06
_ Evolução dos negóciosMercado doméstico
Demonstração de resultados • operações domésticas (1) milhões de euros 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Receitas operacionais 877.9 872.1 0.7% 3.394,5 3.398,3 (0,1%) Rede fixa 495.1 485.4 2.0% 1.931,4 1.962,4 (1,6%) Móvel Portugal • TMN 413.1 412.9 0.1% 1.601,5 1.542,9 3,8% Outros e eliminações (30.4) (26.3) 15.5% (138,4) (107,0) 29,3% Custos operacionais, excluindo amortizações514.5 424.1 21.3% 1.868,8 1.722,2 8,5%Custos com pessoal 84.0 90.3 (7.0%) 337,1 373,4 (9,7%) Custos com benefícios de reforma (PRBs) 12.0 (56.7) n.m. 44,8 (65,2) n.a. Custos directos dos serviços prestados 140.9 117.3 20.1% 512,1 467,5 9,5% Custos comerciais 127.0 114.8 10.6% 399,6 372,5 7,3% Outros custos operacionais 150.6 158.3 (4.9%) 575,2 574,0 0,2%
EBITDA (2) 363.3 448.0 (18.9%) 1.525,7 1.676,1 (9,0%)
EBITDA, excluindo PRBs (3) 375.4 391.3 (4.1%) 1.570,5 1.610,9 (2,5%)
Amortizações 168.2 146.6 14.8% 611,4 565,0 8,2%
Resultado operacional (4) 195.1 301.4 (35.3%) 914,3 1.111,1 (17,7%)
Margem EBITDA 41.4% 51.4% (10.0pp) 44,9% 49,3% (4,4 pp) Margem EBITDA, excluindo PRBs 42.8% 44.9% (2.1pp) 46,3% 47,4% (1,1 pp) Capex (5) 300.3 214.5 40.0% 661,2 488,3 35,4%
Capex em % das receitas operacionais 34.2% 24.6% 9.6pp 19,5% 14,4% 5,1 pp EBITDA, excluindo PRBs menos Capex 75.1 176.8 (57.5%) 909,3 1.122,7 (19,0%)
(1) As operações domésticas incluem o segmento de rede fixa, TMN, PT Inovação, PT SI, PT Pro e a PT Contact. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) EBITDA, excluindo PRBs = EBITDA + custos com benefícios de reforma. (4) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos do programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos. (5) Em 2007, o Capex exclui 242 milhões de euros relativos a compromissos adicionais nos termos da licença UMTS.
As receitas de operações domésticas, que incluem a rede fixa e a TMN, beneficiaram de um momento de inflexão na rede fixa no quarto trimestre de 2008 e permaneceram estáveis em 2008 no montante de 3.395 milhões de euros, não obstante o impacto negativo do decréscimo das MTRs e o declínio de “Outros e eliminações”, relativo es-sencialmente à menor actividade dos negócios de call center e subcontratação de pro-cessos corporativos (BPO) em Portugal e após o spin-off do segmento multimédia. As receitas provenientes do segmento de rede fixa decresceram 1,6% em 2008 face ao ano anterior, mas apresentaram um crescimento de 2,0% no quarto trimestre de 2008 face ao mesmo período do ano anterior, um crescimento homólogo positivo pela primeira vez nos últimos dezasseis trimestres. A acentuada melhoria do segmento de rede fixa, tanto sequencial como numa base anual, é explicada pelo forte e contínuo arranque do serviço de TV por subscrição e também pelo desempenho sólido dos serviços de dados e soluções empresariais. Com efeito, as unidades geradoras de receita de retalho aumentaram em 184 mil unidades em 2008, que compara com uma perda de 319 mil em 2007. O sucesso contínuo da TV por subscrição está a impulsionar o desempenho do segmento de rede fixa da PT, não obstante ter sido lançado apenas em Abril e de ainda não ter atingido massa crítica. A receita de clientes na TMN apresentou um forte crescimento (mais 5,7% no ano, face a 2007) na medida em que as receitas de dados aumentaram 30,2%, já representando 20,3% das receitas de serviços móveis, uma me-lhoria de 4,3 pp face a 2007. A performance das receitas de operações domésticas foi negativamente influenciada pelas MTRs, no montante de 10 milhões de euros na rede
2008 foi o ano da convergência e da articulação
e optimização de serviços, processos, plataformas e
infra-estruturas. Daqui resultou um reforço da liderança
no mercado doméstico em que se destacaram o meo
e a aposta forte nas redes de banda larga.
fixa e de 24 milhões de euros na TMN. Desde 1 de Outubro de 2008, as tarifas de ter-minação móvel foram reduzidas de 8 para 7,5 cêntimos de euro, o que compara com 11 cêntimos de euro em 2007 e corresponde a um decréscimo de 6,3%, face a 2007, das receitas de interligação em 2008.
O EBITDA excluindo PRBs diminuiu 2,5% em 2008, face a 2007, para 1.570 milhões de euros num cenário de: (1) forte crescimento do serviço de TV por subscrição (“meo”), o que resultou também no aumento dos custos de programação e comerciais; (2) aumen-to de cusaumen-tos com serviços de atendimenaumen-to e suporte a clientes devido ao forte cresci-mento da banda larga móvel, bem como os serviços de TV por subscrição; e (3) redução nas MTRs. O controle e a contenção de custos na PT reflectiram-se no decréscimo de 9,7% das despesas com pessoal e na margem EBITDA excluindo PRBs de 46,3%. O decréscimo sustentado nas despesas com pessoal e outros custos operacionais reflecte o processo contínuo de racionalização das operações domésticas. Em 2008, o EBITDA reportado das operações em Portugal situou-se em 1.526 milhões de euros, equivalente a uma margem de 44,9%.
