16 – OS SACRAMENTOS DA CURA E DA MISSÃO Os sacramentos da cura são a confissão e a unção dos enfermos. Os sacramentos da missão são o matrimônio e a ordem
16.1 - O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU DA RECONCILIAÇÃO
Penitência: Diante da queda, a reconciliação com a comunidade, com Deus, com o irmão e consigo mesmo através da redenção dada por Jesus Cristo.
16.1 .1 – A fundamentação Teológica
“Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos ‘em vasos de argila’ (2Cor 4,7). Agora, ela ainda se encontra ‘escondida com Cristo em Deus’ (Cl 3,3). Estamos ainda em ‘nossa morada terrestre’ (2Cor 5,1), sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filho de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado” (CIC 1420).
“O pecado é antes de tudo uma ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com Ele. Ao mesmo tempo é um atentado à comunhão com a Igreja. Por isso, a conversão traz simultaneamente o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, o que é expresso e realizado liturgicamente pelo sacramento da penitência e da reconciliação” (CIC 1440).
16.1.2 - Preparação
Haja para os fiéis uma adequada catequese sobre as condições fundamentais para uma boa confissão: reconhecimento explícito dos próprios pecados; arrependimento sincero por amor a Deus; e bom propósito para superá-los (Cân. 987).
Caso haja uma celebração comunitária da penitência, ela tem caráter de preparação para a confissão individual.
“Confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tg 5,16).
16.1.3 - Celebração
“A confissão individual e integral seguida da absolvição continua sendo o único modo ordinário pelo qual os fiéis se reconciliam com Deus e com a Igreja, salvo se uma impossibilidade física ou moral dispensar desta confissão” (CIC 1484).
Cabe ao bispo diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem (CIC 1483). Haja cuidado em não facilitar tais absolvições gerais.
“Para que os fiéis possam beneficiar-se da absolvição sacramental geral, é indispensável que estejam convenientemente dispostos, isto é, que, arrependidos de seus pecados, tenham o propósito de não tornar a cometê-los, de reparar os danos e escândalos causados e de confessar individualmente, em tempo oportuno, os pecados graves que no momento não podem confessar. Os sacerdotes instruirão diligentemente os fiéis sobre estas disposições e condições requeridas para a validade do sacramento” (Rito da penitência, 33; Cân. 963).
“Aqueles que tiverem pecados graves perdoados pela absolvição geral, ao surgir oportunidade, devem procurar, o quanto antes, a confissão individual. Em todo caso, devem ir ao confessor dentro de um ano, se não for moralmente impossível. Pois também vigora para eles o preceito de que todo cristão deve
confessar ao sacerdote, uma vez por ano, todos os pecados, isto é, as faltas graves, que não houver confessado individualmente” (Ritual da penitência, 34).
16.1.4 - Casos especiais
O perdão da pena do delito do aborto é reservado ao bispo (Cân. 1355, §2). 16.1.5 – A instituição do sacramento da confissão
Jesus deixou a seus apóstolos o poder de perdoar os pecados. Hoje o padre continua essa missão, em nome de Jesus, na Igreja.
No dia da ressurreição, Jesus “apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e seu lado... lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós... e soprando sobre eles disse: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 – 23; Mt 28, 20).
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1Jo 1,8).
16.1.6 – Preparando-se para receber o sacramento da confissão O que é necessário para ser eficaz uma confissão? 1. Exame de consciência;
2. Ter arrependimento (atrição ou contrição)
3. Propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam. 4. Confessar-se sem omitir nada.
5. Cumprir a penitência estabelecida pelo confessor
O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação, mesmo para com os seus próprios membros.
É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da penitência e o da unção dos enfermos (CIC 1421).
16.1.7 - O pecado e a confissão
O pecado nos leva a caminhar nas trevas, na escuridão, em meio ao mal. O sacramento da reconciliação é o caminho de volta para deus, para caminhar com jesus, com os irmãos, com a igreja e com a nossa própria humanidade.
Concluindo, a confissão devolve-nos a amizade com Deus, perdoa os nossos pecados, dá-nos a graça para lutar para sermos melhores,... e devolve-nos a paz da consciência.
16.2 - O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
Unção: Diante da enfermidade, a esperança da cura; diante da morte a esperança da vida eterna no amor e na graça de Jesus Cristo... Segundo o Papa Francisco, na unção dos enfermos Jesus nos mostra que pertencemos a Ele.
