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Rev. adm. empres. vol.32 número3

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

uNiio é possfvel amfiar em planos que desconheçam o que já existe." Um dlls maiores desafios da Administração está em r.aran-tir que o direcionamento estrattgíco organizacional5eJa efeti-vamente operacÜlnalizado pel<J seu sistema de adicionamento de valor econômico e que seja coerente com o mesmo.

Coerência estratégica a nwel operacÜlnal significa faw' acontecer de acordo com opções diretivas. Mas não ao ponto de transformar o sistema de agregação de valor num dinossauro não-adaptatfoo, íncapaz de reagir a coações do lado da oferta e do lado da demanda.

Congruência de valores e de ações. Capacidade de resposta a mudanças ambientais. Desafios permanentes da Adminis-tração no sentido de garantir que o discurso seja coerente com as práticas e que os resultados tenlulm valor econômico. De um lado, a construção da identidade organizacÜlnal; de outro, a construção da legitimidade socíal e ecotúlmica.

Complicadllr adício111ll para uma coerência estratégica a nível operacúmal, a busca da identidade e da legitimidade

organizacional se dá em meio a uma intensa disputa pelo controle das ações e dos resultados da Administração o que acaba f!!JT pulverizar funções, gastos e investimentos, masca-rar oójetivos reais, valorizar insumos e não resultados e internidizar interesses conflitantes normalmente alheios à missão Dr!(anizacional.

Sobrevtver a esta permanente luta de readequação organi-zacional envolve, entre tantas necessidades, o que se poderia chamar de "Administração da Aprendizagem Organizacio-nal", no sentido de, a cada instante,seconliecer a real capaci-dade da organização em firmar a sua identicapaci-dade e construir a sua legitimidade. A Administração que não valorizar este processo permanente de aprendizagem, corre o risco de admi-nistrar uma coisa pensando ser outra, base da falta de coerên-cia estratégica anfoel operacional e da administração como um fim em si mesmo.

AdministraçiitJ Revisitada significa este processo per-manente de auto-conhecimento e reformulaçãoorganizacional em termos de recursos, resultados e adequação tl demanda. Deve estar presente nos insumos, processos e produtos de qualquer ação adminístrati'Ua. Numa revista deve estar tam-bém presente em seu acervo.

Neste sentido, a Direção da RAE, com o apoW da Pro[ª Yoltmda F. Balcão, identificou alguns artigos considerados

"cldssicos" publicados pe(a RAE e formuwu a seguinte per-gunta a seus autores: se você tivesse que reescrever este artigo hoje, que modificações voce faria? O resultado foi esta coletil-nea de artigos revisitados que simboliza duas opções poUticas da RAE. Primeiro, cuidar para que o seu acervo esteja perma-nentemente atualizado e não se converta num "arqufoo mor-to", ou numdílWSsauro nito-1ldaptativo, respeitando o interes-se do leitor e contribuindo para uma evolução permanente. Segundo, representa a implantação de um "departamento" permanente 1Ul 'Revista -a RAE revisitada. Não se trata de um mero reprint de artigos do passado, mas a publicação repensada, revista e renovado, incorporando não apenas uma reafirmação ou reposicianamento do autor com relação ao tema, mas a incorporação do fJrDPe5SO conceitual e dlls fatos

de Administração 1Ul área de injtubu:ía do artigo.

Esta edição da RAE também é particularmente importante porque é o marco de transição de uma polaica de publicaçiid trimestral para uma pol{tica de publicação bimestral. Repre-senta uma firme decisão prática de maior aproximação do leitor e de garantir uma razão maior da oferta de artigos, cumprindo a sua missão de busca de e:xr:elhtcia como erma! de

veiculação das contribuições acadêmicas e do pensamento admínistrativo de ponta no Brasil.

Prof. Marilson Alves Gonçalves Direror da RAE

VOLUME32

N'3

JUUAGO. 1992 •

ARTIGOS

Desenvolvimento Econômico e o

Empresário

Luiz Carlos Bresser Pereira

6

O que se deve entender par desenvolvimento ecorúlmico? Que

papéis estão reservados aos empresários, aos capitalistas, aos administradores e ao Estado com relaçiüJ a esta ques!M? O

aumento da produtividade, a or8"nizru;ão racional da produção, a criru;ilo de novas oportunidades para a inovação empresarial e a

イ・。ャゥZイセセ￧ ̄ッ@ de poupança e investimento são parte da resposta.

Teoria da Organização e

Sociedades Subdesenvolvidas

Carlos Osmar Bertero

14

Cabe questionar a validade da "Teoria das Organiza{ões" quando aplicadas a um contexto diverso do Ocidental. O uso do referencial

estruturalista de Amitai Etzioni procura dimensicnar a lacuna entre as sociedades ocidentais e as não ocidentais, à luz iUJ

referencial teórico da década de 60.

セ@

Determinação do Orçamento

Promocional: um caso específico

Orlando Figueiredo

3 0

Quanto gastar em propo!J"nda em situações de negócio em que o preço é tabelado? Um método que oferece ao empresárÜl

pal'limetros urientadores para esta decisão é desenvolvido.

Algumas Observações Sobre a

Margem de Contribuição

Ivan Pinto Dias

3 6

O COllCeito de margem de contribuição é utilizado para demonstrar a

frdácia

da análise da custo total e os cuidados necessárÜls no cálculo do ponto de equíllbrio.

Referências

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