Rede fixa
Demonstração de resultados • rede fixa (1) milhões de euros 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Receitas operacionais 495.1 485.4 2.0% 1.931,4 1.962,4 (1,6%) Retalho 234.6 244.7 (4.1%) 953,5 1.023,2 (6,8%) Serviços a operadores (wholesale) 122.8 126.3 (2.8%) 488,5 486,9 0,3% Dados e soluções empresariais 78.8 67.0 17.7% 286,5 265,6 7,9% Outras receitas de rede fixa 58.9 47.5 24.1% 203,0 186,7 8,7%Custos operacionais, excluindo amortizações296.8 202.6 46.5% 1.089,0 953,6 14,2%
Custos com pessoal 58.4 64.3 (9.2%) 226,7 252,9 (10,3%) Custos com benefícios de reforma (PRBs) 12.0 (56.7) n.m. 44,7 (65,3) n.a. Custos directos dos serviços prestados 111.7 89.5 24.8% 390,9 354,0 10,4% Custos comerciais 28.2 27.5 2.6% 112,5 90,8 23,9% Outros custos operacionais 86.6 78.1 10.8% 314,1 321,2 (2,2%)
EBITDA (2) 198.3 282.8 (29.9%) 842,5 1.008,8 (16,5%)
EBITDA, excluindo PRBs (3) 210.3 226.1 (7.0%) 887,1 943,5 (6,0%)
Amortizações 107.0 77.4 38.1% 365,7 323,6 13,0%
Resultado operacional (4) 91.3 205.3 (55.5%) 476,7 685,2 (30,4%)
Margem EBITDA 40.0% 58.3% (18.2pp) 43,6% 51,4% (7,8 pp) Margem EBITDA, excluindo PRBs 42.5% 46.6% (4.1pp) 45,9% 48,1% (2,1 pp) Capex 175.7 126.5 38.8% 402,8 292,1 37,9% Capex em % das receitas operacionais 35.5% 26.1% 9.4pp 20,9% 14,9% 6,0 pp EBITDA, excluindo PRBs menos Capex 34.6 99.6 (65.2%) 484,3 651,4 (25,6%)
(1) Inclui transacções intragrupo. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) EBITDA, excluindo PRBs = EBITDA + custos com benefícios de reforma. (4) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos do programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos.
06
_ Evolução dos negócios _ mercado domésticoAs receitas operacionais da rede fixa decresceram 1,6% em 2008, face 2007, para 1.931 milhões de euros, mas aumentaram 2,0% no quarto trimestre face ao mes-mo período do ano anterior, o melhor desempenho observado nos últimes-mos dezasseis trimestres, evidenciando a recuperação sustentada que tem sido observada desde o segundo trimestre de 2008, apesar do impacto negativo das MTRs. Excluindo este impacto, as receitas operacionais teriam decrescido 1,1% em 2008 e aumentado 3,3% no último trimestre de 2008. Não obstante a pressão contínua sobre o negócio tradi-cional de voz, as receitas de TV por subscrição e dos serviços empresariais e de dados têm vindo a aumentar, em sintonia com a estratégia assumida pela PT de abordagem do mercado residencial através da oferta de serviços triple-play, bem como do merca-do empresarial através da oferta de soluções integradas e serviços de valor acrescen-tado aos seus clientes.
As receitas de retalho decresceram 6,8% em 2008 face a 2007, para 953 milhões de euros. Contudo, o desempenho continuou a melhorar durante o ano, impulsionado pelo significativo crescimento da base de clientes de TV por subscrição (101 mil adi-ções líquidas no trimestre e 291 mil em 2008), pelo sólido número de adiadi-ções líqui-das de elevada qualidade de banda larga e pelo fim líqui-das campanhas de lançamento das promoções de marketing de TV por subscrição no início do quarto trimestre. Esta melhoria no desempenho das receitas de retalho aconteceu apesar da forte concor-rência de outros operadores fixos e de cabo, bem como de operadores móveis, tanto na voz como na banda larga.
As receitas de wholesale cresceram 0,3% em 2008, face a 2007, em resultado do au-mento das vendas de circuitos alugados e de capacidade, não obstante menores recei-tas de tráfego, que decresceram 0,8% em 2008, face a 2007.
As receitas de dados e serviços empresariais aumentaram 7,9% em 2008, face a 2007, em resultado da obtenção de novos contratos e do contínuo sucesso na migração de clientes de serviços tradicionais de voz e dados para soluções mais avançadas e integradas, que incluem a: (1) oferta de maior largura de banda para clientes finais suportados em tecnologias Ethernet e IP; e (2) oferta de soluções customizadas e con-vergentes, combinando telecomunicações e tecnologias de informação. Além disso, a PT angariou novos negócios de data centers e sistemas de informação que reforça-ram a sua posição no segmento empresarial. Como tal, as receitas provenientes da gestão de redes, outsourcing e tecnologias de informação aumentaram 18,6% no ano e o pipeline continua a crescer.
As outras receitas aumentaram 8,7% em 2008 face a 2007, em resultado do acrésci-mo de vendas de equipamentos e das receitas de portais, que mais do que compensa-ram o decréscimo nos negócios de listas telefónicas.
O EBITDA excluindo PRBs diminuiu 6,0% em 2008 face a 2007, enquanto as despe-sas operacionais excluindo os custos com benefícios de reforma aumentaram 2,5%, principalmente em resultado do aumento dos custos directos, nomeadamente custos de programação associados ao forte crescimento na base de clientes de TV por subs-crição, ao lançamento de novos canais para reforço da oferta de TV por subscrição e aos custos comerciais associados com a promoção e venda destes novos serviços da PT. Os outros custos operacionais decresceram 2,2%, apesar do aumento dos custos de aprovisionamento, de apoio ao cliente e de suporte relacionados com o
to do negócio do serviço de TV por subscrição. Apesar do investimento efectuado na implementação do serviço de TV por subscrição, que ainda não atingiu massa crítica, a PT intensificou o controlo rigoroso dos custos endereçáveis e a racionalização das suas operações domésticas para a obtenção de benefícios decorrentes de uma maior integração entre as operações. Este enfoque na contenção de custos traduziu-se numa acentuada redução nos custos com pessoal (menos 10,3% face a 2007), reflectindo, essencialmente, a redução do número de trabalhadores, que em 2008 se situou em 6.183. A redução líquida de efectivos em 2008 foi de 171 trabalhadores, aumentando assim o rácio de eficiência medido pelo número de linhas por trabalhador, que se situou em 696 no final de 2008. A margem EBITDA excluindo PRBs situou-se em 45,9% em 2008.
O Capex totalizou 403 milhões de euros em 2008, um crescimento de 37,9% face a 2007. O Capex foi direccionado principalmente para: (1) plataformas de serviço com o objectivo de proporcionar uma maior largura de banda aos clientes; (2) maior capacidade de rede para o fornecimento de serviços de TV por subscrição; e (3) inves-timentos em equipamento de cliente, que representaram um aumento de 74 milhões de euros em equipamento terminal de TV para clientes residenciais e em equipa-mento para clientes empresariais incluídos em subcontratos.
