DEPARTAMENTO
CONTÁBEIS
AI›|.|cAgÃo
no
ruërono
mac nos
~
~
Punhos
DE
I›:nsÃo
~
VALD_ETE
APARECIDA
ANDRETT
Florianópolis-SC
CONTÁBEIS
A1›|.1cAgÃo
no MÉTODO
ABC nos Funnos
DE
Pr-:usÃo
Monografia submetida
ao
Departamento
de
Ciências
Contábeis,
do Centro
Sócio-Econômico,
da
Universidade Federal de Santa Catarina
para
obtenção
do
grau de Bacharel
em
Ciências
Contábeis
Acadêmica:
VALDETE APARECIDA ANDRETT
Orientador:
Prof.
IVO
BORCHARDT
'~
Florianópolis-SC
1999
AUTOR:
ACADÊMICA VALDETE
APARECIDA
ANDRETT
Esta
monografia
foi
apresentada
como
trabalho de
conclusão
no Curso
de Ciências
Contábeis da Universidade
Federal de
Santa
Catarina,
obtendo
a
nota
média
de
Q
5
0
atribuída
pela
banca
constituída
pelos professores
abaixo
nominada:
Florianópolis,
...
._
de 199.3
P.rof".
'Maria
D
nig
Henšque
Casagrande
Coordenadora
_e
Monografia
C
§í›
Professores
que
compuseram
a
bnca:
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"
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~
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.
vB0rcarV
P
esidet
Prof”. ivaldo
Joao
dos Santos
`Membro
PfQ,f°/.šílvio Lehml
kum
Meyer
LISTA
DAS FIGURAS
...
..
GLOSSÁRIO
...
..
INTRODUCÃO
...
..
CAPÍTULO
I
-
...
..
1-
FUNDOS DE
PENSÃO
...
..
1.1-
O
que
são
Fundos
de Pensão
...
..
1.2-
Legislação dos
Fundos
de Pensão
...
..
1.3-
Contabilidade dos
Fundos
de Pensão
...
..
...
..
1.3.1-
Princípios
Fundamentais
de
Contabilidade
...
..
1.3.2-
Atributos aplicados aos
Fundos
de
Pensão
...
..
1.3.3-
Ciclo
Operacional
...
..
1.3.4-
Segrega`çãozContábil dos
Programas
...
..
1.3.5-
Custeio Administrativo
...
..
1.3.6-
Reavaliação
de
Imóveis
...
..
1.3.7-
Recursos Garantidos
...
..
1.3.7.1-
Como
calcula-se
os
Recursos Garantidores
1.3.7.2-
Enquadramento
dos Investimentos
...
..
1.3.7.3-
Como
calcular as
Reservas Técnicas
...
..
CAPÍTULO
11
-
...
..
2-
MÉTODO
PARA
ANÁLISE
DE
CUSTO
-
ABC
...
..
2.1-
Método
Tradicional
de Custo
...
..
2.1.1-
Pressuposto
do
VBC
...
..
2.2.2-
Conceito
do
ABC
...
..
2.2.3-
Pressuposto
do
ABC
...
..
2.2.4-
O
que
é
Atividade
...
..
2.2.5-
Hierarquia
das Atividades
...
..
2.2.6-
Cálculo
do Custo de
uma
Atividade
...
..
CAPÍTULO
111
-
... ...
..
3-
APLICAÇÃO
DO
MÉTODO
ABC
Nos FUNDOS
DE PENSÃO
3.1-
Viabilidade
...
..
3.2-
Exemplos
...
..
CONCLUSÃO
...
..
BIBLIOGRAFIA
...
..
Figura
1
-
Modelo
VBC
...
..
Figura
2
-
Modelo
ABC
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
ng
Agregação:
Processo de
combinar
atividades
em
funções.
Ambiente:
Conjunto
de
fatores incontroláveis
que afetam
o sucesso
de
um
processo.
Apropriação
de Custos:
Atribuição
ou
reatribuição
de
um
custo
ou
grupo de
custos
a
um
ou mais
objetivos
de
custos.
Termos
com
significado
semelhante
são
de
alocação de
custos, atribuição
de
custos,
designação de
custos, distribuição
de
custos,
rastreamento de custos
e
identificação
de
custos.
Benefícios
Concedidos:
Valor
atual
dos benefícios
futuros
(já
concedidos),
líquido
dasrespectivas
contribuições
futuras
de
vigência
permanente.
Benefícios
a
Conceder:
Valor
atual
dos
benefícios
futuros
(ainda
não
concedidos),
'líquido
das
respectivas contribuições
futuras
de
vigência
permanente.
