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Jogo de xadrez ou frescobol: Sobre o lugar, a implicação e a função do prazer do analista.

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“ Jogo de xadrez ou frescobol: Sobre o lugar, a implicação e a função do prazer do analista.” MILENA DAYAN LIBERMAN

monografia apresentada em 2003 para o seminário Processo Analítico coordenado por Silvia Alonso Resumo:

Este trabalho discute a importância da implicação do analista na condução de um processo analítico, salientando a necessidade de abertura deste para o desconhecido que surge em cada encontro com um paciente.

A possibilidade do analista de criar e construir junto com o paciente é vista como condição necessária para que o trabalho analítico ocorra, num processo que tem efeitos em ambas as partes implicadas, paciente e analista e que, como num jogo de frescobol tentam manter a bola em jogo ajustando-se em cada batida a partir da jogada do outro. Assim como no jogo, em análise só podemos dizer o que se passará ao final de cada encontro e nunca de antemão. Esta é a difícil posição a ser sustentada pelo analista, que está sempre em contato com a diferença e com o inesperado, condições de angústia e prazer deste ofício.

MILENA DAYAN LIBERMAN Jogo de xadrez ou frescobol

Sobre o lugar, a implicação e a função do prazer do analista.

“Felizmente os verdadeiros clínicos não esperam que a teoria em curso os autorize a sentir e dar lugar a experiências inéditas”.

Zygouris (2002)

A construção do campo transferencial como campo de trabalho analítico foi sendo feita

gradativamente na teoria freudiana. A transferência era inicialmente um acontecimento periférico, sendo entendida como um obstáculo ao processo até encontrar um espaço central no trabalho analítico. Esta mudança se dá primeiramente através do reconhecimento e da nomeação da resistência ao analisando para, em seguida, ceder espaço à conceitualização de neurose de transferência. Paralelamente a esta construção, sai de cena o analista tradutor do inconsciente do paciente cedendo espaço a um trabalho que depende da intersubjetividade, daquilo que se passa entre analista e analisando. Este segundo momento de trabalho exige mais do analista já que o retira de um lugar confortável de saber sobre o outro para um lugar de descoberta a dois, no espaço de entre, deixando espaço para o desconhecido que pode surgir. Há neste momento uma mudança no fazer, uma passagem do deciframento para a construção de inscrições.

Neste sentido é possível pensar que o narcisismo do analista fica a todo momento questionado já que este precisa descentrar-se para dar espaço ao que se constrói na intersubjetividade, não se trata de um sujeito que sabe sobre outro mas de algo a ser descoberto na construção a dois.

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Este recorte do trabalho analítico põe em evidência um aspecto menos “valorizado” da transferência, aquele que implica uma presença ativa do analista.

Aulagnier, (1995) em seu texto sobre a função do prazer introduz a idéia de pensamentos novos e da condição do analista de criá-los. A autora refere-se a importância de que haja espaço e

disponibilidade para pensar o inesperado, falando assim de uma implicação que exige investimento e abertura da subjetividade do analista ao trabalho.

É necessário apontar que pensar o inesperado não é tarefa simples, lidar com o desconhecido, repensar um saber, estar aberto ao que se pode produzir de novo exige uma aposta em que o novo possa de fato nascer de uma relação, obviamente tendo em vista tudo o que sabemos sobre a transferência e outros conceitos que a metapsicologia nos fornece para que possamos garantir tal investimento.

Devemos pensar então nas motivações do analista a pensar e a comunicar uma interpretação.

Auglanier coloca que isto acontece entre outras coisas em função de um conflito em ação no espaço psíquico do analista que deve ser elaborado para que a escuta se mantenha viva. Afirma que a interpretação nasce de uma inquietação e provoca efeito no analista.

“O efeito da interpretação se manifestará no analista por uma modificação em sua relação com o processo, em sua relação com o discurso do sujeito e em sua relação com essa produção psíquica particular que é a interpretação”. (Aulagnier, 1995, pág. 29).

Entendo essas afirmações no sentido de reafirmar a importância do investimento do analista no trabalho, investimento este que o implica inteiro, com seu corpo e sua psique se é que nesta situação possamos pensar em entidades separadas.

