UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE SANTA CATARINA
CURSO
DE
CIÊNCIAS
ECONÔMICAS
'.
\
_
COMPETITIVIDADE DAS
ADMINISTRADORAÂST'
'
DE
CONDOMÍNIO DE
FLORIANÓPOLIS
De ~Monografia
submetida ao Departamento de CiênciasEconômicas
para Obtenção de cargahorária
na
disciplinaCNM
5420
-
Monografia
VPor
Marcelo
Kehnvald
Orientador: Prof.
Edvaldo
Santana, Dr.Área
de Pesquisa:Economia
deEmpresas
Palavras-Chave: Administração
Condominial
E
Concorrência
Padrão de Concorrência
CURSO
DE
GRADUAÇÃO
EM
CIÊNCIAS
ECONÔMICAS
A
Banca Examinadora resolveu atribuir a nota ao aluno Marcelo Kehrwaldna disciplina
CNM
5420-
Monografia, pela apresentação deste trabalho.Banca Examinadora:
Prof. Orientador Edvaldo A. de Santana, Dr.
E Presidente
lâíšfifiräé
Membro
~,Cú
,PfÍ_É‹.L)'\/izéialvffbm/1/l
SUMÁRIO
... ..LISTA
DE TABELAS
... ..RESUMO
... ..CAPÍTULO
1 _O PROBLEMA
... _. 1.1 Introdução ... .. 1.2 Problemática ... .. 1.3 Objetivos ... .. 1.3.1 Objetivo Geral ... .. 1.3.2 Objetivos Específicos ... .. 1.4 Metodologia ... ..CAPÍTULO
2 _REFERENCIAL TEÓRICO
... ..2.1
O
Modelo
de Porter para análiseda
concorrência ... ..2.1.1
O
poder de negociação dos fomecedores ... ._2.1.2
Ameaça
de produtosou
serviços substitutos ... ..2.1.3 Poder de negociação dos compradores ... ..
2.1.4
A
ameaça
denovos
entrantes ... ._2.1.5 Rivalidade entre as empresas existentes ... ..
2.2 Estratégias competitivas genéricas ... ..
2.3 Padrão de concorrência
-
visão deGuimarães
(1987) ... ... ._4
CAPÍTULO
3 -CARACTERÍSTICAS
DO
SETOR
DE ADMINISTRAÇÃO DE
CONDOMÍNIOS
... .. 193.1 Aspectos Histórico do
Condomínio
... 193.2
Como
Nasce
um
Condomínio
... .Ç .... ..20
3.3 Administração do
Condomínio
... ..22
3.3.1
O
síndico e Sub-Síndico ... _.22
3.3.2Conselho
Consultivo ... ..233.3.3 Conselho Fiscal ... ..23
. 3.3.4 Perfil de
uma
Administradorade Condomínios
... ..I ... ..24
V 3.4 Características Básicas
do
Setor de AdministraçãoCondominial
em
Florianópolis ... ._25
CAPÍTULO
4 - 4.COMPETITIVIDADE
DAS EMPRESAS DE ADMINISTRAÇÃO
DE CONDOMÍNIOS
EM
FLORIANÓPOLIS
... ..29
4.1 Análise a paitir
do
Modelo
de Porter ... ..29
4.1.1
O
poder de negociação dos fornecedores ... ..29
4.1.2
Ameaça
dos produtosou
serviços substitutos ... ... ..30
4.1.3
O
poder de negociação dos clientes ... ._ 31 4.1.4A
ameaça
denovos
entrantes ... .. 334.1.5 Rivalidade entre empresas existentes ... ..
34
4.2 Padrão de Concorrência do Setor ... ... .. 35
CAPÍTULO
5 -CONSIDERAÇÕES
FINAIS
... ..36
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
... .. 38ANEXO
... .'. ... ..39
Anexo
1 - Questionário aplicado nas Administradoras deCondomínios
... .... .. 39Anexo
2 - Características Básicasdo
Setor de AdministraçãoCondominial na
Cidade
deSão
Paulo. ... .. ... .. 43TABELA
1-
Empresas
Prestadoras de Serviços eCondomínios
com Algum
Tipo de
Serviço Terceirizado ... .; ... ..
26
TABELA
2-
Condomínios
com
esem
Serviços Terceirizados ... ..26
TABELA
3-
Forma
de Administração deCondomínio
por Serviços deEmpresas
especializadas ... ., ... ..
28
RESUMO
O
presente trabalhotem
como
objetivo analisarum
setorque
até poucotempo
atrás era desconhecido por muitos,
mas
cobiçado porum
grupo de empresasque
identifi-cou
noscondomínios
residenciais e comerciaisum
nicho demercado
até então não explo-rado, a administração de condomínios. 4
O
estudo foi centradona
discussãoda
competitividade das empresas especial-zadas
em
administração condominialem
Florianópolis, considerandocomo
referencialteórico o
modelo
de Porter (1991), para análise das forças competitivas.O
trabalho levouem
contatambém
uma
pesquisa decampo
e as características básicasdo
setor, a qual foideterminante para identificar o
padrãode
concorrência e as estratégias usadas pelasempre-
SaS. `
'
Posteriormente observou-se
que
existem pressão das forças competitivasde
ameaça
de serviços substitutos, do poder de negociação dos clientes, aameaça
denovos
entrantes e a rivalidade entre as empresas existente.
CAPÍTULO
1 -o PROBLEMA
1.1
Introdução
Este trabalho
tem
por objetivo analisar omercado
das Administradorasde
Condomínios
em
Florianópolis, considerando-se o_Modelo
de Porter (1991), o qualtem
como
base o princípio das cinco forças competitivas.Além
disso, fez parte, deforma
se-cundária,
do
referencial teórico contidoem
Guimarães
(1987) e Ferraz,Kupfer
eHague-
nauer (1997), especialmente
no que
se refere ao conceito de padrão de concorrência.A
atividade de administração decondomínios
em
Florianópolis teve seu iníciono
ano de 1973com
um
escritório de contabilidadeque
notouuma
pequena
procura porparte dos síndicos
em
relação à contabilidade de seus condomínios. Foi assimque
em
1984
surgiu
uma
empresa
especializadasomente
em
escrituração contábil para condomínios.Deste então veio crescendo o
número
de novas empresasno
ramo.Empresas
de administração de condomínios, atépouco
tempo
atrás,eram
con-fundidas
com
os escritório de contabilidade, pois os serviçosque
ofereciam se assemelh-vam
bastante. Hoje, omercado
de administração decondomínios
está cada vezmais
com-
petitivo.
Os
clientes estãomais
exigentescom
relação a seus interesses, oque
fez surgirnovas empresas,
ocupando
os espaços deixados pelasmenos
eficientes.Existem
hojeem
Florianópolis diversos condomínios, cadaum
com
seu perfildiferenciado, cabendo, portanto, para
que
possa atender' às diferentes necessidades de cadacondomínio, às “empresas de administração de
condomínios
serem capacitadas, terem pes-soal qualificado, investirem
em
tecnologia e estaremsempre
atualizadaem
relação a le-gislação.
