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Academic year: 2021

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(1)

SECRETARIA MUNICIPAL DE

EDUCAÇÃO

Centro Educacional Armando

Vidigal

(2)

Centro Educacional Armando

Vidigal

• Responsável pelo acompanhamento escolar de

alunos com deficiência, transtornos globais do

desenvolvimento e altas habilidades / superdotação

e múltiplas deficiência.

• Responsável pela confecção de materiais e

recursos multissensoriais

(3)

Pessoas com

deficiência

São aquelas que têm

impedimentos de

natureza física,

intelectual ou sensorial,

os quais, em interação

com diversas barreiras,

podem obstruir sua

participação plena e

efetiva na sociedade

com as demais pessoas.

(4)

Quem é o aluno com Transtornos

Globais do Desenvolvimento ?

São aqueles que apresentam um quadro de

alterações no desenvolvimento neuropsicomotor,

comprometimento nas relações sociais, na

comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se

nessa definição alunos com autismo clássico,

síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno

desintegrativo da infância (psicose infantil) e

transtornos invasivos sem outra especificação

(MEC/SEESP, 2008).

(5)

ALUNO COM TRANSTORNOS

GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO

• É uma criança que apresenta uma

tríade…

COMUNICAÇAO

COMPORTAMENTO

INTERAÇÃO

SOCIAL

(6)

INTERA

ÇÃO SOCIAL

Algumas características que a pessoa com TGD

pode apresentar:

• Conjunto de inabilidade de comportamentos

sociais:

– Dificuldade de iniciar interação social / conversação; – Pouca atenção às outras pessoas;

– Comportamentos não verbais de iniciação e manutenção de contato;

– Dificuldades em reconhecer e expressar emoções; – Dificuldade em buscar referências sociais (atitude do

outro / auto-regulação)

(7)

COMUNICAÇÃO

Utilização de gestos sem “intenção comunicativa”.

•Ausência de fala ou fala tardia com algumas

especificidades.

- Inabilidade na prosódia (ritmo e entonação); - Fala repetitiva;

- Uso idiossincrático de palavras (significados particulares/ criação de palavras).

- Dificuldade nos aspectos pragmáticos da comunicação e na estruturação

(ordenação/

planejamento/ iniciativa)

da narrativa.

- Dificuldade na compreensão da função da linguagem e interpretação de narrativas.

(8)

COMPORTAMENTO

• Padrão de interesses e atividades diferenciadas • Podem engajar-se em atividades repetitivas e

estereotipadas com os objetos.

• Dificuldade no comportamento de jogo simbólico

(faz de conta).

• Podem ter interesse por números, datas, horários,

figuras, fotos, mapas, leitura de palavras, de forma sistemática / persistente.

• Podem apresentar maior interesse em atividades

relacionadas à memória.

• Apresentam resistência a mudanças de rotina de

vida diária e a incorporação de novos hábitos.

(9)
(10)

Como realizar o levantamento das

Necessidades Educacionais Especiais

• Conversando com os responsáveis

• Interagindo com o aluno

• Observando o aluno (O que realiza com autonomia?

O que consegue realizar com ajuda? Qual o tipo de

ajuda necessária? Quais os aspectos que dificultam

a realização das

atividades?

• Discutindo com a equipe técnica da escola, da SAED e

do Centro Educacional

(11)

ABORDAGEM PEDAGÓGICA

A escola é um lugar privilegiado para potencializar

e redefinir práticas subjetivas incluindo,

especialmente, aqueles que possuem

particularidades em seu desenvolvimento.

O espaço escolar é fundamental para que os alunos

construam conhecimentos acadêmicos e

sistematizados, ampliando seu contato

interpessoal e modos de representação e

expressão sobre o mundo circundante.

O espaço escolar tem a mesma função para os

alunos com TGD.

(12)

O professor, na perspectiva da educação inclusiva, não ministra um “ensino diversificado” para alguns. Ele prepara atividades diversas para seus alunos (com e sem deficiência) ao trabalhar um mesmo conteúdo curricular.

