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Alimentação Desintoxicante - Conceição Trucom

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Academic year: 2021

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Conceição Trucom

ALIMENTAÇÃO

DESINTOXICANTE

PARA ATIVAR O SISTEMA IMUNOLÓGICO

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Conceição Trucom

ALIMENTAÇÃO

DESINTOXICANTE

Para ativar o sistema

imunológico

E D I T O R A

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ÍNDICE

Prefácio 7 Introdução - Desintoxicar-se deve ser um hábito diário 13

Capitulo I

A doença é um mestre 17 Os sintomas são um espelho da Alma 18

A interpretação Metafísica 19 A interpretação Física 20 Como chegar ao âmago? 22

Capítulo II

Estamos todos intoxicados 27

Os sintomas de intoxicação 29 Sintomas no corpo físico 30 Sintomas no cérebro e corpo mental. 31

Sintomas de ordem psicoemocional 31

Razões para desintoxicar-se 31 A motivação é superimportante 33

Capítulo III

Deixar sair o velho e permitir-se o novo 35

Os órgãos excretores 36

Capitulo IV

Atitudes de expansão x Atitudes negativas 49

O início 50 As três qualidades da ação 51

Praticando as atitudes de sabedoria 54

Capítulo V

As sete condições da saúde e da felicidade 61

Ausência de cansaço 62 Bom apetite 63 Sono profundo 64 Boa memória 64 Bom humor. 65 Rapidez de raciocínio e ação = inteligência 66

Intestino preso 66

Capítulo VI

Novos hábitos - podem ser já? 69

Mastigação x digestão 69 Mastigação x paladar. 70 "AliMenditação " 71 Alimentar-se com tranqüilidade 72

Ingerir alimentos "vivos" 72

Ingerir fibras 73 A quantidade altera a qualidade 73

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Ficar muito tempo sem alimentar-se e depois comer demais 74

Não ingerir líquidos durante as refeições 74

Postura correta 75 Alimentos excessivamente quentes ou gelados 75

O jantar e o lanche noturno 75 O prazer do ar livre 76

Capitulo VII

A vitalidade dos alimentos 77

Alimentos que "geram vida" ou "biogênicos". 77 Alimentos que "ativam a vida" ou "bioativos". 78 Alimentos que "diminuem a vida" ou "bioestáticos" 79 Alimentos que "destroem a vida" ou "biocídicos" 79

Alimentos de alta vitalidade 80 Alimentos de baixa vitalidade 81

Capítulo VIII

Como desintoxicar-se? 83

Jejum com sabedoria 83 As 3 propostas de jejum da "alimentação desintoxicante" 88

Capítulo IX

Estabelecendo novos rituais 93

Escovara pele 94 Banho consciente 94 Escalda-pés 95 Meditação - Terapia do riso 96

Silêncio sagrado 97 Guiberish - adeus ao velho 98

Caminhada mágica e meditativa 99

Limpar as vias aéreas 100 Superimportante -vamos perdoar! 102

Exercícios divinos de cura 105

Capitulo X A sucoterapia e a frutoterapia 111 A sucoterapia 112 A frutoterapia 114 Capítulo XI Os ingredientes 119

A água - a parte mais sutil do corpo! 119 As ervas - os chás terapêuticos! 121

Os brotos-eles geram a vida! 124 O "Rejuvelac" - soro vital de sementes germinadas! 127

A clorofila - um néctar da natureza! 128

Os alimentos orgânicos 130

Os alimentos que curam - os alimentos vivos! 135

Capitulo XII As receitas desintoxicantes 165 Sucos desintoxicantes 166 Sumos de clorofila 172 Lanches desintoxicantes 173 Sopas desintoxicantes 176 Chás terapêuticos 177 Conclusão 183 Apêndice 185 Bibliografia 191

(5)

l o prefácio eg

E

ste livro foi construído a partir das inúmeras palestras, cursos e atendimentos que venho ministrando desde 1998. Antes dis-so, não passava de uma estudante solitária, com medo de com-partilhar com o mundo tudo o que já sabia.

Cada capítulo é tema de uma palestra e contém uma das várias abordagens da "alimentação humana e do Ser", que resolvi chamar "desintoxicante". Algumas vezes, podem parecer separados ou repetitivos, mas todos se integram no mesmo objetivo: encontrar um caminho mais consciente e assertivo para a transformação.

Um projeto pessoal, a "alimentação desintoxicante" foi desenvolvida a partir das dificuldades e soluções que encontrei para jamais interromper meus processos de busca pelo auto-conhecimento e crescimento.

Um apoio inegável, resultados concretos e positivos foram acontecendo.Compartilhar foi, portanto, iim passo inevitável. Na verdade, como dizem os mestres: "Aquilo que ensinamos é o que mais precisamos aprender".

Este livro não deve, jamais, ser encarado como um mero guia de receitas desintoxicantes, porque tem a proposta de ir muito além. Existe nele o firme propósito de mexer na sua consciência e provocar uma vontade incondicional de "desintoxicar-se" de tudo o que te aprisionou e limitou até aqui.

Veremos que os "alimentos desintoxicantes" são cúmplices de um corpo saudável, mas não possuem o poder de curar se você assim não desejar. Entretanto, eles serão os seus melhores aliados se você assim o decidir.

(6)

Portanto, primeiro trato de motivá-lo na busca pela sua "lucidez" e "sanidade" e, somente depois de introspectados os conceitos, é que apresento as receitas e dinâmicas desintoxicantes. Tenha a paciência de praticar as receitas somente após ter a plena consciência de que você realmente deseja "tomar seus banhos internos diários" e liberar-se de todas as "suas prisões". Ainda que, inicialmente, você não saiba exatamente quais são estas "prisões".

(7)

SÓ AGRADECIMENTOS

E

stava pensando na dinâmica de como aconteceu este iivro, e percebi que nunca planejei ser palestrante ou escritora. Tudo tem acontecido em minha vida como num caleidoscópio; pessoas que, muitas vezes, só me cercaram para fazer uma crítica, per-gunta ou elogio, provocaram movimentos significativos que ge-raram uma nova imagem plena de interrogações, respostas e trans-formações.

Aos companheiros de jornada que ficaram mais tempo co-migo um agradecimento infinito.

Pelo espaço e lembrança limitados, estaria sendo injusta com muitos se decidisse colocar nomes. Assim, agradeço a todas as pessoas que passaram pela minha vida, pois, sem exceção, me marcaram de forma construtiva.

Agradeço aos meus pais, que com todas as facilidades e difi-culdades da nossa relação, sempre me dão força para seguir neste interminável e fascinante caminho da busca.

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Durante minhas palestras e cursos, sempre faço uso de metá-foras e alegorias para facilitar o entendimento e fixação dos con-ceitos que apresento ao público.

Da mesma forma, abro este livro com esta metáfora, de au-toria desconhecida, que revela, em poucas palavras, toda a essên-cia da proposta deste meu trabalho.

Um velho carpinteiro estava pronto para aposentar-se. Certo dia, ele informou ao chefe sobre o seu desejo de sair da indústria de construção

e passar mais tempo com sua família. Disse ainda que sentiria falta do

salário, mas realmente queria aposentar-se.

A empresa não seria muito afetada pela saída do carpinteiro, mas o seu chefe estava triste em vê-lo partindo e pediu-lhe para trabalhar em mais um projeto, como um favor.

0 carpinteiro concordou, mas era fácil ver que não estava muito entusiasmado com a idéia.

Vibrando nessa energia, ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Era uma atitude negativa para terminar sua carreira.

Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa. Depois, sem comentários, ele deu a chave da casa para o carpinteiro dizendo:

"Esta é sua casa. Ela é o meu presente para você."

0 carpinteiro ficou muito surpreso. "Que pena!" Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa teria feito tudo diferente.

O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez, e muitas vezes com preguiça, displicentes, fa-zendo menos que o melhor possível na construção.

Depois, com surpresa, descobrimos que precisamos viver na casa que construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faría-mos diferente; mas não podefaría-mos voltar atrás.

Necessitamos lembrar a todo momento:

"A vida é uma oportunidade, um projeto i n d i v i d u a l . " Suas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que você vai morar amanhã. Opte por construí-la com SABEDO-RIA!

V

J

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m INTRODUÇÃO OS

DESINTOXICAR-SE DEVE

SER UM HÁBITO DIÁRIO

Esclarecer significa trazer clareza para dentro do Ser. Ignorar significa manter-se na escuridão.

esintoxicar significa deixar sair a toxina, desenvenenar. Acredito que desintoxicar-se não deva ser um hábito esporá-dico, mas diário, já que é diariamente que nos intoxicamos. Pos-so dizer, com firmeza, que a saúde humana é altamente determi-nada pela capacidade do organismo de desintoxicar-se.

