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Academic year: 2022

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Especial Medicina Nuclear

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Por Ilo de Souza Baptista

Prezados Colegas;

Temos o prazer de apresentar-lhes a segunda ediça o da se rie de suplementos especiais do Jornal Núcleo da Matéria. Agora, o tema e : Me- dicina Nuclear.

A Medicina Nuclear e uma a rea de grande ex- pressa o para a atuaça o do fí sico me dico. O projeto e o licenciamento de novas instala- ço es, proteça o radiolo gica e qualidade da ima- gem sa o alguns dos processos onde o profissi- onal de fí sica esta totalmente inserido.

É importante frisar que a Medicina Nuclear e um me todo de diagno stico por imagem e tra- tamento de algumas patologias que utiliza quantidades controladas de certas substa n- cias radioativas muito especí ficas, que, quan- do empregadas corretamente na o represen- tam risco ao paciente, trabalhadores, meio ambiente e a populaça o em geral.

Pore m, todo o processo deve ser controlado.

Da encomenda do material radioativo a entre- ga do resultado do exame ou a alta de um paciente que realizou o tratamento, existem muitos passos que sa o executados e controlados pelo fí sico me dico especialista nesse segmento.

Outro detalhe e que medicina nuclear, assim como toda mate ria embasado em tecnologia, sofreu um salto evolutivo muito significativo nos u ltimos anos. Novas te cnicas e o acesso mais amplo em territo rio nacional fizeram

com que muitos novos centros de medicina nuclear fossem instalados em regio es mais distantes das grandes capitais.

Com a consolidaça o do PÉT-CT, com a intro- duça o de radiofa rmacos para terapias e tecno- logias de imagens mais modernas, a a rea evo- luiu rapidamente como especialidade me dica.

A legislaça o tambe m melhorou com a inclusa o de normas e de resoluço es publicadas em todas as esferas e o rga os reguladores, aumen- tando as exige ncias e o foco na segurança das pessoas e do pro prio me todo.

É com esse horizonte, a presença e a atuaça o do fí sico, seja como supervisor de radioprote- ça o credenciado pela CNÉN ou como especia- lista em fí sica da medicina nuclear credencia- do pela ABFM, esta se tornando condicionante

para a operaça o e rotina das unidades de me- dicina nuclear em todo o Brasil.

Atualmente, a Norma CNÉN-NN 3.05, ja exige que alguns procedimentos de controle de qua- lidade nos equipamentos de imagens de uma unidade de medicina nuclear sejam de res- ponsabilidade do fí sico me dico especialista.

Ou seja, a legislaça o apenas oficializou o que o pro prio mercado ja tinha sinalizado como necessidade. A ABFM dispo e de uma diretoria especí fica de medicina nuclear. Comandada pelo fí sico Walter Paes, a diretoria em questa o esta a disposiça o dos associados e da popula- ça o. Para qualquer necessidade relacionada ao setor, orientamos que se entre em contato atrave s do e-mail: [email protected] Tenham um o tima leitura.

Éditorial

Presidente: Alexandre Bacelar [email protected]; Vice-Presidente: Ilo de Souza Baptista [email protected]; Secreta rio Geral: Walmoli Gerber Jr.

[email protected]; Tesouraria: Adriano Oliveira dos Santos Goulart [email protected]; Diretoria de Radioterapia: Roberto Salomon [email protected]; Diretoria de Medicina Nuclear: Walter Siqueira Paes [email protected]; Diretoria de Radiodiagno stico: Ta nia Furquin [email protected]; Secreta rio regional norte-nordeste: Aristides de Oliveira Marques [email protected]; Secreta rio regional centro-sudeste: Ma rcia Carvalho [email protected]; Secreta rio regional sul: Rochelle Lykawka [email protected] SEDE ABFM. Rua Brigadeiro Galvão, 262, Barra Funda, São Paulo, SP. CEP: 01151-000.

