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Demonstrações Contábeis de 31/12/2009 BR GAAP

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(1)

Gerência Geral de Controladoria - GECOL

Demonstrações Contábeis de 31/12/2009

BR GAAP

(2)

1

Í

NDICE

A–

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

3

1-

BALANÇO PATRIMONIAL

3

2-

D

EMONSTRAÇÃO DO

R

ESULTADO

4

3-

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

5

4-

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

6

5-

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

7

6

-

N

OTAS

E

XPLICATIVAS ÀS

D

EMONSTRAÇÕES

C

ONTÁBEIS DOS

E

XERCÍCIOS

F

INDOS EM

31

DE

D

EZEMBRO DE

2009

E DE

2008

8

6.1-

Contexto Operacional

8

6.2-

Sumário das Principais Práticas Contábeis

8

6.3-

Aquisições e Desinvestimentos

12

6.4-

Caixa e Equivalentes de Caixa

12

6.5-

Investimentos a Curto Prazo

13

6.6-

Contas a Receber de Clientes

13

6.7-

Partes Relacionadas

13

6.8-

Estoques

16

6.9-

Tributos a Recuperar ou Compensar

16

6.10-

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos

16

6.11-

Investimentos

18

6.12-

Intangíveis

19

6.13-

Redução de Valor Recuperável de Ativos

20

6.14-

Imobilizado

20

6.15-

Empréstimos e Financiamentos

21

6.16-

Passivos Contingentes e Compromissos

23

6.17-

Provisão com Obrigações para Desmobilização de Ativos

24

6.18-

Fundo de Pensão

25

6.19-

Incentivos de Longo Prazo

31

6.20-

Capital Social

31

6.21-

Recursos vinculados à Futura Conversão Mandatória em Ações

32

6.22-

Programa de ADRs – American Depositary Receipts

33

6.23-

Ações em Tesouraria

33

6.24-

Remuneração aos Acionistas

33

6.25-

Resultado Financeiro

34

6.26-

Instrumentos Financeiros – Derivativos

35

6.27-

Despesas com Vendas e Administrativas, Outras Despesas Operacionais e Resultado na

Realização de Ativos

52

(3)

6.29-

Seguros

54

6.30-

Plano de Participação nos Resultados

55

6.31-

Informações por Segmentos

56

6.32-

Balanço Social (não auditado)

58

6.33-

Eventos Subsequentes

59

7-

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 60

8-

P

ARECER DO

C

ONSELHO

F

ISCAL SOBRE O

R

ELATÓRIO DA

A

DMINISTRAÇÃO E

D

EMONSTRAÇÕES

C

ONTÁBEIS DA

V

ALE

S.A.

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

62

9-

PARECER DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO SOBRE O RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

63

10-

A

NEXO

I

-

D

EMONSTRAÇÃO DOS

I

NVESTIMENTOS EM

C

ONTROLADAS E

C

ONTROLADAS DE

C

ONTROLE

C

OMPARTILHADO

64

B-

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

65

11-

GERAÇÃO DE CAIXA (NÃO AUDITADO)

65

(4)

3

A– DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

1- B

ALANÇO

P

ATRIMONIAL

Exercícios findos em 31 de dezembro

C o n s o lid a d o C o n t r o la d o r a N o t a s 2 0 0 9 2 0 0 8 2 0 0 9 2 0 0 8 A t iv o C ir c u la n t e C a ix a e e q u iv a le n te s d e c a ix a 6 .4 1 3 .2 2 1 2 4 .6 3 9 1 .2 5 0 6 .7 1 3 In v e s tim e n to s a c u r to p r a z o 6 .5 6 .5 2 5 5 .3 9 4 - -C o n ta s a r e c e b e r d e c lie n te s 6 .6 5 .6 4 3 7 .9 3 3 3 .3 6 0 9 .8 2 7 Pa r te s r e la c io n a d a s 6 .7 1 4 4 2 8 4 .3 6 0 2 .2 3 2 Es to q u e s 6 .8 5 .9 1 3 9 .6 8 6 1 .8 8 1 2 .9 1 3 Im p o s to d e r e n d a e c o n tr ib u iç ã o s o c ia l d if e r id o s 6 .1 0 1 .4 9 2 1 .3 0 5 1 .2 1 9 1 .2 2 0 T r ib u to s a r e c u p e r a r o u c o m p e n s a r 6 .9 2 .6 8 5 4 .8 8 6 1 .8 8 1 3 .3 1 2 D e r iv a tiv o s a v a lo r ju s to 6 .2 6 1 8 3 - - -A d ia n ta m e n to s a f o r n e c e d o r e s 8 7 2 9 4 6 7 5 1 8 1 3 O u tr o s 1 .5 8 0 1 .2 4 2 1 5 5 1 8 6 3 8 .2 5 8 5 6 .0 5 9 1 4 .8 5 7 2 7 .2 1 6 N ã o c ir c u la n t e Pa r te s r e la c io n a d a s 6 .7 6 4 - 1 .8 4 2 3 .3 9 8 Em p r é s tim o s e f in a n c ia m e n to s 2 8 6 1 8 0 1 3 6 1 2 8 D e s p e s a s a n te c ip a d a s 2 9 5 6 3 2 - -D e p ó s ito s ju d ic ia is 2 .4 7 8 1 .7 9 4 1 .3 7 0 1 .2 9 9 A d ia n ta m e n to s a f o r n e c e d o r e s d e e n e r g ia 8 8 9 9 5 3 - -Im p o s to d e r e n d a e c o n tr ib u iç ã o s o c ia l d if e r id o s 6 .1 0 - - 7 4 7 6 4 0 T r ib u to s a r e c u p e r a r o u c o m p e n s a r 6 .9 1 .5 4 0 1 .0 6 7 1 5 8 1 8 9 D e r iv a tiv o s a v a lo r ju s to 6 .2 6 1 .5 0 6 8 5 1 .0 9 8 5 O u tr o s 5 4 6 4 1 4 3 5 8 2 4 5 7 .6 0 4 5 .1 2 5 5 .7 0 9 5 .9 0 4 In v e s t im e n t o s 6 .1 1 4 .5 9 0 2 .4 4 2 8 7 .7 1 1 9 1 .5 4 3 In t a n g ív e is 6 .1 2 1 0 .1 2 7 1 0 .7 2 7 7 .8 5 2 8 .3 8 6 Im o b iliz a d o 6 .1 4 1 1 5 .1 6 0 1 1 0 .4 9 4 4 3 .6 2 8 3 8 .7 1 1 1 2 9 .8 7 7 1 2 3 .6 6 3 1 3 9 .1 9 1 1 3 8 .6 4 0 1 7 5 .7 3 9 1 8 4 .8 4 7 1 5 9 .7 5 7 1 7 1 .7 6 0 P a s s iv o e P a t r im ô n io L íq u id o C ir c u la n t e C o n ta s a p a g a r a f o r n e c e d o r e s e e m p r e ite ir o s 3 .8 4 9 5 .2 4 8 2 .3 8 3 2 .1 4 5 S a lá r io s e e n c a r g o s s o c ia is 1 . 5 5 6 1 .4 2 8 1 . 0 1 0 8 8 1 P a r c e la d o c ir c u la n te d e e m p r é s t im o s d e lo n g o p r a z o 6 .1 5 5 . 3 0 5 1 .5 8 3 2 . 0 5 3 7 1 1 E m p r é s t im o s e f in a n c ia m e n t o s 6 .1 5 6 4 6 1 .0 8 8 - -P a r t e s r e la c io n a d a s 6 . 7 3 3 1 6 2 7 . 3 4 3 9 . 5 7 8 T r ib u t o s , c o n t r ib u iç õ e s e r o y a lt ie s 2 5 6 1 8 8 9 7 5 6 P r o v is ã o p a r a im p o s t o d e r e n d a 3 6 6 1 .4 2 3 - -F u n d o d e p e n s ã o 2 4 3 2 3 9 1 1 1 8 6 S u b c o n c e s s ã o F e r r o v ia N o r t e S u l 4 9 6 9 3 4 - -D e r iv a t iv o s a v a lo r ju s t o 6 .2 6 2 6 4 - - -P r o v is ã o p a r a o b r ig a ç õ e s p a r a d e s m o b iliz a ç ã o d e a t iv o s 6 .1 7 1 5 7 1 1 3 1 2 2 4 4 D iv id e n d o s e ju r o s s o b r e o c a p it a l p r o p o s t o 6 .2 4 2 . 9 0 7 4 .8 3 4 2 . 9 0 7 4 . 8 3 4 O u tr o s 1 . 3 3 8 1 .3 9 9 4 6 6 4 0 0 1 7 . 4 1 6 1 8 .6 3 9 1 6 . 4 9 2 1 8 . 7 3 5 N ã o c i r c u l a n t e F u n d o d e p e n s ã o 3 . 3 3 4 3 .5 6 3 4 4 0 5 2 3 E m p r é s t im o s e f in a n c ia m e n t o s 6 .1 5 3 6 . 1 2 6 4 2 .6 9 4 1 2 . 0 7 2 1 1 . 6 0 2 P a r t e s r e la c io n a d a s 6 . 7 1 0 3 1 2 5 2 8 . 1 1 1 3 8 . 0 1 1 P r o v is õ e s p a r a c o n t in g ê n c ia s 6 .1 6 3 . 5 7 1 2 .9 8 9 1 . 6 6 7 1 . 7 3 0 Im p o s t o d e r e n d a e c o n t r ib u iç ã o s o c ia l d if e r id o s 6 .1 0 7 . 6 7 3 7 .1 0 5 1 . 3 2 0 -D e r iv a t iv o s a v a lo r ju s t o 6 .2 6 4 0 1 .3 4 5 - 1 . 0 8 4 P r o v is ã o p a r a o b r ig a ç õ e s p a r a d e s m o b iliz a ç ã o d e a t iv o s 6 .1 7 1 . 8 4 4 1 .9 9 7 7 2 4 8 4 8 D e b ê n t u r e s 1 . 3 0 8 8 8 6 1 . 3 0 8 8 8 6 O u tr o s 2 . 7 7 9 3 .1 4 8 1 . 8 8 6 2 . 0 6 6 5 6 . 7 7 8 6 3 .8 5 2 4 7 . 5 2 8 5 6 . 7 5 0 P a r t i c i p a ç õ e s d e m i n o r i t á r i o s 5 . 8 0 8 6 .0 8 1 - -P a t r i m ô n i o lí q u id o C a p it a l s o c ia l 6 .2 0 4 7 . 4 3 4 4 7 .4 3 4 4 7 . 4 3 4 4 7 . 4 3 4 C u s t o d e c a p t a ç ã o d e r e c u r s o s ( 1 6 1 ) ( 1 6 1 ) ( 1 6 1 ) ( 1 6 1 ) R e c u r s o s v in c u la d o s a f u t u r a c o n v e r s ã o m a n d a t ó r ia e m a ç õ e s 6 .2 1 4 . 5 8 7 3 .0 6 4 4 . 5 8 7 3 . 0 6 4 A ju s t e s d e a v a lia ç ã o p a t r im o n ia l ( 2 1 ) 8 ( 2 1 ) 8 A ju s t e s a c u m u la d o s d e c o n v e r s ã o ( 2 . 9 0 4 ) 5 .9 8 2 ( 2 . 9 0 4 ) 5 . 9 8 2 R e s e r v a s d e lu c r o s 4 6 . 8 0 2 3 9 .9 4 8 4 6 . 8 0 2 3 9 . 9 4 8 9 5 . 7 3 7 9 6 .2 7 5 9 5 . 7 3 7 9 6 . 2 7 5 1 7 5 . 7 3 9 1 8 4 .8 4 7 1 5 9 . 7 5 7 1 7 1 . 7 6 0 A s n o t a s e x p l i c a t i v a s e o a n e x o I s ã o p a r t e i n t e g r a n t e d a s d e m o n s t r a ç õ e s c o n t á b e i s Em milhões de reais