Na verdade, as toxinas funcionam como verdadeiros escu-dos (desculpas) para o acesso à cura. Elas bloqueiam a lucidez e "sanidade", condições básicas para o crescimento e sensação de vitória que tal movimento provoca.

Todos pensam que desintoxicar-se é eliminar do corpo físico aquelas substâncias que reconhecemos como venenosas: os agrotóxicos, o excesso de aditivos dos alimentos industrializa-dos, os resíduos dos remédios que ingerimos para sanar uma do-ença, os resíduos do fumo, álcool, café etc. Entretanto, a questão é mais complexa, porque a intoxicação não acontece somente no plano físico.

É claro que, para nós, tudo aparenta ser só no corpo físico, já que esta é a parte visível e concreta da história. É fato que todo alimento, por mais natural, fresco ou orgânico que seja, sempre contém um percentual de toxinas e material "indiges-to" que deve ser eliminado naturalmente do nosso organismo. Por isso, Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, preparou o nosso corpo para eliminar suas toxinas por diferentes sistemas de excreção: as fezes, a urina, os mucos, o espirro, a transpira-ção, a menstruatranspira-ção, o orgasmo, a lágrima, a tosse, os gases, a expiração etc.

(10)

É inegável perceber que, diariamente, nos intoxicamos dire-tamente com:

• os alimentos que ingerimos; • a água e líquidos que bebemos; • o ar que respiramos;

• tudo que penetra através da nossa pele: sabonete, tintura para o cabelo, shampoo, cremes, pomadas e os produtos químicos contidos nas roupas que usamos.

Existe também uma carga imensa de toxinas que são pro-duzidas internamente pelo próprio corpo a partir:

• do uso freqüente das crenças negativas, que geram pensamentos e emoções desequilibradas e destrutivas;

• do que escutamos e enxergamos;

• do que falamos desnecessariamente ou sem pensar devidamente; • de toda a adrenalina e cortisol que produzimos devido ao superestresse

do dia-a-dia.

Em síntese, todas as tensões da sociedade moderna e acele-rada, com sua poluição, desde os aspectos mais físicos até os psicoemocionais, acabam por inibir as funções excretoras, agra-vando a intoxicação geral do organismo. Ou seja, nunca a hu-manidade intoxicou-se tanto e tão rapidamente quanto nas úl-timas décadas. Pelos mesmos motivos, ela nunca sentiu tanto medo e insegurança quanto ao seu futuro, motivo pelo qual seus órgãos e sistemas excretores estão, literalmente, cada vez mais bloqueados.

Se, apesar de todo este ataque, minimizarmos a intoxicação e favorecermos o pleno funcionamento dos órgãos de elimina-ção, haverá uma intenção positiva de saúde, pois a quantidade de toxinas ingeridas e auto-geradas jamais ultrapassará a capaci-dade consciente de desintoxicar-se. Assim, o foco e a dinâmica da "alimentação desintoxicante" está no esclarecimento de como fortalecer este sentido metabólico.

• reduzir os processos intoxicantes;

• abrir os portais dos processos e sistemas desintoxicantes. A seqüência da leitura deste livro é:

1) Como nos intoxicamos?

2) Que informações contém uma doença? 3) Como funcionam os sistemas de excreção? 4) Como funcionam as nossas decisões e atitudes? 5) Quais são os hábitos desintoxicantes?

(11)

Por ser fácil e economicamente viável, recomendo a prática da "alimentação desintoxicante" para todos os seres humanos deste planeta.

Entretanto, um trabalho intensivo e atento deverá ser reali-zado para quem deseja:

• parar de beber, fumar ou qualquer outro vício; • emagrecer;

• engravidar e iniciar este momento com o corpo mais limpo;

• limpar emoções e sentimentos de um relacionamento que acabou ou precisa acabar;

• preparar-se para uma nova etapa de vida;

• limpar todas as toxinas de um processo de doença e convalescença; • curar-se de uma doença crônica, seja ela qual for, principalmente

da-quelas que dependem do aumento das defesas do corpo.

Para alguns, a desintoxicação poderá ser dolorosa, mas mui-to menos do que se imagina.

Aceite meu convite! Experimente!

Lembre-se que não serão as receitas desintoxicantes do capí-tulo X que irão curá-lo, mas sua decisão interna.

Portanto, sugiro que, primeiramente você leia todo o livro e só depois de realmente motivado e consciente, comece a prepa-rar e praticar a "alimentação desintoxicante".

Este livro é uma obra de consulta e esclarecimentos. Suas orientações são baseadas em conhecimentos, experiências e pesquisas; mas, cada pessoa e situação são únicas.

As receitas e técnicas aqui descritas têm o objetivo de complementar - e não substituir - o tratamento ou os cuidados médicos.

Não defendo nenhum programa dietético em particular, mas acredito que as informações aqui apresentadas devem estar à disposição da humanidade.

Sinta-se livre para consultar um médico ou outro profissional especialista em saúde. Principalmente, quando referir-se a uma doença séria. É sinal de sabedoria, e não

de covardia, procurar uma segunda ou terceira opinião.

(12)

CAPITULO

A DOENÇA É UM MESTRE

Compreender o mal não o cura, mas, sem dúvida alguma, ajuda. Afinal, é muito mais fácil lidar com uma dificuldade compreensível que com uma escuridão incompreensível.

Carl Jung

A

medicina moderna parte do pressuposto que a doença é algo vindo de "fora" do homem, como conseqüência da ação de bactérias e microorganismos, ou então o resultado de uma im-perfeição da natureza; colocando, em ambos os casos, o doente como uma vítima das circunstâncias.

Pela visão holística da metafísica, esta é uma falha da aborda-gem tecnicista da doença. A metafísica parte do princípio de que é o espírito que organiza a matéria e não o físico que cria a essência. Metafísica significa além da matéria (meta = além + física = matéria). Ela compreende o homem como um todo (holos): o psíquico, emocional, energético, espiritual e sentimental, num movimento integrado.

A raiz dos problemas físicos do homem está na sua atitude interna frente às situações da vida. O posicionamento interior é que determina a saúde do corpo ou desencadeia as suas doenças. O doente não é vítima inocente de alguma imperfeição da natureza ou de uma condição insalubre. Um homem não "pega" uma doença, ele "faz" a sua doença. Se, porventura, podemos culpar bactérias ou toxinas que impregnam nosso corpo e ambiente, pode-mos dizertambém que todos os seres, de certa forma, estão expostos aos mesmos germes e venenos.

Nosso mundo é inteiramente insalubre e, ao mesmo tempo, inteiramente puro: nós atraímos a insalubridade ou a pureza como reflexo do nosso interior. Recolhemos de fora aquilo que, consci-entes ou não, permitimos levar para dentro.

(13)

manifes-tação característica de uma determinada doença, os sintomas são a expressão física dos conflitos internos e têm a capacidade de mostrar ao doente em que consiste seu problema.

A vida, freqüentemente, nos coloca em situações aparente-mente repetidas para que possamos absorver delas o aprendiza-do. Enquanto este aprendizado não for introjetado, seguirá ocor-rendo "o mesmo filme".

Sintomas, portanto, são partes da sombra da nossa consciência (e caos do inconsciente) que se precipitam em forma física. A doen-ça é uma verdadeira chamada para a expansão da consciência.

Estamos permanentemente "sedados", viciados nos automa-tismos emocionais e físicos que impedem a percepção. Quando essa "dormência" torna-se perigosa à evolução, surge a doença que, através dos seus sintomas, pretende apenas nos "despertar". A cura verdadeira nunca virá de fora. Estamos permanente-mente diante do resgate da consciência. Todos os males são efei-tos da inconsciência. A cura do Homem não está na medicina, mas sim na identidade com o seu Ser e sua evolução espiritual.

Para que a cura aconteça a "doença é um mestre!". Trata-se da grande tarefa do despertar da nossa identificação com o mun-do da forma: o corpo amun-doece para avisar que a nossa parte "não visível" está sendo "mal usada" ou "mal canalizada".

Nesse processo, a doença e seus sintomas são um sinal, mos-trando onde a auto-expressão está bloqueada na superação dos

percalços do caminho. Saber interpretá-lo no seu simbolismo pode ser a chave da verdadeira cura interior. Livrar-se dos sintomas sem que se entenda ou se assimile a natureza da mensagem trazida, só irá adiar o problema.

A medicina moderna adquiriu uma enorme competência em eliminar a maioria dos sintomas, dando uma falsa noção de cura. A questão é que a supressão dos sintomas jamais significará uma cura, que só acontecerá quando expandirmos a consciência.

Os sintomas são um espelho da Alma

Uma doença é uma trama simbólica, onde os sintomas mos-tram o que não vai bem na alma do doente.