O quarto trimestre de 2008 mostrou, pela terceira vez nos últimos catorze trimestres consecutivos, uma tendência acelerada positiva nos RGUs de retalho. As adições lí-quidas de retalho atingiram 184 mil em 2008, das quais 100 mil no quarto trimestre, em resultado do forte arranque do serviço de TV por subscrição, que obteve 291 mil adições líquidas em 2008 e 101 mil no último trimestre. Impulsionadas pelos pacotes de TV por subscrição, as adições líquidas de serviço ADSL em 2008 atingiram 75 mil, enquanto as adições líquidas de pós-pagos foram de 96 mil, ilustrando a melhoria sustentada ao longo do ano. O decréscimo das linhas geradoras de tráfego, no ano, em 119 mil, representa o melhor desempenho desde 2004. Estes factos mostram claramente os benefícios para a posição competitiva da PT no mercado de retalho do lançamento da oferta triple-play do meo e os seus impactos positivos nas tendências observadas nas vendas, tanto de serviços de ADSL, como de voz. As linhas de voz no período registaram 182 mil desligamentos líquidos, uma clara melhoria em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve 306 mil desligamentos líquidos, apesar de terem sido negativamente afectados pelos desligamentos líquidos de 63 mil linhas em pré-selecção. Os acessos dos operadores concorrentes, os acessos de wholesale e acessos em pré-selecção, diminuíram 123 mil em 2008, reflectindo uma diminuição das linhas em pré-selecção (menos 63 mil) e dos acessos ORLA (menos 65 mil), ape-sar do aumento dos acessos OLL (mais 15 mil).
Em 2008, a PT concentrou os seus esforços de marketing na promoção do meo, dis-ponibilizado através das plataformas de IPTV e satélite, e que teve o seu lançamento nacional em Abril de 2008.
06
_ Evolução dos negócios _ mercado doméstico Dados operacionais • rede fixa 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Acessos (‘000) 4,301 4,176 3.0% 4.301 4.176 3,0% Acessos de retalho 3,867 3,682 5.0% 3.867 3.682 5,0% PSTN/RDIS 2,828 3,010 (6.0%) 2.828 3.010 (6,0%) Linhas geradoras de tráfego 2,654 2,772 (4.3%) 2.654 2.772 (4,3%) Pré-selecção 174 238 (26.6%) 174 238 (26,6%) ADSL retalho (1) 727 652 11.5% 727 652 11,5%Clientes de TV 312 21 n.m. 312 21 n.a. Acessos de wholesale 434 494 (12.0%) 434 494 (12,0%) Lacetes locais desagregados 306 291 5.1% 306 291 5,1% Acessos ORLA 76 140 (46.0%) 76 140 (46,0%) ADSL wholesale 53 62 (15.6%) 53 62 (15,6%) Adições líquidas (‘000) 75 (144) n.m. 125 (227) n.a. Acessos de retalho 100 (137) n.m. 184 (319) n.a. PSTN/RDIS (32) (62) (49.1%) (182) (306) (40,6%) Linhas geradoras de tráfego (22) (21) 3.8% (119) (136) (13,1%) Pré-selecção (10) (41) (75.9%) (63) (170) (62,7%) ADSL retalho 31 (89) n.m. 75 (33) n.a. Clientes de TV 101 15 n.m. 291 21 n.a. Acessos de wholesale (25) (8) 224.0% (59) 91 n.a. Lacetes locais desagregados (13) 25 n.m. 1 5 95 (84,5%) Acessos ORLA (10) (32) (68.1%) (65) (2) n.a. ADSL wholesale (2) (1) 219.5% (10) (2) n.a. RGU de retalho por acesso (2) 1.37 1.22 11.8% 1,37 1,22 11,8%
ARPU (euros) 29.3 30.8 (4.7%) 29,6 30,4 (2,7%) Tráfego total (milhões de minutos) 3,010 3,104 (3.0%) 11.781 12.502 (5,8%) Tráfego de retalho 1,224 1,298 (5.7%) 4.882 5.217 (6,4%) Tráfego de wholesale 1,787 1,806 (1.1%) 6.898 7.285 (5,3%) Trabalhadores 6,183 6,354 (2.7%) 6.183 6.354 (2,7%)
(1) Em 2008 está incluída a limpeza da base de dados de 103 mil clientes (relativa a clientes pré-pagos inactivos de banda larga), efectuada no final do 4T07.
(2) Acessos de retalho por acessos PSTN/RDIS.
A PT tem continuamente reforçado a oferta meo com novas funcionalidades e con-teúdos, nomeadamente através do desenvolvimento de parcerias com os principais produtores e fornecedores de conteúdos. A 1 de Junho de 2008, a PT incluiu o canal Disney no pacote básico da sua oferta de TV por subscrição. A 7 de Junho de 2008, a PT, em parceria exclusiva com o emissor free-to-air local TVI, difundiu a primeira emissão free-to-air em alta-definição (High Definition – HD) para todos os seus clien-tes meo, disponibilizando o campeonato de futebol Euro 2008 neste formato. O meo também difundiu, em parceria com a Eurosport, os Jogos Olímpicos em HD. A 15 de Setembro, o meo iniciou a transmissão dos canais de cinco dos mais importantes clubes Europeus de futebol (Barcelona, Chelsea, Inter, Manchester United e Real Madrid), reforçando e diferenciando assim a sua oferta de conteúdos desportivos. Adicionalmente, a PT estabeleceu uma parceria com um dos mais importantes clu-bes portugueses, o Sport Lisboa e Benfica, para criar e emitir em exclusivo o canal do clube, Benfica TV. A emissão experimental deste canal iniciou-se a 2 de Outubro com a transmissão em directo e em exclusivo do jogo da Taça UEFA, Benfica – Nápoles. O meo também reforçou o seu serviço de catch-up TV, tendo incluído conteúdos da SIC (free-to-air), além da RTP (free-to-air), oferecendo assim uma maior
dade aos seus clientes e melhorando a experiência “meo my-TV”. Durante o quarto trimestre, a PT iniciou a transmissão em alta definição (HD) do canal Sport TV, o canal premium desportivo mais visto em Portugal. A transmissão experimental des-te canal iniciou-se a 1 de Novembro de 2008, com a mesma programação mas com qualidade de imagem e som superior. Em 28 de Novembro de 2008, o meo lançou o JimJam, um novo canal para crianças completamente dobrado em português e com um alinhamento de programação especial para as férias de Natal. A 6 de Dezembro de 2008, o meo, em parceria com a NBC (Universal Global Networks), começou a transmitir o canal Sci-Fi, o primeiro canal exclusivo de ficção científica em Portugal, reforçando assim a sua programação e oferecendo uma maior diferenciação. A oferta do meo é muito flexível com canais agrupados em pacotes ou disponíveis “à la carte”, e que podem ser subscritos em tempo real, directamente através do aparelho de TV. O meo proporciona o acesso a conteúdos abrangentes que oferecem mais de 110 canais de televisão e mais de 1.500 filmes em video-on-demand (VoD). A oferta VoD, que inclui blockbusters de cinco estúdios de Hollywood, está a revelar-se um serviço de sucesso e diferenciador, de tal forma que cerca de 45% dos clientes IPTV do meo já a utilizam de uma forma paga, consumindo em média 2,8 filmes por mês. A cam-panha VoD de Natal foi um êxito notável, aumentando 35% o número de alugueres em Dezembro por comparação a Novembro e com o número dos utilizadores pagan-tes a aumentar em 5 pp. Durante o quarto trimestre, a PT também reforçou a oferta VoD, com o lançamento de novos conteúdos musicais exclusivos, tais como Jazz, Soul, Música Clássica e concertos de ópera, bem como, em simultâneo com outras cadeias de retalho, o DVD “Dreams in Color Live”, de David Fonseca, um dos mais reconhecidos cantores portugueses.