(5)

2- D

EMONSTRAÇÃO DO

R

ESULTADO Exercícios findos em 31 de dezembro

Consolidado Controladora

(Não auditado) Acum ulado Acum ulado

Notas 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008

Rece ita de vendas

Minerais e metais 9.633 11.217 14.193 40.478 59.892 24.979 31.645

Produtos da área de alumínio 1.108 1.027 1.824 4.217 5.843 483 390 Serviços de transporte 726 791 914 2.843 3.666 1.267 2.027 Produtos siderúrgicos 133 136 304 546 1.348 - -Outros produtos e serviços 448 412 711 1.728 2.017 556 383

12.048

13.583 17.946 49.812 72.766 27.285 34.445

Impostos e contribuições sobre vendas e serviços (367) (374) (563) (1.316) (2.225) (855) (1.545) Rece ita ope racional líquida 11.681 13.209 17.383 48.496 70.541 26.430 32.900 Cus tos dos produtos vendidos e se rviços pres tados

Minerais e metais (4.952) (4.950) (5.890) (19.498) (23.804) (11.877) (14.006)

Produtos da área de alumínio (1.030) (1.018) (1.099) (4.203) (3.873) (559) (399)

Serviços de transporte (543) (506) (568) (2.040) (2.215) (816) (955)

Produtos siderúrgicos (129) (123) (278) (510) (1.177) - -Outros produtos e serviços (545) (366) (276) (1.469) (1.087) (397) (143)

(7.199)

(6.963) (8.111) (27.720) (32.156) (13.649) (15.503)

Lucro bruto 4.482 6.246 9.272 20.776 38.385 12.781 17.397

M argem bruta 38,4% 47,3% 53,3% 42,8% 54,4% 48,4% 52,9%

Des pes as ope racionais

Com vendas e administrativas 6.27 (704) (577) (1.716) (2.369) (3.618) (1.244) (1.412)

Pesquisa e desenvolvimento (522) (438) (718) (1.964) (2.071) (1.314) (1.233)

Redução de valor recuperável de ativos intangíveis 6.13 - - (2.447) - (2.447) - -Outras despesas/ receitas operacionais líquidas 6.27 (996) (647) (1.626) (3.262) (2.849) (927) (832)

(2.222)

(1.662) (6.507) (7.595) (10.985) (3.485) (3.477)

Lucro ope racional ante s do re sultado finance iro e

das participações s ocietárias 2.260 4.584 2.765 13.181 27.400 9.296 13.920

Res ultado de participaçõe s s ocie tárias 6.11 22 30 (59) 116 104 (3.744) 19.036 Am ortização de ágio 6.12 - - (351) - (1.429) - (1.429)

22

30 (410) 116 (1.325) (3.744) 17.607 Res ultado finance iro líquido 6.25 (460) 199 (2.343) 1.952 (3.838) 9.960 (11.706)

Ganho (pe rda) na re alização de Ativos 6.27 (330) 128 - 93 139 284 -Lucro ante s do im pos to de re nda e da contribuição s ocial 1.492 4.941 12 15.342 22.376 15.796 19.821 Im posto de re nda e contribuição s ocial 6.10 1.206 (1.840) 2.465 (4.925) (665) (5.547) 1.458

Corrente 849 (1.397) 2.028 (4.991) (2.057) (4.813) 12

Diferido 357 (443) 437 66 1.392 (734) 1.446 Participaçõe s de m inoritários (69) (98) (36) (168) (432) - -Lucro líquido do pe ríodo 2.629 3.003 2.441 10.249 21.279 10.249 21.279