Falar sobre a implicação do analista remete a uma reflexão sobre o lugar do corpo no campo

psicanalítico. Parece-me que o corpo do analista, ainda que também o do paciente em menor escala, são mantidos em segundo plano ao longo de um trabalho analítico.

Alguns autores (Birman, 2000. Fernandes, 2002) apontam uma tendência de certa corrente do movimento psicanalítico em circunscrever o campo analítico a uma leitura das representações e dos significantes dos processos psíquicos excluindo aquilo que não é passível de ser representado no campo da palavra. Como conseqüência os efeitos da subjetividade no corpo são esquecidos ou identificados com o discurso psicossomático.

Num mapeamento da problemática do corpo é possível perceber que, em função do discurso psicanalítico ter se iniciado numa lógica biologizante/neurológica, a tentativa posterior de romper com essa origem impôs um apagamento de tudo que pudesse associar psicanálise ao biológico e assim a perspectiva do corpo ficou reduzida ao aspecto biológico.

Retomo que a psicanálise entende que o corpo é uma construção que parte do biológico para se constituir, através da relação com um outro, em corpo simbólico. É a mãe que, através de seus cuidados e da nomeação do mundo vai interpretando sinais, libidinizando, investindo o corpo que passa a responder a uma racionalidade psíquica e somática.

Desde os “Estudos sobre a Histeria” aprendemos com Freud que diferentemente do corpo biológico que obedece as leis da distribuição anatômica dos órgãos, o corpo psicanalítico obedece às leis do inconsciente, não podendo ser descolado da história psíquica do sujeito.

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o corpo do analista (nem o do paciente) que está ali presente favorecendo/possibilitando associações e sendo ao mesmo tempo afetado por elas.

Falo aqui desde o sono do analista, até a possibilidade de se trabalhar uma gestação (imaginada pelo paciente ou real) ou da necessidade de movimentar o corpo que muitas vezes sentimos após um dia de trabalho. Nossas roupas, os nossos movimentos casuais podem ser inseridos na cadeia

associativa do paciente, servindo de base para suas próprias construções.

Num trabalho sobre a questão da figurabilidade, Botelha e Botelha (2003) demonstram a implicação “de corpo inteiro” quando descrevem a construção integrante do trabalho analítico como trabalho de figuração do analista capaz de magnetizar imagens ainda não representadas. Esta figuração seria semelhante a um sonho/pesadelo do analista cujo trabalho psíquico é fazer uma elaboração secundária a partir de um material pouco elaborado vivido na relação analítica. A implicação do analista fica aqui reafirmada pela colocação de que em certas situações o analista perde seu

enquadre e seu instrumento(a interpretação), como também deve suportar o vazio e a ameaça da não representação.

Macedo (2002) em seu artigo “A transferência e a amizade” falando também da importância do prazer e da alegria necessários ao trabalho vincula este prazer ao desejo de pensar que deve ser comum a paciente e analista.

Entendemos pensamentos como construções psíquicas resultantes da atividade do eu que acabam por religar a imagem da coisa à imagem de palavra, que permite ao eu a conquista de um sentido. Esta atividade é fonte de prazer em função da ligação entre imagem de coisa e palavra que promove.

Este autor afirma que não devemos esquecer que a reciprocidade do desejo de pensar, que é

condição essencial do projeto analítico não impede a dessimetria que o funda ao contrário, é preciso reconhecer o desejo de ambos na sua diferença para que o trabalho se faça possível.

O que provoca prazer é justamente o pensar enquanto trabalho de ligação de representações em oposição ao trabalho da pulsão de morte de desfazer ligações. O resultado deste trabalho é fonte de alegria donde o autor constata que todo desejo de pensamento é um desejo de experimentar alegria. Radmila (2002) também aponta estes movimentos em seu artigo sobre o vínculo inédito. Ela situa um vínculo fora da transferência, mas inclui na relação analítica o vivo que está para se criar e construir.

Assim como Aulagnier, Radmila aponta que o prazer da análise está ligado à criação, a possibilidade de pensar.