Observação: Internamente para
o
atuário,
está
subdividido
em:
a)
Riscos Iminentes
-
Parcela de
'benefícios a
conceder correspondente
aos
benefícios
que,
requeridos, teriam
início
de concessão
imediata;
b)
Riscos não Iminentes
-
Parcela
de
beneficios
a
conceder não
enquadrada
como
Iminente.
Capacidade:
Aptidão
mensurada
de
produzir;
quantidade de
tempo
de
mão-de-
obra
e
de
máquinas
necessário
para
atender
a
uma
programação.
Centro
de Custo:
A
menor
unidade de
uma
empresa, para
a
qual são coletados
custos
reais
ou orçados
e
que
têm alguma
característica
comum
para
medição
de
desempenho
e
atribuição
de responsabilidade.
Um
centro de custo
pode
consistir
único
objetivo
de
custo,
de
forma economicamente
viável.
Um
custo
direto é
aplicado ao
objetivo
de custo
com
base
no
conteúdo
real
do
recurso
consumido.
Por exemplo:
um
produto que
requer cinco
horas-homem
que
custam
$
20
por
hora
é
debitado
em
$
100,
enquanto
um
produto que
requer
duas
horas-homem
é
debitado
em
$ 40.
Custo Orçado:
Custo que
reflete
a
opinião
da
administração
em
relação a
circunstâncias
financeiras
futuras.
Custo Padrão:
É
normalmente,
o
processo
anual de
calcular
o custo
antecipado
de
um
produto
específico
para
determinado
volume
e
sob
um
conjunto
presumido
de
circunstâncias.
Custo
que
não agrega
valor:
Custo
ou
atividade
além
do
mínimo
necessário,
(equipamento,
materiais,
componentes, espaço
e
mão-de-obra) absolutamente
essencial,
para agregar
valor à
empresa.
Custos
Indiretos:
(1)
Custos
comuns
a
um
conjunto múltiplo de objetivos
de
custo
e
não
diretamente
identificáveis a
tais
objetivos
em
um
período específico
de tempo.
Tais custos são
normalmente
apropriados aos produtos,
processos
ou
períodos
de
tempo
utilizando-se
técnicas
sistemáticas
e
consistentes;
(2)
Custos
que
não
são diretamente
identificáveis/rastreáveis a
um
produto
ou
processo;
(3)
Despesas
que não têm
relação causal
direta
com
os
itens
produzidos. Estes
custos
não
incluem
o
«custo
dos
departamentos
de
serviços.
Um
exemplo
de
um
custo
indireto
são
os
suprimentos de
fábrica
não
incluídos
na
lista
dos
materiais.
Déficit
Técnico:
Parcela das reservas
matemáticas,
sem
cobertura previdenciária
assegurada
pelo
plano
de
custeio vigente,
sendo:
-
Do
Exercício Anterior
~
Parcela
déficit
técnico correspondente aos benefícios
concedidos
ou
benefícios a
conceder
de
exercícios anteriores
atualizado
curso.
Eficácia:
Grau
em
que
um
objetivo
ou
meta
predeterminada
é atingida.
QA
Eficiencia:
Grau
em
que
os
insumos
são
utilizados
em
relação
a
determinado
nível
de
produção.
Evento:
Uma
ocorrência.
Também
chamada
de
estado,
ou
estado
natural.
Função:
Grupo
de
atividades
com
um
objetivo
comum
dentro de
uma
empresa.
Operação:
Menor
unidade
de trabalho
utilizada
com
finalidade
de
planejamento
ou
controle.
~Plano de
Contas:
Lista
de
contas
mantidas
por
uma
empresa
específica.
Processo de Negócio: Conjunto ordenado
de atividades
que
operam
sob
um
conjunto de
procedimentos
para alcançar
objetivos específicos.
Rastreamento:
Processo
de
estabelecer
uma
relação
de causa
e
efeito.
Reservas
a
Amortizar:
Valor
atual
das contribuições
futuras à
serem
realizadas
temporariamente,
durante
um
prazo
fixo
(não
permanente),
previamente
acordado
entre
a
Patrocinadora
e
a
Entidade, sendo:
a)
Benefícios
a
Concedido
b)
Benefícios a
Conceder
Reservas Matemáticas
=
Valor
atual
dos
benefícios
futuros,
líquido
de
todas
as
contribuições
futuras
de vigência
permanente ou
temporária.