Além disso, e como parte do investimento em inovação na TV por subscrição, a PT incluiu conteúdos do Sapo, o seu portal internet, na plataforma meo, disponibilizan-do notícias e informação geo-referenciada, tal como tráfego, meteorologia e farmá-cias, no ecrã, para todos os clientes. A PT também lançou uma nova set-top-box para a plataforma satélite, que permite o acesso a funcionalidades avançadas tais como gravação digital e pause live-TV, anteriormente disponibilizadas apenas a clientes do meo IPTV. Sem constrangimentos históricos, as set-top-boxes do meo são todas compatíveis com HD utilizando MPEG4.
As campanhas publicitárias do meo continuam a atingir uma elevada notoriedade. Com efeito, o indicador de recordação comprovada de publicidade situou-se em tor-no dos 40% e a recordação espontânea de publicidade ficou próxima dos 50% tor-no final de Dezembro, claramente à frente de qualquer outra marca concorrente no sector. Também é importante destacar que em 2008, no mesmo ano do seu lançamento na-cional, o meo é já a segunda marca com melhor recordação espontânea.
Como reflexo desta estratégia, a PT ultrapassou o limiar dos 300 mil clientes de TV por subscrição em 18 de Dezembro, aumentando assim o ritmo do crescimento da base de clientes observado em trimestres anteriores. As adições líquidas no ano, no serviço de TV por subscrição, atingiram 291 mil, alcançando o total de 312 mil clien-tes no final de 2008. Os clienclien-tes de TV por subscrição já representam 11,8% das li-nhas geradoras de tráfego e 42,9% dos clientes ADSL, um sólido desempenho, tendo em consideração que o serviço de IPTV foi lançado no quarto trimestre de 2007 e o de satélite em Abril de 2008.
06
_ Evolução dos negócios _ mercado domésticoÉ de salientar que o número de RGU de retalho por acesso, medido pelo número de acessos de retalho por linhas PSTN/RDIS, continua a aumentar com a expansão da oferta de TV por subscrição, situando-se em 1,37 em 2008 face a 1,22 em 2007. O ARPU total decresceu 2,7% em 2008 face a 2007, para 29,6 euros, com o cresci-mento do ARPU de dados e outros, que aucresci-mentou 17,2% face a 2007, sem compen-sar a redução do ARPU de assinatura e voz.
Móvel Portugal _ TMN
Em 2008, as receitas operacionais ascenderam a 1,601 milhões de euros, um cresci-mento de 3,8% face ao mesmo período do ano anterior, apesar do impacto negativo de 24 milhões de euros, em resultado de menores MTRs. As receitas de serviço apresen-taram um aumento no ano (mais 2,9% face a 2007), impulsionadas pelo crescimento das receitas de clientes, (mais 5,7% face a 2007), que foi insuficiente para compensar o decréscimo das receitas de interligação (menos 6,3% face a 2007), devido aos cortes regulados nas MTRs. Excluindo o impacto do decréscimo nas MTRs, as receitas de serviço teriam aumentado em 4,5%, melhorando a tendência já observada em 2007, enquanto as receitas operacionais teriam crescido 5,3%, no ano.
As receitas de cliente aumentaram 5,7% face a 2007, para 1.175 milhões de euros, suportadas pelo forte crescimento de clientes, nomeadamente de banda larga mó-vel. Este crescimento foi alcançado num contexto de menores receitas de cliente de roaming out devido à redução de preços. Salienta-se o crescimento das receitas de cliente da TMN pelo segundo ano consecutivo, mostrando o ano de 2008 uma ten-dência ligeiramente favorável quando comparada com 2007 (mais 3,4%). As receitas de interligação diminuíram 6,3% em 2008 face a 2007, para 231 milhões de euros em resultado da queda de 8 cêntimos para 7,5 cêntimos de euro nas MTRs desde 1 de Outubro de 2008, que compara com 11 cêntimos de euro em 2007. As receitas de dados continuaram a ser uma importante fonte de crescimento. Todas as aplicações móveis, desde dados de PDAs e Blackberrys a cartões de dados de equipamentos móveis para portáteis, contribuíram para o crescimento das receitas de dados que, no ano, foi de 30,2% face a 2007.
Demonstração de resultados • móvel Portugal (1) milhões de euros 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Receitas operacionais 413.1 412.9 0.1% 1.601,5 1.542,9 3,8% Prestação de serviços 358.7 361.8 (0.8%) 1.432,8 1.393,1 2,9% Cliente 305.3 291.9 4.6% 1.175,2 1.112,3 5,7% Interligação 47.7 64.1 (25.6%) 231,2 246,9 (6,3%) Roamers 5.7 5.8 (1.7%) 26,4 33,9 (22,1%) Vendas 52.2 49.2 6.1% 159,4 141,8 12,4% Outras receitas operacionais 2.2 1.9 13.8% 9,3 8,1 14,9%
Custos operacionais, excluindo amortizações247.1 242.9 1.7% 912,2 864,0 5,6%
Custos com pessoal 12.3 14.0 (12.2%) 51,9 52,7 (1,6%) Custos directos dos serviços prestados 63.6 71.6 (11.2%) 279,3 282,6 (1,2%) Custos comerciais 100.4 98.2 2.2% 323,9 318,3 1,8% Outros custos operacionais 70.8 59.1 19.8% 257,2 210,4 22,2%
EBITDA (2) 166.1 170.0 (2.3%) 689,2 679,0 1,5%
Amortizações 59.5 65.3 (8.9%) 231,7 223,6 3,6%
Resultado operacional (3) 106.6 104.7 1.8% 457,5 455,4 0,5%
Margem EBITDA 40.2% 41.2% (1.0pp) 43,0% 44,0% (1,0 pp) Capex (4) 117.3 81.9 43.3% 244,6 182,9 33,8%
Capex em % das receitas operacionais 28.4% 19.8% 8.6pp 15,3% 11,9% 3,4 pp EBITDA menos Capex 48.7 88.2 (44.7%) 444,7 496,1 (10,4%)
(1) Inclui transacções intragrupo. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiro e impostos + custos do programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos. (4) Em 2007, o Capex exclui 242 milhões de euros relativos a compromissos adicionais nos termos da licença UMTS.