“O prazer da análise consiste em gozar do nascimento do pensamento. Esta é uma experiência in vivo, uma experiência que necessita da plena participação do analista. Isto porque o prazer pulsional, do Isso, se expressa na criação”. (Zygouris, 2002, pág. 58).

E a autora acrescenta que pensar não é algo fácil, está intimamente ligado ao sentir. O pensar seria posterior ao sentir, não se trata de um pensar racionalizado, mas um pensar ligado ao “Isso pensa” de forma que supõe algum interlocutor desprovido de preconceitos, no qual o analisando deve depositar extraordinária confiança.

Aqui retomamos o lugar do analista como aquele que deve estar aberto ao inesperado da produção do outro e cuja presença é fundamental para que isso possa surgir.

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Não é só a interpretação das repetições atualizadas na transferência que garantem a construção deste espaço de confiança tão fundamental para que o novo possa surgir, mas a vivência deste encontro e do que pode se construir de atual na relação analítica.

Para alguns pacientes é neste vínculo que reside o essencial da análise, na possibilidade de

experienciar, sentir em relação, sabendo que, por ter emergido no interior de uma relação analítica, não haverá abuso.

Penso que este recorte do trabalho faz muito sentido quando pensamos nas chamadas patologias da contemporaneidade, onde nos defrontamos com sujeitos imersos na lógica da produção, da

velocidade, da imagem. A contemporaneidade não favorece a subjetivação, não disponibiliza

elementos de mediação que permitam o contato do sujeito consigo e na conta aparecem dificuldades de simbolização, o pânico e sensação de vazio, anorexias, toxicomanias...

Faz parte do trabalho então contemplar o aspecto da transferência que permita ao sujeito entrar em relação consigo e com o outro. Constituir-se corporalmente, ser libidinizado, abrir as portas do psiquismo.

No texto: “O direito ao segredo – condição para poder pensar”, Piera (1980) trabalha as dimensões que o termo criação podem alcançar no fazer analítico. Ela pontua a criação do analisando que pode ir constituindo uma versão de sua história particular. Para o analista se cria, a partir de seu saber e na relação com o outro o inesperado. Para ambos se cria uma história concernente à sua relação recíproca e aponta ainda a criação de um objeto psíquico que vem a ser a história falada e pensada que se constrói sessão após sessão. Tudo isso tendo em vista que é próprio de toda criação encontrar um “destino” que o autor não poderá jamais decidir a priori.

Para o analista é preciso poder, por um lado suportar o lugar de suposto saber, mas intimamente ter claro que não se pode saber. A cada interpretação só se pode saber de seus efeitos a posteriori, como o que está sendo trabalho se acomoda na bagagem interna do sujeito.

Há que se pensar no risco do paciente perder-se nas palavras do outro – analista – no lugar de resgatar, junto com ele e através dessa relação a própria singularidade. Isto chama a atenção para o lugar da sugestão do analista. Todo trabalho deve ser orientado para o seu final, para a conquista de uma autonomia do sujeito.

Acredito que uma das funções de uma análise é mobilizar no sujeito uma potência transformadora de sua condição de sofrimento.

Penso nas situações clínicas onde se privilegia apenas a busca de sentido, que apontam para os analisandos suas resistências e em determinadas situações as próteses construídas nos movimentos defensivos sem levar em conta que as defesas são necessárias e que determinadas formações defensivas são fundamentais até para a continuação do trabalho. Estou falando de uma tendência a privilegiar sempre o questionamento angustiante sem poder apontar os movimentos de vida que se constroem em análise. Este tipo de postura pode levar a uma perpetuação de um questionamento que condena o sujeito a um trabalho exaustivo de pura constatação e que não permite a mobilização para uma mudança de posição psíquica, para a realização de novas combinatórias com as peças já existentes. Muitas vezes o que se verifica é que a análise adota uma pretensão intelectualizante e uma normatização do sujeito ao invés de ter o caráter de uma experiência de transformação pulsional, no sentido do desejo.