Superávit Técnico:
Parcela
da
reserva técnica
que exceder
o
valor
das reservas
matemáticas,
sendo:
-
Do
Exercício
Atual ~
Parcela
do
superávit
técnico
constituída
no
exercicio
em
curso.
Tarefa: elemento
de
uma
atividade.
Transação:
Documentos
(incluindo
eletrônicos)
associados
com
atividades
que
impactam
informações.
P
O
amplo
sistema
previdenciário,
na
atualidade, está
ligado ao
conceito
de
cidadania.
Assim
sendo,
todo
cidadão
tem
seus
direitos
básicos
assegurados
pela
constituição.
Direitos
básicos
que
aqui classificaremos
em
civis,
políticos e
sociais.
Os
direitos
civis
tratam
“basicamente” da
liberdade de
ir
e
vir,
e
da
liberdade de escolha
do
cidadão.
O
direito
de
organizar-se, reunir-se,
votar
e
ter
voz,
são
direitos políticos.
Já os
direitos
sociais
são aqueles
que
dependem
de
sistemas de
financiamento
para
que
o
cidadão possa
usufruir
destes.
Assim
o
direito social
diferentemente dos outros
que
são
de usufruto imediato,
dependem
de
um
volume
expressivo de recursos para
serem colocados
à
disposição
dos
cidadãos.
Enquadram-se
nos
direitos sociais:
a
Educação,
a
Saúde
básica
e
a
Previdência.
A
Previdência por sua
vez
tem
uma
necessidade
de provisão
de
recursos
bem
elevada.
Em
virtude
dos gastos
que
se
fazem
necessários, e
principalmente pela
característica
que envolve
uma
escolha inter-temporal
de
alocação de
renda.
Tal provisão representa
atualmente motivo para
discussões
e
divergências
entre vários
estudiosos
da
Previdência. Eles enfatizam
as diferentes
avaliações
econômicas
do
país
e
qual
o papel
do governo
na
administração
e
captação dos recursos para
tal
provisão.
Necessitamos
esclarecer
o conceito
de
Previdência Social
e
Seguridade
Social.
Segundo
AFONSO
(1996,
p.
_l1)Vtemos
a
definição
de
“Previdência
Social;
como
um
sistema contríbutivo
no
qual
os
benefícios
recebidos
têm
uma
forte relação
com
as contribuições
efetuadas.
Tendo
o
caráter
de seguro
social,
tem
por
objetivo
proteger
seus participantes
contra
riscos
econômicos,
ou
seja,
é
um
“mecanismo
de
poupança,
destinado a
E
confirma
“Já
a
Seguridade
Social
compõem-se
basicamente
da
assistência social
e
saúde.
Ambos
são
programas
de
cunho
redistribuitiyo
nos quais
há
vinculação
direta entre o benefício
recebido
e
a
contribuição
efetuada.
A
assistência social
tem
por
objetivo
propiciar
mínimas
,condições
de
sobrevivência aqueles
que não
conseguem
se
manter
por
seus
próprios
meios.
De modo
semelhante,
a
saúde
visa afetar
um
serviço
público
essencial
a
beneficiários
com
insuficiência
de
renda.
”
Deste
modo
AFONSO,
disse
que “Seguridade
Social
constitui
um
mecanismo
de
redistribuição
de renda
entre
os indivíduos
da
sociedade”.
Uma
característica
do
sistema previdenciário
é
o aspecto
operacional,
ou
seja,
quem
administra os
recursos,
empresa
Privada
ou
Pública.
_
Neste
trabalho
tratar-se-á
das entidades
privadas,
mais
especificamente
dos fundos
de pensão.
Como
se verificará
no
primeiro
capítulo,
a legislação
dos fundos
de pensão
é
relativamente
recente,
e
vem
se
adequando
cada vez
mais
à
realidade
brasileira.
Neste
capítulo
também
serão
abordadas
algumas normas
específicas
da
contabilidade dos
fundos
de pensão.
No
segundo
capítulo
procurar-se-á
fazer
uma
abordagem
um
tanto
resumida
sobre o
método
de custo
tradicional
-
o
VBC
(método baseado
no
custo
variável)
,
e
também,
do
método
baseado
em
atividades
-
o
ABC
(método
de
custo
baseado
nas
atividades).
Desta
forma,
no
terceiro capítulo, será
feita
a
abordagem
sobre a
aplicação
do
método
de custo
ABC
nos fundos
de pensão,
concluindo
assim, o
trabalho,
que
aqui
procura
verificar
da
possibilidade
ou
não da
aplicação
do
método
ABC
nos fundos de pensão
e
de criarem
condições
de
“preparar”, através
da
contabilidade,
informações
corretas
e
relevantes
para
a
tomada
de
decisões
dos
gestores.
