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Responsabilidade Social Corporativa

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Academic year: 2021

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Responsabilidade

Social Corporativa

Introdução

Universidades

Outras actuações de carácter social

Meio ambiente e desenvolvimento sustentável Fundações

Indicadores de Responsabilidade Social 69 72 73 74 75 76

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1. INTRODUÇÃO

Em Novembro de 2002, o Presidente do Santander Central Hispano, Emilio Botín, apresentou na Universidade de Salamanca um ambicioso Plano de Responsabilidade Social Corporativa. Através das nove medidas do Plano, o Banco renovou o seu compromis-so de transparência, boa gestão, qualidade, protecção do meio ambiente, nova gestão de recurcompromis-sos humanos e desenvolvimento sócio-económico em todos os países em que está presente.

A novidade da iniciativa não era o compromisso, que o Banco já havia assumido desde sempre, mas a importância que adquiria do ponto de vista da estratégia e da gestão, assim como a sua incorporação a todos os níveis da organização.

O Plano Estratégico de Responsabilidade Social Corporativa articula-se a partir de nove medidas concretas, com efeitos imediatos na gestão.

1. Elemento central do Plano é o Pacto Mundial das Nações Unidas, assinado pelo Banco no dia 9 de Abril de 2002.

Neste Pacto o Banco assume um total de nove princípios relacionados com os direitos humanos, as normas laborais e o meio ambiente e integra-os plenamente na sua gestão. O Banco difundirá a sua adesão ao Pacto Mundial enviando aos seus forne-cedores em todo o mundo um «compromisso social e ambiental» que promove que todos eles conheçam tais princípios. Tra-ta-se com isto de fomentar uma cadeia de adesões de um número crescente de empresas aos princípios do Pacto que incluem, entre outros, o respeito pelos direitos humanos e a repulsa pelo trabalho infantil e pelo trabalho forçado e obrigatório.

2. Criou-se um Departamento com a missão específica de coordenar a actividade em matéria de Responsabilidade Social Corpo-rativa que informará trimestralmente a Comissão Executiva do Banco e o Conselho de Administração.

3. Estabelece-se como prioritário avançar na conciliação de trabalho e família. Para o efeito o Banco trabalha em várias iniciativas, como as contidas no Programa Óptima da Comissão Europeia que promove o Instituto da Mulher e a escola infantil prevista para a Cidade Grupo Santander em Boadilla, com capacidade para 400 crianças, concebida de acordo com as preferências demonstradas pelos empregados numa sondagem interna.

4. Pretende-se fomentar a comparticipação dos empregados e empresa em projectos solidários. Para o efeito será criado um fundo para actuações sociais, com uma contribuição inicial por parte do Banco de um milhão de euros, para o qual os empregados pode-rão contribuir com fundos voluntariamente. Em complemento, apoiar-se-ão as actividades de voluntariado dos empregados.

5. Um esforço especial em formação em Responsabilidade Social dirigido a todos os empregados com o objectivo duplo de entu-siasmá-los com o projecto e de os instruir sobre as suas implicações no trabalho de cada um deles.

Dar-se-á formação especializada a analistas de riscos, para assegurar a plena incorporação na sua actividade dos princípios que inspiram o Modelo de Responsabilidade Social Corporativa do Banco.

6. Para controlar o efeito que sobre o meio ambiente têm os projectos que se financiam, incorpora-se plenamente a análise do risco ambiental entre os factores relevantes considerados pelo sistema de gestão de riscos.

7. Obtenção de certificados meio-ambientais como o ISO 14.001, para os principais centros de trabalho do Grupo em Espanha e no exterior, começando pela Cidade Grupo Santander em Boadilla, Madrid.

Santander Central Hispano | Relatório Anual 2002

«Nas empresas devemos assumir um compromisso para com a sociedade que vá para além dos resultados a curto

pra-zo e creio que devemos fazê-lo com a máxima transparência

Ao fazê-lo, não só contribuímos para o desenvolvimento das sociedades em que trabalhamos mas também

reforça-mos a nossa imagem junto dos investidores, empregados e clientes, o que redundará em benefício do Banco.