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potência. As interpretações fora de hora são aquelas que são imposições do analista encarnado no lugar de saber, elas são desprovidas de sentido, não ganham amplitude e ficam soltas no espaço do trabalho.

O tempo da interpretação impede que esta seja vivida como uma invasão, é preciso que o paciente esteja pronto para recebê-la, como se ele mesmo a tivesse elaborado. A interpretação é uma criação da dupla analista-paciente, até porque é preciso fazer construções e criar bases para que algumas interpretações sejam formuladas.

Naffah (2002) faz reflexões importantes que me parecem complementares ao que venho discutindo no texto “Dez mandamentos para uma psicanálise trágica” onde a partir de princípios Nietzchianos propõe dez norteadores de trabalho. Retomo aqui apenas alguns deles que permitem serem pensados à luz do lugar do analista e de sua implicação no trabalho.

O primeiro mandamento fala de “escutar com o corpo inteiro” , tal como se escuta uma música. Isso, segundo o autor não impede o distanciamento necessário ao analista, ao contrário remete a um envolvimento distanciado onde haja condição de acolher e dar forma às identificações projetivas e deslocamentos transferenciais do analisando assim como deixa uma parte livre para pensar apesar do enredamento envolvido na escuta.

Outro mandamento fala de “considerar a relação psicanalítica como uma solidão a dois onde cada um aprofunda e expande a capacidade de habitar a si próprio” . Ressalta a importância de que na relação analista analisando seja possível escutarem a si próprios resgatando desta experiência uma potência singularizante abrindo portas a regiões ainda não habitadas de nosso ser.

“O psicanalista deve procurar criar um sem número de vozes diferentes para dar forma aos diferentes sentidos (interpretações) que emergem via transferência-contratransferência”.

Trata-se aqui de recriar o método frente à singularidade de cada analisando encontrando maneiras diversas de oferecer uma interpretação que possa oferecer sentido.

“O psicanalista trágico tem, de forma análoga de desenvolver seu trabalho a partir de suas vísceras, oferecendo seu corpo e, a partir dele, a sua mente à afetação transferencial e necessitando destilar, da contratransferência, os fluidos desta afetação, criando um sem número de vozes para interpretá-los”.

“Cabe ao analista manter a atenção equi-flutuante e ser capaz de perambular por diferentes lugares e metamorfosear-se em diferentes outros (acolhendo as identificações projetivas do analisando), sem medo de se perder em si próprio”.

Para que esta condição seja possível é necessário que o analista não tenha medo da alteridade tendo condição de enriquecimento pelo contato com o estrangeiro que nos atravessa.

Selecionei estes mandamentos porque apontam diretamente a necessidade de uma implicação do analista com o projeto analítico assim como uma abertura de sua subjetividade como condição de funcionamento do trabalho. O desenvolvimento do analista ao longo da condução de uma análise também é salientado na capacidade de habitar-se a si próprio, de permitir o contato com a diferença, com a proximidade da dor do outro.

Tendo isto em vista, a pulsão de morte do analista que se ativa na análise pode ser entendida como a sustentação de um dogmatismo que impede o acesso ao novo e que muitas vezes é resultante da rigidez do eu do analista.

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Mais de uma vez ao longo do trabalho fui pensando na importância da análise do analista. Seja para suportar a transferência sem se identificar com ela, seja em função dos restos que se manifestam na contratransferência e também pelo que vamos vendo em relação a esta abertura ao inesperado, afrouxamento de defesas, ego mais flexível, expandido. Uma análise que dê condições de saber-se submetido aos delicados efeitos do inconsciente, não pretender dominá-lo.

“Investir a atividade de pensar, ser capaz de ter prazer em favorecer em um outro este investimento, amar o risco de descobrir uma outra verdade malgrado o preço a pagar, estas são as qualidades que o analista deverá ter adquirido no curso de sua própria análise ou às quais deverá renunciar para sempre. Se se admite, como esperamos, que a análise didática não desemboque necessariamente na segunda eventualidade, o analista, por ser capaz, face ao sujeito, de respeitar sua autonomia de pensamento, de favorecê-la poderá colocar seu trabalho interpretativo a serviço da busca da verdade do outro e não a serviço da sua suficiência de suposto teórico”.(Piera, 1980, pág. 254).

