SECRETARIA MUNICIPAL DE
EDUCAÇÃO
Centro Educacional Armando
Vidigal
Centro Educacional Armando
Vidigal
• Responsável pelo acompanhamento escolar de
alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades / superdotação
e múltiplas deficiência.
• Responsável pela confecção de materiais e
recursos multissensoriais
Pessoas com
deficiência
São aquelas que têm
impedimentos de
natureza física,
intelectual ou sensorial,
os quais, em interação
com diversas barreiras,
podem obstruir sua
participação plena e
efetiva na sociedade
com as demais pessoas.
Quem é o aluno com Transtornos
Globais do Desenvolvimento ?
São aqueles que apresentam um quadro de
alterações no desenvolvimento neuropsicomotor,
comprometimento nas relações sociais, na
comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se
nessa definição alunos com autismo clássico,
síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno
desintegrativo da infância (psicose infantil) e
transtornos invasivos sem outra especificação
(MEC/SEESP, 2008).
ALUNO COM TRANSTORNOS
GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO
• É uma criança que apresenta uma
tríade…
COMUNICAÇAO
COMPORTAMENTO
INTERAÇÃO
SOCIAL
INTERA
ÇÃO SOCIAL
Algumas características que a pessoa com TGD
pode apresentar:
• Conjunto de inabilidade de comportamentos
sociais:
– Dificuldade de iniciar interação social / conversação; – Pouca atenção às outras pessoas;
– Comportamentos não verbais de iniciação e manutenção de contato;
– Dificuldades em reconhecer e expressar emoções; – Dificuldade em buscar referências sociais (atitude do
outro / auto-regulação)
COMUNICAÇÃO
Utilização de gestos sem “intenção comunicativa”.
•Ausência de fala ou fala tardia com algumas
especificidades.
- Inabilidade na prosódia (ritmo e entonação); - Fala repetitiva;
- Uso idiossincrático de palavras (significados particulares/ criação de palavras).
- Dificuldade nos aspectos pragmáticos da comunicação e na estruturação
(ordenação/
planejamento/ iniciativa)
da narrativa.- Dificuldade na compreensão da função da linguagem e interpretação de narrativas.
COMPORTAMENTO
• Padrão de interesses e atividades diferenciadas • Podem engajar-se em atividades repetitivas e
estereotipadas com os objetos.
• Dificuldade no comportamento de jogo simbólico
(faz de conta).
• Podem ter interesse por números, datas, horários,
figuras, fotos, mapas, leitura de palavras, de forma sistemática / persistente.
• Podem apresentar maior interesse em atividades
relacionadas à memória.
• Apresentam resistência a mudanças de rotina de
vida diária e a incorporação de novos hábitos.
Como realizar o levantamento das
Necessidades Educacionais Especiais
• Conversando com os responsáveis
• Interagindo com o aluno
• Observando o aluno (O que realiza com autonomia?
O que consegue realizar com ajuda? Qual o tipo de
ajuda necessária? Quais os aspectos que dificultam
a realização das
atividades?
• Discutindo com a equipe técnica da escola, da SAED e
do Centro Educacional
ABORDAGEM PEDAGÓGICA
–
A escola é um lugar privilegiado para potencializar
e redefinir práticas subjetivas incluindo,
especialmente, aqueles que possuem
particularidades em seu desenvolvimento.
–
O espaço escolar é fundamental para que os alunos
construam conhecimentos acadêmicos e
sistematizados, ampliando seu contato
interpessoal e modos de representação e
expressão sobre o mundo circundante.
–
O espaço escolar tem a mesma função para os
alunos com TGD.
O professor, na perspectiva da educação inclusiva, não ministra um “ensino diversificado” para alguns. Ele prepara atividades diversas para seus alunos (com e sem deficiência) ao trabalhar um mesmo conteúdo curricular.
A receptividade à inovação anima a escola a criar e a ter liberdade para experimentar alternativas de ensino. Sua
autonomia para criar e experimentar coisas novas se estenderá aos alunos com ou sem deficiência e assim os alunos com
deficiência serão valorizados e reconhecidos por suas capacidades e respeitados em suas limitações.
BATISTA, C. A. M. & MANTOAN, M. T. E. A escola comum diante da deficiência mental. In: Formação continuada a distância de professores para o atendimento educacional especializado: deficiência mental. SEESP/SEED/MEC. Brasília, DF, 2007
ABORDAGEM PEDAGÓGICA
Não existe nenhum método ou técnica inteiramente eficaz e satisfatório capaz de ser aplicada com sucesso a todos os alunos. A orientação é que o professor busque o conhecimento mais completo de seu aluno, observando como age, reage em determinadas situações, qual a sua forma de se comunicar, enfim, buscar o interesse de seu aluno pela alfabetização e conteúdos acadêmicos a partir de observação, atitude de indagação ativa e de exploração criativa através de situações reais e significativas.