Pelo Sacramento da Unção dos enfermos Deus vem em socorro dos enfermos. O apóstolo Tiago nos ensina: “alguém entre vós está enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E o Senhor o aliviará, e se estiver em algum pecado ser-lhe-á perdoado" (Tg 5, 14-15).
16.2.1 - Fundamentação Teológica
“Pela sagrada unção dos enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus” (CIC 1499).
A compaixão de Cristo pelos enfermos, as suas curas são sinais da visita de Deus ao seu povo, que o Reino está próximo (a semente está germinando). Jesus tem o poder de curar e perdoar. Ele veio curar o homem inteiro: alma e corpo, Ele é o médico de que necessitam os enfermos. Pela sua compaixão se identifica aos enfermos: estive doente e me visitastes (Mt 25,36). Este amor não cessou nos séculos chamando os cristãos a despertarem pelos que sofrem no corpo e na alma. Este amor está na origem do Sacramento da unção dos Enfermos (CIC 1503).
16.2.2 - Preparação
Os sacerdotes, os catequistas e os ministros extraordinários da sagrada comunhão desenvolvam uma ação pastoral conscientizadora sobre o sacramento da unção dos enfermos, pois não se trata apenas de uma extrema-unção, mas da graça sacramental para quem se encontra gravemente enfermo.
Na catequese e na pastoral com os enfermos haja empenho para superar concepções mágicas, fortemente presentes na religiosidade do povo, a respeito da unção dos enfermos. Devem-se esclarecer os fiéis sobre a possibilidade da cura, exortando-os, porém, sobre os efeitos próprios deste sacramento: o alívio do doente, a força espiritual para enfrentar a enfermidade e a preparação para a morte, se for o caso.
16.2.3 - Celebração
Para receber o sacramento da unção dos enfermos a pessoa deve ser batizada, tenha o uso da razão e comece a estar em perigo de morte por motivo de doença ou velhice (Cân. 1004, §1).
“Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter recuperado a saúde, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar” (Cân. 1004, §2).
“Na dúvida se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou se já está morto, administre-se este sacramento” (Cân. 1005).
“Administre-se este sacramento aos doentes que ao menos implicitamente o pediram quando estavam no uso de suas faculdades” (Cân. 1006).
“Não se administre a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto” (Cân. 1007).
Antes de uma cirurgia, sempre que motivada por doença grave, seja dado ao enfermo o sacramento da unção (cf. Ritual da unção dos enfermos, 10).
Pessoas idosas, já debilitadas, mesmo não estando doentes, podem receber a unção dos enfermos (Idem, 11).
Recomenda-se uma missa especial para os doentes e os idosos, na semana santa, com a celebração comunitária da unção dos enfermos (Cân. 1002).
O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação, mesmo para com os seus próprios membros (CIC 1421). É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da penitência e o da unção dos enfermos.
16.3 - O SACRAMENTO DA ORDEM
Ordem: Compromisso com as pessoas, cuja missão é celebrar e viver o Cristo Bom Pastor, ajudando-as na construção do Reino.
16.3.1 - Fundamentação Teológica
“A ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato” (CIC 1536).
Do múnus de santificar da Igreja, (cân 1008), encontra-se a fundamentação jurídico-canônica sobre o Sacramento da Ordem: “Por divina instituição, graças ao sacramento da ordem, alguns entre os fiéis, pelo caráter indelével com que são assinalados, são constituídos ministros sagrados, isto é, são consagrados e
delegados a fim de que, personificando a Cristo Cabeça, cada qual em seu respectivo grau, apascentem o povo de Deus, desempenhando o múnus de ensinar, santificar e governar”.
A partir do Novo Código, pela primeira vez se afirma claramente, num documento eclesiástico, que o sacramento da ordem, em todos os seus graus, imprime caráter. Até agora, essa afirmação era comum em relação ao presbiterado (padre) e ao episcopado (bispo), mas nunca se tinha aplicado ao diaconato (diácono). As ordens são conferidas aos eleitos, porquanto, considerados dignos para exercer tal ministério pela imposição das mãos e pela oração consecratória, prescrita para cada grau pelos livros litúrgicos (Cân. 1009).
16.3.2 - Atribuições do múnus sacerdotal
Aos discípulos eleitos, chamados apóstolos, o Mestre confia quatro atribuições particulares do sacerdócio:
1. Oferecer o santo sacrifício: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22, 19).
2. Perdoar os pecados: Os pecados que vós perdoardes serão perdoados (Jo 20, 23).
3. Pregar o Evangelho: Ide no mundo inteiro, pregando o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16, 15). 4. Governar a Igreja: O Espírito Santo constituiu os bispos para governarem a Igreja de Deus (At 20, 28). 16.3.3 - Celebração
O candidato às ordens sacras, depois de ter a ordenação aprovada pelo bispo e pelos conselhos competentes, procure marcar com o próprio bispo a sua ordenação, de preferência, em dia e hora que favoreçam a participação de padres e fiéis (Cân. 1010 e 1011, §2).