ABFM 2014-2015

Núcleo da Matéria - Nu mero 55, Ano IX - Suplemento Medicina Nuclear. Publicaça o Éspecial

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Núcleo da Matéria - Nu mero 55, Ano IX - Suplemento Medicina Nuclear. Publicaça o Éspecial

Éntrevista

Por Adriana Sanches

Para essa ediça o do jornal da ABFM dedicado a Medicina Nuclear convidamos a doutora Ce- cil Chow Robilotta para falar sobre o controle de qualidade na a rea. Bacharel e Mestre em Fí sica pela Universidade de Sa o Paulo (USP), a profissional tem PhD pela Universidade de Londres, com tese sobre processamento de imagens radionuclí dicas cardí acas. Atualmen- te, entre outras funço es, ela e consultora da Age ncia Internacional de Énergia Ato mica (AIEA) em Fí sica e Sistemas de Qualidade em Medicina Nuclear e professora Se nior do Instituto de Fí sica da USP.

Qual é a importância dos Controles de Qua- lidade nos sistemas de Medicina Nuclear SPECT, SPECT-CT, PET e PET-CT? Controle de qualidade de sistemas de imagens e essencial para qualquer modalidade, pois garante o mí - nimo de desempenho desses me todos quanto a qualidade, a confiabilidade e a precisa o de seus resultados. Assim, seja um sistema SPÉCT, SPÉCT/CT, PÉT ou PÉT/CT, um pro- grama de garantia de qualidade bem planeja- do, que deve incluir todos os testes rotineiros e perio dicos de controle de qualidade e neces- sa rio nos serviços de medicina nuclear.

Como a senhora observa a adaptação dos Serviços de Medicina Nuclear em relação à norma CNEN NN 3.05, sobretudo, no que se refere ao treinamento dos profissionais e aos programas de manutenção e controle de qualidade dos equipamentos de diagnósti- co? A Norma 3.05, na sua versa o atualizada, veio para estabelecer os requisitos mí nimos para que os serviços de Medicina Nuclear do Paí s ofereçam um serviço ba sico de qualidade para a populaça o, principalmente no que se

refere aos programas de garantia de qualidade e de proteça o radiolo gica. Éla na o e completa, por exemplo, na o indica a necessidade da pre- sença obrigato ria de profissionais como fí sicos e farmace uticos nesses serviços, como aconte- ce em muitos paí ses. Quanto a formaça o e ao treinamento de profissionais da a rea, esses na o sa o objetos dessa norma. Éntretanto, a indicaça o dos requisitos e das responsabilida- des da a direça o de algumas das atividades que os especialistas devem exercer dentro dos serviços para os quais sa o contratados.

Entre as atribuições do físico médico que possui especialização em Medicina Nuclear estão a calibração e o manuseio de câmaras tomográficas por emissão de fóton único; o desenvolvimento e a execução de programas de qualidade; apoio administrativo e logísti- co para o planejamento, uso e compra dos equipamentos e a atuação em proteção ra- diológica. Para aqueles que se preparam para a prova de Certificação de Especialista da ABFM, quais seriam os tópicos que mere- cem mais atenção? O papel que fí sicos me di- cos desempenham na Medicina Nuclear, e em outra a rea me dica, e multitarefa e complexo.

Para serem especialistas certificados, eles de- vem mostrar que possuem experie ncia e do- mí nio em todas as atividades, tanto nas relaci- onadas aos aspectos te cnico-cientí ficos, como nas de planejamento e administrativas. É im- portante ressaltar que as atividades na o se resumem simplesmente a controle de qualida- de e proteça o radiolo gica, apesar de serem as tarefas mais rotineiras. Ao adotar esta aborda- gem, os fí sicos me dicos passam a ser meros prestadores de serviços e na o participantes ativos da a rea, como devem ser. Outra conse-

que ncia dessa abordagem e a permanente su- bordinaça o aos “clientes” da a rea me dica, le- vando a uma estagnaça o do desenvolvimento te cnico-cientí fico dos profissionais. A obten- ça o do certificado e um primeiro passo para que os fí sicos possam iniciar sua carreira pro- fissionalmente. A prova e meramente um dos instrumentos usados para o reconhecimento da capacidade dos postulantes a especialidade, e sua feitura depende basicamente da banca examinadora e sua compreensa o ad hoc do que e essencial.

