Carteira Recomendada – 2ª Semana de Março
09.03.2009
SOCOPA - Corretora Paulista
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A carteira recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é semanalmente avaliada e, se necessário, alterada
buscando relacionar as melhores opções de investimentos dentro dos ativos negociados na Bolsa de Valores de São Paulo,
ponderando os riscos e retornos esperados.
CARTEIRA
COMENTÁRIO
Carteira mantida:
Na primeira semana de
março o Ibovespa perdeu 2,82%, seguindo
movimento negativo apresentado pelos
principais mercados internacionais. As bolsas
chegaram a ganhar algum fôlego com a
expectativa de anúncio de novo pacote de
estímulo econômico na China, entretanto,
devolveram os ganhos após o Governo do país
não ter confirmado os investimentos
adicionais esperados. Na agenda econômica
doméstica, o mercado aguarda para amanhã
a divulgação do PIB referente ao 4T08 e do
acumulado do ano. Na próxima quarta-feira,
o COPOM anuncia a nova taxa básica de juros
(Selic) da economia, cujo consenso aponta
para queda de 100bps, para 11,75% ao ano.
Nos EUA, a situação fragilizada das grandes
montadoras continua impactando nos
negócios. A General Motors informou que as
vendas de veículos no país caíram 52,9% em
fevereiro na comparação com o mesmo
período do ano anterior. No âmbito
econômico, o Departamento do Trabalho
norte-americano anunciou na última
sexta-feira corte de 651k postos de trabalho em
fevereiro, fazendo com que a taxa de
desemprego do país atingisse 8,1% no mês.
Para a 2ª semana de março decidimos manter
inalterada nossa Carteira Recomendada.
RENTABILIDADE SEMANAL
DISTRIBUIÇÃO
Papel
Código
Peso
Ajustado
Preço
Teórico
Cotação em
06/03/09
Upside
Risco
Petrobras
PETR4
11,8%
ER
25,67
-
Reduzido
Vale
VALE5
11,8%
65,40
26,57
146,14% Moderado
Copel
CPLE6
11,6%
35,00
21,50
62,79% Elevado
OHL Brasil
OHLB3
11,5%
24,50
13,39
82,97% Moderado
Perdigão
PRGA3
10,7%
59,60
27,00
120,74% Moderado
Odontoprev
ODPV3
9,9%
50,00
24,56
103,58% Moderado
Cemig
CMIG4
9,7%
46,00
31,88
44,29% Reduzido
Bradesco
BBDC4
9,5%
31,20
20,87
49,50% Moderado
Gerdau
GGBR4
8,3%
21,00
11,48
82,93% Moderado
Embraer
EMBR3
5,2%
15,20
6,02
152,49% Moderado
Energia
21,3%
Consumo
20,5%
Siderurgia e Mineração
20,1%
Petróleo e Gás
11,8%
Consessões Rodoviárias
11,5%
Bancos
9,5%
Autopeças e Bens de Capital
5,2%
Total
100,0%
Distribuição Setorial
20,1%
11,8%
11,5%
9,5%
5,2%
26,29%
20,87%
2,03%
15,83%
0,66%
Siderurgia e Mineração
Petróleo e Gás
Consessões Rodoviárias
Bancos
Autopeças e Bens de Capital
Ibovespa
Carteira Recomendada
-9,02%
-8,82%
-8,65%
-4,12%
-3,59%
-2,82%
-2,77%
-0,97%
-0,08%
0,90%
6,78%
GGBR4
PRGA3
EMBR3
CMIG4
CPLE6
IBOV
PETR4
VALE5
OHLB3
BBDC4
ODPV3
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2
Carteira Recomendada |
09.03.2009
|
RECOMENDAÇÕES
Empresa
Código
Peso Ajustado
Comentário
Eventos Recentes
Petrobras
PETR4
11,83%
Acreditamos que novas descobertas podem ser divulgadas no médio prazo, embora o patamar de preço ainda não tenha sido alterado. No quesito operacional, destacamos a boa performance da produção de petróleo em 2008, que encerrou o mês de dezembro com produção de 1.876 mil barris de óleo por dia (bpd). Conforme plano divulgado pela empresa, as metas de produção de petróleo no Brasil sâo: 2.680 mil barris/dia em 2013, 3.340 mil bpd em 2015 e 3.920 mil bpd em 2020.
O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o plano de negócios para o período de 2009-2013 que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões, aumento de 55% em relação ao plano anterior. Desse toral, US$ 28,6 bilhões estão previstos para serem investidos em 2009.
A Petrobrás apresentou produção de óleo e LGN de 1.923 milhões de barris dia em janeiro, volume 2,5% superior ao produzido em dezembro de 2008.
Vale
VALE5
11,80%
O cenário para o próximo ano é de retração na demanda por minério de ferro o que deve afetar o desempenho operacional da Companhia. Entretanto, a confortável posição financeira, após a conclusão da emissão de novas ações, atrelada aos sólidos fundamentos de longo prazo fazem da mineradora um interessante case de investimento.
O resultado da Vale no 4T08 sentiu os efeitos da retração econômica global, apresentando forte redução nas vendas dos principais produtos. A receita líquida só não veio mais fraca em função da desvalorização cambial de 22%, o que elevou o resultado denominado em moeda local em cerca de R$ 4,7 bilhões. Entretanto, ressaltamos o lucro líquido como ponto positivo, ficando acima das expectativas. O cenário ainda é de bastante incerteza e o resultado do 1T09 também deverá ser bastante afetado com reflexo dos cortes na produção anunciados no final de 2008. Em teleconferência com analistas a empresa informou que espera embarcar o total de 30 milhões de toneladas metrícas de minério para a China no 1T09, contra 12,1 milhões no último trimestre de 2008.
Copel
CPLE6
11,57%
A estatal paranaense de energia elétrica apresenta múltiplos de mercado comparáveis com desconto em relação ao setor elétrico. Apesar do risco político implícito em tal precificação, os papéis estão baratos. Além disso, a empresa tem boa exposição à curva de preços de energia mais altos nos próximos anos, o que constituirá benefício no período de recontratação de energia.
A Copel aprovou o programa de investimentos previsto para 2009, cujo valor totaliza R$ 1,1 bilhão. Serão investidos R$ 215,2 milhões em geração de energia, R$ 55,9 milhões em transmissão, R$ 613,5 milhões em distribuição, R$ 48,3 milhões em telecomunicações e R$ 180,9 milhões em infra-estrutura.
OHL Brasil
OHLB3
11,54%
A OHL é a maior companhia do setor de concessões de rodovias no Brasil em quilômetros administrados, com 3.226 Km em operação. Através de suas nove concessionárias, opera rodovias que representavam até março de 2008, 25% do total de Km atualmente sob concessão no Brasil. Consideramos a OHL um bom case de investimento dado a forte geração de caixa operacional, com excelentes margens e crescimento contínuo das concessões administradas.
A OHL divulgou resultados positivos referentes ao 3T08. A Receita Líquida atingiu R$ 203,6 milhões, crescimento de 20,3% em relação ao 3T07 e apenas 2,4% sobre o esperado. Esse aumento decorre, basicamente, do melhor volume de trafego de veículos em relação ao que esperávamos (+1,5%), somado ao reajuste tarifário da Centrovias bem maior que o esperado.
Perdigão
PRGA3
10,66%
Consideramos a Perdigão uma das melhores empresas do setor de consumo do Brasil e a melhor do setor de alimentos. Acreditamos que a Companhia está bem posicionada no mercado, com destaque para seu forte mix de produtos. Além disso, a queda no preço das commodities deverá reduzir a pressão nos custos e melhorar as margens operacionais da Perdigão.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Reinhold Stephanes, anunciou que o governo chinês voltou a emitir licenças para os exportadores brasileiros de frango in natura. Os dados da liberação ainda são bastante preliminares de tal forma que aguardaremos mais informações para podermos mensurar os impactos para os exportadores brasileiros. Entretanto, acreditamos que a notícia é positiva, principalmente neste cenário de retração da demanda.
Odontoprev
ODPV3
9,85%
Líder no segmento de odontologia, acreditamos que a OdontoPrev está em boa posição estratégica visto que lidera o processo de consolidação em um mercado que apresenta baixa penetração. Ressaltamos que as aquisições seletivas que a empresa tem feito possibilitarão ganhos de sinergia e diluição dos custos fixos no longo prazo. Além disso, a baixa necessidade de Capex e o fluxo de caixa previsível fazem do papel investimento defensivo interessante em momento de bastante volatilidade na bolsa.
Em novembro do ano passado a Odontoprev conclui a aquisição da Sepao Assist Assistência Odontológica por R$ 9 milhões, que agregou 47 mil novos associados a sua carteira de clientes. Ainda em 2008, a Odontoprev fechou a compra da Care Plus (75 mil associados), que opera no segmento premium, por R$ 29 milhões.
Cemig
CMIG4
9,75%
A maior parte da receita da Cemig é proporcionada pelo segmento de geração de energia, o qual tem seus contratos de venda de energia indexados ao IGP-M, que acumula aumento de mais de 15% nos últimos 12 meses. Adicionalmente, a inflação acumlada també entra no reajuste das tarífas de distribuição de energia. Além disso, persistem as expectativas de energia mais cara para os próximos anos, o que valoriza o seu fluxo de caixa futuro.
O consórcio, do qual a Cemig tem participação de 24,5%, foi nomeado ganhador na 10ª rodada de licitações da ANP de concessão para exploração de petróleo e gás natural nos blocos 603, no Rio Grande do Norte, bacia Potiguar; 163, na Bahia, bacia do Recôncavo; e 104, 114, 120 e 127, em Minas Gerais, Bacia do São Francisco. O foco dessa aquisição é assegurar o suprimento de gás para a distribuição da Gasmig, assim como para potenciais projetos de geração térmica.
Bradesco
BBDC4
9,47%
Em nossa perspectiva, as instituições financeiras estão atrasadas em relação ao mercado. Os bancos brasileiros apresentam fortes fundamentos, estão bem capitalizados e o sistema financeiro brasileiro é muito regulado. Acreditamos que a escassez de crédito internacional possa ser contornada pelas instituições nacionais e algumas medidas para dar maior liquidez ao nosso mercado estão sendo tomadas pelo Banco Central
Com o agravamento da crise financeira internacional, diversos Bancos Centrais pelo mundo tomaram medidas conjuntas para inibir o pânico generalizado e aumentar a liquidez dos mercados. Neste cenário, o Banco Central tomou uma série de medidas com o objetivo de aumentar a liquidez do sistema e a disponibilidade de crédito. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de Bradesco, um dos bancos mais bem preparados para crise.
Gerdau
GGBR4
8,29%
A Gerdau é líder no segmento de aços longos no Brasil e um dos maiores players globais. A Companhia possui um track record positivo de aquisições seletivas de empresas domésticas e internacionais, como por exemplo, a Chaparral e a Macsteel. Apesar da previsão de retração do mercado siderúrgico, acreditamos que o segmento de aços longos será menos afetado e a demanda continuará em níveis interessantes no 1S09.
Como era previsto, o resultado do 4T08 foi fraco, em especial no que diz respeito as operações da América do Norte e a América Latina, onde a redução das margens teve impacto relevante. O mercado doméstico também apresentou retração nas vendas, entretanto, sustentou o desempenho consolidado evitando queda mais acentuada do resultado da Gerdau no trimestre. Apesar do cenário de incertezas, acreditamos que os investimentos do governo federal em infra-estrutura e o setor imobiliário que, apesar da crise, conta com empreendimentos em andamento, deverão sustentar a demanda por aço ao longo do ano.
Embraer
EMBR3
5,25%
Esperamos que ao longo dos próximos anos as aéreas iniciem o processo de renovação de suas frotas, adquirindo aeronaves que possuam melhor desempenho operacional consumindo menores quantidades de combustível, tais como os E-jets. No decorrer do ano, otimizou seu processo de produção, através de um programa de consultoria, que incorreu em queda das horas-extras e do custo com mão-de-obra e, consequentemente, melhora em suas margens. Ademais, não acreditamos na manutenção da desvalorização do dólar no longo prazo, o que deve melhorar a rentabilidade da fabricante.
Conforme divulgado pela companhia, o guidance de entrega de aeronaves será cumprido com a entrega de 204 jatos, conferindo bom faturamento para 2008. Contudo, em vista da crise financeira, a empresa revisou seu guidance para 2009, em virtude do adiamento de seus volumes, com redução de 30% em sua atividade industrial. A estimativa da receita sofreu queda de 12,7%, para US$ 4,5bilhões (queda de 270 para 242 aeronaves) e os investimentos decaíram de US$450 para US$ 350 milhões.