O EBITDA aumentou 1,5% no ano de 2008, para 689 milhões de euros, em resultado da diminuição nas MTRs, no montante de 13 milhões de euros no ano. Excluindo este impacto, o EBITDA teria aumentado 3,4%. Esta performance foi atingida, apesar do aumento dos custos comerciais, que cresceram 1,8% face a 2007, devido à maior actividade comercial verificada no período e apesar de maiores custos de suporte a clientes devido ao crescimento no segmento de dados, os quais apresentam exi-gências mais complexas. Não obstante o aumento dos custos comerciais, o SARC unitário, que inclui custos de marketing, subsídios a equipamentos e comissões, caiu 18,9% em 2008 face a 2007. Os custos com pessoal diminuíram 1,6% em 2008 face a 2007, reflectindo assim os ganhos de eficiência decorrentes da reorganização das operações domésticas da PT e da integração fixo-móvel. Os custos directos diminuí-ram 1,2% em 2008 face a 2007, em resultado do impacto positivo de menores MTRs. Em 2008, a margem EBITDA situou-se em 43,0%.
O Capex aumentou de 183 milhões de euros em 2007 para 245 milhões de euros em 2008 e continuou a ser direccionado principalmente para a expansão da capacidade e cobertura de rede, em resultado do aumento da utilização dos serviços de voz e de dados, e para a melhor prestação de serviços móveis de voz e de dados a clientes. Aproximadamente 80% do Capex de rede foi direccionado para as redes 3G e 3.5G, nomeadamente para o upgrade da tecnologia de acesso via rádio, que permitirá a me-lhoria da cobertura no interior dos edifícios, a qualidade dos serviços de banda larga, reduzindo também o consumo de energia e acrescentando benefícios ambientais. Com estes investimentos e contínuos upgrades, a TMN tem suficiente capacidade disponível para suportar o forte crescimento no tráfego de dados, enquanto se esforça para oferecer a melhor cobertura de voz e dados em Portugal.
06
_ Evolução dos negócios _ mercado doméstico Dados operacionais • móvel Portugal (1) 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Clientes (‘000) 6,944 6,261 10.9% 6,944 6,261 0.9% Adições líquidas (‘000) 212 257 (17.5%) 683 558 22.5% MOU (minutos) 113 121 (6.4%) 115 121 (4.5%) ARPU (euros) 17.6 19.8 (11.4%) 18,2 19.8 (8.0%) Cliente 14.9 16.0 (6.6%) 15,0 15.8 (5.5%) Interligação 2.3 3.5 (33.6%) 2,9 3.5 (16.2%) ARPM (cêntimos euro) 15.5 16.4 (5.4%) 15,8 16.4 (3.6%) Dados das receitas de serviço (%) 22.8 19.8 3.0pp 20,3 16.0 4.3 pp SARC (euros) 43.3 44.0 (1.8%) 38,0 46.9 (18.9%) Trabalhadores 1,082 1,144 (5.4%) 1.082 1,144 (5.4%)(1) Inclui subscritores MVNO.
O ano de 2008 foi mais um forte ano para a TMN, com adições líquidas de 683 mil, dos quais 212 mil no quarto trimestre do ano. A base de clientes aumentou 10,9% face a 2007, para 6,944 milhões no final de 2008, em resultado da bem sucedida im-plementação de serviços de voz e dados. Do total de clientes, 28,1% são pós-pagos face a 23,8% em 2007, e resultam do contínuo enfoque na aquisição de clientes pós-pagos incluindo banda larga móvel.
A TMN lançou várias iniciativas de marketing durante o período, com o objectivo de continuar a reforçar a notoriedade da sua marca, em especial no segmento jovem. No período da Páscoa, a TMN lançou duas fortes campanhas: 1) “Triplicar Páscoa 2008”, que triplicava o carregamento de 15 euros durante o período da Páscoa, e (2) “Páscoa Roaming”, que oferecia um desconto de 50% sobre o preço normal, após o terceiro minuto numa chamada de roaming. No âmbito do seu patrocínio à Selecção Nacio-nal, a TMN lançou, durante o Campeonato de Futebol Euro 2008, uma campanha publicitária dando voz aos jogadores da Selecção Nacional e promovendo os serviços de valor acrescentado de alerta para os golos, resultados e classificações, bem como promoções especiais de roaming para a Áustria e Suíça, tendo em vista o aumento da utilização. A TMN lançou ainda um plano de preços direccionado para o segmento jovem, “Moche”, que permite aos subscritores, por uma mensalidade de 14,90 euros, efectuar gratuitamente chamadas e enviar SMS/MMS para outros subscritores do mesmo plano e beneficiar de preços especiais na rede TMN.
A TMN continuou a investir na diferenciação dos seus serviços. No quarto trimes-tre, lançou o Localizz, um inovador sistema de segurança pessoal que permite aos clientes compartilhar a sua localização. A TMN também lançou o Kazoo, a primeira solução móvel em Portugal que se destina a apoiar organizações não lucrativas de cariz social. Através do Kazoo, um cliente pré-pago regular pode reverter 5% das suas recargas, sem qualquer custo adicional, para uma instituição social escolhida entre um grande número de instituições registadas.
A banda larga móvel constituiu uma prioridade fundamental, na medida em que a TMN reforçou as suas ofertas de banda larga, integrando-as com ofertas de PCs portáteis de baixo preço e ultra-portáteis. Em 28 de Novembro, a TMN lançou um PC ultra portátil, o Asus Eee PC901 Go, com placa integrada de banda larga móvel. A TMN também foi o primeiro operador a lançar no mercado dos PC portáteis de baixo custo o Magalhães. Estas iniciativas permitirão à TMN atingir novos segmentos de mercado, tais como clientes sem PC ou com maior necessidade de mobilidade, refor-çando assim a sua liderança no mercado de banda larga móvel e de dados em geral. A maioria dos planos de banda larga móvel envolvem um programa de fidelização, com velocidades de download até 7,2 Mbps e capacidade de tráfego variando entre 1GB e 6GB. Durante o quarto trimestre, a TMN lançou também um outro serviço de banda larga móvel pré-paga para complementar o lançado no terceiro trimestre de 2008, que oferece banda larga móvel por 30 dias consecutivos ou um máximo de 1GB de tráfego (e tráfego Wi-Fi ilimitado), com velocidades de download de até 1Mbps. No terceiro trimestre de 2008, a TMN foi eleita pelos leitores da “PC Guia”, uma revista especializada, o melhor fornecedor de banda larga móvel em Portugal. Além disso, num estudo realizado recentemente pela entidade reguladora das telecomunicações, a TMN foi considerada o operador com a melhor cobertura 3G e melhor serviço 3G em todo o país. A TMN já cobre todas as capitais distritais também com 3.5G. Inte-grado no contínuo desenvolvimento dos seus serviços de dados de banda larga e da sua estratégia de oferta da mais ampla largura de banda, a TMN lançou em Janeiro de 2009 um projecto-piloto baseado em HSPA+ que disponibiliza velocidades de até 21Mbps.