O jogo de xadrez, o jogo do analista.

Freud e vários outros autores fazem referência em relação a diversos propósitos ao processo psicanalítico como uma partida de xadrez. Vamos nos aventurar um pouco nesta empreitada: É verdade que há nas entrevistas preliminares algo de semelhante às estratégias de abertura

existentes no jogo de xadrez, são elas que podem indicar uma direção ao jogo que se inicia sempre com certa expectativa. Na etapa seguinte, vemos que assim como numa análise, o meio jogo

estratégico do xadrez vai se fazendo jogada após jogada. É possível anteciparmos algo da jogada do outro, mas é preciso estar aberto e atento àquilo que naquele movimento pode ser desconhecido para poder fazermos o próximo movimento.

E sobre a questão da transmissão o próprio Freud fala:

“Todo aquele que espera aprender o nobre jogo de xadrez nos livros, cedo descobrirá que somente as aberturas e os finais de jogos admitem uma apresentação sistemática exaustiva e que a infinita variedade de jogadas que se desenvolvem após a abertura desafia qualquer descrição desse tipo. Esta lacuna na instrução só pode ser preenchida por um estudo diligente dos jogos travados pelos mestres. As regras que podem ser estabelecidas para o exercício do tratamento psicanalítico acham-se sujeitas a limitações acham-semelhantes”.

Contudo, queria com este “jogo das comparações” apenas salientar algo no jogo de xadrez que não se pode comparar a análise: o objetivo do xadrez é derrotar o outro.

Em certos aspectos o jogo de frescobol parece-me adequado para exemplificar uma atividade onde, como no jogo analítico, só podemos decidir nosso movimento a partir do movimento alheio, mas é um jogo onde ambas as partes jogam pela continuação do jogo, é a dupla que garante seu

funcionamento, além disso é um jogo que também exige concentração e que mexe o corpo inteiro. Nenhuma das considerações sobre a implicação do analista que discutimos contrariam a idéia da abstinência se entendemos que as coordenadas da cura psicanalítica passam pelo campo da transferência possibilitando o surgimento da simbolização mediante a análise da resistência, da repetição inscrita num espaço onde possa ser circunscrita e ganhar sentido. Ela repete, mas também reinscreve, liga a pulsão a um novo objeto é uma tentativa de expansão. A abstinência é o interdito destas satisfações pulsionais expressas na transferência para que possam ser analisadas e

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BIBLIOGRAFIA

- Aulagnier, P. – A trabalho da interpretação. A função do prazer no trabalho analítico. – in: Major, R. - Como a interpretação vem ao psicanalista, São Paulo, Ed. Escuta, 1995.

- Aulagnier, P. – O direito a um segredo. – in: Revista Brasileira de Psicanálise, 14:235, 1980. - Birman, J. – Mal estar na atualidade e as novas formas de subjetivação, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.

- Birman, J. – Freud e a interpretação psicanalítica, Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1991. - Birman, J e Nicéas, C. A. – A constituição do campo transferencial. Lugar da interpretação psicanalítica, xerox.

- Botelha, C. e S. – Irrepresentável – mais além da representação, Porto Alegre, Editora Criação Humana, 2002.

- Castiel, S.V. – Possíveis dimensões do analista na técnica freudiana, Texto enviado aos Estados Gerais da Psicanálise, 2003.

- Fernandes, M.H. – Entre a alteridade e a ausência: o corpo em Freud e sua função na escuta do analista. In: Percurso n.29, São Paulo, 2002.

- Franco, S. G. – A criatividade na clínica psicanalítica. In: mimeo para laboratório de psicopatologia fundamental, PUC-SP, São Paulo, 2003.

- Macedo, H. O'D. – A transferência e a amizade. In: Percurso n. 28, São Paulo, 2002.

- Naffah, A. – Dez mandamentos para uma psicanálise trágica. In: Percurso n. 28, São Paulo, 2002. - Pontalis, J-B. – A força de atração, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1991.

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