Sei! Muitos não irão concondar, pois o doente costuma ter nos seus sintomas uma salvaguarda para justificar-se e obter a compaixão de si mesmo e dos demais. No entanto, cada sintoma mostra, "de forma nua e crua", o que se passa no interior do

(14)

indivíduo; espelha aquilo que não pode ser expresso, ou entendi-do, por outras linguagens do Ser. Por esta abordagem, todos os males são psicossomáticos - desde uma espinha na face até uma doença mais grave, como o câncer.

No corpo, cada órgão específico tem uma função, que faz par-te de um todo inpar-tegrado. Quando surge uma desarmonia contínua do Ser e, inevitavelmente, um ou mais órgãos encontram dificulda-des para seu perfeito dificulda-desempenho, surgem os sintomas, trazendo mensagens da Alma, revelando suas necessidades imediatas.

Uma vermelhidão na pele pode estar indicando a impaciên-cia contra os limites naturais da vida (vermelho=conflito; pele=limites); portanto, enquanto o indivíduo continuar emocio-nalmente doente, sua pele continuará avermelhada.

Esta alergia poderá ser debelada com medicamentos, mas não será curada verdadeiramente. Se a pessoa continuar em tur-bulência, com sua expressão bloqueada, outros sintomas virão para simbolizar aquela impaciência contra os limites.

Como seres humanos, imperfeitos e polarizados, estamos to-dos doentes; intoxicato-dos por modelos, condicionamentos e a ilu-são de que eles ilu-são verdadeiros, em todas as extensões. Precisa-mos voltar-nos para dentro, dialogar com o corpo, que é uma representação física de todo o Ser, e descobrir o que ele está que-rendo nos comunicar.

Ironicamente, o único propósito da doença é nos avisar; como uma amiga sincera que tem por objetivo purificar e unificar to-dos os corpos, não se intimidando em apontar os nossos desvios. No entanto, na ilusão do homem, é uma inimiga que, sem dúvi-da alguma, deve ser rapidúvi-damente eliminadúvi-da.

A interpretação Metafísica

Maldizer a doença e correr para suprimir os sintomas atra-vés de algum tratamento meramente alopático, jamais poderá resultar em cura verdadeira. Os sintomas irão voltar; muitas ve-zes, de forma ainda mais cruel e dolorosa, como se fossem "au-mentando o volume" da advertência.

Segundo Thorwald Dethlefsen, no seu livro A doença como caminho, existem sete níveis crescentes de manifestação dos sin-tomas. Quanto maior a resistência ao autoconhecimento, maior a pressão exercida pelos sintomas, que irão tomando formas cada vez mais intensas.

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Primeiro vem a "expressão psíquica" com as idéias, desejos e fantasias. São as expectativas, crenças e os "pré-conceitos".

Segundo vem o sintoma dos "distúrbios funcionais". Este nível de sinto-ma deveria tornar a pessoa honesta: "algo não está bem! O que isto revela?".

Terceiro: o sistema imunológico fica em "cheque" e acontecem as infla-mações ou "distúrbios físicos agudos". Exemplos: faringite, hepatite ou gastrite; como também ferimentos e pequenos acidentes. Quarto: a dificuldade de comunicação mantém-se e os "distúrbios"

tor-nam-se crônicos. Exemplos: micose, artrose e osteoporose.

Quinto: a dificuldade de comunicação com a vida manifesta-se via "pro-cessos incuráveis" como a modificação de órgãos (diabetes), câncer, aids etc.

Sexto: "morte", que pode ocorrer após passagem por todas as etapas anteriores ou por um acidente.

Sétimo: deformações congênitas e perturbações de nascença. Trata-se de uma história que vem de "outra vida".

É interessante notar que, antes que um sintoma manifeste-se no corpo físico, ele apremanifeste-senta-manifeste-se na psique como um tema, idéia, desejo ou fantasia. Isso nos mostra como a negação dos anseios pode levará manifestação física desta repressão.

Qual repressão? Aquela provocada pelos modelos e condici-onamentos familiares, sociais e culturais. Tais modelos nos afas-tam da nossa essência (natureza) e ainda nos fazem sentir culpa-dos por não conseguirmos ser aquilo que eles estabelecem como "normal".

Enquanto não se acessar verdadeiramente a doença da Alma, causada por este "afastamento e culpa", os sintomas voltarão de diversas formas, algumas bastante criativas.

Não será de muita valia culpar um vírus ou um grupo de células que, a despeito do previsto, resolve rebelar-se e passa a se reproduzir por conta própria, gerando um tumor.

A interpretação Física

A repressão está acontecendo. Para ser amado, produtivo e invejável preciso seguir os modelos e condicionamentos. Não penso e vou em frente. No entanto, lá no fundo, sinto raiva, medo e culpa. Tudo isso me intoxica e vem a dificuldade de pensar e discernir. O que fazer? O instinto de preservação prevalece. Não

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faço o que realmente desejo internamente. Sedo-me com o que primeiro vier nesta confusa cabeça.

Rapidamente vem a sensação de cansaço e falta de vitalida-de. Vem a frustração, depressão, sensibilidade à flor da pele, cho-ro, desespecho-ro, falta de ânimo, mau humor e ansiedade.

No entanto, cada um reage de um jeito: a pessoa mais guer-reira irá esconder-se na sua ação/construção incessante; a pessoa mais sensível irá fragilizar, compensar em outras fontes de "nu-trição" e levar um bom tempo para reagir. Enfim, sempre opta-mos igual: distanciar-nos cada vez mais da origem.

Perceba que tudo o que foi gerado neste processo é veneno-so. Os pensamentos, as emoções e os sentimentos não foram amorosos, mas insanos.

As formas de compensação também são "drogas", ao serem usadas como um "ópio" para sedar a dor, o vazio e a subnutrição da Alma.

Para sair deste "círculo vicioso" e discernir o que é "sano" há de se fazer uma "faxina", desintoxicar-se.

Precisamos dos nossos órgãos excretores a "pleno vapor" para nos ajudar, mas, sem consciência, acordamos e, imediatamente recorremos a um estimulante qualquer: café, chá, álcool, fumo ou comida.

Desta forma, todos os sintomas descritos, que correspondem à sobrecarga nos órgãos de eliminação e a um início de intoxica-ção geral, desaparecem em alguns instantes.

Todos os estimulantes, ou o simples fato de comer, bloque-iam os mecanismos de eliminação. A sensação de melhoria é ime-diata; mas, para complicar, as funções excretoras são interrompi-das antes que sua tarefa cotidiana tenha sido finalizada. Tointerrompi-das as toxinas não eliminadas, ou precariamente eliminadas, serão cer-tamente reabsorvidas, acumulando-se, dia após dia.

Quando um órgão de eliminação está sobrecarregado, o cor-po cria um recurso de compensação, aumentando a mobilização via outros órgãos excretores.

Este mecanismo funciona bem se for por um breve período ou esporadicamente; mas, quando acontece com freqüência, este recurso entrará em "alerta" avisando o "proprietário" do corpo, através de sintomas cada vez mais intensos, que algo não está bem. Entretanto, se os avisos ficam sem resposta, crises de elimi-nação irão surgir em diferentes níveis de gravidade.

A maior parte das inflamações e infecções são esforços do organismo para livrar-se das substâncias nocivas que se deposi-tam nas suas células e nos espaços intercelulares.

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Alergias, intoxicações, fungos, vírus e bactérias não são agressores externos que atacam o organismo "por acaso". Ao con-trário, eles são úteis, desde que os mecanismos de autodefesa do corpo estejam prontos para bloquear e controlar suas ações.

Entretanto, a maior parte dos tratamentos realizados somente pelos sintomas de doenças agudas, bloqueia os mecanismos de eliminação, proporcionando um bem-estar imediato, mas sem assegurar uma cura verdadeira: ou seja, a causa da doença fica abafada por terapias supressivas, criando ainda outros fenôme-nos aos quais chamamos de efeitos colaterais. Neste caso, a causa não é atacada, o organismo fica mais intoxicado e mais enfraque-cido. O corpo físico não consegue mais se recuperar por crises de eliminação e aparecem as doenças crônicas.

Ainda, num esforço de absoluta inteligência divina, o organis-mo trata de confinar as toxinas a locais delimitados (coorganis-mo os abces-sos de fixação, os tumores e cistos) ou de manter abertas algumas válvulas de segurança para a eliminação (como as úlceras que não cicatrizam). Sem dúvida, Deus é perfeito; nós é que complicamos.

Então, que tal começarmos a ser cúmplices do nosso corpo e dialogarmos com ele diariamente?