A senhora poderia falar de sua carreira e de sua experiência na área? Meu contato com Medicina Nuclear começou durante o mestra- do, quando trabalhei em caracterizaça o de co- limadores com o doutor Alí pio L. Dias Neto, no Centro de Medicina Nuclear da USP. Depois que retornei da Inglaterra passei a colaborar com o CMN e o Serviço de Medicina Nuclear do Instituto do Coraça o do Hospital das Clí nicas da FMUSP, tanto em instrumentaça o como em processamento de imagens. No IFUSP orientei tre s doutoramentos, sete mestrados e inu me- ras iniciaço es cientí ficas com trabalhos desen- volvidos em Fí sica Me dica. Colaborei tambe m na formaça o de me dicos residentes e especia- listas em medicina nuclear pelo CMN e partici- pei de exames do Cole gio Brasileiro de Radio- logia e Diagno stico por Imagem (CBR) nesse setor. Coordenei projetos de cooperaça o te cni- ca patrocinados pela Age ncia Internacional de Énergia Ato mica (AIÉA) que envolveram insti- tuiço es brasileiras de va rios estados e paí ses da Ame rica Latina e da regia o do Caribe. Con- tribuí , por fim, com publicaço es da AIÉA e na elaboraça o de capí tulos de livros sobre

Cardi-

ologia Nuclear e PÉT em Oncologia.

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Da Redação

No dia 11 de dezembro de 2014 aconteceu o Semina rio Émpreendimento Reator Multipro- po sito Brasileiro, na sede da Comissa o Nacio- nal de Énergia Nuclear (CNÉN), que trouxe como pauta a exposiça o do projeto ba sico de engenharia dos pre dios e sistemas convencio- nais do conjunto. Responsa vel pelo plano refe- rente a parcela na o nuclear, incluindo arquite- tura, engenharia civil, sistema ele trico, instru- mentaça o e controle, estruturas e componen- tes associados, a Intertechne Consultores le- vou aos presentes mais detalhes dos me todos e dos resultados do trabalho realizado. O en- contro teve a participaça o do Diretor de Pes- quisa e Desenvolvimento da CNÉN, Isaac Jose Obadia; do Coordenador Te cnico do RMB, Jose Augusto Perrota, e de representantes da Inter- techne, caso do vice-presidente te cnico, Lou- renço Justiniano Naotake Baba .

Énquanto a empresa nacional, contratada em 2012, responde pelo setor na o nuclear do ne- go cio, a argentina Invap tem como atribuiça o a construça o do reator e demais itens nucleares.

O acordo e parte do pacto de cooperaça o bila- teral para o desenvolvimento de usos pací ficos da energia nuclear, na declaraça o firmada no ano de 2008 entre a presidente Cristina Kirchner e o ex-presidente Lula. Na pra tica, o nego cio de R$ 24,7 milho es foi fechado entre a Invap e a Rede de Tecnologia e Inovaça o do Rio de Janeiro (Redetec), instituiça o que admi- nistra recursos disponibilizados na forma de conve nios entre a Age ncia Brasileira de Inova- ça o (FINÉP), a CNÉN e outros parceiros. Os nu meros do custo total do reator chegam aos R$ 500 milho es, conforme dados do Plano Plu- rianual (PPA), 2012-2015, do Governo Federal.

De olho no calendário

Éstima-se que o Reator Multipropo sito Brasi- leiro devera estar pronto ja nos pro ximos anos (a data prevista inicialmente era em 2018), cujas instalaço es esta o sendo erguidas num terreno de 1,2 milha o de m2 cedido pelo Cen- tro Tecnolo gico da Marinha (CTMSP), localiza- do na cidade de Ipero , interior paulista.

A partir daí , a expectativa e de que o Brasil passe a ser autossuficiente na produça o de

radioiso topos, base dos radiofa rmacos empre- gados na medicina nuclear. Ale m dessa funça o, de acordo com a CNÉN, o reator tambe m pas- sara a realizar testes de irradiaça o de combus- tí veis nucleares e materiais estruturais utiliza- dos em reatores de pote ncia e pesquisas cientí ficas com feixes de ne utrons em va rias a reas do conhecimento, atuando de forma complementar ao Laborato rio Nacional de Luz Sí ncrotron (LNLS), sediado no Centro Nacional de Pesquisa em Énergia e Materiais (CNPÉM), em Campinas, tambe m no Éstado de Sa o Paulo.

Ém tempo: ha quatro reatores de pesquisa em funcionamento no territo rio nacional. O mais importante deles atende a produça o de radioi- so topos, e e conhecido como IÉA-R1. O equipa- mento esta instalado no Instituto de Pesquisas Énerge ticas e Nucleares (IPÉN), que, infeliz- mente, ainda na o consegue suprir toda a demanda pelo molibde nio-99, mate ria-prima que da origem ao tecne cio 99m – radiofa rmaco usado em mais de 80% dos 1,5 milha o de pro- cedimentos de medicina nuclear realizados por ano no Paí s.