O fazer pedagógico do
professor:
Uma rotina estruturada:
oferecer uma previsibilidade de
acontecimentos, que permita situar
a criança no espaço e no tempo,
onde a organização de todo o
contexto torna-se uma referência
para
sua
segurança
interna,
diminuindo seu nível de angústia,
ansiedade, frustração e distúrbios
de comportamentos
O fazer pedagógico do
professor:
Valorização
de
elementos
da
natureza:
estimular o aluno a perceber o seu meio
ambiente através da observação e
contato com elementos da natureza
como: sol, chuva, árvore, animais,
pessoas,
visando
facilitar
sua
percepção, interação e diferenciação no
mundo.
Importância do apoio visual: Muitos alunos com comportamentos agitados e dispersos podem se beneficiar com os recursos visuais. O material visual permite um maior tempo de processamento, fornece um registro permanente ao qual o aluno pode recorrer sempre que preciso como auxílio da memória, ajuda a tornar a linguagem mais concreta, fornece informações num formato que os alunos conseguem interpretar com maior facilidade, clareia informações verbais, oferece uma estrutura que aumenta a compreensão e aceitação de mudanças , dá apoio à transição de uma atividade a outra ou localizações. Algumas estratégia podem ser utilizadas como: calendário, fichas de horários e rotinas, regras visuais e lembretes, listas, instruções, recados e em qualquer atividade desenvolvida em sala de aula.
O trabalho com a Comunicação Alternativa Ampliada (CAA): A comunicação é fator essencial para a
integração do sujeito na sociedade. A comunicação é utilizada na interação com outras pessoas, interação
essa que forma laços sociais que ligam as pessoas umas as outras , suas comunidades e culturas. A comunicação alternativa ampliada é utilizada para possibilitar outras formas de comunicação. A comunicação é considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação e, considerada ampliada quando o
indivíduo possui alguma comunicação, mas esta não é suficiente para as suas trocas sociais. Com o aluno TGD a construção de um trabalho com a CAA irá desenvolver a intencionalidade da comunicação e viabilizar a
possibilidade de expressão. Observamos que quanto
mais a comunicação fica eficiente há uma diminuição do comportamento inadequado e alterações de humor que provavelmente vêem da dificuldade de expressarem o que querem e o que sentem.
Quando a fala não se devolve da forma esperada
O PAPEL DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E AMPLIADA (CAA) NA INTEGRAÇÃO DAS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA
Situação-problema – O aluno com autismo, por exemplo, que não fala nem demonstra o que quer fazer... Como atuar com ele?
Criação de pranchas de Comunicação Objetos reais – Miniaturas - Objetos parciais
Para alunos não alfabetizados... Em processo de letramento... Possibilita ao não falante fazer escolhas e manifestar-se.
Seqüência de signos de atividades minimizam a ansiedade do aluno.
São exemplos de recursos de baixa tecnologia:
Fotografias /recortes de revistas ou embalagem de produtos
Quando a fala não se devolve da forma esperada
Na confecção de pranchas de...
Pranchas de rotina Pranchas de horário
Quando a fala não se devolve da forma esperada
Na confecção de pranchas de...
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
FÍSICO DA SALA DE AULA
Organizar áreas de trabalho
Murais funcionais , ou seja, que oriente seu
aprendizado de forma clara , objetiva tendo o
cuidado com a poluição visual
As salas devem ter um espaço definido e de fácil
acesso para que os alunos coloquem seus
objetos pessoais e os utilize sempre que
necessário
Prateleiras, armários ou caixas de materiais se
possível próximos as áreas de trabalho de forma
que os materiais possam ser facilmente
FIGURA DO PROFESSOR
ELEMENTO PROPICIADOR
OBSERVADOR / MEDIADOR
PERSISTENTE / CONSISTENTE
SENSÍVEL / AFETUOSO
FIRME / SEGURO
FAMÍLIA & ESCOLA
PARCERIA FAMÍLA – ESCOLA
*Família participativa presente na Escola *Compreensão Familiar da Função da Escola *Acompanhamento do desenvolvimento do filho. *Trabalho Cooperativo Família-Escola e articulação interpessoal com a saúde. **ACREDITAR QUE É POSSÍVEL !!!!!!
O que acreditamos...
O crescimento da criança é resultado das
experiências que ela tem no seu grupo social ou
em outros grupos com os
quais convive.
A concepção histórico-cultural vem sendo assumida
na nossa prática porque no momento é ela que
fornece as explicações teóricas e as orientações
mais consistentes para a mesma.
Não existe nenhum método ou técnica inteiramente
eficaz e satisfatória capaz de ser aplicada com
sucesso a todos os casos.
Não podemos avaliar as possibilidades de
aprendizagem de uma criança à luz de uma escala
de desenvolvimento. Cada criança é única em seu
processo de desenvolvimento e aprendizagem.
• “Não
Não tenho caminho novo
o que eu tenho de novo
é o jeito de caminhar...
Aprendi,
o caminho me ensinou,
a caminhar cantando,
como convém a mim
e aos que vão comigo,
pois já não vou mais sozinho.