Para certas culturas orientais, quando alguém é acometido de algum mal, a pessoa sente-se grata, pois é um momento especial para a realização de uma introspecção e auto-análise. É hora de saber se o que está acontecendo tem origem psicológica, emocional ou física (ou todas) e desfazer este padrão. É um momento de reflexão: parar, pensar e repensar a vida. Devemos ser gratos a tudo, inclusive àquela parte do corpo que está sacrificando-se para "anunciar".

Como chegar ao âmago?

O corpo sempre estará sinalizando, através dos sintomas, onde se encontra o mal.

Chegar ao âmago do que os sintomas estão informando não é fácil, e irá depender de uma cumplicidade com o corpo. A gran-de questão é: como entengran-der esta linguagem tão sutil e simbólica?

Por um lado até existem bons livros sobre Metafísica da saúde que irão trazer à luz muito do que esta linguagem simbó-lica significa. Entre outros, recomendo os escritos por Valcapelli e Gaspareto (Metafísica da Saúde - Volumes I, II, III - Ed. Vida & Consciência) e por Louise L. Hay (Cure seu corpo - Ed. Best Seiler).

(18)

São textos fantásticos que ajudam bastante no esclarecimento e resgate da consciência. Contudo, eles decodificam a doença de uma forma generalizada e plural, o que dificulta a "sacada" mais pontual e individual; além do fato de que este tipo de leitura "irá mexer" justo nos contextos que, por muito tempo, não foi possí-vel (ou não quisemos) perceber.

Haja coragem! Sem dúvida, "estamos mexendo num vespei-ro"; mas, se não mexermos, ele irá acabar conosco.

Terapia? Floral? Meditação? Pode ser. Ajudam muito. Entretanto, algo "corporal" tem que ser colocado em prática para que os resultados de transformação e cura comecem a acontecer. O corpo está revelando uma desarmonia do Ser. Portanto, har-monizando este corpo iremos viabilizar uma possível integração, a cura. O corpo está sendo usado para comunicar a desarmonia do Ser. Então, será este mesmo corpo que irá avisar ao Ser que ele está sendo amado e' respeitado.

A evolução espiritual considera fundamental entrarmos em cumplicidade com o nosso corpo.

O mais fascinante da proposta da "alimentação desin-toxicante" é que tudo que está relacionado ao discernimento (lu-cidez para perceber e decidir) diz respeito aos órgãos de excreção, ou seja, ao trabalho realizado pelos rins, fígado, intestino, pul-mões e pele. Eles lançam para fora do organismo todos os "con-teúdos" que não servem mais ao corpo.

Este processo corresponde metafisicamente à capacidade in-terior de se desprender e eliminar os contextos desagradáveis (ve-nenosos e sem valor nutricional) da vida, como também os pa-drões e sentimentos ultrapassados e destrutivos. Ou seja, no iní-cio, não dá para pensar muito. Enquanto intoxicados, temos difi-culdades em nos aproximarmos das soluções.

Inicialmente, você deverá proporcionar ao seu corpo os ali-mentos desintoxicantes. Eles serão os facilitadores (cúmplices) do processo metabólico de limpeza.

Quanto mais desintoxicados, mais lúcidos ficamos para discernir quanto ao âmago da questão. A sua parte será simples-mente "permitir-se" curar.

Fecho este capítulo com um lindo texto do Maurício Santini. INIMIGOS OCULTOS - um verdadeiro poema às doenças Sofre de reumatismo,

Quem percorre os caminhos tortuosos, Quem se destina aos escombros da tristeza.

(19)

Quem vive tropeçando no egoísmo. Sofre de artrite,

Quem jamais abre mão,

Quem sempre aponta os defeitos dos outros, Quem nunca oferece uma rosa.

Sofre de bursite,

Quem não oferta seu ombro amigo,

Quem retesa, permanentemente, os músculos, Quem cuida, excessivamente, das questões alheias. Sofre da coluna,

Quem nunca se curva diante da vida, Quem carrega o mundo nas costas, Quem não anda com retidão. Sofre dos rins,

Quem tem medo de enfrentar problemas, Quem não filtra seus ideais,

Quem não separa o joio do trigo. Sofre de gastrite,

Quem vive de paixões avassaladoras, Quem costuma agir na emoção, Quem reage somente com impulsos, Quem sempre chora o leite derramado. Sofre de prisão de ventre,

Quem aprisiona seus sentidos, Quem detém suas mágoas, Quem endurece em demasia. Sofre dos pulmões,

Quem se intoxica de raiva e de ódio, Quem sufoca, permanentemente, os outros, Quem não respira aliviado pelo dever cumprido, Quem não muda de ares,

Quem não expele os maus fluidos. Sofre do coração,

Quem guarda ressentimentos, Quem vive do passado,

Quem não segue as batidas do tempo, Quem não se ama e, portanto,

não tem coração para amar alguém. Sofre da garganta,

Quem fala mal dos outros, Quem vocifera,

Quem não solta o verbo, Quem repudia,

Quem omite,

(20)

Quem subjuga,

Quem reclama o tempo todo, Quem não fala com Deus. Sofre do ouvido,

Quem prejulga os atos dos outros, Quem não se escuta,

Quem costuma escutar a conversa dos outros, Quem ensurdece ao chamado divino.

Sofre dos olhos,

Quem não se enxerga, Quem distorce os fatos, Quem não amplia sua visão, Quem vê tudo em duplo sentido, Quem não quer ver.

Sofre de distúrbios da mente, Quem mente para si mesmo,

Quem não tem o mínimo de lucidez, Quem preza a inconsciência,

Quem menospreza a intuição, Quem não vigia seus pensamentos, Quem embota seu canal com a Criação, Quem não se volta para o Universo, Quem vive no mundo da lua, Quem não pensa na vida, Quem vive sonhando, Quem se ilude,

Quem alimenta a ilusão dos outros, Quem mascara a realidade,

Quem não areja a cabeça, Quem tem cabeça de vento. Causa e efeito. Ação e reação.

Tudo está intrinsecamente ligado. Tudo se conecta o tempo todo. E assim, sucessivamente, passam os anos sem que o Ser humano conheça a si mesmo. Somos, certamente, o maior amor das nossas vidas! Assim como o nosso maior inimigo é aquele que está oculto e que habita, inexoravelmente, no interior de nós mesmos.

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m capítulo ii e s

ESTAMOS TODOS INTOXICADOS

Quanto mais esperto o homem julga-se, mais precisa de proteção divina para defender-se de si mesmo.

Provérbio Séneca

A

saúde verdadeira é uma experiência de viver a longevidade com qualidade e discernimento sobre nossas reais metas. Es-tas meEs-tas acontecem a partir de um instrumento que viabiliza tudo o que viemos realizar na Terra, o nosso corpo físico. Quan-do cuidamos dele, estamos irradianQuan-do de volta a cura para o espi-ritual, o emocional e o mental. Está tudo integrado.

Sempre esquecemos que nele tudo começa e termina. Acha-mos que na espiritualidade podeAcha-mos dispensar o corpo; mas, quanto mais elevada uma construção, mais profundas precisam ser as suas fundações.

Neste descaso para com o corpo e sua linguagem integral do Ser, acabamos sofrendo algum tipo de dor, seja ela emocio-nal, física ou espiritual. É por isso que todos necessitamos da saúde.

Quando o organismo está em equilíbrio e aquilo que ingeri-mos (qualidade e quantidade) não excede aquilo que eliminaingeri-mos (ou transmutamos), podemos ser flexíveis, viver sem dogmas ou disciplinas rígidas. Quando esse equilíbrio rompe-se ou não exis-te, os sintomas da intoxicação logo nos avisam que algo não está exatamente bem. Sentimos isso no coração.

Já falamos da doença como um alerta da Alma. Há um dita-do que afirma que Deus tenta o tempo todita-do nos ajudar a crescer. No entanto, quando não reconhecemos Sua ajuda pelo amor. Ele não tem outra alternativa e ajuda-nos pela dor. A doença é um aprendizado pela dor.

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chegar com suas decisões e atitudes? Eu não estou mais conse-guindo administrartantas dificuldades."

A doença é, entre outras coisas, uma tentativa desesperada do organismo para livrar-se das substâncias tóxicas, produto das tantas adversidades a ele impostas.

Para a maioria de nós, dor e falta de energia são a real mani-festação do caos gerado pela intoxicação generalizada que nos separa da serenidade metabólica, origem de nossa energia e força.

Existe também uma poluição social, onde o que vemos e ouvimos nem sempre está de acordo com o mundo equilibrado e pacífico no qual gostaríamos de estar vivendo. Agredidos e sem defesas - doentes - tentamos erradamente nos esconder da vida - "por que levantar pela manhã e enfrentar a labuta do dia?".