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Soluço es mu ltiplas

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Núcleo da Matéria - Nu mero 55, Ano IX - Suplemento Medicina Nuclear. Publicaça o Éspecial

Brilho eterno

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Por Sandi Dias

Formada por me dicos especialistas em Medici- na Nuclear e por profissionais de a reas corres- pondentes, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear foi fundada em 14 de setembro de 1961, no Centro de Medicina Nuclear da Uni- versidade de Sa o Paulo (USP). Desde enta o, tem como metas a integraça o e o desenvolvi- mento do setor, a promoça o das atividades cientí ficas e o interca mbio de seus associados.

Com o intuito de valorizar ainda mais o traba- lho dos quase 600 me dicos nucleares no Paí s, a entidade – afiliada a Associaça o Me dica Bra- sileira (AMB) – realiza anualmente o Congres- so Brasileiro de Medicina Nuclear, onde, du- rante Assembleia Geral Ordina ria, elege os membros da diretoria da associaça o. Na u ltima ediça o do encontro, realizado em setembro, na cidade de Sa o Paulo, Claudio Tinoco Mesquita e Juliano Ju lio Cerci foram eleitos, respectiva- mente, como presidente e vice-presidente da Sociedade para o bie nio 2015-2016. Assim, para a ediça o do Jornal Nu cleo da Mate ria de- dicada a especialidade entrevistamos o atual representante da SBMN, numa conversa sobre mercado, tecnologia e futuro. Confira:

O senhor poderia falar sobre o processo de regulamentação dos mecanismos de regis- tro de radiofármacos no País? O Brasil já consegue ser autossuficiente na produção desses insumos? Atualmente podemos afir- mar que o setor de Medicina Nuclear apresen- ta um mapa bem desenvolvido, com mais de 400 Serviços disponí veis no territo rio nacio- nal, amparado por uma legislaça o moderna que estimula a boa pra tica desse tipo de aten- dimento a populaça o e pelas normativas publi- cadas pela Anvisa (Age ncia Nacional de Vigi-

la ncia Sanita ria), que exigem que as empresas sigam para metros internacionais de qualidade.

Das discusso es acerca do assunto, vale desta- car as modificaço es relacionadas a Resoluça o RDC nº 70 (que dispõe sobre a suspensão do prazo para adequação do registro de radiofár- macos estabelecido no Art. 2º da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 66, de 09 de de- zembro de 2011), que devera reunir represen- tantes dos Produtores Nacionais de Radiofa r- macos e profissionais da a rea num encontro a ser realizado no dia 05 de fevereiro, em Brasí - lia. O Brasil ja conta com resultados positivos no que se refere ao FDG, mas ainda na o e autossuficiente em relaça o ao Molibde nio-99, base da Medicina Nuclear, dependendo subs- tancialmente de fornecedores de outras regio es. Apo s observarmos um perí odo de in- certeza com o anu ncio de que alguns reatores

responsa veis pela produça o da mate ria-prima saira o de atividade, ou por razo es financeiras ou pelo tempo de uso, tivemos a confirmaça o do presidente da Cnen de que as obras do Reator Multipropo sito Brasileiro (RMB), em fase inicial, devera o seguir o cronograma divulgado.

Em termos técnicos, dos equipamentos aos novos sistemas, quais seriam os principais avanços na área? A Medicina Nuclear no Bra- sil tem mais de 50 anos. Se no iní cio a estrutu- ra era marcada pela simplicidade, nos dias de hoje o maior atributo do mercado esta na ino- vaça o. Temos a Tomografia por Émissa o de Po sitrons, o PÉT, que trabalha com diversos detectores de imagens, cujos diagno sticos com resultados tridimensionais permitem a visa o espacial da regia o rastreada. Contamos tam-

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O Jornal Núcleo da Matéria é uma publicação da Associação Brasileira de Física Médica [ABFM], distribuída gratuitamente entre profissionais e empresas do setor, com periodicidade bimensal, em formato digital. Site: www.abfm.org.br. Caixa Postal: 72.002. CEP: 05508-970, São Paulo, SP. Expediente - Supervisão: Adriano Oliveira;

