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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA GATAEINA CENTRO EIoMEDIco

COLELITÍASE

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AUTORES: MARISA A. FANTIN

WALBIA S. B. CORREA

CLINICA CIRÚRGICA

cUEso

MDICINA

(3)

SUMÁRIO Introdução ... Material e Mëtodo ... Pesquisa Bíbliõgráfíca ... Conclusëes ... Resumo ... ooooooooooooooouooo

(4)

INTRODUQÃO

"Uma técnica e uma tática imperfeitas não são

perdoáveis, e os acidentes depois atribuídos ao terreno, não cos

tumam ser em realidade mais do que consequências-do êrro inici-

al IU

.

LEGER.

A motivação para esta pesquisa, baseia-se no

fato de ser a litíase de vias biliares uma das causas mais fre-

quentes de cirurgia de vias biliares, necessitando do cirurgião

em pleno dominio da anatomia e de suas variabilidades, como tag

bëm habilidade e experiência para que se atinja o objeto primordi

al que ê o pronto restatelecimento do jpaciente.

.

///f

(5)

-01.-mmniàio

E ME'roDo '

_ O material utilizado para a elaboração deste

trabalho foi obtido de dados coletados e selecionados de material

fornecido pela Biblioteca da Faculdade de Medicina, do Centro

Biomédico, de Florianõpolis.

Utilizoufse o método de revisão e pesquisa bi

bliográfica referente ã colelitíase.

O tema foi analisado sob o ponto de vista eli

nico, laboratorial, radiolögico e terapêutico `

tiV'd ' °

para uma maior efg

i ade didática. H

:h¿Vu~¿ L“~M w~«Ó¬

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mezzo

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(6)

PESQUISA BIBLIOGRÃFIC§ COLELITÍASE

Incidência

A presença_de_cálculos nas vias biliares ë

mui

to frequente para a maioria dos autores (l,3,6,7,16,l9).

Os cálculos podem ser encontrados nas vias bi

liares de pafcientes de qualquer idade, entretanto são raros nos

lactentes e pouco frequentes nas crianças e adolescentes (3). A

frequencia aumenta gradualmente em cada década após 40 anos de ida

de. U

Os cálculos são mais comuns nas mulheres bran

cas e principalmente nas multíparas, predominando em relaçäo ao

hg

mem

numa proporção de mais ou menos 4:1. (3,4,l4). ×//

Etiologia

A litíase biliar é uma afecção das vias bilia

res e da bilis (6).

A maioria dos autores acreditam ‹..____--_-_que a . vesícula

ou

biliar seja a localizaçao usual da formação do cálculo (3,7,8,l2 ,

17) outros referem o terço inferior do coledogo.

O mecanismo pelo qual se formam os cálculos na

vesícula biliar e nos canais biliares não está inteiramente escla-

aãl

recido. Sabe-se qüeJfatores ÊíiolÕgicos`se destacam :

'

(To ` Var)

(7)

l - Estase 2 - Discolia 3 - Inflamação

l - ESTASE - O papel isolado da estase biliar na formação de calou

lo ainda não foi determinado (3,4). A estase vesicular pode estar

condicionada â várias causas, uma delas seria 0 exagero do períg

do interdigestivo em que há maior concentração da bile, por absor

ção de água e consequente predisposiçãoäa formação de cálculos. Ou

tras causas seriam: sedentarismo, obesidade, gravidez, individuos

com obstrução orgânica ao fluxo biliar (4,8).

2 - DISGOLIA - Seria a alteração na relação ou equilíbrio entre os

componentes da bile.

A alteração pode advir da excreção pelo fígado, de bile já alterada

em consequência de causas extra-hepáticas, ou por modificação da

prõpria parede vesicular.

O ššäêlema mais importante é o do colesterol, pois ele entra com

80 a 90 % na composição dos cálculos da vesícula biliar (4). A ~par

tir de

um

des uilibrio na mistura de colesterol e sais biliares ..

mais lecitina, no qual existe uma quantidade relativamente muito

grande de colesterol para permanecer em solução micelar, haveria

precipitação e formação de cálculo.