A política de Responsabilidade Social Corporativa deve-se articular em redor de conceitos muito claros e deve

moldar-se em actuações concretas que os demoldar-senvolvam e que moldar-sejam conhecidas e assumidas por toda a organização e que

contem com um sistema de objectivos e indicadores que permitam uma melhoria contínua.»

Do discurso de Emilio Botín em Salamanca, 8 de Novembro de 2002, durante a apresentação do Plano de Responsabilidade Social Corporativa do Banco

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Responsabilidade Social Corporativa

Distribuição geográfica

%

Investimento total em Acção Social

Milhões de euros 60 50 40 30 20 10 0 61,55 38,45 América Espanha e Portugal 17,8 23,9 48,5 61,0 70

8. Para minimizar o impacto ambiental da actividade promovem-se medidas como a redução do consumo energético e de con-sumíveis assim como outras que facilitam a reciclagem mediante sistemas de separação e tratamento dos resíduos.

9. Continuação das campanhas de marketing social, que se considera serem uma boa forma de combinar interesses empresariais e o apoio aos mais necessitados.

A Responsabilidade Social Corporativa é um aspecto da gestão empresarial cada vez mais valorizado. Traz subjacente a necessida-de necessida-de que as relações das empresas com os grupos com os quais interactuam - «stakeholnecessida-ders» - se necessida-desenvolvam com base na bus-ca do benefício mútuo com a máxima transparência.

Ao assumirmos esta proposta fazêmo-lo com a convicção de que a criação de valor a longo prazo exige atribuir tanta importância aos resultados como à forma como são obtidos e, assim, o nosso modelo de Responsabilidade Social Corporativa parte da assun-ção de um compromisso múltiplo:

• Compromisso para com os nossos accionistas, obtendo uma rentabilidade adequada para o seu investimento

• Compromisso para com os clientes, oferecendo uma elevada qualidade de serviço e consultoria

• Compromisso para com os empregados, contribuindo para o seu desenvolvimento profissional e para a melhoria da sua qualidade de vida

• Compromisso para com a sociedade, colaborando de modo responsável no seu desenvolvimento em todos os países em que o Banco está presente.

Fruto deste compromisso são alguns dos prémios e reconhecimentos recebidos pelos bancos do grupo neste passado ano: Finalista Prémio Codespa à Empresa Solidária, menção especial à Universia.net do Prémio outorgado pela Universidad e Empresa, Prémio à melhor Demonstração de Resultados em Espanha; Prémio «a Great Place to Work» e ao melhor Banco em Internet da Amé-rica Latina, no Chile; melhor empresa em comunicação e Prémio ao desenvolvimento social pelo «Projecto Cidadania» no Brasil.

Ao pôr em marcha o Plano de Responsabilidade Social, o Santander Central Hispano assume um compromisso múltiplo que tem como um dos seus vértices fundamentais a Sociedade, entendida em sentido amplo e referente a todos os países em que o Ban-co actua.

A partir da adesão do Banco ao Pacto Mundial, assumimos nove princípios de forma voluntária, para além das obrigações regula-mentares que são exigíveis a uma empresa com as nossas características, o que implica um maior investimento em capital huma-no, nas relações com os interlocutores e na protecção ambiental.

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Indicadores da RSC. Distribuição sectorial 2002*

%

93,5 1,02

Universidades e educação 93,50% Voluntariado 0,07% Desenvolvimento social 5,40% Meio ambiente 1,02%

Indicadores da RSC. Distribuição em 2002 Em milhões de euros 60 50 40 30 20 10

0 Fundações Universidades Desenvolvimento Meio Voluntariado

e Educação Social Ambiente

0,07 53,2

4,1 3,07

0,58 0,042

(*) Não inclui o investimento realizado pelas Fundações do Grupo.

5,4

71 Desta forma, o Banco está a dar resposta ao novo conceito de empresa que exige a sociedade, segundo o qual as empresas não só

se devem preocupar com os resultados em serem rentáveis, como também com a forma como os obtêm e pela sua perspectiva a médio prazo. Com estas directivas e o conceito de empresa socialmente responsável, o Banco dá resposta às orientações do Livro Branco da Comissão Europeia.