As notas e xplicativas e o ane xo I s ão parte integrante das dem ons traçõe s contábeis

5.212.724

1,97 Quantidade de açõe s e m circulação no final do

período (e m m ilhares ) (a)

Lucro líquido por ação em circulação no final do período (R$) 5.212.724 5.212.724 0,58 0,50

(a) Inclui 77.580.256 ações pre fere nciais e 74.997.899 ações ordinárias vinculadas a em iss ão de títulos obrigatoriam e nte conve rsíveis (vide nota e xplicativa 6.21). 4,08 0,47 5.213.512 5.213.512 5.212.724 5.213.512 1,97 4,08 Em milhões de reais (exceto quando indicado de outra forma)

(6)

5

3- D

EMONSTRAÇÃO DAS

M

UTAÇÕES DO

P

ATRIMÔNIO

L

ÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro

Notas Capital social

Expansão/ Investimentos Ações em tesouraria Lucros a realizar Legal Incentivos fiscais Custo de captação de recursos Recursos vinculados à futura conversão mandatória em ações Ajustes de avaliação patrimonial Ajustes acumulados de conversão Lucros Acumulados Total Em 31 de dezembro de 2007 28.000 24.284 (790) 61 2.320 91 - 3.064 - - - 57.030

Lucro líquido do exercício - - - - - - - - - - 21.279 21.279 Ações em tesouraria - - (1.658) - - - - - - - - (1.658)

Ajustes acumulados de conversão - - - - - - - - - 5.982 - 5.982 Ganho não realizado em investimentos disponíveis para venda - - - - - - - - 8 - - 8 Aumento de capital 6.20 19.434 - - - - - (161) - - - - 19.273 Remuneração complementar - 2007 - (580) - - - - - - - - (580)

Destinação do resultado:

Juros sobre o capital próprio antecipados - - - - - - - - - - (225) (225)

Remuneração proposta aos acionistas - - - - - - - - - - (4.834) (4.834)

Apropriação às reservas de lucros - 15.179 - (23) 1.064 - - - - - (16.220)

-Em 31 de dezembro de 2008 47.434 38.883 (2.448) 38 3.384 91 (161) 3.064 8 5.982 - 96.275 Reservas de lucros

Lucro líquido do exercício - - - - - - - - - - 10.249 10.249 Ações em tesouraria - - (22) - - - - - - - - (22) Recursos vinculados à futura conversão mandatória em ações - - - - - - - 1.523 - - - 1.523 Ajustes acumulados de conversão - - - - - - - - - (8.886) - (8.886)

Resultado não realizado de avaliação à mercado - - - - - - - - (29) - - (29) Remuneração complementar - 2008 - (371) - - - - - - - - - (371) Destinação do resultado:

Juros sobre o capital próprio antecipados - - - - - - - - - - (95) (95) Remuneração proposta aos acionistas - - - - - - - - - - (2.907) (2.907)

Apropriação às reservas de lucros - 6.653 - (38) 512 120 - - - - (7.247) -Em 31 de dezembro de 2009 47.434 45.165 (2.470) - 3.896 211 (161) 4.587 (21) (2.904) - 95.737 As notas explicativas e o anexo I são parte integrante das demonstrações contábeis

(7)

4- DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

Exercícios findos em 31 de dezembro

Consolidado Controladora

(Não auditado) Acumulado Acumulado

4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008

Fluxo de caixa das operações:

Lucro líquido período 2.629 3.003 2.441 10.249 21.279 10.249 21.279

Resultado de participações societárias (22) (30) 410 (116) 1.325 3.744 (17.607)

Resultado na realização de ativos 330 (128) - (93) (139) (284)

-Depreciação, amortização e exaustão 1.449 1.448 1.322 5.447 5.112 1.931 1.641 Imposto de renda e contribuição social diferidos (357) 443 (437) (66) (1.392) 734 (1.446) Variações monetárias e cambiais, líquidas (1.808) (1.157) 4.050 (6.604) 3.184 (9.980) 11.793 Provisão para perda do valor recuperável dos ativos - - 2.447 - 2.447 - -Baixa de bens do imobilizado 177 173 28 653 740 343 579

Perdas (ganhos) líquidos não realizados com derivativos (366) (611) 1.470 (2.649) 1.832 (2.140) 1.475 Participações de minoritários 69 98 36 168 432 -

-Dividendos/juros sobre o capital próprio recebidos - - 25 21 63 734 1.121 Outros 4 137 57 (47) 233 (113) 76

2.105 3.376 11.849 6.963 35.116 5.218 18.911 Redução (aumento) nos ativos: Contas a receber de clientes 565 (529) 3.434 2.287 (449) 6.378 (7.448) Estoques (186) 1.216 (1.112) 2.766 (2.413) 1.091 (638)

Tributos a recuperar ou compensar (820) (2.743) - (1.151) - 733

-Outros 81 4 (780) (559) (886) 395 (2.344) (360) (2.052) 1.542 3.343 (3.748) 8.597 (10.430) Aumento (redução) nos passivos: Contas a pagar a fornecedores e empreiteiros 1.375 (243) 836 (51) 1.586 238 136

Salários e encargos sociais 179 192 75 112 125 129 95

Tributos e Contribuições (292) 1.139 208 736 380 693 (16)

Outros (320) 239 (480) 435 (1.272) 468 413

942 1.327 639 1.232 819 1.528 628

Recursos líquidos provenientes das atividades operacionais 2.687 2.651 14.030 11.538 32.187 15.343 9.109 Ajustes para reconciliar o lucro líquido do período com recursos provenientes de atividades operacionais: Fluxo de caixa utilizado nas atividades de investim entos: Investimentos a curto prazo 1.585 (2.255) (4.180) (1.131) (5.394) - -Empréstimos e adiantamentos a receber (73) (337) 20 (1.067) (4) (101) (1.660) Depósitos e garantias 12 (53) (166) (153) (295) (142) (248)

Adições em investimentos (2.032) (601) (148) (3.422) (327) (9.037) (7.685) Adições ao imobilizado (4.895) (3.364) (9.024) (16.108) (18.716) (7.481) (7.259) imobilizado/investimentos 293 305 - 1.200 371 692

-Caixa líquido utilizado na aquisição e aporte em subsidiarias, líquido do caixa da subsidiária - (1.452) - (4.246) - - -Recursos líquidos utilizados nas atividades de investim entos (5.110) (7.757) (13.498) (24.927) (24.365) (16.069) (16.852) Fluxo de caixa proveniente das (utilizado nas) atividades de financiam entos: Empréstimos de curto prazo adições 761 2.127 120 3.940 2.660 1.785 4.393 Empréstimos de curto prazo baixas (756) (1.363) (313) (3.624) (2.669) (5.888) (5.042) Empréstimos e financiamentos captados a longo prazo 2.874 2.069 935 6.286 4.053 5.254 4.242 Emissão de títulos conversíveis, em ações ordinárias - 577 - 577 - -

-Emissão de títulos conversíveis, em ações preferenciais - 1.281 - 1.281 - - -Pagamentos: Partes relacionadas - - - - - (129)

-Instituições financeiras (118) (264) (181) (808) (1.725) (438) (1.366) Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a acionistas (2.647) - (3.579) (5.381) (5.827) (5.299) (5.558) Aumento de capital - - - - 19.273 - 19.273 Ações em tesouraria - 1 (1.658) (22) (1.658) (22) (1.658) Recursos líquidos proveniente das (utilizado nas) atividades de financiam entos 114 4.428 (4.676) 2.249 14.107 (4.737) 14.284 Aum ento (redução) no caixa e equivalentes (2.309) (678) (4.144) (11.140) 21.929 (5.463) 6.541 Caixa e equivalentes de caixas no início do período 15.560 16.333 28.385 24.639 2.128 6.713 120