A receptividade à inovação anima a escola a criar e a ter liberdade para experimentar alternativas de ensino. Sua

autonomia para criar e experimentar coisas novas se estenderá aos alunos com ou sem deficiência e assim os alunos com

deficiência serão valorizados e reconhecidos por suas capacidades e respeitados em suas limitações.

BATISTA, C. A. M. & MANTOAN, M. T. E. A escola comum diante da deficiência mental. In: Formação continuada a distância de professores para o atendimento educacional especializado: deficiência mental. SEESP/SEED/MEC. Brasília, DF, 2007

(13)

ABORDAGEM PEDAGÓGICA

Não existe nenhum método ou técnica inteiramente eficaz e satisfatório capaz de ser aplicada com sucesso a todos os alunos. A orientação é que o professor busque o conhecimento mais completo de seu aluno, observando como age, reage em determinadas situações, qual a sua forma de se comunicar, enfim, buscar o interesse de seu aluno pela alfabetização e conteúdos acadêmicos a partir de observação, atitude de indagação ativa e de exploração criativa através de situações reais e significativas.

(14)
(15)

O fazer pedagógico do

professor:

Uma rotina estruturada:

oferecer uma previsibilidade de

acontecimentos, que permita situar

a criança no espaço e no tempo,

onde a organização de todo o

contexto torna-se uma referência

para

sua

segurança

interna,

diminuindo seu nível de angústia,

ansiedade, frustração e distúrbios

de comportamentos

(16)

O fazer pedagógico do

professor:

Valorização

de

elementos

da

natureza:

estimular o aluno a perceber o seu meio

ambiente através da observação e

contato com elementos da natureza

como: sol, chuva, árvore, animais,

pessoas,

visando

facilitar

sua

percepção, interação e diferenciação no

mundo.

(17)
(18)

Importância do apoio visual: Muitos alunos com comportamentos agitados e dispersos podem se beneficiar com os recursos visuais. O material visual permite um maior tempo de processamento, fornece um registro permanente ao qual o aluno pode recorrer sempre que preciso como auxílio da memória, ajuda a tornar a linguagem mais concreta, fornece informações num formato que os alunos conseguem interpretar com maior facilidade, clareia informações verbais, oferece uma estrutura que aumenta a compreensão e aceitação de mudanças , dá apoio à transição de uma atividade a outra ou localizações. Algumas estratégia podem ser utilizadas como: calendário, fichas de horários e rotinas, regras visuais e lembretes, listas, instruções, recados e em qualquer atividade desenvolvida em sala de aula.

(19)
(20)

O trabalho com a Comunicação Alternativa Ampliada (CAA): A comunicação é fator essencial para a

integração do sujeito na sociedade. A comunicação é utilizada na interação com outras pessoas, interação

essa que forma laços sociais que ligam as pessoas umas as outras , suas comunidades e culturas. A comunicação alternativa ampliada é utilizada para possibilitar outras formas de comunicação. A comunicação é considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação e, considerada ampliada quando o

indivíduo possui alguma comunicação, mas esta não é suficiente para as suas trocas sociais. Com o aluno TGD a construção de um trabalho com a CAA irá desenvolver a intencionalidade da comunicação e viabilizar a

possibilidade de expressão. Observamos que quanto

mais a comunicação fica eficiente há uma diminuição do comportamento inadequado e alterações de humor que provavelmente vêem da dificuldade de expressarem o que querem e o que sentem.

(21)

Quando a fala não se devolve da forma esperada

O PAPEL DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E AMPLIADA (CAA) NA INTEGRAÇÃO DAS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA

Situação-problema – O aluno com autismo, por exemplo, que não fala nem demonstra o que quer fazer... Como atuar com ele?

Criação de pranchas de Comunicação Objetos reais – Miniaturas - Objetos parciais

(22)

Para alunos não alfabetizados... Em processo de letramento... Possibilita ao não falante fazer escolhas e manifestar-se.

