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Eletricidade, Eletrônica e Computação Aplicadas

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Academic year: 2021

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Prof. Dr. Thiago Corrˆea de Freitas

Curso Superior de Tecnologia em Luteria Setor de Educa¸c˜ao Profissional e Tecnologica

Universidade Federal do Paran´a Aula 03

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I A unidade de capacitˆancia ´e o farad (F ).

I Na pr´atica utilizam-se subm´ultiplos: µF , nF e pF . I Capacitores podem ser:

I Fixos, possuem valor de capacitˆancia fixa.

I Polarizados, os polos devem ser ligados especificamente. I Vari´aveis, possuem valor de capacitˆancia vari´avel dentro de um

intervalo.

Figura : S´ımbolos dos capacitores fixos, polarizados e vari´aveis. Fonte: Wikipedia.

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I Exemplos de capacitores diversos.

I No capacitor eletrol´ıtico, o terminal maior indica polariza¸c˜ao positiva.

I Em outro tipos de capacitor polarizado, existe indica¸c˜ao.

Figura : Aqui temos capacitores fixos (cerˆamico, poli´ester, tˆantalo), polarizado (eletrol´ıtico, ´oleo) e o vari´avel. Fonte: Eletrˆonica did´actica.

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I Exemplos de capacitores vari´aveis diversos.

Figura : Capacitores vari´aveis s˜ao indicados pelos valores m´aximo e m´ınimo de capacitˆancia . Fonte: Wikipedia.

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I Garrafa de Leyden, um primeiro capacitor.

I Cria¸c˜ao de Pieter van Musschenbroek da Universidade de Leyden, Holanda, em 1745.

Figura : Garrafa de Leyden constru´ıda ao redor de 1745. Fonte: http://www.magnet.fsu.edu/.

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I Explicando a garrafa de Leyden

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I Capacitor de placas paralelas

Figura : Esquema de um capacitor de placas paralelas. Fonte: alunosonline.com.br.

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I Ocupando menos espa¸co e melhorando o capacitor.

Figura : Esquema de um capacitor. Fonte: http://capacitorselect.blogspot.com.br/

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I Associa¸c˜ao em s´erie de n capacitores.

I A capacitˆencia Ceq equivalente se calcula como:

1 Ceq = 1 C1 + 1 C2 + ... + 1 Cn 1 Ceq = n X i=1 1 Ci

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I Associa¸c˜ao em paralelo de n capacitores.

I A capacitˆancia Ceq equivalente se calcula como:

Ceq= C1+ C2+ ... + Cn Ceq= n X i=1 Ci

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I O diodo ´e o dispositivo semicondutor mais simples.

I Por´em, o real entendimento de seu funcionamento depende da Mecˆanica Quˆantica.

Figura : S´ımbolo que representa o diodo, indica¸c˜ao da polariza¸c˜ao dos terminais. Fonte: Wikipedia

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I Dopar um semicondutor ´e acrescentar impurezas de forma a produzir um desequil´ıbrio nos portadores de carga.

I Semicondutor tipo n: a impureza faz com que a maioria dos portadores de carga sejam negativos (el´etrons).

I Semicondutor tipo p: a impureza faz com que a maioria dos portadores de carga sejam positivos (buracos ou ausˆencia de el´etrons).

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Figura : Esquema de um circuito envolvendo uma bateria, uma lˆampada, uma chave e um diodo. Fonte: http://www.imagesco.com

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Figura : Esquema do fluxo de el´etrons e de buracos em uma jun¸c˜ao pn. Fonte: Wikibooks.

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I O diodo semicondutor apresenta um comportamento muito interessante, a corrente flui em apenas uma dire¸c˜ao.

I Esse efeito ´e utilizado como chaveamento da corrente el´etrica, permitindo por exemplo a retifica¸c˜ao de sinais CA

transformando-os em CC.

Figura : Exemplos de retifica¸c˜ao CA para CC. Fonte: http://jdauteuil.blogspot.com.br

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I Diodo emissor de luz.

Figura : S´ımbolo do LED. Exemplos de LEDs comuns. Fonte: learn.sparkfun.com e Wikipedia.