(Thiago de Mello)”
TÉCNICAS E CIRCUNSTÂNCIAS
Lista com algumas das técnicas utilizadas pelo Programa Son-Rise® para facilitar o desenvolvimento de habilidades sociais
Técnicas utilizadas para estimular o contato visual ESPONTANEO
• Celebrações - variadas
• Decoração de face (ex: pintura de face, óculos de brinquedo, etc.)
• Distância – experimentos com diversas distâncias entre facilitador e criança • Antecipação/ Suspense – utilizar a voz, face e corpo para criar antecipação
• 3Es (Energia, Empolgação, Entusiasmo) – face, voz, corpo, performance musical • dinâmica
• Respostas rápidas
• Movimentos físicos grandes – com corpo e/ou objetos
• Juntar-se – apaixonadamente, exatamente, exageradamente • Expressões faciais animadas
• Variação na voz – tom, frequência, volume, vozes de personagens, efeitos sonoros • Música
• Canto
• Brincadeiras físicas (ex: massagem, cócegas, pega-pega, etc.)
• Posicionamento (ex: posicionar-se em frente, no nível dos olhos ou abaixo da criança,etc)
Técnicas utilizadas para estimular o contato visual SOLICITADA
• Solicitação quando a criança está
altamente motivada
• Solicitação direta
• Solicitação indireta, disfarçada
• Explicações – o porquê queremos contato
de olho
• Pausa – depois da solicitação, por
variados segundos
Técnicas para linguagem solicitada
• Demonstração do significado das palavras com uma ação “Quebra” das palavras em partes
• Variação do tom de voz; Variação do volume de voz; Utilização de voz de personagens ao solicitar
• Pausa após a solicitação
• Solicitação quando a criança está altamente motivada • Utilização de prateleiras
• Exagero dos movimentos da boca
• Utilização de estímulo táctil (com permissão da criança) • Explicação dos movimentos da boca
• Explicação verbal associada à demonstração física do poder da linguagem
• Escutar atenciosamente
• Solicitação persistente quando a criança está motivada • Parar claramente a ação motivadora e utilizar pausa para
Técnicas para linguagem solicitada
• Solicitação indireta, disfarçada
• Resposta a todos os esforços da criança • Celebrações
• Resposta rápida e empolgada aos sons
• Fazer perguntas dando opções de resposta (escolha da criança) • Fazer experimentos com a posição das opções nas perguntas
• Fazer experimentos com o número de opções oferecidas em cada pergunta
• Fazer perguntas de resposta aberta
• Deixar “espaços” nas sentenças para a criança completar
• Temas elaborados em relação a dificuldades específicas de linguagem • Estimulação do interesse para encorajar a elaboração de perguntas por
parte da criança
• (ex: “Quando eu cheguei em casa aconteceu algo fantástico que eu adoraria contar para você!”, etc.)
• Escrever palavras/sentenças
• Fingir que não entendeu; Responder literalmente (ex: à ecolalia ou reversão pronominal, etc.); Explicações
Técnicas utilizadas para criar e prolongar a interação
• Ajudar a criança a ficar bem motivada antes de
solicitar algo dela
• Começar com formas simples de participação da
criança na brincadeira
• Oferecer um “papel” simples e claro para a criança na
brincadeira
• Elaborar brincadeiras a partir das motivações da
criança e Incorporar as idéias da criança na
brincadeira
• Dar controle
• Solicitar persistentemente que a criança participe
• Juntar-se sempre que a criança estiver em isolamento
• Reiniciar a brincadeira quando a criança estiver
Técnicas utilizadas para criar e prolongar a interação
• Chamar a criança de volta para a brincadeira quando ela anda/movimenta-se para fora da brincadeira mas ainda não está em isolamento
• Celebrar qualquer tentativa de participação ou movimentos em direção à brincadeira
• Verbalizar a sua crença na habilidade da criança • Explicar as razões para a solicitação
• Utilizar os 3Es (Energia, Empolgação, Entusiasmo) • Iniciar apaixonadamente a brincadeira
• Modificar a brincadeira com base nos sinais oferecidos pela criança
• Variar a brincadeira com o passar do tempo • Incorporar a imaginação na brincadeira
• Incorporar atividade física na brincadeira
• Incorporar estimulação sensorial na brincadeira • Utilizar objetos novos/interessantes
Indicações e gestos utilizados
pela criança
• Empurrar os objetos para longe
• Empurrar o facilitador para longe
• Fisicamente mover o facilitador
• Chorar/fazer sons de lamentação
• Dar objetos para o facilitador
• Pegar/puxar a mão do facilitador
• Apontar
Circunstâncias de linguagem
espontânea
• Olhando para o objeto • Olhando para a prateleira • Apontando para o objeto • Apontando para a prateleira
• Depois da modelagem da palavra pelo facilitador
• Depois da palavra ter sido modelada de várias formas pelo facilitador • Depois da palavra ter sido solicitada em um outro momento da sessão • Depois da palavra ter sido cantada pelo facilitador
• Durante o envolvimento em uma brincadeira • Sussurando
• Entre outros sons
• Ao brincar com um objeto
• Ao dar nomes para os objetos na sala
• Ao dar nomes para os objetos em um livro • Ao ler a palavra