Esse é o motivo pelo qual nos sentimos como se não tivésse-mos motivos suficientes para viver. O estado comum é: esgota-dos, exaustos, "emburrecidos", inseguros, ansiosos, vulneráveis, impotentes, irritados, "subnutridos" e tristes.

Sob estresse emocional, sentimo-nos sobrecarregados de insa-tisfação, desequilíbrios, carências e da sensação de estarmos fora de controle. Pode ser um relacionamento doentio, um trabalho por demais cansativo ou um estilo de vida superficial que provoca subnutrição e frustrações. Sem dúvida, são muitos "altos e baixos " sem o necessário tempo para "digeri-los".

Para piorar, "insanos", buscamos o consolo (a sedação) com a ingestão de alimentos errados: gordurosos, repletos de açúcar, industrializados, refinados, conservados quimicamente e, às ve-zes, contaminados com agrotóxicos.

Estamos intoxicados até espiritualmente porque, com tan-tos estímulos socioculturais, ficamos preocupados demais com o externo. Que tempo resta para a comunicação com o interno? Diariamente, nos sentimos com preguiça de pesquisar dentro de nós o que é realmente nosso, de buscar verdades, valores e terfé em nós mesmos.

Some-se a tudo isso a inegável poluição ambiental. O arque respiramos e a água estão repletos de substâncias químicas e ga-ses tóxicos. Para complicar, quanto mais intoxicados, pior respira-mos. Conclusão: falta energia, lucidez, agilidade mental, memó-ria e pensamentos positivos.

"Chega!

Isso está com cheiro de terrorismo! O que fazer? Não posso mudar o mundo. Mas... Eureka! Posso mudar o meu mundo!"

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o que é velho e não tem mais utilidade (revisão de crenças e paradigmas) é obrigatório que saia o mais rápido possível. No entanto, nada é tão fácil como parece. Muitas toxinas que en-tram no corpo, espírito ou mente não saem com facilidade e, muitas vezes, num perfeito ato de sabotagem, somos nós quem as impedimos de "deixar sair". Apegamo-nos ao ruim "conheci-do" em prol do medo do desconhecido.

Talvez, não as possamos ver ou ter esta consciência, mas isso não significa que não estejam ali; mesmo invisíveis, pomos senti-las todos os dias, como fadiga, doença, raiva, de-pressão ou estresse. Estes são os sintomas, como dor de cabeça, dor nas costas, erupções na pele, ansiedade e nervosismo. Eles impedem-nos de dormir ou nos fazem dormir demais; tiram-nos força, resistência e alegria de viver. Onde fica o "tesão" pela vida?

É hora de fazermos alguma coisa. É hora de recuperarmos e mantermos a energia, regenerarmos o corpo, curarmos a psique, o emocional e reacendermos o nosso Espírito.

Desintoxicar a vida significa ser capaz de tirar todo o "lixo" do sangue, coração e mente, para estar centrado diariamente. Viver a possibilidade de enfrentar todos os desafios do dia-a-dia com sensação de frescor, vitória e progresso.

Desintoxicar a vida significa ter a coragem e a determinação de aprender - e praticar - como "deixar sair" o velho, confiando que o "novo" será tudo o que é necessário para continuar cres-cendo, num corpo lúcido e saudável.

Desintoxicar a vida significa resgatar as suas verdades e va-lores da Alma e, sadiamente, desidentificar-se dos modelos e ver-dades do mundo.

Desintoxicar a vida significa "Ser" livre.

Os sintomas de intoxicação

O corpo humano é constituído basicamente de matéria e energia. Toda a vida acontece através de atividades químicas e elétricas. Cada pensamento, sentimento, emoção ou ação cau-sam alterações químicas e elétricas. Da mesma forma, cada pen-samento ou conduta é proveniente destas alterações.

Se percebermos o nosso corpo desta forma, será fácil reconhecer que pensamentos negativos como o medo podem causar úlceras que.

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associadas à má alimentação, com falta de alimentos frescos e nutriti-vos, irão ajudar na formação da doença e dificultar a sua cura.

Para o ser humano funcionar com o máximo de eficiência e alcançar a sanidade em todos os aspectos da vida, é fundamental supri-lo com as bases químicas que precisa; e, existe uma única fonte, que é uma dinâmica alimentar saudável, que envolve os cinco alimentos: 1) Nutrição, 2) Hidratação, 3) Respiração, 4) Ati-vidade física e 5) Relaxamento.

A partir do momento que esta dinâmica de hábitos saudá-veis não acontece e perpetuam-se os "maus hábitos", cria-se um "círculo vicioso" onde "maus hábitos" geram distúrbios metabó-licos (energéticos) que dificultam a clareza de pensamentos, os quais tornam-se confusos e negativos, gerando mais distúrbios metabólicos e dificuldades para ter hábitos disciplinados de saú-de. Pronto! Está construída uma desarmonia, uma "desinte-ligência", uma inimizade com o próprio Ser.

Esta desarmonia permanente e excessiva irá diminuir e de-bilitar as funções de todo o organismo, principalmente as que se referem aos mecanismos e sistemas de excreção.

Observar que, além dos fatores físicos e internos de intoxi-cação, podemos incluir fatores externos como o barulho e luz muito forte, cores berrantes, formas agressivas, odores artificiais e contato exagerado com sintéticos.

Essas parafernalhas das cidades grandes e do mundo "mo-derno" provocam um estado de estresse que estimula exage-radamente os cinco sentidos e perturba todas as funções fisioló-gicas. Quanto mais agressivos os estímulos que a pessoa sofre ao longo do seu dia, maior tempo de sono, relaxamento e "diges-tão" ela irá necessitar para eliminar e regenerar-se.

O corpo humano está programado para realizar as suas fun-ções de eliminação e mobilização desde a segunda metade da noite até o início ou meio da manhã. Portanto, quanto mais into-xicado, maior será o mal-estar do organismo ao acordar.

Vejamos, a seguir, os sintomas provocados pelo esforço dos órgãos excretores para se livrarem do excesso de toxinas.

Sintomas no corpo físico

São os mais numerosos e fáceis de perceber. Trata-se do cor-po tentando avisar rapidamente sobre suas dificuldades.

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amarelas, visão turva, necessidade de assoar o nariz, nariz entu-pido, boca pastosa ou seca, língua coberta por uma placa branca ou amarelada, vontade de tossir e de cuspir, mau hálito, dor no couro cabeludo, dor de cabeça, de estômago, de barriga ou em outras partes do corpo, corpo pesado, rigidez e fraqueza nas arti-culações e músculos, problemas de pele e cabelos, cansaço geral.

Sintomas no cérebro e corpo mental

As sinapses - comunicação entre os neurônios - e todo o pro-cesso de raciocínios lógicos/analógicos ficam prejudicados. Nes-tas condições acontece um "emburrecimento" que pode ser de grau leve, médio ou grave, prejudicando inclusive as reações ins-tintivas de defesa, de preservação da vida.

Mente confusa, com uma sensação de estar perturbado; ra-ciocínio lento, memória falha e indecisão geral; dificuldade para pensar e planejar.

Sintomas de ordem psicoemocional

A conduta e atitudes passam a sofrer interferências de insta-bilidade e vulnerainsta-bilidade emocional. Nestas condições, haverá uma tendência da pessoa viver no mundo da ilusão, perdendo gradativamente o contato com a realidade, a vontade de viver o aqui e agora, e começam a surgir sintomas de ansiedade, melan-colia e depressão.

Negativismo, falta de fé e choro fácil acontecem com fre-qüência cada vez mais elevada.

RAZÕES PARA DESINTOXICAR-SE

"Um intestino e corpo limpos refrescam o pensamento", diz a sabedoria popular; ou seja, traz lucidez e clareza para perceber a vida como ela é. Muitos de nossos problemas físicos

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e psicológicos são oriundos de uma carga de toxinas que carre-gamos dentro de nossos corpos. Os antigos, sabendo disso, fa-ziam uso de vários recursos freqüentes para higienizar o intes-tino, corpo e alma.

É lógico que podemos abordara nossa transformação por vá-rias frentes, mas cuidar do corpo físico é primário; porque ele é um instrumento que padece, ao ver cristalizado na forma de doenças todos os enganos e ignorâncias que nos permitimos vivenciar.

Todas as doenças, infecciosas ou não, decorrem de um terre-no pobre e sabotado. Um ser intoxicado mental (crenças e paradigmas inadequados), energética (emoções desequilibradas e não curadas) ou fisicamente (alimentos, água e ar contaminados) adoece, e qualquer tratamento deve iniciar-se pela desintoxicação. Aprendendo a nos desintoxicar, descobriremos os segredos da saúde plena, aprenderemos a prevenir doenças e a dialogar mais com a nossa Alma.