A PT continuou a desenvolver e a comercializar o OfficeBox, um serviço convergente fixo-móvel para as PMEs e SoHo, que inclui um PC, serviço fixo e móvel de voz e ban-da larga fixa e móvel. A TMN comercializou ainban-da uma nova oferta do meo Mobile, o seu serviço de televisão móvel, permitindo a subscrição do serviço por um período mínimo de uma semana com um custo de 1,97 euros.
Os serviços de dados continuaram a contribuir para o crescimento das receitas, com as receitas de dados a crescerem 30,2% em 2008 face ao ano anterior, representando 20,3% das receitas de serviço, face a 16,0% no ano anterior. O aumento das receitas de serviços de dados tem sido impulsionado pelos serviços não-SMS, que quase duplica-ram em 2008 e já representam cerca de 50,0% (mais 15,6 pp face ao ano anterior) do total das receitas de serviços de dados em 2008. Este crescimento de dados não-SMS foi provocado pelo forte desempenho na banda larga móvel.
O ARPU da TMN registou um decréscimo de 8,0% em 2008 face a 2007, para 18,2 euros, em resultado da: (1) maior penetração dos serviços em segmentos mais baixos do mercado; (2) redução das MTRs; e (3) descida de preços no roaming. Com efeito, a contribuição da interligação para o ARPU diminuiu 16,2% face a 2007, enquanto a do roaming-in diminuiu 30,4%. A utilização média mensal (MOU) diminuiu 4,5% em 2008 face ao ano anterior, para 115 minutos, principalmente explicada pelo cres-cimento na base de clientes (mais 10,9% face a 2007), nomeadamente dos cartões de banda larga móvel.
06
_ Evolução dos negóciosMercado internacional
Móvel Brasil _ Vivo
A Vivo concluiu a aquisição da Telemig a 3 de Abril de 2008, que permitiu a sua consolidação a partir do início de Abril. Deste modo, os resultados da Vivo incluem a Telemig desde o segundo trimestre de 2008.
As receitas operacionais da Vivo em reais, e de acordo com os IFRS, aumentaram 23,8% em 2008 face ao ano anterior, para 16.255 milhões de reais, em resultado do crescimento das receitas de serviço (mais 24,4% face a 2007) impulsionadas pelo forte crescimento da base de clientes e dos serviços de dados. Excluindo a Telemig, as receitas operacionais da Vivo teriam crescido 13,9% em 2008 face a 2007 e as receitas de serviço, 14,8%. Demonstração de resultados • móvel Brasil (1) milhões de reais 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Receitas operacionais 4,527.0 3,515.6 28.8% 16.255,1 13.133,0 23,8% Prestação de serviços 3,954.5 3,022.6 30.8% 14.310,0 11.502,8 24,4% Vendas 461.2 441.6 4.4% 1.568,5 1.376,1 14,0% Outras receitas operacionais 111.3 51.4 116.4% 376,6 254,1 48,2%
Custos operacionais, excluindo amortizações3,162.7 2,662.1 18.8% 11.803,4 9.960,2 18,5%
Custos com pessoal 212.0 185.2 14.4% 770,6 686,8 12,2% Custos directos de serviços prestados 833.3 625.9 33.1% 3.028,1 2.284,4 32,6% Custos comerciais 1,199.3 1,025.3 17.0% 4.252,4 3.535,4 20,3% Outros custos operacionais 918.1 825.7 11.2% 3.752,3 3.453,5 8,7%
EBITDA (2) 1,364.2 853.5 59.8% 4.451,6 3.172,8 40,3%
Amortizações 898.2 795.3 12.9% 3.320,1 2.789,2 19,0%
Resultado operacional (3) 466.1 58.2 n.m. 1.131,5 383,6 194,9%
Margem EBITDA 30.1% 24.3% 5.9pp 27,4% 24,2% 3,2 pp Capex (4) 1,221.9 977.5 25.0% 2.728,8 1.919,0 42,2%
Capex em % das receitas operacionais 27.0% 27.8% (0.8pp) 16,8% 14,6% 2,2 pp EBITDA menos Capex 142.3 (124.0) n.m. 1.722,9 1.253,8 37,4%
(1) Informação preparada de acordo com os IFRS. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos do programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos.
(4) O Capex em 2008 exclui a aquisição das licenças 3G no Brasil (1.201 milhões de reais).
O negócio internacional da PT, que corresponde a mais de
metade da facturação da empresa, registou um crescimento
equilibrado, destacando-se para tal o papel da Vivo, com
45% do total das receitas.
O EBITDA aumentou 40,3% em 2008 face a 2007, para 4.452 milhões de reais, em resultado do crescimento das receitas e do controlo dos custos. Excluindo a Telemig, o EBITDA teria aumentado 31,2% face a 2007. O aumento de 32,6% nos custos di-rectos (19,8% excluindo a Telemig) é principalmente explicado pelo crescimento do tráfego de interligação, em consequência do aumento da base de clientes e do lança-mento de campanhas de incentivo à utilização, lançadas no período e integradas no âmbito das campanhas de marketing e de lançamento do 3G. O SARC unitário, que inclui custos de marketing, subsídios ao equipamento e comissões, diminuiu 24,8% em 2008 face a 2007, apesar da maior actividade comercial, o que resultou em adições líquidas de 7.475 milhares de clientes em 2008 (dos quais 2.668 milhares no quarto trimestre). Este desempenho do SARC é explicado pela maior proporção de equipa-mentos GSM e cartões SIM, que têm um custo mais baixo, apesar do aumento dos custos com publicidade e marketing relativos às campanhas realizadas no período. A margem EBITDA aumentou 3,2 pp em 2008, para 27,4%, apesar do forte crescimen-to da base de clientes e do respectivo impaccrescimen-to, tancrescimen-to nos cuscrescimen-tos de aquisição como nas taxas FISTEL, as quais, de acordo com o IFRS, são contabilizadas no momento da adesão.