A educação e a formação são para o Banco a melhor via de desenvolvimento dos valores que inspiram o Pacto Mundial e o seu desenvolvimento constitui uma garantia do seu cumprimento no futuro, tal como se depreende das palavras do Presidente do Grupo:

«Investir na educação e na investigação é a forma mais directa e eficaz de apostar no progresso de uma sociedade. Estou absolu-tamente convencido de que o presente dos países também se explica pelo estado de saúde do seu sistema universitário e de que sem educação superior de qualidade não há crescimento económico, nem coesão cívica e social».

Este raciocínio justifica o investimento que se levou a cabo neste âmbito, assim como os diferentes projectos postos em mar-cha pelo Grupo em diferentes países e que se englobam dentro do espírito de desenvolvimento dos nove princípios do Pacto Mundial.

Se, no seu conjunto, nos últimos quatro anos o investimento em acção social ascende a 151,2 milhões de euros, é oportuno des-tacar que 93,5% deste investimento foi dirigido ao apoio à educação por via de projectos singulares que receberam um grande acolhimento no meio universitário e cultural.

Este valor situa o Grupo entre as entidades financeiras mais activas neste campo. Em termos concretos, no ano de 2002 o inves-timento em projectos de acção social foi de 61,03 milhões de euros, o que significa 2,7% do lucro líquido atribuído do ano passado. Este montante é distribuído entre a América Latina (38,45%) e Espanha e Portugal (61,55%).

É importante destacar que o Banco considera que a sua dedicação neste capítulo é estratégica e que implica um investimento em que o que é mais relevante não é o custo mas sim o retorno, neste caso em termos de bem estar social, para além dos efeitos posi-tivos que esta aposta terá, no futuro, para a empresa.

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Responsabilidade Social Corporativa

2. UNIVERSIDADES

Para contribuir para o desenvolvimento das comunidades em que trabalha, o Banco criou há seis anos o Programa Universidades, uma iniciativa sem precedentes no mundo financeiro internacional, do qual surgiram dois projectos com personalidade própria: o Portal Universia e a Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Programa Universidades

O Programa Universidades estabelece dois âmbitos principais de colaboração: académico e tecnológico.

No primeiro caso, o Banco oferece a cada universidade o seu apoio institucional e económico para desenvolver programas acadé-micos ou de investigação que considerem prioritários. Estes abarcam desde o apoio à criação de parques científicos, incluindo a criação de cátedras especializadas Unesco e de projecção latino-americana, a digitalização de fundos bibliográficos e teses de dou-toramento, o financiamento de projectos de investigação, até projectos de formação on-line ou programas de estágios de douto-ramento para professores e estudantes espanhóis, portugueses e latino-americanos.

No segundo âmbito, o tecnológico, cabe destacar o cartão universitário inteligente que, graças à sua tecnologia de última gera-ção, oferece uma ampla gama de prestações operacionais e académicas.

O cartão universitário inteligente, lançado em 1995, inclui um chip de última geração que serve de chave de acesso a múltiplos ser-viços académicos. Para além de criar um vínculo identificador de pertença à universidade, o cartão contribuiu para a simplificação das tarefas administrativas e para a melhoria da qualidade de serviço prestado aos estudantes e professores.

Em complemento, colaborou-se no desenvolvimento de software especializado em gestão académica, campus virtuais, produção de material docente on-line, vias de pagamento internet ou em caixas para usos académicos e em múltiplos projectos vinculados ao mun-do da internet.

Portal Universia

O Grupo, graças ao lançamento do Portal Universia, colabora com muitas universidades espanholas, latino-americanas e portu-guesas, no desenvolvimento da sua missão educativa e investigadora. O Portal converteu-se na mais importante plataforma de

lín-O Banco dos universitários em números

92,2 milhões de euros destinados à educação superior no período 1997 – 2002.

28,3 milhões de euros destinados em 2002 a projectos de investigação, fomento da educação e desenvolvi-mento tecnológico.