Efeito de variações da taxa de câmbio no caixa e equivalentes (30) (95) 398 (278) 582 -

-Caixa e equivalentes de caixa de empresa incorporada - - - - - - 52

Caixa e equivalentes no final do período 13.221 15.560 24.639 13.221 24.639 1.250 6.713 Pagamentos efetuados durante o período por: Juros de curto prazo (23) (28) (72) (110) (138) (108) (166)

Juros de longo prazo (513) (463) (744) (2.277) (2.321) (2.370) (2.784) Imposto de renda e contribuição social (1.795) (276) (977) (2.698) (6.383) (1.535) (1.707) Transações que não envolveram caixa: Adições ao imobilizado com capitalizações de juros (103) (90) (307) (384) (673) (11) (527)

AFACs transferidos para investimento - - - - - (268) (316)

As notas explicativas e o anexo I são parte integrante das dem onstrações contábeis

(8)

7

5- DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Exercícios findos em 31 de dezembro

Cons olidado Controladora

2009 2008 2009 2008

Ge r ação do valor adicionado Re ce ita de ve ndas

Receita de produtos e serviços 49.812 72.766 27.285 34.445

Receitas relativas à construção de ativos próprios 13.919 17.706 7.493 7.259 Provisão para crédito de liquidação duvidosa (23) (32) (17) (27) Menos: A quisição de produtos (1.219) (2.805) (363) (1.565) Serviços contratados (6.242) (8.244) (3.117) (3.734) Materiais (20.653) (23.958) (11.808) (11.493) Óleo combustível e gases (2.777) (3.761) (1.128) (1.477) Energia (1.776) (2.052) (758) (648) Redução de valor recuperável de ativos intangíveis - (2.447) - -Outros custos (6.920) (6.829) (3.279) (2.518)

V alor adicionado bruto 24.121 40.344 14.308 20.242

Depreciação, amortização e exaustão (5.447) (5.112) (1.931) (1.641)

V alor adicionado líquido 18.674 35.232 12.377 18.601

Re ce bido de te rce iros

Receita f inanceira 866 1.221 437 903 Resultado de participações societárias 116 (1.325) (3.744) 17.607

V alor adicionado total a dis tribuir 19.656 35.128 9.070 37.111

Pessoal 5.086 5.046 2.540 2.240 Impostos, taxas e contribuições 5.810 5.267 6.336 2.704 Impostos pagos a recuperar (571) (1.955) (532) (1.672) Remuneração de capitais de terceiros 3.433 4.157 3.342 3.422 V ariações monetárias e cambiais, líquidas (4.519) 902 (12.865) 9.138 Remuneração de capital próprio

A cionistas 3.373 5.640 3.373 5.640 Reinvestido 6.876 15.639 6.876 15.639 Participação minoritária 168 432 -

-Dis tribuição do valor adicionado 19.656 35.128 9.070 37.111

(9)

6 -

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008

(Valores expressos em milhões de reais, exceto quando indicado de outra forma) 6.1- Contexto Operacional

A Vale S.A, anteriormente denominada Companhia Vale do Rio Doce, (“Vale”, a “Companhia”) é uma sociedade anônima de capital aberto com sede na cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, Brasil, e tem como atividades preponderantes a extração, o beneficiamento e a venda de minério de ferro, pelotas, cobre concentrado e potássio, a prestação de serviços logísticos, a geração de energia elétrica e a pesquisa e desenvolvimento mineral. Além disso, através de suas controladas diretas, indiretas e de controle compartilhado, opera também nas áreas de níquel, metais preciosos, cobalto (subproduto), manganês, ferroligas, caulim, carvão, produtos siderúrgicos e produtos da cadeia de alumínio. Em 31 de dezembro de 2009, as principais controladas operacionais consolidadas e controladas que consolidamos proporcionalmente são:

Em presas % Participação

% capital votante

Localização da

sede Atividade principal

Controladas

Alumina do Norte do Brasil S.A. - Alunorte 57,03 59,02 Brasil Alumina

Alumínio Brasileiro S.A. - Albras 51,00 51,00 Brasil Alumínio

CADAM S.A 61,48 100,00 Brasil Caulim

CVRD Overseas Ltd. 100,00 100,00 Ilhas Cayman Trading

Ferrovia Centro-Atlântica S. A. 99,99 99,99 Brasil Logística

Ferrovia Norte Sul S.A. 100,00 100,00 Brasil Logística

Mineração Corumbá Reunidas S.A. 100,00 100,00 Brasil Minério de ferro

Pará Pigmentos S.A. 86,17 85,57 Brasil Caulim

PT International Nickel Indonesia Tbk 59,09 59,09 Indonésia Niquel

Vale Australia Pty Ltd. 100,00 100,00 Austrália Carvão

Vale Colômbia Ltd. 100,00 100,00 Colômbia Carvão

Vale Inco Limited 100,00 100,00 Canadá Niquel

Vale International S.A 100,00 100,00 Suíça Trading

Vale Manganês S.A 100,00 100,00 Brasil Manganês e Ferroligas

Vale Manganèse France 100,00 100,00 França Ferroligas

Vale Manganese Norw ay 100,00 100,00 Noruega Ferroligas

Controladas de controle com partilhado

California Steel Industries, Inc. 50,00 50,00 Estados Unidos Siderúrgia

Mineração Rio do Norte S.A. 40,00 40,00 Brasil Bauxita

MRS Logística S.A 41,50 37,86 Brasil Logística

Samarco Mineração S.A. 50,00 50,00 Brasil Minério de ferro

6.2- Sumário das Principais Práticas Contábeis (a) Bases da apresentação

As demonstrações contábeis foram aprovadas pelo conselho de administração no dia 10 de fevereiro de 2010 e não houve eventos subseqüentes à data do balanço que devam ser registrados.

As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, tomando-se como a base a Lei das Sociedades por Ações (com nova redação dada pela Lei 11.638), e as normas e pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM. Essas demonstrações seguiram os princípios, métodos e critérios uniformes em relação àqueles adotados no encerramento do último exercício social findo em 31 de dezembro de 2008, exceto quanto a amortização de ágio. Conforme requerido pelo Pronunciamento CPC 13 – Adoção inicial da Lei nº 11.638 e na Lei 11.941, o ágio proveniente de expectativa de resultado futuro decorrente de aquisição de outra Companhia deixou de ser amortizado a partir de 2009. Em 31 de dezembro de 2008, o valor registrado a esse título foi de R$1.429 (R$351 no 4T08).

A preparação das demonstrações contábeis requer que a administração utilize estimativas e premissas que afetem os valores reportados de ativos e passivos, a divulgação de ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis, bem como, os valores reconhecidos de receitas e despesas durante o exercício. As estimativas são utilizadas para, mas não se limitam: a seleção da vida útil de ativos imobilizados, provisões para contingências, valores justos atribuídos a ativos e passivos em transações de aquisição de Companhias, provisão para perdas de créditos de imposto de renda, benefícios pós-aposentadoria para empregados e outras avaliações semelhantes. Os resultados reais podem ser diferentes dessas estimativas.

(10)

9 A Vale apresenta como informação complementar às demonstrações contábeis o cálculo do lucro antes do resultado financeiro, resultado de

participações societárias, imposto de renda e contribuição social e depreciação, amortização e exaustão – LAJIDA (EBITDA). Embora este não forneça uma medida de mensuração para fluxo de caixa operacional segundo as práticas contábeis adotadas no Brasil, é frequentemente usado por analistas financeiros na avaliação de negócios, e a Administração da Companhia utiliza este indicador para a avaliação do desempenho operacional.