Jornalistas Responsáveis: Adriana Sanches, MTB: 34.872 e Patrícia Favalle, MTB: 33.548. Reportagens: Ariana Brink, Helen Pessoa, Sandi Dias, Fran de Oliveira e Sérgio Martins. Estagiária: Luciana Jorge. Fotos: Divulgação. Projeto gráfico: 7ervas. ** Grupo Em Pauta Assessoria de Comunicação Ltda. Te l./Fax: (11) 3031- 6033. Fale conosco: [email protected]

be m com os chamados sistemas hí bridos, caso do SPÉCT/CT e do PÉT/CT, que aliam as quali- dades da medicina nuclear e da tomografia computadorizada, solicitados com freque ncia por cardiologistas e oncologistas.

Finalmente, o mercado ja ofere- ce para os pacientes o equipa- mento capaz de elevar o ní vel de eficie ncia na avaliaça o de tecidos com quantidades meno- res da radiaça o ionizante, atra- ve s da junça o do PÉT com a res- sona ncia magne tica.

A SBMN acompanha a ativida- de dos serviços de Medicina Nuclear? Como avalia a quali- dade do atendimento ofereci- do à população? Temos como meta a qualificaça o constante dos especialistas. Por isso pro- movemos e apoiamos uma agenda de eventos que leve con- teu do cientí fico e experie ncias ine ditas aos profissionais de mercado, como e o caso do Con- gresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que a cada ano reu ne um nu mero maior de interessa- dos; so em 2014 foram mais de 400 inscritos. Durante a realiza- ça o desses meetings, os presen- tes participam das palestras ministradas por nomes de rele- va ncia do setor, a exemplo dos muitos fí sicos me dicos convida- dos. Outro ponto interessante esta na oferta de cursos de

aperfeiçoamento para tecno lo- gos, fí sicos e para a rea de radio- farma cia – necessa rios em raza o das mudanças mais recentes nas normas da Anvisa e Cnen, que pedem que as equipes dos serviços de Medicina Nuclear estejam adequadas a elas no que tange aos novos controles de qualidade. Ale m de estimu- larmos esse tipo de especializa- ça o, procuramos integra -lo da melhor forma possí vel em nos- sos congressos anuais. Falando nisso, gostaria de convidar os fí sicos me dicos para a pro xima ediça o do CBMN, marcado para os dias 23, 24 e 25 de outubro, na cidade do Rio de Janeiro.

Qual é a importância do físico médico no setor? Cada vez mai- or. Vemos essa participaça o ser ampliada na medida em que os serviços de Radioproteça o e Medicina Nuclear se adaptam a s novas regras pensadas para aprimorar a qualidade te cnico- cientí fica de suas estruturas e equipes. Os segmentos que en- volvem a Fí sica Me dica sa o mul- tidisciplinares e, portanto, e muito comum que os especialis- tas troquem experie ncias e inte- grem um mesmo projeto. O futuro da Medicina Nuclear e a parceria com a Fí sica Me dica, se me permite o trocadilho, pare- cem ser cada vez mais brilhan- tes. www.sbmn.org.br

Especialize-se! Ésta o abertas ate o dia 15 de fevereiro as inscriço es para o Éxame de Suficie ncia para Concessa o do Tí tulo de Éspecialista em Medicina Nuclear, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, com anue ncia da Asso-ciaça o Me dica Brasileira (AMB). O presidente da SBMN, Claudio Tinoco, reitera que a obtença o do Tí tulo de Éspecialista para os aprovados representa o reconhecimento oficial da formaça o e da habilitaça o especializada do me dico e traz benefí cios, como a possibilidade do titulado assumir a responsabilidade te cnica de um Serviço de Medicina Nuclear, con- forme a Norma 3.05 da CNÉN. A prova acontecera em Sa o Paulo, de 11 a 12 de abril, e sera dividida em tre s etapas eliminato rias, cuja avaliaça o tera co- mo base os resultados alcançados nos testes teo ricos e teo rico-pra ticos. Os organizadores lembram que os candidatos sera o consultados sobre cintilo- grafia; PÉT e SPÉCT/CT; fí sica aplicada a MN; bem como aspectos diagno sti- cos da Medicina Nuclear e todos os procedimentos in vivo e in vitro incluindo terapias com radionuclí deos. Os aspectos referentes a proteça o radiolo gica ficara o a cargo da Comissa o Nacional de Énergia Nuclear. Uma observaça o:

conforme previsto na normativa do exame, as questo es foram elaboradas pela Comissa o Cientí fica e Departamento de Centros Formadores da Socie- dade. Ale m da SBMN, a banca examinadora foi composta pela CNÉN; e tam- be m por fí sicos ligados a Medicina Nuclear, indicados pela entidade. Acesse o edital e inscreva-se: twixar.me/Kmg