Os alimentos desintoxicantes, além de favorecerem a mobi-lização dos nossos dejetos, também nutrem, vitalizam e rejuve-nescem. Este conjunto integrado de fenômenos positivos cria uma harmonia metabólica que viabiliza as atitudes de introspecção e reflexão.

Quanto melhor nos sentimos, mais procuramos meios natu-rais e saudáveis para nos equilibrarmos, como tomar sol, consu-mir alimentos vivos e saudáveis, praticar atividade física com pra-zer, meditar, relaxar etc. Estes são os prazeres verdadeiros.

Recorrer impulsivamente às drogas (açúcar, café, álcool, fumo etc.) e guloseimas que causam dependência e arruínam a saúde não pode ser considerada uma atitude de sabedoria ou espiritual. Veja quanto engano: quanto mais intoxicados estamos, mais precisamos de estimulantes para "manter o equilíbrio".

Neste momento, está fácil perceber que a intoxicação con-tém um "círculo vicioso" de "insanidade".

O desequilíbrio metabólico muda nossa disposição e provo-ca distúrbios psicoemocionais. O excesso de açúprovo-car e estimulan-tes provoca excesso de adrenalina e cortisóis. Qualquer emoção vivenciada de forma desequilibrada provoca uma descarga de adrenalina no sangue - reação ao estresse. Isso cria um bloqueio das funções de eliminação do corpo, elevando o nível de intoxi-cação e agravando os distúrbios emocionais.

Como interromper esse "círculo vicioso"? Desintoxicando-se di-ariamente e mantendo os portais de eliminação - os órgãos excretores - sempre saudavelmente ativos para funcionarem com carga total.

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psicológicas, podem (e devem) ser transformados por uma simples "limpeza" do organismo. A cura de diversas doenças psiquiátricas graves, freqüentemente consideradas incuráveis, mostra isso.

Qualquer intoxicação do corpo e qualquer distúrbio emocional provoca uma diminuição das funções cerebrais. Todos sabem como é difícil raciocinar com clareza após uma refeição pesada.

Descobrir o efeito positivo da desintoxicação sobre o de-sempenho cerebral e mental é apaixonante. A vitalidade e agili-dade mental, a concentração, a memória, a capaciagili-dade criativa e intuitiva ficam potencializadas.

Eu sempre afirmo: intestino preso e corpo intoxicado "emburrecem". Em contrapartida, um corpo desintoxicado fica mais criativo e inteligente.

Um corpo limpo é mais sábio, porque consegue perceber mais a vida a partir dos cinco sentidos apurados, e discernir sobre qual a melhor conduta para a sua evolução espiritual, motivo pelo qual aqui estamos.

Todas as grandes religiões da história instituíram períodos de descanso do organismo (Shabat, Ramadã, Quaresma, jejum ritual) para assegurar a boa condição física durante o ano e criar momentos privilegiados para a vida espiritual.

As técnicas de desintoxicação são instrumentos valiosos para nos libertarmos do condicionamento educacional, dos hábitos sociais nocivos à saúde, das emoções desequilibradas, dos pre-conceitos, da impaciência e da intolerância.

A experiência individual é insubstituível quando se trata de aprender, sem fanatismo, a manter a forma física, a equilibrar a vida emocional, a ampliar nossa consciência espiritual.

Os hábitos agradáveis, a refeição saborosa e os pequenos prazeres não devem ser abolidos. Não há como obter saúde com atitudes de disciplina espartana, mas sim, por uma sucessão de adaptações sábias.

A MOTIVAÇÃO É SUPERIMPORTANTE

O segredo para a transformação pessoal começa no nível ce-lular. Trata-se do rejuvenescimento de nossas células. Quando lim-pamos e reconstruímos nossas células, elas passam a nos transmitir novas mensagens. Novas células têm novos significados, novas histó-rias para contar; não seguem a mesma velha programação.

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Se você está pronto para mudar suas células velhas e cansa-das e encontrar nova energia física, emocional, espiritual e men-tal, então está pronto para desintoxicar-se.

Quando falamos da qualidade de nossas células, significa estarmos atentos para os líquidos que se encontram dentro e fora destas células. Os alimentos desintoxicantes formam no sangue compostos de alta qualidade que, rapidamente:

1) eliminam os agentes tóxicos;

2) provocam a revitalização e rejuvenescimento das células.

Não importam quais sejam suas razões. A decisão de se desintoxicar é um ato de coragem. As recompensas são extraordi-nárias, mas os desafios também são. O fato de compreender sua motivação desde o início o manterá determinado, e esse foco lhe dará forças. Quando abordamos um objetivo com a motivação correta, a vitória está 50% garantida; os outros 50% são de suor. Faça a sua lista de motivos em letras garrafais; imprima-os sobre um papel de cor bem chamativa, tipo verde-limão ou "ama-relo cheguei" e cole em lugares estratégicos, para que você não os esqueça jamais.

Estes são alguns exemplos:

• preciso de mais energia. Antes de começar qualquer coisa já estou cansado e achandotudo difícil;

• quero encontrar sentido e significância para a minha vida;

• quero acordar todos os dias com vontade de viver e sentir que minha vida está valendo a pena;

• quero ter uma alimentação saudável e mudar a forma como me ali-mento;

• quero ter a coragem e a determinação de dar ao meu corpo somente aquilo que lhe faz bem;

• quero ser mais cuidadoso com meu corpo;

• quero ser mais assertivo e não mais desistir dos meus reais propósitos; • quero ter certeza do meu poder e tomar as decisões que acredito

serem as melhores para minha evolução;

• não quero mais ter medo de "largar coisas", principalmente aquelas que sei que não me fazem bem;

• quero simplificar e purificar minha vida, que está "lotada de coisas" que me deixam insatisfeito;

• quero seguir um caminho de mais consciência, ser mais verdadeiro comigo e saber dizer, em paz, todos os "nãos" e "sins" que vêm do meu coração;

• quero amar-me tanto que não terei problemas para amar a tudo e a todos.

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BO CAPÍTULO III m

DEIXAR SAIR O VELHO

E PERMITIR-SE O NOVO

Alimentação desintoxicante é uma dinâmica pautada no esclarecimento, pois: Quanto mais nos esclarecemos; menos nos intoxicamos, e quanto mais nos

desintoxicamos, mais clareza temos quanto ao nosso destino.

A

desintoxicação é uma limpeza completa que acessa cada

célula do corpo, cada "cantinho", cada "ameba" emocional. Significa expurgar tudo o que não serve mais, limpar e dar espa-ço ao novo, fresco e saudável.

São inúmeras as coisas que ingerimos diariamente; boas e não tão boas. Depois, sem permitir que saia" o que nos envenena ou não serve mais, ainda reclamamos: "Estou obeso! Meu intesti-no não funciona! Tenho pressão alta! Colesterol, triglicérides, glicose! Cólicas, rinite, catarro, alergias, corrimento, cistos, dores nas costas, de cabeça, na nuca... Uau! Pode parar!"

Nosso corpo é perfeito. As fezes, a urina, o suor, os gases e arrotos, a expiração, a transpiração, o espirro e a tosse, o catarro, a lágrima, a menstruação, o orgasmo e tantas coisas mais são todos os mecanismos que ele tem para eliminar os excessos que nos perturbam, evitando assim as doenças.

Entretanto, 80% das fatais doenças típicas das últimas déca-das estão diretamente ligadéca-das à ingestão e produção em excesso de substâncias que o corpo humano só pode tolerar esporadica-mente ou em pequenas doses, porque os órgãos excretores neces-sitam de tempo para eliminá-las.

A pele, os pulmões, o fígado, os rins e os intestinos têm uma capacidade de desintoxicação admirável. Se não os sobrecarrega-mos permanentemente, eles eliminam sem dificuldades as subs-tâncias que o organismo não mais necessita.

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de-vemos fazer na vida começa de fora. Esperamos que um novo trabalho, com salário maior, melhore nossa auto-estima e prazer de viver; que um novo parceiro, "tipo um príncipe encantado", nos proporcione uma vida mais plena. Definitivamente, para "de-sespero" e alegria de todos, a proposta deste trabalho é uma desintoxicação diferente, real, sem ilusões.

A idéia é sermos cúmplices do nosso corpo e fazermos uso de todos os mecanismos naturais que ele possui.

Vamos operar de dentro para fora, provocando uma verda-deira viagem às nossas reais necessidades internas. Desintoxicar-se neste nível mais profundo, digamos celular, é um trabalho de autoconhecimento e auto-estima sem fronteiras.

Trata-se também de um transbordar, porque quanto mais saudáveis e vivos nos sentimos por dentro, mais nosso exterior começa a refletir este novo estado de ser.

Este processo de limpeza que se inicia no âmago, desde as percepções e pensamentos, acaba por mostrar-se também na su-perfície, com as novas condutas e atitudes. Tudo começa a mudar.