1-
FUNDOS DE PENSÃO
1.1-
O
que
são
Fundos
de
Pensão?
Fundos
de Pensão
são
Entidades
fechadas,
à
qual
podem
aderir
os
empregados
da empresa(s) que
promovem
a
entidade
(o
fundo
de pensão).
O
Ministério
da Previdência
e
Assistência Social
regulamenta
e fiscaliza
os
fundos
através
da
Secretaria
da
Previdência
Complementar.
A
constituição diz
que
as
Empresas
fechadas de
previdência
privada (fundos
de pensão) não
podem
ter
fins
lucrativos
e
inserem
o
fundo de
pensão
no
capítulo
que
trata
“da
ordem
social”.
Assim
sendo, os superávites
que
os
fundos
venham
a
ter
serão integralmente incorporados ao
patrimônio
coletivo
do
fundo.
Chama-se
Patrocinadora
a
entidade
que
promove
a
empresa,
e
participantes as
pessoas
beneficiadas
(empregados
da
patrocinadora).
Chama-se
participantes
ativos,
aqueles
participantes
que
não
estejam
recebendo da
entidade
complementação
de
benefícios.
Ao
passar
a
receber benefícios o
participante
é
chamado
de
participante
assistido.
É
importante
salientar
que
não
só
empresas
privadas
podem
patrocinar a previdência
complementar
dos seus
empregados,
mas
também
empresas
públicas,
bem
como
as
de
economia
mista.
1.2-
Legislação dos
Fundos
de
Pensão
Os
Fundos
de Pensão
no
Brasil
tem
seu
início
histórico
marcado
em
16 de
abril
de
1904,
quando
foi
fundada
a
“Caixa Montepio
dos
Funcionários
do
Banco
do
Brasil”. Instituição
que
antecede
a
PREVI.
O
objetivo
dos
51
funcionários
era
proporcionar aos seus
dependentes
uma
pensão,
quando
estes
(funcionários)
viessem
a
falecer.
Esta
situação
manteve-se assim
até
a
década de
40,
quando
o
Banco
do
Brasil
institui
a
complementação
da Aposentadoria
pelo próprio
Banco
do
Brasil.
Na
década
de
60
surgiu o
INPS ~
União
dos
Institutos
da
Aposentadoria
e
Pensão (IAPAS)).
Em
1964
surgem
estudos para
criar
um
fundo
na
tarefa
de
complementar
as
aposentadorias.
Em
1967
foi
criada oficialmente
a
PREVI,
todos os funcionários
passaram
a
ser
associados
(o
ng
na
época
era
de
42
mil
funcionários).
A
PREVI
definiu
que
osempregados
contribuiriam
com
um
valor
igual à
metade
da
contribuição
feita
pelo
Banco.
Durante
e
após
a
década de
40,
começaram
a surgir
outros
fundos
de pensão:
de
Empresas
Estatais:
PETROBRÁS
(1953),
EMBRATEL,
VASP,
BNDE,
PoRToBRÁs,
NUCLEBRÁS
a
Empresas
Privadas
soma;
CAEMI,
BRAHMA
E
PROMON.
Nesta época
ocorrem
também
uma
série
de
fraudes
em
Montepios.
O
que
provocou
uma
imagem
desfavorável para
a
aposentadoria
complementar,
pois
o dinheiro
vinha sendo
aplicado
de
maneira
duvidosa,
e
em
empreendimentos
inviáveis.
Desta
forma
a
governo
precisou
intervir.
Primeiro
foi
a
regulamentação da
Previdência privada
com
a
Lei
ni 6.435,
em
15
de julho de 1977. Esta
lei
conceitua
dois tipos
de
entidades
do
setor:
as
entidades
abertas
de
previdência
complementar (EAPPS)
e
as
entidades
fechadas
de previdência
complementar
(EFPPs).
Segundo
AFONSO
(pg.
40
e
41),
podemos
conceituá-las
como:
“EAPP
-
Sociedade
Anônima
que
pode
ou
não
ter
fins
lucrativos,
com
filiação
aberta
a
todos aqueles
que
desejam
(e
podem)
pagar
as
contribuições.
O
benefício
pago
depende da remuneração conseguida
pela
aplicação dos
fundos no
mercado
de
capitais,
o
que
constitui
tipicamente
um
plano
de contribuição
definida.
(AFONSO,
1996).
“EFPPS
-
Entidade
sem
fins
lucrativos,
cujo acesso
está
limitado
aos funcionários de
determinada
multipatrocinadora.
Existe
a necessidade
da
patrocinadora
ser
responsável
por
pelo
menos
30%
das
contribuições.
As
EFPPS podem
optar
por
manter planos
de
benefícios definido
nos quais
é
garantido
ao
associado
uma
certa
remuneração
quando
de
sua
aposentadoria, ou
planos
de
contribuição
definida,
de
modo
semelhante
ás
EAPPs.
”
(AFONSO,
1996141).
A
Lei
n9 6.435/77 (anexo
1)
é
composta
por
5
capítulos.
O
capítulo
I,
trata
das entidades
abertas
e
fechadas,
portanto,
dos
artigos
19-
ao 72
são
comuns
aos
dois tipos
de
entidades.
O
capítulo
II,
do
artigo
89 ao 33
é
específico às
entidades
abertas.
E
o
capítulo
III,
dos
artigos
34
ao
50,
dispõem
sobre
as
entidades fechadas.
Novamente
o
capítulo
IV
dispõe
comumente
as
entidades abertas
e
fechadas,
dando
um
severo
Regime
Repressivo
aos administradores das
instituições
fechadas
e abertas.
O
que
ocorre
também
na
Lei n9 6.024/74,
que
trata
das
instituições financeiras.
O
capitulo
V,
trata
das disposições
transitórias.
A
Lei n9 6.435/77,
separou
as
empresas
patrocinadoras
da
gestão
dos fundos
previdenciários,
com
o
objetivo
de dar
maior
transparência ao
sistema.
Outra
característica
da
Lei
é
a
que
considera os
Fundos
de
Pensão
como
de
caráter beneficente, e
desta
maneira
tais
instituições
tem
direito
à
imunidade
tributária.
Esta
legislação
determina
alguns
órgãos
para
fiscalizar
as
instituições
fechadas de previdência privada
(Fundo
de Pensão):
Órgão
normativo
-›
foi
definido o
Conselho
de
Previdência
Complementar.
Órgão
Controlador
-›
É
de
responsabilidade
da
Secretária
de
Previdência
Complementar,
este
por sua
vez
está
subordinado
ou
vinculado
ao
Ministério
da
Previdência
Social.
A
partir
desta Lei n9 6.435/77, os
Fundos
de Pensão tiveram
seus
limites
de aplicações
determinados
e
vigiados pelo
Conselho Monetário
Nacional;
Regulamentando
assim
as
aplicações
dos
Fundos
de
Pensão.
Em
09/10/78
o Ministério
da Previdência
e
Assistência
Social
aprovou
a
Resolução
MPAS
/
CPC
que regulamenta
o
funcionamento
dos
Fundos
de
Pensão
(ou
EFPP)
e
de acordo
com
o
art.
15
do Decreto 81.240/78 (anexo
2) trata de:
-
Registro
e
da
organização;
-
Natureza
das
prestações;
-
Das
contribuições;
-
Do
reajustamento
dos
benefícios,
-
Das
entidades de
várias
patrocinadoras;
-
Das
normas
de
atuário;
-
Disposições
gerais.
Já
em
1990,
surge
a portaria
MTPS
3.671/90 (anexo
5)
que
estabelece
um
Plano de Contas Padrão
para
as
Entidades
Fechadas
de
Previdência
Privada,
e
introduz
um
método
de
Programas
para
a
Segregação dos
fatos contabilizados.
E
determina que
a
contabilidade das
EFPPs
seja
dividida
em
quatro
programas
distintos:
- Programa
Previdenciário,
- Programa
Assistencial,
- Programa
Administrativo
e
- Programa
de
Investimentos.
Em
23/11/1995,
a Secretaria
Previdenciária
Complementar
introduz conceitos contábeis
através
da
portaria
SPC
ng
146 (anexo
3),
mas
mantém
a
filosofia
da segregação
dos
programas
determinada
pela
portaria
O
Banco
Central
em
1996
consolida
a
Resolução
BACEN
n9
2.324/96,
que
dita
normas
para
regulamentar
as
aplicações
dos recursos
dos
Fundos
de
Pensão. Estas aplicações serão
constituídas
respeitando os
critérios
fixados pelo
Conselho
de
Gestão da Previdência
Complementar.
O
Conselho
de
Gestão da Previdência
Complementar,
através
da
resolução
ng
12/96,
estabelece
as
normas
para
aplicação das
sanções
administrativas
previstas
nos
art.
75
e
79 da
Lei n9 6.435/77,
que por
sua
vez
trata
do regime Repressivo
aos
Fundos
de Pensão.
A
portaria
140
de 13/10/95,
aprovou
a
introdução
do
DRAA
-
Demonstrativo
dos
Resultados
das
Avaliações
Atuariais
como
peça
obrigatória
na
apresentação das
Demonstrações
Contábeis.
As
taxas de depreciação
utilizadas
pelo
setor
foram
regulamentadas
através
da
portaria
168
de 30/01/96.
_-
A
Instrução
Normativa
n9 12
de
16/12/96,
definiu e
regulamentou
os
critérios e
os processos necessários para reavaliação dos imóveis,
que façam
parte
dos investimentos.
E
de obrigatoriedade
de
apresentação
a
cada
3
anos.
Em
28/03/96
a
portaria
n9 176 (anexo
4) definiu
como
obrigatório
um
conjunto
de demonstrações
contábeis
para
apresentação
e
publicação,
tendo
sua
/data
limite
para apresentação,
em
10 de
março
de
cada
exercício
social.
E
compõem
este
conjunto de
demonstrações
contábeis:
-
O
Balanço
Patrimonial;
-
Os
Demonstrativos
de Resultados;
-
Fluxo
Financeiro;
-
Notas
Explicativas
às
Demonstrações
Contábeis;
-
Parecer
Atuarial,
juntamente
com
o respectivo
DRAA
(Demonstrativo
dos
Resultados
das
Avaliações
Atuariais);
-
Parecer dos
Auditores Independentes;
-
Parecer
do Conselho
Fiscal e
1.3-
Contabilidade
dos
Fundos
de
Pensão
1.3.1.
Princípios
Fundamentais
de
Contabilidade
Conforme
MACHADO,
(1998,
p. 3):
“Os
Princípios
Fundamentais
de Contabilidade,
na
sua
condição
de
ciência
social,
sendo
a
ela
inerentes.
Os
princípios constituem
sempre
as
vigas-
mestres
de
uma
ciência,
revestindo-se
dos
atributos
de
Universidade
e
veracidade,
conservando
validade
em
qualquer
circunstância.
No
caso
da
Contabilidade, presente seu
objetivo,
seus Princípios
Fundamentais
de Contabilidade
valem
para
todos
os
patrimônios,
independente das Entidades a
que
pertencem
,as
finalidades
para
as
quais são usadas,
a
forma
jurídica
da
qual
estão
revestidos,
sua
localização,
expressividade
e
quaisquer outros
qualificativos,
desde que
gozem
da condição de
autonomia
em
relação
aos
demais patrimônios
existentes.”
(MACHADO,
1998,
p. 3).
Portanto,
os
Princípios
Contábeis (anexo
6) se
referem
ao objeto
da
contabilidade
-
ao Patrimônio.
As
normas
por
sua
vez,
são
diretivas
de
natureza operacional,
que
determinam
o
“como
fazer”,
quais
as técnicas,
métodos,
critérios
e
procedimentos
a
serem
adotados para
o
registro,
avaliações
e
demonstrações do patrimônio
de
uma
entidade.
1.3.2-
Atributos aplicados
aos
Fundos
de
Pensão
Os
atributos
indispensáveis
da informação
contábil,
também
são
válidos e
aplicados
às
informações geradas
pela contabilidade dos
fundos de
pensão,
que
por sua
vez
devem
satisfazer
a
compreensão
de
todo's
os
usuários
desta
contabilidade,
por
mais
diferentes
que sejam
os seus
interesses.
Para
compreender
as
demonstrações
contábeis
previstas
na
legislação
que
lhe
é
específica (aos
fundos
de
pensão)
devemos
revesti-las
dos
-
Confiabilidade;
-
Tempestividade;
- Compreensividade
e
-
Comparabilidade.
1.3.3-
Ciclo
Operacional
Quanto
ao
ciclo
operacional de
um
fundo
de pensão,
podemos
dizer
que
ele é
longo,
se
compararmos
este
ao
ciclo
operacional de
uma
entidade
privada comercial, cujo
ciclo
operacional
é
normalmente
de
6
meses ou
l
ano.
O
ciclo
operacional de
um
fundo
está
centrado
no
eixo captação de recursos
-
aplicação
- pagamento
de
benefícios.
1.3.4-
Segregação
Contábil dos
Programas
Como
podemos
observar, a
contabilidade dos
fundos de
pensão,
segue
os
critérios
contábeis
normalmente
aceitos
pelas
entidades.
Agora veremos
algumas normas
específicas
que diferenciam
a
contabilidade dos
fundos de
pensão, das
outras
entidades
privadas.
Normas
estas
criadas
pelo
governo
a
fim
de buscar
uma
maior
transparência
na
administração dos investimentos
(recursos)
e
em
interesse
primordial
de que
o aspecto
social
(aposentadoria
complementar)
seja
mantido.
Primeiramente, falaremos
sobre
a
segregação
entre
programas,
método
editado
através
da
Portaria
n9 3.671
em
23/10/90,
com
a
finalidade
de
determinar
a
contabilização
em
separado dos
serviços
assistenciais.
Inovando
o
nível
de
segregação
entre
os
programas
previdencial,
assistencial,
administrativo
e
de investimentos,
sendo
proibida
a
migração
de
recursos
do
primeiro para o
segundo
programa.
Esta
Portaria
criou,
também,
uma
técnica
que
une
o fluxo de recursos
com
interesses
mútuos
entre os
programas,
fazendo
inter-relacionamento
utilizando-se
de
transferências
inter-programas.
É
necessária
uma
breve
explicação sobre
a
filosofia
da segregação
contábil
por
programas:
divide-se
aqui
por força
de
lei
(Portaria
n9-
3.671/90)
a
contabilidade
em
3
tipos
de programas:
- Programas
fins
(Previdencial
e
Assistencial);
-
Programa meio
(Administrativo),
e
- Programa
apoio (Investimentos).
A
função de
funcionamento
das atividades
desenvolvidas
em
cada programa,
possui
as
seguintes
características
em
suas
áreas
de
atuação,
conforme
segue:
1.
Programa
Previdencial
-
é
o
programa
básico
da Entidade
e
da
existência
obrigatória.
2.
Programa
Assistencial
-
destinado
à
contabilização
dos
fatos relativos
aos
planos
de
beneficios
assistenciais
da
Entidade.
Por
força
da
legislação
vigente,
os
planos
de
benefícios
assistenciais
à
saúde,
custeados
exclusivamente
pela Patrocinadora,
poderão
ser
implantados
sem
autorização
da
Secretaria
de Previdência
Complementar
-
SPC.
Em
se
tratando
de plano
de benefícios
da
assistência a
saúde
cujo
custeio
não
seja
exclusivo
da
Patrocinadora, o
mesmo
deverá
ser
submetido
à
prévia autorização
da
Secretaria
de
Previdência
Complementar - SPC.
Os
programas
de
assistência
social (creches,
bolsas
de
estudo,
etc...)
e
financeiro
(empréstimos),
somente
poderão
existir
em
entidades fechadas de previdência privada vinculadas a
iniciativa
privada nacional
e estrangeira,
sendo vetada
as
entidades
patrocinadas pelo
setor
público.
3.
Programa
Administrativo
-
funciona
com
um
prestador
de
serviços
para
os
demais
programas
da
entidade.
É
o responsável pela
manutenção
das
atividades
necessárias ao
funcionamento
de
uma
entidade
fechada
de
previdência privada
e
pela
aquisição, controle,
manutenção
e
baixa dos
bens
pertencentes ao
Ativo Permanente,
mantendo
em
contrapartida,
no
passivo,
fundo
administrativo
com
saldo
no
mínimo
equivalente ao resultado
da
fórmula
prevista.
4.
Programa
de Investimentos
-
destinado ao
registro
do gerenciamento
das
aplicações dos recursos
existentes
na
Entidade.
(MACHADO,
1998: pág. 21
e
22).
1.3.5-
Custeio
Administrativo
Quanto
ao
custeio administrativo, esteja este
programado ou
não,
deverá
conter todas
as
despesas administrativas de todos os
demais programas,
deverão
ser
registradas
no
Programa
Administrativo
-
despesas
correntes
-
E
na
cobertura
destas
despesas
se utilizará
a
receita prevista
pelo
atuário
no
plano de
custeio anual.
As
despesas previdenciais
mensais da
entidade,
não
podem
ultrapassar a
15%
das
receitas
correntes
do
programa
previdencial
(receita
estabelecida pelo
atuário
no
plano de
custeio anual).
As
receitas
administrativas
que foram
previstas
no
plano
de
custeio
anual pelo
atuário,
devem
ser
apropriados
mensalmente no programa
previdencial.
Já
as receitas correntes serão transferidas
para
o
programa
administrativo,
com
a finalidade
de
cobertura de todas
as
despesas da
entidade.
1.3.6-
Reavaliação
de Imóveis
A
Portaria
176
veio
unificar e
normatizar praticamente todas
as
técnicas contábeis
já existentes
no
setor,
fazendo assim
com
que
a
escrituração
das entidades
viessem
a
ter
um
bom
desempenho.
Esta
portaria
também
determina
os
critérios
a
serem
seguidos
quando
bens
pertencentes ao
mercado
imobiliário
forem
reavaliados:
0
Deverá
a
entidade providenciar reavaliação
a
cada
5
anos;
0
Deverá nomear
uma
empresa
especializada
ou
perito,
não
vinculados
direta
ou
indiretamente
à
Entidade
e/ou seus administradores;
0
O
perito
ou empresa
deverá
emitir
um
laudo técnico
detalhado
e
fundamentado, indicando
critérios
de avaliação
e
elementos
de
comparação
adotados;
0
Do
laudo,
deverá
constar,
obrigatoriamente, o
prazo
de vida
útil
remanescente
do
bem
reavaliado;
0
O
resultado
da
reavaliação
não poderá
ocorrer
com
defasagem
superior
a
180
dias
contados
entre a
data
da emissão
e
sua
efetiva contabilização;
0
O
produto da
reavaliação, positiva
ou
negativa, será
contabilizado
no
ativo,
em
contrapartida à conta de resultados
do
programa
de
investimentos.
Importante lembrar que
caso
a
entidade
tenha
algum
valor
registrado
no
ativo
permanente,
esta,
por força
de
lei,
deverá
ter
no
passivo,
uma
conta
do
Fundo
Administrativo,
não
podendo
utilizar-se
do
valor
total
deste
fundo
para
qualquer que
seja
a
cobertura de
falta
mensal.
1.3.7-
Recursos Garantidores
A
Resolução
BACEN
n9 2.324/96
consolida
e
dita
normas
para
regulamentação
das aplicações dos recursos
dos fundos
de pensão.
O
12 artigo
desta resolução
determina que
os recursos garantidores das reservas técnicas das
entidades
fechadas
de previdência privada
devem
ser constituídos
de
acordo
com
os
critérios
que
o
Conselho
de
Gestão da Previdência
Complementar
estabelecer.
Tais recursos das reservas
técnicas
são destinados à cobertura de benefícios
concedidos
em
a
conceder,
assim
como
todo
e
qualquer
outro
recurso,
sejam de
outras reservas,
fundos
ou
provisões,
devem
ser
aplicados pelos administradores
conforme
as
diretrizes
da
resolução
BACEN
n9
2.324/96. Tal resolução
tem
como
principal objetivo
preservar
a
segurança
e
a
rentabilidade,
bem como
a
transferência
dos investimentos administrados pelo
fundo
de pensão.
1.3.7.1-
Como
calcula-se os
Recursos Garantidores
Segundo
a
lei
ng
6.435/77,
artigo 45,
o
fundo de pensão deverá
manter
70%
dos recursos
no mínimo,
para
assim
garantir
os benefícios
a
concede-la
sob
forma
de
renda.
Desta
forma temos
o
cálculo abaixo:
(
+
)
Ativo
Previdenciário Total
(
-
)
Programa
Previdenciário
do
Passivo
(
-
)
Benefícios
Concedidos
(
+
)
Reservas
a
Amortizar de
Beneficios
(
=
)
Total
de Recursos
Disponíveis
Concedidos
Obs.:
O
total
de recursos disponíveis
tem
que
ser
igual
ou
superior
a
70%
do
saldo de Benefícios a
Conceder,
líquida
da
Reserva
a
Amortizar
de Benefícios a
Conceder.
1.3.7.2-
Enquadramento
dos Investimentos
Administrados
pelos
Fundos
de
Pensão
Conforme
a
Resolução
BACEN
n°
2.324/96
o
enquadramento
dos
investimentos
é
o
seguinte:
Tipo de
Investimento
Limites
Máximos
%
Reservas
Técnicas
Titulos
Públicos
Tesouro Nacional
100%
Títulos
de
Renda
Fixa
80%
Títulos
Governos
Estaduais
50%
Curto Prazo (<90
dias)
15%
Títulos
de
Renda
Variável
50%
Fundos
de Investimento Imobiliário
10%
Imóveis:
19%
Locados
à
Patrocinadora
10%
Empréstimos
a Participantes
3%
Financiamentos
Imobiliários
7%
1.3.7.3-
Como
Calcular
as
Reservas
Técnicas
.