Certas cifras relativas às demonstrações contábeis de 2008 foram reclassificadas para fim da melhor comparabilidade. ´´

(b) Conversão de operações em moeda estrangeira

Os direitos e obrigações monetárias denominadas em moedas estrangeiras são convertidos às taxas de câmbio vigentes na data das demonstrações contábeis, sendo US$1,00 equivalente a R$1,7412 em 31 de dezembro de 2009 (US$1,00 equivalente a R$2,3370 em 31 de dezembro de 2008).

As receitas de vendas, custo e despesas denominados em moedas estrangeiras são convertidos pela taxa média de câmbio do mês de suas ocorrências.

(c) Consolidação

As demonstrações contábeis consolidadas refletem os saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 e operações dos exercícios findos nessas datas, da controladora, de suas controladas diretas e indiretas e de controle compartilhado, sendo esta na proporção da participação mantida. Para as coligadas, entidades sobre as quais a Vale tem influência significativa, mas não o controle, os investimentos são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial. As operações no exterior são convertidas para a moeda de apresentação das demonstrações contábeis no Brasil para fins de registro da equivalência patrimonial e de consolidação integral ou proporcional. As práticas contábeis das controladas e coligadas são ajustadas para assegurar consistência com as políticas adotadas pela controladora. As operações entre as Companhias consolidadas, bem como os saldos, os ganhos e as perdas não realizados nessas operações são eliminados.

A participação em projetos hidrelétricos é feita através de contratos de consórcio sob os quais a Companhia participa nos ativos e passivos dos empreendimentos na proporção da cota que detém sobre a energia gerada. A Companhia não possui responsabilidade conjunta por nenhuma obrigação. Uma vez que pela legislação brasileira, não existe entidade legal separada para o consórcio, não há demonstrações financeiras, declaração de imposto de renda, resultado e patrimônio líquido separados. Dessa forma, a Companhia reconhece a participação proporcional dos custos e das participações não divisíveis nos ativos relacionados aos projetos hidrelétricos.

(d) Caixa e equivalentes de caixa e investimentos a curto prazo

Os fluxos de caixa dos investimentos a curto prazo são demonstrados pelos valores líquidos (aplicações e resgates). As aplicações a curto prazo que possuem liquidez imediata e vencimento original em até 90 dias são consideradas como caixa e equivalentes. Os demais investimentos, com vencimentos superiores a 90 dias, são reconhecidos a valor justo e registrados em investimentos a curto prazo.

(e) Contas a receber

Os valores a receber são registrados e mantidos no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, acrescidos das variações monetárias ou cambiais, quando aplicáveis, deduzidos de provisão para cobrir eventuais perdas na sua realização.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas estimadas na realização desses créditos. O valor estimado da provisão para créditos de liquidação duvidosa pode ser modificado em função das expectativas da Administração com relação à possibilidade de se recuperar os valores envolvidos, assim como por mudanças na situação financeira dos clientes.

(f) Não circulante

Os direitos realizáveis e as obrigações vencíveis após os 12 meses subsequentes à data das demonstrações contábeis são considerados como não circulantes.

(11)

(g) Receitas

As receitas de vendas são reconhecidas quando da transferência da titularidade do produto ou quando os serviços são prestados. As receitas de serviços de transporte são reconhecidas quando o serviço é executado.

(h) Estoques

Os estoques estão demonstrados pelo menor valor entre o custo médio de aquisição ou produção e os valores de reposição ou realização. Quando aplicável, é constituída provisão para estoques obsoletos ou de baixa movimentação.

No momento em que ocorre a extração física do minério este deixa de fazer parte do cálculo das reservas provadas e prováveis e passa a fazer parte do estoque da pilha de minério e, portanto, não faz parte do cálculo da depreciação, amortização e exaustão por unidade de produção. (i) Imobilizado

O imobilizado está registrado ao custo (sendo os bens adquiridos no Brasil acrescidos das atualizações monetárias até 1995) e inclui os encargos financeiros incorridos durante o período de construção. Os bens são depreciados pelo método linear, com base nas vidas úteis estimadas. A exaustão das jazidas é apurada com base na relação obtida entre a produção efetiva e o montante total das reservas provadas e prováveis. (j) Política de paradas programadas

Os gastos relevantes com manutenção de áreas industriais e de navios, incluindo peças para reposição, serviços de montagens, entre outros, são registrados no ativo imobilizado e depreciados durante o período de benefícios desta manutenção até a próxima parada.

(k) Intangíveis

Os ativos intangíveis são avaliados ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, quando aplicável. Os ativos intangíveis que possuem vida útil definida são amortizados considerando a sua utilização efetiva ou um método que reflita os seus benefícios econômicos, enquanto os de vida útil indefinida são testados anualmente quanto a sua recuperabilidade.

(l) Redução para valor recuperável de ativos de longa duração

A Companhia analisa anualmente se há evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperável. Caso se identifique tais evidências, a Companhia estima o valor recuperável do ativo. Independentemente da existência de indicação de não recuperação de seu valor contábil, saldos de ágio originados da combinação de negócios e ativos intangíveis com vida útil indefinida têm sua recuperação testada pelo menos uma vez por ano. Quando o valor residual contábil do ativo excede seu valor recuperável, a Companhia reconhece uma redução do saldo contábil deste ativo (deterioração). Se não for possível determinar o valor recuperável de um ativo individualmente, é realizada a análise do valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence.

(m) Gastos com estudos e pesquisas

Os gastos com estudos e pesquisas minerais são considerados como despesas operacionais até que se tenha a comprovação efetiva da viabilidade econômica da exploração comercial de determinada jazida. A partir desta comprovação, os gastos incorridos passam a ser capitalizados como custo de desenvolvimento de mina.

Durante a fase de desenvolvimento de uma mina, antes do início da produção, os gastos de remoção de estéril (isto é, os custos associados com remoção de estéril e outros materiais residuais) são contabilizados como parte dos custos depreciáveis de desenvolvimento. Subsequentemente, estes custos são amortizados durante o período de vida útil da mina com base nas reservas prováveis e provadas. Após o início da fase produtiva da mina, os gastos com remoção de minério são tratados como custo de produção.

(n) Arrendamento mercantil

Os arrendamentos mercantis nos quais uma parte significativa dos riscos e benefícios de propriedade ficam com o arrendador são classificados como arrendamentos operacionais. Os encargos dos arrendamentos são apropriados ao resultado pelo método linear ao longo do período do arrendamento.

(12)

11 (o) Obrigações com desmobilização de ativos

Os gastos representativos de fechamento de mina decorrentes da finalização das atividades estão registrados como obrigações com desmobilização de ativos. As obrigações consistem principalmente de custos associados com encerramento de atividades. O custo de desmobilização de ativo equivalente à obrigação está capitalizado como parte do valor contábil do ativo sendo depreciado pelo período de vida útil do ativo.

(p) Benefícios a empregados

Os pagamentos de benefícios tais como salário, férias vencidas ou proporcionais, bem como os respectivos encargos trabalhistas incidentes sobre estes benefícios, são reconhecidos mensalmente no resultado por meio de provisão respeitando o regime de competência.

(q) Fundo de Pensão e outros benefícios pós-aposentadoria

A Companhia adota as práticas contábeis previstas na Deliberação CVM 371/00 para reconhecimento dos passivos e resultados advindos da avaliação atuarial do fundo de pensão de seus funcionários e do plano de assistência médica dos funcionários aposentados. Os ganhos e perdas atuariais gerados por ajustes e alterações nas premissas atuariais dos planos de benefícios de pensão e aposentadoria e os compromissos atuariais relacionados ao plano de assistência médica são reconhecidos no resultado do exercício, segundo o método do corredor.