As ordenações diaconais sejam, preferencialmente, celebradas em conjunto e na catedral da diocese (Cân. 1011, §1), a não ser que outros motivos pastorais indiquem o contrário.
Quanto ao rito de ordenação: Consiste na imposição das mãos.
S. Paulo escreve: "Não desprezes a graça que há em ti e te foi dada por profecia pela imposição das mãos do presbitério" (1 Tim 4, 14).
O exemplo dos apóstolos nos mostra a transmissão dos poderes sacerdotais pela ordenação. E por onde Paulo e Barnabé passavam, "ordenavam sacerdotes para cada Igreja" (At 14, 22). 16.3.4 - Questões práticas
O presbítero diocesano exercerá o seu ministério mediante nomeação e provisão do bispo diocesano (Cân. 523).
O presbítero religioso só poderá exercer qualquer ministério na diocese, após indicação do seu superior provincial e a aprovação e provisão do bispo diocesano.
Os párocos serão nomeados por um período de seis anos; os administradores e vigários paroquiais serão nomeados por tempo indeterminado (cf. Legislação Complementar da CNBB, 522).
Todo presbítero diocesano ou religioso será empossado no pastoreio de uma paróquia em cerimônia própria presidida pelo bispo ou por um presbítero por ele delegado (cÂN.527, §2).
O pároco tem obrigação de residir na casa paroquial da paróquia na qual deve exercer o seu ministério com dedicação exclusiva. Por justa causa, o bispo pode permitir que ele resida em outro lugar (Cân. 533, §1).
Para um padre diocesano, sobretudo se for o pároco, ausentar-se da paróquia por mais de uma semana é preciso: comunicar o fato ao bispo e combinar com ele o padre substituto; além disso, é de bom tom indicar o lugar e o telefone onde poderá ser encontrado em caso de necessidade (Cân. 533, §2).
Todo presbítero tem direito a um dia de descanso semanal e a trinta dias de férias remuneradas por ano, além dos dias dedicados ao retiro espiritual anual e à formação permanente organizada ou indicada pela diocese (Cân. 533, §2).
Todo padre diocesano deverá participar integralmente do retiro anual do clero, que é obrigatório (Cân. 276). Em caso excepcional, o padre justifique por escrito ao bispo o seu propósito de fazer o retiro em outro lugar, indicando as razões, o tempo de duração e o pregador.
Não se edifique nenhuma igreja sem o consentimento expresso e escrito do bispo diocesano, ouvido o Colégio dos Consultores. (Cân. 1215, §1).
16.4 - O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO
Matrimônio: Assumir o compromisso com uma outra pessoa, a partir do amor ágape vivido por Jesus Cristo, colaborando na construção do Reino de Deus.
“O homem deixará o pai e a mãe para unir-se à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Assim, já não sãos dois, mas uma só carne” (Mt 19,5-6). “O que Deus uniu o homem Não separe” (Mt 19, 6). 16.4.1 - Fundamentação teológica
“A aliança matrimonial pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor” (CIC 1601).
O matrimônio cristão é a origem de uma comunidade de pessoas. É uma aliança de amor e não só um contrato civil e, por ser o sacramento da união de Cristo com a Igreja, é celebração de fé e não mero ato social.
A dupla finalidade do matrimônio cristão comporta dois aspectos, distintos e inseparáveis: O unitivo ou a realização pessoal humana e cristã do casal na una e indissolúvel fidelidade (sem adultério,
divórcio e poligamia);
o procriativo ou a geração e educação integral dos filhos pelos pais mediante o testemunho e o diálogo (sem aborto, abandono e violência).
16.4.2 - Preparação
A preparação para o matrimônio deve constituir-se numa educação permanente para o amor. Assumido e santificado pela caridade, o matrimônio caracteriza a união conjugal como revelação (sinal e instrumento) do amor esponsal de Cristo pela Igreja (cf. CNBB, Orientações Pastorais sobre o matrimônio, 12).
Toda celebração matrimonial seja precedida por um profundo espírito pastoral por parte da comunidade e por uma preparação remota, próxima e imediata por parte dos noivos (Cân. 1063).