Ao eliminarmos as toxinas e venenos acumulados, começamos a limpar os velhos hábitos de pensar e interagir; as crenças ultrapas-sadas, negativas e hipócritas; as opções impulsivas e convenientes; as raivas insanas e absurdas; os medos monstruosos em cima de coi-sas tão pequenas; enfim, todas as "coicoi-sas antigas", "emboloradas" e acumuladas que não servem mais.

A proposta é: purificação contínua e um constante renascer; desintoxicar-se diariamente com um "banho interno".

Saiba que este é um caminho irreversível, porque a constru-ção de um mundo interno limpo, forte e bem estruturado nos faz entrar em harmonia com a nossa saúde, vitalidade e sabedoria.

Aprender a eliminar nossos excretos físicos, emocionais e men-tais é algo inesquecível, porque provoca enorme sensação de vitória.

Chegou o momento de você aprender a limpar-se de verda-de, através da alimentação, respiração, atividade física, pensa-mentos e atitudes sábias.

Os órgãos excretores

É importante saber um pouco sobre os órgãos excretores e os fatores que os intoxicam e sobrecarregam. Eles são os

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persona-gens principais da "alimentação desintoxicante" e, portanto, me-recem destaque neste capítulo.

Minha abordagem será sempre pela visão Metafísica, já que toda a sintomatologia destes órgãos será sempre a manifestação física de algo muito maior, que está além do mundo da forma.

Poucas são as pessoas que têm consciência da sua "corporali-dade", menos ainda dos seus órgãos, sistemas e funções internas. Assim, penso que, mesmo numa abordagem simplificada, estes órgãos precisam ser mais conhecidos e valorizados.

O corpo humano funciona de forma complexa porque é totalmente integrado, onde cada parte trabalha pelo todo. Cada órgão ou sistema busca cumprir sua função numa seqüên-cia inteligente, mas uma dificuldade por um período prolon-gado irá desencadear a doença, muitas vezes distante do ór-gão originalmente em dificuldade; porque toda doença é cons-titucional, ou seja, envolve todo o organismo e não apenas parte dele.

É sábio que cada ser humano busque entrar em sintonia, através do esclarecimento, com o seu corpo e suas partes, enten-dendo melhor seu funcionamento e necessidades. Conhecer o fun-cionamento do corpo físico implicará num maior cuidado com todas as suas formas de nutrição.

Não precisamos entender exatamente como acontecem todas as etapas da bioquímica humana, mas somente saber do que o cor-po precisa para ele fazer a parte que lhe cabe. Cumplicidade, certo?

A minha apresentação é muito simples, mas na medida cer-ta, para que saibamos que os órgãos excretores existem e por que "divinamente" existem.

Devemos vigiar com muita atenção tudo o que entra e ali-menta esta "máquina". O filtro desta "entrada permitida" não pode estar pautado somente no prazer, mas na sabedoria de como ela funciona quando em perfeito estado. Na verdade, esta consci-ência é que dará o prazer verdadeiro.

Tudo é digerido, transformado em unidades básicas e distri-buído para todas as partes "necessitantes". Mesmo que fique por um tempo armazenado, em algum momento será metabolizado. Quando chega a hora da eliminação dos dejetos, o corpo inteiro conta com esta etapa.

Observar que, ao final da explanação sobre cada órgão excretor, listo os cuidados que devemos ter com cada um deles. Propositalmente, repito certas recomendações. Imaginem quais? Certamente as dinâmicas da "alimentação desintoxicante".

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O fígado

CRISTALIZA A RAIVA, O ÓDIO E AS EMOÇÕES PRIMITIVAS

O fígado é, verdadeiramente, um órgão complexo e sur-preendente. Sem dúvida, o sistema hepático é por demais im-portante, motivo pelo qual o fígado é o maior órgão do corpo humano.

Em grande escala, a saúde e a vitalidade de um indivíduo são determinadas pela saúde e tonicidade deste órgão, que é o responsável inicial pela desintoxicação do corpo humano.

As funções básicas do fígado são triplas: vascular, secretória e metabólica.

Em suas funções vasculares inclui-se o fato de ser um impor-tante reservatório de sangue que filtra mais de 1 litro de sangue/ minuto, removendo bactérias, endotoxinas, complexos antígeno-anticorpo e várias outras partículas da circulação.

Na sua função secretória, ele sintetiza cerca de 1 litro de bile/dia. A bile absorve e solubiliza as substâncias gordurosas, entre elas as vitaminas, além de efetivamente ajudar na elimi-nação de muitas substâncias tóxicas e excessos hormonais. O fígado é uma "usina de purificação" das toxinas alimentares.

As funções metabólicas do fígado são inúmeras e imensas porque ele está intrincadamente envolvido na digestão dos carboidratos, proteínas e gorduras, que irão gerar toda a maté-ria-prima de construção e manutenção do corpo humano.

A moderação é condição fundamental para o pleno funci-onamento do fígado. Os excessos no plano físico ocorrem com a ingestão demasiada de gorduras, de alimentos muito indus-trializados, de açúcar, de álcool e de drogas. Esses excessos têm sua origem na falta de respeito aos seus próprios limites.

Aqui, o bom senso é fator primordial. Perceba como anda o seu bom humor, porque ele interfere diretamente na função metabólica do fígado.

O fígado é a principal víscera produtora da energia da agressi-vidade, a qual é matéria-prima das nossas conquistas. É importan-te não confundir agressividade (ir à luta) com violência, que só acontece quando estamos intoxicados, desidentificados da Alma.

O ato de eliminar o que não serve mais nas relações ou situ-ações da vida corresponde ao processo de desintoxicação que o fígado realiza no sangue.

Encarar serenamente um desafio, sem ilusões, torna tudo rri.iis fácil e digerível. Esse comportamento facilita a

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vitaminas oleosas. Atitudes negativas tornam os desafios ainda maiores, dificultando todas as funções do fígado.

O fígado possui também uma grande capacidade de regene-ração, qualidade intensificada em pessoas mais flexíveis às mudan-ças e com facilidade de se refazerem a partir de situações difíceis.

Metafisicamente, os distúrbios do fígado são provenientes do hábito de se queixar com amargura e rabugice apenas para iludir-se (resistir às mudanças de pensamentos agoniados, plenos de raiva, medo e ódio de situações do passado).

As afirmações adequadas para iniciar o processo de cura, segundo Louise L. Hay são:

Liberto o passado e avanço para o futuro. Adapto-me com doçura ao fluxo da vida. Faço as pazes com o meu passado.

Os agentes físicos que causam dano ao fígado são: álcool, fumo, café, chá (exceto o verde e os de ervas), cacau, excitantes, açúcar branco, alimentos refinados, alimentos industrializados, produtos químicos sintéticos ou naturais em excesso e grande quantidade de gordura animal.

Cuidados de bom senso:

1) praticar uma dieta rica (50% mínimo) em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos;

2) praticar diariamente, em jejum, um dos sucos da "alimentação desinto-xicante";

3) fazer uso de chás e tônicos hepáticos (ver a partir da página 177) -Consumir diariamente cerca de 8 copos de líquidos entre sucos, chá e água;

4) massagear as palmas das mãos e solas dos pés com uma bolinha, conforme figura na página seguinte, para estimular todo o sistema hepático, digestório e excretor;

5) praticar os exercícios Divinos de Cura (ver página 105) diariamente, porque eles estimulam todos os meridianos;

6) praticar a Terapia do Riso (ver página 96), porque o bom humor "desopila" o fígado.

Os rins

CRISTALIZA AS CRÍTICAS, DESAPONTAMENTOS E FRACASSOS

Os rins filtram todos os líquidos que passam pelo corpo hu-mano, que representam de 65 a 75% do peso de um adulto.

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Importante lembrar que existe uma relação simbólica entre a água e todas as questões emocionais e sentimentais: a mágoa é uma "má água"; a tristeza nos faz chorar.

A cada minuto, cerca de 2 0 % do sangue que sai do cora-ção passa por esse par de órgãos com o formato de feijões. São filtrados 125 ml de sangue/min, sendo que 124 ml são reabsorvidos pela circulação e 1 ml vira urina (excreto). Num adulto corretamente hidratado espera-se um volume aproxi-mado de 1,5 litro/dia de urina, que deverá ser idealmente in-color e transparente.

O processo de filtragem é entendido metafisicamente como uma capacidade de discernimento (quem passa no filtro e quem fica retido?) que, ao final, é um trabalho realizado por todos os órgãos excretores. No caso dos rins, ele irá filtrar o sangue; ou seja, todas as substâncias que penetrarem na corrente sangüínea terão que passar pelo seu sistema de seleção que está relacionado com a capacidade interior de se desprender e eliminar os fatos desagradáveis da vida, como também os comportamentos do passado não condizentes com o presente.