(r) Participação no resultado

A participação nos resultados a ser paga no ano seguinte, é provisionada mensalmente respeitando o regime de competência e é classificada como custos de produtos vendidos e serviços prestados ou despesas operacionais de acordo com a lotação do empregado em atividades produtivas ou administrativas, respectivamente.

(s) Incentivo de longo prazo

A Companhia contabiliza o custo desse incentivo de acordo com o Plano de Remuneração de Longo Prazo, seguindo os requerimentos da "Deliberação CVM 562/2008”. As obrigações são medidas, em cada data de divulgação, a valor justo, baseado em cotações de mercado. Os custos de compensação incorridos são reconhecidos, durante os três anos definidos como período aquisitivo.

(t) Derivativos e operações de hedge

Os instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos como ativo ou passivo no balanço patrimonial e são mensurados a valor justo. Mudanças no valor justo dos derivativos são registradas em cada período como ganhos no resultado ou em ajustes de avaliação patrimonial no patrimônio líquido, quando a transação for caracterizada como um hedge efetivo e que tenha sido efetivo durante o exercício.

(u) Impostos diferidos

O reconhecimento de impostos diferidos é baseado nas diferenças temporárias entre o valor contábil e o valor para base fiscal dos ativos e passivos e nos prejuízos fiscais do imposto de renda e na base de cálculo negativa de contribuição social sobre o lucro na medida em que foi considerada provável sua realização contra resultados tributáveis futuros. Se a Companhia não for capaz de gerar lucros tributáveis futuros, ou se houver uma mudança significativa no tempo necessário para que os impostos diferidos sejam dedutíveis, a Administração avalia a necessidade de constituir provisão para perda desses impostos diferidos.

(v) Valor Presente

Os ativos e passivos de longo prazo da Companhia e de suas controladas são, quando aplicável, ajustados a valor presente utilizando taxas de desconto que refletem a melhor estimativa da Companhia.

(w) Destinação dos Resultados

No encerramento do ano, a Companhia destina seus resultados entre dividendos e reservas na forma prevista na legislação societária. Com relação aos dividendos, a Companhia pode utilizar-se de beneficio fiscal através da modalidade de juros sobre capital próprio respeitando os critérios e limites definidos pela legislação brasileira. O benefício atribuído para os acionistas nesta modalidade é considerado legalmente como parte do dividendo mínimo anual e, portanto, é registrado para fins contábeis como dividendos a pagar com contrapartida em lucros acumulados. As demonstrações contábeis da controladora refletem a proposta do Conselho de Administração para a destinação do lucro líquido do exercício no pressuposto de sua aprovação pela Assembléia Geral Ordinária.

(13)

(x) Provisão para contingências

Os passivos contingentes são constituídos sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento de tribunais. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, sendo apenas divulgados nas demonstrações financeiras, e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação.

Os depósitos judiciais são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor do correspondente passivo constituído quando não houver possibilidade de resgate destes depósitos, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a entidade.

6.3- Aquisições e Desinvestimentos (a) Mineração Corumbá Reunidas S.A.

Em setembro de 2009, a Vale adquiriu da Rio Tinto a Companhia Mineração Corumbá Reunidas, detentora dos ativos relativos as operações de minério de ferro em Corumbá, por R$1.473 (inclui o pagamento da variação do capital de giro no período). Nessa aquisição, os ativos e passivos foram avaliados a valor de mercado, o que resultou em um acréscimo de R$ 788 comparado aos valores contábeis, sem reconhecimento de ágio. (b) Diamond Coal Ltd

Em março de 2009, a Vale adquiriu da Cement Argos a Diamond Coal Ltd (atual Vale Colombia Holding Limited), que possui ativos de carvão térmico na Colômbia por R$695. Na aquisição os ativos foram avaliados a mercado, o que resultou em um acréscimo de R$475 comparado aos valores contabilizados, sem reconhecimento de ágio.

(c) Green Mineral Resources

Em fevereiro de 2009, a Vale adquiriu da Rio Tinto a Green Mineral Resources, Companhia proprietária de direitos minerários de fertilizantes do Projeto Regina (Canadá) e do Projeto Colorado (Argentina), por R$1.995. Na aquisição, os ativos foram avaliados a mercado, o que resultou um acréscimo de R$1.745 comparado aos valores contabilizados, sem reconhecimento de ágio.

(d) Outras transações

Em setembro de 2009, a Vale concluiu acordo com a ThyssenKrupp Steel AG para aumento de participação na ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico Ltda. (CSA) dos atuais 10% para 26,87%, através de aporte de capital de R$2.532.

Em julho de 2009, a Vale assinou acordo que contempla a venda de parte de seus ativos florestais, totalizando 84,7 mil hectares, incluindo áreas de preservação e florestas de eucalipto localizadas no sudoeste do Maranhão, por aproximadamente R$235, obtendo um ganho de R$110. (vide nota 6.27).

Em abril de 2009, a Vale vendeu sua participação remanescente na Usiminas, por R$ 595 obtendo um ganho de R$ 288.

Em março de 2009, a Companhia adquiriu 50% da Teal Minerals Incorporated, uma joint venture com a African Rainbow Minerals Limited, por R$139. Na aquisição, os ativos foram avaliados a mercado, o que resultou em um acréscimo de R$254 em relação aos valores contabilizados, sem reconhecimento de ágio.

Em fevereiro de 2008, a Vale vendeu sua participação de 4,83% das ações ordinárias da Jubilee Mines N.L, detidas pela Vale Inco, por R$232, obtendo um ganho de R$139. (vide nota 6.27)

6.4- Caixa e Equivalentes de Caixa

Cons olidado Controladora

2009 2008 2009 2008

Caixas e bancos 1.405 1.814 86 59 Aplicações financeiras 11.816 22.825 1.164 6.654

13.221

24.639 1.250 6.713

Todas as aplicações financeiras acima foram efetuadas em investimento de baixo risco, sendo parte em reais indexadas ao CDI e parte em Dólares em Time deposits, com prazo de vencimento de até 90 dias.

(14)

13 6.5- Investimentos a Curto Prazo

2009 2008

Time deposit 6.525 5.394

Representam aplicações de baixo risco, com data de regaste entre 91 e 360 dias.

Consolidado

6.6- Contas a Receber de Clientes

Consolidado Controladora 2009 2008 2009 2008 No país 1.538 1.135 1.211 825 No exterior 4.327 6.997 2.234 9.071 5.865 8.132 3.445 9.896

Provisão para créditos de liquidação duvidosa (222) (199) (85) (69)

5.643

7.933 3.360 9.827 6.7- Partes Relacionadas

No curso normal das operações, a Vale contrai direitos e obrigações com partes relacionadas, oriundas de operações de venda e compra de produtos e serviços, arrendamento de ativos, operações de mútuos pactuados em condições normais de mercado, comercialização de matéria-prima, assim como de serviços de transporte ferroviário.

Os saldos dessas operações com partes relacionadas e seus efeitos nas demonstrações contábeis podem ser identificados como segue:

C o n s o lid a d o A tiv o 2 0 0 9 2 0 0 8 C lie n te s P ar t e s r e la c io n a d a s C lie n te s P a r t e s r e lac io n a d a s

Co mpa n h ia His p a no - B ra s ile ir a d e Pe lo tiz aç ã o - HIS PA NO B RÁ S 2 9 - 8 -Co mpa n h ia Íta lo- B r as ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - ITA B RA S CO 1 - 3 5 7 Co mpa n h ia Nip o -B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - NIB RA S CO - - 1 0 1 K o r e a Nic ke l Co rp o ra tio n 1 9 - 9 0 -S a mar c o Min er a ç ã o -S .A 1 0 3 7 1 1 1 Te a l Min e r als In c o r po r a te d - 14 6 - -O u tr os 3 3 2 5 1 1 7 9 T o ta l 9 2 20 8 2 6 1 2 8 Re g is t r a d o n o : Circ u la n te 9 2 14 4 2 6 1 2 8 Nã o Circ u la n te - 6 4 - -9 2 20 8 2 6 1 2 8 C o n s o lid a d o P a s s iv o 2 0 0 9 2 0 0 8 Fo r n e c e d o r e s P a r t e s r e la c io n a d a s Fo r n e c e d o r e s P a r t e s r e la c io n a d a s B a o v a le Min e r a ç ã o S .A 1 9 - 2 3 - Co mp a n h ia Co r e a n o - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - K O B RA S CO 5 2 1 8 8 Co mp a n h ia His p a n o - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - HIS PA NO B RÁ S 2 8 1 1 5 5 1 Co mp a n h ia Íta lo - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - ITA B RA S CO 5 - 4 6 2 7 Co mp a n h ia Nip o - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - NIB RA S CO 8 1 0 2 3 5 8 Min a s d a S e r r a G e r a l 8 1 4 8 7 Min e r a ç ã o Rio d o No r te S .A . 2 6 - 5 3 - MRS L o g is tic a S .A . 3 1 0 1 0 9 1 6 8 1 2 5 Mits u i & CO , L TD 4 5 - - - O u tr o s 5 5 - 4 9 1 1 T o t a l 5 0 9 1 3 6 4 0 3 2 8 7 Re g is t r a d o n o : Cir c u la n te 5 0 9 3 3 4 0 3 1 6 2 Nã o Cir c u la n te - 1 0 3 - 1 2 5 5 0 9 1 3 6 4 0 3 2 8 7

(15)

Controladora Ativo

2009 2008

Clie nte s Parte s

re lacionadas Clie nte s

Parte s re lacionadas

ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A. 33 72 65 127

Baovale Mineração S.A 3 3 3 2

CVRD OVERSEAS Ltd. 545 - - 30

Ferrovia Centro - Atlântica S.A. 59 68 61 30

Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO 1 - 2

-Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 60 - -

-Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR 6 687 10 678

MRS Logistica S.A. 1 6 1 17

Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO - - 20 47

Salobo Metais S.A. 3 234 2 234

Samarco Mineração S.A 21 75 1 378

Vale International S.A. 1.672 4.652 7.857 3.102 Vale Manganês S.A. 36 181 7 597

Outros 166 224 1.415 388

Total 2.606 6.202 9.444 5.630 Re gis trado no: Circulante 2.606 4.360 9.444 2.232 Não circulante - 1.842 - 3.398 2.606 6.202 9.444 5.630 Controladora Pas s ivo 2009 2008 Forne ce dore s Parte s re lacionadas Forne ce dore s Parte s re lacionadas ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A. 16 - 13

-Baovale Mineração S.A 39 - 46

-Companhia Portuária Baía de Sepetiba - CPBS 30 2 - 80

CVRD OVERSEAS Ltd. - 491 - 790

Ferrovia Centro - Atlântica S.A. 14 2 13 57

Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO 9 - 36 12

Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 57 - -

-Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR 30 88 28 22

MRS Logistica S.A. 433 - 224

-Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO 17 21 47 139

Salobo Metais S.A. 16 - -

-Vale International S.A. 42 34.808 30 46.117 Vale Manganês S.A. - - - 54

Mitsui & CO, LTD 45 - -

-Outros 97 42 182 318

Total 845 35.454 619 47.589

Re gis trado no:

Circulante 845 7.343 619 9.578

Não circulante - 28.111 - 38.011

845

(16)

15 Consolidado

Receita (Não auditado) Despesa / Custo (Não auditado) Financeiro (Não auditado)

4T/09 3T/09 4T/08 4T/09 3T/09 4T/08 4T/09 3T/09 4T/08

Baovale Mineração S.A. 2 - - 4 5 5 - -

-Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO - - - 33 - - - -

-Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 49 17 34 49 18 56 (2) 2 (2)

Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO - - 7 5 5 73 36 (2) 29

Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO - - - 10 9 125 (36) - (42)

Log-in S.A. 14 - - - - 21 - -

-Mineração Rio do Norte S.A - - - 48 55 97 - -

-MRS Logistica S.A. 4 4 1 138 150 428 26 (26)

-Samarco Mineração S.A. 42 21 63 - - - - -

-Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS (*) - - 292 - - - - -

-Outras 22 2 27 7 5 30 5 1

-133 44 424 294 247 835 29 (25) (15)

Cons olidado Re ce ita De s pe s a / Cus to Finance ir o 2009 2008 2009 2008 2009 2008 Baov ale Mineraç ão S.A . 5 - 18 17 -

-Companhia Coreano-Bras ileira de Pelotiz aç ão - KOBRA SCO - 85 33 - -

-Companhia His pano-Bras ileira de Pelotiz aç ão - HISPA NOBRÁ S 75 270 68 433 (2) (3)

Companhia Ítalo-Bras ileira de Pelotiz aç ão - ITA BRA SCO - 184 17 256 - 34

Companhia Nipo-Bras ileira de Pelotiz aç ão - NIBRA SCO - 45 44 404 (1) (37)

Log-in S.A . 28 - - - 1

-Mineraç ão Rio do Norte S.A - - 240 276 -

-MRS Logis tic a S.A . 13 9 526 936 (30)

-Samarc o Mineraç ão S.A . 92 234 - - -

-Us inas Siderúrgic as de Minas Gerais S.A . - USIMINA S (*) - 1.198 - - - -Outras 2 27 11 38 - 6 215 2.052 957 2.360 (32) -C o n t r o la d o r a R e c e it a D e s p e s a / C u s t o Fin a n c e ir o 2 0 0 9 2 0 0 8 2 0 0 9 2 0 0 8 2 0 0 9 2 0 0 8 A L B R A S - A lu m ín io B r a s ile ir o S .A . 1 3 0 2 6 - - - -A L U N O R TE - -A lu m in a d o N o r te d o B r a s il S .-A . 3 6 8 3 8 4 1 3 1 5 3 ( 2 2 ) -B a o v a le M in e r a ç ã o S .A . 1 0 - 3 7 - - -Co m p a n h ia C o r e a n o - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - K O B R A S CO - 1 7 5 6 6 4 0 9 - ( 1 ) Co m p a n h ia H is p a n o - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - H IS PA N O B R Á S 1 6 1 5 7 9 1 3 0 6 1 7 ( 3 ) ( 9 )

Co m p a n h ia Íta lo - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - ITA B R A S CO - 3 9 1 3 5 2 7 7 ( 1 ) 6