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O especialista fala

Núcleo da Matéria - Nu mero 55, Ano IX - Suplemento Medicina Nuclear. Publicaça o Éspecial

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Os desafios mais recentes no âmbito da radioproteção e do controle de qualidade estão sendo impostos pelos novos sistemas de imagem, que obrigam os profissionais desses setores a retomar e aprofundar o co- nhecimento de modalidades de imagem pa- ra os quais não eram especializados. Além disso, a interface entre a Medicina Nuclear e o Radiodiagnóstico cresceu e ampliou a dis- cussão na Medicina (Médico Nuclear e Radi- ologista). Como os sistemas híbridos afetam o trabalho feito pelos físicos médicos?

Para comentar a questa o acima, que vem ga- nhando corpo no mercado, convidamos o Fí si- co em Medicina, Renato Dimenstein, coautor dos livros Manual de Proteção Radiológica Aplicada ao Radiodiagnóstico; Guia Prático de Artefatos em Mamografia: Como identificá-los e evitá-los e Guia Prático em Medicina Nuclear: A instrumentação. Leia abaixo o texto na í ntegra:

As modalidades hí bridas utilizadas no diagno stico por imagens te m propiciado um considera vel avanço em termos de diagno sti- cos prima rios e estadiamento das doenças. O uso concomitante de aquisiço es de fo tons de raios X e gama se mostram como grande atra- tivo para a melhora na habilidade de detectibi- lidade e sensibilidade nos estudos cintilogra fi- cos. Com isto, imagens metabo licas de PÉT, por exemplo, podem ter sua resoluça o espacial aprimoradas, com a aquisiça o simulta nea de imagens anato micas da tomografia.

Éssa dualidade tecnolo gica, ainda que recente, apresenta um enorme potencial para SPÉCT/

TC e PÉT/TC. Os novos equipamentos de PÉT/

RM ja esta o disponí veis no mercado, e com previsa o para a instalaça o da primeira unida-

de em Sa o Paulo. De acordo com os fabrican- tes, ate o ano 2025, a maioria dos equipamen- tos devem ter mais de uma tecnologia hí brida agregada. Dessa forma, os desafios para os fí si- cos em medicina, no que se refere a s tecnologi- as hí bridas, sa o:

a) Fí sicos da a rea de medicina nuclear de- vem conhecer e aplicar as bases tecnolo - gicas de outras modalidades do radiodi- agno stico como TC e RM e vice-versa;

b) Fí sicos devera o implementar e supervi- sionar as doses de radiaça o nos pacien- tes para emissa o de fo tons de u nica energia (SPÉCT), para fo tons de desinte-

graça o (PÉT) e para

fo tons de raios X (TC);

c) Os paradigmas de proteça o radiolo gica devem ser rediscutidos em termos de planos de proteça o radiolo gica e em ter- mos de licenciamento da CNÉN, criando-

se, assim, maiores demandas de trabalho para os fí sicos e para os o rga os de fisca- lizaça o;

d) Novos protocolos de controle de quali- dade devem ser estabelecidos para PÉT/

RM, com padronizaça o de processos de trabalho, simuladores de imagens e quantificaça o de performance. Isto deve ser analisado para que os cursos de apri- moramento possam ter suas grades cur- riculares revistas e atualizadas;

e) Os fí sicos devera o desenvolver compe- te ncias e habilidades especí ficas para treinamentos de me dicos, biome dicos, te cnicos e equipes de enfermagem;

f) Os egressos dos cursos de Fí sica Me dica, os atuais supervisores devem ser reco- nhecidos pelo mercado de trabalho atra- ve s do Tí tulo de Éspecialista da ABFM.

O U.S. Food and Drug Administration aprovou o Sistema de Ressonância Biograph mMR (Siemens* )para uso nos EUA. É o primeiro equipa- mento aprovado que utiliza simultaneamente o “Positron Emission Tomography” (PET) e ressonância magnética (MRI) scan nos EUA

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