A qualidade desta filtração costuma ser muito afetada pela crítica, julgamento e malícia. É claro que existem situações perigo-sas e inadequadas que não irão levar-nos onde queremos. Cabe a nós perceber e se desvencilhar e jamais se identificar com a situa-ção. Criticar apenas, não resolve, ao contrário, liga-nos ainda mais, se permanecemos presos e não eliminamos devidamente.

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Além disso, é importante notar que o sistema renal fun-ciona com um "par" de rins, portanto ele depende de parce-ria e cumplicidade entre eles para seu pleno funcionamento. Externamente eles representam a busca pela qualidade dos relacionamentos interpessoais e a percepção do amor através do outro.

Outra situação interna que atinge os rins é a crença nas dificul-dades. Temer não conseguir realizar seus objetivos, representa não ter se livrado das memórias difíceis do passado. Achar que tudo é difícil e complicado dificulta na seleção e discernimento. A saída é o positivismo, que irá favorecer no bom funcionamento renal.

Os cálculos e dores renais revelam dificuldades de relaciona-mentos não dissolvidas. Existe, embutido também, um compor-tamento emocional infantil ou rebelde diante dos desafios, prin-cipalmente aqueles ligados às nossas parcerias e uniões.

Reclamar da situação é não ver o lado bom que existe nela. Atualmente, mais de 10% dos homens e 5% das mulheres sofrem de cálculo renal. Explica-se esta desproporção pelo fato das mulheres externalizarem mais as emoções, enquanto os ho-mens costumam cristalizar seus desapontamentos.

A incidência varia geograficamente, refletindo diferenças ambientais e comportamentais. Entretanto, o índice de casos é abrup-tamente crescente, associado à "modernização" ocidental.

Em qualquer ser humano com problema renal, existe oculta uma dependência dos outros, uma necessidade de apoio, consi-deração e afeto; por mais que suas atitudes afirmem o oposto, pois, quando suas expectativas afetivas são frustradas, costuma criticar os outros, querendo mostrar-se auto-suficiente.

Sal, baixo consumo de água e fibras, consumo em excesso de proteínas, aditivos químicos e alimentos industrializados são hábitos péssimos para o pleno funcionamento dos rins.

Por outro lado, o simples cuidado de ingerir mais frutas e vegetais frescos e crus, além de alimentos mais integrais, já impedem notavelmente o desenvolvimento de dificuldades renais.

Cuidados de bom senso:

1) praticar uma dieta rica (50% mínimo) em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos;

2) praticar, em jejum e ao longo do dia, os sucos da "alimentação desintoxicante",

3) fazer uso de chás diuréticos (página177). Consumir diariamente cerca de 8 copos de líquidos entre sucos, chá e água;

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4) massagear sempre que lembrar, com movimentos circulares, toda a região lombar, que vai desde a cintura até o cóccix;

5) massagear as palmas das mãos, principalmente as áreas reflexas dos rins (veja figura a seguir).

A pele

PROTEGE NOSSA INDIVIDUALIDADE

É A MEMBRANA QUE SEPARA O CORPO FÍSICO DO MUNDO EXTERNO A superfície total da pele pode chegar aos 2,5 metros qua-drados. Extremamente sensorial e tátil, representa a sensibilida-de e capacidasensibilida-de sensibilida-de troca saudável com o Universo. O que eu permito receber e "deixo entrar"? O que eu não permito entrar ou receber? O que eu permito sair? O que aprisiono dentro de mim?

Através da pele, respiramos e eliminamos inúmeras substân-cias que saem na forma de líquido (suor). Parte deste suor é aquo-so e contém vários sais disaquo-solvidos, motivo do seu sabor, geral-mente salgado. Existe uma parte que é gordurosa e cumpre a função de formar um filme oleoso para evitar que o corpo desi-drate-se facilmente; e também é responsável por nosso aroma pessoal, sendo que o que ingerimos, bebemos e pensamos irá afetar este "aroma", tornando-o agradável e atrativo ou não.

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A transpiração cumpre dois papéis principais: regular a tem-peratura corporal e eliminar suas toxinas. Como é um processo sutil, pouca importância lhe damos. No entanto, perceba a quan-tidade de excretos que lavamos a cada banho.

Devemos dar muita importância a este banho, cuidando da temperatura da água e dos produtos que usamos, porque eles po-derão exagerar na extração da nossa película oleosa e ainda deixar resíduos químicos que irão penetrar na pele desprotegida (agredida) e intoxicar-nos; principalmente se a água estiver muito quente, quando então os poros ficam demasiadamente abertos.

Existem momentos, como numa sauna, quando aceleramos a limpeza de pele e pulmões, que a transpiração nos causa enorme prazer. Perceba que no uso de uma sauna (ou ofurô) não devemos usar sabonetes e outros produtos, mas somente "deixar sair".

Através da pele, poderemos viver os maiores estímulos de prazer e carinho, como também de dor. O contato da pele é dire-to, palpável e, geralmente, depende somente da nossa vontade.

Um recurso de carinho e estímulo da limpeza da pele pode acontecer via uma escovação antes do banho diário. Uma escova de cerdas macias e cabo longo é a ideal. Ela irá estimular a limpe-za e a produção da nossa hidratação aromática e natural.

Metafisicamente, problemas de pele revelam medo e ansieda-de, impaciência e intolerância. A pessoa sente-se ameaçada diante das trocas e, muito deste fenômeno deve-se a uma necessidade emer-gente de se desfazer de "lixos" do passado. A pessoa sente a neces-sidade de colocar um escudo entre o seu mundo interno e todo o externo; pois o seu interno é "feio" e ela não deseja que os outros saibam.

A maioria das substâncias aplicadas sobre a pele inibe a respiração cutânea ou a intoxica pelo conteúdo de ingredientes tóxicos. Assim, atenção e prioridade para aquelas fórmulas que são mais neutras, naturais e fitoterápicas, pois a presença de corantes e muitos aditivos químicos nestes produtos não são benéficos.

Evite usar roupas muito justas e feitas com tecidos sintéti-cos, pois eles perturbam o controle térmico natural, a circula-ção sangüínea subcutânea, a transpiracircula-ção e o equilíbrio eletrostático.

Atenção na qualidade e freqüência de uso de tinturas e cre-mes para o cabelo, sabonetes muito alcalinos ou perfumados, cremes e óleos de beleza não fitoterápicos, desodorantes e rou-pas lavadas com excesso de produtos químicos.

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Cuidados de bom senso:

1) praticar uma dieta rica (50% mínimo) em alimentos crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos;

2) praticar diariamente, em jejum e ao longo do dia, os sucos da "alimen-tação desintoxicante";

3) fazer uso de chás relaxantes e adstringentes (página 177). Consumir diariamente cerca de 8 copos de líquidos entre sucos, chá e água; 4) escovar a pele diariamente com uma escova de cerdas macias, ao

acordar ou antes do banho;

5) automassagear-se diariamente e permitir-se receber massagens es-poradicamente, usando produtos naturais e fitoterápicos que não agridam a pele;

6) tomar banho diariamente com a água o mais fria possível, e evitar o uso de sabonetes muito alcalinos;

7) procurar tomar um banho de cachoeira, rio ou mar 1 vez por mês; e de vez em quando, tomar uma boa sauna ou um banho de ofurô.

Os pulmões

CRISTALIZA O MEDO DE SER DIGNO DE VIVER PLENAMENTE

A respiração é a fonte de energia vital que nos mantém vi-vos. Sem oxigênio por mais de três minutos acaba a vida.

Ela é também o principal nutriente do corpo emocional; ou seja, através da respiração adequada, podemos conquistar um es-tado de serenidade e relaxamento emocional de equilíbrio energético.

Entretanto, a familiaridade e a falta de consciência gera a indiferença. Acostumamo-nos com o ar, que é tão essencial; mas, por ser invisível, intocável e gratuito, não damos o devido valor e importância. Oxigênio é tão ou mais alimento que a comida e água que ingerimos.

Para inspirar e expirar aproximadamente 22.000 vezes por dia, são necessários dois pulmões, 24 costelas, os músculos entre as coste-las, os do pescoço, os peitorais, os abdominais, o diafragma e ainda veias, artérias e tecidos saudáveis em volta de toda essa estrutura. Isso tudo se movimenta constantemente, sem que você perceba.

Metafisicamente, existe uma relação com a capacidade de absorver a vida e doar-se. Esta relação refere-se ao processo de troca, ao ato de dar e receber.

Respirar inadequadamente revela tristeza, depressão ou sofrimento; um medo da vida e de colocar oxigênio (combustí-vel) para viver. Subliminarmente é algo como não se sentir digno

Referências

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