Outro fator que influencia na formação destes cálculos, é a presen

ça de glicoproteínas como o bilèrrubinato, talvez em excesso ou em

forma anormal que possa servir como núcleo para os cristais de cg

lesterol (13). «zf'£Jš*^ÍÍ£; a~»»H~ÂÁ«z> “^‹¿š “*À:fl^~J¿1¬

Â'

. ¶>°“"'*€

3 - INFLAMAQÃO - Naunyn convenceu-se há mais de 70 anos que a infeg

ção ascendente das vias biliares, quando existia estase levava à

formação de cálculo (3,4). ~

Sabemos hoje que os processos inflamatórios da árvore biliar não ..

são provocados diretamente por

um

agente microbiano, mas sim por

processo inflamatório consequente à irritação química que segundo

Blad, Wolfer, Andrews, Bisgard e Baker ë constituído pelos fermen

tos pancreáticos que refluem para a árvore bilfar. (l,3,4).

(8)

A introdução de suco pancreático na vesícula biliar, provoca altera

ções inflamatórias de suas paredes, seguida de alteração na capaci

dade de absorção e formação de ambiente propício ao ataque microbi

ano, fatores estes que contribuem ainda mais para a formação de

cálculo (3,4,ll,l3).

Tipos de cálculo

Os cálculos variam muito em composição, tamanho e

forma. Observa-se:

1 - Cálculos Euros de:

1.1 - Colesterol - São calculos que tendem a ocorrer isolados,

e a seriarredondados, possuindo uma coloração branco-ama

relada e estrutura cristalina. São raros quando inteira -

mente compostos de colesterol.

1.2 - Bilcrrubina - São escuros, assumem diversas formas e tama

nho.

1.3 - Cálcio - São escuros, consistentes, de formato e tamanho

variável.

Os cálculos puros são pouco freqüentes.

2 - Cálculos Mistos - São os cálculos de colesterol ao qual '

foram

adicionadas camadas compostas de bilerrubina, cálcio, restos cg

lulares e glicoproteina.

Também variam amplamente em tamanho, forma e consistência, sen

do mais frequentemente laminados. São os mais freqüentes de to

dos os tipos. v// “

(9)

Patogenia

Alguns cálculos biliares não dão origem à doença e,

por outro lado pode ocorrer colecistite aguda ou crônica sem a for-

mação de cálculo, mas estes episódios são relativamente raros (3›4).

Usualmente os cálculos produzem sintomas em perig

dos variáveis após a sua formação. »

_

Um

cálculo alojado no canal cístico ë, com grande

frequência a causa imediata de colecistite aguda. ×//

A inflamação reficidivante, prejudica progressivamen

te a função da vesícula biliar.

A coledocolitíase também aumenta aprecišvelmente '

em cada década apõs o aparecimento de cálculos na vesícula biliar

(l,3,l0,1l,l2)¢

Acredita-se que cálculo, estase ou obstrução e in

fecçäo na vesícula biliar, produza um processo inflamatôrio que 'se

estende através do sistema de canais comprometendo as células hepãti

cas, originando colangite de graus variáveis, desde edema microscõpi

co até supuração macroscõpica que, se prãpetuada, pode resultar fi

nalmente numa cirrose biliar (ll). az”

Finalmente c carcinoma das vias biliares também pg

de aparecer como coflsequëncia da colelitíase. ú////

(10)

Sinais e Sintomas

Dor : ë o sintoma que mais chama atenção, aparece subtamente,con§

timinao

a. clássica flcõliza b111az~".

Segundo a maioria dos autores inicia-se no hipocõndrio direito,ir

radiando-se para o epigastrio, região lombar D e escapular D (3,

4,7).