O Capex aumentou 42,2%, para 2.729 milhões de reais em 2008. Excluindo a Telemig, o Capex da Vivo teria aumentado 29,3%. O Capex em 2008 foi essencialmente direc-cionado para: (1) melhorar a cobertura de rede, incluindo a expansão para os estados do Nordeste brasileiro, onde a Vivo lançou o seu serviço em meados de Outubro; (2) alargar a capacidade e melhorar a qualidade, nomeadamente nas tecnologias GSM / EDGE e 3G; (3) lançar novos serviços de apoio ao cliente e sistemas de front office; e (4) adaptar os sistemas de TI internos à portabilidade de números. A rede GSM / EDGE abrange 3.022 municípios, já excedendo o número de municípios servidos pela rede CDMA. Adicionalmente, em meados de Setembro, a Vivo também lançou a sua rede 3G, que abrangia mais de 40 municípios no momento do lançamento e que actualmente cobre 314 municípios.
Dados operacionais • móvel Brasil (1) 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 Δ 08/07 Clientes (‘000) 44,945 33,484 34.2% 44.945 33.484 34,2% Quota de mercado (%) 29.8 27.7 2.1pp 29,8 27,7 2,1 pp Adições líquidas (‘000) 2,668 2,163 23.4% 7.475 4.430 68,7% MOU (minutos) 85 80 7.0% 86 77 12,1% ARPU (reais) 29.1 31.1 (6.2%) 29,2 30,4 (4,1%) Cliente 17.2 17.8 (3.2%) 16,8 17,1 (1,2%) Interligação 11.6 13.1 (10.9%) 12,1 13,1 (7,9%) Dados das receitas de serviço (%) 10.0 9.6 0.4pp 10,2 8,5 1,6 pp SARC (reais) 74.1 103.6 (28.4%) 82,5 109,7 (24,8%) Trabalhadores 8,386 5,600 49.8% 8.386 5.600 49,8%
(1) Dados operacionais calculados de acordo com o GAAP brasileiro.
06
_ Evolução dos negócios _ mercado internacionalEm 2008, o mercado brasileiro cresceu 24,5%, face a 21,1% em 2007, atingindo 150,6 milhões de clientes em Dezembro de 2008. Não obstante o ambiente muito compe-titivo, no final de 2008 a Vivo manteve a liderança do mercado brasileiro com uma quota de 29,8%. Em 2008, a base de clientes da Vivo aumentou 34,2% face a 2007, para 44.945 mil que incluem 3.986 mil da consolidação da Telemig. As adições líqui-das atingiram 7.475 mil em 2008 (2.668 mil no quarto trimestre), um crescimento de 68,7% face a 2007. As redes GSM e 3G representam aproximadamente 90% do total das adições brutas em 2008 (95% no quarto trimestre), elevando o número total de clientes GSM e 3G para 31.092 mil no final de 2008, equivalente a 69,2% do total de clientes.
A actividade comercial da Vivo no período foi centrada nas campanhas sazonais de Dia da Mãe, Dia de São Valentim, Dia do Pai e Natal, focadas em iniciativas de marke-ting destinadas a aumentar a utilização e a penetração dos serviços 3G com uma ofer-ta abrangente e flexível baseada nos planos “Vivo Zap”. A Vivo foi eleiofer-ta, por revisofer-tas locais, o operador com a melhor qualidade e cobertura em 3G, com uma cobertura de 314 municípios no final de 2008, como já foi referido anteriormente. A Vivo também lançou campanhas visando o reforço da sua imagem institucional e da qualidade da sua rede e dos seus serviços, beneficiando da portabilidade de número, introduzida recentemente e que teve um impacto positivo sobre a base de clientes pós-pagos da Vivo. Com efeito, segundo a ANATEL, o regulador brasileiro das telecomunicações, a Vivo detém o melhor cumprimento nos indicadores de qualidade e apresenta o menor rácio de reclamações. Em meados de Outubro, a Vivo lançou o seu serviço nos estados do Nordeste, onde anteriormente não tinha cobertura de rede.
O MOU total aumentou 12,1% em 2008 face a 2007, para 86 minutos, em resultado do forte crescimento do MOU originado (mais 28,2% face a 2007). O sucesso das recentes campanhas de marketing, focadas no aumento da utilização, impulsionou a performance do MOU originado.
O ARPU total da Vivo atingiu 29,2 reais em 2008, um decréscimo de 4,1% face a 2007, em resultado do forte crescimento dos clientes. Esta redução resultou principalmen-te do decréscimo do ARPU de inprincipalmen-terligação (menos 7,9% face a 2007) em resultado da migração do tráfego fixo-móvel para tráfego móvel-móvel. O ARPU de cliente di-minuiu 1,2% face a 2007, para 16,8 reais, devido ao forte crescimento dos clientes. A receita de dados aumentou 49,9% em 2008 face a 2007, representando actualmente 10,2% (mais 1,6 pp face a 2007) das receitas de serviço. Os drivers do crescimento dos serviços foram: (1) forte aumento das receitas de serviço Play, Java, SMS, bem como do acréscimo da base de clientes Zap, Flash / Desk Modem, Blackberry e Smart Mail; (2) crescimento da utilização pessoa para pessoa de SMS, em resultado do aumento das recargas com serviços e activações de planos pós-pagos com benefícios nos ser-viços de dados; (3) promoções lançadas com vista ao aumento da utilização do SMS Conteúdo (acções interactivas com a TV e outros meios de comunicação); e (4) novas parcerias com outros fornecedores de conteúdos.
Outros negócios internacionais
Destaques dos principais activos em África e na Ásia (2008) (1) milhares (clientes), milhões (financeiros)
Receita EBITDA Receita EBITDA
Posição Clientes local Δ 08/07 local Δ 08/07 Margem euros euros
Médi Télécom (2) 32,18% 7.820 5.151 4,6% 2.229 (1,9%) 43,3% 453,2 196,1 Unitel (2) (4) 25,00% 4.572 1.269 42,5% 770 43,6% 60,7% 863,1 523,7 MTC (3) (4) 34,00% 1.078 1.277 12,0% 638 6,4% 49,9% 105,9 52,9 CVT (3) (4) 40,00% 324 8.056 8,0% 4.861 4,0% 60,3% 73,1 44,1 CTM (2) 28,00% 620 2.442 6,7% 1.087 12,5% 44,5% 206,9 92,1 CST (3) (4) 51,00% 58 196.618 25,8% 65.709 23,8% 33,4% 9,1 3,0 Timor Telecom (3) 41,12% 128 38 21,9% 21 42,8% 53,6% 26,2 14,0
(1) Referente a 100% das empresas. A PT tem um contrato de gestão na Médi Télécom, CST, CVT e Timor Telecom. (2) Método de equivalência patrimonial.
