral
das nulidades
A Defensoria Pública, ao tomar ciência de que o processo será julgado em data determinada ou nas sessões subsequentes, não pode alegar
cerceamento de defesa ou nulidade de julgamento quando a audiência ocorrer no dia seguinte ao que tiver sido intimada. Com base nessa orientação, a Primeira Turma, por maioria, denegou a ordem em “habeas corpus” no qual discutida suposta nulidade processual, pela não intimação do representante daquele órgão. Na espécie, apesar de a Defensoria Pública ter sido intimada para a sessão de
julgamento da apelação, e ter-lhe sido deferida a sustentação oral, o recurso não fora julgado. Três meses depois, ela fora intimada de lista de 90 processos — entre os quais o recurso de apelação — no sentido de que haveria sessão de julgamento marcada para o dia seguinte. A Turma destacou a jurisprudência da Corte, segundo a qual, embora a
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sustentação oral não se qualifique como ato essencial da defesa, mostra-se indispensável intimação pessoal da Defensoria Pública. Entrementes, houvera ciência quanto à nova inclusão dos autos para julgamento em sessão do dia seguinte e a Defensoria Pública não requerera adiamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio, que concedia a ordem. Entendia que deveria existir um interregno mínimo de 48 horas entre a intimação e o julgamento. Aduzia haver prejuízo para a parte, considerada a não atuação da Defensoria Pública, como o fato de se terem lançado vários processos em uma única assentada, a afrontar o devido processo legal.
HC 126081/RS, rel. Min. Rosa Weber, 25.8.2015. (HC-126081)
(Informativo de Jurisprudência do STF nº 796)
Reclamação e sociedade
de economia mista
A Primeira Turma, em conclusão de julgamento e por maioria, negou provimento a agravo regimental interposto de decisão que determinara a remessa dos autos de ação civil pública — que fora
apreciada pela Justiça do Trabalho — à justiça comum. Na espécie, a decisão agravada acolhera o argumento de que teria havido afronta à decisão proferida na ADI 3395 MC/DF (DJU de 10.11.2006). Prevaleceu o voto do Ministro Luiz Fux (relator), que manteve o que decidido na decisão
monocrática para assegurar o processamento dos litígios entre servidores temporários e a
Administração Pública perante a justiça comum. A Ministra Rosa Weber, por sua vez, acompanhou o relator na conclusão, ao negar provimento ao agravo, porém, divergiu quanto à fundamentação. Assentou que no julgamento da ADI 3395 MC/DF, o Tribunal decidira competir à Justiça do Trabalho a apreciação de litígios que envolvessem servidores estatutários ou vinculados de qualquer forma por relação jurídico-administrativa com pessoas
jurídicas de direito público, da Administração direta e indireta. Apontou que a Prodesp seria sociedade
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de economia mista e fora questionada sobre a validade de seus contratos de trabalho sem o prévio concurso público. Dessa forma, seus trabalhadores, por força do ordenamento constitucional, não poderiam ser vinculados a relações estatutárias. Frisou que os ora agravantes seriam os reclamantes beneficiados pelo
julgamento da reclamação que lhes dera razão e determinara a remessa dos autos à justiça comum. Aduziu que o único ponto discutido no presente recurso seria se, ante a declaração de
incompetência absoluta da Justiça do Trabalho, haveria ou não necessidade de decretar nulidade de atos decisórios da Justiça do Trabalho. Por ser vedada a “reformatio in pejus”, negava provimento ao agravo regimental. Vencido o Ministro Marco Aurélio, que provia o recurso. Assentava que, ao se ajuizar processo trabalhista, até mesmo para se declarar o autor carecedor dessa ação, competente seria a justiça do trabalho.
Rcl 6527 AgR/SP, rel. Min. Luiz Fux, 25.8.2015. (Rcl-6527) (Informativo de Jurisprudência do STF nº 796)
DIREITO CIVIL.
PAGAMENTO DE
INDENIZAÇÃO
SECURITÁRIA NA
AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE
BENEFICIÁRIO NO
CONTRATO DE SEGURO
DE VIDA.