A dor não ë constante, vem em surtos com intervalos .diferentes '

(l,4) aparecendo apõs a ingestão de alimentos colecinëticos.

Febre e calafrios : a hipertermia durante as crises tem grande va

lor diagnóstico, por implicar no diagnõstioo de coleoistite ou eo

langite aguda e permitir orientação terapêutica (ll).

Icterícia : š de grau variável e conforme a presença ou não de

obstrução no hepatocolédoco.

Geralmente ocorre 24 a 48 horas apõs a crise dolorosa e em geral

é parcial e intermitente (ll). c×” '

Náuseas e vômitos : é frequente um estado nauseoso, seguido ow

não de vômitos alimentares ou biliosos (7)¿/

(11)

Diagnöstico

A Histõria Clínica : O diagnóstico faz-se através de

uma minuciosa anamnese, onde aparece a sintomatologia, sendo faci-

litada a suspeita quando há dor tipo cólica biliar.

¡ 1:;

Exame fisico : Pela palpaçao abdominal pode ser en

contrado : - contratura no hipocõndrio D, com dor à palpaçäo;hiper

tonia ou defesa muscular; dor intensa no ponto cistico e vizinhan-

ça; sinal de Murphy positivo; palpação tátil de um tumor quando o

epiplo estiver aderido (7).

Estes achados variam¡dependendo de estar ou não

associada com colecistite aguda, que geralmente advém da litíase '

biliar. (7. 8 ),

fêz/

Laboratório : Durante o estado inflamatório agq

do ocorre uma lencocitose moderada com ?DvVHSL.

~

A ¬ _

A hiperbilerrubcnemia é ligeira e transitória em

2/3 dos casos (1). '

,

'

A urina contêm geralmente um aumento de urobilino-

gênio que desaparece dentro de 24 a 48 horas apõs o esfriamento '

da infecçäo.c///

i

.Radiologia : É o exame que sela o diagnôstico def;

nitivo da colelitiase. `

_ A exploração pré-operatõria constitui-se princi -

palmente de : Radiografia Simples de abdomem, colecistograma oral,

colangoografia endovenosa, colangeografia

porânâo

transpariete

abdomital Íl,o).

A visualização do sistema hepatobiliar trans-opera

tõria foi sugerida em 1932 por Mêrizzi (2). É

um

exame imP0Ttaflt€'

(12)

para investigar litíaseo residual no hepato-coledoco (lO,ll)

vczacz 47,; ,

sença ou não de obstrução de colëdoco, obriga-nos à fazer uma ava-

liação ampla no sentido de afastar outras afecçães como apendici-

te aguda, cólica nefrítica, pielonefrite, pancreatite

agda.

dio e pneumonia do loào inferior D (l,2,3,4)

complicações. Citaremos apenas as principais.

1 _ 2 _ 3 _ 4 _ 5 _ 5 _ 7 _ DiagnõsticopDiferenpial

A litíase biliar associada com colecistite, na pre

Deve ser afastado tambem, infarto agudo do miocár

Complicaçëes da Colelitíase

Os cálculos biliares podem dar origem a diversas

Colecistite aguda ou crönica

Mucøløékzde vesícula ou vesícula hidrõpica

Empiema vesicular ,

Fístula bilio-digestiva

Grangrena e perfuração vesicular '

Iancreatite aguda ~×

Câncer de vesícula.(

(13)

Tratamento

A litíase biliar não tem tratamento clínico curati

vo. A Medicina interna é aconselhável apenas nas contra-indicações

operatõrias e, age como paliativa dos.sintomas e colaboradora do

tratamento cirúrgico (6).

Em princípio a colfipistectomia está indicada em tg

dos os casos de litíase biliar, dependendo a oportunidade da ope-

FU

raçao, apenas de contra-indicações gerais relativas

a,

idade, pesg

funçães cardiocirculatõrias hepáticas renalä pulmonaIQ§etc (l,3,4,

8,11,12).