Co m p a n h ia N ip o - B r a s ile ir a d e Pe lo tiz a ç ã o - NIB R A S C O - 1 6 2 8 9 6 4 2 6 3 ( 5 4 ) Co m p a n h ia Po r tu á r ia B a ia d e S e p e tib a - C PB S - - 2 9 1 2 8 2 ( 7 ) ( 1 4 ) CV RD O v e r s e a s L td . 2 .5 5 1 4 .2 6 2 - - 1 3 1 ( 5 3 ) Fe r r o v ia Ce n tr o - A tlâ n tic a S .A . 1 8 2 2 0 6 9 4 3 5 ( 7 ) M R S L o g is tic a S .A . 1 9 3 8 8 9 9 1 .3 1 2 - -S a m a r c o M in e r a ç ã o -S .A . 1 8 4 4 6 7 - - - -Us in a s S id e r ú r g ic a s d e M in a s G e r a is S .A . - U S IM IN A S ( *) - 1 .0 2 5 - - - -V a le En e r g ia S .A . - - 2 1 7 1 1 8 - -V a le In te r n a tio n a l S .A . 1 9 .0 0 2 1 8 .9 7 5 - - 8 .3 7 0 ( 1 1 .4 2 2 ) V a le M a n g a n ê s S .A . 7 2 8 3 - - - ( 1 3 ) O u tr a s 1 8 9 2 2 2 8 9 2 6 ( 1 0 ) 2 2 .6 9 7 2 6 .8 6 5 1 .9 2 6 3 .8 4 2 8 .5 6 2 ( 1 1 .5 7 7 ) (*) Investimento alienado em abril de 2009. Adicionalmente, a Vale tem com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e o BNDES Participações S. A. os valores de R$2.945 e R$1.153 em 31 de dezembro de 2009, respectivamente, relativos a operações de empréstimos remunerados a juros de mercado, cujo maior prazo de vencimento é setembro de 2029. As operações geraram despesas de juros de R$183 no resultado. A Vale tem ainda operações financeiras com o Bradesco no valor de R$185 em 31 de dezembro de 2009. O efeito no resultado destas operações foi de R$77. Rem uneração de pessoal chave da adm inistração 2009 Benefícios de curto prazo a administradores 41

Outros benefícios de longo prazo a administradores 11

(17)

6.8- Estoques

Consolidado Controladora

2009 2008 2009 2008

Produtos acabados

Níquel (co-produtos e subprodutos) 1.886 3.537 56 33

Minério de ferro e pelotas 1.324 1.917 999 1.677 Manganês e ferroligas 290 518 - -Produtos de alumínio 251 365 1 22 Caulim 73 94 - -Carvão 89 101 - -Concentrado de cobre 61 60 61 60 Produtos siderúrgicos 25 55 - -Outros 13 77 30 39 4.012 6.724 1.147 1.831 Peças de reposição e m anutenção 1.901 2.962 734 1.082 5.913 9.686 1.881 2.913 Em 31 de dezembro de 2009, os saldos de estoque contemplam uma provisão para ajuste a valor de realização para o aço no montante de R$ 4,6 (R$ 150 em 2008). Para o níquel não houve provisão em 2009 (R$ 184 em 2008). 6.9- Tributos a Recuperar ou Compensar Consolidado Controladora 2009 2008 2009 2008 Imposto sobre lucro líquido 1.577 3.957 402 2.581 Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços - ICMS 570 733 466 538

PIS e COFINS 1.898 1.057 1.105 328 Outros 180 206 66 54 Total 4.225 5.953 2.039 3.501 Circulante 2.685 4.886 1.881 3.312 Não circulante 1.540 1.067 158 189 4.225 5.953 2.039 3.501 6.10- Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos O lucro da Companhia está sujeito ao regime comum de tributação aplicável às Companhias em geral. Os saldos diferidos líquidos, apresentam-se como segue: Diferido Líquido Consolidado Controladora 2009 2008 2009 2008 Resultado fiscal a compensar 1.373 725 799

-Diferenças temporárias: . Fundo de pensão 1.238 430 187 235

. Provisão para contingências 781 687 667 654

. Provisão para perdas em ativos 750 1.167 400 1.047 . Mais valia vinculada ao imobilizado adquirido (9.039) (8.518) - -. Outras 36 (291) (88) (76) Total (6.234) (6.525) 1.166 1.860 Contribuição social (1.320) - (1.320) -Total (6.181) (5.800) 645 1.860 Circulante 1.492 1.305 1.219 1.220 Não circulante - - 747 640 ATIVO 1.492 1.305 1.966 1.860 PASSIVO (7.673) (7.105) (1.320)

(18)

17

Os ativos e passivos diferidos de imposto de renda e contribuição social decorrentes de prejuízos fiscais, bases negativas de contribuição social e diferenças temporárias são reconhecidos contabilmente levando-se em consideração a análise dos resultados futuros, fundamentada por projeções econômico-financeiras elaboradas com base em premissas internas e em cenários macroeconômicos, comerciais e tributários que podem sofrer alterações no futuro.

Estas diferenças temporárias, que serão realizadas quando da ocorrência dos correspondentes fatos geradores, apresentam as seguintes expectativas:

Valor líquido dos créditos

Anos Consolidado Controladora

2010 1.492 1.219 2011 (243) 109 2012 (286) 109 2013 (301) 109 2014 (305) 109 2015 (372) 41 2016 (362) 41 2017 (359) 40 2018 (359) 40 2019 (3.765) 149 (4.860) 1.966 O imposto de renda no Brasil compreende o imposto sobre a renda e a contribuição social sobre o lucro. A alíquota estatutária aplicável nos períodos apresentados é de 34%. Em outros países, onde temos operações, a tributação aplicável varia entre 1,67% e 40%. O total demonstrado como resultado de imposto de renda nas demonstrações contábeis consolidadas está reconciliado com as alíquotas estabelecidas pela legislação, como segue: Consolidado Controladora Trimestres (Não auditado) Acumulado Acumulado 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 1.492 4.941 12 15.342 22.376 15.796 19.821 Resultado de participações societárias e amortização de ágio (22) (30) 410 (116) 1.325 3.744 (17.607) Efeito tributário decorrente de moeda funcional não tributada 866 1.458 (5.315) 10.577 (6.992) - -2.336 6.369 (4.893) 25.803 16.709 19.540 2.214 Alíquota combinada do imposto de renda e da contribuição social 34% 34% 34% 34% 34% 34% 34% Imposto de renda e contribuição social às alíquotas da legislação (794) (2.165) 1.664 (8.773) (5.681) (6.644) (753)

Ajustes que afetaram o cálculo dos tributos: Imposto de renda e contribuição social de juros sobre o capital próprio 872 - 446 872 1.315 872 1.315 Incentivos fiscais 113 62 (25) 368 227 184

-Resultados de empresas no exterior tributadas a aliquotas diferentes às da controladora 769 273 (17) 2.126 3.046 - -Outros 246 (10) 397 482 428 41 896

Imposto de renda e contribuição social no resultado do

período 1.206 (1.840) 2.465 (4.925) (665) (5.547) 1.458

A Vale no Brasil possui incentivo fiscal de redução parcial do imposto de renda devido, pelo valor equivalente à parcela atribuída pela legislação fiscal às operações nas regiões norte e nordeste com ferro, ferrovia, manganês, cobre, bauxita, alumina, alumínio, caulim e potássio. O incentivo é calculado com base no lucro fiscal da atividade (chamado lucro da exploração), leva em conta a alocação do lucro operacional pelos níveis da produção incentivada durante os períodos definidos como beneficiados para cada produto, e, no geral, expiram até 2018. Parte das operações com ferrovia e ferro na região norte foi reconhecida como incentivada por 10 anos a partir de 2009. Um montante igual ao obtido com a economia fiscal deve ser apropriado em uma conta de reserva de lucros, no patrimônio líquido, e não pode ser distribuído como dividendos aos acionistas. A Vale pode se beneficiar com a destinação de parte do imposto de renda devido para ser reinvestida na aquisição de equipamentos na operação incentivada, sujeita a aprovação posterior pela agência reguladora da área incentivada Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE. Quando aprovado o reinvestimento, o beneficio fiscal é também apropriado em uma reserva de lucros, com impedimento a distribuição como dividendos aos acionistas.

A Vale tem também incentivos de impostos relacionados ao projeto Goro na Nova Caledônia (Goro). Estes incentivos fiscais incluem isenções temporárias totais do imposto de renda durante a fase de construção do projeto, e, também, por um período de 15 anos iniciando-se no primeiro ano da produção comercial, conforme definido pela legislação aplicável, seguido por 5 anos com 50% de incentivos fiscais temporários. Além disto, Goro está qualificado para determinadas isenções de impostos indiretos tais como taxa de importação durante a fase de construção e

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