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Figura : Compara¸c˜ao de custos de lˆampadas incandescentes, fluorescentes e de LED. Fonte: drsolek.wordpress.com.

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I E todo o conjunto de fenˆ´ omenos associados a campos magn´eticos.

I O magnetismo dos materiais ´e de origem puramente quˆantica.

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I Ao contr´ario dos fenˆomenos el´etricos que posuem sua origem em cargas el´etricas, no magnetismo n˜ao existe uma carga magn´etica isolada (monop´olo magn´etico).

I No magnetismo, a origem do campo magn´etico s˜ao os dipolos magn´eticos, que consistem no m´ınimo de um par de p´olos norte-sul.

I At´e hoje n˜ao foram encontrados os monop´olos magn´eticos. Existem in´umeras teorias sobre eles.

Figura : Analogia entre eletricidade e magnetismo. Fonte: http://www-d0.fnal.gov.

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I N˜ao ´e poss´ıvel obter um monop´olo magn´etico quebrando um ´ım˜a.

I Mesmo que segu´ıssemos a uma escal atˆomica!

I Sempre ficamos com dois ´ım˜as com um p´olo norte e um p´olo sul cada.

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I Da mesma forma que existem linha de campo el´etrico, temos as linhas de campo magn´etico.

I As linhas saem do p´olo norte e chegam ao p´olo sul. I N˜ao existem linhas de campo magn´etico abertas.

Figura : Campo magn´etico de um ´ım˜a em forma de barra. Fonte: http://www.antenna-theory.com.

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Figura : O el´etron possui um momento de dipolo magn´etico instr´ınseco. Fonte: http://www.princenton.edu.

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I Diamagnetismo: a magnetiza¸c˜ao ´e oposta a do campo magn´etico aplicado, levando a uma susceptibilidade negativa. I Paramagnetismo: os ´atomos ou mol´eculas possuem momento

magn´etico resultante, o qual pode se alinhar na dire¸c˜ao do campo magn´etico aplicado, a susceptibilidade ´e positiva por´em, pequena.

I Ferromagnetismo: algumas substˆancias possuem momento magn´etico resultante que se alinham a um campo magn´etico e a magnetiza¸c˜ao persiste mesmo ap´os a remo¸c˜ao do campo magn´etico. O ferromagnetismo ocorre apenas dentro de uma faixa de temperatura.

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I Em um s´olido, o magnetismo ´e oriundo dos dom´ınios magn´eticos.

I Os dom´ınios s˜ao como se fossem ´ım˜as microsc´opicos cujo campo magn´etico est´a em uma determinada orienta¸c˜ao. I Um peda¸co de ferro possui seus dom´ınios magn´eticos

orientados aleat´oriamente.

I Quando um campo magn´etico ´e aplicado, os dom´ınios se orientam e o peda¸co de ferro passa a ter magnetiza¸c˜ao permanente.

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Figura : Dom´ınios magn´eticos antes e depois da aplica¸c˜ao de um campo magn´etico. Fonte: agsuperscience.blogspot.com.

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Figura :´Im˜a de neod´ımio. Listras claras e escuras s˜ao os dom´ınios

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Como desmagnetizar um ´ım˜a?

I Aplicando campos magn´eticos externos de orienta¸c˜ao contr´aria. Isso for¸ca os dom´ınios a tomarem outras orienta¸c˜oes.

I Aquecendo o ´ım˜a. O movimento t´ermico dos ´atomos tende a desalinar os dom´ınios magn´eticos.

I Choques mecˆanicos. Tem efeito semelhante ao aquecimento, uma vez que desorientam os dom´ınios magn´eticos.

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I Tamb´em conhecidos como cerˆamicos, esta fam´ılia aparece no mercado em 1952.

I O processo de fabrico consiste na pulveriza¸c˜ao das mat´erias-primas at´e a forma¸c˜ao de mono-cristais.

I Este composto ´e ent˜ao prensado numa forma sob a influˆencia de um campo magn´etico orientado.

I Ap´os esta compacta¸c˜ao, o material ´e sintetizado em fornos especiais e moldado para os formatos e dimens˜oes desejados. I Hoje em dia, os im˜as cerˆamicos s˜ao os que possuem menor

custo. S˜ao resistentes `a corros˜ao, ´acidos, sais lubrificantes e gases.