Na hipótese em que o segurado tenha
contratado seguro de vida sem indicação de beneficiário e, na data do óbito, esteja
separado de fato e em união estável, o capital segurado deverá ser pago metade aos
herdeiros, segundo a ordem da vocação hereditária, e a outra metade à cônjuge não separada judicialmente e à companheira. De fato, o art. 792 do CC dispõe que: "Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita, o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente, e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da vocação hereditária". Em que pese a doutrina pátria divergir a respeito da interpretação a ser dada ao referido dispositivo legal, o intérprete não deve se
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apegar simplesmente à letra da lei. Desse modo, ele deve perseguir o espírito da norma a partir de outras, inserindo-a no sistema como um todo, para extrair, assim, o seu sentido mais harmônico e coerente com o ordenamento jurídico. Nesse contexto, nunca se pode perder de vista a finalidade da lei, ou seja, a razão pela qual foi elaborada e o bem jurídico que visa proteger. Dessa forma, os métodos de interpretação da norma em questão devem ser o sistemático e o teleológico (art. 5º da LINDB), a amparar também a figura do companheiro (união estável). Nesse passo, impende assinalar que o segurado, ao contratar o seguro de vida, geralmente possui a intenção de resguardar a própria família, os parentes ou as pessoas que lhe são mais valiosas, de modo a não deixá-los desprotegidos
economicamente quando de seu óbito. Logo, na falta de indicação de beneficiário na apólice de seguro de vida, revela-se incoerente com o sistema jurídico nacional o favorecimento do cônjuge
separado de fato em detrimento do companheiro do segurado, sobretudo considerando que a união estável é reconhecida constitucionalmente como entidade familiar. Ademais, ressalte-se que o reconhecimento da qualidade de companheiro pressupõe a inexistência de cônjuge ou o término da sociedade conjugal (arts. 1.723 a 1.727 do CC). Efetivamente, a separação de fato se dá na
hipótese de rompimento do laço de afetividade do casal, ou seja, ocorre quando esgotado o conteúdo material do casamento. A exegese exposta
privilegia a finalidade e a unidade do sistema, harmonizando os institutos do direito de família com o direito obrigacional, coadunando-se ao que já ocorre na previdência social e na do servidor público e militar para os casos de pensão por morte: rateio igualitário do benefício entre o ex-cônjuge e o companheiro (AgRg no Ag 1.088.492-SP, Terceira Turma, DJe 1º/6/2015). Portanto, a interpretação do art. 792 do CC mais consentânea
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com o ordenamento jurídico é que, no seguro de vida, na falta de indicação da pessoa ou
beneficiário, o capital segurado deverá ser pago metade aos herdeiros do segurado, segundo a ordem da vocação hereditária, e a outra metade ao cônjuge não separado judicialmente e ao
companheiro, desde que comprovada, nessa última hipótese, a união estável. REsp 1.401.538-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 4/8/2015, DJe 12/8/2015. (Informativo de Jurisprudência do STJ nº 566 de 2015)
ATOS DO PODER
LEGISLATIVO
Descontos pelo
pagamento antecipado
de faturas a pessoa
física, empresa de
pequeno porte e
microempresa
Projeto de Lei nº 2962/2015, de autoria do deputado Adail Carneiro (PHS/CE), propõe
alteração na Lei nº 8.987 de 2015, para estabelecer a obrigatoriedade de concessão de descontos pelo pagamento antecipado de faturas referentes a serviços concedidos, aos usuários pessoa física, empresa de pequeno porte e microempresa (Câmara Federal, de 10.9.2015).
Impenhorabilidade das
contas salário
Projeto de Lei nº 2933/2015, de autoria do deputado Marcos Soares (PR/RJ), propõe alteração na Lei nº 5.869 de 1973 - Código de Processo Civil, relativamente à impenhorabilidade das contas salário (Câmara Federal, de 9.9.2015).
NOTÍCIAS DA FIRMA
XIV Congresso
Internacional de
Arbitragem
No dia 13 de setembro, o sócio Renato Stephan Grion participou como palestrante do XIV
Congresso Internacional de Arbitragem, do Comitê Brasileiro de Arbitragem (CBar), realizado em Foz do Iguaçu entre 13 e 15 de setembro. Renato participou de painel sobre o tema Impactos do Novo Código de Processo Civil na Mediação Empresarial Privada.
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ARTIGOS NA
WEB
Valor da taxa CADE sofrerá ajuste a partir de 1.1.2016 por Cristianne Saccab Zarzur Chaccur e Leda Batista da Silva Anexo BI 2.370
Novo Marco Regulatório de Cooperativas de Crédito
por Bruno Balduccini, Tiago Severo Gomes, Alessandra Carolina Rossi Martins e Marcelo Junqueira de Mello
Anexo BI 2.370
Portaria CAT 83/15 – O inconstitucional aumento do MVA para diversos produtos alimentícios
por Marcelo Marques Roncaglia, Giancarlo Chamma Matarazzo e Isabela Pereira Anexo ao BI 2.367
Resoluções CNSP nº 322 e 325 - Novos limites para operações de resseguro a partir de 2017 e medidas para convergência da regulação de resseguros por Diogenes Mendes Goncalves Neto, Roberto Panucci Filho e Janaina Campos Mesquita Vaz
Anexo BI 2.366
A Propriedade Intelectual como veículo de operações empresariais por Marcio De Oliveira Junqueira Leite
Anexo BI 2.366
Entra em vigor a Lei nº 13.129/15, que reforma a Lei de Arbitragem por Renato Stephan Grion e Douglas Alexander Cordeiro
Anexo BI 2.365
Novas regras para reorganização societária
por José Luiz Homem de Mello e Thais Garcez Lima de Mendonça Anexo BI 2.365
Receita Federal relaciona novos pronunciamentos contábeis que estão sujeitos aos efeitos da Lei 12.973/14
por Giancarlo Chamma Matarazzo e Tiago Moreira Vieira Rocha Anexo BI 2363
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