(3) Método de consolidação integral. (4) Estas participações são detidas pela Africatel, a qual é controlada em 75% pela PT.
Marrocos – Médi Télécom
As receitas da Médi Télécom aumentaram no ano de 2008 4,6%, para 5.151 milhões de dirhams, enquanto o EBITDA diminuiu 1,2%, para 2.243 milhões de dirhams, equi-valente a uma margem de 43,3%. A base de clientes móveis aumentou 17,0%, no ano de 2008, para 7.797 mil, com adições líquidas no ano de 1.132 mil. O MOU decresceu 11,3% em 2008 para 43 minutos. O ARPU totalizou 59 dirhams em 2008, um decrés-cimo de 14,8% face a 2007, em resultado do: (1) crescimento da base de clientes; (2) declínio nas tarifas de interligação; e (3) aumento da concorrência no mercado.
Angola – Unitel
Em 2008, as receitas operacionais e o EBITDA da Unitel registaram um aumento de 42,5% e 43,6% face ao ano anterior, para 1.269 milhões de dólares e 770 milhões de dólares, respectivamente, sustentadas por um forte crescimento dos clientes em Luanda, bem como em outras grandes cidades do país. A margem EBITDA atingiu 60,7% em 2008. As adições líquidas totalizaram 1.265 mil em 2008, com a base total de clientes a atingir 4.572 mil no final de 2008, um aumento de 38,2% face a 2007. Em 2008, o MOU da Unitel decresceu 8,8%, para 108 minutos e o ARPU totalizou 26,5 dólares, uma queda de 3,9% face ao mesmo período do ano passado, em resul-tado do forte crescimento na base de clientes.
06
_ Evolução dos negócios _ mercado internacional Namíbia – MTCAs receitas operacionais e o EBITDA da MTC, em 2008, aumentaram 12,0% e 6,4%, respectivamente. A margem EBITDA foi de 49,9% em 2008. O total da base de clien-tes atingiu 1.078 milhares no final de 2008, um crescimento de 34,7% face ao mesmo período do ano anterior e as adições líquidas no ano totalizaram 278 mil. Os clientes pós-pagos aumentaram 18,7% face a 2007, representando 7,8% da base de clientes. O ARPU totalizou 112,3 dólares namibianos em 2008, um decréscimo de 16,0% face a 2007, principalmente em resultado do crescimento da base de clientes no período.
Cabo Verde – CVT
As receitas da CVT aumentaram 8,0% face a 2007, impulsionadas principalmente pelo crescimento das receitas de serviços móveis em 15,8% no ano de 2008. O EBI-TDA aumentou 4,0% em 2008 em resultado de maiores custos comerciais, decor-rentes do aumento e retenção da base de clientes na sequência da entrada de um novo concorrente móvel. Em 2008, a margem EBITDA ascendeu a 60,3%. Os clientes móveis cresceram 70,5%, para 252 mil. O MOU móvel atingiu 65 minutos e o ARPU totalizou 2.018,8 escudos cabo-verdianos, um decréscimo de 27,0% face a 2007.
Macao – CTM
As receitas operacionais e o EBITDA da CTM, em 2008, aumentaram 6,7% e 12,5%, face ao ano anterior, para 2.442 milhões de patacas e 1.087 milhões de patacas, res-pectivamente. A margem EBITDA em 2008 foi de 44,5%. No segmento móvel, os clientes aumentaram 25,7%, face a 2007, atingindo 439 mil no final de 2008. Em 2008, o ARPU móvel da CTM diminuiu 6,5%, para 204,6 patacas.
São Tomé e Príncipe – CST
As receitas operacionais da CST aumentaram 25,8% face a 2007, para 196.618 mi-lhões de dobras em 2008, enquanto o EBITDA cresceu 23,8%, face a 2007, para 65.709 milhões de dobras. A margem EBITDA ascendeu a 33,4% em 2008. No seg-mento móvel, a CST tinha 51 mil clientes no final de 2008, um auseg-mento de 67,9%, face ao ano anterior. O MOU móvel decresceu 9,5% em 2008, para 56 minutos, em resultado do crescimento na base de clientes. O ARPU móvel da CST totalizou 264 mil dobras em 2008, um decréscimo de 11,6% face ao ano anterior.
Timor-Leste – Timor Telecom
As receitas operacionais e o EBITDA da Timor Telecom registaram em 2008, face a 2007, acréscimos de 21,9% e 42,8%, para 38 milhões de dólares e 21 milhões de dóla-res, respectivamente, principalmente em resultado de um forte aumento no número de clientes móveis. Em 2008, a margem EBITDA foi de 53,6%. As adições líquidas móveis da Timor Telecom alcançaram 47 mil, elevando o total da base de clientes mó-veis para 125 mil no final de 2008, um aumento de 59,8% face ao ano anterior. O MOU móvel decresceu 13,8% face a 2007, para 87 minutos. O ARPU móvel situou-se em 26 dólares, em 2008, um decréscimo de 22,2% face ao mesmo período do ano anterior. No final de 2008, todos os outros activos internacionais, com excepção da Médi Télé-com, detinham disponibilidades líquidas nos seus balanços.
Os outros activos internacionais da PT, em termos pró-forma, em 2008, aumentaram tanto as suas receitas proporcionais como o EBITDA proporcional em 9,7%, para 442 milhões de euros e para 221 milhões de euros, respectivamente. Este crescimento foi alcançado em resultado do acréscimo da base de clientes, não obstante a evolução ad-versa das taxas de câmbio que afectaram as moedas locais dos países onde a PT opera. Demonstração de resultados proporcional dos activos internacionais (1) milhões de euros 4Q08 4Q07 y.o.y 2008 2007 y.o.y Receitas operacionais 122.9 108.6 13.1% 442,3 403,0 9,7% EBITDA (2) 63.1 55.0 14.8% 220,7 201,3 9,7% Amortizações 15.8 13.9 13.9% 59,6 59,0 1,0% Resultado operacional (3) 47.3 41.1 15.1% 161,1 142,3 13,2% Margem EBITDA 51.3% 50.6% 0.7pp 49,9% 49,9% (0,0 pp)
(1) Consolidação pró-forma dos activos internacionais, considerando as participações detidas pela PT. Exclui investimentos no Brasil. IFRS. (2) EBITDA = resultado operacional + amortizações. (3) Resultado operacional = resultado antes de resultados financeiro e impostos + custos do programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos líquidos.