I Max. Temperatura de trabalho 250 oC. Exemplos de aplica¸c˜oes: alto-falantes, motores CC, sensores.

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I Alnico s˜ao ligas de Fe (Ferro) contendo Al (Alum´ınio), Ni N´ıquel e Co (Cobalto), al´em de outros elementos.

I As ligas Alnico foram descobertas na d´ecada de 1920, e permitiram a produ¸c˜ao industrial de im˜as artificiais com indu¸c˜ao magn´etica muito superior `a dos naturais.

I Um im˜a de Alnico ´e capaz de levantar mais de 1000 vezes seu pr´oprio peso.

I Os im˜as de Alnico tˆem grande estabilidade t´ermica, ou seja, mantˆem as suas caracter´ısticas numa faixa de temperatura muito larga, de aproximadamente -250◦C a 550◦C.

I O material ´e ainda resistente `a oxida¸c˜ao. As suas principais aplica¸c˜oes s˜ao alto-falantes, motores el´ectricos e geradores de pequeno porte, etc. Foram tamb´em muito usados em

instrumentos de medida, como veloc´ımetros, tac´ografos, medidores de energia el´ectrica, etc.

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I Os im˜as de Sam´ario-Cobalto (SmCo) foram desenvolvidos em 1960, como resultado da pesquisa de novos materiais

magn´eticos baseados em ligas de Fe, Co, Ni e Terras Raras. I S˜ao produzidos prensando-se as ligas pulverizadas, no formato

final. Posteriormente s˜ao sinterizados a altas temperaturas. I Apesar das excelentes propriedades magn´eticas e resistˆencia ´as

temperaturas (at´e 250oC), o alto custo pode limitar suas aplica¸c˜oes. Possuem razo´avel resistˆencia `a corros˜ao e n˜ao necessitam de revestimentos particulares.

I Devido `a sua elevada fragilidade, devem ser manuseados com cuidado. Max. Temperatura de trabalho: 250oC Exemplos de

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I Um ´ım˜a de neod´ımio ´e um im˜a feito a partir de uma combina¸c˜ao de neod´ımio, ferro e boro, tamb´em conhecidos como Terras Raras, entraram no mercado em 1980.

I Os im˜as de NdFeB s˜ao produzidos pelo compacta¸c˜ao de ligas pulverizadas. Possuem as melhores propriedades de todos os im˜as existentes e uma incr´ıvel rela¸c˜ao indu¸c˜ao/peso.

I S˜ao normalmente niquelados, zincados ou revestidos com resina ep´oxi por serem altamente suscept´ıveis a corros˜ao. I Este tipo de im˜a ´e muito poderoso em compara¸c˜ao com a sua

massa, mas tamb´em ´e mecˆanicamente fr´agil e perde seu magnetismo em temperaturas entre 70oC e 180◦C.

I Devido ao seu custo mais baixo, tˆem substitu´ıdo os im˜as de sam´ario-cobalto na maioria das aplica¸c˜oes, que s˜ao

ligeiramente mais fracos e significamente mais resistentes `a temperatura. Exemplos de aplica¸c˜oes: alto-falantes, discos rig´ıdos, geradores e´olicos, equipamentos eletrˆonicos.

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Figura : Apenas Fe, Co e Ni s˜ao magn´eticos em n´ıvel atˆomico. Fonte: 1tvg.com

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Unidades de medida de campo magn´etico I tesla (T) (equivalente a newton.segundocoulomb.metro ).

I gauss (G) 1T=10.000G

I O campo magn´etico da Terra varia de 25.000 at´e 65.000 nT ou 0,25 at´e 0,65 G.

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I C. Fowler Fundamentos de Eletricidade 2. 7.ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

I Cap´ıtulo 10 - Teste seus conhecimentos: 1, 2, 3, 5, 7, 8, 11, 12, 13, 15, 18, 20, 21, 22, 23, 26, 31,37,42, 62, 63.

I C. Fowler Fundamentos de Eletricidade 1. 7.ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

I Cap´ıtulo 7 - Teste seus conhecimentos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 25, 26, 27, 38, 39, 40, 45, 46, 47.

Referências

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