Cabe-nos entretanto, observar que a indicação ci

rfirgica deve ser feita com a máxima cautela na avaliação e correla

ção dos

sintoms,

para identifica-los como verdadeiros responsãwfis

pela doença em estudo, que nem sempre uma vesícula radiologica-

mente excluída indica colelitíase (ll,l2).

Deve-se averiguar, se todos as medidas foram toma

das para evitar que

um

ërro técnico pudesse falsear o resultado ,

ou se não existe doença parenquimatosa hepática comprometendo a ca

pacidade de excretar o contraste éäaz (L

)

Se apãs adotados estes critérios, confirma-se odia

gnõstico de colelitíase, impäe-se o tratamento cirfirgico, mesmo

nos casos da chamada "litíase silenciosa", simples achado radiolá

gico visto que o paciente está sujeito a apresentar inesperadamen-

te, sintomatologia e complicaçëes capazes de leva-lo à cirurgia de

emergënciaéšgcom muito mais riscosÂ(3, , ll).

É recomendável colecistectomia à todos os pac;

entes com menos de 50 anos e que possuam litíase silenciosa. Em

rg

lação aos que encontramâse entre 50 e 60 amos deve-se adotar uma'

conduta mais expectante, já que aumenta muito os riscos cirúrgi-

cos e, a expectativa de vidafapesar das complicaçëes possíveis da

colelitíase, Parece ser maior, se a cirurgia eletiva não for rea-

lizada. (3,6).

(14)

Cogplicaçfies Cirúrgicas

As mais freqüentes são: _

Abertura acidental da vesícula

Lesões do cístico e canais aberrantes

Lesão do hepatocolédoco

Lesão da artéria hepática.

Lesão da veia porta

Lesão do parànquima hepático

Retenção de líquido no espaço subfrën

Pancreatite aguda V/ 4

A

Litiase residual. .zf

_ 11 _

(15)

ooNoLUsõEs

l . A colelitíase é uma afecção de alta incidência entre as doen

ças das vias biliares. '

2 . A litíase biliar ê mais freqüente no sexo feminino, principal

mente em múltiparas, e na raça branca.

3 . A manifestação clínica mais importante ë a dor, seguida de '

/

náuseas, vômitos, febre, calafrios e icterícia de grau; varia

vel.vel,

4 . O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico,ex§

mes laboratoriais e comprovado pelo exame radiolõgico.

I

5 . O tratamento curativo ë cirúrgico, devendo ser respeitadas as

contra-indicações.

..\

(16)

RESUMO

O presente trabalho consta de uma Revisão Biblio-

gráfica sobre Oolelitíase, onde enfocou-se esta afecção nos seus

aspectos clínicos, laboratoriais, radiológicos e terapêuticos.

Concluiu~se que: a Colelitínse acomete mais o (D

(Dn

ICD

xo feminino, sendo que a manifestação clínica mais importante

a dor, enquanto que o diagnõstico geralmente ê feito através de

dados clínicos e confirmado pelo exame radiolõgico.

O tratamento curativo ë cirúrgico tendo o tra

tamento clínico apenas ação paliativa e colaboradora para a cirur

gia.

(17)

SUMARY

É

Our work was'a BibliograQhioal»Reviâion of "Coleli

qQ?sis« where we analysed this diseaeÊ:ân`ali§štvs clššical, labg

ratorial, radiological and therapeutical aspects.

Through these studies we come to the following con

clusion : Colelitiasis is a disease that incides more offen over '

the female sex beginning its clinical manifestation with<hpute pah»

'>\‹;;í

While the diagnosis is made through a clinical his

‹<"'-"¶/ -I

tory and laboratory and it is shown by

X

ray.

e

2:

F

The ,eeaez treatment ie being pe1ietive'Í7,Í;°

the eiinieel treatment active eni ee e er t th

*'_""J'

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(20)

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" `” “` Autor: Fantin, MarisaA

Título: Colelitíase..

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Referências

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