5,5 milhões de euros destinados a projectos na América em 2002.

2 milhões de carteiras universitárias emitidas em Espanha, Portugal e América.

249 Convénios de Colaboração subscritos com 50 universidades e 15 centros de investigação de Espanha e com 184 instituições académicas americanas e portuguesas.

Projecto Universidades Evolução de convénios vigentes

184 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 1999 2000 2001 2002 0 25 9 45 29 55 65 88

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Santander Central Hispano | Relatório Anual 2002 A Universia completou a sua primeira fase de implantação na América Latina com o lançamento do portal na Colômbia, que se

converte no décimo sócio que se junta ao projecto Universia.net, do qual já fazem parte Espanha, Chile, Porto Rico, Peru, Vene-zuela, Argentina, México, Brasil e Portugal. Desde o seu nascimento há dois anos pela mão de 31 universidades, da Conferência de Reitores de Universidades Espanholas (CRUE) e do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), a Universia.net con-verteu-se no maior portal universitário de língua espanhola.

Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes

Conjuntamente com o Programa de Universidades e o Portal Universia.net, a Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes é uma refe-rência no mundo on-line de língua espanhola.

Entre os diversos conteúdos, a cervantesvirtual.com oferece uma biblioteca de sinais, especialmente concebida para pessoas com incapacidades auditivas, uma fonoteca para pessoas com problemas de visão (que contém mais de um milhar de arquivos), uma biblioteca com mais de 800 vídeos de produção própria e de material de arquivo e uma dezena de edições multimédia.

3. OUTRAS ACTUAÇÕES DE CARÁCTER SOCIAL

Também no âmbito da formação cabe destacar a existência de 357 acordos de cooperação educativa com universidades e centros de estudos em todo o mundo, no âmbito dos quais se financiaram um total de 2.062 estágios com a realização de estágios nos Bancos e sociedades do Grupo.

Em conjunto com o apoio à educação e à formação, durante o exercício de 2002 o Banco colaborou com diferentes iniciativas em matéria de acção social, algumas das quais foram consideradas de forma especialmente positiva pelas sociedades em que se desenvolveram:

• No último trimestre do ano desenvolveu-se uma campanha com a Cruz Vermelha Espanhola, para a qual o Banco contribuiu com 2 milhões de euros para projectos de ajuda a países em vias de desenvolvimento.

A Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes em números

450 bibliotecas universitárias referenciadas

Mais de 26milhões de páginas servidas com êxito em 2002

74.325 visitas diárias

30.000obras catalogadas

9.000obras digitalizadas

26portais temáticos e institucionais

Número de páginas vistas

Milhões 0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000 1999 2000 2001 2002 2,7 8,3 12,9 26,7 vimento acessíveis, UM MILHÃO de utilizadores registrados, 21 milhões de páginas visitadas por mês, 17milhões de euros investidos

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Responsabilidade Social Corporativa

• Mediante uma dotação inicial de 500.000 euros criou-se um fundo de ajuda à Galiza e outras comunidades afectadas pelo derra-me de petróleo do navio Prestige. O Banco assumiu o compromisso adicional de igualar as contribuições realizadas por clientes e empregados através das campanhas «Ajuda Galiza empregados» e «Ajuda Galiza» até um máximo de mais 500.000 euros. A contribuição conjunta do Banco, seus clientes e seus empregados foi de 1,65 milhões de euros.

• Em Espanha, o Banco assinou um convénio com o Instituto de Crédito Oficial (ICO) para implementar uma linha de microcréditos apontada principalmente a desempregados com mais de 45 anos, lares monoparentais, imigrantes, mulheres e incapacitados.

• Também em Espanha, o Fundo Ético e Solidário Santander Hispano Solidariedade, FIM (fruto da fusão do Santander Solidário FIM e do BCH Solidariedade FIM), destina 0,5% por ano do património do fundo a 22 organizações sociais.

• Uma das vias de colaboração do Banco com organizações sociais consiste na expedição de folhetos com a correspondência comer-cial, o que implicou, durante 2002, o envio de mais de cinco milhões de documentos impressos, para apoiar programas e pro-jectos destas organizações.

• Uma iniciativa pioneira foi a criação em Madrid da Oficina Internacional Express, que facilita a integração de cidadãos extra-comu-nitários no sistema bancário europeu com sistemas de envio e recepção de fundos ágeis, seguros e de baixo custo, como o Super-cartão Maestro International Express. O sucesso desta experiência garante a sua continuidade e desenvolvimento nos próximos anos.

• O projecto «Um tecto para o Chile», com um donativo do Banco de um milhão de euros, constitui um exemplo de actuação cons-ciente das necessidades de desenvolvimento social. Com a finalidade de erradicar as povoações de extrema pobreza do país, pôs-se em marcha uma campanha de construção de habitações básicas de material leve. Os empregados do Banco participaram na construção dos acampamentos, o que permitiu um contacto directo com os sectores vulneráveis do país.

• Na Argentina, os empregados demonstraram uma especial sensibilização para os problemas sociais e do meio ambiente e parti-ciparam activamente no programa de voluntariado «Que papel desempenhas?» com o qual se realiza um trabalho de sensibili-zação sobre o meio ambiente. Os empregados recolhem o papel nos edifícios do Banco para a sua reciclagem. Aparte da racionalização do consumo de papel, a venda deste material reciclado é doada ao Hospital Pediátrico Público Garraham.

• Também na Argentina realizou-se um programa de colaboração com a Caritas, com uma contribuição do Banco de 217.000 euros des-tinados a atenuar a desnutrição infantil mediante a manutenção de cantinas em paróquias nas imediações das dependências do Banco.

• Um projecto de referência no Brasil é o Centro Cultural de Porto Alegre. A contribuição do Banco para este projecto superou, em 2002, os 820.000 euros, montante que se deve somar às realizadas em anos anteriores para converter este centro num dos mais activos e importantes do país. O emblemático edifício do início do século passado, antiga sede de instituições financeiras, foi transformado num jovem centro que reúne múltiplas actividades culturais e, em especial, de arte contemporânea.

4. MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Um dos pilares do Pacto Mundial das Nações Unidas é a protecção do meio ambiente e a contribuição para o desenvolvimento sus-tentável. No Grupo Santander estamos convencidos de que a conservação do meio ambiente é uma necessidade em que todos nos devemos envolver. Com este propósito, pusemos em andamento diversos projectos com os quais nos adiantamos a outras entida-des financeiras para favorecer um entida-desenvolvimento sustentável.

As iniciativas postas em marcha durante o último ano perseguem objectivos diferentes: em primeiro lugar, tratam de reduzir o efei-to sobre o ambiente da própria actividade empresarial. Em segundo lugar, estabelecem uma política de concessão de crédiefei-tos mais activa e sistemática e facilitam aos clientes e investidores a possibilidade de dispor de produtos de investimento baseados em cri-térios sustentáveis. Por último, é importante destacar o apoio a projectos de protecção e conservação do meio ambiente desen-volvidos tanto por organizações e instituições como pelos próprios empregados do Banco.

Em relação ao primeiro ponto, começaram a aplicar-se de forma sistemática medidas concretas para minimizar o impacto no meio ambiente derivado das próprias actividades do Banco, como são a utilização de sistemas de impressão e reprodução centrada de documentos, a poupança de papel mediante a impressão frente e verso ou a instalação de máquinas de baixo con-sumo. São actuações que, ao aplicar-se de forma geral num grupo, terão efeitos globais muito significativos. Um trabalho de formação e sensibilização prévia foi fundamental para facilitar a adopção destas medidas que já começaram a produzir frutos

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Santander Central Hispano | Relatório Anual 2002 tir de agora, dá-se mais um passo ao sistematizar a análise para as restantes operações com empresas.

Em complemento, não se pode esquecer o papel que as entidades financeiras realizam de consultoria a clientes na sua política de investimento. Na óptica de oferecer alternativas atraentes, o Grupo comercializa fundos próprios e de terceiros cujas consi-derações de investimento seguem critérios de sustentabilidade, reflectindo uma preocupação cada vez maior de investimentos particulares e institucionais.

Por último, são numerosos os projectos de protecção e conservação ambiental em que o Banco participa quer directamente quer com a colaboração de instituições especializadas ou promovidos por empregados do Grupo.

Assim, o Banco ocupa em Espanha uma posição de liderança no financiamento de parques eólicos, com mais de 35 projectos finan-ciados nos últimos cinco anos, com um investimento comprometido superior a 250 milhões de euros. A potência destes parques, 1.108 megavatios, equivale a um quarto da potência eólica instalada em Espanha e implicará uma poupança de emissões de CO2 para a atmosfera de 2,77 milhões de toneladas métricas por ano.

5. FUNDAÇÕES

As Fundações do Grupo desempenham um papel importante no desenvolvimento das iniciativas de carácter social e ambiental, cul-tural, artístico, educativo e na promoção da investigação científica.

Fundação Santander Central Hispano

Durante o ano de 2002 a Fundação Santander Central Hispano continuou a desenvolver o seu trabalho de apoio às artes, às ciên-cias e às humanidades, tentando ser uma referência em Espanha e contribuindo para o seu crescimento cultural e científico.

Uma clara aposta da Fundação está apontada para possibilitar a necessária aproximação entre o mundo humanístico e científico, com projectos multidisciplinares que estabeleçam pontes de comunicação e de diálogo entre ambos os campos.

Com estas directivas, trabalhou para recuperar a memória no mundo da arte, redescobrindo artistas, géneros e períodos, no âmbito literário e dando a conhecer escritores contemporâneos em língua espanhola esquecidos. No campo histórico apro-fundou no contexto de cada época através de grupos sociais ou personagens que influíram e marcaram o nosso futuro his-tórico.

Em complemento a Fundação quer tomar em mãos os problemas actuais com desenvolvimentos que impliquem uma projecção de futuro e que ponham a tónica nos aspectos que mais influem na evolução da vida social e das relações humanas. Neste último aspecto cabe assinalar o início de uma nova linha de actuação em torno da conservação do património natural e o cuidado do meio ambiente. Um campo que a Fundação definiu como Sustentabilidade e Património Natural e no qual tenta responder ao sinal des-tes tempos, a preservar o ambiente natural para tornar o nosso planeta habitável. Um âmbito em que a Fundação se quer envol-ver de forma activa levando a cabo um extenso trabalho educativo e de divulgação, colaborando com científicos, Administração e organizações especializadas na análise e resolução de problemas ambientais e pondo em marcha iniciativas concretas e eficazes para conseguir um modelo harmonioso de desenvolvimento económico, social e ambiental.

Em 2002 o investimento nestes campos superou os 2,4 milhões de euros, o que permitiu difundir o trabalho realizado mediante a publicação dos ciclos de conferências, da revista Moneda y Crédito e dos Cadernos de Sustentabilidade, em complemento aos catá-logos das diferentes exposições culturais realizadas pela Fundação.

Fundação Banesto

A fundação Banesto geriu durante 2002 um orçamento de 800.000 euros. A sua actividade concentra-se em projectos de apoio à infância e de promoção do ensino musical no nosso país. A concentração da sua actividade em dois campos tão concretos da acção social é a melhor maneira de garantir a eficácia dos fundos contribuídos.

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Responsabilidade Social Corporativa

Fundação Banco de Venezuela Grupo Santander

Com mais de três décadas de intensa actividade a favor da comunidade venezuelana, a Fundação é a instituição privada mais anti-ga do país do seu género.

Os seus principais esforços permitiram beneficiar a educação, o meio ambiente e a sociedade, apoiando diferentes programas que levam a cabo organizações sociais em todo o país e canalizando recursos através do Programa Dividendo Voluntário para a Comu-nidade (DVC), para a construção de escolas rurais. A Fundação executou em 2002 projectos, programas e donativos equivalentes a 633.000 euros.

Fundação Centro Internacional de Formação Financeira (CIFF)

A Fundação Centro Internacional de Formação Financeira, criada em Julho de 2001, por iniciativa do Santander Central Hispano e da Universidade de Alcalá, pretende ser referência da realidade política e económica espanhola e latino-americana, assim como local de encontro e sensibilização de todos os profissionais do mundo empresarial interessados em potenciar o seu conhecimento de ambas as realidades, assim como as relações entre ambos os continentes. O investimento durante o presente exercício ascendeu a 300.000 euros.

6. INDICADORES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

Nesta epígrafe reflecte-se mediante os indicadores do capital social (1), a preocupação e o esforço do Grupo Santander Central His-pano, tanto interna como externamente, em aspectos que propiciam a melhoria e o progresso da sociedade em geral.

• Apoio à educação e à cultura: A preocupação do Grupo em favorecer o progresso educativo e cultural em todos os países em que actua.

Exercício 2002

Convénios do Programa Universidades 249

Outros acordos de cooperação educativa 357

Nº de projectos de apoio à educação e à cultura 121

Investimento total em projectos universitários, culturais e educativos (euros) 53.205.066

• Apoio ao desenvolvimento social: O compromisso do Grupo em relação aos sectores mais desfavorecidos da sociedade.

Exercício 2002

Nº de projectos a favor do desenvolvimento social 12

Investimento total em projectos a favor do desenvolvimento social (euros) 3.077.938

• Melhoria do Meio Ambiente: O compromisso do Grupo em limitar o impacto ambiental derivado da sua própria actividade.

Exercício 2002

Nº de projectos a favor do meio ambiente 6

Investimento total em projectos de protecção e melhoria ambiental (euros) 580.438

• Apoio ao voluntariado: O compromisso do Grupo em fomentar a participação de empregados em projectos de solidariedade.

Exercício 2002

Nº de projectos de apoio ao voluntariado 10

Investimento total em projectos orientados para o fomento de actividades de voluntariado pelos empregados (euros) 42.116

(1) Os indicadores de capital social, capital estrutural (pág. 28), capital negócio (pág. 29) e capital humano (pág. 33) configuram o modelo de capital intelectual do Gru-po Santander.

(10)

Santander Central Hispano | Relatório Anual 2002

Nome do Projecto ou da Organização Localização

Maratona de leitura Argentina

Caritas Argentina – Apoio à população infantil Argentina

Programa «Que papel desempenhas?» Argentina

Livro de Estatísticas Socio-Económicas Bolívia

Donativo aos Afectados pelas Cheias de La Paz Bolívia

Telemaratona «Pelo Sorriso de uma Criança» Bolívia

Santander Cultural Porto Alegre Brasil

Museu e Biblioteca BANESPA Brasil

Fundação Abrinq pelos Direitos das Crianças Brasil

Associação BANESPA de assistência Social para crianças deficientes Brasil

Campanha «Dividendo pela Colômbia» Colômbia

Campanha «Transparência pela Colômbia» Colômbia

Projecto BANEFE à Mulher Microempresária Chile

Programa «1+1 Lar de Cristo» Chile

Programa «Um Tecto para o Chile» Chile

Campanha de nóminas em benefício da CRUZ VERMELHA Espanha

Campanha de ajuda e colaboração com a Galiza face ao desastre ecológico Espanha

Museu de Indumentária Indígena México

Fideicomisso pelas crianças do México

Junior Achievement Peru

Consórcio Nacional para a Ética Pública Peru

Exposição do Património do Grupo Portugal

Promoção da língua portuguesa, Instituto Camões Portugal

Fundação para o desenvolvimento de Alverca. CEBI Portugal

Centro Educativo para a Nova Economia Porto Rico

Centro de Estudos e Recursos - Península de Cantera Porto Rico

Fundação Comunitária Puerto Rico

Fundação «Crianças com Asas» Uruguai

Campanha «Uma Carteira Escolar para Apure» Venezuela

Projecto «Palmas pela Vida» Venezuela

Programa «Crescendo Juntos» Venezuela

Cultura e Educação Desenvolvimento Social Meio Ambiente Voluntariado

Referências

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