Para se casar na Igreja, os noivos devem ser pessoas que se esforcem para viver o seu compromisso cristão. Por isso, caso seja possível, convém que recebam o sacramento da crisma (Cân. 1065, §1). Esta não seja, no entanto, uma condição indispensável para se ter acesso ao matrimônio.
Para que o sacramento do matrimônio seja recebido com fruto, recomenda-se insistentemente aos noivos que se preparem mediante a recepção dos sacramentos da penitência e da eucaristia (Cân. 1065, §2). Encontros de noivos
Durante o encontro de preparação dos noivos, sejam dadas, em tempo, todas as orientações práticas sobre: consentimento (Cân. 1095-1107), impedimentos (Cân. 1083-1094), licenças e dispensas matrimoniais (Cân. 1078), matrimônios mistos (Cân. 1125), doutrina e celebração do matrimônio, planejamento familiar, paternidade e maternidade responsáveis e aspectos comunitários do matrimônio.
Os encontros de preparação dos noivos sejam realizados, sempre que necessário, sob a coordenação do pároco e da pastoral familiar, a partir de um projeto unificado. Cabe à comissão diocesana da pastoral familiar propor o conteúdo básico para esses encontros.
16.4.3 - Orientações acerca da nulidade do matrimônio
Vários são os motivos que causam a nulidade do matrimônio, a saber: presença de impedimentos; defeitos de consentimento; e falta da forma canônica.
São impedimentos que tornam inválido o matrimônio: 1. Idade (inferior a 18 anos para o homem e a 16 anos para a mulher);
2. Impotência (anterior e perpétua);
3. Vínculo (casamento anterior ou bigamia); 4. Disparidade de culto;
5. Ordem sacra;
6. Profissão religiosa perpétua; 7. Rapto (p.ex.: casamento forçado); 8. Crime (conjugicídio);
9. Consangüinidade (p.ex.:irmão com irmã); 10. Afinidade (p.ex.: viúvo com a sogra ou enteada);
11. Honestidade pública (p.ex.: amante com filha da amante); 12. Parentesco legal (p.ex.: adotante com adotada).
São defeitos de consentimento, da parte do intelecto, que tiram a consciência e tornam a pessoa incapaz de contrair matrimônio:
1. O insuficiente uso da razão (débil mental);
2. A grave falta de discrição de juízo a respeito dos direitos e obrigações essenciais do matrimônio que se devem mutuamente dar e receber;
3. A incapacidade de assumir as obrigações essenciais do matrimônio por causa da natureza psíquica (p.ex.: bêbado, drogado);
4. O erro de fato sobre a pessoa com quem vai se casar ou sobre suas qualidades morais (ignora que o futuro cônjuge é, p.ex.: criminoso ou aidético ou traficante ou homossexual);
5. O erro de direito sobre as propriedades do matrimônio (p.ex.: pensa que o divórcio é permitido pela Igreja ou que a fidelidade conjugal é dispensável);
6. E a ignorância invencível (Cân. 1095).
São defeitos de consentimento, da parte da vontade, que tiram a liberdade e tornam a pessoa incapaz de contrair matrimônio:
1. A simulação total (p.ex.: deliberadamente, finge consentimento, por interesse financeiro).
2. Simulação parcial (p.ex.: casa-se com a intenção de continuar tendo “casos”, sendo infiel ao cônjuge); 3. Medo (p.ex.: casa-se sob pressão, devido a uma gravidez);
4. Condição (que, se não for cumprida, torna o casamento inválido, p.ex.:: ter filhos, parar de beber ou de jogar, deixar a mulher estudar ou trabalhar).
5. A falta de forma canônica se dá nos seguintes casos:
6. Ministro assistente sem jurisdição sobre os noivos e sem delegação para assistir o casamento; 7. Falta das duas testemunhas exigidas;
8. Alteração substancial da fórmula ritual do matrimônio. 16.4.4 - Celebração
Quando circunstâncias especiais sugerirem a celebração em outra paróquia, a transferência deve ser autorizada pelo pároco onde foi feito o processo de habilitação matrimonial (Cân. 1115).
O local próprio da celebração matrimonial é a igreja. Não é permitido, em hipótese alguma, celebrar o sacramento do matrimônio em restaurantes, clubes, salões de festas, fazendas, sítios, hotéis, onde não há ambiente religioso adequado.
Sendo o matrimônio um estado de vida na Igreja, é necessário que haja completa certeza a seu respeito. Daí a obrigação de haver testemunhas devidamente qualificadas (CIC 1631). São suficientes duas testemunhas que sejam capazes de perceber o que está acontecendo no momento da celebração e tenham condições de testemunhar (Cân. 1108, §1). Para assinar a ata do casamento, bastam dois casais, a fim de não ser prolongada a cerimônia.