No
desenvolvimento deste trabalho procurou-se apresentar as diferenças de es-tratégias competitivas adotados pelas empresas especializadas
em
administraçãode
con-domínios, buscando-se configurar o setor e apresentando o padrão de concorrência exis-
tente.
3
1.2
Problem
áticaHavendo
uma
grande procura pormoradia
em
condomínios, que possibilitemmais
segurança,em
geral taldemanda
esbarrana
questãopolêmica
de organizar as relaçõesentre os condôminos. Para
uma
perfeita organização, ocondomínio
deverá serbem
adni- nistrado, seja pelo síndico eleito, seja poruma
empresa
especializadana
prestaçãode
talserviço.
. Para os
condomínios
satisfazerem estas necessidades, e por consequência se-rem
bem
sucedidos, será necessárioserem
bem
administrados. Entra aqui o papel das ad- ministradoras de condomínios,que
é o alvo principal deste trabalho. Tais empresas, hojeem
dia, passaram a serum
fator-chave para o desenvolvimento dos condomínios.O
crescentenúmero
de novas empresasno
ramo
de administraçãode condomí-
nios acirra a concorrência, tendoem
vistaque
muitos síndicosnão
são acostumados a obte-rem
informações sobre aempresa
que lhe prestarão serviço, assim possibilitando a entradade empresas
não
qualificadas para este serviço.Das
398 empresas de contabilidade existentesem
Florianópolis (cadastradosno
Conselho Regional
de
Contabilidade-
CRC),
182 prestamalgum
tipo de serviço a condo-mínios. Dentre estas, oito empresas são
devidamente
especializadas, prestando especifica-mente
serviços acondomínios
e sãodenominadas
Administradoras deCondomínios, que
dividem
omercado
de 1.297 condomínios, residenciais e comerciais, deum
totalde
2.185condomínios,
conforme
levantamento do Sindicato dasEmpresas
deCompra, Venda, Lo-
cação e Administração de Imóveis de Santa Catarina
(SECOVI/SC).
Diante deste cenário, as indagações
que
se fez são as seguintes:0
O
setor de administração de condomínios atuacom
que
padrão de concorrência?0
Como
as cinco forças competitivasdo
Modelo
de Porteratuam no
setor de administra- ção decondomínios
em
Florianópolis ?'
0 Quais as estratégias competitivas que
mais
assegurariamuma
posição de destaque frenteàs pressões
que
as forças competitivasexercem no
setor de administração decondomí-
1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo
Geral
Identificar o padrão de concorrência existente
no
setor de administraçãode
condomínios
em
Florianópolis 'e o que determina o conjunto de forças competitivas, apli-cando o
Modelo
de Porter (1991).1.3.2 Objetivos Específicos
0 Identificar as formas de administração
mais
adotadaspeloscondomínios
existentesem
Florianópolis;
0 Identificar e analisar as estratégias adotadas pelas administradoras. de
condomínios
frente à concorrência.
A
V
1.4
Metodologia
O
trabalho elaborado tevecomo
método
básico de pesquisa o estudo multicaso,que
consistiuna
verificação, através da aplicação deum
questionário entre as empresas,do
padrão de concorrência
do
setor. Assim, para identificar e analisar a evolução' do setor* ede
que
forma
as cinco forças competitivasatuam no
setor de administraçãode
condomínios.O
questionário foi aplicadoem
uma
amostra de seis empresasdo
ramo.Ainda
para alcançar os objetivos propostosforam
utilizadas informações sobreo setor, as quais
foram
retiradas de fontes secundárias,como
artigos específicos do setor, sitesda
internet, boletins dehome-pages
de associações relacionadas a administração con-dominial, livros, jornais e revistas
também
do
setor. 'Foram
também
levantado dados cadastrais das empresasdo
setor junto aoCon-
selho Regional de Contabilidade
(CRC)
e quantificado onúmero
deCondomínios
de Flori- anópolis, através de dados obtidos junto ao Sindicato dasEmpresas
deCompra, Venda,
Locação
e Administração de Imóveis de Santa Catarina(SECOVI/
SC).F
5
Com
base nos resultados obtidosna
identificação das principais forçascompe-
titivas presentes
no
setor determinou-sealgumas
estratégias utilizadasno
setor.Vale
repe-2.1
O
Modelo
de
Porterpara
análiseda
concorrênciaSegundo
Porter (1991), a intensidadeda
concorrênciaem uma
indústrianão
depende
exclusivamente dos atuais concorrentes. Pelo contrário, a concorrênciaem
uma
indústria
depende
de sua estruturaeconômica
básica,que
envolveuma
série de fatoresalém
dos -atuais concorrentes.Dessa
forma, Porter apresentaum
modelo que
define o graude concorrência
em
uma
indústriacomo
resultado da integração de cinco forças competiti-vas.
São
elas:0 poder de negociação dos fomecedores
0
ameaça
dos produtosou
serviços substitutos0 poder
de
negociação dos compradores/clientes0
ameaça
denovos
entrantes e0 rivalidade entre as empresas existentes.
Ainda
conforme
Porter (1991), a pressão conjunta destas forçasdeterminam
arentabilidade
da
indústria, e, dessa forma, as forçasmais
acentuadas tornam-se cruciaispara a
implementação
de estratégias competitivas. Neste sentido, Porter (1991, p.22-23),afirma que;
"A
meta
da
estratégia competitivapara
uma
unidade empresarialem
uma
indústria, é encontraruma
posição dentro delaem
quea
companhia possa melhor
se defender contra estas forças competiti-vas
ou
inƒluenciá-lasem
seu favor.Dado
queo
conjunto das forçaspode
estarexageradamente
aparentepara
todos os concorrentes,a
chave
para
o desenvolvimento deuma
estratégia é pesquisarem
7
A
intensidade da pressão de cadauma
dessas forças é funçãoda
estruturada
indústria,ou
seja, das característicaseconômicas
e técnicas intrínsecas amesma.
Portanto,a importância dos elementos
que definem
a estrutura de urna indústria, assimcomo
a inten-sidade
que
cada força exerce, varia de indústria para indústria, e estas variação é determi-nada
pelo conjunto das forças competitivas, as quais são caracterizadas abaixo.2.1.1
O
poder de
negociação dos fornecedoresOs
fomecedoresem uma
indústria representamuma
ameaça
ao terem poderde
elevar os seus preços,
ou
reduzir a qualidade dos bens e serviços fornecidos.Caso
os for-necedores sejam concentrados, o
que
os torna poderosos,podem
comprometer
a rentabili-dade
da
indústriaquando
esta não consegue repassar osamnentos
de custos à seus preços.No
entender de Porter (1991), existemalgumas
circunstânciasque
caracterizamum
fornecedor poderoso:(1)
quando
os fornecedores sãomais
concentrados doque
a indústria para a qualvendem;
(2)
quando
os fornecedores não necessitam lutar contra produtos substitutosna venda
para indústria, devido à ausência dosmesmos;
'
-
(3) se a indústria
não
éum
cliente importante para o grupo fornecedor. Neste caso, asvendas
que
os fornecedoresfazem
para a indústrianão
são significativas comparati-vamente
ao total de suas vendas;'
(4) se o produto dos fomecedores é
um
insumo
importante para o negóciodo
comprador,principalmente se estes não forem armazenáveis;
(5)
quando
os produtos do grupo de fornecedores são diferenciados,ou
o grupo desenvol-veu
custos demudança
(processos especiais,novos
equipamentos, assistência técnica eoutros); '
(6) se o grupo de fomecedores representa
uma
ameaça
de integração para frente.Porter ( 1991), avalia
que
também
devem
ser consideradoscomo
fornecedoresos recursos
humanos
(porexemplo
mão-de-obra qualificada),uma
vez quequando
a forçade trabalho é
bem
organizada,ou quando
aconteceuma
reduçãona
oferta de mão-de-obra,2.1.2
Ameaça
de produtos ou
serviços substitutosOs
produtosou
serviços substitutos, representamuma
grandeameaça
àsem-
presas,no que
diz respeito a rentabilidade, poisem
geral tais empresas estãocompetindo
numa
indústriaque
por sua vez está competindocom
indústriasque
fabricam produtossubstitutos.
Na
realidade,quando
a indústria possui produtos substitutos, estespodem
re-duzir os retornos potenciais,
na
medida
em
que forçam
os preços aum
tetomenor
doque
as empresas
podem
fixar.Assim,
aquelaempresa que
apresentar maiores vantagensem
termos de preço e
desempenho,
exercerámaior
será a pressão sobre os lucros da indústria.2.1.3
Poder
de
negociação doscompradores
1
Para Porter (1991, p. 40-41), "os compradores
competem
com
a indústria for-çando os preços para baixo,
barganhando
pormelhor
qualidadeou mais
serviços ejogando
os concorrentes uns contra os outros - tudo à custa
da
rentabilidadeda
indústria".Dependendo
da
sua situaçãono
mercado, os grupos de compradorespodem
exercer pressão
em
relação à redução dos preçosbem
como
em
função da importância re- lativa de suascompras
em
comparação
com
seus negócios totais e exigências pormaior
qualidade dos produtos
ou
serviços.O
poder de barganha dos compradores é grande quan-do
as seguintes situaçõesforem
verdadeiras:(1) os compradores estão concentrados
ou
adquirem grandesvolumes
em
relação às ven-'das
do
fomecedor; ~(2) os produtos
que
elecompra
não são diferenciados, pois existem muitos fornecedoresaltemativos, forçando os preços para baixo; .
(3) compradores
que
são urnaameaça
concreta de integração para trás;(4). os produtos
que
os compradoresadquirem da
indústria representamuma
fração signi-ficativa de seus próprios custos
ou
compras;(5) o lucro dos compradores é baixo.
O
que
toma
os compradoresmais
sensíveis a preços;(6) a importância
do
produto da indústria para a qualidade dos produtosou
serviçosdo
9
9
(7) o
comprador tem
total informação.Ou
seja,comprador
conhece os preços reaisde
mercado, as condições
da
demanda,
os custos dos fornecedores,aumentando
o seu po-der
em
relação a informações deficientes.Assim,
ocomprador
estáem
condiçõesme-
lhor para assegurar o recebimento dos preços
mais
favoráveis oferecidos a outros epode
contestar as queixas dos fomecedores deque
sua viabilidade está ameaçada.(Porter, 1991). '
2.1.4
A
ameaça
de novos
entrantesExiste
sempre
a possibilidade de novas entradas de empresasna
indústria,que
trazem consigo novas idéias, desejo de ganhar parcela
no mercado
e recursos para investi-mento.
A
entrada deum
novo
participantepode
levar auma
queda
nos preços,ou
os custospodem
ser inflacionados, consequentemente reduzindo a rentabilidadeda
indústria.As
aquisições deuma
empresa
já existentenuma
indústria por empresasde
ou-tras indústrias, caracterizando
em
processo de diversificaçãodevem
ser consideradascomo
entrantes, pois geralmente
quem
está adquirindo traznovos
recursos para provocarmudan-
ças
na
tentativa de novas posiçõesno
mercado. (Porter,l99 l).Na
visão de Porter (1991), as principais formas de impedir a chegadado
novo
entrante são as barreiras de entrada, as quaispodem
ser praticadas através de:(1)
economias
de escala:permitem
um
declínio nos custos unitários deum
produto (ouoperação
ou
função que entrana
produção deum
produto), àmedida
que
ovolume
ab-soluto por período aumenta; p
(2) diferenciação do produto: significa
que
as empresastêm
suamarca
identificada e des-envolvem
um
sentimento de lealdadeem
seus clientes, forçando os entrantes a efetua-rem
despesas passadas para superar o vínculo das empresas e seus clientes;(3) necessidades de capital: significa o
desembolso
inicialmuito
grande das entrantes, pois, poderánão
ser atrativo anão
recuperação deste capital ao longo do período, sen-do
uma
barreira importante,que
representa o uso arriscado do capital;(4) custos de
mudança:
estes custos representam a aquisição de novos equipamentos,custos de treinamento dos empregados, entre outros; .
(5) acesso aos canais de distribuição: para garantir a distribuição do seu produto,
uma
em-
(6)
(7)
estão sendo atendidos pelas empresas estabelecidas, isto
pode
dificultar a entradade
um
novo
participantena
indústria, pois haverá a necessidade de convencer os canais aaceitarem seus produtos; P
desvantagens de custos independentes de escala:
que
são fatoresque
em
princípio,-proporcionam
vantagens plenas para as empresas estabelecidas,que não
serão possívelde
serem
alcançadas pelas entrantes, qualquerque
seja o seutamanho
e a sua escala; epolíticas governamentais:
que
estão associadas às limitações feita pelo governono que
diz respeito a licenças de funcionamento e limites ao acesso a matéria-prima. a
2.1.5 Rivalidade entre as
empresas
existentesSegundo
Porter (1991), as empresas são rivaisem uma
indústria porque dispu-tam
posiçõesno
mercado. Esta disputa caracteriza-se pelo uso de táticascomo:
concorrên-cias de preços, batalha de publicidade, introdução de produtos e
aumento
dos serviçosou
das garantias dos clientes.
A
rivalidadeem
uma
indústriapode
trazer bonsou
maus
resultados, dependen-do do tipo de tática
que
será usada pelas empresas.A
rivalidadena
indústria é tão forte aponto de gerar
um
padrão de ação e reação, permitindoque
as empresas seaprimorem no
sentido de se colocar
num
patamar melhor.Segundo
Porter (1991), a rivalidade é conse-qüência dos seguintes fatores estruturais:
(1)
(2)
(3)
concorrentes
numerosos ou
bem
equilibrados:quando
as empresas são numerosas, aprobabilidade de divergência é grande, e as empresas
podem
chegar a acreditarque
podem
fazermovimentos
sem
serem
notada. Por outro lado,quando
a indústria é do-minada
por poucas empresas, são poucos os enganos quanto à força, e as empresas lí-deres
podem
impor
disciplina,ou desempenhar
papel de coordenador desde que este-jam
relativamente equilbradasem
termos detamanho ou
recursos;A '
crescimento lento da indústria: transforma a indústria
em
um
jogo de parcelas demer-
cado para as empresas
que procuram
expansão; _custos fixos altos de
armazenamento:
custos fixos altos criam fortes pressõesno
sentidode
que
todas as empresas satisfaçam a capacidade,que
conduzem
a redução de pre- Ç05;ll
(4) ausência de diferenciação
ou
custos demudança:
situaçãoem
que
os compradores seV
baseiam
em
grande parte
no
preço, tendoem
vista de se tratar de produtosde
primeiranecessidade, gerando
uma
pressão entre os concorrentesem
relação aos preços;(5) capacidade
aumentada
em
grandes incrementos: acréscimos elevadosna
capacidadede
produção
podem
gerarum
desequilíbrio crônico entre a oferta e a procurana
indústria'
é o caso das
economias
de escala;(6) concorrentes divergentes:
quando
as estratégias e os objetivos entre as empresas sãomuito diferentes
no que
diz respeito a competição;H
(7) grandes interesses estratégicos: ocorre
quando
determinadas empresasprocuram
o su-cesso
no mercado
atravésdo
sacrifícioda
lucratividade, trabalhandocom
preços abai-xo da
média,aumentando
com
isso a rivalidade eprovocando maior
instabilidadena
indústria;
H
(8) barreiras de saída elevadas: são fatores econômicos, estratégicos e emocionais
que
mantêm
ascompanhias competindo
em
atividadesmesmo
que
estejam obtendo retor-nos baixos,
ou
até negativos, sobre seus investimentos.2.2 Estratégias competitivas genéricas
Segundo
Porter (1991), a estratégia competitivavem
a ser o'modo
pelo qualuma
empresa
irá conseguirum
posicionamento favorávelna
indústria eno mercado
em
que atua, através do desenvolvimento de estratégias
que
visem
neutralizar os efeitos dosconcorrentes.
Além
demanter
uma
posição favorável dentro da indústria, aempresa
utiil-zar-se-á
da
estratégia competitivacomo
uma
forma
de conseguiruma
rentabilidadeno
lon-go
prazo. “Porém,
o posicionamento favorávelna
indústria e a atratividade das indústriaspodem
ser modificados atravésdo
tempo. São estas .característicasque tornam
a escolha deuma
estratégia por parteda empresa
como
algo a ser enfrentadoem
todos osmomentos,
modificando-se
quando
necessário a postura estratégica. (Porter, 1991).Na
prática a estratégia competitiva surgecom
o objetivo básico de possibilitarao empresário
uma
visão decomo
se estruturar e sobreviverem
um
mercado
concorrencial,Na
tentativa de neutralizarou minimizar
o efeito das cinco forças competitivasPorter (1991) sugere três abordagens genéricas:
Liderança
no
custo total: oempreendedor
buscará alcançar liderançano
custo totaldentro da indústria, utilizando-se de políticas funcionais orientadas para esse objetivo
O
que
se procura é a obtenção de baixos custosem
relação à concorrência,ou
seja,que
a
empresa
seja líderem
termos de custos, fazendocom
que
as barreiras de entrada au-mentem
pois omenor
custo dificulta a entrada de novas empresas.Com
custos baixos,a
empresa
fica
em
situação confortávelem
relação aos produtos substitutos pelo fatode
poder baixar os preços. Assim, as altas
margens
proporcionadas pelo baixo custo po-dem
ser reinvestidasem
novos
equipamentos,mantendo
a liderançano
custo.Diferenciação: a
empresa
procurará oferecer produtosou
serviços diferente dosdemais
ofertados pelos concorrentes de seu segmento,
tomando-se
únicana
indústria atuante.Desse
modo
provocando lealdade dos consumidores emenor
sensibilidade ao preço, colocando, portanto, barreiras à entrada. Para tanto, buscaráuma
diferenciaçãoem
ter-mos
de marcas, produtos, qualidade, tecnologia etc.A
diferenciação ocorre, principal-mente,
na
estratégia de marketing,como,
por exemplo,uma
empresa
pode
diferenciar-se ao oferecer
um
serviço completo de assistência pós-venda.Enfoque:
como
onome
já diz, esta estratégia está associada ao sentido de enfo-car/atender
um
determinadosegmento
dentroda
indústria, sendoque
este enfoquepode
atender ao seu alvo estratégico
mais
eficientementedo que
os seus concorrentes, satis-fazendo
melhor
suas necessidades.É
importante salientarque
a estratégiade
enfoquesó terá êxito se visar atender a
um
alvo determinado,que
éum
segmento que
não estátendo atendimento dentro da indústria.
2 3
Padrão
de
concorrência-
visãode
Guimarães
(1987)Conforme
Guimarães
(1987), a firma é definidacomo
umlocus deacumulação
de capital.
Na
medida
em
que a firma édefinida
como
umlocus deacumulação de
capital,13
lucros são necessários para o crescimento da
ñrma
eque
o crescimento é necessário para amanutenção
e oaumento
dos lucros.A
entrada de firmasnuma
indústria está relacionada à estrutura de mercado, earelação entre o potencial
de
crescimento e o crescimento domercado na
indústria. Conside-rando haver
ou
não competições por preço,Guimarães
(1987), classifica as indústriascomo
competitivasou
oligopolistas, discriminando suas característicasda
seguinte forma:>
Indústria competitivas:0
não
existe barreiras à entrada de pequenos produtores;0 os produtores
com
custosmais
elevados são firmas pequenas e apresentamuma
taxade lucro nula
ou
apenas ligeiramente superior a zero;0 as firmas marginais
respondem
poruma
parcelanão-nigligenciávelda
produção totalda
indústria.V
Com
as características expostas porGuimarães
(1987, p34),define
que:“Em
tais indústrias, variações depreço asseguram o
equilíbrio entrea
demanda
e capacidade produtivano
contexto de flutuaçõescíclicas, tanto
ao
induzir variaçõesna
qualidadedemandada
quanto
ao
expulsardo mercado
as firmasmenos
eficientesou
atrair novos produtores.
Da
mesma
forma, variações depreço
as--seguram o
equilíbrio de longoprazo
entre expansãoda
capacidadeprodutiva e
o
crescimentoda
indústria, oaumento
resultantede
preço
acarretaráa
entrada de novas firmas eaumentará
os lucrose
o
potencial de crescimento dos produtores. " G>
Indústrias oligopolistas:s
0 existência de significativas barreiras à entrada;
0 existência de significativos diferenciais de custos, refletindo
economias
de escalas; e0 fato de
que
os produtorescom
custosmais
elevadostêm
taxas de lucro significativa-mente
maioresque
zero e apresentam certa resistência financeira.Na
indústria oligopolista nãohá
lugar para competição por preço.Segundo
Guimarães
(1987, p.35),“Na
medida
em
que todos os competidores são capazes de respon-der
a movimentos
declinantes de preço, eliminandoa
possibilidadede expulsar firmas
do mercado
e de alcançar reduçõesda
capaci-dade
instaladada
indústria, restringe-sea
eficáciada
competiçãopor
preço,já
que seu impacto sobre as vendas decada firma
re- fleteapenas o aumento
justificado pela elasticidade-preçoda
de-manda
da
indústriacomo
um
todo. ”No
intuito de estabelecer o suprimento domercado
eda
indústria, é propostodistinguir as duas formas de modificação
da
linha de produtos deuma
firma, a fimde
in-corporar outros padrões de competição,
que
se dá pela diferenciação de produto e diversifi-cação.
A
diferenciação,conforme Guimarães
(I987, p.36):i
“... corresponde
à
introduçãoem
sua linha de produtos deuma
nova
mercadoria que éuma
substitutapróxima
dealguma
outrapreviamente produzida pela
firma
e que, portanto, será vendidaem
um
dosmercados por
ela supridos.O
conceito denova
mercadoriadeve ser precisado.
Em
primeiro lugar, cabe observar que qual-quer
mudança
nas características deum
produto, taiscomo
uma
modificação
em
sua especificaçãoou
uma
melhoria de qualidade,da
origema
um
produtonovo
(nesse sentido,um
produto diferenteé
um
produto
novo).Além
disso,uma
mercadorianova
na
linha deprodutos de
uma
firma não
e' necessariamenteum
produtonovo
no
mercado,
uma
vez quepode
já
ser produzido,por
algum
de seuscompetidores. ”
A
outraforma
de modificar a linha de produtos deuma
firma, a diversificação,é definida,
conforme Guimarães
(1987),como
sendo a inclusão deuma
nova
mercadoriapela
firma
que será vendidaem
outromercado
de outra indústriano
qual ainda não partici-pa
Quando
a competiçãopode
se dá por preçoou
por diferenciação, então a in-dústria está classificada
em:
0 indústria competitiva:
onde
existe competição por preçomas
não
por diferenciaçãode
produto;
0 indústria competitiva diferenciada:
na
qualambos
osmecanismos
de competiçãoestão presentes; l
_
0 indústria oligopolista diferenciada,
ou
0 oligopólio diferenciado,onde
existecom-
15
0 indústria oligopolista
pura ou
oligopóliohomogêneo,
onde não
ocorrenem
competi-ção por preço
nem
por diferenciação de produto.Nas
indústrias focadasna
diferenciação de produtos, a entrada de novas finnasencontrará muitas barreiras, pois tem-se o fato das grandes empresas atuantes deterem
de
tecnologia e
também
valer-se de sua marca, resultandoem
um
certo grau de lealdade dosconsumidores,
que
em
alguns casosdeterminam
ademanda,
dificultando a entradaou
aascensão das novas firmas. Por outro lado se houver o
volume
significativo de esforçode
vendas pelas novas empresas,
há
possibilidade de transpor esta barreia atraindoum
número
pequeno
de consumidores.Nas
indústrias quecompetem
por preço,dependem
da
elasticidade cruzadada
demanda
pelos diversos produtos colocadosno
mercado, originandoum
quadro bastantecomplexo no
momento
de redução dos seus preços.No
oligopólio diferenciado, a existênciade
barreiras à entrada e o elevado ní-vel de concentração
da
indústria, supõeque
asfirmas
marginais apresentem taxa de lucrorelativamente elevadas e certa resistência financeira.
Não
cabendo
neste caso a competição por preço,mas
aderindo a diferenciação e ao esforçode
vendas para assimaumentar
suasparticipações. r `
i
Nas
indústriasem
que
a característica é o oligopóliohomogêneo, há
a existên- cia de significativaseconomias
de escala de produção e distribuição, focando a qualidadede produto,
buscando
vantagens absolutas de custoscomo
estratégias de crescimento.2.4
Padrão
de
concorrência-
visãode
Ferraz,Kupfer
eHaguenauer
(1997)A
competitividade é tratadaem
muitos estudoscomo
a agregação das caracte-rísticas de resultados de
desempenho
das empresasou
produtos. Percebe-se a convivênciade duas famílias de conceitos de competitividade.
Na
primeira,conforme
Ferraz (1997,p. 1), “a competitividadeé vista
como
um
desempenho
- a competitividade revelada”. Nestafamília, é a
demanda
no
mercado, quedefine
a posição competitiva das empresas, apro-vando ou não
as ações produtivas, comerciais. e de marketingque
as empresastenham
rea- lizado. Portanto,conforme
Ferraz,Kupfer
eHaguenauer
(1997, p.2), “ a competitividade éuma
variável ex-post que sintetizaos fatores preço enão
preço-
estes últimosincluem
mer-cado e a capacidade
de
diferenciação de produtos, fatores esses parcialou
totalmente sub-jetivos.” '
Na
segunda família,conforme
Ferraz,Kupfer
eHaguenauer
(1997, p.2), “acompetitividade é vista
como
eficiência-
a competitividade potencial”. Nesta família é acapacidade
da empresa
converterinsumos
em
produtoscom
omáximo
de rendimentos.Portanto,
conforme
Ferraz,Kupfer
eHaguenauer
(1997, p.2), “a competitividade éum
fenômeno
ex-ante, isto é, reflete o grau de capacidade detido pelas firmas, que se traduznas técnicas por elas praticadas.” -
Para resolver tais limitações relativas às duas famílias
de
conceitos, Ferraz,Kupfer
eHaguenauer
(1997 , p.3) define a competitividadecomo
“a capacidadeda
empresa
formular e
implementar
estratégias concorrenciais,que
lhepermitam
ampliarou
conservar,de
fonna
duradoura,uma
posição sustentávelno
mercado.”Sendo
assim, odesempenho
no
mercado
e a eficiência produtiva decorremda
capacitação
acumulada
pelas empresas que, por sua vez,refletem
as estratégias competiti- vas adotadasem
função de suas percepção quanto ao processo concorrencial e aomeio
ambiente
econômico onde
estão inserida.O
padrão de concorrência, neste caso correspon-derá ao conjunto de fatores críticos de sucesso
em
um
mercado
específico, sendo portanto,um
fator determinante das estratégias competitivas.u
O
desempenho
competitivo das empresas, está relacionado aoacúmulo de
ca-pacitação
em
cadauma
das atividades desenvolvidas.Confonne
Ferraz,Kupfer
eHague-
nauer (1997), a capacitação é o estoque de recursos de todos os tipos (materiais,
humanos,
inforrnacionais,
imagem,
entre outros), detidos pelaempresa
eque
estáem
constantemodi-
ficação,
tomando-se
um
processo permanente, visando a determinação das estratégias (gastosem
aumento
da eficiência produtiva, qualidade, inovação, marketing etc.), adequa-das e voltadas para capacita-las a
concorrem
em
preço, esforço de vendasou
diferenciaçãode produto
conforme
o padrão de concorrência vigenteno
seu mercado.Assim,
o padrão de concorrência é influenciado pelas características estruturaise comportamentais
do
ambiente competitivoda
empresa.A
competitividade é, portanto, função da adequação das estratégias dasempre-
sas individuais ao padrão de concorrência vigente
no
mercado
específico.E
os padrõesde
concorrência apresentam duas características
que
são decisivas para a avaliação dacompe-
titividade,
confonne
Ferraz,Kupfer
eHaguenauer
(1997):17
padrões
de
concorrência fazcom
que
cada tipo devantagem
apresente importância va-riável e diferentes graus de oportunidade
em
cada mercado.0 mutáveis
no
tempo: ajustam-se às transformaçõesque
ocorrem nas tecnologias ena
organização industrial e,
também, no
ambienteeconômico
deforma
geralOs
determinantesda
competitividade, enfatizados por Ferraz,Kupfer
eHague-
nauer (1997, p.lO), é
como
“um
conjunto de fatores que,além
deserem
em
grande núne-ro, transcendem o nível
da
firma, sendotambém
relacionado à estruturada
indústria edo
mercado
e ainda ao sistema produtivocomo
um
todo.”Para tanto, Ferraz,
Kupfer
eHaguenauer
(1997), definiu três grupos de fatores(externalidades), do ponto de vista analítico:
0 os fatores empresariais: são aqueles sobre os quais a
empresa
detém
poder de decisão epodem
ser controladosou
modificados através de condutas ativas assumidas, corres-pondendo
a variáveisno
processo decisório.0 os fatores estruturais: são aqueles sobre os quais a capacidade de intervenção
da
em-
presa é limitada pela
mediação do
processo de concorrência, estando por isso apenasparcialmente sob sua área de influência.
0 os fatores sistêmicos: são aqueles
que
constituem extemalidades paraempresa
produti- va, sob os quais aempresa
detém
escassaou
nenhuma
possibilidade de investir. -De
modo
geral, os fatores empresariais e sistêmicostêm
incidênciamais
hori-zontal, isto é, apresentam caráter
mais
'genéricoem
termos das formas e intensidadecom
que
influenciam a competitividade nos diversos setores industriais.Por outro lado, os fatores estruturais apresentam
um
caráter setor-específico,refletindo
mais
diretamente as peculiaridades dos padrões de concorrência presentesem
cada
ramo
produtivoou
em
grupos de setores similares.No
que
diz respeito à avaliação da competitividade, deve-se referir à indústria eao
mercado
de atuação das empresas, pois é nesse espaçoque há
disputa por parcelasde
mercado
através davenda
de produtos que,embora
possam
ser diferenciadosem
termos dediversos atributos (preço, qualidade, nível de sofisticação, prazo de entrega etc.), são tecni-
camente
similaresno que
respeita aosmétodos
de fabricação (Ferraz,Kupfer
eHague-
nauer, 1997).Avaliar a competitividade signiñca para Ferraz,
Kupfer
eHaguenauer
(1997,p.51), “identificar o padrão de concorrência
-
os fatores relevantes para o sucessocompe-
titivo, sejam empresariais, estruturais
ou
sistêmicos -, verificar a sua importância setorialno
presente e aque
sepode
esperarno
futuro-
essecomponente
preditivo é indispensável, particularmentena
análise dos setoresmais
dinâmicos-
e avaliar o potencial das firmasdo
país
com
relação a eles.” _Pode-se traduzir a avaliação
da
competitividadecomo
a necessidade de elabo-ração de critérios multidimensionais de afeição do
desempenho
competitivo das empresas,privilegiando aqueles efetivamente relevantes de 'acordo
com
os padrõesde
concorrênciavigentes
em
cadamercado
e suas expectativas de evolução (Ferraz,Kupfer
e Haguenauer,CAPÍTULO
3 -CARACTERÍSTICAS
DO
SETOR
DE
ADMINISTRAÇÃO
DE
CONDOMÍNIOS
3.1
Aspectos
Históricoao
Condominio
Condomínio
éuma
palavraformada
pela preposição“com”
edo
substantivo“domíni0”,
do
latimdomíníum
(direito de propriedade), assinalando a circunstânciade
serpropriedade pertencente a
mais
deuma
pessoa,ou
dedomínio de
vários,ou
sej a, “proprie-dade
comum”
(Lopes, 1998) ._
_
Segundo Lopes
(1998), a preocupaçãocom
o aproveitamento do solo, postoque
seja a tônica nas construçõesmodemas,
não
constitui fato recente.Em
Roma,
O sensoprático e utilitário de seu
povo
não era contrário à divisão jurídica eeconômica do
solopara
melhor
utilização.Ao
contrário doque
geralmente seafirma,
o direito de propriedade,em
Roma,
não era ilimitado. Entretanto, asirestriições ao direito de propriedade admitidaspelos
romanos
nãochegavam
ao ponto de aceitar a coexistência entre a propriedade exch-siva e a co-propriedade sobre as partes comuns.
O
proprietáriodo
solo tinhadomínio
sobrea edificação nela construída.
Desde
então,conforme Lopes
(1998), o DireitoRomano
é praticamente a fonteque
originou a constituiçãoda
estmturaem
que
a maioria dos povos reuniu as bases desuas instituições jurídicas.
Os
Legisladores lusitanos,em
sua Ordenação, absorveram prin- cípios fundamentais providosdo
DireitoRomano,
quenão concordavam
com
a divisibildade
da
propriedade horizontal, considerandocomo
usos e costumes medievais a aceitaçãoda possibilidade desse fracionamento.
As
ordenações já previam, naquela época, a divisãode
uma
casa entre dois senhorios, sendo que aum
pertencia O sótão e ao outro o sobrado.Desde
ostempos
do Brasil colônia, até apromulgação do
nossoCódigo
Civilem
1916, os princípios legais das Ordenaçõesregeram
as relações dopovo
brasileiro. .O
Brasil foium
dos primeiros paísesdo
mundo
a dinamizar a sistemática con-dominial, o
que
ocorreu atravésdo
Projeto de Lei n° 649, de 1927, originárioda
Câmara
Decreto n° 5.481, de 25 de
junho
de 1928,rompendo
oregime
decondomínio
absoluto,que não
admitia propriedade divididasem
planos horizontais, através de cotas ideais, po-dendo
ocondomínio
dispor de coisa fisicamente indivisível.H
A
partir daí, admitiu-se a propriedade plena de unidadesautônomas
em
formas de apartamentos,em
edifícios demais
de cinco andares, isolados entre si, contendo cadaum
mais de
três peças, e que se destinassem a escritórios e residências particulares, pre-vendo
sua alienaçãono
todoou
em
parte.Somente
em
16 dedezembro
de 1964 foipromulgada
a Lei n° 4.591que
,em
linhas gerais, disciplina
adequadamente
a propriedade horizontal e dispõe sobre aforma de
divisão
de
propriedade (terreno e edificações) proporcionalmente à fração ideal, conven-ção, regimento interno, despesas, administração, seguro, assembléias etc., pertinentes ao
condomínio.
Por apresentar-se obsoleta
em
muitos
pontos de seu conteúdo, a Lei doCon-
domínio, por força do próprio progresso
da
vida, atualmente écomplementada
por novaslegislações
de
outros setores,como
a Leido
Inquilinato, oCódigo
Civil, oCódigo
deDe-
fesa
do Consumidor,
aConvenção
eRegimento
Internos doscondomínios
e jurisprudênciajá firmadas. _
3.2
Como
Nasce
um
Condomínio
Considerando que para
um
condomínio
possa de fato honrarcom
suas obriga-ções legais, deverá passar por
um
processo que, segundo Schwartz (1991), a etapa inicialdo
processo consisteem
requerer, junto aos órgão competentes, alvarás para início da obra.Mediante
as autorizações concedidas éque
a incorporadoral efetuará o registroem
Cartó-rio de Registro de Imóveis,
obedecendo
ásnormas
descritasna
Lei n° 4.591 de 1964, (art.32) e
com
os seguintes documentos:0 título de propriedade
do
terreno;0 certidões negativas de impostos federais;
0 projeto de construção devidamente aprovado pelas autoridades competentes;
1
Incorporadora é empresa construtora da edificação que passa, então, a comercializar as unidades individu-
21
0
memorial
descritivo das especificaçõesda
obra projetada; 0 avaliação do custo;0 _
minuta da
futuraconvenção
decondomínio que
regerá a edificação (deverá obedecer aum
padrão estabelecido_por lei);A
partir desse registrono
cartório éque
a incorporadora poderá negociar asunidades
autônomas da
obra.Próximo
ao términoda
obra, a construtora responsável soli-citará
uma
vistoriado Corpo
deBombeiros
eda
Prefeitura,podendo
então dar entradano
“habite-se”
(documento que
autoriza a ocupação e o uso do edifício).'
Com
essedocumento
em
seu poder, a construtora responsável deverá, agoraem
caráter definitivo, registrarno
Cartório de.Imóveis a conclusãoda
obra,que
sedá
atra-vés
do
Instrumento de Instituição, Discriminação, Especificação eConvenção
deCondo-
mínio
~
Averbação.A
seguir deverá ser realizada a primeiraAssembléia
Geral Ordinária(ou Extraordinária, se for o caso),
na
qual deverá haver a entrega oficial da obra aos con-dôminos, oportunidade
em
que
também
é aprovada aConvenção
e oRegimento
Interno(em
funçãodo
quorum
que ésempre
significativoou
total). Nestamesma
ocasiãodevem
ser eleitos Vsíndicos, sub-síndicos e conselheiros, ser escolhida
uma
empresa
administradorae
também
ser aprovado o valor do primeiro rateiodo
condomínio.Com
ocondomínio
entregue aos condôminos, osnovos
administradores deve-rão seguir as seguintes normas, segundo Schwartz (1996):
0 providenciar a inscrição
do condomínio na
Receita Federal para obter onúmero
doCadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, o
CNPJ;
0 fazer a inscrição
do INSS;
0 requerer junto à Prefeitura o
desmembramento
do Imposto Predial, oIPTU;
0 registrar o Livro de Registro de
Empregados
e o Livro de Inspeção de Trabalhono Mi-
nistério do Trabalho; '
0 desvincular a conta de
consumo
deágua da
construção e cadastrar as respectivas eco-nomias; ~
0 contratar o seguro do condomínio, conformeart. 13,
da
Lei n° 4.591, que estabelece oprazo de 120 dias, contados
da
data de concessãodo
°habite-se”,no
valor de reconstru-ção, sob
pena
de ficar ocondomínio
sujeito amulta
equivalente aum
doze avosdo Im-
3.3
Administração do
Condomínio
O
corpo administrativo deum
condomínio
écomposto
geralmente de síndico,sub-síndico e conselho consultivo e/ou fiscal. Essa
composição
permite inúmeras vanta-gens.
O
síndico,que na
maioria das vezestem
outras ocupações, necessita eventualmenteausentar-se por motivos particulares
ou
profissionais. Nestes casos, o sub-síndicoou
con-selho consultivo
assume
imediatamente o seu papel (eventualmente), respondendo oficial-mente
pelas funções específicas. “-3.3.1
i
o
síndico e sub-síndicoConforme
a Lei 4.591/64-
art. 22, o síndico é o representante legal do condo-mínio,
em
juízoou
fora dele, exercendo a administração domesmo
assessorado pelo con-selho consultivo e sub-síndico, todos eleitos pela
Assembléia
Geral.O
síndicopode
sercondômino ou
pessoa físicaou
jurídica estranha ao condomínio, salvo disposição contráriaestabelecida
em
Convenção.
Será eleito pelaforma
e prazo previstosna
mesma,
sendoque
seu
mandato não
poderá 'exceder à dois anos, permitida a reeleição.Ao
síndico caberá as seguintes atribuições,conforme
Lei 4.591/64 (art.22
§ 1°alínea a-g):
a) representar, ativa e passivamente, o condomínio,
em
juízoou
fora dele, _e praticar osatos de defesa dos interesses
comuns,
nos limites das atribuições conferidas por Leiou
pela
Convenção;
”b) exercer a administração
intema
da edificaçãoou do
conjunto de edificações,no que
V representa à sua vigilância, moralidade e segurança,
bem
como
os serviços que interes-sam
a todos os moradores; Vc) praticar os atos
que
lhe atribuírem as leis, aconvenção
e o regimento intemo;d)
impor
as multas estabelecidasna
lei,na
convençãoou no
regimento intemo;e) cumprir e fazer cumprir a
convenção
e o regimento intemo,bem
como
executar e fazerexecutar as deliberações
da
assembléia;Í) prestar contas à assembléia dos condôminos;
g)
manter
guardadas durante o prazo de-cinco anos, para eventuais necessidades de verif-23
3
Além
destas, deforma
usual cabe ao síndico outras funções correlatas, confor-me
discriminado por Schwartz (1996):0 selecionar, admitir e demitir funcionários fixando-lhes os salários de acordo
com
a ver-ba do
orçamento do ano, respeitando o piso salarialda
categoria,com
data base; 0 arrecadar as taxas Condominiais;0 proceder a cobrança executiva contra os devedores;
0 escolher empresas prestadoras de serviços
ou
terceiros para execução das obrasque
interessem ao edifício, desde
que
aprovadasna
assembléia decondôminos;
0 contratar seguro contra incêndio para o
condomínio
e demais coberturas;0 convocar assembléias gerais ordinárias e extraordinárias;
0
comunicar
aos condôminos, nos oito dias subsequentes à assembléia, oque
foi delib- rado;O
cargo de sub-síndico,que
étambém
eleito por assembléia,tem
como
únicafunção formal, substituir eventualmente o síndico, caso conste
na
Convenção do condomí-
nio, pois
nem
todasprevêem
o cargo de sub-síndico.3.3.2
Conselho
ConsultivoÉ
o órgão de consulta e assessoramento do síndico,composto
po,r,_três condô-minos,
com
mandato que não
poderá exceder a dois anos, permitida a reeleição.O
cargotornou-se
muito
importante, pois,além
de deliberar e opinar sobre os problemasdo
con-domínio, "fiscaliza" a atuação do síndico. Portanto, o síndico estará salvaguardado
em
suaimagem,
vistoque
todas as despesas sãoacompanhadas
porum
conselhoque
vê, antes de tudo, os reais interesses dos condôminos, avaliando gastos, necessidades, -capacidadede
pagamento
dos moradoresno
caso de benfeitorias, entre outras medidas.3.3.3
Conselho
FiscalÉ
o órgão responsável pela análise e fiscalização das contasdo
condomínio.(normalmente
em
forma
de balancetes mensais) e dar parecer favorávelou
não sobre asmesmas
paraque
oscondôminos
deliberemem
assembléia específica sobre a aprovaçãoou
não das contasdo
síndico referente à sua gestão.3.3.4
Perfil de
uma
Administradora de
Condomínios
Com
omercado
de administração condominial sofrendouma
concorrência si-gnificativa
(como
será vistano próximo
capítulo) e o valor dos honorários cada vez caindomais, será de muita prudência o
condomínio
analisar o perfil das empresas administradorasde condomínios. Contratar
uma
administradora decondomínios
éuma
tarefaextremamente
complicada, mas, necessária,.e
que
o síndico quasesempre tem que
fazer. Neste caso, ocondomínio
estará delegando suas funções administrativas auma
empresa
especializadaque
tenha sua confiança. Para certificar-seque
aempresa
está apta a exercer as funçõesdo
condomínio
é seguido as seguintes informações a respeito:0 analisar a tradição
da empresa no
mercado
e qual otempo de
atuaçãono
mesmo.
0 pedir
uma
relação dos condomínios por ela administrados, para checar as referências.0 exigir a apresentação de certidões negativas de cartórios de protestos, Receita Federal,
INSS
e Prefeitura.0 exigir
comprometimento
com
os clientes,como
organização, instalações, equipamentose pessoal qualificado. _
V
0 Requerer apresentação de registros nos órgãos das classes competentes
(CRA
eCRC).
Com
estes dados o síndico poderá então verificar os demais serviços ofereci- dos,que
em
sua maioria,em
Florianópolis, são basicamente os seguintes:0 elaboração de balancetes mensais e anuais;
0 elaboração e emissão de taxas de
condomínio
e de taxas extras de rateio; 0 elaboração de previsões orçamentárias;0 controle de inadimplentes;
0 controle
da
conta bancária;0 envio de correspondências via postal
como
circulares, taxas, editais, aoscondôminos
25
¢ elaboração de
Convenção
eRegimento
Interno;0 providenciar registros formais
como
o Registro de Imóveis;0. representação e regularização
do condomínio
junto a órgãos públicos;0 convocação para assembléias de
condôminos
ordináriasou
extraordinárias;0 participação
em
assembléias;0 assessoria jurídica;
o elaboração de todo o trâmite da folha de
pagamento
de funcionários,como
demais re- lativos ao setor pessoal;0 preenchimento e recolhimento de guias de
INSS,
FGTS,
PIS;0
pagamentos de
fomecedores, impostos e taxas; e0 vistoria periódica
no condomínio
com
relatório deacompanhamento.
Destaque-se, porém,
que
os serviços deuma
empresa
de Administração deCondomínios,
variaconforme
a necessidade do condomínio, pois dentre os itens aqui cita-dos alguns poderão ser descartados
conforme
solicitação do clienteou conforme
contrato entre as partes.3.4 Características Básicas
do
Setorde
Administração
Condominial
em
Florianópolis.
De
modo
geral, a principal atividade das administradorasde condomínios
em
Florianópolis é a prestação de serviços, a qual é
remunerada
através de honorários mensais,que
são rateados entre os moradores de cadacondomínio
para a qual prestam os serviços.Conforme
levantamento doSECOVUSC,
existemem
Florianópolis 2.185 con-domínios, entre residenciais e comerciais, e
conforme
oCRC/SC
existem 398 empresas decontabilidade
no
município de Florianópolis, sendoque
182 prestam, entre outros,algum
tipo de serviço a condomínios. Dentre estas empresas, oito prestam especificamente servi-
ços a condomínios, desde as funções administrativas até as funções contábeis.
As
empresasque exercem
tais atribuições sãodenominadas
de Administradoras de Condomínios.Conforme
levantamento doSECOVI/SC,
existem 1.297 condomínios receben-do
algum
tipo de serviço terceirizado.O
conjunto de administradoras de condomíniosem
por-tanto, 661
condomínios que
utilizam serviços de pessoas físicasou
jurídicas para confec-ção
da
parte contábildo
prédio,conforme
demonstradona
tabela abaixo. 4Tabela
1- Empresas
Prestadorasde
Serviços eCondomínios
com
Algum
Tipo de
Serviço Terceirizado. `Quantidade
de empresasCond.
com
serviços terceirizadosOpções
Quantidade
(%)
Quantidade
(%)
Outras empresas 174 95,60 661 50,96 Total . 182 100 1.297 100Adm.
de Condomínios O8 4,40636
` 49,04 iFonte: Relatório de escritórios
com
empresas-
SECOVI/SC
VAs
oito administradoras de condomínios, que representam4,40%
de
um
totalde 182 empresas, detêm,
em
seu conjunto,636
condomínios, representando49,04%
do
total de 1.297 condomínios.
As
174 outras empresas, representando95,60%
domesmo
total de 182,
detêm
661condomínios
oque
representa50,96%
do montante de condomíni-os.
Ou
seja, ainda que hajaum
grandenúmero
de empresas, existeum
elevado grau deconcentração, o
que
pode
caracterizar o setorcomo
um
oligopólioz. 5Nota-se
uma
grande tendência doscondomínio
optarem por empresas especia-lizadas, já
denominadas
de administradoras de condomínios,do que somente
um
contadorpara confeccionar o balancete mensal. V
Tabela
2-
Condomínios
com
esem
Serviços TerceirizadosOpções
I
Quantidade
Percentual(%)
Condomínios
sem
empresas ter 888 40,64ceirizadas .
Condomínios
com
empres 1.297 '59,36
terceirizadas
mai
2.1851
ioo
Fonte: Relatório de escritórios
com
empresas-
SECOVI/SC
2