Seqüência de signos de atividades minimizam a ansiedade do aluno.

São exemplos de recursos de baixa tecnologia:

Fotografias /recortes de revistas ou embalagem de produtos

(23)

Quando a fala não se devolve da forma esperada

Na confecção de pranchas de...

Pranchas de rotina Pranchas de horário

(24)

Quando a fala não se devolve da forma esperada

Na confecção de pranchas de...

(25)

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

FÍSICO DA SALA DE AULA

 Organizar áreas de trabalho

 Murais funcionais , ou seja, que oriente seu

aprendizado de forma clara , objetiva tendo o

cuidado com a poluição visual

 As salas devem ter um espaço definido e de fácil

acesso para que os alunos coloquem seus

objetos pessoais e os utilize sempre que

necessário

 Prateleiras, armários ou caixas de materiais se

possível próximos as áreas de trabalho de forma

que os materiais possam ser facilmente

(26)

FIGURA DO PROFESSOR

ELEMENTO PROPICIADOR

OBSERVADOR / MEDIADOR

PERSISTENTE / CONSISTENTE

SENSÍVEL / AFETUOSO

FIRME / SEGURO

(27)

FAMÍLIA & ESCOLA

PARCERIA FAMÍLA – ESCOLA

*Família participativa presente na Escola *Compreensão Familiar da Função da Escola *Acompanhamento do desenvolvimento do filho. *Trabalho Cooperativo Família-Escola e articulação interpessoal com a saúde. **ACREDITAR QUE É POSSÍVEL !!!!!!

(28)

O que acreditamos...

O crescimento da criança é resultado das

experiências que ela tem no seu grupo social ou

em outros grupos com os

quais convive.

A concepção histórico-cultural vem sendo assumida

na nossa prática porque no momento é ela que

fornece as explicações teóricas e as orientações

mais consistentes para a mesma.

Não existe nenhum método ou técnica inteiramente

eficaz e satisfatória capaz de ser aplicada com

sucesso a todos os casos.

Não podemos avaliar as possibilidades de

aprendizagem de uma criança à luz de uma escala

de desenvolvimento. Cada criança é única em seu

processo de desenvolvimento e aprendizagem.

(29)

• “Não

Não tenho caminho novo

o que eu tenho de novo

é o jeito de caminhar...

Aprendi,

o caminho me ensinou,

a caminhar cantando,

como convém a mim

e aos que vão comigo,

pois já não vou mais sozinho.

(Thiago de Mello)”

(30)

TÉCNICAS E CIRCUNSTÂNCIAS

Lista com algumas das técnicas utilizadas pelo Programa Son-Rise® para facilitar o desenvolvimento de habilidades sociais

Técnicas utilizadas para estimular o contato visual ESPONTANEO

• Celebrações - variadas

• Decoração de face (ex: pintura de face, óculos de brinquedo, etc.)

• Distância – experimentos com diversas distâncias entre facilitador e criança • Antecipação/ Suspense – utilizar a voz, face e corpo para criar antecipação

• 3Es (Energia, Empolgação, Entusiasmo) – face, voz, corpo, performance musical • dinâmica

• Respostas rápidas

• Movimentos físicos grandes – com corpo e/ou objetos

• Juntar-se – apaixonadamente, exatamente, exageradamente • Expressões faciais animadas

• Variação na voz – tom, frequência, volume, vozes de personagens, efeitos sonoros • Música

• Canto

• Brincadeiras físicas (ex: massagem, cócegas, pega-pega, etc.)

• Posicionamento (ex: posicionar-se em frente, no nível dos olhos ou abaixo da criança,etc)

(31)

Técnicas utilizadas para estimular o contato visual SOLICITADA

• Solicitação quando a criança está

altamente motivada

• Solicitação direta

• Solicitação indireta, disfarçada

• Explicações – o porquê queremos contato

de olho

• Pausa – depois da solicitação, por

variados segundos

(32)

Técnicas para linguagem solicitada

• Demonstração do significado das palavras com uma ação “Quebra” das palavras em partes

• Variação do tom de voz; Variação do volume de voz; Utilização de voz de personagens ao solicitar

• Pausa após a solicitação

• Solicitação quando a criança está altamente motivada • Utilização de prateleiras

• Exagero dos movimentos da boca

• Utilização de estímulo táctil (com permissão da criança) • Explicação dos movimentos da boca

• Explicação verbal associada à demonstração física do poder da linguagem

• Escutar atenciosamente

• Solicitação persistente quando a criança está motivada • Parar claramente a ação motivadora e utilizar pausa para

(33)

Técnicas para linguagem solicitada

• Solicitação indireta, disfarçada

• Resposta a todos os esforços da criança • Celebrações

• Resposta rápida e empolgada aos sons

• Fazer perguntas dando opções de resposta (escolha da criança) • Fazer experimentos com a posição das opções nas perguntas

• Fazer experimentos com o número de opções oferecidas em cada pergunta

• Fazer perguntas de resposta aberta

• Deixar “espaços” nas sentenças para a criança completar

• Temas elaborados em relação a dificuldades específicas de linguagem • Estimulação do interesse para encorajar a elaboração de perguntas por

parte da criança

• (ex: “Quando eu cheguei em casa aconteceu algo fantástico que eu adoraria contar para você!”, etc.)

• Escrever palavras/sentenças

• Fingir que não entendeu; Responder literalmente (ex: à ecolalia ou reversão pronominal, etc.); Explicações

(34)

Técnicas utilizadas para criar e prolongar a interação

• Ajudar a criança a ficar bem motivada antes de

solicitar algo dela

• Começar com formas simples de participação da

criança na brincadeira

• Oferecer um “papel” simples e claro para a criança na

brincadeira

• Elaborar brincadeiras a partir das motivações da

criança e Incorporar as idéias da criança na

brincadeira

• Dar controle

• Solicitar persistentemente que a criança participe

• Juntar-se sempre que a criança estiver em isolamento

• Reiniciar a brincadeira quando a criança estiver

(35)

Técnicas utilizadas para criar e prolongar a interação

• Chamar a criança de volta para a brincadeira quando ela anda/movimenta-se para fora da brincadeira mas ainda não está em isolamento

• Celebrar qualquer tentativa de participação ou movimentos em direção à brincadeira

• Verbalizar a sua crença na habilidade da criança • Explicar as razões para a solicitação

• Utilizar os 3Es (Energia, Empolgação, Entusiasmo) • Iniciar apaixonadamente a brincadeira

• Modificar a brincadeira com base nos sinais oferecidos pela criança

• Variar a brincadeira com o passar do tempo • Incorporar a imaginação na brincadeira

• Incorporar atividade física na brincadeira

• Incorporar estimulação sensorial na brincadeira • Utilizar objetos novos/interessantes

(36)

Indicações e gestos utilizados

pela criança

• Empurrar os objetos para longe

• Empurrar o facilitador para longe

• Fisicamente mover o facilitador

• Chorar/fazer sons de lamentação

• Dar objetos para o facilitador

• Pegar/puxar a mão do facilitador

• Apontar

(37)

Circunstâncias de linguagem

espontânea

• Olhando para o objeto • Olhando para a prateleira • Apontando para o objeto • Apontando para a prateleira

• Depois da modelagem da palavra pelo facilitador

• Depois da palavra ter sido modelada de várias formas pelo facilitador • Depois da palavra ter sido solicitada em um outro momento da sessão • Depois da palavra ter sido cantada pelo facilitador

• Durante o envolvimento em uma brincadeira • Sussurando

• Entre outros sons

• Ao brincar com um objeto

• Ao dar nomes para os objetos na sala

• Ao dar nomes para os objetos em um livro • Ao ler a palavra

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