16.4.5 - Casos Especiais
Há matrimônios que só poderão ser celebrados válida e licitamente com uma licença especial do bispo (Cân. 1071):
1. Matrimônio de vagos (p.ex.: ciganos, parquistas, circenses, rifeiros); 2. Matrimônio que não possa ser reconhecido ou celebrado civilmente;
3. Matrimônio de quem tem obrigações naturais para com outra parte ou para com filhos nascidos de união precedente;
4. Matrimônio de quem tenha abandonado notoriamente a fé católica; 5. Matrimônio de quem esteja sob alguma censura (impedido pela Igreja);
6. Matrimônio de menor, sem o conhecimento ou contra a vontade razoável de seus pais; 7. Matrimônio a ser contraído por procurador;
8. Matrimônio de viúvos aposentados que querem casar-se somente no religioso.
Não são permitidos quaisquer ritos ou cerimônias religiosas que simulem ou substituam o casamento religioso católico. Sacerdotes que dão estas bênçãos simuladoras pecam gravemente.
16.5 - FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DOS SACRAMENTOS
1. Batismo: Mt 3,11; 28,18-19; 1Cor 12,13-14; Tito 3,5-7; 1Pd 3,20-21; At 2,38-39. 2. Eucaristia: Jo 6,48-59; Lc 22,12-19: Mt 26,27-28; 1Cor 11,23-30.
3. Confirmação: At 2,2-4; 8,14-17; 19,5-6; 1Cor 6,11; Jo 14,26; Rm 8,26. 4. Confissão: Jo 20, 22-23; 2Cor 5,18-20; Mc 2,5-11; Lc 7,47-50; Mt 5, 23-24. 5. Unção dos Enfermos: Tg 5,14-15; Mc 6,12-13; 16,17-18.
6. Matrimônio: Gn 1,28; 2,18-24; Dt 24,1-4; Mt 19,3-9; Mc 10,2-12; 1Tm 5,14.
7. Ordem: Mc 3,13-19; 16,15; At 20,28; 1Tm 3,1-7; 4,14; 2Tm 1,6; 1Pe 5,2-4; Tt 1,7-9; Jo 15,16; 20,23; Lc 22,19.
5 – Questionário sobre os sacramentos da missão e da cura
1. Retome à aula 14 e responda como a Igreja celebra o o mistério de Cristo?
2. Retome à aulo 15 e responda do batismo como porta de entrada para o cristão no mistério de Cristo! 3. O que você compreendeu da fundamentação teológica da reconciliação, da unção dos enfermos, da ordem
e do matrimônio?
4. Quais as rupturas que o pecado causar na vida do cristão?
5. Em que passagem bíblica a Igreja fundamenta o sacramento da reconciliação? 6. Quais os passos necessários para realizar uma boa confissão?
7. Comente a expressão: “pelo Sacramento da Unção dos enfermos Deus vem em socorro dos enfermos” 8. Em que passagem Bíblica a Igreja justifica o sacramento da unção dos enfermos?
9. Qual sacramento é necessário para que a pessoa receba a unção dos enfermos?
10. Qual é a finalidade dos sacramentos de cura (o sacramento da penitência e o da unção dos enfermos)? 11. Comente a frase: “a ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus apóstolos
continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos”. 12. Quais os três graus do sacramento da ordem?
13. Como o Sacramento da Ordem é conferido aos eleitos? 14. Quais são as quatro atribuições particulares do sacerdócio?
15. Comente a frase: “o pároco tem obrigação de residir na casa paroquial da paróquia na qual deve exercer o seu ministério com dedicação exclusiva (Cân. 533, §1).
16. Qual deve ser a atitude do padre diocesano ao se ausentar da paróquia por mais de uma semana conforme o Cân. 533, §2.
17. O que Jesus disse sobre a união matrimonial no evangelho de Mateus?
18. Comente a expressão: “o matrimônio é uma aliança de amor e não só um contrato civil e, por ser o sacramento da união de Cristo com a Igreja, é celebração de fé e não mero ato social”.
20. Cite três impedimentos que tornam inválido o matrimônio!
21. Confira na Bíblia estas citações, comente e as relacione com os sacramentos: 1Cor 12,13-14: Jo 6,48-59: 19,5-6: 2Cor 5,18-20: Tg 5,14-15: Mt 19,3-9: 2Tm 1,6: